Say All I Need
32 SAIN – 02 #02
Notas iniciais
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Boa leitura.
Era sexta de tarde quando Jacob estacionou o carro enfrente a casa dos Cullens. Fazia tempo que ele não parava ali, e rompia pelo portão, nem conversava com Alice ou Jasper.
Ele não se culpava. Tão pouco estava se importando com o que a família dela iria dizer da sua despedida, apenas queria deixar o passado para trás embora ele saiba que sempre carregará Renesmee com ele, mesmo quando ela havia quebrado a promessa de permanecer para sempre com ele.
Observou o carro de Alec estacionado na garagem da casa aberto, lotado de coisas. Ele se perguntou o que estavam fazendo naquela tarde.
Empurrou o trinco abrindo o portão, e Alec virou no mesmo segundo quando viu Jacob. Não tinha muitas noticias dele, apenas da tentativa de suicídio há quase seis meses atrás, e lamentava muito tudo que havia ocorrido. Deixou a caixa de papelão abarrotada de porta retratos e livros do seu tio Jazz, e se aproximou de Jacob.
- Hei, Jacob. – saudou. – Quanto tempo!
Jacob sorriu fraco, apertando-lhe a mão.
- Pois é. – Jacob observou o cabelo grande do garoto. – Seu cabelo cresceu. – murmurou.
- Ah, — deu de ombros. – Eu deixei.
- Entendi. – Jacob olhou para a caixa de papelão, e notou os livros de física de Jasper. – O que está fazendo? – Perguntou.
- Estamos empacotando as coisas. Tia Alice comprou uma casa maior, para Chris se locomover melhor. – explicou. – Já tem alguns meses. Ela ficou adiando a mudança.
Jacob sentiu um aperto no peito.
- Para o Chris... – ele em seu intimo sabia que aquilo era uma forma de Alice e sua família deixarem a tragédia que aconteceu com Renesmee para traz. – Alice está lá dentro?
- Sim. – Alec diz.
- Vou falar com ela.
Afasta-se indo para a entrada da casa, quando Claire abre a porta alegre.
- Jacob. – o abraça. – Quanto tempo. – Jacob não corresponde ao abraço.
- Oi Claire. – diz simplesmente. – Alice está ai? – pergunta, mesmo sabendo da resposta. Claire se afasta dele um pouco envergonhada.
- Ah, sim. – dá de ombros. – Ela está lá na cozinha, terminando de colocar as coisas nas caixas.
- Tudo bem, se me der licença, vou falar com ela. – murmura.
- Ok.
Ela se afasta, indo em direção a Alec. Claire esperava aquela reação vinda de Jacob. Ela esperava que ele estivesse arredio e odioso.
Jacob encontra Alice encostada contra a bancada da cozinha, tomando um chá de camomila e com os olhos vagos. Ela não sente a sua presença até que levanta os olhos, e o vê parado no batente da porta.
- Jacob?!
- Olá Alice. – se aproxima sorrateiramente. Sempre olhando em volta. Tudo embalado e empacotado. Alec não brincou quando disse que eles estavam de mudança. – Soube que vocês estão indo embora. – Alice o encara.
- Sim. – coloca sua xícara ao lado, cruzando os braços sobre o peito. – Jasper comprou uma boa casa em uma área mais afastada de Seattle. É grande, e será um bom lugar para Christian crescer. – ela o analisou. – Como você tem estado? – Jacob a encara. – Não vejo mais você por ai.
- Eu estou... Indo. – diz simplesmente.
Ele encosta-se à bancada, ao lado dela. Os dois fitam a entrada da cozinha, e Alice sabe o que ele iria lhe perguntar a seguir.
- E as coisas dela?
Ela suspira.
- Eu não sei. – diz. – Não mexi no quarto dela, não tirei nada do lugar. – seus olhos pinicam ardendo. – Pedirei a Claire para arrumar tudo.
- E onde vai guardar tudo?
- Não sei. – deu de ombros. – Talvez no porão. Eu não sei.
- Eu posso, — engole seco. – Dar uma olhada antes?
- Pode, claro que pode.
Jacob concordou com a cabeça e de vagar, subiu as escadas em direção ao quarto dela. A porta no final do corredor lhe trazia lembranças de uma época em que ele ainda era feliz, embora tudo conspirasse contra, uma época em que Jacob a tinha em seus braços, que ela ainda estava viva.
Assim que abriu a porta, o cheiro de morangos invadiu todo o seu corpo, fazendo o seu corpo cambalear para traz. Ele cheirou o ar com saudade.
Olhou tudo ao redor, e descobriu que Alice não tinha mentido. Estava tudo como Renesmee havia deixado; a cama feita, os livros na estante, o computador empoeirado pelo tempo e a cadeira levemente afastada da mesa. O sofá encostado na parede embaixo da janela ainda tinha a jaqueta de couro dobrada, que ela havia usado quando andaram de moto pela primeira vez juntos, tal como a bota de salto alto no canto ao lado da porta.
Ele sentiu uma lágrima salgada rolar pelo seu rosto, sendo acompanhada por outra e mais outras. Jacob não poupou aquilo.
Aproximou-se da mesa do computador onde tinha um caderno e dois livros lado a lado. Puxou entre os dedos o livro que ele reconheceu sendo Hamlet, a primeira página estava rabiscada e ele reconheceu a caligrafia dela.
“O sacrifício requer que renunciemos as coisas que mais amamos no mundo. Só com a agonia descrita em nossos olhos, e o aperto em nossos corações, uma revolução de sentimentos pode acontecer. Com uma confusão eterna, que mudará todos nós, e um dever moral para permanecer nessa jornada, até sua absoluta conclusão.”
Nessie C.
Jacob fitou aquelas palavras tão intensas e verdadeiras.
Ele imaginou que Renesmee tivesse um sexto sentido para coisas que possivelmente iriam acontecer, e lembrou-se do que ela havia sentido na sua corrida até a praia. Ela tinha razão, algo estava indo separá-los, e Jacob não parou e considerou o que ela dizia. Ele amaldiçoou-se por não ter lhe dado ouvidos.
Ele abriu o caderno e sorriu ao ver seu nome rabiscado inúmeras vezes na contra capa, de todos os jeitos diferentes e diversas cores. Não existia duvidas para ele de que Renesmee o amava, muito mais até do que ela realmente conseguia dizer.
Mari desceu do carro prendendo o riso. Aaron estava todo e completamente sujo de lama, até os cabelos. A chuva que antes castigava Malibu havia dado uma trégua e ela observou um arco-íris no horizonte.
- Alguém ai precisa de uma ajuda?
Virou-se, quando Elliot apareceu pulando algumas poças de lama pelo caminho. Aaron abriu a porta do carro, puxando as sacolas de supermercado nas mãos.
- Cara, isso foi o seu banho de beleza? – ele riu.
- Muito engraçado. – ironizou. – Eu aceito a ajuda sim. – empurrou uma sacola para Elliot, e fechou a porta do carro.
- Porque você Mari, não ajuda? – Elliot murmurou.
Marine revirou os olhos.
- Porque eu apostei com Aaron, e ele perdeu. Ou seja, vocês, homens que carregam as sacolas. – deu de ombros, seguindo para dentro da casa, mantendo a porta aberta. – E agradeçam pela porta. – gritou para eles.
Elliot olhou Aaron assustado.
- O que vocês apostaram?
Aaron fez uma carranca.
- Que eu iria conseguir desatolar o carro.
Elliot riu alto.
- E você perdeu?! – balançou a cabeça subindo as escadas da frente. – Cara, essas coisas não devemos apostar com as mulheres, elas sabem quando vamos perder.
Entraram na casa limpando os sapatos.
- Isso é um golpe baixo, eu sei. – murmurou para Aaron.
- De onde você tira essas coisas? – Aaron riu colocando a compra encima da bancada da pia.
- Eu vi em um programa esses dias.
- Às vezes eu me pergunto o porquê de você ainda assistir TV. – deu de ombros. – Essas coisas não servem realmente para alguma coisa.
- Não servem para você brother, flui bastante comigo. – garanti. Aaron dá de ombros, retirando a camisa, jogando-a no sexto de roupa-suja da garagem.
- Claro. – abriu a geladeira, jogando uma cerveja para Elliot, abrindo a dele.
- Você já falou com ela? – dessa vez Elliot se aproximou, e o seu tom era sério. Aaron suspirou cansado, encostando-se a pia.
- Não consegui. – começou. – Eu ia falar, só que o carro ficou atolado, eu... Acabei desistindo.
Elliot o fuzilava com os olhos.
- Cara, quando é que você vai tomar coragem? – perguntou baixo. – E se ela descobre?
- Eu sei, eu sei. – andava de um lado para o outro, visivelmente perturbado. – Eu não vou conseguir contar a ela, eu sei. Droga! Eu não quero perde-la Elliot, sei que se ela se lembrar do seu passado, provavelmente vai me deixar. – sentou na cadeira colocando a cabeça nas mãos. – Você viu aquele anel? – sussurrava. – Provavelmente a pessoa que deu aquilo pra ela tem dinheiro — levantou o rosto para o amigo. – E eu? – perguntou. – O que eu tenho?
Elliot se aproximou sentando ao lado dele, da maneira deles, aquela de aqueles tapinhas simplórios era a única forma de demonstrar compaixão.
- Você tem dinheiro, você sabe. – Aaron negou com a cabeça.
- O meu pai tem dinheiro, não eu.
- O seu pai tem dinheiro, e você é o único herdeiro... Então a minha avó que tem o dinheiro. – ironizou. – Pense comigo cara, se antes ela tinha, hoje ela também tem. – Aaron não argumentou aquilo. – Sabe, não é fácil manter uma casa na beira da praia em Malibu.
Aaron riu fraco.
- Eu não sei... E se, ela antes teve alguém, ou era casada, ou noiva, ou... – Elliot o cortou.
- Chega! Se antes ela teve, não importa, isso tudo está no passado. O que realmente importa é o que ela tem hoje.
- Talvez eu conte para ela amanhã, depois dos seminários. Vou levá-la para jantar e conto tudo. – virou a cerveja na boca.
- Isso, conte pra ela amanhã.
Mari desceu as escadas entrando na cozinha, o que não lhe impossibilitou de escutar a ultima frase de Elliot.
- Contar o que?
Elliot e Aaron ficaram em pé no mesmo segundo, ambos pálidos e nervosos. Mari analisou os dois minuciosamente.
- O-o que? – Aaron gaguejou, o que deixou Mari atenta de que ele possivelmente estaria mentido a qualquer segundo.
- Eu que perguntou. – deu um paço para dentro da cozinha e os dois recuaram. -–Vocês estão estranhos. – colocou as mãos na cintura. – Vamos, conte-me agora! – exigiu.
- Não é nada. – Elliot pensou rápido. – Só uma coisa que... – olhou para Aaron. – Que, estávamos planejando. – murmurou.
- O que?
- Algo. – Aaron disse rápido.
- É, é, uma festa! – ele nem sabia o que estava falando. – Eu vou dar uma festa, e não queríamos que você soubesse caso iria estragar o fato de ter dançarinas, e todas elas estarem seminuas, e Aaron sabia que você não iria querer...
- Seminuas? – enfatizou, olhando fixamente para Aaron agora. Ele sentiu-se grato por ela ter engolido essa. – E você vai ver as “dançarinas seminuas” – fez aspas.
- Eu, iria, quer dizer, eu vou, — ela lhe lançou um olhar chocado. – Com você amor!
- Ah, — começou. – Eu não estou acreditando nisso.
Elliot sorriu pela sua desculpa esfarrapada ter dado certo.
- Mari, é só uma festa. – Aaron apelou seguindo-a quando ela saiu da cozinha pisando duro, murmurando coisas desconexas. Ele olhou para Elliot agradecendo pela ajuda, e seguiu Mari escada acima. Elliot riu aliviado, saindo da casa do amigo fechando a porta atrás dele.
- Obrigado por trazer as coisas dela para cá. Eu estava me sentindo angustiado em deixar tudo aquilo acabar em um porão. – Alec disse, terminando de colocar a ultima caixa no quarto amontoado de caixas, um armário dela e a cama, no antigo apartamento de Jacob.
Jacob encarou as caixas com um sorriso fraco de satisfação. Seria melhor as coisas dela ali, do que acabando em um buraco qualquer.
- Eu faria isso, de qualquer forma. – balbuciou.
Alec olhou envolto no quarto, e sentiu o aperto em seu peito.
- Uma memória tão recente. – sussurrou.
Jacob o encarou.
- Sempre vai ser recente pra mim Alec. – disse. – Nunca vou conseguir me esquecer dela, até o meu ultimo suspiro, vai ser nela que eu estarei pensando.
- Eu sei. – o garoto segurou um porta retrato de Renesmee. Ela estava sorrindo, abraçada a Jacob e JJ em seu pé. – Ela merecia mais do que ninguém ser feliz...
- Pena que a vida é tão injusta.
Jacob pegou o porta retrato quando Alec estendeu para ele.
- Então você está indo amanhã? – perguntou.
- Sim. – saiu do quarto, e Alec fechou a porta. – No primeiro voo das dez.
- Que destino. – Alec riu sarcasticamente.
- Não acredito nessas baboseiras. – Jacob disse seco. – Apenas no acaso.
- Claro. – Alec deu de ombros. – Os meus tios acham que isso é loucura, ir pro mesmo lugar em que ela morreu. – um frio na espinha lhe causou arrepios. – Mas eu não acho nada. Você tem direito de seguir sua vida aonde você achar melhor!
Jacob sorriu para o garoto, finalmente alguém lhe entendia.
- Obrigado. – disse. – É exatamente isso que eu estou tentando fazer. – deu de ombros. – Seguir minha vida, mesmo quando acho que isso não tem muito sentindo.
Alec o seguiu para fora do apartamento quando Jacob esperou com a porta aberta.
Jacob depositou uma rosa Scarlatt encima da lápide dela. Ele sentia aquele aperto no peito que sempre o consumia quando ele estava naquele lugar. O dia nem havia amanhecido quando ele saiu de casa com a sua bagagem e JJ. Mesmo que tivesse dito que deixaria o cão ele não conseguiu. JJ era o seu melhor amigo agora.
Quando o amanhecer chegou, Jacob se despediu seguindo para o taxi. JJ estava na janela o esperando, abanava o rabo com entusiasmo. Jacob entrou e fechou a porta, mandou que o taxista seguisse para o aeroporto. Ele tinha um voo para pegar, uma nova vida para seguir.
Marine se enrolou na toalha, abrindo a porta do banheiro anexo com o quarto. Estava escuro com apenas um abajur acesso no criado mudo, ao lado da cama. Ela contemplou com graça, Aaron que assistia algum programa no canal Discovery e sorriu quando ele a pegou observando.
- Que foi? – ele perguntou.
Mari se aproximou do guarda-roupas dando de ombros.
- Nada. – disse.
Ouviu a risada rouca se aproximando enquanto colocava as roupas intimas, ficando seminua. Ela havia parado de se sentir tão envergonhada por ficar nua na frente dele, embora mesmo que escondido suas bochechas ficavam rubras com tamanho desconforto. Aaron sempre dizia que ela tinha que apenas se deixar levar, eles eram um casal agora e assim como ele, Mari deveria sentir-se a vontade.
Ele a prendeu por trás, abraçando sua cintura com devoção, enquanto a beijava no pescoço. Ela sorriu.
- Você não ficou realmente chateada com a festa, não é? – perguntou contra a sua pele.
O que ela poderia responder quando estavam assim, tão próximos?
- Não, realmente. – murmurou.
Sentiu o sorriso grande dele.
- Que bom, — sussurrou. – Elas podem ficar nuas na minha frente, e mesmo assim eu apenas iria querer você. – Aaron sabia que aquilo era uma verdade, embora não fosse haver realmente dançarinas nuas na festa de Elliot, ele nem sabia se existiria a festa, de verdade.
Mari se afastou colocando uma blusa fina de algodão sobre a cabeça. Aaron acompanhou o caimento que o tecido fez em seu corpo.
- Acredito em você. – ela o abraçou, prendendo os seus braços envolta do pescoço dele. Ficou tão próximo que suas respirações eram quase a mesma, embora ele estivesse tão quente e ela arrepiada. Uma corrente elétrica atravessou de um parando em outro, e seus olhos se conectaram.
- Eu estou perdendo a merda da minha cabeça. – Aaron disse contra os lábios rosados dela. – Eu estou perdendo tudo para você. Eu não me arrependo disso.
Mari andou para trás puxando-o e seus beijos selvagens pressionando no curto espaço da parede até a cama. Com a pouca iluminação da cabeceira ela lançou apenas um pequeno cone de luz amarelada, quente em torno do quarto. As paredes cor de areia e as janelas cobertas por cortinas brancas.
Aaron riu quando tropeçou contra suas próprias pernas.
- Quero fazer algo. – mantendo um braço de distancia, ele se afastou dela olhando diretamente em seus olhos.
- O que?
Seus olhos se moveram para os lábios dela e ele acenou com a cabeça uma vez, os lábios inclinando em um meio sorriso. – Uma coisa possivelmente divertida.
Mari estava ansiosa, tão que chegava a doer. Ela espiou quando ele saiu do quarto, sumindo no corredor escuro, ouviu a porta do quarto ao lado, — que ele usava para guardar tralhas. – abrir e depois fechar, os paços firmes de Aaron novamente pelo corredor, e ela soube quando ele entrou no quarto.
- Tire a roupa para mim. – colocando enfrente ao seu corpo, ela reconheceu uma enorme máquina fotográfica. – Quero tirar fotos de você por completo hoje. – disse ele, olhando para ela através da lente.
O som do obturador fez o coração dela disparar dentro do peito. Sentiu tonturas, uma leve vertigem.
- De tudo... Incluindo... – ele sorriu.
- Sim. – disse ele, a voz rouca. Seu espesso cabelo caramelo mais claro pelo sol, escondido na escuridão da outra extremidade do quarto. – De tudo.
Ela olhou para o que vestia, e sorriu. Não seria tão difícil retirar as poucas peças de roupa que havia vestido no curto tempo. A confortável blusa de algodão, sua calcinha e nada mais.
- Dispa-se para mim, Mari.
Ela levou as mãos para a barra da sua blusa. Seus dedos tremiam como se antes eles nunca tivessem visto seus corpos nus. Era diferente quando se estava na mira de uma câmera, para testemunhar sua nudez. O que Aaron queria essa noite? Seu corpo na tela de um computador? Ou tudo sob a pele dela: seu coração, o medo selvagem, vibração abrasadora e o desejo latente por ele?
Ouviu o clique do obturador seguido por uma profunda voz de Aaron. – O jeito como você parece nervosa, me faz pensar que não sei como estou apaixonado por você.
Mari olhou para ele, os olhos arregalados e mãos congelando.
Clique.
- Amo você, Mari.
Ela balança a cabeça, sentindo-se tonta.
- Ok.
Ele mordeu o lábio e em seguida liberou para dar-lhe um sorriso torto. – Tudo bem?
- Sim. – voltou para a difícil tarefa de se livrar daquela blusa, deslizando cada misero pedaço de pano com os meus dedos trêmulos. Lutou contra a vontade de dar-lhe um sorriso de volta.
Clique.
- Não tem nada a dizer, apenas um “ok” – ele perguntou, olhando de trás da câmera. – Digo que te amo, e eu nem se quer tenho um “obrigado ou “que lindo”?
Mari retirou finalmente a blusa a deixando cair no chão, virou-se de costas para ele procurando algo para prender seus longos cabelos castanhos – clique. – e sentiu-se mais confortável.
Clique.
Clique.
Quando se virou para ele, Aaron sorriu mantendo sua cabeça atrás da lente.
Clique.
Seus seios tão acessíveis fizeram Aaron salivar, ele contemplou com graça a figura dela, tão bonita e sedutora, tão ingênua e ao mesmo tempo tão devassa.
- Eu também te amo. – Clique. – Mais estou um pouco apavorada. – ele baixou a câmera, com os olhos nela. – Nunca fizemos algo assim, — olhou em volta. – Tão descarado.
Aaron deu um passo para mais perto. – Apenas relaxe, e não se preocupe, nunca deixaria ninguém ver essas fotos, porque não suporto a idéia de outro homem cobiçá-la. Se isso faz você se sentir melhor.
Ele não colocou a câmera para baixo quando foi para frente e a beijou. Ele apenas moveu a mão para o lado e segurou o rosto dela com a outra, pressionando suas bocas juntas.
Clique.
- Você provoca uma briga muito impressionante em mim. – confidenciou.
Mari sorriu.
- Você me arruinou para as outras mulheres. – sussurrou, tomando sua posição de antes, um pouco afastado dela.
Aaron tirou inúmeras fotos quando enfim Marine terminou de retirar sua calcinha, e sem saber o que fazer sentou na cama, assistindo ele girar em torno dela disparando inúmeros tiros do obturador, enquanto ouvia ele lhe contar o quão bela ela estava, como parecia uma estátua da Deusa Afrodite, como ele sentia-se em vê-la completamente nua em sua cama, completamente distraído e insaciável, como se ele estivesse sinceramente preocupado que ele não iria nunca ser capaz de obter o suficiente para ela. Cada reação que Mari teve, Aaron capturou obcecado.
Pairando encima dela, ele concentrou a câmera em seu torso, onde o corpo nu roçou contra o dele. Marine fechou os olhos, perdida no caminho em que sentia os sons suaves da câmera.
Clique.
Ele olhava-a ensandecido por de trás da lente. Seu dedo indicador sempre capturando tudo, suas mãos tremendo enquanto ajustava o foco, levando tiro após tiro do rosto cálido dela, os seus dedos traçando o queixo feminino ou cobrindo o ombro com a sua grande mão, enquanto ele segurava a câmera longe para capturar um beijo casto.
Logo após tudo se transformou com a sensação dos seus lábios unidos, e a sensação do cabelo grande e pesado dela nos dedos dele, desfazendo o rabo de cavalo improvisado, sua língua movendo-se sobre a dela, pressionando os lábios na pele alva, queimada pelo sol, assim como o corpo dele. Marine sabia que ele respirava a cada som que ela produzia.
Ela podia sentir sua boca ficar faminta e mais urgente quando ele se moveu para baixo do seu corpo, abrindo as pernas dela, deixando-a exposta. Mari ofegou ansiosa. Lentamente, ele pressionou dois dedos contra ela e chupou seu clitóris fervorosamente, a empurrando para gozar em sua boca. Ela fechou os olhos, controlando os seus gemidos baixo em sua garganta. Queria apenas senti-lo.
- Você é linda. – ele sussurrou, quando Mari desistiu e gritou, seu corpo arqueado, sucumbindo ao seu orgasmo. Quando finalmente ela se acalmou ele se arrastou encima dela, beijando-a profundamente.
Ela arrastou suas unhas no peito dele, instando-o a usar o seu corpo para conseguir o que ele precisava no momento, para sentir tudo o que podia. As mãos dela mexiam-se por vontade própria, correndo e arranhando, puxando-o mais e empurrando de volta para que pudesse vê-lo enquanto ele alcançava para posicionar-se contra ela. Arranhava até o seu estomago, sentindo os músculos apertarem sob os seus dedos.
- Por favor. – sussurrou.
Ele gemeu e exalou quando abaixou seu corpo sobre o dela e empurrou para dentro de sua cavidade úmida totalmente.
Uma sensação surpreendente, tudo de uma vez: a sensação do seu peito nu, do seu rosto contra o pescoço fino, os braços envolta do seu pescoço e mãos mergulhando nos cabelos, das suas mãos puxando as coxas dela em torno de sua cintura, de seus quadris articulando quando ele montou nela.
Estavam colados e cobertos de suor e isso a fez pensar em como gostava de fazer amor.
Aaron a rolou para cima dele, observando seu rosto até que ele estava muito intenso, e ela deixou os seus olhos se fecharem enquanto gozava. Ouviu o clique da câmera e o baque pesado quando ela atingiu o colchão e Aaron estava encima dela novamente, mais selvagem agora, suas coxas pressionadas em suas mãos, suas sobrancelhas comprimidas juntas em concentração. Luzes e sombras batiam contra as retinas dela, mas dessa vez Mari recusava-se a fechar os olhos.
Ele caiu encima dela, pesado, sua boca se moveu para os lábios agora avermelhados e segurou aberta contra a outra, respiração pesada e os dois na borda. Ele moveu os lábios entreabertos sobre a boca dela quando se mudou para cima dela e os dois começaram a falar silenciosamente.
- Sr. Black. – o reitor da universidade foi pessoalmente receber Jacob em seu gabinete antes do inicio dos seminários.
Jacob levantou-se da poltrona olhando para o senhor de meia idade, alto e careca. Vestia um terno caro Armani, verde musgo e tinha uma cicatriz pequena no queixo.
- Sr. Concorvt. – Jacob apertou a mão dele.
- Fico feliz que tenha aceitado o cargo e poder vir tão rapidamente. – começou, sentando-se em sua cadeira atrás da mesa. – Não encontramos Psicólogos tão bons como o senhor, com uma agenda acessível. – comentou.
Jacob limitou-se a um aceno de cabeça.
- Entendo. – murmurou.
- Bom, — o reitor mexeu em alguns papeis, alinhando-os. – Tenho absoluta certeza de que se sentirá confortável em nossa unidade de ensino. Há algum tempo venho prometendo palestras realmente abrangentes para os estudantes de Psicologia e estudo Neurológicos.
- Farei o meu melhor para ajudá-los. – garantiu.
Sr. Concorvt, sorriu amistoso.
- Seja bem vindo a Universidade da Califórnia. – saudou. – Vamos mostrá-lo a sala dos seminários, — levantou-se e Jacob repetiu o ato. – Inclusive temos alguns seminaristas em atividade. O senhor pode ver como os seus colegas de trabalho estão atuando e sentir-se por dentro.
- Claro.
Seguiram para fora da sala, andando pelos corredores de mármore branco e pilastras com estilos greco-romanas.
Notas finais
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Agora sobre o cap, eu amo o Aaron, acho que nesse momento até mais do o que amo o Jake, afinal, o moreno precisa voltar o que era antes. Pois vocês vão ter que concordar que ele é outro homem - o entendo perfeitamente - E precisa de cuidados. E a briga vai ser sinistra aí, pois a Renesmee ama mesmo o Aaron.
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