Say All I Need
22 Capítulo XXII
Notas iniciais
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Boa leitura!
Jacob cruzou os braços sobre o peito musculoso, sondando-a com o seu olhar rigoroso.
Ela encolheu-se sobre o seu olhar severo, e postura rígida. Ele de nenhuma maneira estava satisfeito com o seu feito do dia.
- Você definitivamente deveria ter me consultado antes.
- Eu agi por impulso, eu sei. Mas você tem que me entender, que eu tinha que fazer algo. Ela não pode fazer o que quiser, quando quiser.
Jogou-se sobre o sofá estofado no canto quase escuro do seu quarto, iluminado apenas por uma grande luminária alta que ia do chão até a altura da janela.
- Ela te bateu Renesmee! – ele acusou.
- Eu sei. E eu bati nela.
Jacob pressionou as suas têmporas com as mãos, fortemente. Ele caminhou em direção a Renesmee, sentando-se ao lado dela, deixando seu corpo tenso relaxar sobre o estofado do sofá rosa.
- Você não pode simplesmente confronta-la, Nessie.
- Jacob, eu precisava tirar isso a limpo. Ela simplesmente... Não pode fazer o que quer.
- Eu sei que você está com raiva, pelo seu pai. Mas por favor, tenta se controlar. – Renesmee virou seu rosto para ele, encarando-o com sarcasmo.
- Tentar me controlar? – Jacob franziu as sobrancelhas. – Você não consegue controlar toda essa sua possessividade e ciúme, e exige isso de mim?
- Renesmee...
- Não. Você não pode simplesmente exigir isso.
- Porque não? Você me pediu pra frequentar alguém, e eu estou.
- Isso vai ser bom pra você.
- E se controlar não vai ser pra você? – riu nervoso. – Eu quero saber aonde isso vai chegar.
- Eu também quero. — era a primeira vez que Jacob via Renesmee realmente irritada. E ficou ainda mais nervoso por ser ele o causador daquilo.
- Olha Nessie... – respirou fundo. – Vamos aos fatos. Eu quero que você pare de encontrar com Isabella. Não gosto de você encontrando com ela por ai.
- Não foi isso que você acabou de me dizer.
- Tudo bem, estou mudando o que eu disse. – a encarou. – Posso mudar?
- Pode eu acho. – parecia confusa. Ela afundou sobre o acolchoado. Ela estava se entristecendo gradativamente.
- Pela primeira vez eu vejo que não gosto de brigar com você. E ficaria ainda pior se tivesse que fazer isso de novo.
Renesmee olhou para Jacob, um desolo total.
- Me desculpa...
- Não se preocupa minha linda. Só não fica chateada ok?
- Eu estou bem.
- Não está. Eu sei que por trás dessa sua fachada de durona, você está sofrendo. Eu consigo identificar isso Ness. Não tente omitir pra mim.
Renesmee fungou. Uma grande e profunda mágoa atingindo com força o seu peito. Ela sentia-se fraca e momentaneamente debilitada. Céus, como ela se sentia em estado de miséria.
- Chore meu anjo. Vai fazer você se sentir melhor.
- Eu não posso.
- Claro que pode.
- Não eu não posso. Eu não quero me sentir fraca.
- Isso não quer dizer que você seja fraca meu amor. Só... Normal. Uma humana.
- Eu não quero me sentir, nem normal, nem humana. Eu não quero ser fraca Jake. Não como antes. E eu sei que se começar a chorar, eu não vou conseguir parar, eu...
- Por favor, Nessie. Apenas tente. Por mim. Por nós. Eu estou tentando, você sabe.
- Eu sei. – Renesmee mordeu o lábio inferir com força. Descobriu que sentir dor, amenizava a dor.
Jacob acompanhou os lábios dela quase hipnotizado.
- Foda-se. Deu Renesmee. Não faça isso de novo.
Renesmee ficou chocada. Espantada. E principalmente confusa.
- Fazer o que?
- Não morda os lábios novamente. Não assim... – fechou os olhos com força, como se quisesse afastar a imagem perturbadora e totalmente sexy de Renesmee. Os lábios mordidos com força. Naturalmente sedutora.
- Por quê? – lentamente o entendimento parecia fazer sentindo para ela. Renesmee sorriu aconchegando-se mais para perto dele.
- Só não... Só não faça. – seus olhos escuros encontraram com os dela rapidamente. – Se não quiser ser agarrada, e que eu não consiga parar.
- Estas alegrias violentas têm fins violentos. Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora. Que num beijo se consomem. – Jacob ficou surpreso, e esqueceu-se rapidamente do que o estava atraindo tanto.
- Você acabou de citar Romeu e Julieta pra mim?
- Ato II, cena VI.
- Propício... – Jacob considerou, deixando seus olhos vagarem perdidos pelo quase escuro quarto. – Eu acho. – deu de ombros.
- Então, você disse que não iria conseguir parar? – ela provocou.
- Não faz isso. – Jacob choramingou. Renesmee o olhou com aqueles dois grandes e cintilantes olhos azuis, no olhar mais inocente que conseguiu. Ele ficou sem ar, prendendo a respiração em seu peito duro feito rocha.
- Por quê?
- Já disse por quê. – guardou o ar em seu pulmão.
- Jake, me diz. – choramingou.
- Porque eu não quero que Alice, ou qualquer um nos pegue em uma situação deprimente. E você não precisa de algo assim agora. – Renesmee deixou sua mão correr livre pelo abdome dele, esbarrando na barra da sua camisa de algodão, enfiando sua mão por dentro dela. Jacob segurou a sua mão, parando-a quando ela subiu mais um pouco a mão, sentindo a sua pele quente.
- Alice não está aqui. Só o tio Jazz, e acredite em mim, ele deve está muito ocupado para nos notar aqui encima.
- Renesmee, eu estou louco pra te jogar ali e me afundar em você, mas... Eu não sei.
- Tudo bem. – Renesmee ficou em pé retirando sua jaqueta, jogando-a em qualquer lugar do quarto. Jogou-se sobre a cama, mirando Jacob com uma ansiedade visível. – Já fiz quase todo o seu trabalho. O resto eu não vou conseguir fazer sozinha. – e novamente mordeu o os lábios, incentivando-o a continuar.
Jacob rosnou com força, e fazendo como ela, atirou sua jaqueta jogando-a em qualquer lugar, não se importando de onde. Com passos largos Jacob se aproximou de Renesmee. Seu andar rude e calculado, um completo felino. Os olhos sempre sobre ela, apenas nela.
- Você não deveria ter atiçado a fera em mim, minha cara. – subiu sobre a cama, retirando os seus sapatos e os dela.
- Você vai me matar?
- De prazer, só se for. – ele sorriu maroto, puxando-a sobre as pernas. Com os joelhos, abriu as pernas dela levando seus dedos em direção ao zíper da calça dela. Puxou sua calça jeans, para baixo, retirando-o dela.
- Não sei se estou pronta para morrer ainda. – Jacob riu
- Não deveria ter me enfrentado então. – puxou sua cabeça entre as mãos, chocando os lábios com certa urgência. Renesmee sentiu quando ele pressionou seu corpo forte, contra o delicado corpo curvilíneo.
Sentiu a boca quente descer pelo rosto, deslizar no pescoço pálido em uma caricia sensual. Os dedos foram em direção à barra da blusa dela, murmurando algo enquanto enfiava suas mãos por baixo da peça, tocando a pele quase fervente dela.
- Você está usando roupas demais...
- E você não?
Jacob riu.
- Eu sim.
Ajudou Renesmee quando ela abriu o zíper da calça revelando a sua boxer azul marinho Calvin Klein. A blusa fora retirada brutamente pela cabeça, e não havia nenhuma preocupação quanto ao dano da peça.
Jacob gemeu alto quando suas costas foram arranhadas, porém o seu libido não o deixou sentir quaisquer dor. Prazer. Apenas um grande e descontrolado prazer crescente em ambos os corpos.
Ela se inclinou para trás envolvendo suas pernas ao redor da cintura dele, puxando-o para mais perto. Para mais dentro dela. Ela tinha gosto de The Macallan e do sabor limão da Sprite que ela misturou com ele. Pela primeira vez Jacob viu Renesmee tomar uma dose de uísque. Uísque e Sprite eram terríveis juntos. Mas ela gostou. Ela tinha gosto de Renesmee, e para ele aquilo era tudo que importava.
Sua língua varre a boca pequena, delicada.
Jacob percebe onde ela estava indo, e sorriu por dentro. As mãos pálidas estavam embrenhadas nos fios negros, escovando-os com os dedos a parte de trás da cabeça dele, cobrindo a nuca e o puxando ainda mais contra ela.
Jacob deixou seus dedos se espalharem por sua barriga, encontrando a diferença entre a camisa e a calcinha de renda amarelada, toque sedoso no calor da pele fervente.
Puxou a camisa e ela empurrava pra longe dele, para que ele possa puxá-lo livre. Seu sutiã cheio pelos seios sedosos é rapidamente descartado. Jacob gosta do suave dos mamilos sobre a palma da sua mão. E ele desliza. Desliza as mãos através da sua barriga, até as costelas dela, voltando os dedos em torno do mamilo tenso, pegando o peso dos seus seios. Renesmee geme em sua boca, e Jacob sabe mais do que antes que ela precisa disso. Do seu toque.
Ele também.
E ele a beija. Explora sua boca, prendendo a curva de seus quadris, as ondas dos seus seios e as mexas soltas e úmidas do seu longo e escuro cabelo.
Renesmee retribui deixando-o tocá-la.
Cada caricia traz um sentimento melhor para ela. Mostra que ela é mais do que a sua constante dor. Do que a sua tristeza interna.
Finalmente, Renesmee gira no lugar e os corpos deslizam sobre a cama, e o tecido fofo está sob as costas e ela atravessada encima dele, corpo pressionado rente à suavidade do corpo, fundindo-se com dureza. Ela deixa todo o resto do seu peso sobre Jacob, pegando o seu rosto em mãos e o beija.
Cristo, sua boca é o meu céu. – Jacob pensou extasiado.
Ela não havia percebido o quanto ansiava pelo toque, até que as mãos grandes dele subiram pelas coxas dela para amassar os músculos da sua bunda. Até aquele momento beijar Jacob era apenas doce e perfeito e todas as coisas que ela precisava para esquecer tudo. Porém, então, alguma coisa no mundo como os seus dedos cavaram com fome em seu traseiro, desencadeando uma necessidade dentro dela.
Eu preciso dele.
Eu preciso apenas dele.
Jacob percebeu a necessidade gritante que o corpo dela denuncia, quando de repente Renesmee o ataca. Estavam apenas beijando-se, fazendo algo, tocando um pouco e depois seus olhos se afastam e ele pode ver seus vibrantes olhos de Safira, e os olhos dela estão lhe levando, como se ele fosse a coisa mais linda que Renesmee já viu e ela apenas se perdesse.
Cavando as unhas no tecido da boxer dele, mexendo freneticamente no elástico da cueca e em sua camisa. Ela está ofegante com a necessidade enlouquecida. Jacob não se lembrava dela assim antes. Talvez o álcool tenha algo haver com isso. Ou talvez seja apenas Renesmee se descobrindo.
Jacob pega os dois pulsos dela em uma de suas mãos, e levanta o queixo da jovem com outra.
- Relaxe, Ness. Devagar.
- Eu não posso, não posso. – sua voz não é mais dela. É apenas quase um grito e ela não chia. – Eu preciso de você. Agora.
Os olhos escuros de Jacob são calmos, mas ela consegue identificar a fome neles. – Eu preciso de você também. Mas devagar. Eu estou aqui.
Ele a puxa para baixo contra ele, para que possa sentir sua carne quente e músculos rígidos e sua excitação contra a coxa dela.
- Não é o suficiente. Eu preciso de você dentro de mim, Jake. Por favor. – seus olhos estão suplicantes.
- Eu sei Ness. Mas respire por mim meu anjo. Não vou a lugar algum.
Renesmee percebeu que não comentou. Ela respirou. Retardando-a para baixo, em uma respiração de cada vez, como se estivesse controlando-a. Ela estava e lentamente começa a descobrir uma aparente sanidade. E então Jacob se levanta facilmente levantando-a em seus braços, sentando-se com Renesmee quase nua em seu colo.
A casa estava completamente silenciosa. O carro do seu tio Jasper fez um breve barulho sendo retirado do estacionamento há poucos minutos.
Jacob se inclinou para ela, tomando seus lábios contra os dele, obrigando Renesmee a sentir o cheiro amadeirado de sua colônia, shampoo e uísque. Ela não consegue resistir. Seus olhos são como ima. Se embebedar em sua beleza, robusta e masculina. Ele fica um pouco mais afastado retirando a boxe com aquela cara sexy quando tira. E então em um movimento súbito Renesmee é uma completa bagunça, tremendo, o vendo tirar dolorosamente, torturando-a, provocando. Ele não é autoconsciente. Ele conecta os polegares no cós elástico e desliza o algodão preto sobre a cabeça, mostrando-se para ela.
Jesus sim.
Renesmee não pode deixar de morder o lábio e sorrir ao vê-lo de pé, para cima, a ponta brilhando. Ele estava nu, encima dela. Renesmee o alcançou e o agarrou, puxando-o para cima dela. Ele sob sobre a cama e se ajoelha.
- Você está ciente de que está fazendo aquilo de novo, não está? E de que isso trará consequências.
- Normalidade nunca será o meu forte. Toda ação tem uma reação.
Jacob rola de costas, caindo novamente sobre a cama, puxando-a para ele, levantando-a e Renesmee está sobre ele, movendo de trás para frente. Ele se ergue para cima, ajusta os travesseiros de modo que fiquem reclinados. Deus, isso é bom. Renesmee está encima dele, e Jacob gentilmente está cutucando a sua entrada. Ela se inclinou para frente e pressionou beijos em sua mandíbula, perdendo-se no saber de sua pele, enquanto ele se inclina para longe, esticando o braço para o chão, pescando sua carteira no bolso de trás da calça, e com a outra mão ele arranca a calcinha de renda dela apenas com um puxão em um dos lados.
- Eu gostava dessa. – Renesmee resmungou
- Eu compro outra.
Ela ouve um pacote se rasgar, e ele abre sem problema enquanto Renesmee retira os vestígios da sua estragada calcinha. Ela está perdida novamente quando volta a saborear o sal em seu pescoço, mas, em seguida as grandes mãos de Jacob estão nela, arqueando em suas costelas e beliscando os seios. Renesmee ofegante, gemendo e descendo entre as pernas para ele, guiando-o onde ele precisa estar pressionando-o para ela. Oh Deus.
Ela mantem seus dedos sobre a união de suas carnes, enquanto ele desliza e a sensação da sua carne com o látex revestindo-o, movendo contra o seu objeto de desejo.
As mãos espalmadas no peito dele. As dele desceram, apertando um lado da cintura dela, e a outra deixando seus dedos trabalharem no clitóris tenso. Trabalhando juntos.
Jacob sobe sua mão que está na cintura dela, para os seios, acariciando-os, ao mesmo tempo em que faz com o clitóris inchado e as coxas estão tensas, voltando ao atrito e as pernas dela estão cobertas para cada lado dele, levando-a e a afundando.
A respiração quente dela está no pescoço dele, ouvindo-o murmurar o seu nome, cantando o seu amor para ela a cada estocada, dizendo quão perfeita e bonita ela é como é incrível para ele.
Em algum ponto Renesmee goza e a liberação é interminável, onda após onda de prazer e puro êxtase onde ela apenas conseguiu descansar sua cabeça no ombro dele.
Ele desliza seu corpo no dela e Renesmee pode gemer com ele, respirar com ele, gemido após gemido. Quando ele goza, Renesmee goza outra vez, deixando o seu corpo cansado derramar-se sobre o colchão macio, acolhendo o corpo dela sobre o seu.
Os braços dele rodearam-na protetoramente, deixando um longo e carinhoso beijo no topo da cabeça úmida de suor.
- Obrigado.
- Pelo que exatamente? – ela ficou confusa.
- Por ser minha. Sei que não é fácil.
- Não é mesmo. Trabalho para poucos. – zombou.
Jacob riu, apertando-a mais contra ele.
- Você estava selvagem hoje. – comentou.
- Estava?
- Sim.
- Isso é bom, ou ruim?
- Bom eu acho. – deu de ombros. – Pelo menos eu gostei.
Renesmee rolou para o lado, retirando-o de dentro dela, com um resmungo.
- Nessie? – sobressaltaram quando ouviram a voz abafada de Alice atrás da porta trancada. Jacob ficou estático sobre a cama, nervoso.
- Já vou Alice. – ela gritou vestindo a calça e a blusa amarrando os cabelos rapidamente. Jacob catou suas roupas pelo quarto, correndo em direção ao banheiro, batendo com a porta.
Renesmee murmurou algo, e caminhou em direção à porta. Quando a destravou, ela abriu um pouco, vendo uma Alice sorridente do outro lado.
- Atrapalho?
- O que? – suas bochechas ruborizaram. – Não que isso Alice. – engoliu em seco. – Claro que não.
- Hum... Sei. Eu comprei comida tailandesa. Sei que você gosta, mais quando cheguei vi o carro do Jacob. Então tive que voltar e comprar mais.
- Ah ele... – gaguejou. – Ele... Está no... Banheiro. – Alice sorriu maliciosa.
- Desculpe atrapalhar.
- Não. Não atrapalhou nada. – colocou uma mexa do cabelo atrás da orelha, com sua voz ruidosa. – Estávamos só...
- Conversando? – pura malicia e sarcasmo brincava em sua delicada voz. Renesmee sabia que Alice sabia.
- É. Isso!
- Bom, de qualquer forma, esperamos vocês lá embaixo. Alec está ai com... Claire. Eles fazem um casal lindo não acha? Pena que são apenas amigos.
Renesmee sorriu contente.
- Claire está aqui? Mas não ouvimos eles chegarem. Na verdade eu jurava que só o tio Jasper estaria aqui.
- Imaginei isso. – Renesmee revirou os olhos, mais vermelha do que nunca. – Bom de qualquer forma, estamos lá embaixo, e acho que foi bom eu ter subido ao invés do Alec. Ele estava querendo vir aqui. – Alice pode visualizar a cama desarrumada de Renesmee.
- Iremos descer já, não se preocupe. – anunciou constrangida. Alice sorriu fechando a porta.
Assim que ela saiu trancou a porta novamente. Espiando a cama completamente bagunçada, em uma confusão recente.
- Ela disse algo? – Jacob colocou a cabeça molhada para fora do banheiro, analisando todo o quarto, antes dos seus olhos pousarem em Renesmee.
- Você sabe que sim. – sorriu nervosa. Jacob já tinha saído do banheiro com os cabelos molhados e rosto limpo.
- Eu te avisei. Mas você sempre consegue o que quer de mim. – ele se sentou na cama, colocando os sapatos.
- Desculpe. – ela murmurou arrumando os cabelos, penteando-os com os dedos, arrumando sua roupa com um pouco de dificuldade. Estavam muito amassadas.
- Alec e Claire estão aí. – comentou
- As coisas estão indo de vento em poupa então...
- Acho que sim.
- Vamos descer. Eu tenho que ir pra casa e cuidar de JJ – riu.
- Ah não. – Renesmee choramingou – Alice comprou comida tailandesa, e eu amo. Você sabe. – ela envolveu seus braços ao redor dele, aconchegando em seu calor.
- Comida tailandesa hein? Comecei bem à noite, depois do meu prato principal.
- Para com isso. – bateu nele. – Você vai ficar né?
- Vou se você quiser.
- Então vem. Quero ver a Claire e o Alec juntos. – Jacob riu, envolvendo-a com o braço.
- Vamos.
- Vejam só, eles resolveram descer. – Alec começou a sua sessão tortura assim que Renesmee e Jacob colocaram os pés na sala. Claire mandou alguns olhares sugestivos para Renesmee que estava mais vermelha do que um pimentão.
- Alec pare com isso. – Alice o repreendeu.
- O que? – fez uma carinha de inocente.
- Você sabe. – Jacob riu sentando-se ao lado de Alec enquanto Renesmee ficou ao lado de Claire.
- Bom, vou servir o jantar.
Jasper se levantou com Chris saindo da sala, indo atrás da mulher da cozinha.
- Então, vocês se encontraram aonde? – Renesmee virou-se para Claire, ignorando os olhares da amiga. Pimenta nos olhos dos olhos dos outros é refresco.
- Eu peguei a Claire na casa dela. – Alec disse casualmente como se não fosse nada.
- Entendi. Vocês resolveram vir aqui juntos ou...
- Renesmee você não foi à aula por quê? – Claire mudou de conversa se sentindo constrangida.
- O que? – Jacob não sabia disso.
- Brad disse que você não estava na primeira aula com ele. Eu fiquei preocupada.
- Ah, eu...
- Foi na minha casa. – Jacob respondeu tentando fugir daquela situação.
- Hum, sei...
- Alice comprou vinho também. – Alec começou. – E o seu presente.
- Meu presente? – lembrou-se do presente que Jacob iria entrega-la, embora todos os contra tempos tenham adiado a entrega.
- Sim. Eu a ajudei, então acho muito bom você ficar feliz da vida. – comunicou
- Intimação recebida, não se preocupe.
Jacob e Claire riam.
- Eu tenho que lhe entregar o meu.
- Já disse que não precisa Jake.
- E eu já disse que sim. – levantou-se do sofá. – Vou até o carro pega-lo.
- O que? Mais agora?
- Renesmee, você não pode simplesmente fazer cara de paisagem e aguardar? – Claire se intrometeu indignada.
- Obrigado Claire...
- Tudo bem. – se levantou. – Um complô contra mim. Vou ajudar Alice.
Saiu da sala rápida, ouvindo uma estrondosa risada de Alec.
- O que foi meu anjo? – Jasper lhe perguntou interessado.
- Não é nada. – se esquivou pegando Chris no colo, que enrolou os cabelos dela entre os dedinhos pequenos, brincando com as mexas. – Alice você me comprou um presente com a ajuda de Alec?
Alice sorriu colocando os pratos na mesa.
- Sim. – encarou a sobrinha. – Na verdade não compramos, apenas o restauramos.
- E o que seria?
A jovem mulher se afastou, andando em direção à bolsa, pescando dentro dela uma pequena caixinha de veludo preta.
- Toma. – estendeu-a para Renesmee.
- O que é?
- Veja você mesma. – parou do lado de Jasper que sorria. Chris quis roubar a caixinha, mas Renesmee a abriu primeiro.
Seu sorriso foi totalmente espontâneo ao ver o seu conhecido brinde ganho do seu pai em uma das visitas que fizeram ao Starbucks no seu aniversário de onze anos. O pingente conectado a chave de uma moto, parecia reluzente como um milhão de luzes natalinas.
- Quanto tempo eu não vejo isso. – comentou
Chris puxou o chaveiro balançando descontroladamente.
- Peguei há alguns dias. Sua moto está lá na garagem. Mandei reforma-la depois da situação deplorável que a encontramos.
Renesmee sorriu emocionada.
Sua moto tinha sido de Edward na adolescência, e ela gostava da tintura avermelhada marcada pelo tempo. Alguns dos poucos arranhões na lateral esquerda, e do banco de couro envelhecido pelo sol. Edward sempre a amou, e um dia a disse que seria dela, se ela prometesse tomar cuidado. Renesmee como o pai sempre teve verdadeira adoração por motocicletas.
- Espero que você goste.
Renesmee foi com Chris até a porta dos fundos no canto afastado da cozinha. A abril entrando na garagem e teve o êxtase de poder visualizar novamente a Halley preta recém reformada. O cheiro da tinta ainda se desprendia dela.
Não sabia quanto tempo ficou a admirando, até se aproximar com Chris no colo, que ainda balançava freneticamente a chave fazendo um barulho irritante, algo como um chocalho.
- E então? – Alice surgiu ao seu lado. – Gostou?
- Está linda. Obrigada. – olhou para a sua tia. – Significa muito pra mim.
- Eu sei que sim. – pegou Christian no colo, dando um beijo na cabeça dela. – Vamos jantar.
Jacob esperou Renesmee estacionar um pouco inseguro.
- Não sei se gosto de você nisso.
- Jake. – riu. – Eu sempre andei nela. – retirou o capacete, descendo da moto.
Ele colocou as mãos nos bolsos, esfregando o seu pé na calçada. De frente para trás. JJ tentou se embrenhar em Renesmee, mas a guia não lhe permitiu.
- De qualquer forma eu não gosto de ver você andando nisso por ai. É perigoso.
- Soube que você tem uma. – ignorou o seu comentário.
- Que não uso há algum tempo.
- Porque não damos uma volta qualquer dia desses?
- Talvez. – suspirou derrotado. – Que seja Ness, eu tenho medo que você se machuque.
- Está tudo bem Jake. Prometo não passar do limite de velocidade.
- Vou cobrar isso. – pegou na mão dela, analisando a joia no seu dedo anelar. O anel de ouro branco, com pequenos detalhes em toda a sua volta, e uma solitária pedra azul cintilante. Combinava com ela. Com os seus olhos. – Gosto disso em você.
- É mesmo lindo. – ela sorriu.
Não acreditou realmente que Jacob havia lhe dado algo tão caro. Ainda teve que aguentar as piadinhas de Alec, em que Jacob estaria lhe pedindo em casamento, em uma mensagem subliminar.
- Vem, vamos entrar. – deu a volta, entregando JJ para Renesmee, e tomou a moto, empurrando-a em direção a garagem do prédio. – Eu estava pensando em sair com você hoje. Que tal um jantar?
- Jantar? – questionou. – Você não me falou nada sobre isso.
- Qual o problema deu querer levar a minha namorada pra jantar? – protestou.
- Jacob eu não estou vestida apropriadamente para um jantar.
Ele parou após estacionar a moto em sua vaga, ao lado do seu carro. Virou-se a analisando da cabeça aos pés.
A blusa azul marinho do The Rolling Stones, uma calça jeans apertada, tênis All Star e uma jaqueta preta. Ela parecia bem o suficiente para ele.
- Há não ser, que você esteja querendo impressionar outro cara, acho que fico contente em te ver vestida dessa forma, ou até com menos roupa. – brincou.
- Engraçadinho.
- Está perfeita Ness.
- Tudo bem. Eu posso escolher o lugar então?
- Não. – riu. – Eu deixo você escolher da próxima.
- Mais por que eu não... – o seu celular tocou interrompendo-a com aquele irritante toque de chamadas. Revirou os olhos puxando o celular do bolso de dentro da jaqueta. Claire.
- Ness, eu preciso de você! – disse rápido.
- O que aconteceu Claire?
- Uma coisa... – sua voz estava embargada. Renesmee podia jurar que Claire estaria controlando o choro. – Eu não sei... Eu...
- Calma e respira. Me diz o que aconteceu. – Jacob já prestava a atenção na conversa descaradamente.
- O Alec... Ele... Eu não consigo acreditar.
- O que ele fez? – Jacob balbuciou
- Você pode vir até aqui? Por favor. Os meus pais não estão em casa, e eu estou sozinha. Por favor. – suplicou. Renesmee olhou para Jacob como se estivesse pedindo desculpas. Ele suspirou derrotado acenando positivamente com a cabeça. Liberada.
- Tudo bem, eu chego ai em alguns minutos.
- Ok. Vou deixar a porta destrancada. Só você subir.
- Sim.
- Vem rápido Ness.
- Eu já vou Claire, tente se controlar.
Assim que desligou, Renesmee se virou para Jacob um pouco culpada.
- Eu sinto muito, eu tenho...
- Vai lá. Eu vou ficar aqui. Não se preocupa. Ela te disse o que aconteceu? Eu só peguei algumas partes.
- Não, eu vou descobrir o que foi.
Jacob se aproximou dela, roubando-lhe um beijo.
- Me liga quando chegar lá.
- Ligo sim.
Ela se afastou após mais um beijo, e novamente se dirigiu para a sua moto. Colocou o capacete, acenando para Jacob que desanimado rumou em direção ao elevador. Jacob praguejou quando ela aumentou a velocidade, saindo para a rua movimentada. Sua noite não terminou como ele imaginava.
A porta realmente estava aberta quando Renesmee entrou. Subiu as escadas do prédio de cinco apartamentos e parou no terceiro andar, na porta da casa de Claire. Pensou em bater, ou tocar a campainha, mas apenas preferiu girar a maçaneta e entrar. Estava destravada também. Fechou a porta atrás dela, seguindo dentro do pequeno apartamento que Claire morava com os pais. Fazia tempo que Renesmee não vinha até aqui, tempo o bastante para que a mãe de Claire muda-se o antigo tapete persa, onde ela e Claire já haviam entornado alguns litros de refrigerante, por um de pelos avermelhados que cobriam até o tornozelo dela se duvidasse. O sofá antigo de couro marrom tinha sido substituído também por um cinza-gelo acolchoado e de veludo. Ela lembrou-se de ver um sofá parecido com esse na casa de Sarah, que com toda certeza seria muito mais caro.
Caminhou para ou único corredor da casa, que a levou até o quarto de Claire, e ao barulho de um soluço sendo prendido. A porta estava aberta, e Renesmee vislumbrou uma silhueta jogada sobre a cama, com o rosto enterrado no travesseiro. O quarto de Claire ainda parecia infantil.
- Claire... – ela virou o rosto para Renesmee, e sem pensar, correu em direção à amiga. Seus braços finos a rodearam com tanta força que Renesmee quase perdeu o ar.
- Porque Ness, por quê? – seu choro se tornou auditivo. Renesmee soube ali que Claire sabia de toda verdade. Que Alec provavelmente não estaria nada bem, não muito diferente dela.
- Você descobriu... – não foi uma pergunta.
- Ele... – se afastou. – Eu... Eu não sei o que fazer, eu... Nessie como o Alec... Ele...
- Calma. – puxou a mão dela para se sentar na cama.
- Eu sei que isso tudo é uma bosta, que o Alec errou feio, mas temos que dar todo o apoio para ele. – se sentiu o Jacob falando.
- Era por isso que ele não me queria... – sussurrou
- Sim.
- Como ele chegou a isso? Por quê?
- Ele me disse que foi em uma de suas viagens, algo assim. – secou uma lágrima que rolou do rosto de Claire. — Eu nunca fiquei perguntando muito, porque ele não gosta de conversar sobre isso. Ele está no tempo dele de aceitação, e ainda não contou pros meus tios.
- Ele pode morrer...
- Não se ele se cuidar. Eu não vou deixar que ele morra. Não antes de mim!
- Eu sinto tanto... – se jogou novamente nos braços da amiga. O que Claire parecia precisar era de um ombro amigo. E Renesmee se esqueceu de ligar para Jacob. Sua mente flutuou até onde Alec poderia está. Ela tinha que conversar com ele. Saber como ele estava.
Notas finais
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