Satisfaction

4 Capítulo 3 - Acontecimentos Estranhos


Cerca de três dias depois dos acontecimentos daquela noite, no baile em comemoração à chegada do Conde Heartphilia, Elevínia e Levy mal se retiraram de sua casa. A pequena McGarden comentara com a mãe sobre as exigências do misterioso Gajeel Redfox, afinal, de conhecido só havia seu nome e sua aparência. Não sabia aonde morava, com quem morava, e muito menos qual sua posição social.

De qualquer forma, conseguira convencer a mãe de que chamá-lo para um jantar – como a mesma propusera dias atrás, seria uma ótima forma de conhecê-lo melhor. Apesar de que Levy sentia que Gajeel era um homem de poucas palavras.

Com a mão um pouco trêmula, Levy lhe escrevera uma carta e lhe fizera um convite para o jantar, colocando ambos no mesmo envelope e endereçando à residência Redfox. Como estavam numa época em que os nomes eram de grande valor, sabia que o endereço era facultativo.

Chamara o mensageiro da família e lhe entregara o envelope, aguardando, ansiosa, pelo retorno pessoalmente de Gajeel naquela noite.

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— Mira. — ouvindo a voz de seu patrão lhe chamar, a jovem governanta levantou-se às pressas, correndo para o gabinete do mesmo. Não espantou-se pela porta estar aberta, isto explicava porque o ouvira de forma tão clara.

— Pois não, senhor Redfox? — a jovem se prontificou.

— Prepare-me roupas formais até as dezoito horas e chame um carro para estar aqui à mesma hora. Terei um compromisso esta noite. — Gajeel dissera, com os cotovelos sobre a grande mesa de carvalho e o queixo apoiado nas mãos entrelaçadas.

— Certamente. — a governanta albina assentiu. – O senhor tem ideia de que horas chegará, para que eu possa preparar sua ceia?

Sorrindo levemente pela forma atenciosa que a governanta sempre lhe tratara, o moreno levantou-se em direção a uma das estantes do cômodo, pegando um livro de capa marrom e dourada.

— Não me espere acordada, Mira. É apenas o que lhe peço. Caso sinta-se solitária após terminar suas obrigações, leia este livro. — disse, entregando o volume para a criada, que o pegou com os olhos surpresos.

— Bem, se o senhor diz, está certo. — sorrira, um tanto encabulada, e se retirara do aposento prontamente, para preparar-lhe o que foi pedido.

A relação da governanta albina e de Gajeel Redfox era uma espécie de irmandade. Todos os seus amigos e até contatos profissionais acreditavam que o mesmo tinha um caso com a mesma, mas mal desconfiavam de que Gajeel achara Mirajane nas ruas, mendigando por comida e quase apelando à prostituição para ter algum conforto. Era filha de um antigo conhecido, inclusive falecido, o que fez o Redfox não pensar duas vezes em acolhê-la em sua própria casa.

Vivia com, além de Mirajane, sua pantera chamada Pantherlily, apelidado carinhosamente de Lily. O felino fora um presente dado por seu pai desaparecido, Metallicana, quando era apenas um filhote. Servia também de segurança, já que deixava apenas pessoas das quais gostava por mais de dez minutos na casa.

Saindo de um banho quente, de ceroulas e toalha no pescoço, o moreno encontrara um envelope sobre a mesa de seu quarto. Sentando-se numa das duas cadeiras ali, notara que havia um selo azul em forma de pena para fechá-lo. A marca dos McGarden, certamente.

Sem enrolar, retirou o selo com seu abridor de carta e retirou os dois conteúdos ali presentes. Lhe surpreendera o fato de serem dois, e não apenas um, mas deu de ombros e prosseguiu com seus procedimentos.

Como pedira à garota, que ouvira a mãe chamar-lhe Levy, em um papel de carta encontrava-se o convite para jantar em sua residência às vinte horas, assinado pela McGarden mais velha, Elevínia, e o outro papel, percebeu tratar-se de uma carta.

Gajeel leu-a devorando as palavras escritas numa letra cursiva perfeita, no remetente, não surpreendeu-se por constar o nome “Levy McGarden”. Guardou-a entre o livro sobre o criado-mudo ao lado de sua cama, Os Irmãos Corsos, de Alexandre Dumas. O moreno não era muito apto a leituras frequentes, mas vez ou outra, quando sentia-se entediado, gostava de ler os livros de seu grande acervo bibliotecário.

Vendo no relógio que estava perto das dezoito horas, tratou de vestir-se com as roupas que Mirajane prepara sobre sua cama, vestindo uma capa preta de um tecido pouco grosso e um chapéu, nas noites de outono em Fiore fazia frio.

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A pequena McGarden andava de um lado para o outro na sala de jantar, trajava um vestido de mangas compridas verde-água, o corpete preto dava um ar mais sóbrio ao mesmo. A pele exposta de seus ombros começava a se arrepiar, não pelo pouco frio que fazia, mas sim pela ansiedade. Prendendo sua franja, estava uma faixa da mesma cor do vestido.

Nunca ficara dessa forma com um convidado, então por que estava tão apreensiva? Oh sim, ela havia escrito uma carta. Uma maldita carta para aquele homem chamado Gajeel Redfox. E por que mesmo? Oh sim, ele a tinha salvado de si mesma.

Naquela noite mal dormida, Levy ainda não acreditava que tentara se matar enquanto ocorria uma festividade. E tampouco que um completo desconhecido seria o primeiro a vê-la em roupas íntimas. Com este pensamento voltando à tona em sua cabeça, enrubescera e chacoalhara a cabeça. Aquilo não havia acontecido.

Pensando quase em explodir pela ansiedade, ouviu a campainha ser tocada e um arrepio percorreu-lhe a espinha. Dirigindo-se ao hall de entrada junto de sua governanta, uma senhora de cabelos róseos chamada Poluchka, foram a McGarden mãe e filha.

Ao abrir a porta, puderam ter um segundo vislumbre do salvador de Levy. Ele trajava um terno de risca de giz cinza escuro, uma capa preta por cima e um chapéu simples preto. Os cabelos estavam soltos e penteados para trás. Elevínia tratou de receber o convidado, convidando-o a entrar, enquanto Levy permanecia em seu lugar quase que enfeitiçada.

Mal percebera quando Gajeel aproximara sua figura de si, pegando sua mão direita e beijando suas costas, sempre fazendo contato visual. Ao percebê-lo, a azulada corara violentamente e puxara sua mão, arrepiada pelo toque que mal percebera.

— Gihi. Também é bom vê-la de novo, baixinha. — Gajeel sorriu, colocando a mão sobre a cabeça de Levy, bagunçando levemente seus cabelos. Elevínia tinha ido pendurar o chapéu e capa do convidado no cabideiro ali perto.

Antes que a jovem McGarden pudesse manifestar sua irritação, sua mãe aparecera com um sorriso solícito e se dirigira com eles para a mesa de jantar. Mesmo com o pouco contato, Levy constatara que nunca entenderia o Redfox completamente. Num momento se mostrara compreensivo e até um pouco amável, em outro estava agindo como um brutamonte insensível e em outro fazendo piadas e a provocando.

Prestes a sentarem-se à mesa, a campainha soou novamente.

— Podem sentar-se, irei ver quem é. — Elevínia sorriu, meneando a mão para as cadeiras e saiu em direção ao hall de entrada.

Levy tinha consciência de que sua mãe estava apenas atuando. Elevínia não era uma mulher má, mas a ganância e ambição estavam tomando conta de seu ser e fazendo-a agir de forma individualista. De certa forma não podia culpá-la, quando seu pai morrera, cinco anos atrás, não pôde se dar ao luxo do luto, precisou consolar a mãe e impedir que a mesma entrasse numa depressão profunda e abusasse de remédios.

— Oh, Barão Cheney! Baronesa Cheney! Que honra terem aparecido! — Levy ouvira da sala de jantar e seus membros tensionaram no mesmo instante. A expressão de medo da noite anterior tomara posse de sua face novamente.

Do outro lado da mesa, de frente para a pequena McGarden, o Redfox sentira sua aflição e a olhava com uma sobrancelha arqueada. Ambos ainda estavam em pé, ao lado das cadeiras em que iriam sentar-se, quando uma Elevínia ainda mais sorridente aparecera, seguida pelo Barão e Baronesa Cheney, seu filho mais velho, Rogue, e a mais nova, Wendy.

— Não esperava que viessem mais convidados, esperem um segundo enquanto providencio mais pratos e talheres. — Poluchka fez uma pequena reverência e se retirara para a cozinha.

Levy sentiu o olhar de Rogue sobre si, tão interessado quanto no dia do baile, e esperando sua aproximação para puxar-lhe a cadeira para sentar-se, Gajeel se adiantara e já se posicionava atrás de si. O alívio tomou conta de seu ser e deixou que o moreno lhe oferecesse a cadeira para sentar-se.

Se a pequena tivesse olhado para trás, perceberia o olhar inquisidor trocado entre seu quase-futuro-noivo e seu salvador. Rogue encarava-o como um adversário na disputa amorosa, enquanto Gajeel apenas sentia que Levy sentia-se ameaçada por ele, desde aquela noite a vontade de protegê-la era instantânea.

Após todos sentarem-se à mesa, servidos com uma louça de porcelana impecável com detalhes dourados, Poluchka tratou de servir-lhes a entrada e algum vinho, a bebida mais apreciada no outono e no inverno e para ocasiões como aquela.

— Pois então, senhor Redfox, como ganha a vida? — Reywards perguntou sem cerimônias. Até o momento, Levy, que estava absorta em sua comida ouvindo o tagarelar contente dos Cheney e sua mãe, engasgou brevemente com a azeitona que comia e bebeu um gole do vinho para disfarçar.

Porém, Gajeel não pareceu intimidar-se com a pergunta e mantinha o ar mais formal que lhe era possível. Perto de todos ali da mesa, ele estava em destaque não só pelo tamanho como pelos cabelos soltos, e claro, seus misteriosos “pregos” que lhe cobriam pequenas partes do rosto.

— Digamos que sou apenas um homem metido em negócios enquanto busca a vida. — disse, arrancando alguns risos das mulheres. O Barão mantinha-se concentrado em sua fala. — Meu pai precisou viajar para o exterior quando eu era pequeno, desde então não retornou e consequentemente os negócios da família ficaram para mim.

— Oh entendo, então o senhor é um diplomata? — foi a vez de Jenna se pronunciar.

— Na verdade acabei me formando como advogado. Confesso que nunca gostei da área, mas é a qual me apetece enquanto meu pai não retorna. — Gajeel suspirara. Era certo que contava a história parcialmente, e que também estava atuando, porém deixara todos presos cada vez que abria a boca.

— Entendo muito bem, senhor Redfox. Meu falecido marido também não gostava de ser banqueiro, mas era excelente em seu trabalho. — Elevínia disse com um tom de nostalgia.

A viúva McGarden ocupava a cabeceira da mesa, aonde seu marido costumava sentar-se. À sua direita, Gajeel Redfox, salvador de sua filha, à sua esquerda, Levy. Ao lado do moreno encontrava-se Jenna Cheney, e em frente a ela o marido, Reywards Cheney. Wendy, a menina de doze anos, sentava-se ao lado da mãe, consequentemente em frente ao irmão mais velho, Rogue, que dirigia olhares curiosos ao convidado daquela noite.

Terminavam o jantar e dirigiam-se à sobremesa, pudim de leite, o preferido de Levy. A conversa seguia-se animada, vez ou outra a menina fazia um comentário, para que não a abordassem com uma pergunta inconveniente. O anúncio do noivado entre ela e Rogue fora adiado para dali duas estações, talvez até lá pudesse reverter tudo. Enquanto isso, todos fingiam que nada havia acontecido.

— Está tão quieta desde sábado, Levy. — Elevínia fez a observação em voz alta, apreciando a sobremesa em seu prato. Todos assentiram com um sonoro “uhum”, com exceção de Gajeel.

— Desculpe, mamãe. Estava pensando no enredo de um romance que estava lendo esses dias. — Levy deu um sorriso sem graça. Em partes estava mentindo, sobre o que estava pensando, e em outras, dizia a verdade, estava realmente lendo um romance.

— Ah, Levy sempre tem histórias novas para contar. — Reywards sorriu nostálgico, lembrando-se da menina, que considerava quase uma filha, aos cinco anos, já carregando livros para todos os cantos. — Qual o nome da obra da vez, querida?

— Os irmãos corsos, de Alexandre Dumas. É realmente um autor interessantíssimo! — a azulada exclamara com animação.

— Coincidentemente, é o mesmo livro que leio todas as noites. — Gajeel comentou com indiferença, ocultando a surpresa em ouvir aquele título.

A história baseava-se em dois irmãos, gêmeos, que nasceram unidos e tiveram de ser separados cirurgicamente. Num primeiro momento, Alexandre conhece Lucien De Franchi, um dos irmãos, que vivia na Córsega, era ligado a atividades de caça e também descobre que ele e seu gêmeo, Louis, conseguem sentir tudo o que o outro sente.

Voltando para Paris, Alexandre conhece Louis, envolto em melancolia e angústia. Assim como tornara-se um grande amigo de Lucien, Alexandre torna-se de Louis. Aflito por ter aceitado um duelo em nome de sua honra, faz o amigo prometer escondê-lo de Lucien e de sua mãe. Faltavam ainda alguns capítulos, mas como ambos não queriam estragar a surpresa das próximas páginas, se detiveram por aí.

— Bem, está ficando tarde. Tenho compromissos para amanhã, é apenas quarta-feira. — Reywards comentou olhando o relógio de pulso. Elevínia logo tratou de levantar-se e escoltar seus convidados surpresa para a porta, deixando Levy e Gajeel a sós na mesa.

Após alguns minutos de silêncio, Levy procurou levantar-se e recolher os pratos de sobremesa, a qual todos devoraram sem deixar um pedaço sequer. O Redfox observava enquanto a menina o fazia, afinal, aquilo era trabalho para a governanta, não era?

— Por que está fazendo isso? — o moreno interrompeu o silêncio.

— Poluchka trabalhou demais hoje, e além do mais, ela já é uma senhora, está cansada. Não me custa recolher a louça enquanto ela se prepara para dormir. — a McGarden dera de ombros, seguindo para a cozinha e largando delicadamente a louça sobre a pia. Gajeel a seguira e estava parado na soleira da porta.

— Entendo… — dissera enquanto encarava o cômodo. Apesar de serem McGardens, a casa era até bem modesta para uma família aristocrata.

— Gajeel… — pela primeira vez Levy proferira seu nome, ainda de costas.

— Sim? — o mesmo arqueara uma das sobrancelhas.

— Já tem a resposta para minha carta? — sem encará-lo, Levy virou-se de forma receosa.

— É um assunto muito delicado, senhorita Levy. — Gajeel disse simplesmente, logo fazendo a garota encará-lo.

— Por favor, não me chama de senhorita, apenas Levy. — cruzou os braços, autoritária e arrancando risos contidos do Redfox.

— Certo, certo, Levy. — aproximando-se da azulada, disse seu nome perigosamente próximo ao ouvido da mesma, fazendo-a se arrepiar e corar.

— Ga-gajeel! — ainda corada, Levy dera um tapa em seu braço, irritada, mas aliviou-se por ver que ele mal havia sentido seu toque.

— Bem, de qualquer forma, acho difícil remediar esta situação. Precisaríamos conversar sobre isso outro dia e a sós, para evitar inconvenientes e interrupções. — Gajeel prosseguira, falando baixo o suficiente para apenas Levy ouvi-lo bem.

Antes que a mesma pudesse falar algo, sua mãe retornara a sala de jantar, fazendo ambos retirarem-se rapidamente da cozinha e voltarem ao cômodo anterior.

— Ah, senhor Redfox, ainda está aqui! — Elevínia exclamou, parecia preocupada, superficialmente. — Está tarde, creio que não acharemos um carro para o senhor esta hora, aceitaria dormir aqui por esta noite?

Tanto Levy quanto Gajeel surpreenderam-se com a proposta da McGarden mais velha. Geralmente sua mãe fazia tal hospitalidade para convidados conhecidos, mas Gajeel ainda não era de todo conhecido e era até engraçado sua mãe não tratá-lo como empecilho para seus planos de noivado entre Rogue e a filha.

— Agradeço sinceramente a hospitalidade, senhora McGarden, mas creio que já abusei da mesma por uma noite. — Gajeel disse formalmente, curvando-se e beijando as costas da mão direita de Elevínia, que até corou com o fato repentino. — Deixe que ligo para minha governanta mandar-me um, pude notar que a senhora possui um telefone em casa também.

— Sim, sim, não são muito comuns, mas são bem úteis quando se tem para quem ligar. — Elevínia sorrira desconcertada. — De qualquer forma, não gostaria que a acordasse, provavelmente já está dormindo. Aceite meu convite e parta a hora do dia que bem lhe apetecer amanhã!

Diante da insistência da viúva, Gajeel preferiu não insistir em ir embora, apenas assentiu, sorrindo fracamente. Havia sido derrotado por uma senhora bela e gentil de cabelos caramelizados, que fez um sinal com a mão para Levy, que prontamente apareceu ao lado do Redfox.

— Levy irá lhe mostrar o quarto de hóspedes, por favor, suba as escadas segurando sua mão, tenho medo de que suas pernas falhem no caminho. — a mãe McGarden advertira, seguindo para a sala de estar.

Levy seguira à frente, após caminharem por um corredor, pararam em frente a uma escadaria de madeira. A azulada procurava esconder o coração acelerado e o rosto corado, o Redfox parecia atear fogo a mesma quando estava ao seu lado. Isso era estranho.

Sem falar nada, a garota estendeu sua mão esquerda para Gajeel, que a pegara e logo começaram a subir os cinco lances de escada. Levy agradecera a mão do moreno ser quente, a sua estava quase congelando.

— Por que sua mãe tem medo de que suas pernas falhem enquanto sobe as escadas? — Gajeel resolveu se pronunciar ao começo do terceiro lance.

— Desde que meu pai morreu tenho uma doença ainda pouco conhecida pelos médicos. — a McGarden começou, concentrando-se nos próprios pés. — Disseram-me que preciso me alimentar o máximo que conseguir para compensar a perda de peso frequente que tenho, mas isto cada vez me deixa mais zonza.

— Então é diabetes? — o moreno surpreendera-se.

— Sim, infelizmente a medicina da nossa época não é muito precisa e sempre estão alterando o que pacientes com isto devem fazer. Já fui tratada com ópio, já comi o máximo de açúcar que consegui por dia, e no momento estou apenas comendo bastante. — Levy suspirara.

— Sabe, eu tenho certo conhecimento no assunto. — Gajeel começara, atraindo a atenção de Levy. — Minha mãe morreu por diabetes, em seus últimos dias, emagrecera vinte quilos em uma semana. — o moreno suspirou, como se fosse uma lembrança dolorosa. — Apenas quando ela morreu um médico amigo da família descobriu o que estava agravando seu caso.

— E o que era?

— Consumo excessivo de carboidratos. Ele disse que para pacientes diabéticos comer a menor quantidade possível dos mesmos, beber água e fazer exercícios físicos regulares ajudavam a controlar os ataques. Além da ingestão de aveia frequente. — observou.

— Isto é extremamente interessante! — Levy exclamara, com os olhos brilhando. — Gajeel, se este médico ainda for vivo e for das redondezas, poderia chamá-lo para conversar sobre uma nova dieta com minha mãe?

— Vou fazer o possível, baixinha. — o Redfox não pôde deixar de sorrir parcamente. Afinal, aquela garota tinha a mesma doença que levara sua mãe para longe dele…

Notas finais
Oi oi pessoas, então, a ideia me surgiu conforme escrevia o capítulo de por a Levy com diabetes (no caso, a tipo 1), que é a que eu tenho. Apesar de eu ter sido diagnosticada há 2 meses, tenho há quase 4 (passei 1 mês e meio com todos os sintomas e mais um pouco), então, como eu não tinha noção de como era a medicina da época em relação à diabetes, decidi pesquisar :D Adiantei alguns fatos como a descoberta da aveia para tratar a doença (afinal, não posso esperar 50 anos na fic :v), vocês podem encontrar parte das informações que usei aqui: http://www.endocrino.org.br/historia-do-diabetes/ E bem, é isso, espero que estejam gostando :D