Notas iniciais
N/ Miss Black: Eu sei que eu disse que eu só teria contato com net aos finais de semana, contudo, houveram planos e dos GRANDES em minha vida e estou aqui postando ... Eu e Prinncy juntas, bom, veremos o que irão achar. Beijos e boa leitura.
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N/ PrinncyBlack: Hey amores. Então mais uma fic aquii pra vocês! Espero que gostem, e realmente aconteceu algo bem GRANDE com a Miss! hehehe!

Olhou ao redor. Todo o quarto era branco, assim como os moveis e as roupas de cama. Todo o cômodo parecia transparecer o quanto a sua vida mudara da noite para o dia. Não poderia acreditar que estava ali, sentada naquela cama baixa, de cor acinzentada e roupas de camas surradas.

As pontas dos seus dedos estavam tão frias quanto uma pedra de gelo, seus lábios ressecados ansiavam por algo úmido. Joelhos flexionados, enquanto seus dedos enrugados empurravam a colcha branca cama a baixo.

Na parede do quarto, apenas um violão solitário estava encostado ao lado de uma cômoda velha, entretanto conservada. Em cima dela, apenas dois livros de capas surradas, folhas envelhecidas cheirando a mofo. Comprimidos estavam intactos dentro do recipiente mandado diariamente. Ela tinha prometido a si mesma que pararia de tomar todas aquelas coisas. Não se sentia bem quando as usava.


A janela estava fechada, e o dia não era mais dia. O crepúsculo já se fazia presente quando a enfermeira entrou no quarto pela terceira vez. Recusou-se olha-la nos olhos, e ver estampado em seu rosto a pena que ela sentia transparecido em seus olhos escuros. Ela não queria que ninguém sentisse pena da sua atual condição realmente digna de pena.


Fechou a porta, aproximando-se da cama, onde ela estava sentada a mais de cinco horas. Não havia levantado, nem ao menos mudado de posição. Estava inerte na sua mais profunda dor, que nem ao menos havia percebido que tinha passado o dia todo sentada ali, observando o nada, com o olhar vago.


– Senhorita, ainda não tomou os seus remédios? – desviou seus olhos, afundando o rosto entre seus braços, apoiando nos joelhos. Ela não queria ninguém por perto, não queria ninguém a controlando agora. – Tudo bem, irei lhe trazer o seu jantar. – anunciou após alguns estantes a encarando. Em nenhum momento ela levantou a cabeça para encara-la. Descobriu com os dias, que ela não era mais digna de encarar as pessoas de cabeça erguida.


Deixou seus olhos fecharem-se automaticamente, quando enfim conseguiu deixar sua mente branda. O que não fora algo bom de fazer, afinal, lhe trouxe de volta todo o seu tormento, que nunca fora adormecido dentro de sua mente. Seu cérebro parecia persistente em manter todas aquelas lembranças macabras dentro de si. E foi lembrando-se de tudo que lhe aconteceu, e de como fora parar ali. Fora a coisa mais difícil que já fez em toda sua vida.


Flash on*

Seus joelhos cederam assim que o tapa fora desferido no rosto cálido fortemente. Segurou-se para não cair ao chão, entretanto, se transformou em uma tarefa um tanto difícil. Suas lágrimas já não eram mais contidas e muito menos evitadas. Elas apenas desciam, lavando seu rosto com uma enxurrada molhada e salgada.

– Você só me dá desprezo. Como pode ser minha filha? – negou-se encara-la. Queria ao menos que um buraco no meio do nada se abrisse e que ela fosse engolida sem pena. Levantou-se sentindo suas pernas ainda assim, fraquejarem. – Ainda bem que seu pai não está aqui, para ver no que você se transformou. Ele iria ficar doente de desgosto.

– Eu não tenho culpa de nada disso... Eu... – e mais um tapa fora fortemente desferido contra o rosto cálido dela. Dessa vez a levando ao chão. Seu rosto já estava dolorido.

– Teve culpa sim. Ele só fez porque você deixou. Você se entregou! – jogou tudo na em cima dela, sem nem ao menos se importar. Não se levantou. Ela não queria mais ser jogada bruscamente no chão como de costume.

– Eu fui forçada, ele abusou de mim, eu já disse que eu não tive culpa. – segurou os seus joelhos com as mãos apertando fortemente. Ainda no chão olhando para sua mãe que sempre fazia questão de jogar na sua cara que ela era culpada pela desgraça que tinha se abatido sobre a aquela casa. Sem responder – o que sua mãe considerava ser uma afronta – ela somente sentiu quando o tapa foi forte em seu rosto de novo. O seu corpo caiu de lado no chão frio e ela escutou os passos de sua mãe indo em direção do quarto no andar de cima da casa. Ela estava cansada de chorar e sofrer por algo que não teve culpa.

Forçou seu corpo para cima, sentindo cada parte doer. Ela deveria estar inchada, foi o que constatou. Pegou suas chaves da moto, e da forma que estava, saiu da casa. Precisava pensar.

Colocou o capacete ligando o motor, logo após a partida. Seguiu guiando sua moto pelas ruas. Um filho. O que eu faria com uma criança na minha idade? Ainda mais de um cara que eu nem sabia quem era? De uma pessoa que tinha me forçado a ter relações sexuais. – Pensou indignada. Ela não queria aquilo, não queria aquela criança que estava gerando em seu ventre. Contudo, o pequeno ser de nada tinha culpa, era tão inocente quanto ela naquela história toda, e por mais que ainda fosse um pequeno grão, ele já era uma vida e seria um crime tirar aquela vida. Mas ela não tinha o poder, e direito sobre aquilo. Assim como o homem que a tocou não tinha direito de ter destruído a sua vida daquele modo.

Estacionou a moto, desligando o motor, após retirar o capacete, guardando as chaves em seguida no bolso. Deixou o capacete sobre o banco da moto. Sua mente estava muito cheia para que se preocupasse com um simples capacete. Levou ambas as mãos em direção do zíper da jaqueta que usava, e a ponta dos seus dedos tocaram o seu ventre ainda liso. Tinha um ser crescendo dentro dela. Uma vida que não sabia o que faria tudo ainda era muito novo. Muito recente.

Olhou ao redor, sentindo todo o seu corpo pálido arrepiar. O beco em que tinha parado era um local escuro, e totalmente sombrio. Uma grande lixeira de metal estava escorada em uma parede, abarrotada por completo de todo e qualquer tipo de lixo. Seus olhos marejaram, na medida em que avançava em direção aquele beco imundo. Porém ela parou abruptamente quando ouviu uma voz rouca, visivelmente embriagada. Seus ossos gelaram por completo.

– Quem está ai? – ouviu da escuridão a voz dizer, na mesma frequência que se aproximava. Era um homem, ela tinha certeza. – Não vai falar... – e então o mesmo saiu das sombras. Trajando uma roupa surrada, completamente suja e fedorenta, ele a encara surpreso. – É um anjo? – zombou tamanha pretensão. Ela não lhe respondeu. Ainda assim estava intimidada com a sua figura assustadoramente sombria. Seus olhos castanhos acinzentados estavam vermelhos por toda a sua volta. Ela apenas deu dois passos para trás, mais parou quando o homem levantou ambas as mãos. – Me desculpe, não quis lhe assustar. – desculpou-se parando de andar até ela. Suspirou aliviada, escorando-se em sua moto.

– Tudo... Tudo bem! – gaguejou em resposta. O homem mesmo que estranho para ela pareceu amigável. Entretanto, ela tinha aprendido da pior maneira que não deveria se confiar em ninguém, não deveria confiar em ninguém, que não fosse ela mesma.

– Não precisa se preocupa. Não vou lhe machucar. Meu caráter pode não valer nada, mais não faria isso com nenhum ser humano. – deu de ombros, encarando a lixeira aberta a sua frente. Algo dentro dos seus olhos estavam perdidos. Mesmo com toda aquela sujeira e vestido de trapos, ele ainda assim era jovem. Seus olhos transmitiam dor.

– Não estou... Estou com medo. – ela ainda assim, permanecia gaguejando, o que lhe entregava formidavelmente. O homem virou seu rosto para ela, sorrindo-lhe sarcasticamente.

– Tem certeza? Acho que discordo disso! – não conseguiu segurar o rolar dos olhos que prendia. Ela nem ao menos conseguiu esconder que estava ficando entediada com toda aquela conversa. – Você parece... Mal. – observou-lhe por alguns instantes. Renesmee apenas lhe encarou tentando de alguma forma entender o que ela estava vendo de “mal” nela. Talvez seu estado físico não esteja formidável, ou até mesmo “normal”. Entretanto ela sabia que não estava. Após apanhar de sua mãe, tinha a ligeira impressão de que estava mais parecendo um lutador que acaba de sair do ringue.

– Eu... – ela pensou em omitir, ou até mesmo fingir que nada estava acontecendo. Mais ela não poderia. – É. Acho que adivinhou. – ele lhe encarou

– Se quiser me contar... – olhou ao redor. – Sei que não sou a melhor pessoa do mundo, ou até mesmo uma pela qual deveria escutar, mais... Posso tentar dar conselhos ótimos. – observou. Ela não tinha a quem recorrer, entretanto, não lhe importava nem um pouco se ele morava na rua, ou até mesmo não estava com um cheiro muito agradável.

Aspirou o ar profundamente, dando um paço em sua direção. Ela não tinha mais nada a perder.

[...]


– Quer um conselho? – perguntou com sua voz embargada, depois de ter chorado o que não querida, e dito o que precisava. Ele apenas ergueu seu rosto em sua direção.

– O que?

– Porque não larga as ruas? As drogas? Pelo que você falou, a sua família... Tem dinheiro, eles podem cuidar de você! – o engenheiro apenas mirou o asfalto escuro, notando apenas alguns carros que passavam. Ela nem se quer tinha se dado conta que o dia já era noite. Observou assim como ele, os carros que passavam rápidos, percebeu como as pessoas eram frias, a respeito dos outros.

– Eu perdi tudo. Do que me adianta ter dinheiro, boa casa, boa família se não tenho quem eu amo. Eu perdi o meu filho... Ele morreu nos meus braços. – percebeu quando uma lágrima rolou em sua face avermelhada. Ele sofria com aquilo, cada lembrança parecia cruciante, entretanto, ela o entendia. Sofria da mesma dor. Perdeu seu pai. Fora a ultima pessoa a vê-lo vivo. Fora a ultima a segurar sua mão, e receber um sorriso caloroso em sua direção. Sabia como doía a lembrança de perder quem se ama.

Um soluço involuntário escapou da sua garganta apertada. Ele lhe fitou apreensivo.

– Desculpe por isso. – sussurrou mirando o chão. Ela estava sentindo-se inútil, por de certa forma, ter-lhe trago esse “mal” novamente.

– Não precisa se preocupa... – lhe encarou – Renesmee?! – acenou positivamente, em sua direção. Ele não sabia bem o seu nome, não sabia de onde seus pais tinham tirado aquele nome visivelmente estranho, mais que depois de algum tempo, era bonito, único. Assim como sabia que ela era única. – Você sofreu uma perda como a minha. Sua mãe não te trata da mesma forma, e tudo isso aconteceu com você. Não precisa se desculpa. Nossas vidas têm situações sofridas diferentes. – tentou lhe lançar um sorriso caloroso, mais fora interrompido por barulhos estridentes de sirenes tocando ao fundo, e carros de policias iluminando-os quase que cegamente. Renesmee precisou cobrir os olhos com o braço para não perder sua visão, mesmo que momentaneamente. – Mais o que...

– RENESMEE CULLEN! – um policial lhe chamou pelo auto falante. Ela espantou-se. Como ele sabia meu nome? Pensou confusa. Logo após percebeu um corpo jovem, e feminino descer do carro correndo, sendo acompanhado por outros dois corpos. Alice! Concluiu ela após ver a silhueta de sua pequena tia aproximar-se.

– Ai meu Deus Renesmee! – sem que ao menos ela pudesse notar, sua tia lhe pegou em seus braços, prendendo-a em seus braços, abraçando-a com força. Ela perdeu o seu ar momentaneamente. Atrás de Alice, sua tia Roselie e sua mãe. Alice afastou-se encarando sua sobrinha. – Meu Deus Renesmee, o que aconteceu com você? – referia-se aos ferimentos visíveis em seu rosto. Ela estava com o lábio inferior levemente inchado, em sua bochecha uma marca de mão fortemente ficando roxo, e um arranhado em seu pescoço. Tirando as marcas de mão em seus braços, e torço. Renesmee apenas abaixou sua cabeça. Ela não sabia ao certo se Alice acreditaria que sua mãe havia lhe agredido.

– Acho que você é a mãe dela certo? – o engenheiro perguntou ficando em pé atrás de ambas. Alice torceu o nariz para o mesmo, deixando visível que não lhe agradava em nada aquele homem.

– Não sou a tia dela. E quem é você? – perguntou arqueando uma de suas sobrancelhas. Ele deu um paço a sua frente.

– Não vê o mal que a mãe dessa menina lhe causa? Agressão física dá cadeia. – Alice arregalou seus olhos momentaneamente, ficando surpresa e visivelmente assustada.

– O que? O que diz? Isso é verdade? – encarou Renesmee afim de saber a verdade. Porém Renesmee não lhe encarava.

– Alice, vai mesmo acreditar no que esse drogado diz? Está ai as companhias de Renesmee. Por isso o seu comportamento estranho. Por favor, policial, leve esse homem daqui. Não vê que faz mal para minha filha? – pela primeira vez desde que chegou ao beco, Isabella falou. Renesmee encarou sua mão descrente. Ela não poderia mesmo querer colocar o homem que em meses resolveu escuta-la e ficou ao seu lado.

– O que? Eric não tem nada a ver com isso... Ele... – Isabella a cortou mais uma vez.

– Alice, acho melhor internar Renesmee. – ela parecia dizer com pesar, entretanto Renesmee sabia que não passava de um teatrinho. Ela soltou-se dos braços de Alice.

– Isso é mentira. Eu não vou ser internada. Não vou... – gritou com raiva. Alice lhe olhou espantada. Ela nunca tinha visto sua sobrinha de tal maneira.

– Está vendo. Está drogada. Como a muito vem permanecendo. Não está vendo Rose? – perguntou a irmã loira que apenas fitou sua sobrinha com uma decepção grande em seu olhar. Ela não poderia acreditar que todos estavam contra ela. Mais uma vez.

– Renesmee querida... Suas condições não são favoráveis, você... – ela nem ao menos esperou ouvir tudo aquilo. Correu para fora do beco com rapidez. Os policiais bem que tentaram a segurar, mais ela não iria para uma clinica de reabilitação. Não era nenhuma drogada, por mais que apenas tivesse usado hoje. Atravessou a rua sem nem ao menos olhar para os lados. Estava com medo, com pressa.

– RENESMEE! – ouviu quando Alice lhe chamou apavorada. Ela sabia que sua tia, talvez fosse à única pessoa que lhe amasse de verdade, depois que seu pai morreu.

Todo o seu corpo parou, e ela se virou vendo a imagem da sua tia pequenina correr em sua direção. Nada mais no mundo lhe chamou a atenção. Via seus lábios se moverem gritando algo mais não conseguia escutar o que dizia. Assim como ela, Eric também corria em sua direção, mais os policiais o pegaram. Alice continuou correndo, fazendo sinais estranhos. Ela não entendia.

Um clarão lhe acertou em cheio, vindo ao seu lado esquerdo. Renesmee olhou para o lado, e fora tarde demais para tentar desviar da moto que vinha correndo em sua direção, a menos de 2 metros de distancia. E lhe acertou em cheio.

Alice ficou estática, assim como todos que estavam na rua. A menina caiu inconsciente no chão, desmaiada. O rapaz da moto caiu do outro lado, porém levantou-se rapidamente. Os policiais e Alice chegaram ao lado de Renesmee. Um deles se abaixou dando-lhe os primeiros socorros. Ela estava viva, porém ferida...


Notas finais
N/ Miss Black: Não sei vocês, mas como eu nunca gostei da Bella. - Desculpas a quem gosta dela - eu passei a gostar menos ainda aqui.. Tem é que morrer uma bisca dessa ...
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N/ PrinncyBlack: Faço minhas as palavras da Miss! Bella, que mulher mais odiosa! Affs! Espero que comentem nessa nossa nova fic, e que recomendem também. Está no começo mais terá grandes surpresas.