Say All I Need
13 Capítulo XIII
Notas iniciais
Os olhos profundos e negros que agora brilhavam com algo diferente, algo beirando a alegria e ao mesmo tempo desejo estavam sobre a figura que estava deitada em sua cama. Jacob estava parado na ponta da cama. Vestia somente a calça que tinha colocado para dormir, deixando o enorme e trabado tórax a mostra. Em seus lábios um sorriso que se pudesse rasgaria sua face de tão aberto que estava, ao mesmo tempo em suas mãos ostentava uma bandeja. Tinha levantado cedo para fazer o café, queria fazer uma surpresa a Renesmee. Depositou a bandeja que tinha comida suficiente para alimentar mais de duas pessoas, e fez a volta na cama. J.J olhava tudo aquilo meio curioso, os olhos acompanhando o dono indo em direção de Renesmee. Jacob desceu com os lábios em direção do rosto da menina e depositou um beijo ali, subindo com os lábios em direção da orelha e prendendo entre os dentes e apertando em uma leve mordida.
Renesmee soltou um muxoxo e mexeu-se sobre a cama. Jacob sorriu e da orelha desceu para o pescoço, afastando os cabelos que estavam ali, afundo o nariz ali e aspirou o cheiro para os pulmões, a pele de Renesmee ficou arrepiada e Jacob sabia que ela não tardaria a acordar. Era gostoso e diferente observar essas sensações no corpo dela.
- Bom dia. – ele disse com a voz rouca sobre a pele quando viu aqueles olhos azuis abrirem meio atônitos ainda. Ela era ainda mais linda quando acordava. – foi o pensamento do psicólogo ao ver Renesmee abrir um sorriso tímido e se espreguiçar na cama.
- Tenho que confessar que sua cama é uma delícia. – ela agarrou-se mais aos lençóis sentindo o cheiro maravilhoso do Jacob impregnado neles.
- Só a cama? – ele perguntou indo em direção da bandeja. J.J levantou balançando o rabo indo em direção da menor. Como se sorrisse para ela.
- J.J. – ela sentou na cama espreguiçando-se e afundando o rosto no pelo do animal. – Dormiu bem ou eu lhe perturbei? – o cachorro deu um latido como se entendesse o que ela estava falando. Ela riu. – Juro que estou indo embora hoje mesmo.
Jacob olhou de esguelha para o cachorro. Ele tinha sérios problemas com possessividade. J.J era um simples cachorro, e não tinha poder de roubar Renesmee dele, mas ainda assim, ele não conseguia evitar o incomodo que sentia com aquelas trocas de carinho entre Renesmee e J.J.
- E em resposta a sua pergunta. – Jacob que estava servindo suco para os dois parou e olhou em direção de Renesmee. Ela estava amarrando os cabelos em um coque e sorrindo. – O dono da cama também e.... – ela respondeu ficando de pé e andando um pouco mais rápido em direção do banheiro tendo J.J como guarda costa.
Jacob sorriu. Não tinha a confirmação do que era, mas se ela disse que era, estava valendo. Balançou a cabeça em negativa rindo. Estava mesmo era parecendo um adolescente e não um psicólogo renomado que era o que ele realmente era. Terminou de arrumar as coisas tais como: lambuzar os morangos de açúcar, passar mel nas torradas, separar os sanduiches que ele tinha feito, enfim, deixar tudo da melhor forma possível para agradar Renesmee. Ainda pensava sobre o que ela tinha sofrido no passado e queria fazer com que ela vivesse sem medo.
- Isso é um café ou um almoço? – perguntou indo em direção da cama e sentando.
- É um café. – ele respondeu pegando um morango e levando a boca de Renesmee. Ela pegou o fruto olhando nos olhos de Jacob e ele sorriu. – Sabe que eu ainda não ganhei um beijo de bom dia seu. – ele reclamou pegando um morango e levando a boca. Renesmee sorriu e foi em direção dele, tomando os lábios carnudos do moreno em um beijo. O gosto do creme dental de menta que Renesmee tinha usado misturou-se ao gosto do morango e mesmo que tenha sido meio amargo o gosto, o beijo era doce em si. Quando Renesmee separou as bocas ela sorriu e tomou um pouco de suco e logo puxou assunto com o psicólogo que não fazia questão de esconder nos olhos o quanto a menor o encantava.
O interfone tocou cortando o momento de carinho em que os dois estavam. Renesmee estava sentada no balcão da cozinha enquanto Jacob – que deveria estar lavando a louça – estava no meio das pernas de Renesmee, com as mãos na cintura fina dela, apertando, enquanto as bocas chocavam-se em um dança apaixonada. Renesmee segurava o moreno pelos ombros, sentindo a quentura do corpo dele. – Deve ser o Alec. – ela advertiu afastando os lábios da boca de Jacob. – Eu tenho que ir.
Jacob rosnou um pouco baixo com aquilo. Parecia que sempre que Renesmee estava começando a ter coragem de ficar mais intimamente com ele algo vinha para atrapalhar. – Eu disse que eu lhe levaria, porque seu primo teve que vim lhe buscar? – ele perguntou puxando os cabelos dela entre os dedos e descendo com o nariz no pescoço de Renesmee, raspando um pouco sobre a pele. O interfone tocou de novo e Jacob passando a mão sobre os cabelos seguiu em direção do mesmo e atendeu com um tom irritado. Em minutos ele e Renesmee estavam no portão do prédio. Alec olhava em direção dos dois de dentro da caminhonete que dirigia. Assistiu a prima se despedir do outro com um selinho singelo e logo ela entrou ao lado dele.
- Bom dia. – ele sorriu maliciosamente para a prima. – Como foi sua noite? – reparou Renesmee ficar vermelha, assim como os seus lábios estavam.
- Bom dia. – ela respondeu olhando de novo para frente do prédio. Jacob fez um sinal que ligaria para ela e a mesma sorriu.
- Acho que tem gente que está apaixonada. – Alex debochou da prima. – E aquele homem me odeia. – falou dando um tchau para Jacob que não foi retribuído, pelo contrário. Ele fechou a expressão fazendo Alec rir com aquilo. Ele deu partida no carro guiando o mesmo pelas ruas movimentadas da cidade.
...
Eric estava sentada no banco que tinha no pátio da clina. Estava distraido lendo um livro que tinha ganhado da esposa. Tirou a atenção da folha e mirou o céu. Sentia saudade da esposa, Rebecca foi a única mulher a qual ele amou de verdade. Sentia muito pelo rumo que tudo tinha tomado. Estava internado, não sentia vontade de sair dali porque não tinha por quem viver. Uma figura sentou-se ao seu lado e Eric não precisou virar para ver de quem tratava-se.
- Como tem andado? – Eric perguntou ao irmão, ainda mirando o céu.
- Acho que sou eu que tenho que fazer essa pergunta não é? – Jacob indagou em resposta.
- Quem está sorrindo aqui é você maninho, por isso estou perguntando. – ele olhou pela primeira vez em direção de Jacob e viu os olhos do mais novo brilhando e começou a sorrir. – Nem precisa dizer porque sei que seu sorriso tem nome e sobrenome: Renesmee Cullen. – Jacob passou a mão pelo queixo sorrindo. Ou ele era um livro aberto ou Eric o conhecia muito bem.
- Também. – ele olhou abrindo ainda mais um sorriso para o irmão. — Estou feliz com o rumo que as coisas andam tomando, mas eu acabei de chegar e recebi um telefonema que me deixou ainda mais alegre. – Eric elevou somente uma sobrancelha ao ar em desconfiança.
- Que seria?
- Rebecca acordou. – Eric engoliu em seco com aquilo mirando o irmão que sorria em sua frente. O coração foi a boca o deixando desesperado.
...
- Sou responsável por Rebecca Black. – Jacob debruçou-se sobre o balcão mirando a atendente que estava ali. A mulher abriu um sorriso mostrando praticamente todos os dentes para o moreno antes de voltar a dar atenção ao computador. Eric estava calado atrás do irmão. Não tinha dito nada além de: Eu quero vê-la. E depois veio o caminho todo calado, nem Jacob tentando alegrar o irmão fez com que Eric falasse. As coisas eram bem complicadas para o mais velho dos Blacks. Ele tinha sido responsável pela condição da esposa. Condição essa que já durava cinco meses. Ele perdeu um filho com aquilo e pensou mesmo que o amor de sua vida seria tirado dele.
- Senhor Black. – um homem que era o médico de Rebecca apareceu no corredor chamando a atenção dos dois.
- Pois não. – Jacob adiantou-se. Ficou responsável pelo cuidado da cunhada durante o tempo em que o irmão ficou desaparecido.
- Acho que o senhor já foi informado que a paciente acordou. – Jacob confirmou com um aceno. – No momento estão fazendo uns exames nela, mas logo você poderá vê-la. Mas ela acordou chamando por um homem chamado, Eric. O senhor sabe quem é? – Jacob olhou em direção do irmão e viu os olhos negros dele ficarem brilhantes de lágrimas.
Depois de minutos que mais pareceram horas, Eric pode finalmente seguir em direção ao quarto da esposa. Estava ansiosa, fazia tempo que não via a esposa, e ainda tinha medo de que ela o rejeitasse, mesmo depois de chamá-lo. Quando Eric colocou os pés no quarto e os olhos caíram sobre o leito e a forma que Rebecca parecia ansiosa em vê-lo, as lágrimas finalmente caíram de forma torrencial e sem preocupar-se ele correu em direção dela a abraçando e depositando um beijo nos lábios dela. Lábios esse que sempre sentiu saudade.
- E... Eric. – a voz dela saiu fraca.
- Shh.... – ele tapou os lábios dela. – Não precisa falar nada, só me deixa sentir você. – ele voltou a beijar os lábios. O gosto salgado das lágrimas de ambos misturando-se ao beijo. Rebecca parecia fraca, estava mais branca do que o normal, mas estava viva e era exatamente isso que importava.
Jacob olhava tudo da porta que estava entre aberta. Um sorriso de felicidade nos lábios. No momento deixaria o irmão curtir a esposa, mas tinha certeza que aquela era a cura da qual Eric estava precisando para todos os problemas dele. Virou as costas e saiu caminhando pelo o corredor. As coisas andavam tão.... Tranquilas e certas....
...
- Como foi? – Alice parou atrás da sobrinha que estava lavando uma louça.
- O que? – perguntou tentando fazer-se de desentendida.
- A noite com Jacob. – ela falou subindo no balcão e encarando a sobrinha. – Fiquei surpresa quando você me ligou pedindo para dormir lá, realmente não esperava isso de você.
Ela deu de ombros. – Só dormimos. Nada mais. – ela respondeu colocando a louça no secador. Alice sorriu.
- Não perguntei isso. – ela deixou os olhos gentis sobre a sobrinha. – Só queria saber se foi boa.
- Foi. – ela sorriu. – Ele é muito gentil, assim como J.J e nos divertimos muito juntos. – Alice sorriu.
- E não... Rolou nada? – ela não podia deixar de brincar com a sobrinha. Sabia o quanto Renesmee tinha restrições sobre estar com outras pessoas as quais ela não conhecia e não tinha muita intimidade.
- Não. – ela ficou vermelha. – Quer dizer... Um beijo. – Alice riu pulando do balcão. Ainda nãos estava muito certa se era uma boa um relacionamento entre a sobrinha e o psicólogo, mas não falaria nada no momento.
- Faremos o que hoje? – Alec apareceu na cozinha abrindo a geladeira e pegando uma fruta.
Renesmee olhou Alice deixar a cozinha sorrindo e aproximou-se do primo. – Você está se cuidando, Alec? – o menino virou os olhos fazendo uma pequena careta.
- Se eu soubesse que você ficaria assim, me perguntando de cinco em cinco minutos se eu estou me cuidando ou se estou bem, eu não teria falado nada.
- Eu me preocupo com você. – ela abraçou o primo pela cintura. Alec sorriu beijando o topo da cabeça dela.
- Eu sei disso, mas se você ficar perguntando muito, alguém pode escutar.
- Mas algum dia você terá que contar! – ela afastou-se um pouco e estava com a expressão fechada. — Acha que pode levar isso até quando?
- Até quando eu conseguir. – ele respondeu a puxando. – Agora vamos fazer alguma coisa, antes que eu enlouqueça. Não posso viajar, então você terá que me aguentar. – ele puxou a prima e saiu rindo.
Renesmee estava deitada sobre a cama olhando para o celular. Jacob tinha falado que ligaria e ela estava esperando, e estava ansiosa para isso. A lua já estava brilhando no céu, e no momento era a única iluminação que tinha no quarto. Quando o telefone começou a tocar e no visor piscou o nome do psicólogo juntamente com uma foto do J.J, ela sorriu atendendo a ligação.
- Pensei que você não fosse me ligar. – ela cobrou ouvindo Jacob soltar uma baixa risada estava estranho o som da voz do moreno.
- Eu disse que eu ligaria. – Renesmee franziu o cenho ao ouvir uma respiração um pouco mais pesada vindo do moreno.
- Você está bem? – ela perguntou preocupada. Ele voltou a sorrir roucamente com a preocupação dela.
- Melhor impossível, ou melhor, eu poderia ficar melhor se você me ajudasse. – mais uma respiração pesada pode ser ouvida e Renesmee teve a certeza que Jacob estava passando mal. Ou assim pensou.
- Jacob. – ela sentou um pouco melhor sobre a cama. – O que está acontecendo com você? Estou ficando preocupada. – fez um silêncio por minutos que pareceram horas para que ele pudesse responder e quando fez a voz estava ainda mais pesada.
- Como você está vestida? – Renesmee primeiro não entendeu o que aquilo tinha a ver com a conversa, mas não demorou muito ela entendeu o que a respiração pesada em junção com a voz rouca penetrante significavam.
- Jacob você está... – não terminou a frase quando um gemido veio do outro lado, dando a confirmação que ela precisava. Ele estava masturbando-se.
- Não vai me dizer como você está vestida, Renesmee. – ela sentiu uma autoridade vindo daquele tom dele. – Eu estava aqui pensando em você e na forma que dormimos juntos e simplesmente... Estou duro por você. E gostaria muito se você pudesse me ajudar – Renesmee sentiu o rosto esquentar e sabia que deveria estar vermelha com aquilo. Engoliu em seco quando um calor passou pelo seu corpo. Não era boba, sabia o quais eram os primeiros indícios de que estava ficando excitada.
- Jacob... – ela queria ter forças para poder dizer que ele tinha que parar, mas não conseguiu. Mais um gemido pode ser ouvido e ela mordeu o lábio encostando as costas na cabeceira da cama e fechando os olhos. Até o gemido do homem era excitante.
- Só me diz, Renesmee. – ele praticamente gemeu o nome da menor. – Eu estou aqui, no meu quarto. Sentindo o cheiro do seu perfume que ficou no meu lençol, meu membro está em minha mão, duro feito rocha, só preciso que me diga o que está vestindo, Renesmee. Faz isso por mim. – ele pediu sofregamente.
Renesmee ainda pensou. Apertando uma perna na outra, segurando a vontade que estava de poder imaginar Jacob daquele jeito, ou até mesmo tocar-se. – Eu... Eu estou de camisola rosa, transparente – Não era mentira, ela estava mesmo daquele jeito. Ela escutou Jacob gemer com aquilo e mordeu ainda mais forte os lábios.
- Está de calcinha? – ele perguntou minutos depois.
- Estou. – ela respondeu sentindo a respiração ficar cada vez mais agitada e coração bater ainda mais forte no peito.
- Pode sentir minhas mãos a tirando, Renesmee? – ele perguntou. A menina fechou os olhos apertando ainda mais as pernas. Agora ela estava imaginando. Jacob deitado na cama, com o membro duro e gotejando a excitação nas mãos. Aquele homem todo morrendo de desejo por ela, era insano. Ela deixou um gemido escapar quando imaginou Jacob tirando a peça. O gemido foi a resposta para o moreno. – Agora que eu tirei eu irei chupá-la. – ele gemeu. – Posso sentir o seu gosto em minha boca e ele é delicioso.
- Jake... – ela deitou mais sobre a cama. Estava sentindo a excitação em seu sexo, mas não tinha coragem de se tocar. Nunca tinha feito aquilo, sexo era quase um tabu, ou melhor, era um tabu para ela depois do que tinha acontecido em seu passado.
- Eu estou me tocando pensando em você, enquanto imagino estar sugando você toda. – ele falou ainda mais rouco. – Você está se tocando, Renesmee? Imaginando que sou eu chupando o seu ponto de prazer? – ela gemeu com aquilo. – Toque –se Renesmee. – ele ordenou.
Ela ainda ponderou por alguns minutos, mas o tesão era tanto que ela embarcaria na loucura. Desceu com a mão pelos seios, os apertando. Passou pelo abdômen e por cima as calcinha. Levou a mão para a barra da peça e estava prestes a sentir-se quando tudo mudou:
- Nessie eu. – Alec entrou feito um furacão. A queda pelo susto foi inevitável.
- Renesmee! – Jacob gritou assustado do outro lado. O membro imediatamente perdendo a excitação do momento, pois ele estava preocupado. – Renesmee! – gritou de novo e não obteve resposta. Pelo contrário a linha ficou muda de vez.
- O que exatamente você estava fazendo? – Alec perguntou vendo a prima levantar do chão e sentar na cama. O rosto vermelho.
- Não sabe bater? – ela perguntou irritada olhando para o telefone. A ligação tinha sido encerrada.
- Você estava fazendo o que eu acho que você estava fazendo? -Alec perguntou segurando a vontade de rir.
- E o que eu estava fazendo? – ela perguntou voltando a sentar na cama e largar o celular sobre o criado mudo.
Alec fechou a porta rindo da prima. – Algo extremamente erótico pelo telefone com o senhor mau humor e possessividade. – ele sentou na beira da cama vendo a prima morder os lábios e viu que estava certo.
- É.... Mas você fez questão de estragar tudo! – ela quase gritou.
- Não faz mal. – ele ficou de pé. – Do jeito que vocês estão logo, logo o sexo é ao vivo. – ela ainda tentou, mas a almofada bateu na porta quando Alec saiu por ela. Mordeu o lábio, estava quase lá... Bufou indignada e resolveu dormir. Aquilo não poderia dar em coisa certa mesmo.
Notas finais
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N/Miss Black: Soltem o cacete no Alec por ter atrapalhado!! uhua.. Agradecer a Aricia Black pela betagem.. E esperamos que gostem!
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