Notas iniciais
Olá honey!!! Hoje é quarta e temos SAIN! Bom, sei que muitos esperaram esse caps, e aqui está ele. Nos falamos lá embaixo, ok?

Jacob observava de longe Marine e Sophie verdadeiramente alheias ao que acontecia ao seu redor. Ele pode perceber que Sophie mantinha com Marine uma conversa calorosa e afobada.

Mesmo que no centro de tudo, Viola esteja preparada para a cartada final, ele ainda sentia-se temeroso. Os Cullen já haviam chegado e foi impulsionada por isso que Viola estava ali, no meio de tanta gente prestes a dizer algo que certamente causaria um verdadeiro furdunço. E naquele momento, Jacob temeu que a pessoa que mais lhe importava em tudo aquilo se revoltasse contra ele. Definitivamente não era algo do qual Jacob estava disposto a passar.

- Eu os convidei na verdade, porque eu tenho um anuncio para fazer. Algo realmente importante. – Jacob percebeu que as pessoas que estavam rindo param ao perceber que Viola estava séria. Toda aquela seriedade era como um chute em suas bolas. – Não é bem um anuncio é uma verdade. – os olhos de Violo caíram para o meio de todo o seu publico e ele acompanhou para quem ela olhava fixamente. Aaron.

Jacob estava nervoso. Sua cabeça estava dolorosamente latejante de tanto que havia puxado os cabelos com força entre os dedos. Ele desejou poder sair dali enquanto anda havia tempo, contudo, ele não podia. Estava ali realmente para retirar Marine quando ela precisasse apenas fugir. Ele sempre estaria com ela.

Quando Viola abriu a boca para dizer finalmente o infortuno que seus filhos estavam cometendo, ou até mesmo anunciar sobre a maternidade, uma mulher da qual Jacob não conseguiu identificar, se aproximou dela cochichando em seu ouvido. Percebeu Viola empalidecer e com um aceno mudo voltar os seus olhos para todos os convidados ansiosos sobre sua revelação.

- Hm, aconteceram alguns imprevistos e eu, terei que me ausentar por alguns minutos. Er... – seus olhos caíram em direção aos Cullens e depois em Jacob. Ele sentiu-se incomodo por isso. – Aproveitem até o jantar.

Ela saiu do centro de onde estava, e caminhou para a parte dos fundos com a mulher que havia lhe dito algo. Jacob, no entanto, sentiu-se um pouco aliviado por ela não ter dito nada.

Ele não era o único, quando seus olhos voltaram para Marine ela não estava mais ali, e Sophie também não. Olhou em volta esquadrilhando o lugar, mas, o amontoado de pessoas que gentilmente voltavam as suas conversas paralelas e bebericavam suas bebidas casualmente, não lhe ajudou a encontra-la. Seus olhos caíram sobre Alice, Jasper, Alec, Claire e Emmett que conversavam entre si em um canto mais afastado da porta, e percebeu que eles estavam tão ou mais entediados quanto ele sobre tudo aquilo. Antes que pudesse realmente sair em busca de Marine, Alice voltou seus olhos para ele e com surpresa sorriu. Mesmo que o seu sorriso não chegasse às bochechas magras ela parecia contente em encontra-lo.

Contando mentalmente, Jacob seguiu em direção a eles calculando quanto tempo levaria até que desconversasse e pudesse sair, e buscar por Marine. Ao menos, lhe pareceu que os Cullens não haviam visto ela, e aquilo lhe era totalmente favorável.

- Jacob! Quanto tempo! – Alice lhe saudou com um apertado abraço. Ela estava bonita em seu vestido de cor vinho e os cabeços trançados ao lado. Jacob reparou que Alicie ainda estava mais magra, embora suas curvas maternas estivessem visíveis.

- Olá Alice!

Ela se afastou analisando-o terminantemente, como apenas uma mãe faria. Ele sabia que para Alice, Renesmee sempre seria como sua filha e amaldiçoou-se por querer escondê-la dos Cullens.

Ele cumprimentou Jasper e Emmett, Alec e Claire antes que percebesse que Roselie não estava entre eles.

- Minha mãe disse que precisava ir ao toalete. Não sei o que as mulheres tanto precisam retocar o batom. – Alec fez uma careta engraçada quando Claire lhe cotovelou as costelas. Emmett riu ruidosamente sendo acompanhado por Jasper e Alice.

Jacob não. Ele sentiu-se nervoso. Tão nervoso que suas mãos suaram como nunca, e tornaram-se frias ao mesmo que pegajosas. Por cristo, ele não podia acreditar que Roselie pudesse ter encontrado Marine no mesmo local, quando ela e Sophie haviam simplesmente desaparecido. Ele podia ver Aaron, Elliott e o pai de Aaron em um canto conversando. Mesmo que Aaron e Paul estivessem quietos enquanto Elliot monopolizava toda a conversa.

- Está tudo bem Jacob? – Alice perguntou. – Alec me disse que você estava melhor, esses dias.

Jacob retornou seu olhar a ela.

- Hm, sim. Eu estou bem. Quero dizer, eu ando bem. Tenho ocupado a cabeça com trabalho!

- Isso é ótimo! Ocupar a cabeça com o trabalho – Alec ironizou, sendo repreendido por Emmett com um olhar fatal. O garoto já estava por dentro dos planos do seu pai para que arrumasse um emprego. Precisava começar a ter noção a sua vida adulta.

Marine observou de perto quando Viola discutia com alguém ao telefone. Ela havia reparado na saída brusca da mulher enquanto estava no meio do salão, e logo após sua escapada para trás da casa. Sophie havia lhe arrastado até a varanda na parte de trás para que pudesse sair do barulho e fazer uma chamada para a sua irmã. A encrenqueira nota mil do qual Marine havia conhecido há algumas semanas atrás. Ela só não imaginava que encontraria Viola tão malditamente devastada enquanto falava ao telefone.

Quando estava disposta a afastar-se e chamar Sophie, uma bonita mulher loira e de faces angelicais se aproximou de Viola. Marine sentiu sua cabeça doer antes que pudesse se encontrar contra a parede de mármore e puxar uma respiração brusca.

Algo veio tão selvagemente em sua cabeça que a única coisa que conseguiu foi fechar duramente os olhos. Cerrou os punhos com força quando cores variadas monopolizaram suas retinas e uma imagem foi se formando gradualmente.

Era inverno. As cores do vermelho, dourado e verde estavam espalhadas pela casa, decorando todos os cômodos e objetos. No centro de uma sala ampla e rustica, uma imensa árvore estava sendo montada com todos os globos natalinos possíveis dais quão crianças são imensamente fascinadas. No pé da arvore, duas pequenas crianças seguravam as bolinhas vermelhas tentando esticar-se para coloca-las nas maiores alturas. O menino ao lado, sorriu zombeteiro quando após muito esticar-se empurrou a bolinha em seu lugar desejado, e alegou que era mais alto. Ele tinha os olhos azuis e pequenas manchinhas espalhadas em suas bochecha e sobre o nariz. Faltava-lhe um dente na frente e nem por isso o seu sorriso era pequeno.

- Alec, querido, não zombe assim da Nessie. – a voz doce soou acima das suas cabeças. Uma jovem mulher sorriu docemente para as crianças antes de colocar seu enfeite na árvore e agachar-se em frente delas. Acariciou os cabelos escuros da menina antes de lhe dar um beijo carinhoso na bochecha avermelhada. – Você não precisa provar a ninguém que consegue algo, Nessie. Faça apenas por você! Se não conseguir, não tem problema, vai sempre ser especial por ser quem você é!

A voz infantil soou pelo cômodo.

- Mas eu não consigo colocar lá encima tia Rose! – alegou desajeitada.

- É mãe! Nessie é baixinha! – o menino zombou.

- Não, você é quem você deve ser! Não ligue para o que os outros digam. Se não consegue, peça-me que lhe ajudo a atingir o topo da árvore e você colocará aquela estrela ali.

Sorridente a menina enrolou seus braços em torno do pescoço da mulher, beijando-lhe desajeitadamente a bochecha.

- Eu te amo tia Rose!

- Eu também te amo Nessie, sempre!

Seu peito comprimiu-se com força e buscando o ar, Marine não se deu conta que estava caindo. Sophie correu até a amiga aparando-a antes que uma roxa Marine pudesse colidir contra o chão.

- Meu Deus, Marine! Respire! – ela acidentalmente chamou a atenção das duas mulheres que conversavam ao longe. Viola olhou em direção das duas garotas e completamente perdeu a cor. Viu quando Sophie abanava Marine insistentemente, sem realmente saber o que fazer.

Antes que pudesse pensar em algo, Viola correu em direção as duas, e nervosa agachou-se ao lado de ambas sem se preocupar por ter deixado Roselie falando sozinha.

- O que aconteceu com ela? – exigiu saber, sua voz sobressaindo em meio aos pedidos de Sophie para que Marine respirasse.

- Eu, eu, eu não sei! Ela estava caindo, ela não está respirando!

Rose se aproximou das três procurando um meio de entender a situação.

- Posso chamar alguém se precisar de...

Sua voz foi completamente assassinada assim que pode olhar bem para o rosto da jovem no chão.

Os olhos semicerrados. Os cabelos. O contorno dos lábios. O nariz. Renesmee.

Ela estava completamente petrificada. Não conseguia esboçar qualquer que seja outra reação, apenas o espanto. No entanto, seus olhos marejaram e quando viu, caiu ao lado da jovem, empurrando Sophie sem cuidado algum e abraçou-a com força. Se antes Marine estava sentindo total impossibilidade de respirar, ela agora quase não o fazia. A forma como Roselie lhe apertava, dificultava para que ela pudesse ouvir o que sussurrava em seu ouvido constantemente.

- Afaste-se dela! Você está sufocando-a! – Sophie não estava maneirando sua voz. Viola não sabia o que fazer no momento. Seu corpo completamente envolvido na inercia.

Madalena se aproximou rapidamente quando avistou as mulheres tentando socorrer uma jovem.

- Sra. Spark, eu...

- Madalena! – Viola rapidamente se levantou virando-se para a governanta. – Chame Sean! Precisamos leva-la até o meu quarto!

- Sim senhora! – Madalena antes de mais nada correu em direção a entrada dos carros e com um aceno rápido chamou a atenção do motorista.

Roselie ainda abraçava Marine, com medo de que ela pudesse simplesmente desaparecer entre os seus dedos.

Jacob riu silenciosamente do que Emmett havia dito, antes que vasculhasse com os olhos o local. Não havia visto Marine nem Sophie há quase quinze minutos e estava tornando-se realmente preocupado. Roselie também havia desaparecido o que só fazia aumentar seu desconforto. Quando ele olhou para Aaron e Elliot que conversavam assustou-se por ver Sophie se aproximar afobada deles, murmurando algo que os fez ficarem agitados e a perseguirem pelo salão até sumirem de vista. Algo estava errado, e Jacob sentiu que seria com Marine, não, com Renesmee...

Ele estava disposto a ir atrás deles, quando um dos garçons se aproximou cordialmente.

- Senhor Cullen? – perguntou. Emmett e Jasper olharam para o homem, e riram. Qual deles? O homem se perguntou. – Hm, sua esposa lhe pediu para que fosse encontra-la no escritório da Sra. Spark.

Oh, merda! Merda!

- O que aconteceu com Rose? – Alice perguntou ao garçom que nada sabia.

Jacob acompanhou os Cullens que seguiam para a parte afastada do salão e entraram em um corredor. O garçom abriu as portas duplas e antes que Jacob pudesse olhar para frente e ver o que lhe aguardava, Roselie jogou-se contra Emmett totalmente devastada.

- Oh Meus Deus Emm...

Ela chorava de tal forma que assustou todos.

- Rose! Querida, o que aconteceu? – Emmett assustado empurrou os cabelos perfeitamente arrumados para longe dos olhos claros da esposa antes de acariciar sua bochecha docemente.

- Eu vi... Eu juro! Não me chame de louca! Por favor! Olhem, vocês também vão...

Alec assistiu quando um jovem no sofá dava assistência a uma mulher deitada sobre o peito de um cara. Ela estava apática e o homem verificava o seu pulso.

- Rose, respire! — Emmett pediu. – Diga-me o que você viu, eu estou ficando preocupado com...

- Nessie...

Ouviu a voz de Alice sussurrar o nome da sobrinha em suas costas, e antes que pudesse perceber o que estava acontecendo, Rose enxugou o rosto, virando o marido de frente até que pudesse ver a jovem sentada no sofá sendo verificada.

- Nessie? — sua voz soou escandalosa.

Viola ao lado de Marine apenas fechou os olhos respirando bruscamente antes que seguisse seus olhos em direção aos Cullens e consequentemente a Jacob. Estava tudo exposto no momento.

Durou apenas alguns segundos para que todos os Cullens vissem a jovem e reconhecessem quem ela era. Um turbilhão de emoções invadiu o cômodo e em poucos segundos todos estavam tão perto dela que assustou o inferno para fora de Aaron. Ele estava surpreso, preocupado e principalmente amedrontado.

- O que está acontecendo aqui? – Jacob pela primeira vez agradeceu por ele colocar-se na frente dela antes que todos eles pudessem investir contra a jovem.

- Aaron querido... – Viola ergue-se diante dele, tocando em seu ombro.

- O que querem com ela? Não vê que Mari não está bem, e... Espere! Do que vocês a chamaram?

- Mari? – Alice em nenhum momento conseguia retirar os olhos de Marine que após tomar o copo d’água estava correspondendo a todos melhor.

- É! Mari!

- Alice... – Jacob se aproximou da mulher, tocando-lhe no braço. – Não a assuste... – sussurrou.

Alice virou seus olhos para ele, e Jacob empalideceu com a fúria contida.

- O que? – ela praticamente gritou. – Que merda é essa? O que está acontecendo aqui? – exigiu saber. – Quem é ela? – empurrou Jacob para o lado sem nenhuma culpa e se aproximou da jovem. Não se importou de ter que empurrar Aaron também. Os olhos azuis de Marine entraram de foco quando percebeu a mulher que se aproximava dela. – Quem é você? – Alice não teve forças para manter sua voz grave. Os mesmos olhos... Era ela! – Renesmee, querida!

Elliot olhou para Aaron assustado quando seu corpo foi jogado completamente de lado por uma mulher pequena que roubou um abraço de Marine sem qualquer consentimento. Um turbilhão de memórias parecia envolver sua mente, e Marine sentiu como se estivesse levando uma paulada na cabeça, ou chocando-se contra uma das pedras na praia. Tudo parecia surgir de uma única vez, causando um verdadeiro pandemônio dentro de si.

- Alice... – sussurrou incapaz de poder dizer outra coisa.

Aaron encarou a cena completamente perplexo. Ouviu quando a porta foi aberta e viu seu pai entrar no escritório completamente diferente do habitual. Sua forma pomposa parecia não mais existir. Em seus olhos uma vermelhidão causada pelo cansaço estava mais do que visível.

- Marine! – Aaron disse, soando um tanto desesperado.

Elliot se levantou, juntando-se a Sophie no canto do escritório, ao lado da mesa. A pequena garota loira não entendia do porque daquelas pessoas por perto.

Quem são eles? O que querem com Marine?

- Eu pensei... Todos nós pensamos... Ah Nessie! – Alice distribuía inúmeros beijos pelo rosto dela. Marine levantou os olhos completamente atordoada em direção a Aaron, e ele tal como ela não sabia o que fazer. Marine respirou profundo antes de desvencilhar-se do aperto de Alice e se levantar do sofá. Aaron segurou sua mão a tempo, puxando-a contra ele. Não existia nenhuma maneira no mundo que ele a abandonasse em um momento estranho como aquele.

Alice se levantou, enxugando o rosto molhado antes de olhar para Marine e Aaron abraçados a alguns centímetros de distancia dela. Viola estava ao lado deles e ela só pode notar uma única pessoa a mais.

- Você sabia! – foi uma verdadeira explosão emocional vindo dela. Uma carga extra de fúria estava em seus olhos e todo ele era direcionado apenas para Jacob. – Você é um filho de uma mãe, Black! – cuspiu. – Você sabia que ela estava viva todo esse tempo! Por isso quis vir morar aqui! – acusou. – Por que não me disse?

Marine apertou a mão de Aaron, e ele apenas a prendeu com os seus braços.

- Não é bem assim, Alice! – Jacob retrucou em sua defesa. – Eu descobri sobre ela depois que cheguei aqui. Ainda estava em meus dias de merda, — afirmou – Então não me acuse sobre isso, porra!

- Você não pensou em nenhum momento me dizer sobre isso, quando finalmente você a viu? – inquiriu dando alguns paços a diante, claramente enfrentando Jacob. Ela era uma mulher furiosa no momento, e a única coisa que queria, era descobrir tudo que estava acontecendo ali.

- Alice, — Viola se manifestou. – Não poderíamos colocar tudo em risco!

- Tudo em risco? – Aaron deu um paço a frente, colocando Mari atrás do seu corpo. A garota apenas olhava para tudo atordoada demais, assustada demais, confusa acima de tudo. Estava tudo em branco na sua cabeça, e nada do que diziam parecia fazer sentido. – Sou eu quem quero saber que porra está acontecendo aqui! – verbalizou totalmente descontente sobre o rumo daquela conversa.

- Aaron meu filho, por favor, acalme-se! – Paul temia que a bomba explodisse e que os estilhaços dela afetassem a todos. Ele principalmente seria o culpado de tudo. Sabia que Aaron iria voltar-se contra ele acima de tudo. Sempre foi assim.

- Não me peça para manter a calma, porra! – não controlava o tom da sua voz. Jacob fechou as mãos em punhos encarando-o como se fosse o seu principal inimigo. Quando na verdade ele era.

- Pelo menos uma única fodida vez tente soar como um homem, e não como um maldito fedelho que borrou suas calças! – Jacob exigiu. Aaron olhou diretamente para ele. A expressão em seu rosto mudou-se para impassível, mas Jacob e qualquer um que olhasse poderia ver a tensão em seus olhos.

Em um minuto Aaron estava pacifico e no outro, o seu olhar era agressivo encarando Jacob quando o agarrou duramente pelo colarinho, pegando-o desprevenido. Aaron foi tão rápido que Jacob não percebeu seu corpo sendo prensado contra a parede e com um golpe o esmurrou em seu maxilar. Jacob não estava à espera daquilo, mas teve que admitir.

Esse merdinha é rápido!

Emmett e Elliot aproximaram-se apressados puxando um para longe do outro. Jacob estava mais do que pronto para desferir alguns socos contra Aaron e deixa-lo inconsciente no chão. Mas, ele não o fez. Em partes porque Emmett o prendia duramente tentando segura-lo, e por outro motivo simples que fez Jacob apenas ouvir a voz da razão; Renesmee.

Ela olhava tudo ainda mais apavorada, e a forma como Aaron desvencilhou-se de Elliot e sem pudor algum agarrou em seu pulso, puxando-a em direção à porta lhe golpeou fortemente com a surpresa.

- Vamos, Mari! – ele rugiu. Furioso. Nervoso. Totalmente virado ao avesso.

- Não vai tira-la daqui, porra! – Jacob gritou com raiva.

- Aaron... – Marine sussurrou apertando o seu braço. Aaron se virou para ela, pela primeira vez desde que tudo aquilo com Jacob tinha acontecido e Mari pode constatar o quão perturbado ele estava.

- Você está bem, Mari?

Ele pegou gentilmente seu rosto nas mãos e a olhou dentro dos olhos.

Marine assentiu. Nervosa demais para que pudesse realmente dizer alguma coisa. Sua garganta estava mais seca do que nunca, e as palavras pareciam se perder pelo caminho na ponta da sua língua.

- Vamos, eu ou levar você pra casa! – prometeu, dando-lhe um beijo na testa. Antes que pudesse romper pela porta, Viola deu um paço a diante parando a frente de todos. Os olhos marejados pelo nervosismo, e a única coisa que conseguiu realmente dizer, chicotearam sua alma dolorosamente.

- Vocês são irmãos!

Minutos, segundos, milésimos, quanto tempo tinha se passado desde que aquelas palavras saíram da boca dela, Viola não sabia, mas a reação de ambos foi transformada em total choque. Ao menos Marine não respondia aos comandos do seu corpo. Ficou parada, olhando na verdade para o nada. Olhos petrificados no espaço de tempo interminável. Enquanto Aaron sem nenhum ressentimento explodiu em gargalhadas bem diante dos seus olhos. Ele não obrigou-se a manter sua boca fechada, quando furiosamente empurrou as palavras tão duras para fora, como se fossem pedras rolando encima dos corpos presentes. Aaron não se importou no momento. Talvez nunca se importasse!

- É louca! – acusou. – Como pode Meg ter sido sua amiga por tanto tempo? Tenho certeza de que iria perceber algum distúrbio!

Ele casualmente olhou em direção ao pai, buscando algum auxilio em suas afirmações, mas o que Paul fez parecia ter tirado tudo de foco.

- Não fale assim com Viola, Aaron! – exigiu. – Ela diz a verdade!

Alice prendeu o grito tampando a boca. Ninguém ali, a não ser, Jacob, Viola e Paul, estava esperando aquilo.

- Isso é uma brincadeira de muito mau gosto! – Elliot retrucou tomando partido do amigo. Sophie apenas assistia tudo boquiaberta, tal como todos os outros Cullens presentes.

- Minha mãe não podia ter outro filho! – afirmou.

- Não, Meg nunca pode ter filhos! – Viola disse. – Eu sim!

- Viola é sua mãe, Aaron! Sua e, — olhou para Marine, que ainda estava em estado de choque. – E dela!

Aaron passou os dedos pelo cabelo antes arrumado, completamente perdido.

- O que diz? – sua voz saiu esmagada. – Espera que eu acredite nisso?

- Façamos um exame e você pode comprovar com seus próprios olhos! – Jacob respondeu do outro lado. Ele não estava se importando nem um pouco com o estado que Aaron estava, tão pouco com o que ele acharia da sua sugestão. A única coisa que queria era ver Renesmee novamente com ele. Apenas isso lhe importava.

- Espere! – a voz de Alec sobressaiu entre todos. O escritório todo estava em completo silêncio. – Você teve dois filhos que nunca nem se quer souberam de você? – perguntou a Viola, e naquele momento, Alec havia escolhido um lado. Um lado pelo qual Jacob não estava.

- Eu não sou filho dela!

- Sim eu tive dois filhos que não souberam de mim. – ignorou completamente o que Aaron disse. Ela fechou os olhos cansados, respirando profundamente. – Seu pai foi o homem mais cruel que eu já tive o desprazer de conhecer, Renesmee! – ela falava com a garota agora. Percebeu a total falta de ação de Marine, e pela primeira vez estava tentando explicar. – Ele me tirou você e eu nunca pude fazer parte da sua vida. Nunca pude estar lá para quando você precisasse de mim.

Aaron encerrou o contato visual que elas tinham, embrenhando-se no meio delas, protegendo Marine significantemente.

- Não fale essas coisas pra ela, porra! – sua voz rugiu, o que de certo modo assustou Viola. – Você pode me rasgar no meio, arrancar os meus braços, contar inverdades sobre a minha vida, mas não machuque Marine. Eu posso ser como um inferno de um vilão quando eu quero!

Viola puxou o ar bruscamente antes que pudesse ver Marine descolando seus pés do chão, e seguindo em direção a porta. Um rebuliço se formou atrás dela quando todos quiseram se aproximar, embora que, a única coisa que Marine fez, foi lançar um olhar para todos. Um olhar que significava que mais do que nunca, ela não queria ninguém por perto. Que qualquer coisa que todos tentassem falar, só iria provocar uma enorme e catastrófica discursão da qual ela não estava apta a fazer parte no momento. Aaron entendia perfeitamente aquele olhar. Ele suspirou aliviado quando ela fechou as portas do escritório e todos não a seguiram.

- Eu vou atrás dela! – Claire pela primeira vez se manifestou.

- Você não é ninguém para ir atrás da Mari! Eu vou! – Sophie não deu realmente tempo para que Claire pudesse lhe dar alguma resposta, quando empurrou as portas abertas, e no próximo segundo estava atrás de Marine.

- Senhorita, o seu carro! – o manobrista ainda gritou para ela quando passou pelo portão. Ela não parou. Não olhou. Não respondeu. Apenas seguiu em frente, carregando suas lembranças que como meteoritos caiam de forma selvagem dentro dela, causando um verdadeiro caos. Quem ela era na verdade? Quais eram os seus verdadeiros sentimentos perante tudo isso? Estava perdida, confusa, magoada. E antes que percebesse, tinha tomado um taxi para o endereço maios inusitado que poderia aparecer no momento. O taxista nada disse durante todo o caminho, o que de certa maneira ela não apreciou. Precisava tirar tudo aquilo da sua cabeça. Ela não era mais Renesmee, agora se lembrava. Contudo, ela também não era Marine. Ela não era nada! Era apenas mais algum no mundo. Alguém perdido e completamente sem chão, alguém que havia sido enganado e que depois preferia continuar sendo.

Quando o taxista parou o carro na rua de casas iguais, Marine desceu empurrando uma nota de vinte dólares para ele, sem importar-se realmente se foi aquele o preço da corrida. Não escutou o taxista resmungar quando ligou o carro e saiu. Sentia as mechas lisas do seu cabelo agora desgrenhado roçar em sua pele quase nua, e sentiu-se muito miserável para que se desse o luxo da vaidade. Do que adiantaria tentar maquiar toda aquela confusão quando se borraria pelas lágrimas?

Ela sabia que tinha uma chave mestra embaixo do tapete da porta, e após abri-la, foi recebida calorosamente por talvez o único que lhe entendia, ou poderia facilmente entender. Ela entristeceu-se por nunca ter realmente se lembrado dele. Como não pode se lembrar dele, havia sido escolha dela afinal. Não acendeu nenhuma luz da casa quando encolheu-se no sofá e sem que pudesse lutar mais contra, banhou seu rosto pelas lágrimas. Tudo voltou. Com força total. Brutalmente e poderoso. O que fazer quando o seu passado colite contra o seu futuro?

Notas finais
N/Franz: Então people, o que acharam? Eu particularmente acho que foi um grandíssimo choque pra guria. Sério, eu ficaria como ela. Jacob, como assim apanhar do Aaron? O.o Parece que cutucar a onça com vara curta (?) não foi muito inteligente. Alice fuzilou o Jake, eu pensei que ela voaria encima dele. PQP. BUT, o que mais gostei foi do que Aaron disse ♥ ~apaixonada por ele modo on 4ever~ Espero que vocês gostem e comentem baby! FUI!