Scorose- I Will Love You

34 Breathe. Just Try To Breathe.


Notas iniciais
HEYYYYYYYYY!!!! VOLTEM EM MENOS DE 24 HORAS! RECORDE MUNDIAL! Bem, eu escrevi esse capítulo com muito carinho e espero que vocês não me matem quando acabarem de ler. Sério. Eu gosto de viver. Enfim, eu estou caindo em depressão aqui. O motivo? Faltam uns 3 caps pra fic acabar! Vou deixar o discurso sentimental pro Epílogo, mas... É. Nas últimas notas eu esqueci de agradecer a lindíssima e perfeitíssima Lica Hamacek, a diva que recomendou a fic. A MINHA PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO, CARALHO! Dá vontade de tatuar o nome dela na testa. Sério. Te amo! Sigam o exemplo dela pra fazer uma escritora louca feliz! Bom capítulo. Kisses, W.S.

Acordei com disposição renovada naquele dia. O sol estava brilhando, o céu, azul como a pele de um diabrete da cornualha. Fui direto para o Salão Principal, que já estava cheio. Sentei-me no meio da mesa da Slytherin, como de costume, e cumprimentei Violet e Albus.

Scorpius não estava em lugar nenhum. Franzi o cenho estranhando, mas decidi não comentar nada, afinal, não queria dar uma de namorada possessiva.

As corujas apareceram e, milagrosamente, uma enorme coruja-baia-oriental soltou uma carta sobre o meu prato vazio. Meu coração parou assim que bati os olhos no emblema azul e detalhado do envelope.

Ligeiramente, coloquei a carta no bolso interno da capa, não deixando que meus amigos vissem nada. Violet percebeu a ação, mas não disse nada. Estava ocupada demais sendo bajulada pelo Albus.

Levantei da mesa murmurando alguma desculpa esfarrapada e basicamente corri para fora do Salão. Entrei em algum corredor alheio, pesquei o envelope e abri-o. A letra era rebuscada e delicada, e nela, a concretização do meu maior sonho. Ou, agora, pesadelo.

No quarto ano, mandei uma ficha de inscrição para a escola de Beauxbatons, pensando na remota possibilidade de ser a aceita e poder morar na França, longe dos meus pais, do resto dos Weasleys e do Malfoy.

Mas agora eu estava namorando o cara que odiava naquele tempo. E tinha Violet. E os Malfoy que me acolheram e fizeram de tudo para eu me sentir em casa naquela enorme mansão. Claro, meus parentes ainda eram uns idiotas e tinha o Nick, mas...

E era uma oportunidade de estudar gratuitamente na França. Eu não podia simplesmente dizer não.

Tomando uma decisão, comecei a correr por todo o castelo a procura de Scorpius. Ele poderia me dar alguns conselhos. Tive de buscar até o terceiro andar, até que ouvi sua voz em um corredor a leste.

E aquele som tão familiar foi seguido de uma risadinha feminina. Parei de andar e apenas escutei. Scorpius murmurava de maneira cúmplice cm alguém que eu não reconhecia. Seu tom era mesmo que ele usava comigo... Quando estávamos sozinhos.

Na ponta dos pés, fui até a dobra do corredor e coloquei a cabeça na beirada da parede, vendo-o encostar-se em uma menina morena e bonita que trajava roupas da Lufa-Lufa. Eu nunca havia visto aquele ser em Hogwarts.

Gelo preencheu minhas veias quando o loiro aproximou sua cabeça da dela... E seus lábios se tocaram. Ele acariciava a cintura finíssima da garota X, enquanto as mãos dela vagavam pela nuca do Malfoy, como eu havia feito na noite retrasada. E ontem enquanto nos beijávamos em um dos corredores após o toque de recolher.

Com o coração na garganta, corri o mais rápido possível. Corri como se minha vida dependesse daquilo até chegar no meu dormitório. Devo ter batido na metade dos alunos de Hogwarts, mas não importava naquele momento. Joguei-me na cama e enterrei o rosto nos travesseiros. Não choraria por amor. Não choraria de novo. Não choraria. Não entrarei em crise de novo. Me recuso.

Fiquei parada por um tempo indeterminado que pareceu, ao mesmo tempo, longo e curto demais e apenas levantei a cabeça quando Violet entrou no quarto e disse a última coisa que eu esperaria ouvir naquele dia de merda:

– Rose, os seus pais estão na sala da Minerva e querem falar com você. – estranhando a situação, levantei-me, arrumei o cabelo e caminhei em direção à porta, porém a voz da loira me parou antes que eu cruzasse o batente.

– Tem a ver sobre a carta que você recebeu de manhã? – perguntou.

– Não faço ideia. – saí antes que ela tivesse chance de falar mais alguma coisa.

Quando entrei na sala, a primeira a se manifestar foi a diretora.

– Agora que Rose chegou, deixarei que os três conversem a sós. – ela saiu andando e entrou em uma pequena antessala atrás de sua cadeira. Eu apenas fiquei parada na entrada encarando meus pais como se fossem hipogrifos cor-de-rosa lançando feitiços com flores.

– Rose, minha filha... Como você está? – a voz de Hermione estava mais calorosa que o habitual.

– O que vieram fazer aqui? – fui direta. Não sabia se conseguiria aguentar muito mais aquela situação sem desabar em lágrimas. A cada segundo, a imagem do Malfoy beijando aquela menina voltava à minha mente, e, a cada segundo, eu sentia como se enfiassem uma adaga em meu peito.

– Recebemos a carta de Beauxbatons. Você não foi legalmente deserdada, então ainda atuamos como seus pais. Além do mais, eu estava esperando uma deixa para vir falar com você e a oportunidade surgiu.

– Fale logo, então.

– Ronald... – ela lançou um olhar ameaçador ao ruivo. Ao que parece, eles haviam ensaiado a ceninha em casa.

– Rose... – ele fez uma pausa muito longa. – Me desculpa. – de todas as cousas que eu esperava, essa era a última. Se é que eu poderia, algum dia, esperar essas palavras saindo da boca de Ronald Weasley. – eu fui um idiota com você. Deveria ter aceitado a sua personalidade logo no começo, mas me desesperava ver como você estava ficando. Independente. Forte. Decidida e ambiciosa. Não deveria ter feito e dito tudo o que fiz e disse. – ele fechou a boca e mamãe continuou.

– Você basicamente nasceu criada, Rose. Eu sempre sonhei em ter uma filha, mas você me afastava desde cedo, não queria ajuda com os deveres, era inteligente e perspicaz para fazer tudo o que queria sozinha. Creio que quando Hugo nasceu acabei dando a ele toda a minha atenção. Desculpe. Mas eu sempre estive observando. Minerva me enviava relatórios mensais sobre você, sobre seu progresso excelente. Você sempre foi um prodígio. – mais uma pausa- Quando eu imaginei essa conversa, eu perguntava se você queria voltar para casa, mas agora, provavelmente vai para a França. – agora eu não continha mais as lágrimas e elas escorriam pelo meu rosto, o gosto salgado nos lábios.

Hermione deu uma cotovelada em Ronald, que fez uma careta. Algo me disse que não era só por causa do golpe.

– Soubemos sobre o seu... Relacionamento – ele forçava as palavras a sair. – com a Doninha Albina Rj e... Eu não vou mais me impor entre vocês. – se ele tivesse colocado a mão dentro do me peito e esmagado o meu coração, teria doído menos.

De qualquer modo, segurei a dor e corri até os meus pais, abraçando-os com força. Finalmente tínhamos nos entendido. Depois de algum tempo, nos soltamos e eu enxuguei as lágrimas.

– Você vai para a França? – mamãe perguntou. Pensei por um segundo.

– Eu vou. – ela assentiu e nos abraçamos novamente.

– Eles enviaram isso caso aceitasse. – ela pegou um embrulho azul-claro em cia da mesa e entregou-me. Ao abrir, deparei-me com um blazer da cor do pacote e um vestido com a mesma tonalidade. Era o uniforme de Beauxbatons.

– Se quiser ir conosco, tem uma hora para aprontar suas coisas. Encontre-nos na cabana do Hagrid. Vamos fazer uma visita a ele. – papai disse. Eu assenti e saí da sala, indo diretamente até o meu dormitório. Felizmente, apenas uma sonserina morena estava lá. Ela acenou para mim quando entrei e voltou a ler sua revista.

Arrumei todo o meu malão e aprontei-me em meia hora. Foi estranhos tirar o uniforme de Hogwarts e trocá-lo pelo vestido azul claro de Beauxbatons, mas eu acabaria me acostumando. Sentei na minha cama e olhei para o anel em meu dedo. A prata brilhava alegremente, mas olhar para a peça não me trazia mais felicidade, apenas dor. Muita dor.

Levantei-me mais decidida que nunca antes e lancei um Wingardium Leviosa na mala. Passei lentamente pelo Salão Comunal da minha Casa, sorvendo os detalhes pela última vez. As pessoas encaravam enquanto eu passava e os cochichos acompanharam todo o meu caminho.

Somente fui diretamente abordada quando cheguei à porta principal de Hogwarts.

– ROSE! – virei a cabeça lentamente para me deparar com Violet, Albus e Scorpius, os três esbaforidos, a alguns metros de mim. A loira, que havia gritado o meu nome, apoiou as mãos nos joelhos e tomou fôlego longamente antes de falar. – Rose... O que está acontecendo?

– E que roupa é essa? – Albus questionou depois da namorada. Fiquei de frente para os três evitando ao máximo o olhar do Malfoy. Violet, ao notar o meu blazer, juntou as peças em sua mente.

– Você vai... Eles te aceitaram... Como... Agora?! – ela parecia incapaz de formar uma frase coerente. Albus encarou-a sem entender.

– Como? – questionou.

– Eu enviei meu currículo para tentar uma bolsa de estudos em Beauxbatons anos passado. Eles me enviaram uma carta hoje de manhã. Eu fui aceita. Meus pais estão me esperando na cabana do Hagrid agora. Irei para a França depois de fazer algumas coisas. – esclareci.

– Rose... – Scorpius finalmente abriu a boca e eu preferiria mil vezes que não tivesse feito Sua voz estava tão machucada... Nem parecia que ele estava me traindo uma hora e meia atrás. Uma raiva descomunal brotou no meu peito e deu lugar À tristeza.

– Cala a boca, Malfoy! Não quero ouvir uma palavra sua! Você me fez de idiota, de boba! Eu te entreguei o meu coração, porra! Você é o meu primeiro amor... Se não me queria mais, seria melhor ter terminado comigo em vez de fazer o que fez! – explodi. Ele me olhou sem entender. Arranquei o anel que ele havia me dado e joguei-o com toda a minha força em seu peito. – Pode ficar com isso. Se quiser, dê pra vagabunda que estava se agarrando com você. – falei e saí marchando antes que ele tivesse tempo de responder. No meio do movimento, pensei ter visto Nick em um canto do salão, mas não tinha tempo a perder agora.

~*~

Como previsto, os meus pais estavam na cabana do Hagrid. O meio gigante me deu um abraço de urso quando cheguei e disse que sentiria muitas saudades de mim, mesmo que não fôssemos muito próximos.

Os adultos conversaram mais um pouco e eu fiquei sentada em uma cadeira até que Albus apareceu na porta e chamou-me para conversar.

– Rose, se você acha que o... – interrompi-o antes de acabar.

– Não fale sobre o Malfoy. Sério. Não quero chorar mais. – fui mais verdadeira do que pretendia. Uma dor profunda cruzou os olhos do Potter.

– Quando você volta? – perguntou.

– Não sei. Eu vou passar um tempo por lá, sabe? Espairecer, pensar em tudo o que está acontecendo... Acho que preciso desse tempo sozinha. Mas não se preocupe, manterei contado. – ele assentiu e me abraçou uma última vez antes da voz de papai soar por trás de nós, chamando-me para ir.

~*~

No trem de volta a Londres, sentei ao lado da minha mãe e mantive-me em silêncio o caminho todo. Meus dedos percorriam o colar que Scorpius me dera no Natal. Eu tinha feito a escolha certa?

Não tinha ideia, mas não havia como voltar atrás.

Notas finais
COMENTEM! Críticas? Sei que vou ganhar. Mas mereço algum elogio pela ceninha fofa entre Al e Ross? PS: Juro que postarei rápido. W.S.