Notas iniciais
Nos falamos lá embaixo!

Marine estacionou o carro em frente à casa de Sophie antes de olhar pela janela do veiculo. Ela não sabia por que, nem como Jacob estava parado na calçada e parecia lhe esperar ansioso. Mesmo que tenha tido uma noite perfeita com Aaron, e decidido por ela mesma que não iria deixar que Jacob entrasse novamente em suas calcinhas, ela repetiu o mesmo mantra. Não valia a pena quando ela tinha Aaron em sua cama, e completamente cheio de tesão e amor por ela. Não era hipócrita para mentir e dizer que Jacob não a atraia, pelo contrário, ela sabia. E era por isso que tinha que se manter longe dele. Precisava manter tudo em ordem desde que estava ansiosa pelo pedido de casamento vindo de Aaron.

Empurrou a porta puxando sua bolsa do banco de carona. Jacob estava com JJ na calçada e o animal correu em sua direção assim que avistou Marine fechando a porta da SUV preta de Aaron. Jacob se aproximou dela zombando da sua expressão desaprovadora.

- Por que tão raivosa, gata? – ela revirou os olhos, colocando a bolsa em seu ombro.

- Como se isso fosse da sua conta, enxerido.

- É da minha conta quando você fica assim somente comigo. – observou ele. – Sabe qual o nome disso?

- Não estou interessada em saber. – ela se virou pronta para ir até a casa de Sophie, quando Jacob falou.

- Se você não vier até a minha casa, eu vou convidar a sua amiguinha-bêbada-e-pesada-demais-para-você, a um jantar com aperitivos no final da noite.

Marine girou em seus pés. Jacob observou seu rosto ficar vermelho e suas narinas mexerem-se conforme a respiração acelerada.

- O que?

Sua voz rugiu grave. Jacob se controlou para não rir.

- Você me ouviu!

JJ latiu para um gato que saiu de dentro de uma lixeira na rua.

- Você não ousaria...

- Pague pra ver! – desafiou – Se você pode se divertir com Aaron, – enfatizou o nome controlando-se para não fazer uma careta. – Eu posso me divertir com, Sophie.

- Não temos nada! – ela quase gritou.

- Esse é o ponto!

Jacob cruzou os braços analisando Marine de perto. Ele deixou seus olhos correrem pelo corpo dela e surpresos ele avistou seu dedo anelar. Mais um ponto muito positivo em sua teoria. Ele reconheceria aquela joia em qualquer lugar do mundo. Puxou a mão dela delicadamente entre a sua sob o olhar atento de Mari.

- Quem deu isso a você?

Marine olhou para o anel surpresa de ele o ter notado.

- O que?

- O anel, aonde você conseguiu?

Ela ficou sem fala. Não tinha realmente o que dizer para Jacob sobre aquilo. Não sabia o que dizer na verdade.

- Estava com você não é? – ele inquiriu. – Quando você foi achada...

- Porque você quer saber?

Jacob mordeu a língua, engolindo duramente para não lhe dizer que ele havia lhe dado o anel. Estava apenas um dia da verdade e se ele esperou tanto tempo para isso, não poderia colocar tudo a perder agora.

- Por que ele é bonito, e, me lembra da cor dos seus olhos.

Ela sorriu timidamente com suas palavras doce. Jacob sorriu satisfeito por tê-la feito sorrir.

- Obrigada!

Jacob se aproximou dela, sussurrando em seu ouvido.

- Espero que tenha escolhido aquele vestido, ele ficou perfeito em você, e, eu vou adorar retira-lo! – Marine revira os olhos. – Não duvide de mim quando eu digo que estaria disposto a ter uma noite quente com sua amiga, se você não vier até a minha casa.

- Não, eu não duvido por que sei o quão cretino você é. Me chantageia o tempo inteiro, como um bom canalha, e tudo isso apenas para entrar em minhas calcinhas, me rebaixando a uma verdadeira puta.

Jacob prendeu uma risada forte em sua garganta. Sem pudor algum ele puxou Marine pela cintura duramente, chocando os seus corpos.

- Eu faço isso, porque eu quero você, mais do que nunca eu quero você!

- E você me quer dizendo que vai chamar Sophie pra sair? Sinceramente Jacob você merece um chute em suas bolas.

- Natural que você sinta ciúmes.

- Cale a boca! – ela lhe empurrou. Jacob estava pronto para pega-la novamente quando da casa de Sophie um furioso Elliot saia, carregando sua camisa em seu ombro, com os cabelos em uma confusão recente. Marine sentiu seu corpo enrijecer e disfarçadamente ela se abaixou para mexer com JJ. Jacob revirou os olhos.

- Mari? – Marine contou até dez antes de se levantar e olhar para Elliot que mirava tudo muito desconfiado. – O que está fazendo aqui?

- Eu vim falar com Sophie, mas... Espere, o que você está fazendo aqui, e, assim? – viu o rosto de Elliot queimar como brasa.

- Eu estava, — apontou para a casa de Sophie, que apareceu na porta bufando feito um touro. – Estava ajudando ela com, algumas coisas.

Jacob prendeu o riso.

- Com algumas coisas? – Marine perguntou desconfiada. – Vejo que, foi uma foda bem selvagem, e que, particularmente, eu acho que esse chupão não vai sair nem tão cedo.

Elliot lhe olhou completamente apavorado.

- Francamente, Mari, o que pensa de mim?

- Que você é um tarado com toda certeza!

Jacob riu com veemência dessa vez. A Renesmee de antes não iria falar algo assim para alguém, contudo, não era a Renesmee antiga que estava ali, e sim uma nova Renesmee do qual Jacob acha fácil de ler, ainda que ela seja difícil e às vezes empacada como uma mula.

- Olhe eu te vejo amanhã, e, diga para ela para não se atrasar, caso contrário, irei deixa-la a ver navios.

- Recado recebido seu bundão! – Sophie gritou da porta totalmente enfurecida.

Elliot resmungou alguns palavrões antes de sem nenhuma cerimônia rumar em direção ao seu carro. Mari se virou para Jacob furiosa.

- Você sabia que ele estava aí?

Jacob deu de ombros.

- Eu sabia, mas, você não me deu chances de dizer.

Marine socou o seu ombro, recebendo alguns sorrisos que lhe renderam mais tapas.

- Seu idiota! Elliot podia ter visto alguma coisa suspeita, e... Olha, não vou entrar em detalhes. E nem retornar a falar isso com você, já que, dei como encerrado o nosso picnic no playground. – Marine sentia Jacob ficar mais agitado enquanto ela falava. – E, para todos os efeitos, eu estou esperando o pedido de Aaron. – ela mencionou com completa honestidade. O que de certa maneira retirou qualquer sanidade dele. Jacob agarrou seus cotovelos duramente antes de puxar o corpo curvilíneo dela contra o seu. Não se importava de Sophie ainda estar parada na porta e observar quando os dois se beijaram na calçada, nem o quanto duro seria para Marine explicar a ela que realmente não existia nada entre os dois. Os fortes socos em seu peito desferidos pelo punho dela lhe davam ainda mais gás para beija-la com força. Ela não iria lhe dizer essas besteiras e sair em pune.

Sophie se aproximou de ambos na calçada completamente pasma. Sabia o quanto Marine amava Aaron, mas, beijar Jacob era algo que provavelmente não estava no topo da lista de Sophie ver Marine fazendo.

- Mari?

Marine empurrou Jacob com tanta força que seu corpo cambaleou para cima de Sophie que lhe segurou perplexa.

- Sophie... – ela sussurrou assustada demais com o flagrante. Jacob rosnou alto o suficiente para que ambas escutassem e puxando JJ pela coleira ele levou sua bunda para dentro da casa. – Olha, não é isso que você está pensando, o Jacob, ele... Ele...

Sophie empurrou sua mão para cima, em um sinal claro de que Marine deveria manter sua boca calada.

- Você está com ele e com Aaron ao mesmo tempo? – Marine conseguia sentir a indignação de Sophie em cada palavra.

- Não! Sophie, eu não estou com o Jacob, isso, isso não vai acontecer de novo, ele...

- Não precisa me explicar, mas, Mari, eu tenho medo que você saia machucada nisso tudo. Eu sei que você ama o Aaron, mas, o Jacob me parece um forasteiro! Quer mesmo que ele pregue os pregos em sua bunda, e depois jogue água na sua fogueira quando ela está mais alta e reluzente?

Marine engoliu em seco prevenindo-se de não dizer nada realmente a Sophie sobre tudo que Jacob lhe dizia, sobre os sonhos, sobre as imagens distorcidas em sua mente. Sobre principalmente das suas memórias que depois de tanto tempo, pouco a pouco estavam retornando como um balde de larva fervente queimando todos os seus neurônios.

- Não, eu não quero. – murmurou. – Eu prometo que isso nunca mais vai acontecer. – disse. – Eu não quero mais vê-lo e foi por isso que ele me beijou. Aaron é só o que me importa e eu queria lhe pedir para não contar isso a ninguém.

Sophie bufou totalmente contrariada.

- Pelos gogoboys bonitos de São Diego, acha que eu iria fazer isso? Hello! Sou eu, Sophie, sua melhor amiga! Acima de tudo somos duas contra os homens, que, querendo ou não, merecem um belo par de chifres de vez em quando.

Marine estava sentindo-se culpada demais para rir das atrocidades da amiga, embora, ela em seu intimo concordasse com tudo.

- Vem, vamos tomar tequila e ver algum filme dramático demais hoje. Depois de uma foda alucinante eu preciso me empanturrar de comédia romântica porque no fim não foi como eu esperava.

- Como assim?

- Digamos que Elliot tenha sido um homem perfeito enquanto me fodida, porém, um ogro quando eu acidentalmente lhe disse que não havia sido a minha melhor foda. Não me entenda mal, eu queria ver até onde ele poderia empurrar o meu sarcasmo, mas, pelo visto o idiota acreditou.

- Você deveria resolver essa merda com Elliot logo. Eu não aguento mais isso Sophie! Por que não assumem que vocês se gostam e ponto final?

- Ele é um cara revoltantemente problemático. Uma dor na minha bunda, como quer que eu faça isso, Mari?

- Com a boca! Sabe, aquela parte do seu corpo que você usa pra chupar ele, antes disso, diga o que sente.

- Hei, Mari! – ela empurrou os cabelos grudados em seu rosto para o lado antes de empurrar sua prancha na areia. Aaron que estava sentado nela ainda vestido com a roupa que tinha saído cedo, sorriu para Marine que juntou-se a ele na areia. – Tenho uma novidade pra você. – disse empolgado. Aaron não conseguia esconder a ansiedade em sua voz.

Mari dobrou os joelhos virando de frente para ele.

- O que?

- Eu consegui um emprego. – anunciou. – Na verdade é como um TCC, embora no momento seja um estágio. Um colega meu me disse que estavam precisando de monitoração na área neurológica de um hospital particular e me levou até lá.

Marine sorriu animada.

- Oh meu Deus, Aaron! – pulou sobre ele beijando o seu rosto incansavelmente. – Não sabe o quanto eu estou feliz com isso!

- Eu estou também. Com algumas semanas para o fim finalmente da faculdade eu vou poder me dedicar à área que estudei.

- Sim, e vai ser o médico mais gato do hospital, eu garanto! O que me leva a pensar que terá muita mulher batendo com a cabeça por aí. – ele riu estrondosamente antes de toma-la nos braços.

- Como se qualquer uma conseguisse mexer comigo. Eu já disse que você me arruinou para as outras mulheres! – ela sorriu tímida. – Diga-me, está nervosa para hoje à noite?

Ela não estava quando acordou, mas, agora que Aaron havia tocado no assunto, Marine sentia como se o seu coração fosse sair pela boca de tão rápido que ele batia em seu peito. Não entendi o motivo, apenas sabia que seria uma grande noite, e duvidou que fosse coisa simples. Ela meio que esperava pelo pedido de Aaron nessa noite. Ele mesmo havia dito que seria inesquecível e Marine não era tonta o suficiente para não entender.

- Estou um pouco, admito.

- Tudo correrá bem, você vai ver. Eu falei com o meu pai hoje, pelo visto Paul está vindo também.

- Eu adoro o seu pai baby, não entendo realmente qual a sua briga com ele. – Aaron bufou.

- Eu não tenho uma briga com ele, é só que, o meu pai é distante demais para dizer que nos entendemos.

- Baby, é o que dizem. Cada família com os seus problemas. – Mari deu de ombros. – Eu não tinha problema com a minha família, a não ser, com a Isabella.

Aaron olhou assustado para Mari, no entanto, a jovem não pareceu perceber o que tinha dito, tão pouco o significado daquelas palavras para ele. Mais uma lembrança...

- O que você disse?

- O quê?

- Você disse que não tinha problema com a sua família, a não ser com uma mulher, chamada Isabella. Isso foi uma lembrança, Mari! Mais uma na verdade!

Os olhos azuis brilharam com as palavras dele. Ela não sabia o que dizer, tão pouco negar. A cada dia que se passava, tornava-se mais frequente os surtos dela, as lembranças, imagens que se passavam pela sua cabeça sem mais nem menos, e mais do que nunca, Marine sentia-se como se fosse uma grande delatora da sua vida passada.

- Aaron, eu... Eu não percebi que tinha dito qualquer coisa, assim, estranha.

- Como não percebeu? – ele estava tão agitado quanto incrédulo.

- Não percebi. – ela disse com o tom de voz um pouco mais elevado. Aaron suspirou profundamente balançando a cabeça em negativa. Entendia que ela não queria falar sobre as lembranças. Não sabia por que Mari temia tanto seu passado, quando era ele quem deveria estar completamente assustado com esses surtos que ela estava tendo, quase que diariamente.

- Tudo bem. – ele sorriu sem graça. Não iria discutir com ela sobre algo do qual ela mesma não queria saber.

- A que horas o seu pai irá chegar? Ele falou algo com você? – Mari mudou de assunto da melhor forma que encontrou. Aaron percebeu, afinal, ele não era nem um pouco bobo.

- Ele ficou de me mandar uma mensagem, mas o conhecendo Paul Becker como eu conheço, sei muito malditamente bem que ele irá despachar suas tralhas para um hotel presunçoso, e depois irá até a casa de Viola. Eu entendo que eles se conhecem, mas, eu não sei o que é tão importante para que ele largue tudo para vir em um jantar. – ele riu debochado. – Isso com certeza não faz o gênero do meu pai.

- Eu tenho certeza de que ele está sentindo a sua falta. Faz tempo desde que ele veio até aqui, baby. Dê um desconto a ele. – Aaron sorriu. – O quê? – ela lhe encarou chocada com a expressão de incredulidade dele. Eu já disse que seu pai é muito legal e que eu adoro ele, pelo menos comigo sempre foi.

- Normal isso. – ele deu de ombros. – Mas, deixa o assunto do meu pai de lado, vou ter que passar bastante tempo ao lado dele para ter que ficar falando dele aqui.

Marine revirou os olhos quando ele riu, empurrando-a contra a areia da praia. Não demorou para que ela entrasse na brincadeira quando Aaron traçou uma linha imaginaria pelo pescoço dela, degustando da sua pele salgada. Uma mão rodeou a cintura dela, empurrando seus dedos pelo tecido encharcado da calcinha do biquíni. Marine ronronou feito um gato, encolhendo-se ao sentir a mão quente de Aaron em sua pele gelada. Ele sorriu contra a orelha dela, empurrando os fios molhados para o lado.

- O que você acha de irmos lá pra dentro, e eu poder dar um banho em você?

Ela riu. Alto o suficiente para que Aaron risse também.

- Você ainda pergunta...

Quando ele se levantou, puxando sua mão, Mari sentiu seu corpo saltar sobre a areia e seus cabelos grudarem em seu rosto. Aaron resmungou algo impossível de ser ouvido, puxando ela contra a suas costas. Mari deixou um pequeno grito pelo susto sair, quando ele correu em direção a sua casa.

- Aaron... Espere... A prancha!

- Deixa ela, depois eu pego. Tenho algo mais importante que me preocupar agora!

Aaron estacionou com o carro na frente propriedade de Viola Spark. Ela tinha contratado manobrista para que não ficasse nada congestionado em sua propriedade. Assim que Aaron desceu do carro, fez a volta pondo-se enfrente a porta de Marine, puxando-a aberta para que ela pudesse descer, ajudando-a. Entregou as chaves do carro ao manobrista e de forma lenta conduziu Marine para a porta de acesso. Ele não tinha pressa alguma. Apresentaram o convite na porta, e pegaram as pulseiras. Puderam observar como toda a ornamentação da pequena celebração de Viola estava.

Os olhos de Mari brilharam com que encontrou. Era somente um pequeno jantar, não? Por que estava tudo meticulosamente decorado, com tons vermelho e preto? Garçons passavam a todo tempo com bandejas contendo todos os tipos de bebidas e canapés. Em um canto da sala tinha um par o qual a pessoa podia preparar suas próprias bebidas de acordo com o se gosto ou pedir bebidas diferentes. Em um outro canto comidas japoneses eram feitas na hora e servidas.

- Tem certeza que isso é somente um jantar para amigos próximos? – Mari perguntou se aproximando mais de Aaron.

Aaron deu de ombros. Ele imaginou que somente pelo convite e pela o traje exigido, já deveria se esperar que o jantar fosse tão fino também.

- Melhor é procurarmos Elliot e Sophie. – Mari concordou dando a mão para que Aaron pudesse guia-la. O destino era a outra área. Mas, Aaron parou ao ver que pai. Estava em algum tipo de conversa bem calorosa com Viola. Ele conseguiu entender que o pai estava incomodado com algo somente com a forma que ele parecia tenso. E como ele apertava a mandíbula, enquanto, Viola quase o comia vivo.

- O que foi? – Mari perguntou olhando para os lados, mas ela não enxergou Paul e Viola.

- Vá procurar Elliot e Sophie. Eu preciso resolver uma coisa.

- Que coisa?

- Só vai, Mari. – ele pediu com jeito fazendo um carinho no rosto da morena.

- Tudo bem. – ela deu um beijo em Aaron e saiu pelo meio das pessoas.

O loiro aproximou-se mais, tendo o cuidado que Paul ou Viola o vissem. De longe ele percebeu quando Paul arregalou os olhos e Viola deu um sorriso de pura vitória.

Aquilo estava muito estranho!

Marine respirou profundamente, seria impossível encontrar os dois no meio de toda aquela gente, isso se ele já estivessem na festa. Pegando a bolsa que ela estava usando como acessório, Mari pegou a única coisa que estava ali dentro, o celular. Estava procurando nos contatos o número de Sophie, mas uma mão de pele avermelhada segurou a sua e Marine respirou ainda mais fundo. Não precisou de muito para saber quem era.

- O que você quer? – ela perguntou puxando a mão do aperto que Jacob lhe dava e olhou para os lados para ver se não tinha nenhum conhecido os olhando.

- Só vim confirmar se está tudo certo para você ir até a minha casa mais tarde. – Mari finalmente resolveu fitar Jacob. Estava com a resposta na ponta da língua. Mas não consegui falar. Não quando percebeu que os olhos dele pareciam preocupados. Não estavam brincalhões como sempre eram quando ele a abordava. Ele sempre parecia ter prazer em tirá-la do sério. Contudo, naquele minuto, ela sentiu medo vindo dele e uma insegurança tão grande que a fez sentir o corpo arrepiar.

- O que aconteceu? – ela perguntou tendo total atenção dele.

- Com quem?

- Com você? Com tudo! Estou achando você um pouco estranho. Pare ansioso talvez... – divagou.

- Isso é bom! – ele diz. – É um sinal que você tem prestado atenção em mim. – sorriu, mas não chegou aos olhos e nem foi o suficiente para mostrar a covinha que ele tinha no queixo.

- Não mude de assunto. – ela fez com que Jacob voltasse olhar para ela. – O que aconteceu?

- Nada! – ele respondeu passando a mão sobre os cabelos. – Eu tenho que ir, tenha um bom jantar e não se esqueça de ir até a minha casa mais tarde.

Mari abriu a boca para mandar que ele ficasse, mas já era tarde. Jacob tinha saído tão rápido quanto tinha aparecido. Ela nem mesmo viu para aonde ele tinha seguido. E visto que tinha sido completamente deixada sozinha, o jeito era ligar para Sophie e saber onde a amiga estava com Elliot.

Aaron assistiu o pai sair de perto de Viola, e simplesmente foi ao encontro dele. Faria daquilo um acaso. Como se estivesse olhando para o lado, ele deu um pequeno esbarrão no pai. Paul virou vermelho, pronto para empurrar o inferno para fora da pessoa que não tinha o visto passar. No entanto, ficou ainda mais vermelho em ver que era o seu filho ali.

- Pai. – Aaron o cumprimentou com um sorriso mínimo.

- Aaron. – ele foi completamente pego de surpresa quando teve o corpo envolvido pelos braços do pai. – Eu estava com saudades, filho. – Paul se afastou olhando para o lado. Aaron seguiu o olhar do pai e viu que ele estava olhando para Viola, essa que estava com os olhos cravados nos dois, e não parecia nada feliz com a aproximação deles. – Você precisa vir até a rua comigo alguns minutos. – Paul colocou a mão no ombro do filho o puxando. Mas Aaron forçou o corpo a ficar no lugar que estava.

- O que você quer falar?

- Pelo amor de Deus, Aaron, uma vez na vida não lute contra mim. Eu preciso mesmo lhe contar algo importante!

- E eu preciso saber o que é. – ele arqueou a sobrancelha para o pai.

Paul suspirou. Definitivamente Aaron tinha puxado Viola no gênio.

- Vou falar aqui então, eu não tenho tempo. – suspirou. – Aaron a...

- Aí está você! – Aaron olhou para o lado. Elliot estava completamente vermelho. Parecia que ia explodir a qualquer momento. – Eu vou estrangular Sophie! – Elliot olhou para o lado vendo a forma assustada que Paul estava. – Olá Paul, desculpe, eu não tinha visto você aqui. – ele estendeu a mão para cumprimentar o pai do amigo. – Eu interrompi vocês não foi? Eu sinto muito, eu vou...

- Com licença. – Elliot parou ao ver que Viola estava sorrindo com um microfone na mão. – Eu gostaria de agradecer a presença de todos. – os olhos da mulher estavam fixos em um canto. Aaron virou para ver de quem tratava-se. Ele não conhecia as pessoas, mas os Cullens entraram naquele momento pela porta de acesso. E era por isso que Viola estava com um sorriso imenso nos lábios. – Como eu estava falando, eu gostaria de agradecer a presença de todos. Sei que foi meio em cima da hora esse jantar, e poder ver que todos que eu convidei estão presentes realmente me alegra. Mas esse jantar não foi feito somente por fazer ou para gastar um pouco mais do dinheiro que eu tenho. – risadas encheram o local.

- Aaron. – Paul puxou o filho mais para perto. – Vem comigo, você não irá querer ficar aqui. – Mas o filho não estava lhe dando qualquer atenção. Estava interessado em descobrir o que Viola tinha para dizer.

- Eu os convidei na verdade, porque eu tenho um anuncio para fazer. Algo realmente importante. – as pessoas que estavam rindo param ao perceber que Viola estava séria. – Não é bem um anuncio é uma verdade. – os olhos de Violo caíram sobre Aaron. O loiro mexeu-se incomodado.

Ela não voltaria atrás, tudo aquilo que ela julgava ser errado acontecendo entre seus filhos. Estaria terminando em dois minutos.

Notas finais
Então galera, eu iria postar ontem pela noite, mas não rolou. Espero que tenham gostado dessa capítulo e não nos matem por ter parado logo aí. Queria me desculpar sobre não ter postado na semana passada, contudo aconteceram alguns imprevistos e tivemos que adiar a postagem. Espero que vocês entendam. Um beijo, e comentem!