Say All I Need
6 Capítulo VI
Notas iniciais
espero que gostem babys, e comentem nos dizendo. beijão nos falamos láah embaixo.
PrinncyBlack
Ele tinha voltado mesmo? Era esse pensamento que passava na mente das três pessoas que estavam presentes naquela sala. Depois de tempos achando que Eric Black tinha – falecido – agora, ele era encontrado.
– Cadê ele? – Billy perguntou. De todos, era o que menos parecia confortável com aquela situação.
– Tomando banho. – Jacob respondeu com um dos poucos sorrisos que ele permitia as pessoas – sortudas – em sua volta verem.
– O que iremos fazer filho? – Sarah segurou na mão do seu filho mais novo, e em um aperto Jacob entendeu que a mãe necessitava que alguém fizesse algo. Perder Eric – novamente – não era uma opção.
– O que acha de internarmos ele na clínica? – Billy perguntou. – Sabe que ele precisa, e lá, ele pode encontrar cura para... Seja lá o que anda o atormentando.
– O senhor sabe o que o atormenta pai, ele perdeu um filho. – Billy olhou para as mãos. Sabia que o filho tinha sofrido muito com tudo aquilo. – Acho que seria uma boa levarmos a clínica. – Jacob concordou. – Ele realmente precisa de ajuda, sei que ele não irá querer abrir-se comigo, mas quem sabe com outras pessoas. – Sarah sorriu.
– Se você acha que isso pode ajudá-lo. – ela apertou mais a mão do filho.
– Eu vou falar com ele. – Jacob levantou do sofá e subiu as escadas em direção do antigo quarto do irmão. Era estranho está subindo ali, quando já fazia tempos que ele evitava aquela parte da casa – quando visitava os pais – para não ter que se lembrar do irmão. – Eric. – as batidas foram proferidas na porta e logo um Eric – limpo – e bem arrumado apareceu. – Podemos conversar? – o mais velho saiu do caminho dando espaço a Jacob. – Como você está sentindo-se? – Eric respirou e sentou na ponta da cama.
– Se eu falar que bem, seria mentira. – respondeu sem pudor. – Eu estava bem onde eu estava. No meu beco, com os meus problemas e as minhas convicções. Não dentro dessa casa, relembrando tudo que um dia já me pertenceu, e eu perdi.
– Bem? – Jacob perguntou controlando a respiração, não podia estourar com o seu irmão, sabia que isso traria problemas. Eric precisava de tempo para organizar a mente e seria esperada aquela reação vinda dele. Bastava somente ter calma. – Eu quero que você vá à clínica comigo. – os olhos negros encaram sobre o outro.
– Clínica? Agora serei considerado o que? – indagou com hostilidade.
– Uma pessoa que precisa de ajuda, nada mais, além disso. Não estou lhe chamando de doente nem louco, só preciso e quero que você tenha um acompanhamento adequado.
– Me deixa adivinhar. Com você? – perguntou com deboche. – Quer mesmo que eu conte tudo que eu já passei para você? Ou melhor, acha mesmo que eu irei contar?
– Não precisa ser comigo. Tem outras pessoas lá que você pode conversar, eu só preciso que você aceite.
– Não irá simplesmente me internar?
– Não quando você está em seu juízo perfeito, você precisa estar de acordo com isso. – Eric analisou o irmão. A vontade que ele tinha era de ir embora. Voltar para o mundo que ele tinha criado dentro daquele beco. Lá, ele podia fazer o que fosse que nenhum olhar de decepção seria dirigido a ele. – Por favor. – Jacob pediu por fim. Um suspiro pode ser ouvido saindo dos lábios do mais velho dos irmãos, mas ele veio seguido de um maneio de cabeça. Uma confirmação que Eric Black aceitava a ajuda, ou pelo menos tentaria...
[...]
– Aqui que você irá ficar. – Jacob depositou a mala que carregava o pouco das roupas — de Eric — que os pais – deles – tinham guardado.
Os olhos do mais velho olharam cada quanto daquele quarto branco. Estar ali dentro era confirmar que tinha problemas, e dos sérios.
– Está bem. – Eric respondeu por fim.
– Não precisa ficar aqui dentro, você pode sair você é livre para isso.
– Entendi. – o mais velho respondeu. – Eu poderia ficar sozinho?
– Se precisar só me chamar. – Eric confirmou em um aceno de cabeça, que tinha entendido o irmão. Jacob saiu temeroso do quarto, mas saiu.
O jovem psicólogo respirou fundo e seguiu para a outra ala da clínica. Ala essa que Renesmee residia. Ele sabia que aquela menina o intrigava, e que ele tinha cometido um erro flertando com ela, mas ele precisava trazer um brilho para os olhos dela, isso se ele um dia existiu.
– Pode entrar. – ele escutou a voz da menor dando-lhe permissão.
– Bom dia. – ele a cumprimentou.
– Bom dia. – a resposta saiu mais animada do que das outras vezes.
– Como você está essa manhã?
– Bem. – ela respondeu olhando para um canto da sala.
– Sua tia nos deu permissão para sair... Eu estava pensando se...
– Eu preciso realmente ir? – por que aquilo soou ruim aos ouvidos do psicólogo. – Não é nada contra você. – Renesmee adiantou-se a responder. – Eu só não...
– Tudo bem. – Jacob a cortou. – Eu a entendo, mas não quer nem sair comigo para dar uma volta? Aqui, pelo o pátio da clínica? – a menor parecia que estava analisando suas opções, ou melhor, vendo se era uma boa ideia aquilo. Não era segredo para ninguém, que ela não confiava nem em sua própria sombra. Mesmo Jacob sendo sempre atencioso com ela, mostrando que estava ali, somente para ajudá-la e não para trazer mais sofrimento e dor, ela ainda assim, não via o psicólogo como uma pessoa que ela poderia confiar de olhos fechados. Abri-se com as pessoas era difícil, ainda mais quando a sua alma carrega feridas enormes que parecem que nunca mais irão cicatrizar-se.
Renesmee ficou de pé, arrumando a roupa – se é que aquilo poderia ser chamado assim. Estar vestido todo de branco deixava tudo ainda mais melancólico do que já era. – Acho que aguento uma volta. – ela respondeu dando um sorriso fraco e seguiu em direção da porta. – Vamos? – Jacob abriu a porta e os dois deixaram o quarto.
[...]
Os pés batiam no chão, fazendo com que um som imenso fosse proferido. Era estranho, somente os passarinhos cantavam. Já faziam cinco minutos de caminhada e nenhuma palavra tinha sido proferida, por nenhum dos dois.
Renesmee sentou em um banco – que o pátio ostentava – e Jacob ficou olhando a forma que a pele da menina ficava quando o sol batia. Ela estava com a cor pálida, e um pouco de vitamina D lhe caria bem. Um vento um pouco mais forte bateu, levando os cabelos longos ao longe. Ela era linda.
Os olhos azuis abriram-se e viram a forma que os olhos do psicólogo estavam negros em sua direção e aquilo parecia, desejo?
– Acho melhor irmos. – Renesmee ficou de pé. Jacob trocou um peso de uma perna para outra, as mãos passaram pelos os cabelos os bagunçando.
– Vamos então. – ele parecia desconcertado com aquilo. Ele tinha que controlar-se. Não podia pensar nela daquela forma.
Os dois voltaram a andar pelo o pátio – um do lado do outro – Os olhos azuis olharam em direção do corredor e um sorriso – maior do que o de costume – apareceu nos lábios de Renesmee.
– Eric! – ela gritou. Jacob parou olhando da Renesmee em direção da figura do seu irmão que estava parado no corredor, encostado na parede.
– Renesmee. – Eric sorriu e andou em direção da menina. – Como você está? – ele perguntou. – Pensei que tinha acontecido alguma coisa ruim com você. Depois do acidente, ninguém deixou eu me aproximar e...
– Eu estou bem. – ela respondeu tranquilamente.
– Seu filho já nasceu? – Renesmee olhou em direção do Jacob. Ele parecia assustado. Ele não sabia sobre o filho.
– O que o trás aqui? – ela mudou de assunto. Eric conviveu tempo o suficiente com ela para saber, que quando ela mudava de assunto, era porque não queria falar a respeito.
– Longa história. Aparentemente, eu preciso de ajuda. – ele respondeu. – Quer caminhar comigo?
– Posso? – ela perguntou ao Jacob. Pela a primeira vez, ela percebeu a semelhança entre os dois.
– Pode. – Jacob deu permissão e ficou ao longe vendo os dois caminhando um ao lado do outro.
Renesmee andava lado a lado, ombro a ombro com Eric. Ele de uma maneira — estranha — não lhe perguntou sobre como foi que veio parar aqui, nem sobre o fim trágico que levou a sua gestação. Tinha entendido que ela não queria falar sobre aquilo, e que definitivamente seu irmão tinha se interessado por ela. Algo surpreendente para ele, afinal, Eric sempre fora o único mulherengo dos irmãos. Jacob sempre na dele, quase nunca tocava no assunto “namoradas“ com ninguém.
Se ele próprio não tivesse arrumado para que seu irmão perdesse a virgindade acreditaria que era virgem até hoje. Porém ficou feliz com aquilo. Sabia que seu irmão era uma boa pessoa e que talvez fosse algo que Renesmee estivesse precisando naquele exato momento.
– Eric queria te pedir algo... Er... Não conte nada sobre mim para o Jacob, por favor! — Eric lhe encarou fitando o azul tão intenso que Renesmee carregava no olhar.
– Não se preocupe. Ninguém vai saber de nada. Não por mim. – ditou mostrando que estava falando a verdade. – Mas você está bem? – perguntou em seguida. – Digo, bem mesmo, de verdade. Não o bem que sai da boca pra fora enganando todos a sua volta, não se esqueça que passamos tempos conversando, e eu sei quando você está mentindo para mim.
Renesmee respirou. Sabia que para Eric, não podia mentir nem fugir. – Estou tentando. – ela foi sincera. Eric levou o braço no ombro da menor e a puxou mais para perto, enquanto caminhavam. – Afinal, o que você é do Jacob? Vocês se parecem.
Eric sorriu. – Somos irmãos. – Renesmee arregalou os olhos. – Eu sou o mais bonito, é claro. – ele piscou em direção dela.
Os dois continuaram a andar. Renesmee sorria um pouco com algumas coisas que Eric falava. Estavam tão absortos das coisas em volta, que não reparam a intensidade que duas orbes negras olhavam em direção deles.
Ciúmes. Era exatamente isso que Jacob estava sentindo naquele momento. E esse sentimento estava em todo lugar e por qualquer coisa. Renesmee sorria com Eric, coisa que não fazia com tanta frequência com ele – que era o seu psicólogo – e Eric a tocava, como se fossem íntimos, aquilo estava corroendo o psicólogo e um bicho parecia estar o roendo por dentro. Olhou no relógio enquanto sua mente pensava em uma maneira de fazer com que os dois se afastassem. Era egoísmo, ele sabia disso, mas ele queria o bem dos dois, e os mesmo – Renesmee e Eric – não pareciam perceber isso.
Eric sorriu ainda mais alto e colocou uma mecha rebelde do cabelo de Renesmee para trás da orelha. Jacob rosnou baixinho de onde estava, adotou uma expressão e seguiu em direção dos dois. – Acho que já está na hora de vocês irem comer algo. – Renesmee e Eric — olharam em direção do Jacob e assentiram com uma aceno de cabeça. Os dois foram na frente conversando, e quando os dois estavam prestes a entrar no refeitório, Jacob puxou Eric pelo o braço. – Preciso falar com você. – o tom dele era sério.
– Vá na frente. – o mais velho sorriu para Renesmee, e ela fez o que ele pediu. – Fala. – virou para o irmão, mas já sabia o que estava incomodando Jacob. A expressão dele deixava isso claro. – Qual é o problema?
– De onde é que vocês se conhecem? – Jacob indagou cruzando os braços sobre o peito
– Nos conhecemos por aí. – Eric deu de ombros.
– E que assunto é esse de filho?
– Filho? – Eric fez-se de desentendido, tinha prometido a Renesmee que não contaria nada. – Que filho, Jacob? – indagou. – Bebeu mano? – perguntou rindo, mas o mais novo não sorriu.
– Eu ouvi quando você perguntou se o filho dela tinha nascido.
– Quem é o psicólogo aqui Jacob? Pelo o que sei é você, quer saber o que aconteceu e o que anda acontecendo com ela? Faça a sua parte, mas não tente colher informações sobre ela comigo. – Eric virou para ir embora e parou. – Ah... E antes que eu esqueça, não precisa ficar com ciúmes. – a mandíbula do mais novo ficou contraída. – Somos somente amigos, sabe muito bem que o meu coração tem dono, apesar de estar danificado. – Eric pareceu melancólico com aquela última frase.
E com isso conseguiu fazer com que Jacob sentir-se mal. Sabia que o irmão estava precisando de ajuda, e não adiantava nada ele ficar com... Ciúmes? Era isso mesmo que ele estava sentindo?
Jacob balançou a cabeça espantando aquele sentimento que ele nunca permitiu-se sentir na vida. Aquele não era ele. Gostando e tendo ciúme, quando foi que ele ficou tão fraco?
O psicólogo deu uma última olhada para mesa onde o seu irmão mais velho e Renesmee estavam sentados. Um suspiro passou pelo os lábios do jovem, e logo ele estava indo em direção da sua sala, precisava pensar.
Pensar sobre os dois juntos, o atormentava de forma animalesca. Ele tinha escutado perfeitamente que seu irmão não tinha absolutamente nada com Renesmee, muito menos queria algo mais intimo com a “sua“ Renesmee. Espera... Ele disse “dele“?
Parecia absurdo sentir aquilo. Nunca foi alguém que se apaixonasse, afinal, nunca deu chance para o amor já que nunca teve uma referência muito boa daquele sentimento. Entrou na sua sala, fechando as portas atrás de si. Caminhou em direção a sua mesa, sentando-se. Deixou seu corpo cair relaxando sobre a cadeira. Fechou os olhos jogando sua cabeça pra trás.
Tinha esquecido completamente de sua cunhada Rebecca, que estava em coma há quase um ano. Desde que reatou para o trabalho, e pego o caso Renesmee, esqueceu-se completamente do que antes parecia uma cansativa rotina. Parecia está fugindo dos seus compromissos. Talvez seu irmão não fosse ficar irritado com ele por “esquecer“ Rebecca. Passaria no hospital amanhã pela manhã.
Notas finais
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N/Miss Black: Para quem apostou que o encontro com o com a Renesmee teria momentos mais íntimos, por causa do sonhos eróticos que o Jacob anda tendo com ela, apostou errado. Violência sexual e agressão - parte de mãe - não somem de uma dia para o outro, Renesmee precisa se curar e isso leva tempo, inclusive leva tempo para que ela possa abrir-se com o Jacob e sentir bem e confortável para contar tudo que anda acontecendo com ela. Eric é diferente, passou por problemas e ela sabe que ele não a julgará... Quanto a quem disse que o Eric seria um problema na vida dos dois - Que nem são ainda namorados - podem ver que não é bem assim.. As coisas são bem diferentes .. E Não podemos nos esquecer da campampanha 200 reviews.. Gostaríamos mesmo de chegar aos 8 caps com 200 e esperamos que vocÊs ajude com isso! .. Beijos!
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