Scorose- I Will Love You
19 What The Fucker Damn Bloody Hell.
Notas iniciais
Scorpius me deixa plantada na sala. Sento-me no sofá e começo a organizar as ideias.
1- Scorpius disse que está apaixonado por mim.
2- Nicholas disse que me ama e é bem provável que ele faça alguma loucura.
3- Godric Rosier disse que está apaixonado por mim.
4- Violet esconde alguma coisa de mim, junto com o Malfoy e com o Potter menor.
5- O Malfoy disse que está apaixonado por mim. E eu moro na mesma casa que ele.
Eu sei que falei isso duas vezes, porém essa é a parte que mais me... não sei que palavra usar. São sei o que sinto.. Isso me incomoda, afinal, ficará estranho chegar perto dele agora sabendo que o que ele sente por mim. E eu pensando que seríamos como irmãos que vivem se irritando. Li tantos livros com esse mesmo final e não aprendi nada.
– Tonta, tonta, tonta.- bato levemente a cabeça no encosto do sofá.
Depois de uns vinte minutos pensando no que tinha de fazer, simplesmente levanto, ajeito o cabelo, aliso o uniforme, pego a minha bolsa e ando normalmente até o Salão Comunal da Sonserina. Não havia ninguém lá. Passo reto e meio ando meio corri até o meu dormitório. Violet está deitada na cama, lendo um livro de Herbologia.
– Preciso de ajuda.- falo. Ela senta-se rapidamente e indica o espaço em sua cama. Ajeito-me em frente a ela, com as pernas cruzadas.
– O que te incomoda?
– Nick se declarou pra mim hoje e ele é um pouco... descontrolado. — falo. Ela abre a boca pra falar, mas eu interrompo. — Na aula de vôo o Godric disse que me amava.
– Aquele gostoso que todas querem pegar? — ela pergunta, devaneando.
– É. Aquele mesmo. E o Scorpius disse que está apaixonado por mim. Se contar isso pra alguém eu juro que te lanço um Avada. — falo. Ela pisca, incrédula.
– Maldito Malfoy de uma figa. — resmunga.
– Ãhn?
– Tínhamos um plano pra ele te conquistar. Eu e o Al. No dia da piscina o Scorpius contou pro Al que gostava de você, por isso aquelas caras. Estávamos tentando juntar vocês, mas o cabeça oca do meu primo estragou tudo. — ela fala e sai correndo, sem se importar com o shortinho curto nem com o fato de estar descalça. Antes que ela saísse da porta, grito:
– Não suje a minha camisa de sangue! — ela assenti rapidamente e fecha a porta. Pude ouvir seu berro dali.
– SCORPIUS HIPERYON MALFOY! — simplesmente vou tomar um banho e deito-me logo em seguida, aconchegada em meus cobertores e meu pijama favorito.
... ...
Acordo com um calor incomum na anca esquerda. O galeão enfeitiçado. Pego-o e leio o que está escrito.
" Sala P. Rose. Rápido. — Al. "
Levanto-me como um raio, tomo um banho e coloco uma roupa qualquer, afinal, hoje é sábado.
Quando chego na Sala Precisa, encontro Albus sentado em uma poltrona, de frente para uma lareira enorme. Sento-me ao seu lado.
– O que quer? — pergunto, prática.
– Eu soube do que aconteceu. — ele fala, simplesmente.
– Que parte?
– Violet me contou tudo.
– Traíra duas caras. Enfim, só me chamou pra dizer que sabe ou alguma coisa a mais? — pergunto.
– Rose, você é a minha melhor amiga e maior confidente. Não me troque por uma loira estressada. — ele fala. Rio. — Sério, se quiser se abrir comigo pode falar, eu te escuto. E dê uma chance pro Scorps. Ele é legal e só quer o teu bem. — olho-o, intrigada com o que acabara de dizer. Não acredito que ele tenha me chamado aqui para ajudar o Malfoy. — Não. Não desse jeito — ele basicamente lê os meus pensamentos. — Não dê o gelo nele. Sério, ele ficou muito mal da última vez que você fez isso.
Fico sem reação.
– Última vez?
– Quando você xingou ele de todas aquelas coisas sem noção e vocês se afastaram. Não me faça passar por isso de novo. E nem ele.
– Ele gostava de mim desde aquela época?
– Desde o primeiro ano. — ele fala. Minha boca se abre em um perfeito "O".
– Não se surpreenda assim. Os sinais sempre estiveram lá, você é que não percebia. Tenho que ir fazer uma coisa agora. Fica bem e, pra qualquer coisa, me chama. — ele fala, levanta, dá um beijo na minha testa e sai sem esperar respostas.
– Porque todos amam sair e me deixar no vácuo? — pergunto para mim mesma. Fiquei pensando na vida e na merda que estava acontecendo comigo por mais um tempo, até resolver que tinha que me mover. Não adiantaria ficar lá plantada, esperando as respostas virem até mim. Levantei-me e olhei para a janela. O dia estava normal para um inverno. Cinzento e vazio. Caminhei lentamente até o meu dormitório, coloquei uma roupa, catei o meu celular e meus fones e voltei para os corredores. Eu sei que instrumentos trouxas não deveriam funcionar em Hogwarts, porém eu encantei o meu celular com um feitiço criado por mim mesma (me vanglorie) e consegui um bom resultado. Coloquei os fones e passei a ouvir música. Começou a tocar The Crow And The Butterfly, a música que estava tocando quando eu e o Malfoy nos beijamos pela primeira vez. Sentei-me em baixo de uma árvore próxima ao Lago Negro e apreciei a batida. Fechei os olhos e deixei as lembranças daquela noite me invadirem.
Uma vez eu havia lido um livro trouxa muito famoso. A protagonista era uma ruiva de olhos verdes, como eu, que havia se apaixonado pelo suposto irmão. Uma vez, no terceiro livro da saga, ela beijou o verdadeiro irmão sem saber que era ele. Ela sentiu que havia alguma coisa errada. Sentiu a cada toque. E a imagem do seu verdadeiro amor, o loiro que na verdade não era seu irmão, sempre vinha-lhe à mente em todos os beijos que não eram dele. Por que eu estava pensando nisso? Não faço a mínima ideia.
Senti a presença de alguém atrás de mim e abri os olhos ao mesmo tempo que tirava um dos fones do ouvido. Observei enquanto Scorpius se abaixava ao meu lado.
–Sabe, Rose, o fato de três pessoas se declararem pra você no mesmo dia não te dá o direito de se matar de frio. — só nessa hora percebi que havia começado a nevar e eu estava tremendo. — Deixa eu adivinhar, se perdeu em pensamentos e não percebeu. — ele me conhecia mais do que ninguém. Sério. — Vem. Levanta. — ele ergueu-se e esticou a mão. Peguei-a e fiz o mesmo. Scorpius tirou o casaco e colocou-o apoiado nos meus ombros, ficando apenas com um suéter de lã.
– Você vai congelar. — eu disse, tirando o casaco dos ombros e tentando entregá-lo de volta a ele.
– Você precisa mais. — retrucou, teimoso.
– Tenho uma ideia. Mas primeiro você tem que colocar o casaco. — ele fez uma careta e balançou a cabeça. — Você confia em mim? — perguntei. Ele me olhou, descrente.
– Claro.
– Então faça o que eu digo. — com uma careta, ele colocou o bendito casaco. Eu sabia que não era sensato fazer o que eu faria a seguir, que levantaria falsas esperanças e tal, mas não pude evitar. Cheguei perto dele e abracei sua cintura, por baixo do casaco. Inicialmente ele me olhou sem entender, porém depois passou a aba do casaco sobre mim até onde dava, e depois me abraçou de lado. — Quer ouvir música? — perguntei no meio do caminho, lembrando que eu estava com os fones. Ele assentiu. Peguei o que estava pendurado sobre meu peito e ajeitei-o na orelha do Malfoy. De uma música de metal, começou a tocar Good Enough, da banda Evanescence.
Under your spell again Sob seu feitiço de novo
I can't say no to you Eu não consigo dizer não para você
Crave my heart and it's bleeding in your hand Deseje meu coração e ele estará sangrando na sua mão
I can't say no to you Eu não consigo dizer não para você
Shouldn't have let you torture me so sweetly Não devia ter deixado você me torturar tão docemente
Now I can't let go of this dream Agora não consigo me livrar desse sonho
I can't breathe but I feel Não consigo respirar, mas eu me sinto
Good enough Bom o bastante
I feel good enough for you Bom o bastante para você
Drink up sweet decadence Beba a doce decadência
I can't say no to you Não posso dizer não para você
And I've completely lost myself and I don't mind Eu me perdi completamente e não me importo
I can't say no to you Eu não consigo dizer não para você
Shouldn't have let you conquer me completely Não deveria ter deixado você me conquistar completamente
Now I can't let go of this dream Agora não consigo me livrar deste sonho
Can't believe that I feel Não acredito que eu me sinto
Good enough Bom o bastante
I feel good enough Me sinto bom o bastante
It's been such a long time coming, but I feel good Há muito tempo venho me sentindo assim mas me sinto bem
And I'm still waiting for the rain to fall E Eu ainda estou esperando a chuva cair
Pour real life down on me E derramar a vida real sobre mim
Cause I can't hold on to anything that's good Porque não consigo me apegar a algo que é bom o
Enough Suficiente
Am I good enough Eu sou bom o bastante?
For you to love me too? Para você para me amar também?
So take care what you ask of me Então cuide com o que você me pede
Cause I can't say no Porque eu não consigo dizer não
Scorpius cantarolava baixinho e, de vez em quando, olhava para mim. Era uma indireta? Talvez. Possivelmente. Entramos pelas grandes portas e eu senti o calor de algum feitiço de temperatura. Liberei-me do Malfoy muito lentamente.
– Er... Bem, eu vou para a biblioteca. Obrigada pelo casaco e tals... — falei sem jeito. Ele deu um pequeno sorriso de canto e se afastou, porém antes de sair se aproximou de mim e beijou minha bochecha levemente. Um arrepio passou por todo o meu corpo. Ele afastou-se sem nenhuma palavra e eu me dirigi para a biblioteca. Peguei um livro qualquer e comecei a ler. O lugar estava totalmente vazio, então eu fiquei em uma das mezinhas próximas às portas de entrada.
Tive minha paz por umas duas horas, até que Nicholas entrou na sala. Ele passou o olhar pelo local, até que seus olhos focaram em mim. Tinha um brilho estranho neles... Um brilho vidrado. Ele havia feito alguma merda e estava muito alterado. Ele começou a andar até mim. Fechei o livro e levantei-me.
– Rose... Minha rosa... — murmurando, ele chegou perto de mim e tocou meu cabelo.
– Nick, o que acha de irmos até o Salão Comunal? Preciso falar com o Albus. — falei. A verdade é que eu estava com um pouco de medo de ficar sozinha com um Nicholas totalmente descontrolado.
– NÃO! — ele berrou, depois voltou a murmurar — Temos que ficar sozinhos, minha amada. Sozinhos. — arrepiei-me com seu toque. Mas não era um arrepio bom como os que o toque de Scorpius me causavam... Era um arrepio de medo.
– Eu realmente preciso ir... É urgente. — tentei. Ele segurou o meu pulso com força. Me desesperei quando lembrei que tinha deixado a varinha no dormitório.
– Já. Disse. Que. Não. — ele falou pausadamente com um pouco de raiva nos olhos. — Venha, minha Rosa. Eu sei que você também me ama. — ele me beijou. Seus toques pareciam duros como metal e frios como gelo. Eu geralmente gosto do frio, mas esse caso foi uma exceção. Tentei me afastar, porém ele apenas apertava mais meu pulso. A mão livre foi para baixo do meu moletom e da camisa, e começou a explorar minha pele. Eu tremia onde ele me encostava. Era horrível. Estava tentando me soltar sem que ele quebrasse o meu pulso com o aperto, mas era impossível. Travei completamente quando ele encostou os dedos no fecho do sutiã. Ele percebeu isso. Parou de tentar me beijar e apoiou a cabeça na curva do meu pescoço.
– Rosa, minha amada. Eu estive sofrendo sem você por tanto tempo... Agora podemos ficar juntos eternamente... Eu te amo tanto... Você me ama? — ele levantou a cabeça ao terminar de recitar a última pergunta. Engoli em seco. Ele esperou que eu respondesse, porém fiquei calada.- Claro que me ama. Nascemos um para o outro. só está com vergonha de dizer. Tudo bem.- ele voltou a me beijar e abriu o fecho do sutiã. Lembrando que eu ainda estava com todas as roupas no corpo. Sua mão estava deslizando lentamente para a parte da frente do meu corpo, quando ele foi arrancado de perto de mim brutalmente. Arfei de alívio e senti meu corpo sendo empurrado não muito delicadamente para trás. Eu ainda estava em choque, e demorei para reconhecer Scorpius na minha frente, com um braço para trás e olhando para um Nicholas no chão. Peguei sua mão e colei meu corpo em suas costas tensas.
– Não chegue perto dela outra vez, Zabini. — a voz de Scorpius era fria como gelo, porém nada nunca fora tão reconfortante como ouvir aquele som naquele momento. O Zabini levantou-se e alisou a roupa.
– Ela não é sua e nunca será, Malfoy. — e saiu andando. Bateu a porta com força quando saiu. Parecia que Scorpius tinha sido esbofeteado ao ouvir a última frase. Ele virou-se para mim, seu olhar preocupado e triste. Também havia um pouco de raiva nele.
– Você está bem? Ele te fez alguma coisa? — perguntou, aflito. — Eu deveria ter vindo mais cedo.
– Calma, Scorps. — eu não o chamava assim fazia algum tempo. — Ele não chegou a fazer nada grave. Você chegou na hora certa. Obrigada.- Abracei-o com força. Ele afagou a minha cabeça.
– Calma, minha pequena. — pela primeira vez não me importei com o apelido. — Quer que eu te leve pra enfermaria? A Madame Pomfrey pode te dar alguma poção pra dormir.
– Eu quero ir pra Sala. — apontei para a direção que levava para a Sala dos Marotos, sem me distanciar muito de Scorpius. Ele assentiu e começou a andar. Quando chegamos lá, ele acendeu a pequena lareira. Como o fogo tinha esquentado o ambiente, tirei o casaco e me lembrei que o fecho do sutiã estava aberto. Corei violentamente, principalmente porque eu tinha muita dificuldade de fechar o fecho por trás e, de qualquer forma, teria de deixar uma grande parte do meu corpo exposta para fechar. Scorpius virou-se para mim com uma xícara na mão e percebeu a minha vermelhidão.
– O que foi, Rose? — seu tom transbordava preocupação.
– Ele... Ele abriu o meu... O meu sutiã... — Scorpis ficou vermelho, e seus olhos transbordavam ódio.
– Ele te tocou? — seu tom era duro, porém eu sabia que a dureza não era direcionada a mim.
– Se você tivesse chegado uns dez segundos depois, sim, mas você chegou a tempo. — falei. — O problema é que eu não consigo fechar. Você poderia... — senti minhas bochechas ficarem mais vermelhas, se isso fosse possível. Ele assentiu e chegou perto de mim. Fiquei de costas e senti quando ele deslizava delicadamente a minha camiseta para cima. Os dedos roçavam levemente a minha pele, e um arrepio, bom, os acompanhava. Ele fechou o que tinha de ser fechado, soltou a camisa e virou-me para encará-lo.
– Rose, me desculpa, sério, eu deveria ter vindo antes... Eu poderia ter evitado is...- cortei-o no meio da palavra.
– Não. Eu tenho que me desculpar. Fiquei furiosa com você por ter ouvido aquela maldita conversa e não ouvi seu conselho. Eu fui a tola da história.
– Você é a pessoa mais inteligente que eu conheço. — ele olhou para as minhas mãos, e percebeu que ainda tremiam um pouco. — Vem, senta. Tem chá aqui. Sentei-me e ele entregou a caneca, sentando-se ao meu lado ao mesmo tempo. Tomei um gole do líquido amargo.
– Scorpius. — chamei. Ele me encarou atentamente.
– Eu?
– Me abraça? — perguntei. Ele colocou o braço sobre meus ombros e me trouxe para perto. Eu terminei o chá e apoiei a xícara vazia no canto do sofá. Ficamos parados por uma meia hora.
– Acho melhor irmos para o Salão Comunal. Já deve ter escurecido. — ele quebrou o silêncio.
– Quero dormir aqui hoje. Aquele sofá ali abre um pouco. — ele assentiu e se levantou, pegou a varinha e esticando o sofá. Duas pessoas caberiam lá se não exigissem muito espaço. — Scorpius... — falei, um pouco mais baixo.
– Sim? — ele me olhou novamente.
– Dorme aqui comigo? — perguntei. Ele assentiu e sentou-se no sofá, tirando os sapatos. Fiz o mesmo e esperei que ele se deitasse, repeti seu ato e recostei minhas cosas em sua barriga. Ele passou um braço por minha cintura e o outro ele deixou em baixo da minha cabeça, como um travesseiro. Adormeci sentindo-me mais segura que nunca, com a noção de que, sempre que eu precisasse, Scorpius estaria ali para me salvar.
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