Notas iniciais
VOLTEI! NÃO MORRI! DESCULPA MESMO! Sério, eu queria ter postado antes, mas: A) minha mãe ficou doente e só tem eu pra cuidar dela. B) bloqueio dos infernos. C) MUITAS Provas e MUITOS trabalhos. Sério. Hoje mesmo eu tive de fazer um trabalho de história resumindo TODA a história da Roma que ficou com umas 6 páginas. Fiz um cap maior pra compensar... Espero que gostem!

– Primeiramente, valeu, Rose! Finalmente consegui a minha loira!– Albus disse animado e fizemos um high five. – Em segundo lugar, me diz por que o Scorpius está nesse estado? – ele perguntou olhando para o loiro ao meu lado. Ele ainda estava meio pálido e com um pouco de suor na testa.

– Só levei um Crucio. Nada demais. – ele falou e tanto o moreno quanto aloira abriram suas bocas em choque.

– Foi aquele Zabini filho da puta? – perguntou o Potter já com a varinha em mãos.

– Eu já o imobilizei. Mas deixa que com esse me entendo depois. – falei.

– Aquele desgraçado só vai sair daqui de cadeira de rodas! – a criatura continuava falando.

– Você só vai encostar nele depois de mim, Albus. Ele tem mais contas em débito comigo pra pagar. – eu disse. Lancei um olhar significativo para Violet, que compreendeu.

– Vem, Al. Acho melhor deixar o Scorpius descansar. A Rose vai cuidar dele. – ela pegou a mão do novo... Como eles estavam agora? Enfim. De Albus e ambos saíram fechando a porta atrás de suas silhuetas. Imaginei uma grande cama de casal e fiz o Scorpius se deitar lá. Fiz uma cozinha aparecer e peguei um copo de água para levar até o loiro. Senti seus olhos sobre mim em cada momento.

Entreguei o copo e sentei-me na cama ao seu lado enquanto ele abria espaço e cuidava para não derrubar o líquido. Em alguns segundos, entregou-me o copo de vidro, que apoiei no criado mudo.

O Malfoy passou um braço sobre os meus ombros e me aconcheguei a ele enquanto tampava as minhas pernas. Scorpius colou a sua testa na minha, deixando nossos rostos próximos. Passamos alguns minutos assim, sem falar nada, até que eu cortei o silêncio.

– Você se jogou na minha frente naquela sala. – comecei. – Foi estúpido.

– A gente se joga na frente de uma maldição imperdoável pra salvar a nova namorada e é assim que somos recompensados. São tempos sombrios, não podemos negar. – ele retrucou. Eu até poderia ter rido, mas o assunto era sério.

– Aquele cara é um psicopata, Scorps. Mas ele não lançaria um feitiço desse tipo em mim. Afinal, eu sou a obsessão estranha daquele resto de aborto. – eu completei e só naquele momento parei para pensar no final da sua frase. – Espera... Namorada?

– Nós não estamos namorando agora? – perguntou.

– Eu não recebi nenhum pedido oficial e extravagante com direito a anel, senhor Malfoy. – fiz uma voz de pompa totalmente estranha.

– Então a minha garota quer um pedido enorme e extravagante com direito a anel? – ele fez uma cara pensativa por uma fração de segundo, mas eu sabia que estava maquinando alguma coisa. Ferrou.

– Malfoy, não inventa. – disse com a voz mais séria que consegui. Ele me olhou com olhinhos arregalados e inocentes.

– Eu sou completamente inocente, Ross. Não estou inventando nada. – dei um sorriso de canto muito similar aos dele.

– Você não me parecia nada inocente alguns minutos atrás naquele sofá, Scorpius. – disse seu nome de forma arrastada, provocando-o da melhor maneira que consegui. Seu sorriso era uma réplica do meu. Seus olhos escureceram tanto quando na sala de aula onde estivemos trancados a pouco tempo.

– Agora você me pegou, Rose. – devolveu na mesma moeda. Era impressão minha ou a sala tinha esquentado em alguns celsius? Bem, não importava. Aliás, nada mais importava naquele momento, além dos lábios de Scorpius, que estavam provocativamente perto dos meus. Algum tempo atrás, eu diria que estavam perto demais. Naquele momento, eu apenas queria quebrar a distância que ainda faltava.

E foi o que fiz.

Pude sentir seus lábios se curvando em um sorriso quando fiz o movimento, mas ele durou apenas um segundo, pois o Malfoy estava ocupado demais me beijando. Suas mãos foram para a minha cintura, enquanto as minhas, em um gesto totalmente instintivo, foram par a sua nuca. O cabelo fino e sedoso fazia cócegas nas minhas palmas.

Nos aproximamos mais um pouco e suas mãos foram parar em baixo da minha camiseta. Senti minhas bochechas ficando vermelhas feito um tomate. Sério, os meus cabelos deveriam estar muito claros em comparação a elas agora.

Não querendo ficar para trás, coloquei as mãos na bainha da camiseta dele e puxei-a para cima. Em alguns segundos, seu tórax estava inteiramente desnudo e tanto meus olhos quanto minhas mãos vagavam pela pele exposta. Seus músculos se retesavam onde eu encostava e não pude conter uma risadinha. Uma risadinha bem estranha, por sinal.

Ele tirou os lábios dos meus, sem fôlego, e passou a beijar delicadamente a linha da minha mandíbula até a clavícula. Uma trilha de arrepios seguiu seus movimentos e desceu por todo o meu corpo. Foi a vez de Scorpius de rir.

Em outro reflexo, passei minhas pernas por seu quadril e passei os braços por seu pescoço, voltando a beija-lo. Certo, acho que não era muito decente fazer isso usando uma saia que só chegava até um pouco acima dos joelhos. Suas mãos foram fazendo carinhos pela minha coluna vertebral até chegar à bainha da saia. Mais arrepios por todos os lados.

Inclinei-me para trás e levantei os braços, deixando que a minha camiseta fosse jogada no chão pela segunda vez no mesmo dia. Ou noite. Tanto fazia. Parei de pensar sobre as horas e concentrei-me no loiro em minha frente. Seus olhos estavam muito escuros e o cinza dos olhos mal aparecia atrás das pupilas dilatadas. Voltamos a nos beijar.

E a sala parecia ainda mais quente, se possível. Passei as mãos pelo tórax do Scorpius até chegar à barra da sua calça. Eu estava pronta?

A resposta basicamente deu um mortal na minha mente. Estava. Eu amava o Scorpius, e faria de tudo por ele. Faria de tudo com ele.

Estava nervosa, claro, afinal, aquela era a minha primeira vez, mas fiz com que minhas mãos fossem até o botão que mantinha sua calça fechada e firme. Não pude deixar de notar uma pequena... Elevação um pouco mais em baixo. Meu corpo todo retesou-se e o Malfoy percebeu isso. Ele levou suas mãos até as minhas e apertou-as levemente, levando-as até os seus lábios em seguida e depositando um beijo nelas. Eu não estava pronta, afinal.

– Não precisa fazer nada agora, Ross. Eu posso esperar por você. Sabe que faria qualquer coisa por você. – sua voz estava repleta de ternura, enviando uma onda de calor por todo o meu ser. Acho que até os meus cabelos esquentaram com essa. Dei um sorriso doce.

– Eu já disse que você é perfeito? – perguntei. O sorriso mais perfeito da existência bruxa apareceu em seus lábios.

– Bem, eu já ouvi isso de muita gente, mas acho que você poderia aumentar o meu ego mais um pouco. – retrucou.

– Mas se eu fizer isso não vai ter mais lugar pra mim nessa sala! – eu brinquei. Sua expressão ficou um pouco mais séria.

– Sempre terei lugar pra você, Rose. Sempre. – como uma pessoa decente, deitei ao seu lado e apoiei a cabeça em seu peito. Ele passou um braço por baixo da minha cintura e o outro por cima, me abraçando.

Eu nunca tinha dormido de modo tão confortável em toda a minha vida.

~*~

Quando acordei, senti falta de algo antes mesmo de o meu cérebro ter terminado de ligar. A cama estava fria. Não tinha um loiro do meu lado.

Abri os olhos. A noite passada não tinha sido um sonho, afinal, eu estava na Sala Precisa, mas Scorpius não estava em lugar nenhum. Aos pés da cama, uma muda de roupas repousava calmamente. Troquei-me e percebi, com atraso, que, ao lado do copo que dei ao Malfoy na noite passava, um bilhete escrito com a sua caligrafia estava parado. Peguei-o.

Tinha umas coisas pra fazer, então tive que te deixar aqui. Tão encontrei coragem pra e acordar. Você fica muito linda quando dorme.

Com amor, Scorpius.

Meu coração aqueceu. Fui caminhando até o Salão Principal sem prestar muita atenção ao meu redor. Estava ocupada demais repassando toda a noite anterior na mente. Queria aquelas lembranças marcadas a fogo na minha memória.

Era sábado e o deveriam ser umas nove da manhã, mas o Salão estava abarrotado. Pessoas de todas as Casas comiam e conversavam ruidosamente. Fui diretamente até a mesa da Slytherin, onde encontrei Violet e Albus sentados lado a lado, os ombros quase entrando um no ouro de tão juntos. Na frente deles. Malfoy aguardava com um lugar vago à sua esquerda. Sentei-me lá sem rodeios.

– Bom dia, flor do dia! – Violet cantarolou. Ela me encarava com os olhos maliciosos... Mais maliciosos do que deveriam. Albus também estava estranho quando me cumprimentou.

– Rose. Bom dia. – Scorpius, o eterno cavalheiro – só que não – disse perto do meu ouvido e virei minha cabeça para olhá-lo. Ele aproveitou a deixa para me dar um selinho. Ouvi algumas pessoas que provavelmente viram a cena prendendo a respiração e logo os murmúrios começaram a preencher o salão.

O Malfoy apertou de leve a minha mão e depois levantou-se, subindo na mesa em seguida. Apenas encarei-o, o cérebro ainda tentando processar as informações.

– Ontem pela noite eu descobri que o amor da minha vida corresponde os meus sentimentos. – ele olhou para mim, e eu simplesmente congelei no lugar. – E eu chamei ela de “namorada!. Mas, ao que parece, ela queria um pedido extravagante com direito a anel. Aqui está, Rose Weasley, o seu pedido. Você quer me dar a honra e o prazer indescritível de ser seu namorado? – ele colocou a mão no bolso e tirou um anel de prata com algumas pedras azuis em cima. Eu conhecia aquelas pedras. Eram benitoítes, uma das gemas mais raras do mundo. Esqueci como se respira. — Sei idiota! É claro que aceito! – eu disse e subi na mesa também, em um reflexo idiota que só pessoas com pudim no lugar de cérebro teriam.Ou pessoas apaixonadas. Não estou encontrando muitas diferenças entre ambos.

Notas finais
COMENTEM!!!!!!!!11 W.S. PS: Algum nephilim pra surtar comigo sobre Shadowhunters? Janeiro, chega logo!!