Save Me

30 Second day


Notas iniciais
oi amores, desculpem pela tortura de deixar a fic em hiatus, eu realmente precisava de um tempo, a faculdade está uma loucura e esta tomando quase todo o meu tempo.Eu peço desculpas as leitoras que sempre comentam e tiveram que lidar com um hiatus, eu valorizo todas vcs e realmente é injusto parar a fic por quem não comenta. Eu percebi que acima de tudo eu escrevo a fic pra mim mesma, então não devo ficar ligando muito pra quem não comenta, mas eu ia amar quem comentasse kkkenfim, comecei uma nova fic e postei o prefácio, http://fanfiction.com.br/historia/403090/Hidden_Angel se você puderem ler e dar uma opinião seria legal (:eu vou tentar postar o mais rápido que eu puder aqui, obrigada á todos que comentam e aos comentários no twitter.Queria agradecer principalmente á Juliana que fez uma recomendação LINDÍSSIMA pra fic, obrigada jubs, amo você.Aproveitem (:

Edward's POV

Acordei cedo e desci para fazer o café da manhã. Eu iria dar todo o mimo possível á ela.

Montei uma tigela cheia de morangos; fiz duas torradas, ovo e bacon; um copo de suco de laranja, um potinho com requeijão e uma rosa vermelha. Coloquei tudo na bandeja e subi as escadas. Abri a porta com o pé e entrei no quarto em silencio. Me sentei na beirada da cama, e a pressão no colchão fez ela acordar. Seus olhos me encararam na penumbra e seu sorriso brilhou no quarto. Ela sentou na cama se ajeitando, coloquei a bandeja em seu colo.

– Bom dia. – dei um beijo casto em seus lábios. Peguei a rosa vermelha, beijei a mesma e ofereci á ela. Ela corou e sorriu pra mim. Bella pegou a rosa e a cheirou, fechando os olhos. Segundos depois ela me encarou e agarrou meu pescoço.

– Que lindo acordar assim. Obrigada. – ela beijou a ponta do meu nariz e se soltou de mim. Bella encarou a bandeja e riu. – Isso tudo é só pra mim? – ela disse, fazendo um ‘o’ com a boca fingindo espanto. Eu ri.

– Sim, eu fiz pra você.

– Você quer que eu vire uma bolinha? — ela franziu a testa de um jeito fofo e pegou um morango.

– Quero mimar você. – peguei o morango na mão dela e dei em sua boca. Bella sorriu e tomou um gole do suco. Fiquei encarando-a por um tempo. Será que ela iria se lembrar de mim pra sempre? Quer dizer, quando tudo acabasse? Ela iria me amar pra sempre? Eu concordo que era injusto eu ter entrado na vida dela dessa forma e em 3 dias estar saindo da mesma. Era estranho olhar pra ela, mas estranho de um jeito bom. Eu ficava a observando, guardando todos os detalhes, suas expressões, seus olhares significativos... Era dolorido saber que nunca mais poderia tocá-la, por que claro, eu sempre estaria por perto espiritualmente, pelo menos tentaria fazer isso.

Será que quando ela estiver bem velhinha, em sua cadeira de balanço, ela vai lembrar de como foi feliz em seus 20 e poucos anos? Eu queria ser lembrado. Era egoísta, mas as vezes eu queria que ela não ficasse com mais ninguém depois de mim, que eu fosse o único amor da sua vida.

Meu peito doeu novamente, o que já era uma rotina. Mas eu tinha certeza de uma coisa, eu iria amá-la muito além dessa vida, e pra onde quer que eu fosse, eu iria esperá-la.

– O que foi? – ela perguntou com um sorriso tímido e com as bochechas rosadas. Só então percebi que a estava encarando a muito tempo.

– Gosto de olhar pra você. – respondi com um sorriso. Ela empurrou a bandeja para o outro lado da cama e veio até mim, sentando no meu colo. A acolhi em meu peito como um bebê.

– É irracional eu ter medo de perder você? – ela perguntou sussurrando.

– Não. – sussurrei de volta. – Vai me amar mesmo depois que eu morrer? – ela olhou pra mim e sorriu.

– Eu vou te amar pra sempre, eu prometo. – ela acariciou meu rosto e sorriu novamente pra mim. Um buraco se abriu no meu peito; se é que havia mais algum lugar para se criar um buraco ali; e eu segurei o choro. Bella me abraçou e eu cheirei seus cabelos, me aninhando em seu pescoço.

A porta se abriu de repente, acabando com nosso momento sentimental.

– Bom dia papais. – Renesmee veio até nós e se sentou no colo de Bella. – também quero abraço. – Ela abriu os bracinhos e nos abraçou, eu e Bella á abraçamos de volta.

– Bom dia princesa. – eu disse.

– Bom dia meu amor. – Bella beijou a testa dela e ela sorriu.

– Nós vamos sair hoje? Papai você prometeu que a gente iria sair junto hoje. – ela disse com os olhinhos brilhando de ansiedade.

– Claro querida, vamos sim, já tomou café? – perguntei e acariciei seus cabelos.

– Sim, tomei com a vovó e o vovô.

– Se quiserem podemos sair daqui a pouco, o dia está lindo e podemos almoçar fora, o que acham? – perguntei.

– Eu gosto da ideia. – Bella sorriu.

– Eu também. – Renesmee sorriu também.

– OK mulheres da minha vida, então vamos todos nos trocar.

– Vem mamãe, vem me ajudar. – Bella e Renesmee levantaram do meu colo e saíram sorrindo do quarto.

Me arrastei até o banheiro e tentei não pensar muito na tragédia grega em que eu estava metido. Coloquei minhas roupas no cesto e entrei em baixo do chuveiro quente, tão quente que deixaria minha pele dolorida, mas nenhuma dor era compara á que eu sentia por dentro.

Coloquei uma bermuda jeans, um tênis e uma blusa polo amarela. Penteei os cabelos, passei um perfume e desci.

Bella estava sentada no sofá e Renesmee estava sentada de costas pra ela, em sua frente. Ela trançava o cabelo da menina e as duas juntas cantarolavam uma música. Me apoiei no batente da porta e fiquei observando as duas. Não tinha como conter um sorriso. Depois de terminar a trança Bella começou a fazer cócegas em Renesmee e ela soltou deliciosas gargalhadas. Bella ria e sua risada ecoou em meus ouvidos e logo em seguida atingiu como um caminhão em meu peito e meu rosto caiu. Eu nunca mais ouviria aquelas risadas, nunca mais ás veria felizes daquele jeito, sorrindo, se divertindo...

Afastei os pensamentos ruins, coloquei novamente um sorriso nos lábios e fui até elas. Renesmee me viu e pediu ajuda.

– Papai socorro me salva! — ela disse entre risos.

– Eu, príncipe Edward, vou salvar você, Renesmee, desse dragão da cosquinha! — disse fazendo uma voz diferente. Bella parou de fazer as cócegas.

– Você me chamou de dragão? — Bella fez uma careta se fingindo de ofendida. Eu ri. — Príncipe Edward você não deveria ter dito isso! — Ela veio até mim e me empurrou até o outro sofá. Bella ficou sobre mim e começou a fazer cócegas na minha barriga e pescoço. Comecei a rir muito.

Por fim consegui segurar seus pulsos e fiquei por cima dela no sofá. Ela estava vermelha pelos risos e eu ainda não havia conseguido parar de rir. Quando percebi, vi que nossos rostos estavam próximos e á olhei novamente. Suas bochechas rosadas pelo riso, seu semblante sereno, seu sorriso emanando felicidade. Cheguei mais perto dela e beijei seus lábios lentamente. Ouvi um pigarro e levantei o rosto.

– Papais, eu ainda estou aqui! — Renesmee levantou os bracinhos e os balançou. Eu e Bella rimos. Me sentei e ela se sentou do meu lado.

– Filha você sabe quando o príncipe precisa beijar a princesa pra ela acordar? Então, foi o que o papai fez. — Bella tentou se explicar e eu ri do raciocínio dela. Renesmee nos olhou confusa e então sentou no meio de nós.

– Mamãe, depois que o príncipe beija a princesa, o que acontece? — ela olhou pra Bella com um sorriso infantil e ingênuo. Bella sorriu pra ela.

– Bom, eles se casam e tem um bebê. — Bella disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Eu apenas ás observava.

– E como eles fazem um bebê? — ela perguntou confusa. Bella ficou branca e logo em seguida me encarou pedindo socorro. Segurei o riso.

– Quando eles se beijam e dormem juntos eles fazem um bebê filha. — eu disse. Ela me encarou e franziu a testa.

– Mas pai, você e a mamãe sempre se beijam e dormem juntos. Vocês vão ter vários bebês? — agora era eu quem precisava de ajuda. Olhei pra Bella e ela riu sem som do meu desespero.

– Filha, o príncipe e a princesa, pra ter o bebê, dormem juntos sem roupa, entendeu? Eu e o papai dormimos com roupa sempre. — Eu olhei pra Bella e levantei uma sobrancelha. Mentirosa, nós nunca dormíamos de roupas.

– A entendi. Eu achei que tinha uma cegonha. — Renesmee disse inocente. — Eu vou fazer xixi. — Ela pulou do sofá e foi até o banheiro. Eu e Bella começamos á rir. Ela tampou o rosto com as mãos depois me encarou.

– Se eu soubesse o que ela achava da cegonha eu teria dito que os bebês vinham da cegonha mesmo. — ela riu. — Isso foi embaraçoso. — eu ri com ela.



Saímos os três de carro. Renesmee foi na cadeirinha de criança e Bella foi do lado dela. Paramos no parque antes de ir almoçar. Renesmee e Bella foram correndo até o balanço. Fui atrás delas.

Bella e Renesmee se sentaram uma em cada balanço. Bella tinha um sorriso de criança feliz nos lábios, era quase angelical, era linda...

– Papai balança a gente! — Renesmee disse, pulando no balanço. Fui atrás das duas e as empurrei primeiramente de leve depois com mais força. As duas riram e se seguraram no balanço.

Brincamos na grama, andamos de gangorra, até no minusculo escorregador eu fui! Bella e Renesmee estavam tentando fazer as pedra quicarem no lago, enquanto isso eu fui até um sorveteiro comprar uns picolés.

Uma senhora estava sentada em um banco, perto do sorveteiro. Eu fiz o meu pedido e então ela se dirigiu á mim.

– Linda família você tem filho. — Ela disse sorrindo.

– Obrigado. — Eu sorri de volta.

– Nunca faça nada que as magoe. E nunca deixe-as. — ela se levantou do banco, sorriu pra mim e foi embora cambaleando.

Eu nem tive tempo de responder ou de raciocinar. Velhinhas tinham algum sexto sentido ou algo assim? Foi muito sinistro isso que ela me disse, e imediatamente me fez pensar que em menos de 3 dias eu nunca mais as veria. Eu não suportaria magoá-las, mas era preciso.

Fui tirado dos meus pensamentos quando o sorveteiro me entregou os picolés. Dei o dinheiro á ele e voltei pro lago. Dei o sorvete á elas.

Tomamos sorvete e atiramos mais algumas pedras no lago. Eu consegui fazê-la quicar 6 vezes, Bella 4 e Renesmee 2. Saímos os 3 e fomos rumo ao restaurante. Paramos em um de frutos do mar e almoçamos juntos.

Teve um show dançante de pessoas vestidas de lagosta, Renesmee batia suas pequenas palminhas e estava vidrada com a apresentação.

Terminamos de comer e voltamos pra casa.

Eram 15h quando nós três deitamos na cama minha e de Bella e colocamos o filme do Nemo para assistir. Me sentei na cama e me encostei na cabeceira. Bella se deitou no meu ombro esquerdo e Renesmee deitou no meu colo do lado direito. Assistimos o filme até que as duas pegaram no sono. Ás observei dormindo e percebi quão perfeita á minha vida era, e que em tão pouco tempo eu perderia tudo. Era injusto, a vida era injusta. O que Kurt Cobain disse uma vez era verdade, "Ninguém morre virgem, a vida fode com todos nós.". É, eu realmente estava muito fodido. E essa era só uma pequena grande parte do meu mar de desespero.

Notas finais
AVISO: vou deixar os próximos capítulos com muito POV do Edward, pq esse é um momento delicado pra ele na fic, então o pov da bella vai ser mais curto, e em alguns capítulos ele talvez nem exista, depois tudo vai voltar ao normal ^^espero que comentem muiiiiiitoe obrigada á todos que leem, obrigada pelos comentários s2