Say All I Need
31 SAIN – 01 #02
Notas iniciais
O sol queimava a sua pele salgada, esquentando o seu peito másculo. Os olhos fechados, apertados para que não entrasse nenhuma claridade, com a cabeça deitada nas mãos.
As ondas chacoalhavam o seu corpo com frequência, e o zunido do mar acalmava-o.
Sabia perfeitamente que não tinha sido uma péssima ideia do seu pai mudar-se para Malibu, em uma casa de frente pro mar. Ele precisava respirar novos ares. Gostava do mar, do constante gosto salgado em sua boca, e da forma como parecia fritar no sol.
Espichou os braços já dormentes, virando na prancha e caiu certo na água gelada. Assim que submergiu um baque alto de uma aeronave o atingiu, trazendo com ela um tremor sobre a água.
Ele assistiu o helicóptero afundar lentamente e uma estranha movimentação dentro. Sem pensar, retirou a leash do pé, e com força nadou até o helicóptero já afundado. Seu corpo correspondia aos seus pensamentos. Ele queria chegar logo até lá. Não pensou. Apenas agiu.
Assim que afundou imergindo na imensidão azul escuro. Procurou sem dificuldade alguma o objeto que afundava cada vez mais rápido. Cada vez mais fundo. Ele guardou o ar no pulmão. A única coisa que queria no momento era retirar quem quer que fosse de dentro daquele helicóptero, talvez ganhasse algum crédito divino salvando alguém.
Tocou o metal, tomando impulso para frente avançando mais. Do outro lado da aeronave, uma porta estava aberta e ele localizou a movimentação abafada de mãos tentando fugir do afogamento de forma apressada.
Quando parou ao lado da porta, não conseguia enxergar muito bem, todavia reparou que a uma jovem tentava escapar do afogamento, estava sem forças para continuar, quando os seus membros pararam de se debater, e seus olhos se fecharam inconsciente.
Sem pensar a agarrou pela cintura, puxando-a contra ele para fora do helicóptero. O mais rápido que conseguiu nadou para a superfície.
O mar estava calmo, o que não lhe impossibilitou de carregar a jovem até a sua prancha, que estava mais perto das pedras, do que ele tinha deixado.
Reparou depois de algum tempo que a cabeça dela sangrava de leve e que certamente ela estaria desmaiada por ter alguma forma ter se machucado na sua tentativa fracassada de escape. O pulsar do coração felizmente ainda estava lá, embora a respiração estivesse fraca.
Olhou em direção à praia, percebendo que não havia ninguém para testemunhar o acidente, ninguém que tenha ouvido o helicóptero cair, desde que havia poucos habitantes que moravam de frente para a praia, como ele e Elliot.
Remando ele foi levando a jovem para a praia, certa apreensão esmagava o seu peito brutalmente, ele teve medo dela não poder resistir, mesmo que o seu coração estivesse batendo, ele estava fraco, ela estava gelada.
Assim que chegou à areia, colocou-a deitada, pressionando o seu peito, expulsando a água acumulada. Os batimentos do seu coração estavam fracos, bem fracos. Exasperado, Aaron levantou sua cabeça, mirando a alguns metros de distancia a casa de Elliot, ele deveria está ali.
Pegou-a no colo, correndo em direção à casa de Elliot, e a porta estava aberta.
- Elliot! – chamou rompendo pela sala.
Elliot desceu as escadas enxugando o cabelo com uma toalha. Quando viu Aaron com uma jovem desacordada nos braços ficou pálido.
- Meu Deus cara, o que aconteceu? – Elliot abriu espaço para que Aaron a colocasse deitada em seu sofá, sem se importar com o fato de que ambos estavam molhados, sujando toda a casa.
Aaron a deitou apreensivo com o estado da jovem.
- Ela estava se afogando.
- Se afogando? – Elliot parecia tão ou mais desesperado do que Aaron. Ele se abaixou ao lado dela no sofá, pressionando os dedos em seu pescoço. – Ela ainda está respirando. Vou tentar boca a boca.
- O que? Você está maluco cara?
- Qual é Aaron, você está me achando com cara de quê? O médico aqui sou eu! – indicou.
Aaron suavizou seu rosto, dando-se por vencido.
- Tudo bem, você tem razão.
Elliot pressionou com as duas mãos juntas no peito dela, contando.
Uma.
Duas.
Três.
E em seguida puxou o ar de fora dos pulmões dela, prendendo o nariz. Aaron estava nervoso. Ele não sabia se era possível contar a Elliot o que havia acontecido no mar, como ele havia achado a garota, ele estava terrivelmente confuso.
- E ai? – poucos segundos depois ela abriu os olhos sugando desesperadamente ar para os seus pulmões ao mesmo tempo em que cuspia a água para fora. Os olhos derramavam lágrimas de pura dor. O peito assim como a garganta ardia por causa do sal da água. A jovem levou a mão no ar e puxou a mão da pessoa que estava mais próxima de si querendo pedir ajuda. Suas mãos encontraram as mãos de Aaron e seu olhar era de pura suplica, os olhos azuis gritavam por ajuda.
- Hei calma, vai ficar tudo bem. – Elliot lhe assegurou.
Ela mantinha os seus olhos ardidos em Aaron, fixos nele. Sentia sua cabeça confusa, rodando.
- Qual o seu nome? – Aaron se ajoelhou ao lado dela, ainda segurando com força a sua mão. A jovem transpareceu o seu olhar perdido. Tudo estava tão branco, tão esquisito, ela não sabia quem eram aquelas pessoas, ela não sabia onde estava. Apenas tinha a certeza de que estava sendo afogada, lembrava-se apenas do mar azul, da pressão congelante em seu peito.
- Eu... Eu não sei... Eu, — ela ofegava conforme o ar ia entrando em seus pulmões pouco a pouco. Elliot a encarou surpreso.
- Ela precisa descasar! – Elliot murmurou para Aaron.
Aaron olhou para ele preocupado.
- O que é isso Elliot?
- Eu não sei, acho que temos que levá-la para o hospital, não sei. Ela ainda não está sem por cento fora de risco.
Aaron se levantou.
- Eu vou pegar a chave do carro. – anunciou rumando porta a fora.
Ela tímida encolheu-se no sofá sentindo o seu corpo tremer levemente pelo frio. Elliot estava bem atento a ela.
- Vou pegar um cobertor para você. – a deixou na sala, subindo as escadas correndo.
- Vamos lá cara, essa coisa está pesada!
Ele não se sentia a vontade de sorrir diante da careta de Eric.
Mesmo que toda a recepção havia sido calorosa, ele sentia-se tão impotente tendo que voltar a morar na mesma casa da sua mãe com Eric e Rebecca. Adeus privacidade. Pensou irônico.
Entrou no seu antigo quarto sentando-se na cama de frente para a parede vazia, vazia como ele. Todos os pôsteres de jogadores de hóquei foram arrancados brutalmente no dia em que decidiu que não seria mais um moleque, no dia em que o seu pai, ou melhor, Billy, havia ido embora, destruindo o coração da sua mãe, destruindo como ele havia conseguido destruir o dele.
- Eu poderia ter cuidado da decoração se Eric tivesse deixado, mas ele disse que você não liga muito para isso, — Rebecca murmurou sentando-se ao seu lado na cama. – Mas se quiser algo, é só falar que eu...
- Não precisa. – ignorou o tom em sua voz. Rebecca calou-se após ser cortada. – Está tudo perfeito assim.
- Hum, tudo bem. – murmurou.
- Cara, deixei a mala ali. – Eric apontou para o outro lado do quarto.
- Obrigado. – Jacob olhou envolta. – Eu vou tomar um banho. – anunciou ficando de pé.
De certa forma ele queria ficar um pouco sozinho. Desde que foi encontrado em sua casa após tentar se matar não havia tido muito tempo para ele mesmo.
- Claro – ambos responderam.
- Que sincronia. – Jacob resmungou com sarcasmo.
Ele não estava nos seus melhores momentos para romance, e sabia que nunca estaria, não mais, não quando ela não estava mais ali. Aquele pensamento inconscientemente o fez levar a mão ao peito, onde recentemente ele havia gravado uma mensagem, seus olhos encheram-se d’água.
Eric e Rebecca se entreolharam preocupados.
- Jacob, er... Estaremos lá embaixo. Desça depois do banho.
Rebecca e Eric se viraram deixando Jacob finalmente sozinho no quarto, o que ele agradeceu com certa alegria, embora ele mesmo soubesse que não era muito bom que permanecesse sozinho, estava consciente de que as marcas deixadas pela recente perda de sua amada estavam abertas, expostas a todos que o olharem, e ele sabia que nunca mais elas iriam cicatrizar, assim como a sua tatuagem, eram permanentes, para sempre.
- Olá Jacob, quanto tempo. – Lauren o saudou assim que Jacob rompeu pela porta, intimidado e como da outra vez em que conversaram radiando fúria. Ele foi forçado pela sua mãe e Eric e frequentar regularmente Lauren, que Renesmee havia citado em uma das conversas.
- Oi Lauren. – ele não sorriu, nem demonstrou alguma reação de contentamento em vê-la, o que de certa forma havia desapontado Lauren. Ela estava ciente do que havia acontecido com a namorada de Jacob, a morte trágica da jovem havia desabilitado toda a estrutura do psicólogo, e ela precisaria de toda e possível ajuda nesse processo.
Jacob sentou na mesma cadeira que havia sentado antes, em sua primeira consulta, Lauren rodeou a mesa, sentando-se de frente para ele, porém sua pose mudou dessa vez, ela parecia complacente com a sua dor.
- Então, como você está indo? – Perguntou.
Jacob levantou os olhos encarando-a. Ela iria mesmo começar assim? Já não estava visível o suficiente o quanto destruído ele estava?
- Olha, — começou. – Não, eu não quero, e não vou falar nada. Sugiro que você leia alguma revista, ou vasculhe as suas redes sociais, sejam elas quais forem, por quarenta e cinco minutos. Tome isso como uma folga no seu horário de trabalho, expediente, tanto faz. – deu de ombros. – O fato é que não vou fazer como da outra vez. Não existem esperanças para mim, e peço que você não tente me convencer do contrário.
Lauren ficou boquiaberta com Jacob. Ela esperava uma explosão vinda de sua parte, não um aviso rápido e calmo, uma sugestão nada ofensiva.
- Eu tenho absoluta certeza que existe um equivoco aqui Jacob. – ele não a olhou. Não esboçou qualquer sentimento de repulsa ou raiva. Apenas manteve-se lá, parado, e Lauren sabia que naquele momento falar com ele seria em vão.
- Não estou interessado em suas falas ensaiadas de otimismo. Já disse o que penso, e o que espero que você faça. Apenas deixe-me em paz.
Lauren deu-se por vencida. Ela teria outras chances. Jacob não seria assim para sempre, ele merecia ser feliz.
A areia fofinha amaciava os seus pés descalços.
O sol quente batia contra o seu rosto esquentando a sua pele.
Ela mirou Aaron sair da água carregando a prancha embaixo do braço admirada. Ele era tão lindo, tão sedutor. Sorriu ao constatar que ele era dela.
Algumas banhistas passaram por ele, e não esconderam a admiração quando o olharam o que fez Mari revirar os olhos, insatisfeita.
Malditas turistas. Amaldiçoou.
Ele se aproximou dela, sorrindo.
- Bom dia! – saudou com um beijo em sua bochecha. Ela sorriu sentindo o cheiro da água salgada dele.
- Bom dia. – disse. – Porque não me acordou? Eu queria pegar uma onda antes do trabalho.
Aaron fez uma careta, dando de ombros.
- Eu gosto de ver você dormindo. Não iria te acordar atoa. – garantiu.
Mari revirou os olhos, fazendo a volta para a casa. Aaron sorriu seguindo-a.
- Não era atoa Aaron, sabe que isso me acalma. – empurrou a porta, dando passagem para ele.
Colocou a prancha atrás da porta, e de surpresa a agarrou pela cintura, molhando-a toda. – Não! Você está molhado. – gargalhava em meio aos protestos. Aaron ria alto fazendo cócegas nela. – Ah! Para! – se debatia.
- Só paro... – ele começou. – Se eu ganhar o meu beijo. – avisa.
- Tudo bem, tudo bem. – diz ofegante. – Vou dar o que você quer.
Ele a deixa respirar melhor, e em seguida a puxa para um beijo. Ela não se sente intimidada, e o beija de volta.
Aquele clima de lua de mel já estava engatando no sexto mês, e Aaron não conseguia se imaginar sem ela mais, assim com a própria Mari que certamente não queria ficar sem ele. Ambos moravam juntos na casa de Aaron, dividiam a mesma cama, e era basicamente como um casal comum, — feliz e amorosamente resolvidos.
Ela o empurro para trás quando suas costas bateram contra a parede, e sua coxa foi puxada para cima por uma mão forte. Aaron sorria contra os seus lábios, descendo o rosto para a curva do seu pescoço, beijando. Ela queria muito continuar com aquela amasso, mas precisava ir para o trabalho e Aaron para a faculdade.
- Hum, — murmurou, — Não podemos.
Ele resmunga algo, em protesto.
- Temos algum tempo.
- Da ultima vez em que tivemos algum tempo, eu me lembro de que cheguei atrasada nos Clayton’s e você faltou a primeira aula. – se afasta, arrumando o short jeans desfiado. Aaron observa seu corpo curvilíneo com fascínio. – Portanto, temos aproximadamente vinte minutos para sair de casa, e não me contento com uma rapidinha. – Aaron riu alto.
- Transformei você em um monstro?
Inclina sua cabeça para o lado, observando-o.
- Acho que sim. – ela sorri, se afastando, correndo escada acima. Aaron ri, rumando em direção a cozinha.
- Está entregue. – parou o carro no meio fio, estacionado enfrente aos Clayton’s loja de conveniência.
Mari puxou sua bolsa do banco de trás, terminando de calçar sua sapatilha. Vestida com o uniforme da Clayton’s, uma camisa polo azul céu, e seu habitual jeans escuro. Aaron sorriu, inclinando-se no banco, para roubar um beijo dela.
- Me ligue quando sair Mari, não gosto de você andando por ai quando se está escuro. – ele avisou. Mari sorriu, retribuindo o beijo.
- Pode deixar, eu vou te ligar. – ele se afastou, analisando-a. – Prometo.
- Vou te dar um crédito.
- Uhum. – o beija novamente.
- Ah, eu me esqueci de falar, nesse sábado terá alguns seminários lá na faculdade, você pode me acompanhar?
- Claro. – garantiu.
- Que ótimo isso. – olhou para a entrada da Clayton’s, onde uma amiga de Mari, que ele conhecia apenas por Sophie, já entrava apressada. – Acho que você tem que ir. – ele gesticulou para a entrada, e ela olhou rapidamente para o relógio.
- Droga, atrasada. – fez uma careta, abrindo a porta do carro, após jogar-lhe um beijo no ar. – Vejo você mais tarde! – avisa.
- Tudo bem. – abriu a janela do seu lado. – Não se esquece de me ligar, vou sair cedo hoje.
- Claro. Eu te amo! – e carregando a bolsa no ombro, saiu às pressas, correndo para a parte de trás da loja.
Aaron sorriu ligando o carro. Também teria que correr para chegar no horário na aula.
Jacob vestiu a calça, empurrando a camisa pela cabeça, de costas.
Lauren o observava, sentada na cama quieta. Ele não falava depois do sexo, tão pouco alguma vez dormiu com ela. Era apenas sexo, uma relação casual. Ela sabia, e mesmo que tenha demorado algum tempo para assumir para ela mesma que essa seria sempre a condição para que ambos continuassem se encontrando, ainda assim sentia-se como uma mulher objeto.
- Você tem certeza que vai aceitar ir para Califórnia. É uma viagem longa, e bem, — coçou a nuca preocupada. – Foi lá que aquilo aconteceu.
Jacob revirou os olhos.
- Não preciso que mais ninguém tome conta de mim, já basta a minha família. Agradeceria se você não o fizesse. Nossa amizade estaria terminando.
Lauren suspirou. O que ela poderia fazer?
- Tudo bem. Então, — deu de ombros. – Boa sorte lá.
- Obrigado. – ele calçou os sapatos, pegando a bolsa encima do sofá dela. Lauren o acompanhou para fora da suíte.
- Não vai me dizer o que diz a tatuagem novamente?
- Pensei que já soubesse a minha resposta.
Lauren riu.
- Quantas pessoas você fala mal nessas frases? – Jacob deu um pequeno sorriso.
- Eu não sou obrigado a responder isso.
O gato peludo e gordo dela atravessou o seu caminho, e Jacob desviou do animal, enrugando o nariz. – Detesto esse gato. – Lauren pegou o bichano, acariciando o seu pelo.
- Ora essa, o que Feroz te fez? – ele abriu a porta.
- Eu não gosto de gatos. – concluiu quando já estava no corredor, do lado de fora do apartamento.
- Por isso JJ quis matar o gato da vizinha. Você não está educando bem aquele animal. – ele revira os olhos.
- JJ é muito obediente, e não aceito nenhuma reclamação. – Jacob estava irritado. – Afinal de contas, o cão é meu. Ele é educado como acho que me convém.
- Ui, tudo bem seu cavalo. – ela empurra a porta, Jacob se virou dando um breve ‘tchau’. – Falo com você depois.
- Adeus. – ele murmurou.
Lauren revirou os olhos. Ela já deveria estar acostumada. Sabia que não teria nunca um lugar no coração dele. O único lugar em todo ele estava ocupado com a memória dela, e sempre seria apenas Renesmee para Jacob.
Mesmo que fora ela quem havia sugerido o sexo por conveniência, e ele tendo sido resistente em aceitar, enfim cedeu, e por melhor que tenha sido o seu sexo, não foi tudo aquilo que ela idealizava. Jacob por varias às vezes chamou o nome de Renesmee, e quando por fim percebeu que era Lauren ali, broxou na hora, se levantou e foi embora. Ela se sentiu tão impotente por nem ao menos conseguir satisfazer o homem.
Estava convencida, seria sempre amiga de Jacob, e ela não estava sentindo raiva do seu posto, mesmo que na faculdade tenha sido terrivelmente apaixonada por ele, ambos cresceram, e ela não era mais uma jovem e tola garota. Tinha se tornado uma mulher decidida, e não iria nunca se deixar abalar por uma paixão adolescente.
Jacob estacionou o carro na garagem da sua casa – permanentemente agora, — no mesmo segundo em Eric estacionava o dele. Revirou os olhos. Não queria ouvir as piadinhas do irmão.
Abriu a porta do carro, e sorriu quando JJ veio lhe receber abanando o rabo.
- Jacob, chegando tarde... – Eric riu sarcástico. – O que poderia dizer sobre isso?
- Vai começar? – ele olhou para o irmão. – Não estou em um bom dia. – garantiu.
- E quando você está? – Eric perguntou, franzindo a sobrancelha.
- Nunca! – chamou JJ para fora da garagem, carregando a bolsa, e alguns dos seus brinquedos novos.
Jacob tinha se apegado ainda mais ao cachorro, pois de certa forma JJ o ligava com Renesmee. Havia sido escolha dela o cão, e mais do que nunca ele amava o nome do animal.
- Hum, tudo bem. Você não está tendo um bom dia. – Eric concluiu, — Mas me conta, você estava com aquela psicóloga gostosa?
Jacob não o olhou, tão pouco pronunciou alguma coisa. Eric achava divertido ele não sentir nada a respeito da mulher, e mais do que nunca sabia que aquelas reações exageradas de puro ciúme eram apenas para Renesmee.
- O que foi que eu ouvi Eric? – o irmão ficou completamente branco. Jacob sorriu com a palidez de Eric. Ele precisava de uma lição.
Parada no pé da escada, Rebecca estava. Encarava Eric como se pudesse matar, e com os nervos a flor da pele, pela gravidez Jacob não duvidou que pudesse.
- Não foi gostosa que você ouviu amor. – Eric subiu os degraus, tentando contornar a situação. – Eu disse amistosa. Foi isso, amistosa. – ele tentou a abraçar, porém Rebecca não era boba. Ela o empurrou, analisando-o.
- Estou de olho em você. – avisou. Olhou para Jacob e sorriu, virando as costas logo após.
Eric se virou para o irmão, após ver a mulher entrar na casa pisando duro.
- Não sei por que essa marcação. Rebecca não está nos seus melhores dias.
- É a gravidez. – Jacob disse simplesmente, não dando muita importância para a situação. Não lhe importava, na verdade, nada mais lhe importava. E observar a reação de Rebecca ele soube o quão ridículo era aquilo. Se deve confiar acima de tudo na pessoa amada, quando ela não demonstra nenhuma atitude errada. Era difícil ter que aprender isso depois que ela se foi. Gostaria que Renesmee soubesse que ele agora entendia.
Entrou em casa, com JJ e Eric em seus calcanhares. Sua mãe estava vindo da cozinha com uma governanta nova. Ela havia reavaliado o quadro dos empregados da casa, e resolveu por medida de segurança contratar novos. Billy poderia estar por trás de algum deles, e todos não queriam correr o risco.
- Querido, chegou tarde. – Jacob revirou os olhos.
- Não são nem nove e meia mãe.
- Oh, — ela olhou para Eric. – Você sempre chega as oito, imaginei que aconteceu algo no trabalho. – deu de ombros.
- Eu preciso falar com vocês sobre isso. – ambos Eric e Sarah se olharam.
- Tudo bem, vamos até a sala.
Ela dispensou a governanta, seguindo os filhos para a sala de estar.
- Então querido, o que queria falar?
Jacob se sentou no sofá ao lado da mãe, e assistiu Eric preparar um drink para ambos.
- Eu vou ficar um tempo fora, — começou. – Aceitei uma oferta de lecionar na Universidade Federal da Califórnia, eu serei palestrante, administrarei seminários na minha área. – explicou.
- Califórnia?! – Eric se aproximou preocupado. Sarah olhou para o filho da mesma forma. – Porque a Califórnia Jake?
Jacob revirou os olhos, cansado.
- Porque eu quero dar um tempo de Seattle, e... E mais nada, eu só estou comunicando. Meu voou sai no sábado, às dez da manhã. Não precisam me acompanhar, eu tenho algumas coisas para fazer antes. – garantiu. Olhou para JJ no canto da sala perto da lareira. – Vocês podem cuidar dele?
- Oh querido. – Sarah roubou um abraço do filho. – Mais é claro que sim.
- Ela não está lá Jacob. – Eric disse duro. Jacob olhou para o irmão com raiva, e ficou em pé.
- Acha que eu não sei? – Sarah levantou ficando entre os dois.
- Eu só acho que você não deveria fazer isso, pra quê viajar até a Califórnia?
- Caso você não tenha entendido, eu recebi uma proposta, não está dando certo pra mim aqui em Seattle, e não tem sentido continuar aqui, e eu não vou.
- Você está muito rebelde. – o irmão riu alto. Sarah sorriu com Eric, enquanto Jacob mantinha-se sério. – Depois que fez essa tatuagem, está fugindo dos padrões.
- Normalidade nunca foi muito o meu forte. – garantiu, dando um beijo na mãe, e subiu as escadas, acompanhado de JJ. Teria um dia longo começando na manhã seguinte.
Entrou no quarto, jogando a bolsa encima da cama. JJ pulou encima da cama, deitando e desarrumando-a toda. Jacob retirou a blusa e a calça, entrado no chuveiro. Ele mesmo que tentasse não conseguia sentir prazer com Lauren, ele apenas não conseguia. Essa viagem veio a calhar bem, mesmo que ela não estivesse se dando conta, já estava querendo entrar na vida dele, no seu dia a dia e cotidiano, coisa que Jacob não estava dando brecha. Ele iria embora para a Califórnia, começaria uma nova vida lá, embora soubesse que o seu coração nunca mais seria preenchido de novo.
- Como eu disse que iria ligar, eu liguei.
Mari abriu a porta do carro do banco traseiro jogando a sua bolsa nele, e entrou. Elliot riu quando ela lhe deu um tapa no braço.
- Saiba que Aaron praticamente me arrastou até aqui, eu tinha uma paciente para cuidar.
- Ah minha nossa, que grande sacrifício para você. – ela ironizou.
- Ah qual é Mari, você não sabe o que eu estou passando, ok? – Aaron riu ligando o carro.
- Uma grande seca?
- Mais ou menos isso. – garantiu.
- Vamos parar com todo esse amor ai, estou ficando com ciúmes. – Aaron disse. Mari sorriu abraçando-o por trás no banco.
- Não precisa seu bobinho. Você é o único pra mim. – beijou sua bochecha. Elliot revirou os olhos.
- Ah, eu tenho que me consultar qualquer dia desses, a minha glicose deve estar bem alta.
- Engraçadinho. – Mari lhe deu língua.
Aaron virou em uma esquina desviando o caminho para casa.
- Pensei que iríamos dormir cedo. – mandou um olhar significativo para ele, Elliot revirou os olhos.
- Dormir cedo, sei... – ironizou.
Mari fingiu não ouvir.
- Vamos jantar naquele restaurante mexicano. Pensei em comer uma comida apimentada, e tendo Elliot conosco corremos menos risco de uma morte por indigestão.
- Ah, que bonito, me arrastou aqui contra a minha vontade por puro interesse. – Mari riu.
- Pra quê mais você serve? – Elliot lhe jogou algumas batatas fritas na cabeça, e ela revidou.
Aaron ria de toda a situação.
- Oh, tudo bem crianças, já chega!
- Sabe Mari, vou te afogar qualquer dia desses. – avisou. – E não venha puxar o meu pé depois, porque eu vou jogar sal em você.
Ela sentou-se melhor no banco, cruzando os braços sobre o peito.
- Tente!
- Olha, ela se garante... – ele começou. – Aaron diz pra ela quem foi que ganhou você no ultimo campeonato, não melhor, conta do caldo que você levou, aquele entrou para a história.
Aaron franziu o cenho.
- Vamos esquecer isso Elliot. – murmurou.
- Por quê? – Mari perguntou.
- Bom Marine, ele ficou me devendo quinhentinhos, porque acabou com a minha prancha.
- Sério amor? – Aaron revirou os olhos.
- Olha, estamos chegando. Vou estacionar naquela vaga. – mudou de assunto.
- Não muda de assunto não meu filho... – Elliot e Marine riam escandalosamente. Aaron não.
- Acho que vocês fazem um belo casal. – comentou.
- Pena que a Mercier aqui não se interesse pelo jovem médico, viril, forte e sagaz. – Elliot piscou para ela.
- Oh, Elliot pare com isso. – ela o empurrou.
- Ok, vamos descer aqui.
Abriram as portas do carro, descendo do mesmo.
Notas finais
Bom, eu queria poder falar o quanto eu fiquei, tipo, bem chateada com os reviews, mas eu sei que a maioria das garotas ficaram chocadas. O final, - não final. kkk - foi bem trágico e queri deixar aqui esclarecido que foi apenas a primeira temporada.
Aqui jás a segunda temporada, e espero que vocês leiam. u.u
Eu acho que irão gostar.
Não tenho muito o que dizer porque tem alguém bisbilhotando o que escrevo, e queria poder colocar palavras de reflexão aqui, mas não posso. Leia-se um amigo muito do enxerido, ¬¬'
Mas é isso.
Leiam e se gostarem review... Pode xingar, não vou poder dizer muita coisa.
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N/Miss: Hey! É isso aí mesmo, segunda temporada de SAIN. E ela não veio porque tivemos reviews mal-educados por parte de algumas leitoras e nem mesmo porque alguns falaram que foi triste, a segunda temporada já era certa desde que a primeira começou. Só tenho uma coisa a dizer. Será ainda melhor!!!
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