Say All I Need
37 SAIN - 07#02
Notas iniciais
Agradecer pelos comentários no capítulo passado. Obrigado!
Vamos lá ler. ^^
Nos falamos lá embaixo.
Assim que chegou em casa, Mari retirou as roupas correndo para o banheiro. Precisava de um banho urgente para tentar amenizar sua culpa. Cristo, aquilo estava a matando.
Ainda era cedo quando retornou para casa e Aaron ainda dormia. Nunca pensou que estaria indo trair Aaron com um babaca como Jacob, mas, eventualmente, ela havia feito.
Vadia! Estupida! Imbecil! Condenava-se interminavelmente. O que mais ela poderia fazer além de ser consumida pela culpa?
Quando saiu do banho, Aaron estava sentando na cama de frente para a porta recém acordado e com a cara mais linda do mundo. Mari respirou profundamente para não chorar. Esquecer seria a melhor opção para tudo. Aaron não merecia e ela não estaria nunca mais indo fazer algo do tipo.
- Bom dia. – Ele murmurou após levantar-se e andar até ela. Marine envolveu os seus braços ao redor de ombro dele espichando-se para conseguir roubar-lhe um beijo. Aaron sorriu sobre os lábios dela apertando-a mais.
- Bom dia. – Lutou para que a sua voz não saísse uma completa confusão. Aaron se afastou olhando-a. — E como está Sophie? Melhor eu espero.
- Ela... Vai ficar bem. – Sussurrou.
Aaron deu-se por vencido analisando o seu rosto.
- Acho que você não dormiu muito bem amor. – ele disse. – Porque não se deita?
- Eu não posso. Tenho que estar nos Clayton’s cedo hoje. Você sabe.
Ele resmungou.
— Eu sei. E isso é uma droga. – Não se repreendeu de dizer.
Mari alisou o seu sedoso cabelo loiro antes de plantar um beijo molhado em seus lábios e abraça-lo.
– Eu te amo. – ela disse. – Muito!
Aaron retribuiu o seu abraço, entretanto ele ficou encabulado com aquela reação.
- O que aconteceu? – Perguntou afastando-se.
Mari sorriu sem graça.
- Não é nada. – deu de ombros. – Eu só estou um pouco cansada e... – teve uma ideia. – Aaron acho que, não sei, talvez seja legal ficarmos uma ou duas semanas na casa do seu pai, como ele havia pedido.
Aaron franziu a testa completamente confuso.
- O porquê disso agora? Eu havia perguntado, mas você disse que não iria se sentir a vontade.
Ela suspirou.
- Eu sei, — resmungou. – Mas acho que vai ser bom para nós dois tomarmos um tempo de férias disso tudo.
Aaron parou por alguns segundos pensando.
- Hm, ok. Eu vou falar com ele. Tenho certeza de que o velho vai concordar, quero dizer, ele irá mandar arrumar a casa de hospedes. – fez uma carranca. – Não estou indo ficar na mesma casa com aquela mulher.
Mari soltou um pequeno sorriso.
- Ela é legal. – A defendeu.
- Ela é uma usurpadora. Mas deixa, tenho certeza que o meu pai sabe muito bem.
- Eu também tenho!
Aos poucos a situação confusa dentro dela foi se dissipando e tal como Mari preferiu não lembrar-se de mais nada.
- Bom, — Aaron coçou a nunca. – Eu tenho que tomar um banho e ir pra faculdade. Acha que fica pronta em meia hora? – perguntou caminhando em direção ao banheiro, não antes de lhe desferir um tapa na bunda. Mari sorriu, o que ocasionalmente lhe fez lembrar do quanto Jacob havia gostado de aperta-la. Novamente aquela dor sinistra na cabeça pareceu surgir. Ela praguejou baixinho indo até o guarda-roupa.
- Sim. – Disse simplesmente.
Jacob deixou o carro no estacionamento puxando JJ pela coleira. O cão tinha acabado de sair do veterinário após colocar uma das suas vacinas em dia. Jacob não sabia se era certo entrar com JJ no estabelecimento, mas ele não ligou realmente. Caso não pudesse ele voltaria até o pet-shop e deixaria JJ alegando precisar de banho e tosa.
Quando romperam pelas portas com sensores sorriu aliviado. A loja era grande como ele já suspeitava, mesmo nunca tendo estado realmente ali. Avistou com facilidade Marine que seguia alheia ao seu redor para um corredor mais a frente, verificando uma prancheta em sua mão. Sorriu.
Atravessou alguns corredores, sempre de olho nela e pedindo para que JJ não latisse e chamasse a sua atenção. Quando viu que Marine seguia para o balcão na parte de trás da loja ele foi atrás a seguindo, até que ela virou em um corredor e Jacob a perdeu de vista.
Assustado olhou por todo o lugar, girando em seus calcanhares mas não conseguia acha-la em lugar algum. Imaginou que houvesse alguma passagem secreta entre os corredores, mas aquilo era absurdo demais.
- Você sempre me seguindo! – Ouviu a voz acusatória em suas costas e surpreso se virou. Mari tinha as mãos nos quadris e mantinha um olhar ríspido para ele. Jacob a olhou com desdém puxando a primeira coisa que viu na prateleira.
- Não sabia que aqui era um lugar privado. – Deu de ombros.
Marine revirou os olhos.
- Você é um cretino. – O acusou virando-se nos calcanhares. Jacob ouviu quando ela resmungou algo sobre: “Você deixa um cara entrar em suas calcinhas e ele acha que pode espiona-la.”
Riu se aproximando novamente dela. Bem perto.
- Um cretino que entrou em suas calcinhas e lhe fez gozar. – Acrescentou sussurrando em seus ouvidos. Ela tremeu.
Marine se virou encarando-o com raiva.
- Escute, — ela disse. – Se Aaron souber algo sobre aquilo, eu mato você. – Jacob riu alto. – Não deboche de mim, eu realmente mato você!
- É mesmo? – ele duvidou. – E como é que você me mataria?
JJ se embrenhou no meio das pernas de Mari chamando a atenção para ele.
- Não é permitido animais aqui. – Ela disse mudando de assunto.
- Ah, me desculpe. Não vi nenhuma placa dizendo isso.
Ela revirou os olhos apontando para algo atrás dele. Quando Jacob se virou pode ver claramente a placa presa à parede proibindo animais no estabelecimento.
- Bom, ninguém me repreendeu quando entrei. – Observou.
- Mas irão. Então, eu sugiro que você faça a volta e dê o fora daqui.
Ela se virou pronta para mais uma vez ir, porém Jacob a segurou pelo braço, trazendo-a mais para perto. – Que horas você sai? – ele perguntou.
Mari ainda estava de costas e pode sentir o hálito quente de Jacob bater contra o seu pescoço. Fechou os olhos com força tomando algumas respirações bruscamente.
- Eu não vou te dizer!
Ele riu atrás dela.
- Vamos, não irá doer!
Ela estava pronta para manda-lo ir à merda quando um funcionário da loja apareceu no mesmo corredor que ambos. Ele olhou para o cachorro e Jacob resmungou ao soltá-la.
- Desculpe senhor, mas é proibido animais aqui. – Disse cordial.
- Está tudo bem Michael, já avisei a esse senhor. – Ela se virou para Jacob com um falso sorriso no rosto. Ele sentiu vontade de rir realmente.
- Claro, já estou de saída – Olhou para Marine e gesticulou com a cabeça para o lado de fora. Ela sentiu vontade de gritar, mas não podia. Inferno!
Relutante seguiu Jacob para fora da Clayton’s. Quando estavam no estacionamento, Jacob colocou JJ no banco traseiro fechando a porta. Mari se preparou para sair, mas ele novamente lhe segurou o braço.
- Escute. – ele disse. – Vamos fazer o seguinte, eu não conto para ele sobre a noite de sexo e você aceita sair para jantar comigo.
Ela riu alto.
- Você só pode ser idiota.
- Vou te dar um tempo para pensar. – Ele disse.
- Olha só, como eu vou aceitar jantar com você? O que eu vou dizer pro Aaron quando as pessoas virem nós dois juntos?
- Não se preocupe eu te levo na cidade vizinha. Ou você pode ir disfarçada. – Sugeriu com escarnio.
- Eu não vou disfarçada para lugar nenhum.
Jacob teve uma ideia.
- Então vai ser na minha casa! – disse por fim. – Não aceito um não como resposta.
- Sua casa é ao lado da casa de Sophie, mudou muita coisa. – Debochou.
Jacob respirou fundo.
- Não complica, você vai dar o seu jeito. Quero você lá hoje as oito em ponto. – abriu a porta do carro entrando. – Não se atrase!
Sem que ela pudesse dizer alguma coisa a mais, Jacob arrancou com o carro com o maior sorriso do mundo. Estava adorando aquele jogo.
- Mari! – Aaron lhe chamou do andar de baixo. Marine já havia resolvido a não aceitar o pedido estupido de Jacob e estava saindo do banho. Desceu as escadas enrolada na toalha com os cabelos pingando. Aaron a olhou sorridente antes de passar a mão pelo rosto. – Desse jeito fica impossível. – o ouviu resmungar para ele mesmo.
- O que foi? – Perguntou.
- Eu vou ao jogo com os caras. – disse. – Tinha deixado um bilhete em cima do balcão, mas acho que voou com o vento. – deu de ombros. – Só não precisa me esperar acordada, mas claro que eu adoraria que você fosse conosco. – acrescentou.
Mari fez uma careta.
- Ao jogo... Hm, eu acho que não. – Ele suspirou cansado.
- Tudo bem. – se aproximou dela na escada, lhe dando um beijo nos lábios. – Porque não fica com Sophie? – perguntou. – Ela ligou e perguntou de você.
- Com Sophie? – Não! Definitivamente ele não estava me empurrando para isso. – Eu não sei...
- Por quê?
Merda!
- Hm, não sei. Acho que... – Ele a cortou.
- Eu a achei abatida ao telefone. Você deveria ir ficar com ela.
Maldição.
- Er... Tudo bem.
Aaron sorriu por não a deixar sozinha
- Ótimo! Estou te esperando no carro. – Anunciou.
- Tudo bem. Eu já desço.
Jacob fez uma careta ao olhar para o relógio. Ela estava atrasada.
Ouviu o barulho de um carro estacionando na rua e se aproximou para ver da janela. Tinha cozinhado um jantar inteiro para ela e ainda usava as luvas para retirar a torta de frango do forno. Ele sorriu com insatisfação quando viu o maldito carro estacionado em frente a casa de Sophie. Era o carro de Aaron. Ele já havia memorizado no estacionamento da faculdade.
Assistiu o cara descer e levar Marine até a porta de Sophie que lhe esperava. Droga! Praguejou. O que iriam fazer com Sophie? Nessa mesma droga de segundo o seu celular toca. Revirando os olhos Jacob se aproximou do aparelho.
Eric piscava na tela.
- Eric.
- Como vai à vida longe de Seattle, irmão?
Jacob empurrou as luvas para cima do balcão e se aproximou novamente da janela.
- Indo. – murmurou. – Como vai Rebecca e a mãe?
- Elas estão bem, apenas com saudades do encrenqueiro. – revirou os olhos. – Ah, escute, é um menino.
- O que é um menino? – Jacob estava alheio à conversa quando fechou duramente as mãos em punhos quase levando o celular a óbito. Marine se despedia de Aaron animadamente na porta ao lado.
- O meu filho cabeção. Esqueceu-se disso?
Jacob ficou surpreso e se reprendeu por não lembrar-se.
- Oh, me desculpe eu... Eu fiquei distraído com JJ.
Mentiu descaradamente. Eric riu.
- Eu entendo. Meu filho vai ser um ótimo boxeador. Talvez ele tenha puxado ao tio. – Jacob sorriu abertamente. – Acho que você pode ensina-lo alguns golpes. – sugeriu. Jacob sentiu-se aliviado quando Marine entrou na casa de Sophie e mesmo assim um pouco apreensivo.
- Vou ter que arrasta-la... – Pensou alto.
- Arrastar quem cara? – Ouviu Eric perguntar assustado.
Merda!
- Hm, não foi nada. É só... – olhou pela janela. – Tem uma gata aqui na porta e definitivamente ela não quer sair. Está deixando JJ louco.
Porra, como sou inteligente.
- Ah, sei. E como sabe que é ela, e não ele?
- Argh Eric, eu sei lá.
- Tudo bem. – Eric ficou em silêncio por alguns segundos. – Rebecca disse que encontrou Alice
- E o que têm?
- Ela me contou algo sobre a mãe de Renesmee. – Murmurou.
- Eu já sei disso. – esclareceu. – Alec me contou.
- A mulher só apareceu agora depois que ela... Você sabe.
Jacob revirou os olhos.
- É eu sei. – Eric estava calado. – Você acha que ela tem algum interesse em algo?
Eric bufou.
- Em que ela teria interesse? Pelo que soube, ela é montada no dinheiro.
Jacob ficou surpreso.
- Como assim? Renesmee tinha me dito que ela era secretária de Edward.
- Pois é, parece que as coisas mudam.
Jacob sorriu abertamente quando viu Marine sair da casa de Sophie e pular a pequena cerca que separa as casas.
- Hm, Eric eu vou ter que desligar. Er... Tenho que levar JJ pra correr.
- Agora? – Eric perguntou espantando.
- É. Agora. Depois eu falo com você.
- Tudo bem...
- Tchau.
Desligou bem a tempo de ouvir as suaves batidas em sua porta. Olhando ao redor para certifica-se de que tudo estava em ordem, Jacob se aproximou abrindo a porta para ela. Marine não estava com um sorriso tão grande quanto o dele.
- Atrasada! – Ela revirou os olhos.
- Olha, eu disse a Sophie que só iria ver como ele está. – Apontou para JJ que havia levantado do chão para se aproximar dela.
- Bom, vai ser uma olhada demorada. – Jacob avisou.
- Nem pensar, ela está cozinhando e... – Jacob a cortou.
- Marine... – ele mordeu a língua para não chama-la pelo nome verdadeiro. – Eu fiz um jantar inteiro e você não irá sair daqui sem comer qualquer coisa que eu tenha preparado.
- Alguém já te disse que você é um maldito controlador?
Jacob sorriu.
- Já sim... Você!
Ela franziu a testa.
- Eu não me lembro de ter dito tal coisa, mas de qualquer forma, eu já disse.
- Ok, já disse então podemos jantar.
- Argh! – ela resmungou. – Isso se chama sequestro.
Jacob riu com vontade.
- Eu não fui até a sua casa e roubei você, nem estou indo pedir nenhum resgate. No caso, você poderia até me culpar por cárcere privado, eu estaria indo aceitar isso.
Marine revirou os olhos.
- Que seja, isso não absorve você de qualquer coisa.
Alice desligou o motor do carro descendo em frente à casa amarela de portão de ferro e câmeras de vigia. Ela franziu o nariz quando teve que andar até um poste com o interfone.
- Sim? – Uma voz grave, porém feminina atendeu de dentro da casa.
- Hm, a senhora Sparks está?
- Sim a senhora Sparks está em casa. Quem é?
- Alice Cullen.
Ouve uma pequena movimentação na casa e a voz de Viola Sparks soou no interfone.
- Alice, estarei abrindo o portão querida.
- Obrigada Viola.
- Ah, esse é o pequeno Christian. – Viola se aproximou de Alice com os olhos brilhando. A pequena mulher não pode se quer imaginar o que Viola estaria passando ao descobrir que sua filha havia morrido há quase sete meses. Certamente deveria ter sido um susto ao desembarcar em Seattle e quando finalmente resolveu que era a hora de conhecer Renesmee, a jovem não estava mais entre eles. Viola podia ver nos olhos de Alice o quanto essa afirmação lhe afetava.
- Sim.
Viola sentou-se em uma cadeira ao redor da mesa do jardim. Alice sentou-se na outra deixando Christian no chão para brincar no gramado.
- Ele é tão bonitinho. Quantos meses ele tem?
Alice ficava impressionada a cada vez que encontrava com Viola. Os mesmos olhos, mesma palidez da pele, o mesmo tom dos cabelos. Renesmee era a cópia fiel de Viola com alguns detalhes de Edward.
- Ele tem um ano e três meses.
Viola parecia emocionada em ver o pequeno Christian.
- Ele se parece com você. – sua voz era uma pura melancolia. O que levou Alice a imaginar o porquê dela não ter ficado com Renesmee. – Trouxe o que lhe pedi?
- Ah, sim. – Alice puxou sua bolsa para o colo, vasculhando dentro dela. – Aqui.
Estendeu a Viola quatro fotos de Renesmee ao longo da sua vida.
- Oh... – a mulher estava satisfeita com a filha. – Ela era tão linda. Tão fofa desde pequena... Veja, ela se parece comigo quando pequena. Os mesmos olhos.
- Sim. Renesmee sempre foi uma criança linda. E certamente uma jovem deslumbrante. – Doía para Alice falar de Renesmee no passado. Ela ainda estava relutante em aceitar a tragédia da sua sobrinha.
- Por que Edward deu esse nome a ela?
- Ele quis agradar as avós. – Sorriu, mas percebeu que Viola não a acompanhou.
- Ele quis agradar a sua mãe e a dele, presumo? – Sua voz estava carregada de mágoa.
- É, eu acho que sim.
Ela engoliu em seco mudando para a próxima foto.
- Quem é esse? – Perguntou apontando para o jovem moreno ao lado de Renesmee em uma foto mais recente.
Alice se espichou para ver melhor.
- Ah, esse é Jacob. Eles eram namorados.
- Ele é bonito. – Alice concordou. – Jacob de quê?
- Jacob Black.
- Black? – pareceu pensativa. – Algo das empresas Black?
- Sim.
- O pai dele mandou matar Edward. – Chegou à conclusão.
- Sim.
- O que o destino é capaz de fazer...
Viola respirou profundamente antes de chamar a empregada que estava a espreita.
- Sim senhora.
- Quero que leve Christian até a cozinha e lhe consiga alguns biscoitinhos. – olhou para Alice. – Você se importa?
Alice um pouco temerosa negou.
- Sim senhora.
A mulher se aproximou de Christian e brincando o pegou no colo. Alice assistiu o seu filho desaparecer para dentro da casa.
- Alice, — Viola lhe chamou a atenção. – Não se preocupe, Madalena é uma ótima babá.
- Tudo bem.
- Olhe, eu queria te contar algo. Espero que ouça e tente ao menos acreditar.
- Pode contar Viola.
Ela suspirou.
- Quando descobri que estava grávida de Renesmee, eu não quis contar coisa alguma para Edward. Eu já tinha tido uma perda... grande em minha vida e não queria causar-me mais dor. Eu ainda estava me recuperando. Mas, Edward descobriu quando viu o teste de gravidez que eu acidentalmente deixei em cima da mesa. Ele me acusou até que eu lhe contasse a verdade. Eu não poderia estar indo perder o meu emprego, ainda mais grávida. Acredite, eu não planejei coisa alguma. Ele estava triste e eu tinha estado em sua volta por tanto tempo que achei que éramos amigos. O resultado disso fui eu acordando nua no outro dia em um motel e sozinha. Ao menos ele pagou a conta. Não vou dizer que fui enganada, porque não fui. Eu sabia do que ele precisava e achei que pudesse ajudar. Talvez eu tenha sido uma vadia na época, mas eu realmente não achei que iriamos ter um bebê. Ele me disse que estaria indo tomar minha filha de mim assim que ela nascesse e daria o nome da sua irmã para ela.
Alice estava assustada e temerosa. Edward nunca sequer contou algo do tipo para a família. Para todos eles Viola foi apenas um descuido que resultou em Renesmee.
- Eu não acredito que Edward fez isso.
- Eu não estou pedindo para que acredite, apenas que tente entender.
- Sim Viola, eu... Só estou surpresa.
- Quando Renesmee nasceu ele estava no hospital, me fez assinar alguns papéis que eu ainda não sabia o que significava até ele me dizer que eu não poderia me aproximar dela. – a mulher deixou algumas lágrimas despencarem do seu rosto. – Cristo, ela era tão bonitinha. Eu nunca, nunca tive nada dela, nem as fotos que ele disse que iria me mandar, ele o fez. Apenas me afastou de Renesmee e o meu pedido de nome foi totalmente ignorado. Eu queria que ela se chamasse Celeste como a minha avó. Mas Edward não quis, ele disse que a sua mulher estaria ajudando-o a pensar em um nome digno para a sua filha. Um nome digno para uma Cullen. Eu não podia fazer nada, eu tinha assinado um papel que me obrigava a manter-me longe dela e na época eu não tinha recursos algum para ir contra ele nos tribunais. A última vez que vi Renesmee foi no berçário. Nunca mais pude vê-la novamente. E quando soube que Edward havia morrido eu viajei até aqui, para descobrir que ela também havia ido.
- Eu sinto muito Viola.
Alice segurava-se para não chorar. A mulher havia sido enganada e usada. Deus, como Edward podia ser um monstro.
- Eu só pedia para que ele fosse um bom pai para a nossa filha. Era a única coisa que me importava.
- Bom, ele foi. Edward foi um pai maravilhoso e, ele não tinha nada mais que importasse do que Renesmee.
- Ao menos isso ele fez direito. – Viola resmungou.
- Eu realmente sinto muito. – Alice lamentou.
- Eu lhe chamei até aqui para descobrir tudo sobre ela. Eu... Estive no cemitério, mas sei que não é o suficiente. Eu necessito descobrir quem foi a minha filha.
- Eu entendo. Não posso dizer muito quem foi Renesmee, apenas o que lhe contei. Ela era doce, inteligente, linda... Mas eu tenho certeza de que você poderia estar indo obter as suas respostas com Jacob. Ele a conhecia melhor do que qualquer um.
Viola secou as lágrimas do rosto.
- Ah, sim. E onde eu posso encontra-lo?
- Bom, acho que agora fica um pouco mais difícil. – Alice resmungou. – Jacob foi embora no mês passado.
- Oh, mas você sabe onde ele está morando?
- Eu sei que ele foi para a Califórnia. – Viola sorriu. – Creio que Alec saiba realmente onde ele mora.
- Isso seria agradável. Eu adoro a Califórnia, embora estivesse morando em Londres todo esse tempo. Não irá fazer mal pegar um pouco de sol.
Alice sorriu.
- Creio que não.
- Obrigado por me ouvir querida, e, por trazer as fotos. – Viola olhou novamente para as fotografias. – Posso ficar com elas? – perguntou.
- Ah, claro que sim. Tem muitas dessas em minha casa.
Viola sorriu.
- Imagino que você tenha sido a mãe que ela não teve.
- Eu acredito que tenha me esforçado para estar bem próxima disso.
- Isabella não gostava dela, eu presumo. – Alice mordeu o lábio com força.
- Eu pensei que ela gostava. – murmurou. – Eu nunca tinha visto Isabella agredi-la nem lhe causar mal, e acredite, demorou realmente para que eu tivesse a noção de que foi ela quem matou Renesmee.
- Eu entendo.
- Eu sei que você a odeia, acredite, embora eu tente não odiá-la eu não sou forte o bastantes.
- Eu agradeço a você por ter cuidado dela no tempo em que ela esteve aqui.
- Não fui o suficiente Viola. Ela se foi.
Um silêncio absurdo se estabeleceu.
- Senhora. – Madalena chamou por Viola quando se aproximava com Christian em seu colo, alguns Cupcakes nas mãos e glacê azulado nas bochechas.
- Obrigada Magdalena. – Viola agradeceu assim que Alice pegou o seu pequeno filho nos braços.
- Espero que consiga logo o endereço de Jacob. Eu estou um pouco ansiosa. Eu tenho alguns assuntos para tratar na Califórnia e será agradável se resolvesse tudo de uma só vez.
- Entendo. Eu estarei indo falar com Alec sobre isso. Quando tiver o endereço de Jacob eu ligo avisando.
- Obrigada querida.
Jacob empurrou a porta traseira do carro puxando JJ pela coleira. O dia estava ensolarado e ele imaginou se fizesse bem aparecer na casa de Elliot como quem não quer nada, apenas tomar algumas cervejas no final de semana. Mas nada lhe preparou para o que estava vendo a seguir. Um carro preto estava parado enfrente a sua porta, e logo em seguida uma elegante mulher desceu dele. Ele arfou quando percebeu o quanto a mulher se parecia com ela. Vestia roupas elegantes e andar ritmado.
- Com licença. – sua voz era retumbante. – Você é Jacob Black? – perguntou.
- S-sim.
Ele estava espantado.
- Ah, é um prazer finalmente nos encontrar.
- Desculpe, mas, quem é?
- Viola Sparks. – estendeu a mão para que Jacob a cumprimentasse. – Eu sou a mãe de Renesmee.
Eu sabia!
Jacob olhou para trás quando um carro virou na esquina se aproximando deles. Jacob não viu Marine dentro do carro, mas suspeitou que ela estivesse no banco de trás. Ele não conseguiu fazer muita coisa desde que o carro parou em frente a casa de Sophie e Aaron, Elliot e Marine desceram.
- Mas. Que. Merda. – Murmurou.
Viola ainda estava parada ao lado dele e a única coisa que Jacob pode ouvi-la sussurrar foi:
- Meu filho...
Notas finais
Really, eu espero que vocês gostem desse caps tanto quanto eu gostei de escrevê-lo. O que acharam de Viola? Pois bem, tivemos muitos comentários perguntando sobre a Bella? WHAT? Bellasonga não era a mãe verdadeira da Nessie gente, ela era só madrasta do mau! GEEEENTE, Jacob não desiste mesmo! kkk Eu ri com ele, juro. Sempre quando vou escrever suas façanhas me acabo de rir.
Comentem babys!
Quero urgentemente saber o que estão achando de toda essa reviravolta na fic!
Beijão!
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