Scared & Lonely
20 Mensagem
Notas iniciais
Jane acorda e fica encarando Kurt em quanto ele dorme, ela sorri e dá um leve beijo em seu peito para não acordá-lo e sai da cama sem fazer muitos movimentos. Ela vai ao banheiro e toma um banho quente e relaxante, seus pensamentos voam longe e ela sorri lembrando da noite passada e da devoção que um sentem um pelo outro, da forma como ele conhece seu corpo e conhece seus pontos fracos. Ela é arrancada de seus pensamentos quando ele aparece no box do banheiro a abraçando por trás dando um leve susto nela.
— Bom dia meu amor! — ele diz beijando seu pescoço.
— Bom dia!
— Você está se sentindo bem?
— Muito melhor agora com você aqui. — ela diz sorrindo.
— Senti sua falta quando acordei.
— Desculpe, não quis te acordar você precisa descansar também.
— Eu não preciso descansar, eu preciso de você. — ele diz mordendo o lóbulo de sua orelha.
Ela vira de frente e seus braços dão a volta em seu pescoço em quanto ela se estica na ponta do pé para encontrar os lábios dele.
— Vejo que está animado. — ela sorri e seus olhos miram seu membro já criando vida.
— Você me deixa assim. — ele beija o pescoço com a tatuagem de pássaro e dá leves mordidas.
— Quer fazer isso aqui mesmo? — ela pergunta.
Ele para e a encara pensativo.
— Acho melhor terminarmos o banho por que você ainda está debilitada. — ele lembra.
— Então acho melhor você me soltar, por que se não eu vou perder o controle que estou me esforçando pra ter. — ela gargalha o afastando e mordendo o lábio.
Eles tomam banho juntos e Kurt sai primeiro para preparar o café da manhã, dez minutos mais tarde Jane aparece na cozinha.
— O que vai preparar?
— Sanduíche de Peito de peru de novo, por que é o seu preferido e só tenho esses ingredientes aqui. — ele gargalha.
— Eu amo qualquer coisa que você faça. — ela diz sentando de frente à ele no balcão.
— E eu amo você. — ele sorri.
Eles tomaram café e conversaram cobre coisas aleatórias.
—-----------------------------------------------------------------------------------------------------
— Vocês não estão preocupados? — Rich diz irritado.
— Claro que não, eles precisam de um pouco de paz e descanso Rich! — Patterson diz. — Respeita o espaço deles pelo menos uma vez.
— Eu não acredito em vocês. — ele diz inconformado com a atitude dos amigos.
— Se você ousar incomodar eles eu te dou um tiro no pé. — Tasha diz séria.
— Se eu fosse você eu escutava o que ela diz. — Reade diz.
— Okay! eu não vou incomodá-los, só estou preocupado já faz dois dias e eles não mandaram nem uma mensagem dizendo: "hey pessoal estamos vivos, não se preocupem"
— Você preocupado? Só está sentindo falta de importuná-los isso sim. — Patterson solta.
— Hey! eles são minha família também. — Rich diz fingindo estar ofendido.
— Sério, Rich? — Você bancando o ofendido pra cima de mim? — Patterson diz revirando os olhos. — Eu te conheço muito bem.
— Eu sinto falta deles é só isso. — ele diz mais sério.
— Okay, vamos trabalhar por que os caras maus parecem não descansar. — Reade diz e sai do laboratório.
Rich sai do laboratório pegando celular e mandando uma mensagem para Kurt.
—----------------------------------------------------------------------
Kurt e Jane estão tomando café da manhã quando o celular de Kurt vibra em cima do balcão, ele revira os olhos visualizando a mensagem que Rich mandou e mostra a mensagem para Jane que lê em voz alta.
“Oi Jeller, sei que devem estar muito ocupados fazendo sexo em todos os cômodos da casa, desculpe por interromper à propósito, mas saibam que vocês têm amigos preocupados com vocês (quando digo amigos é somente eu mesmo) mandem notícias”.
Jane revira os olhos e sorri.
— Rich não desiste. – Kurt diz.
— Ele é um bom amigo. – ela diz sorrindo.
— Quem é você e o que fez com minha esposa? – Kurt sorri depositando um beijo nos lábios dela.
— Eu não sei, Kurt depois de tudo isso que passei estou começando a rever alguns dos meus conceitos e percebendo o que é realmente importante pra mim, o que me faz bem, pequenos gestos sabe? – ela diz séria.
— Eu sei amor, nossos amigos se preocupam com a gente, mas sei que entendem que precisamos de um descaso um tempo pra nós dois depois de tudo.
— Eu sei, eu só ... sei lá fiquei estranhamente feliz com a mensagem do Rich. – ela sorri. – ele mudou, é um de nós agora.
— É eu fiquei bem chocado com a mudança dele. – Kurt diz.
— Eu também! – ela sorri.
— Bom, vamos responder a mensagem dele? – ele diz.
Kurt destrava o celular e começa a responder a mensagem de Rich.
“Oi Rich! Estamos bem. Obrigada por se preocupar. Jane está se recuperando mais rápido do que imaginei e não estamos fazendo sexo em todos os cômodos da casa.”
— Enviado. – ele diz. – agora podemos, por favor, voltar para a cama?
— Por mais que eu queira muito isso, eu preciso antes ligar para minha filha adolescente que finalmente me chamou de “mãe”.
— Mande um beijo por mim e diz que estou com saudades. – ele diz dando a volta no balcão e depositando um beijo em sua cabeça.
— Vou dizer. – ela pega o celular discando o número da filha.
Jane está ansiosa pela ligação um, dois, três, e no quarto toque Avery atende, Jane respira fundo aliviada, pois quer muito ouvir a voz da filha.
— Oi, Mãe! – a adolescente diz animada.
— Oi, querida! – Jane diz com a voz embargada.
— Você está chorando? – Avery pergunta já preocupada. – O que aconteceu?
— Sim, estou chorando. – ela diz já com as lágrimas escorrendo pelo rosto. – Não aconteceu nada, me desculpe sou uma boba.
— Então porque está chorando?
— Por que ... por causa de você. – ela diz enxugando as lágrimas.
— O que eu fiz? – ela pergunta receosa.
— Você me chamou de mãe! – Jane sorri.
— Ai, meu Deus, mãe! – ela diz gargalhando. – você me assustou.
— Desculpe. – Jane diz. – Eu estou feliz.
— Sua boba, como você está? E o Kurt? – ela quer saber.
— Estamos bem, meu enfermeiro é muito dedicado. – ela diz sorrindo. – quando vem nos visitar?
— Assim que acabar o semestre. – ela diz meio triste. – preciso recuperar minhas notas, eu perdi duas provas quando fugi pra ir te encontrar. Mas não me arrependo, eu quase morri de preocupação.
— Me desculpe por isso. – Jane diz triste.
— Você não tem culpa. – a adolescente diz sorrindo. – eu tenho que ir, mãe, estou estudando, por que amanhã tenho prova.
— Eu sinto sua falta, querida, venha logo. – Jane diz chorosa de novo. – Kurt sente sua falta também.
— Eu sinto falta de vocês também. – ela diz. – vejo vocês em breve, tchau.
— Tchau! – Jane desliga e fica encarando o celular sorrindo.
Jane caminha até o quarto e avista Kurt deitado lendo um livro. Ele a avista e sua feição de preocupação aparece imediatamente quando percebe que Jane está com os olhos vermelhos de chorar.
— Está tudo bem? – ele pergunta se ajeitando na cama para dar espaço pra ela ao seu lado.
— Está tudo mais que bem. – ela diz sorrindo.
— Então façamos o seguinte, quando estiver feliz vamos apensas sorrir? – ele diz.
— Eu não sei, eu ando bem emotiva, mas posso tentar. – ela sorri pra ele.
— Essa é a minha garota. – ele diz sorrindo de volta e beijando o topo de sua cabeça.
Eles ficam agarradinhos na cama observando um ao outro e recuperando o tempo perdido.
Fale com o autor