School of Elementary
3 Capítulo II
Notas iniciais
Capítulo II
Rosalie ainda sentia-se um pouco tonta, mas não conseguia desviar de modo algum o olhar do par daqueles belos olhos verdes a sua frente. Próximo a si, mais próximo do que deveria, ela diria.
–Me desculpa por ele. É meio desastrado. — a garota de cabelos loiros que vira antes, falou, um pouco atrás do garoto, fazendo Rosalie pular de susto e separar-se do garoto.
–Srta. Esses são Gustavo, Fernanda, Beatriz e Philip. — apresentou Ramon, que continuava para ao lado de Rosalie, mas seus braços não se encontravam mais entrelaçados.
Gustavo era alto, sua pele era um pouco mais bronzeada que a dos outros alunos. Aparentava ser do tipo extrovertido, e pelo que se lembrava no corredor, era exatamente desse modo. Seus cabelos eram castanhos, e seus olhos eram verdes, mas mudavam constantemente para o castanho, quase a cada minuto.
Fernanda era loira e esbelta. Parecia ser do tipo mais calada e ouvinte, mas mesmo assim, tinha um ar de leveza e diversão ao seu redor que Rosalie não sabia explicar. Seus olhos eram num tom de azul tão claro, como um céu sem nuvens.
Beatriz, ao contrário de Fernanda, era morena e seus olhos castanhos. Seus cabelos; lembravam chamas flamejantes, por serem um tanto ruivos. Sua postura era forte, exalava um ar de segurança ao seu redor, totalmente diferente da garota que vira mais cedo no corredor, ao levar um jato de água no rosto.
E o último garoto, Philip, que fora quem lhe encarou no corredor mais cedo. Assim como também fora nele que ela bateu; e na imensidão verde de seus olhos que ela se perdia.
Philip era alto, bem mais alto que a mesma. Seu maxilar quadrado, algo que sempre chamou a atenção de Rosalie nos garotos. Seus cabelos eram em um tom de castanho, meio loiro; impressionantemente belos. E seus olhos. Uma imensidão hipnotizante de verde, dos quais Rosalie não conseguia desviar o olhar.
–Mille grazie, signorina. – Philip disse, num Italiano perfeito, que Rosalie prontamente respondeu, sem ao menos pensar.
–I suoi occhi sono una tonalità di verde più bello che abbia mai visto. – ao terminar de falar, e só então compreender o que dissera, Rosalie sentiu seu rosto corar absurdamente.
Philip sorriu de lado, passou as mãos despercebidamente nos cabelos arrepiando-os. Ainda sorrindo, tomou-lhe a mão e beijou-a. — Sono onorato di ricevere un complimento da una donna così graziosa.
–Okay! Podemos voltar para nossa língua, naí? — interrompeu Gustavo, enquanto Fernanda gargalhava.
–Deixa os dois, Gus. Não está vendo que eles tiveram aquele lance de “amor à primeira vista”, desde mais cedo no corredor? — disse Beatriz, fazendo com que o rosto de Rosalie corasse mais ainda.
–Não é isso. Sinto que o conheço de algum lugar. — disse Rosalie, com seu rosto ainda corado.
–Poderia nos dizer seu nome. Quem sabe, você pode ter sonhado comigo e não lembra. — sugeriu Gustavo, fazendo com que Beatriz revirasse os olhos.
–Rosalie Giotto, mas chamem-me de Rose.
–Eu prefiro Gus, mas se quiser me chamar de futuro namorado. De nada reclamarei, ómorfos. — Gus sorriu, empurrando Philip e beijando-lhe o rosto.
–Você fala Grego? Polý kalá agapi̱té mou? — perguntou Rosalie, em um Grego tão perfeito quanto o Italiano.
–Vevaío̱s, Rosalie.
–Beah, você sabe por onde está a Lah? A Srta. Rosalie é a nova colega de quarto dela. E a Srta. Doris pediu para que eu lhe avisasse que não fizesse nem um tipo de pegadinha.
–Boa sorte com isso. — Beatriz sorriu de lado e apoiou-se no ombro de Gus.
–Acho que a vi indo ao quarto andar com o... — Fernanda parou de falar, assim que um jato de água passou por sua cabeça, acertando diretamente o rosto de Rosalie.
Seguido desse, vieram muitos outros de mesmo lugar que o primeiro viera, mas todos pararam antes que pudessem chegar ao mesmo destino da primeira.
Elas pararam no meio do caminho, como se estivessem presas em um cubo invisível. Em seguida, um vendaval começou de ponto algum.
Enquanto os outros continuavam confusos, tentando ver de onde viera o vento, Philip fora o único que percebeu pequenas chamas crescendo nas mãos de Rosalie, assim como a Terra que subia ao seu redor.
Já sabendo o que acontecia, ele levantou-a, e antes que alguém pudesse falar algo, sumiram no próximo corredor. Philip apenas parou quando chegaram a uma das salas de treinamento.
–Rosalie, se concentra. — gritou Philip, em meio a todo o barulho dos ventos ao seu redor. As coisas começavam a voar, assim como alguns pontos de fogo surgiam em pequenas partes da sala. — Rosalie!
Os olhos da garotas estavam totalmente diferentes dos azuis de minutos atrás. Suas pupilas se dilataram, e agora a íris de seus olhos mudavam de cor a cada segundo.
–Vocês não vão machucar ela! — gritou Rosalie, sua voz tinha uma raiva inexistente a minutos atrás, parecia presa em algum tipo de pesadelo, mas continuava de olhos abertos.
–Rosalie! Eu não vou te machucar! Rosalie! — gritou Philip, fazendo com o vento cessasse ao redor deles.
–MENTIRA! — gritou a garota, antes de fazer com que as chamas surgissem por todo seu corpo. — ISSO É MENTIRA!
–Sinto muito por isso, Rosalie, mas é preciso. — e dizendo isso, Philip a prendeu em uma bolha de água, criada por si, até que ela estivesse se afogando, e voltasse à sanidade.
Antes que ela caísse no chão, Philip a segurou.
–O que aconteceu? — perguntou Rosalie. Sentia-se meio tonta e todo o seu corpo doía, como se estivesse fazendo exercício a dias.
–Seus poderes se descontrolaram quando você ficou com raiva. — explicou, enquanto tirava uma mecha do cabelo molhado, que grudou em sua face. — Me desculpa pela roupa molhada, mas eu tive que fazer isso.
–Está tudo. Grazie per avermi aiutato.
–E 'sempre un piacere trascorrere del tempo con Miss. Principalmente quando está tentando me queimar. — sorriu de lado, passando as mãos pelo rosto da garota. — Alguém já lhe disse que é grazia?
Rosalie sorriu, e ainda sentindo o rosto corado, levantou-se. E em menos de um minuto, estava seca novamente.
–Como faz isso, Srta. Rosalie? — perguntou Philip, que continuava sentado. — Me responda apenas uma coisa, Srta. A Srta. Está no nível dourado, não?
–Não sei do que está falando. — desconversou Rosalie, lembrando-se do que o guardião havia lhe dito.
–Eu sei que o guardião lhe instruiu a não contar isso para ninguém, mas pode confiar em mim. — Philip disse, levantando-se e parando em frente à garota.
–Porque eu confiaria em você? — perguntou, fingindo arrumar alguma parte de sua roupa.
–Bem. Eu consegui lhe controlar, você me deve algo. -comentou, segurando no queixo da mesma, fazendo-a levantar o rosto, possibilitando observar os olhos verdes do garoto. — E por que eu era o único até poucos dias, com o nível dourado.
Fernanda King — 
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