Notas iniciais
Bom meus amores, espero que vocês gostem desse caps néeh? Sei que ainda não éeh quarta, mais como daqui a pouco vai ser, e eu vou estar dormindo, resolvi postar logo. Comentem, e recomendem quem quiser.
Um beijão!
Nos falamos láah embaixo.
PrinncyBlack

Renesmee levantou seus olhos, recebendo a imagem do seu psicólogo. Ele não parecia ser o que ela esperava, na verdade nada do que ela esperava parecia está acontecendo. Suas pálpebras pesadas evidenciavam o quanto cansada ela estava. Seu rosto pálido escondido entre seus braços, fora de alguma forma atrativa para ele. Jacob.

Seus olhos estudaram a jovem sentada sobre a cama, com um aspecto vazio. Ela parecia perdida, e muito desolada. Ele se sentiu momentaneamente no escuro, visto que pelo que sua tia havia lhe informado a sobrinha não contou a ninguém os motivos que a levaram, e esse dramático ponto em sua vida. Talvez ele nem saiba o porquê, ela poderia sentar-se durante horas de frente a ele e manter-se fechada como está agora.

O azul claro tão profundo dos seus olhos refletia a sua imagem. Ela era delicada como ele previa e perfeitamente linda. Naquela imagem refletia astucia e perspicaz que Jacob em nenhum momento fora capaz de descobrir, assim com o seu grave problema emocional. Transtornada era o que ela parecia está. Ele sentiu-se emocionado brevemente.

Em seus olhos, nada poderia ser transparecido. Ele estava atado. Aspirando o ar, guardando-o em seus pulmões logo após. Em um canto do cômodo, puxou uma velha cadeira esbranquiçada, que rangia ao processo. Não quis de cara, sentar-se de frente para a jovem pálida, entretanto, queria mantar o contato visual, por menor que ele seja. Não sabia qual seria a sua reação quando me senta-se de frente para a sua figura pálida e momentaneamente mórbida.

Ela esperou alguma reação ou atitude vinda dele, entretanto, só apenas percebeu que ele parecia assustado com a sua desagradável presença mórbida. Ela nunca imaginaria que um homem tão bonito poderia ter um emprego que exigisse tanto de alguém tão jovem. Ele era jovem? Talvez tivesse namorada, amigos, e alguns deles esperassem para uma cerveja e futebol com eles. Pensou ela estarrecida. Seus olhos fecharam-se por completo após ele sentar ao lado da cama. Renesmee não queria nenhum contato, entretanto, teve – muito duvidosamente – uma súbita confiança vinda dele.

– Er... Renesmee não é? – sua voz era rouca. Amaciava seus ouvidos. Ela não pensou em conhecer alguém que tivera uma voz tão fudidamente sexy como a dele. Ainda de cabeça baixa, sentiu-se salivar. Não entendia aquelas reações. Ela nunca em momento algum tivera aquilo, e de uma hora para outra estava ensandecida, de modo que, ela própria estivesse amedrontada da sua natureza depravada.

Jacob percebeu que ela não responderia a sua pergunta. Ele já esperava por isso. Observou todo o quarto, e diferente dos outros, esse aqui parecia ainda mais sem vida. Mesmo as pessoas mais difíceis expressavam a sua ira nas paredes com rabiscos e xingamentos, porém, no quarto dela nada tinha. Apenas uma cômoda ao canto e um violão ao lado. Sentiu-se embriagado por momentos. Ele não achou que ela usasse aquilo. Pelo modo entristecido que estava.

Respirou, endireitando-se na cadeira, o que fez com que a mesma rangesse no processo. Renesmee ergueu seus olhos em sua direção, e naquele momento, mais uma vez, sentiu um arrepiou se concentrando no meio das suas pernas, assim como Jacob. Ele estava intimidado com apenas o fato daquela frágil menina está tão perto do seu corpo. Nunca em nenhum momento em sua fudida vida ele havia sentido aquilo.

– Sim. – dentre quase dois meses, Renesmee falou enfim. Sua voz saiu mais rouca que antes. Sua garganta esquentou e momentaneamente, ela se sentiu tonta. Fazia muito tempo que não expressava quaisquer sons, e somente aquelas três letras, a fez esquentar. Jacob a olhou embasbacado. Sua voz era absurdamente linda.

Sorriu por um momento. Ela apenas fitava a porta de modo fixo.

– Você... Quer conversar? – ela não sabia se queria. Antes de ele entrar em seu quarto, ela não queria incomodar a ninguém com as suas lamurias e lamentações. Entretanto ela sentiu uma grande e imensa vontade de querer se abrir com ele. Dizer tudo que se passa em seu coração. Tudo que aconteceu com ela. Mais algo lhe prendia. Ela não poderia, ela não queria, não conseguia. Jacob percebeu que a garota não estava em sue estado perfeita, de espirito, e que provavelmente não iria lhe dizer nada que se passa com ela. – Entendo se você não quiser falar nada. Não tem problema. Meu nome é Jacob. – Jacob... Belo nome. Pensou admirada. Ele era incrível ao que parecia. Incrível, entretanto ela não confiava em ninguém. Não podia.

Jacob se levantou da cadeira alguns minutos depois. Ela como ele havia imaginado não iria dizer nada. Estava submersa em seus próprios medos e temores que nem ao menos percebeu o seu caminhar pelo quarto. Ele havia descoberto o seu recente instrumento musical. Do lado da cômoda retirou o violão negro de dentro da capa de proteção mostrando para Renesmee que havia pegado. Ela ficou estarrecida quando percebeu o que ele iria pegar. Jacob se aproximou da cadeira.

– Posso? – ela piscou confusa, mais sem que percebesse concordou com o seu pedido. Jacob caminhou até a cadeira depositando o violão em seu colo. Por um momento encarou os olhos azulados de Renesmee hesitante.

Os dedos dele deslizaram pelas cordas afinadas, em uma melodia inexistente. Ela pensou por um momento já ter ouvido aquelas sonoras notas musicais, entretanto, não conseguiu lembrar-se. Talvez fosse apenas coisa da sua cabeça, mais aquela melodia que ele estava tocando já havia sido escutada.

Jacob fechou os olhos brevemente absorvendo as lembranças de quando criança. A melodia traduzia tudo que sentia, perante a sua recente “perda”. Seu irmão havia morrido há pouco. Ele era o seu único amigo. Mais não poderia se demonstrar fraco diante da imagem daquela pequena garota. Os olhos cor de oceano não saíram do corpo dele. Estavam vagos, porém ainda assim, estava vidrado em cada nota alcançada.

Renesmee momentaneamente desejou ser transportada para a terra dos sonhos. Ela não sabia como, nem porque, mais estava ficando relaxada com aquela musica proeminente que tocava os seus ouvidos. Sentia-se em casa. Poderia reviver os momentos feliz como os que esteve com o seu pai, a mais ou menos cinco anos atrás. Mal sabia ela que Jacob sentia-se da mesma forma. Um buraco em seu peito. Uma ferida exposta que ela não sabia se iria cicatrizar. Apenas desejava o feito da mesma. Por alguns instantes os seus olhos encontraram com o azulado que Renesmee carregava, e se viu perdido ali. Nunca ninguém carregou tanto sentimento em um só olhar. Porque tão triste? Era o que Jacob se perguntava a todo o momento. Porque a pequena mulher estaria assim? Atormentada provavelmente. Ele não sabia o porquê, nem quando começou a sentir que deveria protegê-la de tudo e todos. Um sentimento tão forte de posse lhe dominou o peito. Momentaneamente Jacob se assustou.

[...]

Jacob encarou os papeis encima da sua mesa. Havia varias anotações feitas sobre o estado médico de Renesmee Cullen. Ele já havia lido, e relido tudo que estava ali, mais aparentemente não estava sentindo-se seguro do que ali constava. Ela não parecia alguém que dependesse verdadeiramente de drogas, muito menos descontrolada emocionalmente como constava em seu laudo médico. Algo estava errado. Ele sabia.

Porém tinha que aproximar-se da pequena e descobrir o porquê da sua estadia em uma clinica de reabilitação, e o que havia lhe acontecido para que esta esteja passando por uma fase tão delicada em sua vida. Dentro do “pequeno” dossiê tinha uma foto dela. Não entendeu porque tinha uma foto dela com o seu pai. Talvez fosse algo pessoal para Renesmee, entretanto, ele se sentiu torpe. Seu sorriso nunca visto por ele era radiante. Foi inevitável não sorrir. Seus cabelos negros brilhantes pareciam ser feitos para que ele os puxasse. Isso lhe causou algumas reações contrárias.

Sem nem ao menos descobrir o porquê, Jacob guardou a foto dentro da sua gaveta. Queria para si aquele sorriso que ele nem tão sedo veria, tinha certeza. Fechando o dossiê relaxou sobre a cadeira com um suspiro pesado. Encarou a porta, sem vê-la verdadeiramente.

Já tinha se passado três semanas desde que conheceu Renesmee, e ela nunca em hipótese alguma lhe dirigiu, mas do que três palavras. Ele sabia que a garota não queria ser arrogante, tão pouco inalcançável, apenas não queria aproximação com alguém, o que lhe deixava totalmente no escuro. Era como se ele fosse um cego no tiroteio. Tinha plena consciência de que algo havia acontecido com a sua mãe, afinal, a mesma veio visitar a filha somente uma vez pelo que conta em sua ficha, e além do que, não passou nem mesmo cinco minutos com a garota. Talvez se sondasse sua tia, descobriria o que havia lhe acontecido, mesmo que ele suspeita-se de que ela esteja tão ou mais no escuro do que ele.

Era bom em reconhecer sentimentos alheios, além do que, sempre fora ótimo para dar conselhos. Nunca havia falhado em nenhum, entretanto sabia o ditado. Se fosse bom, se vendia.

Um barulho na porta lhe chamou atenção. Não só o barulho como a cabeça que estava sendo posta para dentro da sua sala. Jacob levantou-se em súbito, sendo corroído pela surpresa.

– Er... Renesmee? – não poderia esconder a surpresa em sua voz. Ela momentaneamente perdeu-se em seu sorriso que por estranho que fosse lhe contagiou até a alma. Ela apenas maneou sua cabeça em resposta. Jacob não estava esperando que ela viesse aqui, tão espontaneamente. – Precisa de algo? – Renesmee fechou a porta atrás dela, deixando Jacob ainda mais surpreso.

– Eu... Eu preciso de algo. – sussurrou tímida. Não sabia se ele lhe daria o que ela estava querendo, muito mais a sua reação ao saber o que ela queria.

– Você precisa? Pode dizer! Se estiver ao meu alcance! – a observou sentando-se em sua cadeira. Renesmee permaneceu em pé escorada na cadeira acolchoada de frente para a mesa dele. Seus olhos em nenhum momento saíram do contado com aquele azul brilhante. Ela parecia ter chorado o que lhe ocasionou em um aperto forte em seu peito.

– Eu queria pedir para... Eu queria telefonar para casa. Minha tia Alice. Creio que você conheça! – sua voz não parecia à mesma de há três semanas. Existia algo a mais em sua voz, e Renesmee percebeu isso. Jacob parecia diferente. A forma como que ele a olhava estava diferente. Parecia analisa-la de todos os ângulos. Sentiu-se acuada de certa forma.

– Sim, conheço Alice. Mais... Porque veio pedir pra mim? Você poderia ter usado os telefones. – ele disse já pegando o seu celular do bolso entregando-o a Renesmee. Ela iria lhe responder, porém calou-se. Não sabia o porquê tinha ido pedir a ele, quando poderia ter sido a qualquer outro.

– Desculpa se eu lhe incomodei. – Jacob tratou logo de retirar a má impressão que havia causado.

– Não, que isso. Não precisa se preocupar. Aqui. – lhe estendeu o aparelho com a palma da sua mão suado. Nunca em hipótese alguma tinha ficado assim perto de alguma mulher, e estranhava o efeito que aquela jovem detinha sobre o seu corpo. Renesmee aproximou-se pegando o mesmo.

– Obrigado. – sussurrou ela, virando-se após discar o numero. Jacob sentou-se novamente fingindo observar os papeis em sua mesa. Ele notoriamente estava prestando atenção na conversa da jovem.

“Obrigada mais... Eu... Prefiro que não tenha!” – a ouviu dizer. Ela parecia preocupada, e de certa forma apreensiva. O que seja que estava acontecendo, ele procuraria descobrir. “Obrigada mais uma vez Alice. Eu também!” E desligou virando-se para ele.

– Problemas? Jacob perguntou tentando descobrir algo. Renesmee lhe entregou o celular, sentindo-se momentaneamente “livre” da pressão que seria de ter a sua mãe aqui.

– Resolvidos. – disse ela com um falso assovio de alivio. Ele observou o caminho que seus dedos fizeram em seus cabelos desgrenhados, que deslizar para trás dos seus ombros. Aquele movimento, que mesmo simples fora atrativo para Jacob. Sentiu-se salivar, entretanto, nada disse. – Bom obrigado pelo celular. Eu... Fico te devendo essa. – Jacob não pode poupar o sorriso que veio a seguir. Ele sabia como ela lhe pagaria.

– Não tem problema. Pode me pagar, começando a conversar comigo. Não creio que minha presença seja assim, tão perturbadora a ponto de ignorar-me. – ergueu uma de suas sobrancelhas, e ele riu. Renesmee sentiu vontade de rir, entretanto guardou para si. Respirou fundo, caminhando-se para a porta.

– Obrigado – disse mais uma vez, abrindo a porta. Ela não sabia que tinha tanto efeito sobre ele, mais imaginou que o mesmo, lhe acha-se uma completa maluca transtornada.

Fechou a porta, deixando Jacob novamente só. Ele encarou a porta que se fechou a sua frente, sentando-se logo após. Nem ele havia percebido que tinha se levantado.

Renesmee continuou caminhando no corredor vazio. Já estava anoitecendo, e certamente ela não conseguiria dormir, mais imaginou que pudesse. Provavelmente ela estaria melhor de manhã.

Notas finais
N/PrinncyBlack: Então bbs! Espero que vocês comentem! kkk A Miss daqui a pouco chega aqui. Recomendem e comentem PLIS! kkk Espero mesmo que comentem! Rum! Essa fic éeh o meu xodó! *---*
O que acharam do Jake? Eu AMEI esse Jake, que éeh perfeito demais...
Beijão amoras!
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