Say All I Need
14 Capítulo XIV
Notas iniciais
Enfim...
Bora lá ler!
Jacob acordou irritado aquela manhã. Estava fodidamente preocupado, não conseguindo esconder a sua irritação. Porra! Não poderia acreditar que algo os havia impedido. Tinha plena certeza de que ela estava começando a ceder, ela estava “participando” da sua pequena cena erótica. Agradeceu mentalmente por seu fim de semana. Não estava nem um pouco a fim de levantar cedo e ir trabalhar. Não hoje.
Levantou da cama, ainda tendo a imagem que ele mesmo havia criado dela deitada na cama, apenas de camisola rosa e transparente, como ela mesmo havia dito. Tinha chegado tarde em casa, e consequentemente, deitou em sua cama, sentindo o cheiro gostoso do perfume natural dela. Não conseguiu aguentar, após sair do banho, sua sanidade sumiu quando sua mente doentia mostrava-a deitada em sua cama, completamente nua. Jacob não evitou masturbar-se e ligando para Renesmee ele fez a mais indecente proposta. Nunca em toda sua vida havia feito sexo por telefone, todavia parecia perfeita a ocasião.
J.J andava atrás de Jacob por todo apartamento, parecia saber que o dono estava terrivelmente agitado. Tomou café da manhã, colocou comida pro J.J e mesmo assim estava agitado. Jacob pensou em ligar para ela, porém não sabia qual seria a sua reação. Ele estava temeroso, não iria negar. Talvez sempre estivesse afinal, Renesmee não era alguém que ele podia considerar transparente.
Mirou o relógio da cozinha assustando-se com a hora. Quase uma da tarde. Era certo que ele havia acordado tarde, indo dormir mais tarde ainda, porém não imaginou que fosse assim, tão tarde. O melhor seria se estivessem frente a frente. Ele queria poder olhar nos olhos dela, e enxergar que não tinha lhe incomodando.
Rumou em direção ao quarto, catando alguma roupa apresentável. Precisava ir até a casa de Alice, pelo menos ver Renesmee se possível.
[...]
– Então pentelha... Ta a fim de lavar o carro comigo? Tio Jasper disse que posso usar as coisas dele que estão na garagem. – Renesmee olhou ainda irritada para Alec. Não tinha visto o primo desde ontem, depois daquela trágica cena – sensual, porém trágica – onde ela apenas estava seguindo os seus instintos. Alec percebeu que a prima estava com raiva, jogando-se ao seu lado no sofá. – Qual é Nessie, não vai ficar com raiva só porque te interrompi de se masturbar né? – Renesmee nem pensou, quando viu já tinha colocado a mão na boca de Alec calando-o, enquanto averiguava se não tinha ninguém lhe ouvindo.
– Ta maluco Alec? – Alec riu jogando sua cabeça para trás. Ela era engraçada. Renesmee ficou ainda mais vermelha do que antes. Ela não podia prever as reações do primo, Alec podia ser bem infantil quando queria.
– Calma Nessie, ninguém escutou... – respirou fundo, tentando controlar sua respiração. – Agora vamos! Levanta essa bunda daí e vem me ajudar com o carro. – ele nem ao menos deixou que ela pudesse pensar em algo, e já foi puxando-a em direção ao quintal da casa.
[...]
Os dois conversavam amenidades quando Renesmee sem querer deixou a mangueira espirrar no primo. Alec levantou a cabeça com um olhar extremamente mortal. Renesmee sabia que quando Alec lhe olhava assim, chumbo grosso viria. Ela mal teve tempo de correr e Alec já tinha pegado o balde, jogando água com sabão nela toda. Renesmee deu um gritinho quanto sentiu a água gelar todo o seu corpo. Alec não se dando por vencido roubou a mangueira dela espirrando água em seu cabelo preso em um coque frouxo.
– Ah, Alec! Eu vou te matar! – Alec ria da prima, tombando-os no chão. Renesmee tentava desviar da água, e empurrar o primo para longe com a mangueira. Estavam em sua guerrinha particular.
Da janela da cozinha, Alice via pelo vidro ambos os sobrinhos se divertindo enquanto lavavam o carro. Ela ria juntamente com Chris quando Jasper apareceu atrás curioso. – O que foi?
– Olha lá aqueles dois... Vão pegar uma baita gripe. – ela parecia divertida com a situação. Jasper parou na janela rindo assim como Alice.
– Renesmee parece feliz. – Alice sorriu olhando para o marido. Ele tinha razão. Desde que conheceu Jacob, Renesmee parecia outra pessoa. – E falando nisso, onde ela dormiu ontem?
– Na casa do Jacob. – Jasper olhou para a esposa espantado.
– Na casa do psicólogo dela?
– Ah Jazz, não me venha com essa. Você sabe tão bem quanto eu que eles estão se conhecendo melhor. Nada mais natural do que isso. Renesmee pode até ser nova na idade mais já viveu muita coisa. Jacob me parece ser uma pessoa legal. – Jasper concordou com a mulher, dando de ombros. Ele não sentia que Jacob fosse uma pessoa ruim, entretanto ele tinha aquela coisa de tio careta.
– Pode ser Ali. Mesmo assim, não sei o que Edward acharia se ainda estivesse vivo. – cruzou os braços sobre o peito, fitando os sobrinhos. Renesmee corria de Alec que lhe jogava sabão e espuma.
– Não Alec, sério... Chega! – não se dando por vencido Alec jogou mais um balde encima dela. Renesmee estava completamente molhada.
– Agora chega! – ele completou rindo, abaixando, pondo ambas as mãos nos joelhos, tentando recuperar sua respiração. Renesmee analisou sua roupa, tentando secar alguma parte dela. Alec ria descontroladamente, enquanto ela fazia o mesmo.
– Você tem sérios problemas, juro! – ela ria da forma desengonçada de Alec.
– Eu nada... – ele se defendeu arrumando sua postura. Atrás de Renesmee na rua, Alec observou um carro já conhecido estacionando do outro lado da calçada. Renesmee ainda ria tentando retirar toda a água da sua camiseta branca, transparente, deixando visível seu sutiã verde rendado. Mesmo ela sendo gata – Alec tinha que admitir – para ele não surgia efeito algum. Muito pelo contrário, ele parecia enxergar Renesmee como se fosse uma das suas irmãs pequenas, e aquilo parecia ser nojento.
Jacob desceu do carro, caminhando em direção ao portão da casa dela. Percebeu que a jovem estava no meio do quintal com Alec, e ambos estavam completamente molhados. Não sabia o que aquilo significava, entretanto, ele não poupou em imaginar coisas.
Notou quando Alec apontou para ele, assim que parou no portão. Renesmee virou seu corpo percebendo Jacob ali, e ele amaldiçoou-se por poder enxergar naquele momento. Ela estava fodidamente sensual, com aqueles cabelos molhados grudados na pele, assim como toda a sua roupa transparente. Desejou poder voar dentro daquele lugar e socar Alec por está vendo-a daquela forma.
– Jake? – Renesmee não conseguiu esconder suas bochechas ruborizadas no momento. Era vergonhoso lembrar-se das palavras maliciosas da noite anterior. Alec gentilmente empurrou-a em direção do portão dando a entender que Renesmee deveria abrir para que Jacob pudesse entrar. Ela estava meio catatônica era obvio.
Arrumando sua roupa, Renesmee marchou em direção a Jacob. Alec deu meia volta, entrando em casa. Gostava de saber que a prima estava amando pela primeira vez na vida.
– Er... Oi Jake... Entra! – abriu o portão para que Jacob pudesse entrar e assim ele fez. Percebendo que não tinha ninguém no quintal, Jacob a puxou pela mão, fechando o espaço que tinha entre eles.
– Fiquei preocupado com você ontem. – só em lembrar-se de ontem, Renesmee deixou suas bochechas ficarem rubras. Jacob aproximou seus rostos, roubando um selinho demorado dela. A jovem queria aquilo e muito mais, ele sabia. – O que aconteceu?
– Nada... Só me assustei e acabei caindo da cama. Estou bem antes que me pergunte se quebrei algum osso. – Jacob riu não conseguindo conter-se. Renesmee fechou o portão caminhando em direção a casa, sendo seguida por ele.
– Não iria pensar algo assim... Mais, o que estava fazendo com o Alec? Lavando o carro? – passou olhando em direção da picape completamente molhada e brilhante.
– É estávamos lavando, mais ai meio que rolou uma guerrinha aqui. – ela sorriu.
– Sei... – Alice abriu a porta, amigavelmente dessa vez.
– Jacob! – saldou – Almoça conosco? – perguntou dando passagem para dentro da casa. Jacob se viu obrigado a aceitar. – Renesmee minha linda, vá tirar essa roupa molhada ouviu? Alec está no banho. – indicou a escada, e Renesmee seguiu um pouco sem graça. Alice quando queria sabia como ninguém tratar um velho como um bebê com necessidades especiais.
– Tudo bem Alice. – ela sorriu em direção de Jacob rumando para a cozinha. Renesmee subiu as escadas deixando Jacob na sala com seu tio Jasper.
[...]
– O senhor todo possessividade vai almoçar com agente! – Alec jogou-se na cama ao lado dela, enquanto Renesmee terminava de pentear os cabelos.
– Eu sei... Alice o chamou. – Renesmee sorriu saindo do quarto. Alec se levantou da cama seguindo-a.
– E você não está nem um pouco feliz né? – cochichou em seu ouvido, passando por ela. Renesmee ainda tentou acerta-lo com um tapa, porém fora totalmente em vão. Alec desceu as escadas rindo, encontrando com Jacob, Jasper e Alice na sala.
Jacob não conseguia esconder muito bem o incomodo por trás daquela mascara que ele havia criado. Sabia que os dois eram apenas primos, quase irmãos, entretanto ele era homem, tinha desejos e necessidades. Só não conseguia entender essa louca obsessão de achar que Alec tinha alguma coisa com ela.
Assim que Renesmee desceu, partiram em direção a cozinha. A conversa entre Jacob e Jasper estava animada. O seu tio partiu em uma conversa sobre reatores nucleares e mesmo Jacob não sendo do ramo da física como o seu tio, ele parecia entender. Alice com os anos de convivência participava da conversa enquanto terminava de dar a comida para Chris. Alec até se ofereceu para fazer isso mais ela negou o mandando comer. Disse que ele estava bem magro e parecia doente. Renesmee sentiu quando Alec gelou com aquilo, mais nada disse. Ela esperava que ele tomasse logo coragem e contasse para os seus pais principalmente sobre a sua nova condição de vida.
No final, todos levantaram da mesa, deixando apenas Renesmee e Jacob retirando os pratos.
– Sua tia cozinha muito bem. – ele puxou assunto, ajudando ela a carregar a louça em direção a pia. – E seu tio é muito inteligente!
– Sim ele é. Inclusive no meu tempo de escola, só conseguia passar em física com algumas ajudas dele. – Jacob riu com a piscadela significativa que ela lhe lançou.
– Alec também? – não conseguiu esconder o desconforto quando perguntou. Renesmee virou o rosto para ele, segurando a risada.
– Sim. Estudávamos juntos seria normal isso não?
– Sim, com toda certeza.
[...]
– Então ele saiu da clinica? Isso é ótimo! – Renesmee estava feliz por Eric. Queria conhecer Rebecca e rever o amigo. Jacob disse que ainda não era possível por ela está no hospital, mais que logo, a levaria para conhecê-la.
Estavam sentados no gramado do quintal da casa de Alice. O dia já estava indo embora dando lugar ao crepúsculo reluzente. Jacob se aproximou mais da menina, pondo seu braço envolta do ombro pequeno dela. Renesmee apenas se aconchegou mais ali, sentindo o cheiro inebriante de Jacob.
– Seria clichê se eu te chamasse pra dormir na minha casa de novo? – ela levantou o rosto. Jacob estava tão próximo que podia sentir a respiração quente dele contra ela.
– Na sua casa?
– Não na minha casa... Mais em um lugar... Diferente! – ele havia deixado-a extremamente confusa.
– Em que lugar Jake?
– Num barco? – sorriu – Meus pais tem um barco e faz tempo que estava querendo dar uma volta com ele, mais fiquei preso na clinica com o caso do Eric... Você sabe...
– Aham, sei... E quando você quer viajar?
– Daqui a duas semanas. Tem uma exposição de carro que eu to louco pra ir, e no dia seguinte pretendo sair com o barco. E ai? Topa ir comigo? – Renesmee ainda parecia pensar. Não sabia se Alice a deixaria fazer uma viagem como aquela, mais esperava que sim. Gostava muito da companhia de Jacob. Não sabia o que sentia, era tudo muito confuso ainda, mais desejou poder ir.
– Bom, eu nunca andei de barco, mais adoraria ir. – Jacob sorriu animado, deixando um beijo molhado em sua bochecha. Renesmee se assustou quando Alec pulou atrás deles, sentando do lado dela. Jacob rapidamente fechou o cenho, com uma súbita irritação. Mais que merda... Não evitou pensar.
– Barco... Que legal. – Alec se intrometeu.
– Pois é. – Renesmee sabia que Jacob estava levemente irritado e desejou poder arrumar aquela situação.
– E ai Jacob, você tem o barco? – Alec puxou assunto. Jacob se endireitou sobre o gramado, segurando as pernas com os braços.
– Não eu, mais os meus pais.
– Que legal. Da ultima vez que peguei um barco, pensei que fosse morrer. – Renesmee riu se lembrando de quando ele voltou pra casa roxo, quase azul de tanto que enjoou. Seu tio Emmett, não parava de rir do filho, contando como ele parecia um doente no mar.
– Eu me lembro disso. – Renesmee comentou virando seu rosto para Jacob. Ele parecia analisar os dois juntos. Era como se estivesse procurando algo, onde realmente não tinha.
– Mais acho que isso é normal. Você já passou por algo assim Jacob?
– Nas primeiras vezes, mas depois agente se acostuma. – Alec concordou ouvindo o carro do pai entrar no portão. Levantou-se retirando os vestígios de grama da calça.
– Vou ali, daqui a pouco eu volto – e saiu rindo, se lembrando do que tinha impedido a prima de fazer ontem pelo telefone. Sabia bem o que esse passeio de barco arrecadaria.
Renesmee e Jacob observaram Alec se afastando, e voltaram ao silencio absurdo.
– Alec acha que você não gosta dele. – ela comentou vendo Jacob erguer uma sobrancelha.
– Porque ele acha isso?
– Não sei... Esperava que você pudesse me dizer. – Jacob riu nervoso, passando a mão nos cabelos. Renesmee tinha passado tempo suficiente com ele, para entender que ele estava querendo mudar completamente de assunto. – Jake... – ela o chamou, virando seu rosto em sua direção. – Alec é como um irmão pra mim... Espero que entenda.
Ele entendia, entendia que ela não via no seu primo alguém que pudesse ter algo amoroso, entretanto não conseguia convencer-se do contrário. Algo entre os dois era diferente, não sabia o que, nem porque, mais algo não era tão convencional.
– Tudo bem. – ele sorriu nervoso, deixando seus dedos escorrerem pelo rosto cálido da jovem. Seus lábios entreabertos, convidativos demais. Lembrou-se que ficou de ir à casa dos seus pais. Sua mãe queria muito vê-lo e conhecer a tal “garota” que tinha roubado o seu coração como Eric havia dito. Sabia que nunca havia levado mulher alguma na casa dos seus pais, porém com Renesmee era diferente. – Eu tenho que ir. Ainda tenho que passar na casa dos meus pais, e comprar ração pro J.J! – Renesmee sorriu.
– Mais já? – assistiu Jacob fazer uma careta, e riu — Tudo bem. – se levantou dando a mão para que Jacob se levantasse também. Alice apareceu no quintal com Christian nos braços, pegando um dos seus brinquedinhos no chão. – Alice? – Renesmee a chamou. – Jake já vai. – comunicou.
– Ah mais já? Que isso... Minha comida lhe causou indigestão? – Jacob não evitou rir, sendo acompanhado por Renesmee. Alice era engraçada. – Volte mais vezes Jacob. – ela sorriu acenando em sua direção. Jacob foi caminhando em direção ao portão, sendo acompanhado por Renesmee.
[...]
– Então eu posso passar aqui pra te buscar? – ela concordou escorando-se no capô do carro. Jacob se aproximou dela, juntando seus lábios rapidamente. Não aguentava ficar só olhando, e sabia o quanto estava viciado nela.
O beijo não durou muito, até porque estavam no meio da rua, mais fora o suficiente para saciar – uma pequena parte – da vontade que ele estava dela. Via-se louco desde a noite passada, e a forma como ela meio a contra gosto aceitou a sua proposta indecente lhe deixou completamente maluco.
– Não sabe como eu fiquei ontem de noite... – sussurrou com seus lábios roçando sobre os dela. Renesmee ofegou, lembrando-se da voz roucamente sedutora, do gemido que parecia escapar propositalmente dos lábios sedosos.
– Eu imagino. – ela sussurrou sentindo sua respiração falhar. Jacob tinha o poder de causar-lhe esses efeitos. Ele sorriu abertamente, segurando o rosto dela em suas mãos. Fechou o pequeno espaço entre eles, prendendo Renesmee contra o carro com seu corpo grande e musculoso.
– Nem eu acreditei quando te liguei. – ele comentou sorrindo. Renesmee estava nervosa também. Nervosa por algo que ela nem ao menos sabia.
– Eu também não. – ela comentou rindo. Sentiu os lábios quentes deslizarem da sua bochecha para o pescoço em perfeita sincronia com o pulsar dos seus corações. Seus dedos ainda trêmulos se emaranharam no meio dos cabelos dele, trazendo-o mais para ela.
Jacob sentia o gosto de morangos na sua língua, a pulsação em seu membro já não era tão desconhecida. Renesmee resmungou baixinho quando ele passou a língua em seu nódulo da orelha, arrecadando um tremer de corpos. Jacob sabia perfeitamente que não era propicio ficarem se agarrando ali, e imaginou estar parecendo um adolescente virgem tamanho a sua excitação. E muito a contra gosto, se afastou da jovem, deixando um beijo em sua boca.
– Jake eu... – Jacob colocou um dedo em seus lábios calando-a.
– Espero você ainda mais linda. – ela sorriu constrangida. Jacob sabia como ninguém deixar alguém constrangido.
– Vou tentar... – sussurrou
– Droga, eu tenho que ir. – Renesmee se afastou do carro, dando espaço para ele. Jacob abriu a porta ainda, contrariado e Renesmee fechou a porta do carro. – Não acredito nisso Renesmee, está me expulsando? – ele riu divertido.
– Não Jake... Apenas evitando que eu faça algo que não pensei que faria nem tão cedo, muito menos no meio da rua. – Jacob ficou surpreso é claro. Renesmee encostou-se à porta observando ele ligar o carro. – Posso te pedir uma coisa? – ela sussurrou
– Pode. – virou seu rosto em direção a ela.
– Não fica com raiva do Alec. Ele... É meio sem noção às vezes, mas... É legal. – Jacob fez uma careta, segurando o riso. Renesmee se aproximou do rapaz deixando um beijo em sua bochecha. Afastou-se da porta, andando até a calçada.
– Pode deixar. – ele disse ligando o carro, vendo-a acenar para ele antes de sair dali.
[...]
Renesmee desceu correndo as escadas, tomando cuidado para não cair do salto. Seu tio Jasper estava brincando com Chris na sala, e sorriu quando viu a jovem. Vestida com um vestido lindo até metade das coxas, solto, azul céu e um sapato cor de pele alto. Ela estava atrasada e sabia que Jacob já deveria estar vindo.
– Cuidado moça, ou vai cair com esse salto todo. – ele brincou rindo da sobrinha.
– E com a sorte que eu tenho, vou acabar quebrando o pescoço. – Alice desceu atrás dela, com uma bolsa pequena de mão.
– Renesmee você desceu tão rápido que esqueceu da bolsa. O seu celular está dentro. – a informou entregando-a.
– Obrigada, mais é que achei que o Jake... – e a campainha tocou no momento exato. Jasper levantou com Chris no colo, caminhando em direção a ela. – Deve ser ele... – Alice ouviu quando a sobrinha sussurrou.
– Fica calma. – ela riu de Renesmee arrumando os seus cabelos longos. Tinha deixado-os soltos, eram tão bonitos que não mereciam ficarem presos.
Jasper abriu a porta dando de cara com um Jacob de costas, com as mãos nos bolsos. Ele reconheceu que o rapaz deveria estar tão nervoso quanto sua sobrinha.
– Olá Jacob. – cumprimentou pegando Jacob de surpresa. Ele virou-se nos calcanhares de frente para Jasper, porém a única coisa que viu fora Renesmee parada no meio da sala, com um vestido perfeito e cabelos soltos. Seus olhos pareciam ainda mais azuis com a cor do vestido. Estava linda demais. Deixou que sua boca se abrisse sem perceber. Jasper conteve a vontade de rir.
– Er... Olá Jasper... – Renesmee andou em direção à porta com a bolsa nas mãos. Ela parecia vacilar em alguns instantes, porém se obrigou a manter-se firme. Jacob estava lindo como sempre. Sua jaqueta escura de couro, blusa branca de colarinho em V, e calça jeans. Cabelos levemente arrumados com um gel, como se tivesse acabado de sair do banho, apenas bagunçando-os.
– Bom, está entregue. – Jasper riu da piada, dando passagem para a sobrinha, Renesmee sentiu-se inibida certamente.
– Obrigado. – Jacob ainda sussurrou.
– Bom... Er... Vão logo! Ou vão perder a exposição. – Alice os incentivou acenando antes de rumarem ao quintal da casa, indo em direção à rua. Jacob passou o braço pelos ombros dela, deixando um beijo em sua cabeça.
– Você está linda demais. – Renesmee corou quando ouviu aquilo. Ele só poderia está brincando.
– Obrigada, você também está. – Jacob sem pudor algum deixou seu nariz deslizar pelo pescoço dela, sentindo o cheiro adocicado da sua pele.
– Gosto do seu cheiro... – Jacob abriu a porta do carro para ela, ajudando-a a subir. Renesmee agradeceu, e ele contornou o carro, entrando do outro lado.
[...]
A exposição de carros estava bem movimentada. Pessoas andando de um lado para o outro, observando os inúmeros carros estacionados pelo salão, admiradas. Renesmee estava ao lado de Jacob, e de vez enquanto algumas pessoas abortavam Jacob o cumprimentando. Ele lhe deu a desculpa de serem amigos do seu pai, mais ela certamente sentiu-se nervosa quando mais afastado perto de um bar Jacob segurou sua mão fortemente, se dirigindo a um casal que conversavam com mais três pessoas. Ela reconheceu o homem de costas como sendo Eric. Sorriu. Estava com saudades dele. O casal se virou em direção a eles, quando se aproximaram e pode enfim perceber a semelhança. Os pais do Jake... Jacob percebeu as mãos dela ficarem frias e suarem. Desviou seus olhos para ela, tentando acalma-la.
– O que foi Nessie? – ela apenas balançou a cabeça em negação. Não queria admitir que estivesse nervosa.
– Não é nada. – Jacob sorriu se aproximando mais dos pais.
– Mãe! – Sarah sorriu para o filho lhe abraçando. Eric olhou para Renesmee com um grande sorriso.
– Pensei que não viria... Você não deu resposta mais fiquei feliz de saber que trouxe a jovem. – Sarah virou o rosto focando seus olhos amendoados pela primeira vez em Renesmee. Ela sentiu como se todo o ar estivesse fugindo dos seus pulmões. – E ela é realmente linda. – Sarah elogiou a jovem. – Prazer, sou Sarah Black, mãe do Jake e do Eric. – rompendo as barreiras Sarah se aproximou deixando dois beijos no rosto da jovem.
– Renesmee Cullen. – Jacob desviou os olhos para Eric que estava com as mãos nos bolsos, e o olhava com sarcasmo. Revirando os olhos, Jacob acenou para o seu pai. Billy mantinha aquela típica mascara de indiferença.
– É eu sei. Ultimamente só escuto o seu nome... – ela comentou rindo, deixando Jacob envergonhado. Renesmee olhou para ele, segurando o riso. Não sabia qual seria a reação dela quando encontrasse com os pais dele, mais gostou de Sarah.
– Mãe... – sua voz sussurrada como se estivesse apelando. Sarah lhe apertou a bochecha naquela típica fala de mãe.
– É a coisinha mais linda da mamãe. – Jacob ficou mais vermelho do que um pimentão é claro. Eric riu alto.
– E eu mãe? – ele parecia indignado. Renesmee sorriu, sentindo vontade de rir. Aquela cena era cômica, para não dizer trágica.
– Você também meu filho. – e foi abraçar Eric lhe dando alguns beijos no rosto.
[...]
– Não sabia que os seus pais estariam aqui. – Renesmee comentou enquanto passavam pelos carros a mostra nos vários corredores da exposição. Todos de ultima tecnologia, marcas caras e reluzentes. Não imaginava que Jacob gostasse de coisas vindas desse gênero. O imaginava mais centrado, menos materialista.
– Desculpa por aquilo. – sua voz fora sussurrada, ela lhe olhou enquanto caminhavam imaginando que ele estaria nervoso.
– Tudo bem. Gostei da sua mãe. Ela me parece uma pessoa bem legal, é como estar em casa com Alice. – Jacob riu cabisbaixo, pondo ambas as mãos nos bolsos.
– Acredite, minha mãe dá três de Alice. – Renesmee riu quando pararam em uma espécie de bar. Jacob parou no que parecia uma fila, atrás de um senhor careca e barrigudo. – Vinho ou champanhe?
– Champanhe. – aguardaram na fila até que pegaram as bebidas. Seguiram na direção em que Eric analisava uma Ferrari vermelha, assim como outras pessoas ao redor do carro. – Eric! – Renesmee chamou a atenção dele, ao seu aproximar. Eric sorriu para a jovem, abraçando-a. Jacob fez aquela típica carranca. Eric percebeu, revirando os olhos.
– Como você está Nessie?
– Estou bem... – ela olhou para Jacob que estava atrás dos dois, apenas sorvendo o seu uísque.
– Estou vendo... – comentou sorrindo Eric era o sarcasmo em pessoa, e quanto mais ele irritava Jacob, mais feliz ficava.
– E sua esposa Eric? Jacob disse que ela tinha acordado. – Eric sorriu ao lembrar-se de Rebecca. Ela já estava em casa, mais preferiu não vir. Estava cansada mais pediu para que Eric viesse na exposição, que sua irmã ficaria com ela.
– Ela ficou em casa. Disse não queria vir... Daqui a pouco estou indo. – Renesmee sorriu com a forma que os olhos de Eric brilharam ao lembrar-se de Rebecca. Ela queria conhecer a moça dos olhos dele.
– Acho que você deveria ter ficado lá com ela. – Jacob deu a sua opinião. Eric concordou
– Eu sei. Mais ela pediu pra que eu viesse. Já estava indo mesmo. – deu um ultimo abraço em Renesmee se aproximando do irmão. – Cuida dela. – lhe aconselhou andando em direção, aos pais que conversavam do outro lado do salão.
Renesmee olhou para Jacob com um sorriso brincando nos lábios. Ela percebeu que desde que saíram da casa de Alice, não tinham dado nem se quer um beijo. Ela sentia falta de beijar Jacob, não admitiria em voz alta, afinal ela era terrivelmente tímida quando estava com ele.
Jacob se aproximou dela, segurando suas mãos juntas. Os olhos conectados desviados apenas pelo ato de piscar as pálpebras. Jacob sentia-se em casa quando focava seus olhos dentro do azulado dela.
– Eu senti sua falta essa semana. – Renesmee deixou escapar dos seus lábios. Jacob sorriu maroto, deixando seus dedos escorrerem pelo rosto dela.
– Eu também. Estou meio ansioso pelo passeio de barco. – ela fechou os olhos se lembrando de quão nervosa estava. Tinha passado essas duas semanas nervosa. Ouvindo por diversas vezes de Alice que ela deveria se acalmar e ainda aguentar Alec zombando dela por estar tão nervosa.
– Se eu disser que não estou nervosa é mentira... – Jacob a olhava fixamente sem desviar os olhos. – Nervosa por ficar no meio do mar. – ela concluiu.
– Ou nervosa por ficar no meio do mar e sozinha comigo? – Renesmee sorriu tímida. Jacob a conhecia tão bem. Mesmo que em pouco tempo de convívio Jacob conhecia cada expressão dela.
– Você me conhece bem... – ela sussurrou constrangida. Jacob aproximou seus rostos deixando os lábios se encostarem. Segurou em sua nuca prendendo seus cabelos entre os dedos. Os fios sedosos dos cabelos negros dela pareciam fodidamente atraentes. Ele desejou poder puxa-los com força, enquanto deixava-a de quatro sobre uma cama. Aproximou seu rosto, indo em direção ao seu ouvido. Renesmee pensou que ele fosse lhe beijar mais ele apenas sussurrou em seu ouvido:
– E pretendo conhecer mais... – as bochechas dela atingiram o vermelho quase Scarlatti. Jacob riu virando o resto da sua bebida na boca. Renesmee acompanhou aqueles movimentos encantada. Ele era másculo, onde apenas exalava sedução, mais com ela, sentia que Jacob agia de forma diferente. Muitos poderiam dizer que não, mais ela sentia que ele era carinhoso.
[...]
– Nervosa? – Alice terminou de fechar a bolsa que Renesmee levaria. Tinha colocado dois biquines e uma roupa seca para ela. A tarde já caia e Jacob esperava pela jovem no andar de baixo. Renesmee sentou na cama, colocando as sapatilhas. Ela havia resolvido que esqueceria o fato de estar nervosa. Não iria adiantar muita coisa. Não era tão ingênua a ponto de esconder de si mesma, que esperava muito mais desse “passeio” com Jacob.
– Um pouco Alice, mas... Está tudo bem. Eu vou descendo porque o Jake já deve estar criando raízes lá na sala com o tio Jasper. – Alice lhe entregou a bolsa acompanhando a sobrinha para o andar de baixo da casa.
Assim que Renesmee apareceu na sala, Jacob se levantou do sofá, e ela lhe entregou sua bolsa.
– Vou trazer ela inteira eu prometo. – Jasper riu entregando Christian para Alice.
– Espero Jacob. – Alice comentou rindo. Renesmee despediu-se dos tios e de Chris saindo de dentro da casa com Jacob. Andaram em direção ao carro dele, entrando.
[...]
Assim que pararam na marina, Jacob estacionou o carro, abrindo a porta para Renesmee. Saíram em direção ao píer, onde um barco grande e branco estava parado. Jacob deu a mão para que Renesmee subisse indo logo em seguida. Renesmee percebeu o emblema na parte de dentro das velas, com o nome Black’s embutido em letras grandes e escuras.
– O que achou? – ela assustou-se quando Jacob sussurrou em seu ouvido. A noite estava amena, e as ondas calmas. O céu completamente estrelado e cheiro do mar completavam a noite. Ela estranhou por não sentir-se enjoada e agradeceu por isso. Não queria ter que cortar a alegria que sentia emanando de Jacob. Ele parecia gostar de estar ali.
– Eu achei lindo. – sua voz parecia um cântico para ele. Jacob segurou em sua mão, puxando-a para ele. Deixou seus lábios descansarem sobre os dela, sedosos como sempre. O cheiro de mar e água salgada fundia-se com o cheiro gostoso de morangos que emanavam da sua pele e cabelo. Ele sem ao menos cortar o beijo, retirou a bolsa da mão dela, deixando sua mão livre escorregar para a cintura fina, trazendo-a mais para si. Renesmee sentiu a necessidade de enroscar seus dedos nos cabelos da nuca dele, prensando-o contra sua boca, deixando a outra mão descansar sobre o ombro musculoso, escondido embaixo de uma camisa polo azul céu.
Sentiam-se conectados. Jacob sabia, estava irrevogavelmente apaixonado pela jovem. Não cogitava a ideia de sequer ficar longe dela, e já havia perdido as contas de quantas foram às vezes que ele apelou para os seus punhos e mãos contra seu membro ereto, duro feito rocha apenas por pensar nela, sentir seu cheiro, sua voz.
Renesmee sabia tão bem quanto qualquer pessoa que estava apaixonada por Jacob, soube desde primeira vez que se beijaram e mesmo que duvidasse, sentia medo de estar sendo precipitada. Medo de que se machucasse novamente e medo de machucar alguém. Ela era muito inexperiente quando se tratava dos sentimentos, apenas conhecia o amor que sentia pelo seu pai, tios e primos, nada mais.
Jacob afastou seus rostos, deixando um beijo demorado focando seus olhos nos dela. – Vem. – a puxou em direção à cabine, onde um homem com os seus aproximadamente cinquenta e poucos anos saiu de dentro do barco, com algumas cordas nas mãos.
– Hey Jake, quando ligou avisando para preparar o barco eu fiquei surpreso. – Jacob deixou a bolsa de Renesmee encima de um sofá que tinha ao lado do timão.
– Como vai Carl? Espero não ter dado muito trabalho. – Carl cuidava de todos os barcos da marina mais era um antigo amigo da família Black.
– Que isso Jacob, está tudo na mais perfeita ordem. – Jacob percebeu quando ele olhou em direção a Renesmee – Namorada? – dessa vez Carl sussurrou somente para que os dois escutassem. Jacob riu não sabendo verdadeiramente a resposta. Ele esperava pedir isso hoje para ela.
– É sim. – Carl sorriu em direção a ele, terminando de amarrar as cordas.
– Bom, está tudo arrumado já. Você pode se arriscar no mar aberto se quiser. Tem mais combustível na parte de baixo do barco, e eu pedi para checarem os equipamentos de mergulho como pediu. – Jacob concordou, pegando a corda que ele lhe estendeu. – Boa estadia. – Carl de despediu saindo do barco. Jacob acenou para ele, assim como Renesmee. Deixou a corda ao lado se aproximando da jovem.
– Pronta para zarpar? – Renesmee sentiu um frio em sua espinha, entretanto concordou recebendo um selinho dele, que foi andando em direção ao timão, deixando Renesmee sentada no sofá. Do lado de fora do barco tinha uma escada que dava para o andar de cima. Jacob ligou o barco retirando-o do píer.
Renesmee levantou do sofá, parando ao seu lado. A forma como o barco balançava levemente não lhe causava tanto enjoou como ela imaginava que causaria. Jacob observou quando ela se aproximou dele, mirando o horizonte estrelado pelo vidro.
– Então você sabe dirigir um barco... Me pegou de surpresa. – Jacob riu alto enquanto levava o barco para fora da marina.
– Não aparento ser alguém que goste de algo assim?
– Não mesmo. – ambos riram, e Renesmee fez a volta, andando para fora da cabine. Jacob mesmo prestando atenção na saída da marina, ele ainda acompanhava o caminho que ela fez em direção à porta da cabine.
– Subindo a escada você vai entrar na suíte. Porque não vai lá descasar um pouco enquanto tiro o barco? – ele lhe sugeriu vendo-a concordar.
– Tudo bem... Er... – ela estava nervosa e não sabia bem o que fazer.
– Depois eu vou lá encima ver se você ainda está viva. – Renesmee sorriu concordando. Pegou sua bolsa ao lado da porta, indo em direção à escada. Com a velocidade que o barco vinha ganhando, o vento aumentava gradativamente, seus cabelos esvoaçavam não conseguindo deixa-los parados. Entrou em um grande quarto todo e completamente branco, a não ser pelos moveis de mogno e as cortinas de uma cor creme. Renesmee observou que no teto tinha uma abertura deixando todo o céu amostra. O chão de madeira escura deixava um equilíbrio perfeito harmonizando todo o ambiente. Ao lado da porta de entrada, tinha uma porta pequena que ela presumiu ser o banheiro. Andou em direção a ele entrando e fechando a porta. O banheiro era como o quarto, a não ser pelos azulejos do banheiro azuis da cor do mar com alguns desenhos de estrelas do mar e golfinhos. A porta do Box estava entreaberta, e ela retirou sua roupa entrando nele.
[...]
A água do chuveiro caia morna em sua pele, Renesmee tinha perdido a conta de quanto tempo estava ali, degustando daquela água morna. Mirava os desenhos nas paredes enquanto aproveitava o momento. Nem ao menos havia reparado que o barco já tinha parado em algum lugar, perto de uma ilha. Jacob conhecia bem aquela região. Já tinha quase quarenta e cinco minutos que eles tinham zarpado e ela estava ainda lá encima.
Ele subiu as escadas, entrando na suíte. Reparou que o teto solar estava aberto deixando amostra as estrelas que pareciam reluzentes. Ligou a TV de tela plana, deixando em um canal qualquer. Ouvia o barulho do chuveiro ligado vindo do banheiro. Foi até o frigobar pegando uma latinha de coca cola. Andou em direção à porta do banheiro, retirando sua camisa polo, deixando todo seu tórax amostra, e reparou que a porta estava entreaberta. Ele ainda recuou sabendo que era errado espia-la, mais a sua curiosidade falava mais alto. Percebeu que ela estava de costas, mirando algo na parede. Abriu mais um pouco a porta, tendo para si a imagem do corpo curvilíneo dela de costas. Seus cabelos molhados escorregando dos ombros parando em sua cintura. Sem ao menos pensar, Jacob retirou sua calça jeans deixando sua latinha de coca encima da pia. Retirou os tênis e as meias entrando no Box, e agradeceu por ela não ter lhe ouvido. A água morna caia em seu braço arrepiando todo o seu corpo. Jacob encostou seu peito nas costas dela, pegando-a de surpresa.
Renesmee deu um gritinho de susto arrancando um sorriso dele. – Jacob? – ela estava surpresa. Sentiu a boca quente dele deixar um beijo em seu ombro, fechando os olhos deixando seu corpo relaxar. Ela já estava preparada para isso, estava preparada para enfim se entregar a ele. Jacob subiu seus dedos pela barriga dela, causando-lhe arrepios por todo o corpo. A língua que deslizava pelo ombro, subindo em direção ao pescoço molhado, quente. Ela tocou a mão grande e quente dele que descansavam em sua barriga sentindo Jacob entrelaçar seus dedos, sua cabeça tombou para o lado colando ainda mais seu corpo no dele. Jacob pode observar o contorno perfeito dos seios dela, sentindo sua boca salivar ainda mais. Deixou um rastro de beijos pela bochecha dela, procurando sua boca. Renesmee ofegou quando seus lábios foram tomados pelos dele, e Jacob a virou de frente, encostando seu corpo pequeno em comparação ao dele na parede úmida do Box.
O beijo quente que deixou ambos os corpos ainda mais grudados, Renesmee deixou seus dedos correrem livres pelas costas largas dele, subindo para sua nuca. Quando Jacob afastou seus lábios, fitou seus olhos, enxergando neles ainda certa indecisão. Deixou dedos acariciarem o rosto pequeno da jovem, fazendo o contorno perfeito dos seus lábios em formato de coração.
– Você confia em mim Ness? – ela concordou com o rosto tentando tranquilizar sua respiração. Jacob desligou o chuveiro, pegando-a em seu colo. Carregou Renesmee em direção do quarto onde somente à luz da televisão o clareava, assim como o céu completamente estrelado e a lua. Renesmee sorriu imaginando que era o cenário perfeito de um livro de contos de fadas. Jacob a deitou sobre a cama, pondo todo o seu corpo sobre o dela, tomando cuidado para não machuca-la.
Renesmee deixou seus dedos correrem livre pelo rosto dele, sendo pinicados pela barba ainda por fazer. Jacob beijou sua palma deixando sua mão percorrer todas as curvas do corpo dela. Ele há muito tempo havia imaginado como seria aquilo e estavam superando todas as suas expectativas. O momento era de pura calma. Ambos estavam apenas conhecendo os corpos. Jacob deixou um beijo molhado em seu abdome, subindo entre lambidas e pequenas mordidas, passando pelo vale entre seus seios redondos, no tamanho certo para ele. Renesmee acompanhava todos os movimentos apenas sentindo. Seus olhos estavam fechados sentindo os toques suaves e delicados dele em seu corpo. Jacob observava extasiado o modo descompensado da respiração dela. Sua boca explorava o colo de tez alva dela, subindo pela garganta até chegar ao seu queixo onde ele mordiscou descendo com a sua respiração quente ao pé do ouvido dela. Mordiscou sua orelha, voltando com os lábios em direção a boca de Renesmee. Passando a mão pela cama, ele pegou o controle da televisão desligando-a sem nem ao menos parar o beijo. Jogou novamente encima da cama, voltando com a mão em direção da perna levemente levantada dela, onde ele apenas a puxou deixando colada em sua cintura.
Renesmee resmungou sentindo Jacob puxar com os dentes seu lábio inferior. Sua mão corria livre pelos braços dele, sentindo sua pele quente, exalando sedução. Ela sentiu o membro dele roçar em sua coxa, deixando todo o seu corpo arrepiado. Ele sentou-se sobre a cama, puxado o corpo pequeno dela, deixado-a sentada encima das suas pernas. Jacob ficou de cara paras os seios turgidos, na medida certa. Renesmee acompanhou os olhos do seu psicólogo, que brilharam em expectativa. Sob os olhos atentos de Renesmee, Jacob ousou em tocar neles, deixando-os ser espalhados pelos seus dedos, que seguraram com fome. Ela prendeu o gemido em seus lábios apertando-os com força contra os dentes. Fechou seus olhos, deixando sua cabeça tombar para o lado, quando Jacob beijou cada um deles, observando cada movimento vindo dela. Ele temia uma recusa que não veio, temia o medo dela. Temia a si mesmo. Queria poder ser bruto, devorar todo aquele corpo, a tomar para si com força. Era a primeira vez na vida que Jacob estava fazendo amor com alguém. Ele nunca havia passado por aquela experiência. Sempre que transava, fazia sexo era aquela coisa rápida, selvagem. Sentir o gosto da pele de tez alva em sua língua deixava-o ainda mais ‘animado’.
– Jake eu... – ela abriu os olhos focando-os dentro da imensidão escura que Jacob tinha. Pensaria em desistir, dizer para ele que não era forte o suficiente. Pediria para que Jacob parasse. Mas algo dentro de si mudou. Ela queria aquilo, queria ser amada por ele, queria se entregar a ele. Tudo dentro dela entrou em ebulição quando ela percebeu o que estava sentindo. Estava mais do que na cara, o que parecia não querer enxergar, ou até mesmo não enxergava. -... Eu te amo. – Jacob fora pego totalmente desprevenido. Sua boca se abriu completamente, carregado de surpresa, e em um ato impensado, ele puxou o corpo da jovem para baixo, roubando-lhe o beijo mais quente que já deram.
Os corpos tombaram sobre o colchão, e as pressas Jacob retirou sua boxe, tomando os lábios dela novamente. Renesmee percebeu que aquelas simples e singelas palavras haviam despertado algo dentro dele. Era como se tivesse acendido um barril de pólvora, onde apenas o fogo tomava conta de tudo, de todo o corpo. Seus dedos entrelaçaram-se na nuca dele, trazendo-o mais para perto, mais Jacob se afastou dela, deixando suas mãos percorrerem todo o corpo da jovem. Os olhos negros em sua pele deixando um rastro de fogo por onde eles passavam. Renesmee se sentiu inibida, completamente vermelha. Ela deixou seus olhos caírem para a parte de baixo do seu corpo, podendo ter a visão do membro ereto dele prensado contra a sua coxa. Ele era grande, e grosso. Renesmee sentiu medo de que não coubesse. Jacob acompanhou os seus olhos, deixando a ponta dos seus dedos percorrerem as pernas e coxas roliças dela.
– Faz um favor pra mim? – ele pediu sem deixar de mirar seus olhos. Ela voltou a lhe olhar, concordando com a cabeça. – Pega a minha calça ali na porta do banheiro? – Renesmee ficou em dúvida, mais rastejou pela cama, parando na ponta dela, e levantando. Jacob acompanhou aquele movimento completamente fascinado. As curvas perfeitas dela, que se moviam conforme ela andava, seus cabelos grudados pela água do chuveiro e suor, Renesmee mesmo tímida e inocente na forma dela, era muito sensual. Tudo nela era sensual para Jacob. A forma como caminhava com graça, como sua boca se movia enquanto falava. Tudo. Ele fora pego de surpresa com a revelação da jovem, mais nunca pensou que um simples “Eu te amo”, mexesse tanto os seus instintos. Observou-a voltar com a calça nas mãos entregando-a para ele. Do bolso dela, Jacob tirou sua carteira puxando um pacote de camisinha. Percebeu que ela ficou ainda mais vermelha. Achava engraçado esse lado dela. Deixou a calça cair no chão novamente abrindo o pacote.
Ela observou Jacob desenrolar a camisinha em seu membro até o final, jogando o pacote em qualquer canto. Seus olhos evidenciavam o seu nervosismo, ela estava terrivelmente nervosa. Contornou a cama deitando novamente onde estava. Jacob sorriu divertido, virando-se para ela.
– Pode falar o que está prendendo ai! – seus olhos a inquiriram de forma ameaçadora. Renesmee sentiu-se estremecer com a intensidade que ele lhe olhava.
– Não é nada...
– Não prenda as palavras na boca Ness... Me fala... – se aproximou ainda mais da jovem, deixando suas pernas enroscadas uma na outra. Seu corpo quase mesmo debruçado encima do corpo pequeno dela. Jacob beijou o seu pescoço, trazendo-a mais para ele, onde agarrou em sua cintura, deixando que novamente seu membro roçasse na perna dela. Puxou seu rosto virando-o para ele, capturando sua boca. As línguas duelavam de forma maliciosa. Jacob deixou sua mão escorregar pela barriga dela, parando em seu baixo ventre, onde fez apenas um carinho na pele lisa. Ela prendeu ainda mais a respiração quando Jacob deixou seus dedos tocarem a pele sensível da sua intimidade, completamente molhada. Ela estava excitada e Jacob sentiu-se contente por lhe proporcionar aquilo.
Separando os lábios ela ofegou gemendo e fechou os olhos, sentindo-se ser estimulada em seu clitóris inchado. Jacob assistiu quando ela mordeu o canto da boca, contorcendo-se sobre a cama. Imaginou que Renesmee talvez nunca tenha se tocado intimamente. Ela deveria ser aquelas virgens puras e intactas. Não querendo pensar na revelação da jovem para não “broxar”. Ele deixou seus dedos brincarem na pele sensível, enquanto sua boca desceu para os seios dela, beijando e chupando. Renesmee não segurou o gemido preso em sua boca, deixando seu corpo oferecer-se ainda mais para ele. Jacob subiu em direção ao pescoço dela, tomando-o para si onde certamente a pele clara ficaria vermelha. Quem sabe até mesmo roxa. Tomando em seguida os lábios vermelhos e inchados. Seu corpo subiu encima do dela, ficando no meio das pernas da jovem. Retirou sua mão do clitóris, subindo-os pela barriga, passando pelos seios onde segurou a mão dela contra a dele, entrelaçando os seus dedos. Renesmee assistiu quando Jacob se afastou ficando de joelhos sobre a cama, no meio das pernas dela, puxou-a pela cintura, fazendo com que os seus sexos se tocassem. Renesmee estremeceu ao sentir o pênis de Jacob em sua entrada. Ele voltou debruçando-se sobre o corpo esguio da jovem. Seus peitos ralaram-se um contra o outro conforme os olhos se fixaram um no outro. Jacob buscou seus lábios procurando um meio de acalma-la.
Ela sentiu a pressão em sua intimidade quando Jacob fez menção de entrar em seu interior, pressionando novamente. Suas unhas cravaram-se nas costas do rapaz quando enfim ele a penetrou escorregando para dentro da sua cavidade úmida. Ela sentiu vontade de gritar, sentindo-se ser rasgada. Há muito tempo que havia praticado “sexo” mesmo que não da forma que ela tivesse sonhado, entretanto fora um “sexo” sem consentimento. Pensava apenas em manter a lembrança longe, estando apenas ali com ele.
Jacob deixou os lábios quentes dela, afastando seu rosto. Começou em movimentos de entrar e sair de dentro do corpo da jovem. Renesmee enroscou suas pernas na cintura dele, enlaçando-as, dando a Jacob ainda mais vantagens. Sentiu quando ele segurou em seus seios, massageando-os. Ela jogou a cabeça para trás, sentindo a excitação explodir em sua pele, deixando suas unhas arranharem todo o comprimento das costas do rapaz. Ele resmungou sentindo sua pele arder. Desceu beijando todo o comprimento da barriga dela, deixando suas mãos apertarem com certa força a sua cintura fina, intensificando as estocadas em seu interior. Ele ouviu quando Renesmee sussurrava palavras desconexas, passando suas mãos pelos cabelos e seios. Fechou os olhos, deixando sua cabeça pender para trás, sentindo todo o seu corpo leve. Ela era perfeita para ele. Parecia não querer sair nenhum momento mais de dentro do corpo pequeno da jovem.
Renesmee resmungou quando Jacob saiu por completo de dentro dela. Sentia que mais um pouco ela enfim chegaria ao seu primeiro orgasmo e Jacob riu, não conseguindo segurar-se. Jogou-se ao lado dela na cama, sentindo seu peito subir e descer com força e rapidez. Ela ainda o olhou sem ao menos entender nada, e Jacob percebeu a confusão em sua cabeça. – Vem cá! – a puxou pelos braços, fazendo Renesmee sentir-se mais como uma boneca de pano. Ele colocou-a sentada encima do seu membro o que a fez gemer lentamente, prendendo os lábios com os dentes. Aquela era a visão do paraíso para ele. Jacob ofegou quando Renesmee mesmo pegou na base do seu pênis, encaixando-o dentro dela novamente. As mãos ficaram espalmadas sobre o peito másculo do rapaz, conforme ele a ajudava subir e descer, cavalgando-o. Ela sentia Jacob apertar suas nádegas com as mãos fortes, onde certamente deixaria marcas.
As respirações ofegantes, batimentos cardíacos acelerando gradativamente conforme subia e descia sobre o pênis dele rapidamente. Ela jogou sua cabeça para trás fazendo com que os grandes e longos fios escuros dançassem sobre suas costas, roçando nas pernas de Jacob. Ele ergueu-se sobre a cama, tomando o pescoço dela com a boca.
Renesmee já sentia vindo, e jurou que Jacob também sentia. O suor escorria por todo o seu corpo, assim como o dele, o cheiro de sexo grudado em seus corpos e nos lençóis. Ela gritou quando enfim o seu orgasmo lhe atingiu em cheio. Aguentando subir e descer apenas mais duas vezes, e logo após Jacob gozou. Seu corpo caiu sobre o dele completamente suados. Respirações entrecortadas, peitos que subiam e desciam de forma desesperada. Renesmee desejou manter seus olhos abertos por mais tempo. Ela sentia um cansaço de onde não sabia que tinha. Sentiu quando Jacob deixou seus dedos deslizarem pelas costas dela, acariciando sua pele suada. Ouvia o coração dele bater acelerado embaixo do seu ouvido. Não precisava de palavras há serem ditas. Apenas as respirações, os batimentos, o barulho das ondas e do mar. Tudo na mais perfeita sincronia. Jacob realmente havia escolhido o cenário perfeito.
– Obrigado. – ouviu quando ele sussurrou, atraindo a sua atenção. Renesmee virou seu rosto em sua direção focando seus olhos dentro dos dele. Não tinha percebido que ainda estavam conectados e Jacob se viu abrigado ali, mesmo que precisasse retirar a camisinha.
– De nada... – Jacob passou seus dedos pelo rosto dela, aspirando o ar com vontade. Ele teve a confirmação que precisava. Também a amava. Muito mais do que achou que um dia amaria alguém.
– Renesmee sobre o que você me disse eu... – ela lhe calou com um beijo. Afastou seus rostos deixando seus dedos brincarem com a barba por fazer dele.
– Não precisa falar nada. – riu por lembrar que estavam suados – Eu acho que precisamos de um banho. – Jacob sorriu aspirando o ar com vontade. Levantou-se da cama, carregando ela para o banheiro. Entraram no Box e Jacob retirou a camisinha do seu membro jogando no chão mesmo. Reparou que ela fez uma careta, mas não disse nada. A água estava quente, assim como o clima entre os dois. Renesmee desejou poder reviver aquele momento por vários e vários dias da sua vida. Pela primeira vez ela estava terrivelmente apaixonada, amando como uma louca.
[...]
Estavam deitados sobre a cama, fitando o céu estrelado. Jacob havia vestido nela sua camiseta e uma calcinha ficando apenas de boxe. O céu estava lindo com centenas de estrelas iluminadas. De uma forma louca ela se sentia completa por está ali com ele. Sentia que poderia viver naquele sonho para sempre.
– Está com fome? – Jacob sussurrou ainda mirando o céu. Renesmee pensou um pouco, mais concordou. Ela nem havia percebido, mais não tinha comido nada o dia inteiro.
– Sim. E você? – virou seu rosto e surpreendeu-se por ele está olhando tão fixamente para ela.
– Estou também. Posso descongelar algo... – sugeriu deixando seus dedos brincarem com as mechas do cabelo dela. Renesmee negou com a cabeça sentando sobre a cama.
– Deixa que eu faça. – se ofereceu ficando já em pé.
– Nós dois faremos então. – ele também ficou em pé, acompanhando-a para fora da suíte. Jacob de alguma se sentia esperançoso. Ele queria muito mais daquilo. Queria mais dela, mais do seu amor.
Notas finais
DAQUI A POUCO A MISS VEM AQUI!
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