School Boxe

5 Capítulo 5 - Quando o amor vem ...a violência está


Notas iniciais
Eu quaaaaaaaaaaaase coloco a hitória aqui XD (na parte de notas)
sim, eu sou muito desligada lol
se eu tiver ainda algum fã, fique feliz de saber que já já eu posto mais 0/ *vai para o abrigo anti-bombas*

Yuna mal conseguia respirar, seu rosto se esquentava cada vez que a cena se reprisava em sua mente. Várias e várias vezes.

- Pare com isso, Yuna! Foi só um beijo na bochecha! – exclamou para si mesma ao fechar a porta de casa.

Observou a sala vazia, seus pais não estavam, como sempre. Resolveu então tomar um banho para ver se com a água seu corpo e mente voltariam ao normal. Mas a lembrança estava lá, atormentando-a.


—Flash back—


- É aqui que você mora? – Kisa perguntou quando pararam em frente a uma pequena e tradicional casa japonesa.


- É, moro com meu pai e minha mãe, mas eles normalmente não estão. – ruborizou, poderia ter vindo sozinha, mas a outra viera assim mesmo.


- Te vejo na escola então! – despediu-se depositando um beijo na bochecha de Yuna que paralisou perplexa. Afastando-se em seguida.


—Fim flash back—


A água morna escorria pelo corpo da garota, ela sentia seu coração desacelerar aos poucos.


- Ele provavelmente faz isso com as amigas dele. – pensou alto. Sua boca se abriu quando se lembrou de mais uma coisa: Havia acordado em uma cama, mas tinha certeza de que adormecera no chão. Pensando nisso, voltou a adquirir a cor de um tomate. — DROGA! – abriu o registro de água fria o máximo que pôde.


- Então, o que vocês descobriram? – Kisa perguntou sentando-se próxima às amigas, queria saber mais coisas sobre Kiyo.


- Entrevistamos alguns alunos e professores. Eles falaram muitos elogios sobre ele, como: “delinquente”, “machão”, “valentão”, “ idiota que bate nos outros”... – Hanajima relatou.
– Simplificando: está na hora de alguém ensinar boas maneira à ele. – o sangue da loira ferveu em excitação, nada lhe dava mais prazer do que ver marmanjos apanharem. As três se encararam e sorriram maniacamente:
- Crianças levadas devem ser castigadas – falaram em um sussurro macabro, todos podiam ver a aura maligna sobre o grupo.


Na hora do intervalo, Kiyo conversava sobre como havia dado uma lição no calouro metido (ou seja, Kisa) e enfatizando como era fortão.


- Sério que foi assim? Eu ouvi outra coisa... – Akabara soltou a informação errada, e, rapidamente se viu pendurado pelo colarinho. Kiyo o encarava furiosamente.


- O que foi que disse? – o punho do outro estava pronto para bater na cara do infeliz.


- Ei! Aquela não é a garota nova que entrou na nossa sala? – Mitsuki chamou a atenção do líder cabeça-oca para evitar que o amigo se transformasse em saco de pancada.


-Parece que ela está olhando para você! – Incentivou outro colega. Kiyo se esqueceu completamente o que estava fazendo ao ver Hanajima acenando para si. Largou Akabara imediatamente, o peito inflando.


- Ela tem bom gosto. Sabia que ela não ia ficar com aquele magrelo — passou a mão pelos cabelos, se achando o Don Juan. Kiyo a seguia embasbacado, sem nem ao menos notar para onde estava indo. Abusando de seu charme e sedução, ela o guiou há um beco sem saída, entre a quadra maior e o prédio principal.


Kiyo voltou a si e a encarou, um arrepio lhe passou pela espinha. Mas ele não fugiria não com um monumento como aquele à sua frente.

- Gosta de cantinhos escuros, gati... – parou imediatamente ao ver um sorriso macabro no rosto de porcelana. Finalmente se tocou da burrada que fizera, tentou recuar, mas não conseguiu se mexer. Pôde apenas virar a cabeça com dificuldade, foi quando viu dois vultos parados na entrada do lugar.


- Crianças levadas devem ser – sentiu o ar ficar pesado, mal conseguia respirar. Nunca havia sentido tanto medo na vida. -... Castigadas.

Apavorou-se ainda mais. Sentiu ânsia, queria vomitar, mas não faria isso. Sabia que ao menor movimento, seria morto. Ou pior...

- Você escolheu o grupo errado para irritar... – Uma voz docemente macabra ecoou no beco e foi o fim.

Ninguém sabia o que acontecera, simplesmente depois do intervalo, Kiyo fora encontrado amarrado em uma cadeira, com vômito seco em seu corpo, seus olhos apresentavam insanidade pura.

Murmúrios e cochichos ecoavam pela escola, o som da ambulância ficava cada vez mais fraco à medida que se afastava da escola. Policiais entrevistavam professores e alguns alunos, muitos não falaram nada, quem quer que tivesse feito isso, havia feito justiça. E ninguém iria prejudicar seu salvador.

A única coisa que os policiais descobriram era que o autor não estava sozinho. Mas todos sabiam, tanto professores quanto alunos, que os dias de escola, nunca mais seriam os mesmos.


Voltando para casa sozinha, Kisa massageava os punhos doloridos. Suas amigas ficariam até mais tarde, pois haviam sido escolhidas para a limpeza da sala. Em seu lar, a menina desamarrou seus cabelos, subindo as escadas, em direção ao banheiro. Encheu a banheira com água quente e tirou a roupa. Olhou-se no espelho, notou infeliz, como realmente se parecia com um menino. Se vestisse o uniforme de menina, os outros a chamaria de “tábua”, assim como outros elogios.


- Como costumava ser... – suspirou entrando na água quente.

Mergulhou o rosto repassando tudo o que havia acontecido hoje, por um breve momento se lembrou de Yuna e de que não tinha falado com ela hoje. Seu coração disparou quando a cena do beijo passou pela sua mente, voltou à superfície desesperada. Não creditava que realmente havia feito aquilo.


- Merda! — Kisa enrubesceu, perguntando-se o motivo.


Yuna estava tão triste, em sua cama, abraçava o travesseiro junto ao corpo. Não conseguia dormir e achava que nem conseguiria. O amor de sua vida não falara com ela hoje. Tentou não se importar, respirando fundo fechou os olhos e tentou dormir, sem muito sucesso. Resolveu abrir a janela e olhar a cidade.

A brisa fresca e úmida da noite tocou a pele macia da menina fazendo-a arrepiar, era como se soprassem seus problemas para longe. Sentiu-se em paz, sempre dava certo, era como uma canção de ninar. O sono foi envolvendo-a lentamente em seu colo macio. Fechou os olhos e adormeceu, mas um momento antes de entrar em seu inconsciente, viu o rosto de Kisa sorrindo. Fosse sonho ou não, não se importou. Pois aquele seria o melhor de todos.

Notas finais
Eu achei que tinha ficado "meloso", maas, assim a hitória teria uma série de fatores para o enredos se desenrolar XD~ *brisando*
como minhas amigas (TIA DAIA, MUDAAAAAA)falam "Não tente entender a mente de um pisciniano"
o proximo tem mais emoção. promisse ^^
bye bye!
=3 meow?