School of Elementary
4 Capítulo III
Notas iniciais
Capítulo III
Eu estava em um lugar completamente escuro, ou ao menos pelo meu ponto de vista. Algo parecia impossibilitar minha visão, pois eu podia sentir o calor da luz no local.
Ouvi passos atrás de mim e me virei rapidamente, mesmo não podendo enxergar nada.
–Relaxe, méli. Não vou te machucar. — uma voz sussurrou próxima ao meu ouvido, mas quando virei-me, não havia nada lá. — Você me conhece, méli. Eu não farei mal a você.
Eu reconhecia aquela voz de algum lugar. Havia ouvido recentemente, estava fresca em minha mente, só não conseguia ligá-la à algum rosto.
–De onde eu te conheço? — minha voz finalmente resolveu voltar, mas sumiu em menos de um minuto, quando senti seus lábios passando por meu ombro, assim como a ponta dos seus dedos gelados tocando minha nuca, afastando meus cabelos. — O que está fazendo? Quem é você?
–Apenas relaxe, méli. Nada de perguntas essa noite. — e com essa última fala, ele virou-me de frente para si, e a única coisa que eu pude ver olhos verdes misturados com o castanho, então seus lábios juntaram-se aos meus num beijo sedento e desesperado.
Fiquei perdida por um momento, mas retribui após alguns segundos. Não me lembrava de onde o conhecia, mas queria beijá-lo tanto quanto ele me beijava nesse momento.
Senti uma de suas mãos firmes em minha cintura, enquanto a outra passeava livremente por minha coxa, na pele exposta deixado pelo pequeno short que eu vestia. Suas duas mãos desceram até segurarem-se em minha coxa, dando um rápido impulso, e no minuto seguinte, estava com as pernas ao redor de sua cintura, enquanto chegávamos à parede mais próxima.
–Você não imagina o quanto eu quis fazer isso quando lhe vi mais cedo, apólaf̱si̱. — seus lábios desceram em direção à pele exposta, até onde minha blusa permitia.
Eu nada conseguia dizer, apenas mumurrava coisas incoerentes, enquanto sentia seus lábios desciam mais e mais até o decote de minha blusa...
–Rosalie! — uma voz gritando ao seu ouvido, fez com que a garota pulasse da cama, enroscando-se nas cobertas, e caindo no chão.
–Droga. — resmungou, desenroscando-se das cobertas e voltando a jogá-las na cama. — O que houve, Larissa?
–Ah, desculpa ter te acordado assim. É que faltam apenas meia hora para o início das aulas, achei que não quisesse se atrasar. — a garota de cabelos pretos disse, sua voz era um tanto risonha. — Mas foi bem engraçado ver você caindo no chão.
Rosalie soltou uma risada curta, antes de caminhar até o guarda-roupa que dividia com Larissa, e pegar seu uniforme, que a vice-diretora havia mandado na noite anterior.
***
–Então, qual a primeira aula? — perguntou Rosalie, enquanto caminhavam em direção ao refeitório. Larissa, Beatriz e Fernanda estavam guiando-a.
–Como você é nova, antes terá que passar na sala da Sra. Locke para fazer um teste, de quais são os seus poderes. Os que você controla melhor, e os que você aprenderá a controlar.
Rosalie concordou com a cabeça, e assim elas entraram no refeitório.
Para Rosalie, que esperava apenas um dia normal em uma nova escola, enganou-se completamente. Ao passarem pela porta do refeitório, o mesmo ficou totalmente silencioso, e todos os alunos viraram-se para olhá-la.
–Por que estão me encarando? — perguntou, sentindo as bochechas corarem fortemente.
–Ah, isso foi apenas por que você foi vista com dois gatos no mesmo dia. — respondeu Fernanda sorrindo.
–Hein? — indagou Rosalie, suas bochechas estavam tão vermelhas quanto as unhas de Beatriz.
–Viram você conversando com o Gus e o Philip ontem no corredor, e depois, o Philip te pegou no colo e a tirou de lá sem mais nem menos. — disse Larissa, que continuou a brincar com a pequena bolha de água em sua mão.
–Mas eu também estava com vocês! — exclamou, seguindo Fernanda que continuou a andar normalmente em direção à mesa onde era possível ver Lucas sentado de costas, e mais uma vez, ele estava com sua toca na cabeça.
–Eles preferem te taxar de “rodinho” há “lésbica”. — explicou Larissa.
–Além do mais, a Fernanda já pegou quase toda a escola. — continuou Beatriz dando de ombros, fazendo Rosalie soltar um pequeno sorriso.
–Rose, minha apólaf̱si̱. — chamou Gus, e então quando Rosalie olho em seus olhos, corou absurdamente.
Eram os mesmo olhos que havia visto no sonho. Gus era o garoto com quem ela sonhara.
–Sr. Turner, não constranja nossa nova aluna. — a voz da Sra. Locke soou mais uma vez risonha, às costas de Gus.
–Okay. Então posso constranger a Srta.? Dóris panémorfo? — Rosalie soltou uma pequena risada, enquanto os outros pareciam não ter entendido o que Gus dissera. Mas a Sra. Locke aparentava ter entendido tudo.
–Sr. Turner, creio que vai gostar de ter aula extra com o Sr. Robins mais tarde. — e sem dizer mais nada, a Sra. Locke virou-se e voltou a caminhar em direção a saída do refeitório.
Rosalie corou mais ainda, quando foi puxada por Gus para sentar-se ao seu lado, e também o olhar de Philip que não desviava de si.
–Mais tarde eu te levo até a sala da Srta. Doris. — ofereceu-se Philip.
–Não! — exclamou, talvez um pouco alto ou rápido demais, pois isso fez todos da mesa lhe encararem. — Quer dizer, o Ramon pode me levar, não pode?
–Claro. — respondeu Ramon, olhando-lhe confuso, enquanto a mesma sentia seu rosto corando outra vez.
–Você cora muito fácil. — comentou Lucas, que manteve-se calado, apenas brincando com os ventos ao seu redor.
–Para! — disse Larissa, batendo-lhe em uma das mãos, fazendo o vento sumir.
–Por que eles não param de me encarar? — pergunto Rosalie, baixando os olhos para sua comida.
–Por você ser incrivelmente gata, eu diria. — Gus sorriu de lado, piscando-lhe um olho.
–Por você ser nova. Estar sentando conosco. E porque nem o Gus nem o Phil tiram o olho de você. — listou Beatriz, dando uma mordida em sua maçã calmamente, enquanto Phil e Gus desviavam o olhar rapidamente. — Não disse.
–E por que aquela garota de cabelo roxo não para de me encarar com se dissesse. “Estou louca para te matar na calada da noite.”– perguntou, fazendo Lucas, Larissa e por incrível que pareça... Beatriz rir.
–Bem, aquela é Micaela Parker. Ela é apaixonada pelo Phil desde quando tínhamos quinze anos, mas o Phil nunca deu bola para ela. Então, agora que você chegou e em um dia está sentando-se à mesa com ele... Creio que não seja só uma expressão. Ela com certeza quer te matar. — Fernanda sorriu ao terminar de falar, enquanto Phil corou pela primeira vez.
–Não é que eu não dê atenção a ela, é só que...
–Ela é nojenta? — Ramon.
–Mesquinha? — Beatriz.
–Insuportável? — Gus.
–Dá vontade de vomitar em cima dela? — Larissa.
–Ou aquele cabelo roxo que é realmente ridículo te causa uma ideia de suicídio ao tentar conversar com ela? -Lucas
Rosalie não pôde deixar de rir, assim como Phil.
–Por aí. — Phil sorriu de lado, o riso ainda bem presente em sua voz. — E além do mais, eu prefiro morenas. — completou, olhando diretamente para Rosalie, que corou.
–Se essa foi para mim, me desculpa querido, mas não me conquistou. — comentou Beatriz descontraída, jogando o cabelo por cima do ombro, enquanto toda a mesa voltava a rir.
***
–Bom dia, Srta. Giotto. — cumprimentou a Sra. Locke assim que Rosalie entrou no escritório. — Creio que a Srta. King tenha lhe explicado.
–Quem? — perguntou confusa.
–Fernanda King, que estava sentada na mesma mesa com a Srta. hoje cedo.
–Ah. Sim, ela me explicou. Algo como um teste para descobrir quais são os meus poderes ou algo assim. — respondeu.
–Exato. Se puder me seguir, Srta. A levarei a sala de testes. — a Sra. Locke disse, levantando-se de sua cadeira e seguindo em direção a porta. — Srta. Taylor, por favor, peça para que as Sras. Anderson, Miller, Werneck, Campbell, Martin e Mitchell e aos Srs. Robins e Hill, que vão à sala de testes.
–Sim Sra. — respondeu a secretária, saindo apressadamente.
–Srta. Rosalie, preciso que vista uma roupa especial para o teste. É um tipo de proteção para os obstáculos da sala. — avisou a Sra. Locke, enquanto entravam numa sala. Suas paredes eram de vidro por dentro, mas por fora era tão normal quanto o resto da escola. — A roupa está no vestiário. Boa sorte no teste.
E dizendo isso, a Sra. Locke virou-se de costas e saiu em direção à porta que entrara minutos antes.
Gustavo Turner — 
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