School Killers
25 Antes de entrar aqui
Notas iniciais
Os quatro estavam sentados em círculo, Annabeth tinha um computado a sua frente e ela digitava tão rápido quanto deveria ser possível, seus olhos passavam pela tela mais rapidamente ainda.
— Acha que vai dar certo? — Piper indagou, vendo a loira dar de ombros.
— Com sorte, sim.
Thalia se mexeu desconfortável na cadeira, olhando a loira de cima abaixo.
— Acha que ele é mesmo um policial? — a Grace indagou, cruzando os braços e se reclinando na cadeira, deixando que seus olhos denunciassem a descrença que ela tinha.
Não tinha se apegado ao Castellan, muito menos ao parceiro dele, mas se recusava a acreditar que tinha se envolvido de alguma maneira com alguém o oposto dela. Entretanto o fato dela estar na escola por simples motivo de gostar de matar, gostar de agir o tinha deixado revoltado.
— Tá, mas a questão é, provamos que ele é um policial, damos um alvo para a mãe da Annabeth e os outros professores, fazemos o que depois disso? — Percy dessa vez que questionou.
— Nada, eles vão cuidar de todo o resto, eles devem possuir um procedimento para esse tipo de coisa, não a gente, não temos que cuidar de nada — Annabeth disse como se fosse óbvio, levantando o olhar para eles.
— E se eles já tiverem provas contra gente? Uma lista de nomes, locais, tudo que assim que acionada...
— Não é com isso que temos que nos preocupar, ok? — Anne cortou a McLean, que fez um bico.
— Não é assim, Anne, se temos que nos preocupar com o nosso lado também — Thalia concordou com os outros —se uma lista com nossos nomes vaza, estamos todos ferrados, pois isso é motivo o suficiente para nos investigarem e as nossas famílias, e nenhum de nós tem o nome limpo antes daqui.
— Eu tenho —Piper disse, dando de ombros, encolhendo o corpo.
— O que? — Jackson questionou pasmo.
— Eu nunca fiz nada ilegal antes de entrar aqui, minha mãe é modelo, meu pai é ator, eu entrei aqui porque fugi de casa e uma amiga me indicou, ela se formou aqui, então me preparou para isso, ela disse que eu tinha jeito — deu de ombros, não se importava de falar um pouco da sua vida antes da escola. — Como era antes de vocês?
— Eu morei nas ruas por um ano, até que fui conhecendo pessoas, comecei então a traficar droga para ganhar um dinheiro, subi de nível para armas, então um dia conheci o chefão e ele gostou de mim, então me trouxe pro meio e me ensinou tudo que ele sabia, então ele passou o cargo dele pra mim, mas agora ele tá no comando de novo enquanto eu estou estudando aqui — Percy confidenciou sua vida antes dali também.
—Eu tinha tudo que eu queria, mas sempre fui treinada para sobreviver nesse ramo e caso eu quisesse entrar na escola, já que meu pai é apaixonado por esse lugar, então meu irmão entrou e meu pai começou a ficar cada vez mais irritado dizendo que não estaria aqui para sempre para me sustentar e que se eu não começasse a ganhar meu próprio dinheiro, quando ele morresse, em um ano eu teria falido toda a sua fortuna, como eu nasci nesse ramo decidi entrar na escola, porque pra mim assassinato é o modo de dinheiro fácil.
— Nossa... — Piper murmurou descrente — é engraçado imaginar que quando eu tinha cinco anos eu estava brincando de boneca e você com armas.
— É, acontece —a Grace achou graça da comparação, mas ela realmente sempre preferiu atirar do que brincar com Barbie.
— E você Anne? —Perseu perguntou cruzando os braços e olhando a menina que sorriu dando de ombros.
— Minha mãe se formou aqui a muito tempo e eu sempre soube disso, mas comecei a me interessar mais no assunto após a morte do meu pai, então minha mãe ganhou parte da empresa de Tanatos, pois queria ter certeza que que a escola estaria em boas mãos quando ele saísse, mas ele mesmo começou a fazer merda por aqui dentro, logo que minha mãe descobriu que a maior fonte de renda dela estava correndo o risco de ser exposta e isso geraria a exposição de todos os alunos que já passaram pela escola, ela decidiu me preparar para adentrar aqui e garantir que a empresa passaria para ela o mais rápido possível.
— O que houve com a regra de não assumir crimes? — Poseidon indagou se aproximando do grupo.
— Poseidon — Annabeth cumprimentou, revirando os olhos.
— Olá crianças, Percy, podemos conversar? — o Jackson analisou o filho que suspirou pesado e se levantou.
Ambos caminharam lado a lado para o campo aberto que tinha na escola, assim poderiam conversa tranquilo.
—Faz um longo tempo —Poseidon comentou — não esperava que seguisse esse rumo.
— Deve estar na genética — Percy deu de ombros, realmente não se importava com o pai.
— Por que...?
— Olha, eu sai de casa por meus motivos, eu não expliquei na época e não vou explicar agora tá bom, sim eu segui minha vida e estou muito bem com ela, agora temo que eu esteja repetindo seus passos e com certeza eu não quero acabar como você — Percy desabafou, irritado, deixando que a raiva e a angustia transparecesse em sua voz.
— Percy, aquela época era complicada, tanto pra mim, quanto para sua mãe e para o Tyson também, não precisava ter fugido daquela maneira, mas não, não vim aqui para esse assunto paternal todo — confidenciou — muita coisa mudou depois que você se mudou, podemos assim dizer, então se quiser saber um pouco mais da vida que você deixou para trás e das pessoas que você deixou para trás, fique à vontade para me perguntar, mas eu quero saber sobre as aulas, soube que é da equipe de teste.
— Sou sim — deu de ombros, chutando uma pedrinha no seu caminho.
— Tem uma arma? — perguntou baixo.
—No meu quarto?
— Com você?
— Não.
Poseidon em um movimento rápido entregou uma PT840, que por puro reflexo o mais novo guardou de automático.
— Fora de aulas nunca ande desarmado por aqui, é completamente autorizado para defesa, vocês não começaram nessa fase ainda, mas em breve vocês terão a primeira prova e uma lista dos melhores será posta em uma parede, aonde o último fica abaixo de uma linha vermelha morre, a menos que outro alguém morra na semana, quem você acha que eles vão matar? Os com menores ou maiores notas? — Poseidon perguntou olhando o filho pasmado.
Percy respirou fundo e assentiu.
— Ela está carregada, evite usar sem necessidade, tente esconder que está armado, mas se precisar vou arrumar mais munição para você, espero que não precise.
Dito isso, o Jackson se apressou a andar, deixando o filho para trás, não era a conversa que ele esperava ter com o garoto, mas pelo menos sabia que ele tinha um bom reflexo e não aparentava estar machucado.
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