Say All I Need
38 SAIN - 08#02
Notas iniciais
Mas vamos lá.
Agradecer a Báah por ter recomendando a fic, obrigado baby! Adoramos.
Obrigado a todas as meninas que comentaram na fic, gostamos muito babys.
Bora lá ler. ^^
- Eu preciso falar com Sophie de qualquer forma. – Elliot revirou os olhos.
\\n\\n- Então vá garota, a gente espera você aqui. – Aaron riu, lançando o braço sobre o seu ombro quando abriam o portão. Marine tinha consciência de que Jacob e uma mulher os observavam, e sabia que Aaron e Elliot estavam percebendo também.
\\n\\n- Acho que você ganhou um novo fã. – Ele murmurou. Mari se virou rapidamente para ele, parando sua caminhada. Estava em alerta.
\\n\\n- O que quer dizer com isso?
\\n\\nEle parecia surpreso.
\\n\\n- Calma.
\\n\\nEla analisou o seu rosto um momento apenas, antes de se virar e bater na porta de Sophie. Aaron empurrou uma mexa do seu cabelo atrás da orelha, quando uma Sophie arrumada para algo abriu a porta. – Aonde vai?
\\n\\nEla sorriu.
\\n\\n- Eu estava pensando em ir até o clube e beber algumas, mas vocês apareceram aqui então podemos sair para comer nós quatro, porque vejo Elliot na calçada. – Aaron riu.
\\n\\n- Tão convincente você Sophie. – Ele desdenhou.
\\n\\nEla observou sobre o ombro quando Jacob se aproximou de Elliot com a mulher e eles pareciam se conhecer.
\\n\\n- Ora, se não foi para isso, o que estão fazendo aqui?
\\n\\n- Bom eu justamente iria lhe chamar para comer algo com a gente.
\\n\\nEla sorriu.
\\n\\n- Apesar de que Aaron não queira. – Sophie concluiu.
\\n\\n- Ele não tem que querer nada. – Marine garantiu socando-o na costela quando ele revirou os olhos.
\\n\\n- É claro que você está convidada a vir jantar com a gente. Caso contrário eu nem teria parado o meu carro aqui.
\\n\\n- E então?
\\n\\n- Bom, eu já tinha declarado que iria, deixe-me só pegar minha bolsa.
\\n\\n- Ok. Estamos no carro.
\\n\\nQuando se aproximaram do carro e consequentemente de Elliot, Jacob e a mulher, Marine se sentiu intimidada. Não seria possível realmente de que Aaron reparasse em algo. Jacob prometeu que nunca iria contar a qualquer pessoa sobre os dois e as duas recaídas que Marine teve.
\\n\\n- Olá Jacob. – Aaron cumprimentou. – Não sabia que morava aqui do lado.
\\n\\n- Ah, eu me mudei recentemente. – Mentiu.
\\n\\n- Isso é ótimo, é um bom bairro. – Garantiu.
\\n\\n- Tenho certeza que sim.
\\n\\n- Aaron, lembra-se de Viola? – Elliot lhe chamou a atenção. Viola em nenhum momento conseguiu retirar os olhos de Aaron nem de Mari. Ela estava assustada e apavorada. Marine se parecia tanto com ela quando na adolescência. Assim que os viu, pensou que fosse morrer de um ataque. – Amiga da família, lembra-se?
\\n\\nAaron olhou para Viola e a mulher quase derreteu. Os mesmos olhos dela, os mesmos olhos de sua avó. Oh, céus. O que estava acontecendo ali?
\\n\\n- Ah, claro. – ele sorriu e se aproximou para cumprimenta-la. – Como vai? Visitando a Califórnia?
\\n\\nViola engoliu dificilmente, acenando com a cabeça.
\\n\\n- Como vai seu pai, meu filho?
\\n\\n- Ele está em Washington. – Fez uma careta ao falar do pai, o que fez Viola perceber que Paul não estava sendo um bom pai nesses últimos anos.
\\n\\n- Entendo que haja muito trabalho. – ela murmurou e desceu os olhos para Marine. De relance ela olhou para Jacob que parecia um pouco apreensivo. Aquilo definitivamente nunca poderia realmente estar acontecendo, mas estava. Ela não podia realmente acreditar. – Qual o nome da jovem?
\\n\\n- Marine. – Mari se apresentou e Viola a surpreendeu com um beijo no rosto e um tímido abraço.
\\n\\n- Viola. – Murmurou em seu ouvido. Mari sentiu um estranho constrangimento quando Viola se afastou. A mulher olhou para Jacob que timidamente negou com a cabeça.
\\n\\n- Ok, eu já peguei minha bolsa. Podemos ir.
\\n\\nSophie apareceu atrás deles e surpresa parou ao lado de Marine.
\\n\\n- Tudo bem, vamos. – Elliot murmurou ficando irritado. Sophie o irritava completamente. – Foi bom lhe ver Sra. Sparks. – acenou para Viola.
\\n\\n- Apenas Viola. – Ela murmurou ainda entorpecida.
\\n\\n- Até mais Viola. – Aaron se despediu abrindo a porta do carro. Marine ainda lançou um olhar incerto para Jacob e Viola antes de entrar no carro, seguida de Sophie.
\\n\\nJacob e Viola, observaram o carro se afastar na rua e Jacob teve que segura-la antes que a mulher caísse contra o asfalto.
\\n\\n\\n\\n\\n\\nJacob andava de um lado para o outro na sala, enfurecido, completamente transtornado. Viola terminou o seu copo de água gelada sentindo sua garganta protestar. Sua cabeça ainda rodava e ela tinha certeza de que não estava mais na idade de ter tantas novidades lhe cercando.
\\n\\n- Isso é inaceitável, isso é... Repugnante! – Viola estava assustada, mas entendia toda revolta de Jacob. – Eu não posso realmente acreditar nisso.
\\n\\nEla tomou algumas respirações antes de se levantar da cadeira. Alguém precisava manter a calma ali.
\\n\\n- Olhe Jacob, eu sei que essa situação toda é completamente estranha, e eu entendo a sua revolta, mas ambos não têm culpa. Ninguém tem na verdade. Isso tudo é o destino. Tenho certeza de que ele queria que eu estivesse com os meus filhos, mesmo que eles estejam em tal situação.
\\n\\n- Então ela é a sua filha? E ele é o seu filho? – Jacob estava totalmente indignado. Cristo, aquilo não podia ser real. – Isso é incesto!
\\n\\n- Você acha que eu não sei? Pensa que eu gostei de ter chegado até aqui, e ter visto os dois juntos? Pelos céus, eu achava que tinha perdido realmente Renesmee quando voltei para Seattle após descobrir sobre a morte de Edward, e estou eu aqui descobrindo que ela não só está viva, o que é uma maravilha, mas que está praticamente casada com o meu filho. Com o irmão dela.
\\n\\nEle não parecia acreditar, e na verdade ele não queria. Jacob não estava pensando com clareza e não poderia conseguir enxergar o quanto aquilo lhe era favorável.
\\n\\n- Que se dane isso. É nojento!
\\n\\nViola ignorou o seu comentário puxando de dentro da bolsa o seu celular. Chamou apenas duas vezes até que Paul atendesse.
\\n\\n- Viola?
\\n\\n- Me diga que você fez uma pesquisa decente antes de abençoar o namoro do nosso filho. – Ela pediu.
\\n\\n- Não, eu não fiz. – ele suspirou. – Olha, Aaron está bem com Marine. Ele finalmente encontrou alguém que... – Viola lhe cortou.
\\n\\n- Ela é minha filha! – Quase gritou.
\\n\\nOuviu quando ele derrubou alguma coisa.
\\n\\n- O que? – ele parecia descrente. – Que maluquice é essa?
\\n\\nJacob estava sentando no sofá de frente para Viola, assistindo a conversa. A mulher respirou profundamente antes de responder.
\\n\\n- Depois que você tirou Aaron de mim, eu me mudei para Seattle...
\\n\\n- Eu sei. E você sabe o porquê deu ter tirado ele de você.
\\n\\n- Ele era um bebê, você não deveria tê-lo tirado de mim daquela forma. Eu nunca estive perto dele.
\\n\\n- Você tinha concordado com isso Viola. Não queria que ele soubesse quem era a sua verdadeira mãe. Não se faça de vitima!
\\n\\n- E você não deveria ter concordado comigo. Você era pai!
\\n\\n- Não me acuse agora Viola, diga-me que não está delirando como antes.
\\n\\n- Eu não estou! Ela é minha filha, minha com Edward Cullen... – Murmurou
\\n\\n- Com o Cullen? Espere... Ela é Renesmee Cullen?
\\n\\nViola engoliu em seco.
\\n\\n- Sim.
\\n\\n- Mais que diabos! Quando no mundo isso poderia acontecer?
\\n\\n- Eu não sei... – Viola sussurrou.
\\n\\n- Por isso eu a achei parecida com você. – Ele estava assustado e sussurrava descrente ao telefone. Jacob assim como eles estava tomado pela surpresa e repugnância. Com base nas afirmações e pela conversa que pode ouvir facilmente de Viola e o pai de Aaron ela tinha feito um acordo com ele também para que ficasse com a criança, assim como fez com Edward?
\\n\\n- Ela é linda... – Viola sorriu ao falar de Marine.
\\n\\n- Olhe, eu nem pensei em fazer uma pequena investigação sobre ela. Quando saiu a notícia que a neta de Carlaslie Cullen havia morrido em um acidente de helicóptero, ninguém nunca encontrou o corpo. Eu nunca iria imaginar que o meu filho tinha salvado a garota, quando ele me ligou pedindo para arrumar os seus documentos eu simplesmente fiz porque acima de tudo queria ficar bem com ele, e ver a sua felicidade. Quando conheci Marine certamente me encantei com ela, assim como tenho certeza de que qualquer um se encantaria.
\\n\\nViola sorriu.
\\n\\n- Eu entendo que Aaron possa ser bem convincente quando quer, mas não podemos permitir isso Paul, eles são irmãos.
\\n\\nJacob levantou os olhos um pouco surpreso com as palavras de Viola. Ela também não os queria juntos. Isso parecia soar bem.
\\n\\n- Vá! Diga isso a eles! Tenho certeza que você perdeu de vez a merda da sua cabeça. Pra quê desenterrar uma passado para separa-los? Seria incesto mesmo se eles soubessem! – Paul estava nervoso. Toda essa história certamente deveria ser loucura de Viola, embora as evidências estivessem jogadas contra o seu rosto. – Cristo. – ele suspirou. – Não sei o que fazer de verdade Viola. Quando Meg morreu, ela me fez jurar que eu iria contar toda a verdade para ele, que iria fazê-lo procurar você na Geórgia. Quanto a Marine, você já deve ter percebido que ela não se lembra de nada do seu passado. Por cristo mulher, você vai mesmo ir contra a felicidade deles?
\\n\\nViola estava horrorizada. – Bom Jesus, eu não acredito que você está a favor dessa barbaridade, Paul!
\\n\\nInferno! Esse homem está pedindo para morrer...
\\n\\n- Olha, eu não vou participar disso. Você nem ao menos tem certeza se Marine é sua filha mesmo.
\\n\\n- Oh, não me faça rir. Acha que eu como mãe não saberia de algo assim? – revirou os olhos. – Faça o seguinte Paul, apenas confirme minha história. Estarei contando a eles a verdade o mais rápido que puder. Eu definitivamente não permito algo assim!
\\n\\n- E você acha que eles vão simplesmente acreditar nisso? Melhor, e se eles quiserem continuar juntos? O que você irá fazer? Armar para que eles se separem?
\\n\\n- Eu tenho certeza de que eles são sensatos o bastante para se separarem.
\\n\\n- Jesus Viola, eles se amam!
\\n\\n- Não estarei discutindo isso com você mais, Paul! Faça o que pedi e apenas confirme para os meus filhos que disse a verdade.
\\n\\nAntes que Paul pudesse contestar o seu pedido, Viola terminou a ligação, empurrando o celular para dentro da bolsa. Ela olhou para Jacob sentando em sua frente com as mãos na cabeça e o rosto em completa confusão.
\\n\\n- Diga-me Jacob, quando chegou aqui já sabia que ela não estava morta? – Inquiriu.
\\n\\n- Não. – Jacob começou. – Eu por acaso encontrei os dois no estacionamento da universidade dele. – fez uma careta. – Por sorte temos os mesmos amigos.
\\n\\nViola sorriu.
\\n\\n- Isso é bom. Você não avisou a ninguém sobre ela, presumo...
\\n\\n- Não, eu queria que ela se lembrasse de mim primeiro.
\\n\\n- E você já deu... Alguns passos com ela, digamos assim. Eu percebi que ela ficou bem nervosa com a sua presença. – Jacob sorriu.
\\n\\n- Sim. – Viola percebeu o tamanho da sua satisfação perante aquilo. Ele parecia alguém que realmente amava sua filha. – Dormimos juntos aqui, duas vezes.
\\n\\n- Duas? – ela estava surpresa. – Você acha que ela... Possa lembrar que foram namorados?
\\n\\nJacob pareceu tenso.
\\n\\n- Eu não sei, espero que sim. Percebi que Renesmee tem duas personalidades, pelo menos foi o que ela mostrou até agora. Antes do acidente ela não era o que é hoje. Renesmee era tímida, reclusa, ela pensava muito antes de agir. A Renesmee de agora não é assim, ela é impulsiva, não é tímida, comunicativa e tem gostos totalmente diferentes do que ela tinha antes.
\\n\\n- Isso me parece algo complicado.
\\n\\n- Eu também acho complicado.
\\n\\nViola tomou algumas respirações antes de se levantar.
\\n\\n- Bom Jacob, espero que possa contar com você para terminar com toda essa história.
\\n\\nJacob se colocou de pé apertando a mão dela assim que foi estendida. Com toda certeza ele estaria de acordo com a sua proposta.
\\n\\n\\n\\nMarine rolou na cama batendo com força no despertador. Ainda sonolenta ela percebeu o lado vazio de Aaron. Levantando sua cabeça, ela olhou ao redor, nenhum sinal dele pelo quarto nem no banheiro. Sentiu o cheiro de ovos e bacons e sorriu faminta. Ainda estava nua quando levantou da cama e correu em direção ao banheiro. Tinha como objetivo aproveitar o domingo na praia, e pegaria algumas ondas com Aaron.
\\n\\nEmpurrando o vestido sobre a cabeça, saiu do quarto descendo as escadas rapidamente. Ouviu sua voz vinda da cozinha e sorriu quando viu Aaron colocando um prato sobre a mesa, ele levantou os olhos para ela e sorriu convidativo.
\\n\\n- Bom dia. – Saudou Mari que se aproximava.
\\n\\n- Bom dia. – Ela puxou uma cadeira ao seu lado, no entanto Aaron a puxou para o seu colo.
\\n\\n- Mais confortável não acha? – Ela riu.
\\n\\n- Muito mais! – roubou-lhe um beijo. – O que quer fazer hoje? – pescou um pedaço do bacon colocando na boca. Aaron fez o mesmo.
\\n\\n- Hm, tinha algo em mente, mas pensei que você permaneceria na cama. – Ela riu.
\\n\\n- Você é insaciável sabia?
\\n\\n- Sempre.
\\n\\n- Eu queria ficar um pouco na praia. – ele concordou com sua cabeça loira. – Vai ficar comigo?
\\n\\n- Acha que deixaria você sozinha com esses turistas tarados?
\\n\\n- Como se você ligasse pra isso. – Ela disse com desdém. Aaron moveu seus olhos surpresos para ela.
\\n\\n- Acha que não me importo? – Marine olhou para ele.
\\n\\n- Não, eu sei que você se importa, mas não é como se você sentisse ciúmes se algum cara me olha estranho. – Aaron fez uma carranca.
\\n\\n- É claro que eu sinto, só não acho necessário tornar isso descarado. Até porque eu confio em você. – Marine engoliu em seco. – E eu sei que sou gostoso. – mandou-lhe uma piscadela que ela não pode resistir.
\\n\\n- É claro que é! – Ele lhe fez cócegas.
\\n\\n- Eu te amo! – Roubou um beijo dela em meio aos risos. Mari riu.
\\n\\n- Eu te amo, também.
\\n\\nEle riu quando ela pulou do seu colo dirigindo-se para a geladeira para pegar um suco.
\\n\\n- O que achou de Viola?
\\n\\nAaron do nada perguntou. Mari deu de ombros.
\\n\\n- Eu não sei, ela me parece simpática. – pegou dois copos. – Pelo jeito vocês se conheciam há tempos.
\\n\\n- Ah, sim. Ela era amiga da minha mãe, quero dizer, elas já saíram para tomar café algumas vezes, mas nunca tive nenhuma ligação direta com ela. Embora ela sempre me olhasse de uma maneira estranha. – Mari enrugou o nariz.
\\n\\n- Como assim? Ela não é um pouco velha para você?
\\n\\nAaron riu.
\\n\\n- Não acho que seja dessa forma, era mais como minha mãe me olhava. Com ternura sabe? Carinho materno, algo assim.
\\n\\n- Você nunca me falou sobre a sua mãe.
\\n\\n- Eu não tenho muito que falar dos meus pais Mari, desde que entendo eu crescia em uma escola interna na Flórida. Só aos dezoito que eu saí de lá, e por um par de vezes eu não voltei para casa nos finais de semana. Eu mal sabia que minha mãe estava doente. Mas Meg sempre foi carinhosa, ela sempre tentava me fazer feliz nos natais ou feriados. – Deu de ombros.
\\n\\n- Eu não tive uma, na verdade.
\\n\\nLevou alguns segundos para que Aaron registrasse aquilo. Ele voltou os seus olhos para ela assistindo-a virar o copo de suco na boca.
\\n\\n- O que disse?
\\n\\n- O que?
\\n\\n- Você não teve uma mãe? Espera... Mari, você se lembrou de alguma coisa? – Ele perguntou aflito. Marine estava aturdida.
\\n\\n- Hm? Eu... Eu não sei...
\\n\\n- Você lembrou! – Ele sentia-se em completa confusão. Ao mesmo que estava feliz por ela recuperar sua memória ele sentia-se estranho por isso. Era como se ela fosse se esquecer dele a qualquer momento.
\\n\\n- Espere Aaron, eu... Eu não sei...
\\n\\n- Isso com toda certeza foi algum reflexo! Então, você não tinha uma mãe, ou...
\\n\\n- Eu não tinha... Ela me deixou... – Aaron sorriu abertamente.
\\n\\n- Elliot precisa saber disso. – Aaron se levantou da cadeira tão rápido que ela caiu no chão. Marine sentiu uma leve vertigem e sua cabeça latejou levemente. Ela precisou de mais um copo do suco de laranja para manter seus olhos com foco. Ela havia se lembrado de que não teve mãe, o que de certa maneira a assustou. Era isso que o seu passado guardava? Primeira lembrança que teve desde que acordou no hospital e não havia sido nada boa.
\\n\\nAaron voltou para a cozinha alguns minutos depois com Elliot atrás dele. Quantos minutos ela havia demorado em digerir tudo aquilo?
\\n\\n- Mari, conte a Elliot o que você lembrou. – Aaron pediu levantando a cadeira e sentando novamente nela.
\\n\\n- Eu não me lembrei de muita coisa Aaron, apenas de um fato, eu acho. – Deu de ombros. Elliot estudou a situação.
\\n\\n- Primeira lembrança em tanto tempo... – começou. – As outras podem vir em seguida, ou podem demorar muito para aparecer.
\\n\\n- É eu sei... – Aaron murmurou.
\\n\\n- O que faremos? – Elliot perguntou a ele.
\\n\\n- Hei, estou aqui e é com a minha cabeça que estão pensando em fazer uma super experiência cientifica? Espero que não! Vamos apenas esquecer isso, ok? Eu não estou pronta para tentar me lembrar de nenhuma maldita coisa. – Disse.
\\n\\n- Mari...
\\n\\n- Não Elliot! Estou bem assim. – Ela ficou irritada.
\\n\\n- Tudo bem, Elliot, deixe-a.
\\n\\n- Eu acho que deveríamos fazer alguns exames, Mari.
\\n\\n- Não vou deixar ninguém mexer com o meu cérebro!
\\n\\n- Ninguém vai fazer tal coisa amor...
\\n\\n- Não! Eu já disse!
\\n\\nEla se levantou rapidamente, saindo da cozinha. Puxou a prancha de trás da porta, segundo para a parte de trás da casa.
\\n\\nElliot olhou para Aaron, que estava sem saber o que fazer, tal como ele.
\\n\\n- Eu fiquei com medo. – Admitiu.
\\n\\n- Relaxa Aaron, uma hora isso iria acontecer. Agora é ajuda-la a se lembrar, e manter a calma. Se tiver uma coisa que não podemos duvidar aqui, é que ela te ama. Você sabe.
\\n\\n- Eu sei... Mas tenho medo de não ser o suficiente.
\\n\\n- Isso já é loucura sua.
\\n\\n- Se você estivesse no meu lugar, entenderia!
\\n\\n- Aaron, acho melhor você focar em outros assuntos do que simplesmente pirar com o fato dela se lembrar do seu passado. Pensa comigo cara, Marine é linda e pelo que pude perceber você ultimamente tem deixado ela muito solta. – Aaron enrugou o nariz.
\\n\\n- O que quer dizer com isso, Elliot?
\\n\\n- Estou dizendo pra você abrir o olho.
\\n\\n- Ela nunca me trairia!
\\n\\n- Eu sei, conheço a Mari, mas as mulheres são bipolares e eu estou generalizando isso. Preste atenção na sua garota cara, ela é legal demais para não ter ninguém interessado.
\\n\\n- Você sabe de alguma coisa que eu não sei?
\\n\\nElliot negou.
\\n\\n- Eu não sei, mas estou prevenindo você de que eu saiba de algo.
\\n\\nAaron ficou pensativo por alguns segundos, antes de concluir que Elliot estava certo. Ele em silêncio caminhou em direção à geladeira e tirou duas cervejas.
\\n\\n- Eu acho que você tem razão. – balbuciou. – Mas o que fez você chegar nisso?
\\n\\n- Eu só andei reparando algumas coisas... – Deu de ombros.
\\n\\n- Que coisas? – Aaron entregou a cerveja para ele virando a sua em seguida.
\\n\\n- Não é nada que você tenha que se preocupar só que os caras estão sempre de olho nela... Só isso. Imaginei que essa sua catarata pudesse dificultar sua visão disso.
\\n\\n- Idiota! – O empurrou para o outro lado da cozinha com o ombro, e Elliot lhe devolveu um tapa na nuca. Da janela da cozinha Aaron observou Marine retirar o vestido e pular no mar com a prancha. Ele teria um árduo trabalho pela frente para ajuda-la a se lembrar do seu passado, mesmo que isso apenas o assuste. Ele não estava pronto para perdê-la. Nunca estaria na verdade.
\\n\\n\\n\\n*Incesto é a relação sexual ou marital entre parentes próximos ou alguma forma de restrição sexual dentro de determinada sociedade.
Notas finais
Esperamos que vocês curtam e comentem babys! Um beijinho a todas.
Franz Gerbatin
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