Say All I Need
42 Sain - 12#02
Notas iniciais

Jacob puxou a gravata desfazendo o seu nó, antes de inutilmente embolar o tecido sedoso entre os dedos. Semicerrou os olhos quando mirou o céu alaranjado. Ele havia estado com todos naquele escritório por horas. O jantar havia terminado com um breve parecer de Viola antes que ela voltasse para escritório de sua casa e o resto dos convidados fosse embora. Jacob estava deliberantemente preocupado com Renesmee, e, estranho era o fato de que ele parecia o único. Ela havia simplesmente sumido quando saiu da casa de Viola e nem Claire ou Sophie conseguiram segui-la ou até mesmo encontrá-la.
Observou da janela, JJ que lhe esperava afobado.
Jacob seguiu em direção à porta, e mesmo sentindo o seu corpo reclamar por descanso, não iria se permitir. Seu plano era simples; tomaria um banho, comeria algo, e sairia para procurar por ela. Era um plano simples e fácil do qual Jacob sabia que poderia ser difícil se não tivesse uma merda de pista pra começar.
Empurrou a porta, e surpreendeu-se por ela já estar aberta. JJ correu em sua direção, esbarrando contra a mesa da cozinha antes de saltar sobre Jacob. Ele não soube como reagir, apenas acariciou os pelos do animal, gentilmente o despachando. JJ deu um latido alto antes que Jacob pudesse caminhar em direção ao corredor e entrar em seu quarto. Viu quando JJ correu ao redor da sala e sentou ao lado do sofá abanando o rabo insistentemente.
Jacob respirou cansado antes de tirar o terno sobre os seus ombros, e joga-lo encima da mesa.
– Não posso brincar agora, amigão. Tenho que encontrar a Nessie... – se aproximou do sofá pronto para acariciar os pelos do animal, mas uma vez, no entanto, JJ se esquivou afundando sua cabeça no sofá e a próxima coisa que Jacob viu foi o par de sapatos caros sobre o acolchoado. Seus olhos subiram pelos pés, pernas, cintura, braços e a última coisa que ele percebeu foi o seu corpo se aproximando hipnoticamente. – Nessie... – sua voz não passou mais do que um simples sussurro, quase mudo. Um sorriso muito maior do que ele um dia havia dado em toda a sua vida cobriu seus lábios.
JJ latiu novamente e Jacob não se preocupou ao ralhar com o animal. Ela dormia tão incrivelmente bonita, que de nenhuma forma Jacob queria que algo a despertasse.
Mesmo com toda a calmaria da qual Jacob havia proporcionado, não evitou que ela despertasse do seu sono conturbado. Jacob dormia sentado no chão, debruçado sobre as pernas dela, enquanto dormia calmamente.
Ela mexeu-se um pouco, ajustando sua posição sobre o sofá, movendo a cabeça de Jacob alguns milímetros em seu colo, antes que pudesse se sentar confortavelmente. Observando JJ do outro lado da sala, abanando o rabo constantemente para ela. Sua atenção foi puxada de volta quando Jacob resmungou seu nome, empurrando seu punho contra a cintura dela.
Pela primeira vez, Renesmee sorriu ao perceber o quanto Jacob estava mudado, embora que, ele ainda fosse o mesmo.
Os cabelos dele estavam em uma bagunça recente, e checando as horas na parede comprovou que Jacob provavelmente havia passado a noite toda em claro. O que de certa forma não afastou a sensação triste que, esgueirando-se lentamente ao seu redor, consistia em lembrá-la sobre tudo que ocorreu em sua vida, jogando as verdades sobre o seu corpo. Feito um manto negro, repleto de incertezas e dúvidas.
Ela sabia quem era, sabia o que foi, e mais do que nunca, sabe o que se tornou.
Antes que Jacob pudesse falar qualquer coisa, Renesmee largou o seu olhar sobre a parede à frente, mais uma vez.
– Renesmee, eu...
– Você sabia quem eu era. – Ela o interrompeu. Ambos estavam tensos. Renesmee tentava ser cautelosa. – Desde quando?
Jacob passou seus olhos pelo carpete, deslizando pelas paredes em busca de alguma forma encara-la.
– Você sabe desde quando me lembro Renesmee. Eu nunca poderia esquecer você!
Ela remexia o tecido sedoso entre os dedos constantemente. Nervosa sobre não saber o que dizer a ele. Ela sabia que sim, que Jacob era e sempre foi verdadeiro com ela.
– No estacionamento. – Balbuciou.
– Sim. Você estava com Aaron.
– Aaron... – Renesmee sussurrou seu nome com conhecimento, com lembrança, o que certamente não foi algo do qual Jacob se alegrou.
– Você o ama, Renesmee? – Ela não conseguiu desprender seus olhos. – Como Renesmee, não como Marine!
Puxou uma brusca respiração antes de ceder seus ombros.
– Eu amo.
Jacob mirou suas mãos apertadas uma na outra.
– Você me ama, Nessie?
– Eu amo.
Jacob sorriu abertamente, porém, em uma tentativa de alcançar suas mãos foi totalmente frustrada. Ela se levantou bruscamente do sofá, e arrancou os saltos com força. Seus pés estavam doloridos, reclamando por liberdade dos sapatos. Jacob a acompanhou com os olhos quando Renesmee andava de um lado para o outro na sala, resmungando coisas desconexas dais quais ele não podia decifrar.
– Renesmee acalme-se! – Jacob levantou-se e a parou segurando-a pelos ombros. Ela olhou assustada quando foi pega de surpresa.
– Porque diabos você não disse quem eu era? Que merda Jacob! – ela empurrou suas mãos para longe. – Eu... Você foi egoísta!
– O que? – Jacob a observou se afastar furiosamente. – Que merda diz Renesmee?
– Marine! – rebateu
– O que?
– Meu nome é Marine!
– Não, o seu nome é Renesmee!
– Não, sou não. Renesmee morreu Jacob. Morreu há sete meses.
Ele riu ruidosamente antes de prender suas mãos uma contra a outra atrás das costas, mirando-a duramente. Ela não se sentiu abalada, mantendo seu olhar obstinado enquanto Jacob parecia um maníaco controlando seu temperamento. Renesmee cruzou os braços sobre os seios e Jacob foi facilmente pego por aquela ação.
– Você é um bastardo maldito que está apenas interessado nos meus peitos! – esbravejou retorcendo seus lábios em uma careta de nojo. Jacob deu de ombros.
– Seus peitos são mais interessantes do que o que sua boca expressa, querida. – ironizou
Renesmee rosnou furiosamente antes de pescar seu sapato do chão, atirando-o contra Jacob que desviou facilmente.
– Que tal fazer outro grande corte na testa, Jacob? – vociferou buscando o outro par – Vamos igualar as coisas. O que acha? – sugeriu jogando o outro sapato que voou diretamente contra a porta em um baque surdo.
Jacob virou seu rosto para ela após checar o local que o sapato havia caído e, catatônico enrugou a testa.
– Que merda você pensa?
– No momento? – berrou – Em socar sua cabeça!
Jacob riu alto o suficiente para irrita-la ainda mais.
– Oh, por favor, docinho. Deixe de pensar em meu pênis um único maldito tempo e concentre-se no fato de quase ter esmagado meu crânio com aquela arma ali. – apontou em direção ao salto do outro lado da sala. Renesmee estava vermelha e suas narinas dilatavam-se conforme sua respiração brusca era solta.
– Você é um maldito bastardo arrogante! – trovejou. – Como diabos eu não sabia desse seu lado?
– Que lado? – Jacob olhou em volta. – A única coisa que você poderia ter feito, era me contar que é tão cabeça dura! – retrucou.
Renesmee riu arduamente antes de lhe dar as costas e rumar em busca dos seus sapatos.
– De cabeça dura você sabe bem, não? – ironizou.
– Que porra você está falando? – indagou.
– Hum, de nada... Você sabe! – lhe piscou sugestivamente.
Jacob engoliu duramente antes de, com paços duros alcança-la e puxar seu corpo para cima brusco, jogando-lhe sobre os ombros.
Renesmee reprimiu um grito assustado sentiu-se ser jogada para cima, e bater na parede de músculos que era Jacob.
– Jacob! – gritou. – Me. Coloca. No. Chão! – exigiu pausadamente quando os saltos escapuliram pelos seus dedos e caíram novamente no chão. Jacob deu meia volta, e com paços decididos andando em direção à porta. – Se você me jogar no gramado, eu vou cortar o seu pênis fora! – ameaçou.
– Cale a boca, Renesmee. – ele rugiu. – Ou eu vou amordaçar você como da outra vez. Lembra-se, docinho? – estimulou irônico.
– Ah, como me esquecer... – engasgou-se ao ver a familiar forma de Aaron do outro lado da janela, espiando dentro da casa completamente pasmo. Como uma verdadeira avalanche emocional, toda a sua raiva direcionada aquela situação foi destruída ao vê-lo ali, assustado, derrotado e principalmente melancólico.
Os seus olhos estavam conectados um no outro e ela não conseguiu se quer desviar. Não podia. Sentia a decepção dele ondulando em suas veias, forte e quente, queimando toda a sua pele.
Jacob mesmo de costas ouviu quando ela engasgou uma resposta e virando sua cabeça um pouco para o lado observou Aaron do outro lado da janela encarando-os totalmente desolado.
– Me coloque no chão. – Renesmee sussurrou e ele apenas não pode ignorar isso. Jacob a desceu gentilmente tentando concentrar seus olhos apenas nela. Ele sabia que não estava no topo da sua lista ser pega no flagra com Jacob, tão pouco por ele, e mesmo que estivesse morrendo por vê-la agora triste e deprimida ele não podia ser hipócrita e dizer que não estava satisfeito que Aaron havia visto.
Balançando sua cabeça de um lado para o outro, Aaron fechou ambas as mãos em punhos quando empurrou a maçaneta da porta e sem se importar se estava invadindo, entrou na casa. Jacob empurrou Renesmee atrás do seu corpo, contudo ela se esquivou voltando para frente.
– Então é isso? – ralhou. – Você lembrou-se da sua outra vida e resolveu vir até ele?
– Aaron, — ela deu um paço a frente. – Eu posso explicar. – ele riu ruidosamente antes de mirá-la com força.
– Isso está um pouco batido, não acha? – ele lembrou. Jacob não queria que de alguma forma ela se aproximasse dele. Entendia que Aaron possivelmente não estivesse agindo em seu maldito juízo perfeito e que deus o segurasse se ele machucasse Renesmee de alguma forma.
Ela deu mais um paço em sua direção e tentou toca-lo no braço, porém, Aaron se esquivou dela, empurrando seu corpo para trás.
– Há quanto tempo você faz isso, Marine? – ele inquiriu. – Há quanto tempo fica com ele?
Ela podia enxergar a dor nos seus olhos, e admitiu sentir o mesmo. Não havia uma maneira no mundo que ela não sentisse o mesmo. Era sobre Aaron e quando se tratava dele, ou dos dois ela sentia-se mais frágil do que nunca... Não, do que nunca não. Ela era frágil. Pequena e drasticamente vulnerável e, Renesmee se deu conta de que não era mais assim. Ela não iria mais chorar quando as coisas saíssem do controle como agora, quando não conseguisse segurar as pontas e que enfrentaria quem quer que fosse. Esse era o seu verdadeiro eu. Sempre foi. Ele apenas estava enterrado no subsolo da sua alma perfurada por mentiras e tragédias. Se ela se deixasse cair agora, tinha plena certeza de que nunca mais seria capaz de levantar.
– Eu sinto muito, — encorajou-se a dizer. Aaron estava a sua frente e negava-se a olhá-la nos olhos. Mas, eventualmente ela precisava dizer quaisquer que fossem suas palavras. Ela apenas precisava fazê-lo entender que isso estava ferrando com sua maldita cabeça. – Eu sinto muito que você tenha visto, nós dois aqui. – olhou de relance para Jacob que oscilava seus olhos entre os dois. – Mas, por favor, eu quero que você entenda baby, que eu estou ferrada agora. – argumentou.
– Ferrada? – contestou. – No que você está malditamente ferrada, baby? – Aaron finalmente se aproximou dela, o que levou Jacob a dar um paço à frente. – Que porra você pensa? – Aaron trocou seus olhos deslizando com certa repulsa por Jacob.
– Eu penso que você não está em nenhum devido direito repreende-la! – argumentou tentando manter todo aquele estresse para dentro.
Aaron riu ruidosamente e Renesmee observou os dois ficarem próximo.
– É claro... Porque você é o maldito culpado de tudo isso!
Jacob revirou os olhos, e se aproximou um pouco mais. Os nós dos seus dedos estavam esbranquiçados pela pressão exercida.
– Não sou culpado de nada...
– Vocês dois não vão trocar caricias aqui. – ela disse entre eles. – Que merda! – esbravejou. – Os dois são culpados nessa droga!
– Tudo que eu quero é você, Renesmee.
Aaron riu.
– Renesmee... Que merda isso! Então esse é o seu nome? – ele olhou para ela, com a faísca de fúria contida.
– Infelizmente. – ela revirou os olhos.
Aaron mais uma vez olhou para Jacob.
– Se vocês foram um maldito casal antes, porque você armou todo essa merda de circo? – perguntou. – Não se importou do que ela fosse achar de toda essa tralha emocional?
– Olha aqui, — Jacob apontou um dedo no rosto dele. – Não me venha falar o que devo ou não achar!
– Porque você sabe que eu estou certo seu babaca. – Jacob prendeu a respiração duramente. Renesmee tentou inutilmente separar ambos que estavam muito perto. – Você não se importa com ela, apenas se importa com o fato de querer ela de volta. Um maldito ego machista!
– Quem você acha que é seu fedelho de uma merda?
Aaron deu um paço para trás, empurrando a manga do terno para cima, antes de se quer ralhar com ele. Não havia nada mais malditamente irritante do que ser contrariado, e tal como Jacob havia feito.
– Já chega vocês dois! – ambos viraram surpresos e suas cabeças para a porta e observaram Elliot entrar na casa com Sophie que vinha logo atrás. Renesmee ainda mantinha-se no meio de ambos quando Sophie se aproximou dela, e, rapidamente ela a puxou pelo braço.
– O que? – Renesmee discordou, puxando seu braço bruscamente de volta. – O que faz aqui, Sophie?
– Eu vou tirar você do meio disso! – argumentou.
– Não quero que me tire de lugar nenhum! – ela disse. – Que merda, Sophie, eu estou bem. – assegurou. – Estou bem! – murmurou.
Aaron fechou os olhos puxando o ar bruscamente antes que pudesse tocá-la. – Mari, er... Vamos até lá fora?
Renesmee olhou de relance para Jacob, e, embora ela não fosse pedir nenhuma opinião a ele sobre o que achava disso, ela queria apenas ver sua reação com aquilo, e surpresa percebeu que Jacob não esboçou nada aparentemente explosivo como antes. O que a fez pensar que ele não estava realmente se importando, ou que, realmente tenha mudado os seus conceitos.
– Tudo bem. – ela saiu primeiro, esbarrando propositalmente em Aaron puxando-o para fora. Jacob a acompanhou com os olhos antes que pudessem realmente deixar a casa para trás e fechar a porta.
Quando ela parou de frente para ele, Aaron nem se quer pensou duas vezes antes segurar ambos os lados do rosto dela, mirando seus olhos com intensidade. Renesmee não viu saída, mesmo que estivesse buscando uma. A forma como ele lhe tomava e absorvia os seus pensamentos era assustadoramente intensa.
– Me diz que você me ama. – implorou entre sussurros.
– Aaron...
– Me diz! – sua voz tornou-se firme.
Renesmee respirou profundamente roubando um rápido olhar pela rua antes que suas mãos subissem calmas e pacificas pelo ombro dele, tomando rumo à nuca e aos fios sedosos dos cabelos claros.
– Eu te amo. – declarou.
Aaron enrugou o nariz, antes que pudesse falar.
– Porque fez isso comigo, então? – perguntou. – Porque destrói o meu coração?
Ela sentiu seus olhos pinicarem ao acumularem lágrimas no canto.
– Eu... Sinto muito. – gaguejou. – Por cristo, eu nunca pensei em fazer algum mal a você. Deus, — desabafou. – Eu te amo!
Aaron manteve-se perto o bastante para analisar suas expressões e a conhecia bem o suficiente para saber que ela estava sendo verdadeira. E bem o suficiente para saber que acima de qualquer coisa ela estava sendo engolida pela mortífera onda da confusão.
– Eu te amo. – ele murmurou. – Te amo pra caralho. – rosnou antes de tomar os lábios dela com força, encaixando um corpo ao outro, feroz e com volúpia. Ela não sentiu-se rogada e afundou seus dedos no tecido do terno, puxando-o mais para perto se possível. As línguas trabalhavam juntas, puxando e prendendo, sedentas uma da outra. O perfume dela impregnava o pequeno espaço, e mais cedo do que desejado Aaron se afastou.
– Que diabos... – Renesmee ralhou.
– Você acredita no que aquela mulher disse?
Ela lhe olhou confusa até que entendeu o que ele queria dizer.
– Eu não sei. – admitiu. – Mas eu me lembro vagamente de algumas coisas.
– Porra! – Aaron se afastou duro e arduamente chutando um punhado de grama com terra para o alto. Enfiou as mãos nos bolsos do terno e parou de costas. – Volte e resolva sua merda com aquele... – ela assistiu seu corpo tremer levemente. – Com ele.
– Você não me quer mais?
– Não! – Renesmee recebeu uma sobrecarga de surpresa. Ela encarou suas costas tão fixamente que Aaron pode sentir o calor irradiar pelos seus poros. – Não até que essa merda seja resolvida. – continuou. – Eu sei o quão malditamente é essa droga de sociedade pra aceitarem um incesto.
– Então é isso? – gaguejou – Você vai simplesmente acreditar nisso tudo?
– Eu estou me sentindo um derrotado por saber que a minha mulher pode ser minha irmã. – virou sua cabeça de lado, o que a fez enxergar apenas seu perfil. – Por saber que ela se lembra do seu passado e que estava agora mesmo sendo carregada por seu ex.
– Aaron... – ela deu um paço em sua direção.
– Não se aproxima de mim. – ele foi firme antes de após poucos segundos, olha-la e concluir que essa foi realmente a sua decisão. – Não até toda essa merda estar resolvida.
Renesmee estava chocada. Seus olhos arregalados e as palmas das suas mãos suavam frias. Ouviu quando de dentro da casa Sophie e Elliot saíram, mas não ouve maneira no mundo que ela pudesse se mexer. Aos poucos sua surpresa foi transformada em raiva, e a raiva se transformou em frustração. Gritou o mais potente que seus pulmões permitiriam quando o viu abrir a porta do pick-up e subir sem nem ao menos olhá-la.
– Seu bundão!
Observou quando Aaron olhou para ela do vidro retrovisor e ligou o carro. Ela sentia-se pronta para ir atrás dele e chutar sua bunda, mas algo a fez ficar. Algo do qual ele havia insistido para ela fazer, e ela faria! Não se importou com Elliot ou Sophie que lhe olhava atentamente, ou com o carro de Aaron que saiu arrancando pneus no asfalto quente. Não se importou com a temperatura também. Estava quente aquela manhã. Tão quente que os pequenos minutos em que esteve no gramado a fizeram suar, e ela só pode imaginar estar retirando o vestido pegajoso e tomar um banho gelado para relaxar os músculos. Ela estava irada.
Girou em seus calcanhares e rumou em direção à porta. Ouviu Sophie lhe gritar antes de entrar e bater a porta com força e fúria.
Jacob estava com os braços esticados sobre a bancada que dividia a cozinha da sala. Sua cabeça baixa e respiração irregular. Ele tentava controlar-se. Era o melhor que podia fazer desde que prometeu para si mesmo que iria controlar o seu gênio. Ele levantou a cabeça quando ouviu a porta bater e Renesmee entrar no local vermelha. Uma leve camada de suor se fez presente em sua testa. Ela retorceu a boca antes de jogar-lhe uma maldição e sem pensar a viu abrir o fecho do vestido e desliza-lo pelos ombros. Seus olhos acompanharam quando o tecido prata caiu feito uma piscina ao seu redor. Uma piscina de prata liquida.
– Você não me quer Jacob? – sua expressão era completamente desafiadora. – Eu estou aqui!
Mil coisas se passaram diante dos seus olhos. Mil motivos se passaram pela sua mente antes que ele pudesse perceber estar caminhando em direção a ela e os seus seios desnudos e como um bruto homem enroscar sua mão nos cabelos escuros, encaixando suas bocas com força. Ouviu um gemido abafado mais não soube qual dos dois havia feito. Sentiu com ferocidade quando Renesmee arranhou sua nuca com as unhas ao agarrar-se feito um felino e pular em seu colo.
O beijo foi deslocado para o pescoço e mais sons guturais se desprenderam de ambas as bocas, murmúrios e grunhidos de pura luxúria e tensão sexual. Renesmee pendeu sua cabeça para o lado sentindo sua pele ser explorada com veemência e em um ato impensado puxou em ambos os lados da camisa dele, arrebentando os botões que voaram longe.
Jacob largou sua pele ao encarar sua camisa arrebentada com fragmentos do tecido presos entre os dedos dela. Seus olhos se conectaram e no próximo segundo Renesmee estava sendo prensada contra a parede da sala/cozinha. Sentiu as mãos dele trabalharem ágeis contra o elástico da calcinha e em poucos segundos ouviu o rasgo do fino tecido.
– Merda. – ela grunhiu.
– Oh, porra. Cale a boca! – ordenou chocando seus lábios juntos.
– Você é um mandão da merda, Jacob. – retrucou nervosa quando os dedos fortes dele afundaram em suas coxas, pressionando sua cavidade contra o seu pênis duramente. Ela arfou ao senti-lo tão duro e quente mesmo que ainda coberto pela calça e sabe-se lá se usava cueca. O pensamento de tê-lo apenas sendo um usuário de uma única peça fez sua mente gritar e pular de alegria. Seria tão mais fácil, e ela precisava urgentemente da facilidade.
Escutaram o latido de JJ e logo em seguida, a mão de Jacob voou sobre o saco gigante de ração empurrando-o para o chão, e quase todo o alimento foi derramado no chão da sala/cozinha. Com paços grandes Jacob escancarou a primeira porta do corredor e agradeceu mentalmente por ter mudado a cama de lugar, jogando-a sobre o colchão sem pudor algum. Ela estava agora nua, e excitada. Sentia sua excitação escorrer pelas pernas conforme o observava puxar o zíper da calça e com violência retira-la.
Sentiu-se um pouco frustrada por ele estar de cueca, mas não menos excitada. Toda a demora de segundos valia a pena afinal. Quando Jacob retirou sua boxe ela arfou ao ver seu pênis ereto e protuberante apontando em sua direção. Seus olhos foram atraídos como um ima quando Jacob percebeu aonde eles estavam, e sorriu. Um sorriso malicioso e sagaz. Diabólico. Ele ajoelhou uma perna sobre a cama ainda de pé, e com uma mão percorreu todo o comprimento do seu pênis encarando-a. Renesmee acompanha com os olhos o movimentos de vai-e-vem que sua mão faz em seu membro ereto, e sente sua boca salivar. Ela nunca de nenhuma forma havia feito um boquete em Jacob, ao menos não se lembrava, mas já havia experimentado o sabor de Aaron e de forma peculiar aprovava. Queria agora experimenta-lo também, queria ter Jacob em sua língua e sentir o gosto da sua excitação estalar em sua boca. Sentir todo o comprimento de Jacob ocupar espaço e bater fundo em sua garganta. Ela queria tudo que fosse de mais sujo e pecaminoso.
– Eu sei o que você quer. – ele disse. – Mas não terá! – anunciou.
Renesmee lhe olhou enfadada. Totalmente sem saber o que dizer.
– O que?
– Vai ter que merecer por isso. – com a outra mão ele puxou seu tornozelo tombando-a sobre a cama com as pernas abertas. Observou o sexo molhado dela com satisfação antes de erguer seu corpo sobre ela e esparramar suas pernas ainda mais abertas, abrigando-se no meio delas. Renesmee não conseguiu dizer absolutamente nada quando sem nenhum aviso Jacob a penetrou deslizando todo o seu comprimento dentro dela. Observou o corpo arquear conforme a surpresa, e aproveitando a deixa tomou um dos seus seios nas mãos tomando o outro com a boca. Ela rosnou afundando seus dedos no ombro largo dele, antes de se contorcer euforicamente.
– Porra! – rugiu sentindo a pressão do seu sexo se dilatar e Jacob começar a estoca-la lento e forte, sentindo-o pressiona-la a pedir por mais. – Não vou dizer! – berrou com força, e o sentiu parar. Jacob retirou-se por completo de dentro dela e se moveu alguns centímetros para longe. Seus olhos estavam aterrorizados quando o viu se afastar.
– Vista seu vestido, agora! – ele exigiu.
– Oh, merda! Seu maldito bastardo. – gritou. – Você quer que eu diga? Tudo bem, eu irei dizer. Me. Foda!
Jacob a olhou... O olhar era longo e duramente, antes de entrar novamente sem aviso, novamente duro e novamente forte. Ela não prendeu o grito dessa vez, e o mais duro possível cravou suas unhas contra o lençol erguendo o seu corpo, oferecendo-se ainda mais se possível.
Jacob se afastou milimetricamente e segurou no seu quadril, e com uma estocada forte e funda começou um ritmo do qual apenas ele poderia lidar. Observou o corpo dela serpentear sobre a cama, apertar os seios, morder fortemente os lábios, revirar os olhos, até que ela anunciou que estaria vindo. Suas mãos agarraram ambos os pulsos pegajosos de Jacob antes de com um grito rouco tombar sua cabeça para trás e murmurar palavras desconexas.
Ele ainda não se sentia vindo. Não agora. Precisava de mais dela, mais do corpo e mais das sensações. Quando Renesmee relaxou, Jacob saiu por completo e subiu sobre a cama. Deitou ao seu lado e encaixou seu corpo atrás dela, puxando uma perna e jogando-a sobre a sua, Jacob encontrou novamente o caminho do seu sexo e enterrou-se ali. Ela engasgou-se em uma maldição e o sentiu bater forte e duro, como antes, mais rápido. Ainda sentia as vibrações do seu corpo do pós-orgasmo, mas, eventualmente não foi o suficiente para fazê-la desprezar as sensações que se apoderavam do seu corpo mais uma vez. Sentiu a boca quente de Jacob deslizar pelo pescoço, e morder o nódulo da sua orelha antes que com mais algumas estocadas ela sentia-se vindo novamente, e dessa vez ele parecia compartilhar do mesmo momento.
Jacob rugiu com força, e com alguns empurrões duros ele chegou ao seu limite. Renesmee sentiu todo o seu liquido quente e espesso escorrer dentro dela e fraca demais do segundo orgasmo apenas sentiu seus olhos pesarem e se fecharem gradativamente. Jacob podia ouvir o coração dela batendo com força assim como o seu estava também, mas tornou-se surpreso quando a observou deslizar para a terra dos sonhos, o que ocasionalmente ele não podia permitir.
– Não, Nessie. – disse. – Ainda não terminei com você. – alertou.
– Foda-se Jacob, eu tive dois, ok?
Ele riu. Sua risada rouca e preguiçosa da qual a manteve acordada sentindo a quentura da sua respiração bater contra o seu pescoço e sua pele arrepiar.
– Admita para você mesma que somos perfeitos juntos e eu deixo você descansar, mas, não quer dizer que seja o dia todo. – avisou.
– Seu maldito!
– Vamos, estou esperando.
– Mandão!
– Veja, eu acho que você não quer dormir. – movimentou seu pênis dentro dela, o que a fez gemer baixinho.
– Ok, ok. Apenas me dê um tempo. – pediu. – E eu quero tomar um banho, se você sair... – foi interrompida pelo toque insistente do celular dele. Jacob revirou os olhos e com pesar viu o aparelho sobre a mesa. Ele havia esquecido o celular na noite passada no quarto.
Renesmee estendeu o braço ainda que totalmente emaranhada no peito de Jacob, e puxou o aparelho entre os dedos do criado-mudo. Ela apertou os olhos com força lutando desesperadamente para que pudessem desembaçar e quando feito leu na tela o nome de Lauren.
– Quem é Lauren? – verbalizou seu pensamento alto de mais, e sentiu o corpo rígido de Jacob contra o seu. Não foi nem de longe o mesmo tipo de rigidez de há poucos instantes.
– Nada... – ele murmurou tentando inutilmente puxar o celular da sua mão, não antes que Renesmee pudesse atendê-lo mesmo que estivesse lutando contra as garras de Jacob.
– Oi, Jake! Pensei que não fosse me atender. – uma fraca risadinha tomou a linha por breves instantes. – Veja, eu liguei por que... Eu sinto sua falta, ok? Faz tempo que não nos falamos descentemente ou cara-a-cara, e mesmo você com todo o seu jeito bruto é alguém especial para mim.
– Eu vejo. – Renesmee disse com tamanha ironia.
– Jacob? – a voz de Lauren tornou-se surpresa e no segundo seguinte, Jacob havia retirado o aparelho dela e sem pestanejar desligou tornando encerrada a ligação.
– Veja, ela sente sua falta. – ironizou.
– E você está com ciúmes! – exclamou. Sorridente demais para alguém que estava prestes a ter suas bolas arrancadas. – Pensou Renesmee.
– Vá à merda! – ela puxou-se bruscamente da cama abandonando o corpo dele. Empurrando seus pés para fora da cama, observou uma camiseta dele caída/encima do sofá no canto do quarto. Jacob cruzou ambas as mãos atrás da cabeça e apreciou a vista de tê-la nua andando em seus aposentos. Renesmee puxou a blusa e levantou-a. Cheirava a suor e uísque o que a fez enrugar o nariz.
– Por Deus, você deveria lavar suas roupas. – aconselhou.
– Eu o farei.
Ela parou momentaneamente e observou seu peito nu. A tatuagem da qual havia prestado atenção na primeira vez em que estiveram dormindo juntos naquela cama novamente borbulhava em sua mente. De forma cautelosa, Renesmee se aproximou da cama, sentando-se na beirada.
– O que é essa tatuagem? – perguntou.
Jacob olhou para o próprio peito tentando encontrar as frases negras e sorriu.
– Um poema. – explicou.
– Um poema de quem?
– Meu. – disse. – Eu fiz pra você. – esclareceu.
– Pra mim? – Renesmee arfou quando sua consciência se fez presente.
– Sim, quando você, er... Morreu.
Ela gentilmente deslizou os olhos pelo colchão pairando sobre o lençol amarrotado.
– É em francês, — murmurou reconhecendo algumas palavras da língua que ela tanto adorava. – Eu gosto de francês. – disse.
– Eu sei. – Jacob se aproximou dela, puxando sua mão e colocando-a sobre a tatuagem. Renesmee acompanhou aquele trajeto e seus olhos congelaram sobre a pele dele. – Ela é; no buraco mais profundo, afogado, desapaixonado. O amor não morre, ele continua noutros lugares.
– Você fez isso Jake?
Ele sorriu-lhe docemente.
– Eu fiz Renesmee.
– Por quê?
– Porque não está obvio? Porque eu te amo, porque não existe ninguém antes nem depois de você. Porque é só você. Porque eu fiquei no inferno quando você se foi e permaneci no purgatório quando descobri que você estava viva. Porque me encontro no céu agora, mesmo sabendo que posso cair das nuvens se você não ficar comigo, e correr para aquele cara, porque tudo isso é o meu amor por você. Porque me sinto doente quando não o sinto.
Fale com o autor