Scarllet
6 Sendo sequestrada por um maniaco de aba reta
Notas iniciais
Acordo com o sol forte na minha cara e uma puta dor de cabeça, tateio pela cama em busca do Cold, mas acabo achando o corpo de um ser loiro. Me assusto e grito na mesma hora.
– O QUÊ? ACORDEI, ACORDEI — Chazz acorda assustado com o meu grito e acaba caindo da cama. Coloco a mão na cabeça com dor — Scarllet sua doida!
– Shh. Por favor — peço pra ele fazer silêncio com o dedo indicador encostando o mesmo na minha boca.
– Desculpa, desculpa. — Ele diz envergonhado — Você não morreu — Ele se alivia e me abraça
– E por que eu ia morrer? — Eu ia morrer?
– Você não se lembra de nada?
– Lembro de brigar com o Nicholas e a Samantha, conhecer Maxxie — Ele faz uma careta feia quando falo do Maxxie — e beber muito. Depois disso tá tudo meio confuso — O que eu devo ter feito?
– Te drogaram, provavelmente colocaram na sua bebida. Malditos. Mas do jeito que você tava, achei que acabaria tendo uma overdose.
– Me superei — sorrio
– Não tem graça! — Ele me repreende. Eita, Chazz.
– E nós... nós dormimos juntos? — Abaixo a cabeça tímida. Que é? Ele é meu irmão, tá. Não de sangue, mas ainda é meu irmão. — Você sabe o que eu quero dizer, Chazz!
Ele dá uma gargalhada meio rouca e abaixa a cabeça.
– Não, Scarllet. Eu só dormi aqui, você pediu. E mesmo que eu fosse fazer algo, agora eu estaria morto. Eu lembro da sua ameaça, tá? — Estamos bem próximos por estarmos falando baixo. Sussurrando pra ser mais especifica. Tudo isso por causa da minha dor de cabeça.
– Eu te ameacei?
– Não lembra de quase nada mesmo. Tenta lembrar de algo mais. — Ele pede
– Eu disse que te odiava... — Pausa — E lembro que cheguei aqui carregada por você.
– Eu te dei banho — Ele solta a bomba.
– Meu Deus, você me viu nua? Tipo, sem nada? Sem roupa? — Me desespero, mas ele começa a rir.
– Não, boba. Você tava de top e um shorts curto por baixo do vestido. — Ah, é. Verdade.
– Ah...Entendi
– Vou pro meu quarto ruivinha. Tem remédio ali — Ele aponta para a minha mesinha — E um copo de água do lado do remédio. — Nem percebi...
Quando ele estava praticamente fora da cama eu o puxo de volta e o abraço.
– Por que isso? — Ele pergunta espantado
– Desculpa. Eu não te odeio — Digo soltando ele e deixando umas lágrimas escaparem — Eu só tenho você Chazz. Não quero que me abandone também. Nossos pais estão tão perto, mas tão longe... Entende?
– Claro. Eu também te amo. Tchau Sky — Ele sorri e limpa minhas lágrimas — Até mais tarde. Sorria ruivinha — E me dá um beijo estalado na testa.
Ele volta abrindo a porta com força
– Bom dia bêbada — ele ri
– Idiota — sorrio de volta e ele sai de novo. Meu irmão é tão normal, né? Mentira.
**
Tá, se passou duas semanas desde a minha briga com o Nicholas — E eu não gosto mais dele. Depois do que ele se mostrou ser... — E eu ter dormido — sem malicias — com o Chazz. Cá estou eu refeitório da escola aturando Charlie falar de unhas, cabelo e perfume. Meu Deus, ela não podia ser um pouco menos assim?
– Scarllet — Ela diz estalando os dedos na minha frente — Tá no mundo? — Ela ri
– Quê? Ahn, desculpa Chars — Sorrio falsamente
– Vamos sentar — Ela sorri e anda até uma mesa onde se encontram Ryan, Maryanne e NICHOLAS? Como assim ele tá com os MEUS amigos?
– Chars... — Paro ela — Vai você, eu não vou não e você sabe o porquê.
– Ahh. Mas vai sim, queridinha. — Ela sorri e me puxa.
Maryanne é uma colega nossa, antes que eu esqueça. Ela é morena e tem olhos castanhos. Ela é bem fechada, mas é legal.
– Oi galera — Chars diz toda animada se sentando. Penso em dar meia volta e me sentar sozinha, mas eu quero saber o porquê desse ser humano estar sentado com a gente. Todos respondem sorridentes um "Oi meninas''
– Oi Moon — olho pro ser que me provocava. Ele quer morrer?
– Que é que você quer aqui Nick? — Respondo irritada
– Eu...Eu quero falar com você — Falar? Comigo? Corram, fujam para as colinas, mas se salvem.
– Vai ficar querendo
– Ah, mas você vai sim! — Ele da a volta na mesa e me encara
– Não vou não, ninguém me tira dessa mesa. — Os três seres que habitavam a nossa mesa estavam só olhando e não faziam nada. Porra hein!
– Ah, não? — Ele sorri maroto e logo em seguida me carrega.
– Nicholas seu idiota, vagabundo! — Falo me debatendo no colo dele. — Me solta
– Não enquanto não me escutar — Ele continua andando comigo no colo — Nossa, você é muito leve. — Ele diz sorrindo e me girando pelo ar.
– Ai meu Deus. Para, para. Tá eu te escuto. — Cruzo os braços e faço bico
– Aw, que fofa você assim — Ele provoca
– Vai se ferrar — E mostro um dedo do meio
Ele me solta quando já estamos fora da escola. Eu tô fora da escola, caramba. Ele deve estar planejando me matar.
– Nicholas estamos fora da escola
– Eu sei — Ele sorri
– E por quê? — Eu vou bater nesse ser.
– Porque eu quero que me desculpe. — Ele diz meio triste e abaixa a cabeça.
– Tá, desculpado. — Saio andando, mas ele me puxa de volta.
– Não. Você vai passar o dia comigo — Eu vou desde quando? Desde quando ele me manda?
– MAS O QUÊ? — Grito — Você bebeu seu retardado? Tchau Nicholas. — Ele me puxa de volta e me carrega de novo. Só que agora me segurando mais forte.
– Não, mas... Eu quero te mostrar que tô arrependido — Ele diz fazendo com que eu encare os olhos azuis dele.
– Nicholas... — Tendo dizer algo, mas ele me corta.
– Tá, eu te levo pra escola. — Ele diz meio triste
– Não, ai que droga, eu não acredito que vou dizer isso, mas tá Nick. Eu vou com você. — Ele levanta a cabeça olhando pra mim na hora e sorri.
– Sério?
– É, sério — Digo, mas aí esse doido começa a me girar no ar sorrindo.
– Obrigada, obrigada. — Ele diz todo bobo alegre. Eita, ele bebeu mesmo.
– Mas.. Se tentar me fazer qualquer coisa eu juro que eu te mato com qualquer coisa mortal que eu arranjar na minha frente. — Ele gargalha e me solta.
– Não faço nada. Juro!
– Mas e a nossa mochila? Elas estão na escola. — Pergunto. Mas elas estão lá, tipo, vão saber que estamos matando aula. Somos retardados, nós deixamos ela na escola em vez de andar com elas.
– Já resolvi tudo, Sky. Vamos? — Ele estende a mão pra mim sorridente. Paro e percebo que eu vou acabar me arrependendo e me magoando de novo, mas aceito e seguro a mão dele.
– Tá — Eu vou me arrepender... Mas não é tarde demais pra pedir desculpas...
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