School Killers
26 Um ponto colorido
Notas iniciais
Annabeth estreitou os olhos e sorriu simpática para Jason, que levantou a cabeça do livro que estava lendo.
— Você é a menina do primeiro ano que eu vou treinar? — Jason Grace questionou endireitando a postura na cadeira.
— Eu mesma — a loira sorriu olhando em volta, vendo que tinham algumas pessoas usando a sala.
— Não se preocupa com eles, eles normalmente ficam na dele — o loiro se levantou fechando o livro e colocando junto com sua mochila — Nico nem Ares me falaram muito sobre você, quer me situar do que eu vou encarar antes de começarmos?
— Eu tenho uma memória eidética adaptativa, normalmente tudo que eu vejo, consigo transformar e reproduzir perfeitamente sem nenhum problema, além de conseguir calcular os erros das pessoas em questões de milésimos de segundos e corrigi-los perfeitamente em minha execução, aparentemente com luta eu simplesmente não consigo fazer isso por um grande período de tempo, ou seja, eu tenho falhado na cópia de movimentos e na adequação deles para a minha pessoa e estatura — Annabeth sorriu amigável — e de você, o que eu tenho que esperar?
— Uau — Jason piscou algumas vezes surpreso com o choque que ele levou — Ok, eu sou Jason Grace, segundo ano de estudo e quero fazer monitoria, eu soube que seu grande problema é atacar, pois sua defesa é razoável, apesar de previsível, pois você tem um padrão a ser usado.
— Como assim? Você nunca me viu lutar, o senhor Di Ângelo disse isso? — a Chase comentou meio surpresa.
— Ele me deu um resumo da sua ficha — explicou tirando o papel dobrado do bolço e começando a ler — Annabeth Chase, um gênio na teoria, entretanto previsível e bem passível de morte em morrer em um combate corpo a corpo, mas tem grande potencial para o aprendizado, mas não aparenta ter interesse. Compreensível, já que, pessoas com seu nível de QI normalmente acreditam que a sua inteligência pode te salvar de qualquer situação de perigo.
— Eu não vou morrer em um combate corpo a corpo, isso é ridículo, até parece que eu entraria em um — Anne negou, cruzando os braços.
— Um inocente ponto colorido, muitas vezes não reconhece a maldade das coisas quando tratadas em um segundo sentido, sua maior fraqueza é o ataque e tem um déficit relativamente grande em defesa, apesar de quem não analisar seu padrão ela consegue se defender — Jason continuou a leitura, sorrindo ao ver a cara de surpresa dela — o padrão é o básico de defesa, ex: Braço direito de ataque, usa braço esquerdo de defesa inclinado, infelizmente não usa o ataque que poderia deferir com o seu braço de melhor coordenação livre....
— Ok, eu entendi — a loira cruzou os braços deixando que um bico surgisse em seus lábios azul.
— Ares está certo, você parece uma criança inocente que necessita ser protegida — Jason comentou, vendo-a abrir a boca em um “O” perfeito. — Mas isso não é ruim, inocência quando se sabe atacar e se defender é perfeito, principalmente para um assassino, aprimorando suas técnicas você já tem a aparência ideal de uma verdadeira assassina, mas por que está maquiada?
— Porque eu quero — deu de ombros, o fazendo assentir em compreensão e indicar que eles fossem mais para o centro do ringue.
— Ok, eu quero que você me ataque, e eu vou me defender — Jason disse de maneira mais simples possível o que aconteceria.
— Isso seria uma luta justa? — perguntou mordendo o lábio inferior o olhando de cima a baixo.
— Simples, sem armas em ambos os lados, pode usar qualquer parte de seu corpo, desde que seja parte do seu corpo, não pode sair do circulo e nem pedir ajudar, tirando isso, tudo é válido — o Grace explicou vendo-a assentir e entrar em posição de luta, o loiro nem ao menos se mexeu. — Quando quiser.
Annabeth deferiu um movimento e em outro ela estava no chão.
— Morta! — declarou — de novo!
— Você nem olhou na minha cara — Anne disse indignada, mas se defendeu de um ataque surpresa, voltando para o chão antes mesmo que terminasse de se levantar.
— Estamos aqui para lutar, não fazer amizades, se não quer morrer em uma luta corpo a corpo, o que você vai ser posta para lutar, vai ter que começar a se defender e a saber atacar antes que os outros ataquem — Jason esclareceu a olhando de canto, esperando que ela fizesse alguma coisa.
Um tempo depois aquilo estava humilhante para a loira, mas ela conseguia ver pequenos avanços em suas abordagens, ela demorava menos para ir para o chão; não sabia ao certo se era devido a alguma evolução em seu modo de luta, ou se o seu treinador estava ficando cansado.
Os alunos que antes estavam ali observavam o treino atentamente, o que a deixava mais frustrada, afinal odiava ser criticada e em um campo de batalha, aonde ela não tinha tanta estratégia e conhecimento assim era fácil ela ser considerada uma garotinha frágil e burra.
— Ok! — Jason alertou segurando os braços dela — Amanhã na mesma hora, por hoje chega, tenho que tomar um banho ainda para ir para a outra aula.
— Ok, por mim pode ser — Anne respondeu baixo, não tão confiante como normalmente era.
Se apressou em caminhar para o seu quarto, apenas queria tomar um banho longo e demorado, deitar na sua cama e ficar lá, sozinha, pensando sobre o que tinha acontecido e como seu dia tinha sido frustrante. Basicamente estava surtando, os problemas da escola, a morte do diretor a possibilidade dela não ser tão perfeita assassina como ela deveria ser.
Deixou que a água caísse por seu corpo tentando pensar em soluções para o assassinato do diretor, ela tinha que arrumar um culpado, ela tinha que investigar Luke e Octavian para descobrir se eles realmente são uma possibilidade para por a culpa e os motivos que eles teriam.
Era tanta coisa para pensar, as vezes ela sentia que sua mente não funcionava rápido o suficiente, ou talvez, apenas talvez, funcionasse rápido demais. Tudo passava ao mesmo tempo, diversos problemas sem solução e isso dava a sua distração, qualquer ponto externo que ela podia se focar, ela focava.
— Odeio minha mente — Anne se jogou na cama tampando o rosto — seria tão mais fácil se eu pensasse como uma pessoa normal e simplesmente fosse fazer arquitetura — suspirou alto —, mas não, você tem que ser a futura herdeira de uma empresa que oferece assassinatos de aluguel, organizar fraudes e ser quase dona de um colégio de assassinos aonde simplesmente você pode morrer antes de se formar nele para assumi-lo.
Ela revirou os olhos e se arrumou na cama decidida a dormir, tentando tirar todos os problemas da sua mente, quando ouviu o ranger da sua porta. Abriu os olhos, Thalia nunca dormia no quarto. Antes que pudesse raciocinar tinha um cara em cima de si, seu pescoço estava sendo pressionado com força e o cara descia a mão por seu corpo.
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