Sarah's Umbrella

13 Sarah's Heart.


Notas iniciais
He-ey!
Como estão as mais perfeitas wonderholics de todo o mundo?
Meninas, mil desculpas pela demora mas é que minha franquia acabou e eu estou aqui, como o chip do cell, no interior, onde o sinal é fraquíssimo ¬¬'
Anyway...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
112 COMENTS ♥
I love ya ♥
Gente o.o
Eu não mereço tanto, sério.
Fico tão feliz ao ver seus comentários positivos, mandando eu postar mais e perguntando sobre a fic. Me sinto tão realizada como escritora.
Eu começo a sorrir só vendo quem comentou e o que disseram ♥
Vocês são a razão de eu ainda vir aqui e postar essas idiotices.
Muito obrigada, gente ♥
Well...
Como eu disse, Skarlos e Vanlos nesse caps! Preparem os little hearts!
Com vocês... Sarah's Umbrella ♥

Carlos

Aqui estava eu, no Central Park. Eram, exatamente, quatro horas. Faltava uma hora para meu encontro com Vanessa e eu estava super nervoso. Não pelo fato de que eu ia ver a minha ex-namorada, mas porquê eu ia ver minha ex-namorada.

Eu menti pra Sky dizendo que viria aqui para encontrar um novo cliente. Eu me sentia sujo.

Já fazia mais de 5 anos que eu não a via e, confesso, isso não melhorava em nada a minha opinião.

Vanessa e eu namoramos dos 13 ao 18 anos. Crescemos juntos, nossas mães foram melhores amigas e nós viramos unha e carne também. Parecia ser o tipo de amizade normal entre um garoto e uma garota, algo infantil, mas acabou virando algo além da amizade, algo puro, real e hipnotizante. Também pensávamos que isso poderia ser uma coisa de adolescentes, uma coisa experimental, mas acho que cinco anos juntos não é NADA experimental.

Logo depois de começarmos a namorar, eu, ela, Kendall e Skyler nos tornamos inseparáveis. Éramos o Quarteto Fantástico do Kansas. Nada podia nos separar. Até que, um dia, Sky e Vannie decidiram se inscrever – mais por causa de Sky – em um concurso de modelos. Vannie foi, contra a sua vontade, e os juízes a adoraram. E, é claro, ela acabou sendo escolhida.

Eu estava desolado, ferido, carente. Não por causa da partida, mas porque ela se foi sem se despedir de mim. Eu achava que o que tínhamos era especial. Que era verdadeiro. Éramos jovens ainda, mas eu me imaginava com 40, 70 anos ao seu lado, com filhos, uma casa em algum lugar e, quem sabe, netos. Ela era a única dona do coração.

“ – Feche os olhos.

-- Carlos, onde estamos indo? – Vannie falou, rindo e contorcendo-se na minha frente. Hoje faziam exatos dois anos que começamos a namorar e eu havia preparado uma surpresa especial para a minha pequena.

-- Se eu disser, não será mais surpresa. Espera... Espera... Pronto, abra os olhos! – Falei e tirei minhas mãos, ouvindo ela arfar.

-- Carlos! É... É... É LINDO! – Ela falou, virando-se para mim e sorrindo. Estávamos no quintal da minha casa. Havia uma mesa no meio do jardim, rodeado de flores, todas cuidadas muito bem pela minha mãe. Na mesa, havia um castiçal com quatro velas, dois pratos cobertos e mais flores.

-- Feliz aniversário, pequena. – Falei e ela pulou em cima de mim, agarrando meu pescoço com força.

-- Você é o namorado mais perfeito do mundo. Sério, você não existe. – Ela falou, sorrindo, e me soltando. Havia traços de lágrimas em suas bochechas e eu passei meus polegares ali, deixando um rastro até o canto de sua boca.

-- Não chore, eu odeio te ver chorar.

-- É que... Ninguém nunca fez isso por mim antes. Naquela casa, principalmente. Minha mãe, uma bêbada. Meu pai, um viciado. Acho que essa é a primeira vez que recebo u

m gesto tão doce na minha vida inteira. – Ela falou e eu beijei-lhe, o doce sabor de menta misturado com chiclete de sua boca me intoxicavam. Suas mãos, que continuavam em meu pescoço, se agarraram em meus cabelo – ou o que restava dele, já que tinha ido ao cabelereiro hoje de manhã – e minhas mãos desceram até a curva de suas costas, a puxando mais para mim. Separamo-nos e ela respirou fundo, fazendo-me olhar em seus profundos olhos castanhos.

-- Obrigada, amor. – Ela falou e eu sorri, puxando-a para a mesa e afastando a cadeira para ela.

-- Você está tão linda hoje. – Falei e ela corou, olhando para baixo. Ela usava um saia de cintura alta preta com algumas tachas nos lados, uma sandália alta e a tradicional camisa do Nirvana. Os cabelos curtos castanhos estavam mais desfiados, apontando para todos os lados, e ela usava uma maquiagem leve, mas com um batom vermelho bem convidativo.

-- Bom, você também não perde. Eu adorei sua camisa. – Ela falou, apontando para a minha camisa, que era do Nirvana, também. Além disso, eu usava uma calça jeans preta e tênis.

-- Você fala isso só porque é do Nirvana, que é sua banda favorita.

-- 60% é verdade. Os outros 40 é porque eu, realmente, amei sua camisa. – Ela falou, enrolando um pouco de macarrão em seu garfo e comendo. Ficamos assim por uns 40 minutos, entre conversas, risos e comida, até que chegou a hora da entrega do meu presente especial.

-- Eu tenho uma coisa pra você. Uma coisa bem especial. – Falei, depois que ela deu o meu presente, um ukulele preto.

-- O que seria essa “coisa especial”? – Ela falou e eu me levantei, ficando de frente á ela.

-- Primeiro, eu quero que saiba que eu te amo muito. E que, mesmo estando juntos á 2 anos, eu sinto que o que temos é pra sempre. Você é a minha alma gêmea nesse mundo e eu agradeço todos os dias por ter te encontrado. Vanessa Schneider, você é a pessoa mais linda, doce, preguiçosa, barraqueira e roqueira que eu já vi, pois, para mim, você não é invisível. E é por isso que eu quero te dar isso. – Falei e fiquei de joelhos na sua frente, tirando o pequeno cordão do bolso.

-- Carlos... – Ela murmurou depois de pegar o colar. Era um colar de prata, com um pequeno coração de rubi como pingente.

-- Esse colar está na minha família há mais de 200 anos. Foi passada de geração para geração, para o primeiro filho da família. Nós só podemos dar ele á quem acreditamos ser as donas dos nossos corações. E você, minha pequena, é a dona do meu coração. Eu quero que fique com isso e lembre-se que, não importa o tempo que passe, eu sempre te amarei.

-- Mi muchacho... – Ela falou, em espanhol, e me beijou, os lábios desesperados contra os meus. – Te quiero mucho.

-- Mi pequeña, también te quiero mucho. – Falei.”

Fechei os olhos e bufei, recostando-me no banco de madeira. Puxei mais o casaco e assoprei contra minhas mãos. Olhei no relógio e vi que ainda faltavam cinco minutos para ás cinco. Decidi me levantar e caminhar um pouco, ou acabaria tendo mais lembranças de meus momentos com Vanessa.

Comecei a caminhar pelo parque bem devagar, admirando a paisagem. Isso me fez rir, já que eu já fiz tantos ensaios fotográficos aqui, mas nunca tive a chance de ver o quanto era bonito o parque.

-- Carlos? – A voz doce e feminina me fez parar no mesmo momento, porque ali, na minha frente, estava Vanessa.

Ela usava uma calça de couro marrom, blusa branca, um cachecol e uma jaqueta de couro marrom também. Em sua cabeça, estava um gorro. Um gorro do Nirvana. E então, ela estava em meus braços e foi como se esses últimos 5 anos não tivessem passado.

-- Pensei que não viria. – Ela sussurrou em meu ouvido, a respiração gelada fazendo cócegas contra a pele de meu pescoço.

-- Eu também pensei isso. – Falei e ela se desvencilhou de mim, sorrindo. Aquele sorriso grande, sincero e caloroso. O mesmo sorriso que me fez amá-la.

-- Há um Starbucks á umas duas quadras daqui. Quer ir lá? – Ela falou, os grandes olhos castanhos em súplica e eu apenas assenti, incapaz de responder. Ela sorriu, mais uma vez, e entrelaçou seus dedos nos meus, puxando-me para longe dali.

*

-- Olá, meu nome é Kelsey e eu irei atendê-los. O que desejam?

-- Eu vou querer um smoothie de amora. Você irá querer um café, bem forte, com chantilly, estou certa? – Vanessa falou e eu assenti, um pequeno sorriso formando em meus lábios. Ela não havia esquecido como eu gostava do meu café. A atendente saiu, dizendo que já chegava com nossos pedidos, e saiu, deixando-nos sozinhos.

Ficamos em silêncio por algum tempo, até que criei coragem para perguntar o que tanto me abatia.

-- Ok, agora, me fale. O que quer comigo agora? Como conseguiu encontrar o lugar onde trabalho? E, o mais importante, o que ainda quer de mim, mesmo depois desse tempo?

Vannie suspirou e abriu a boca para falar, mas a atendente chegou com os dois copos de café e saiu.

-- Bom, é uma longa história. E eu sei que detesta longas histórias, então, vou direto ao ponto. Primeiro, eu te chamei porque queria ter uma conversa com um amigo que não via á muito tempo. Segundo, eu não sabia onde trabalha, foi pura sorte. E terceiro, acho que já dei essa resposta. – Ela falou, encostando-se no banco verde e tomando um gole de seu smoothie.

-- Amigo? Aquele jeito não é como chamamos amigos para tomar café. – Falei, lembrando-me do começo da semana, de suas mãos passeando por meu corpo e tremi.

-- Ah, vamos Carlos! Até parece que não gostou... – Ela falou, arqueando uma sobrancelha e eu fui incapaz de responder, mais uma vez. Ela estava certa. Sempre estava certa. – Acho que estou certa, mais uma vez.

Bufei e comecei a tomar meu café, ignorando-a. Ela pareceu notar, porque suspirou e se levantou.

-- Para onde vai?

-- De volta ao parque. Esse lugar está me dando claustrofobia.

-- Mas, está vazio.

-- Apenas vamos, Carlos. – Ela falou, impaciente, e eu me levantei, seguindo-a de volta ao parque. No caminho, ela começou a contar como estava sua vida nos últimos anos.

“Eu vou indo bem. Se com bem, você quer dizer uma milionária com menos de 25 anos. – Ela riu. – Mas, estou bem. No começo, foi bem difícil se acostumar com toda essa rotina de sessões de fotos, maquiagem, vestuário, viagens quase todos os dias, mas até que foi fácil para mim. Você sabe que eu me acostumo bem rápido com as coisas. Em menos de 6 meses, eu já sabia que aquela era a minha vida e que eu seguiria com ela, não importa o que viesse.”

Quando a perguntei sobre sua vida amorosa – gaguejei umas três vezes antes de fazer a pergunta -, ela disse :

“ Minha vida amorosa foi como a de qualquer outra modelo em ascensão. Eu não tive. Não tinha tempo nem para a família, imagina para um novo amor? Não, eu precisava me concentrar no trabalho. Mas, é claro que rolou alguns “ficantes”, mas foram casos de uma noite, só isso.”

-- Sabe, tem mais um motivo pra eu nunca ter tido um namorado. – Vanessa falou, depois de alguns minutos sem falarmos um com o outro, apenas olhando o visual da cidade com as luzes.

-- Qual foi?

-- É que... No passado, houve um cara. E esse cara... Eu nunca consegui esquecê-lo. Ele foi a única pessoa que me amou nesse mundo e eu o amei, também. Ele foi quem me deu a coragem para ir naquele concurso e mostrar que não era invisível. Ele me ensinou a ser independente e bonita, sim. Com ele, eu tive meu primeiro beijo, minha primeira paixão, minha primeira vez. Ele disse que eu era a dona do seu coração e me deu isso – ela tirou um colar debaixo da camisa branca, com um pequeno coração de rubi – e, ali, enquanto ele estava ajoelhado na minha frente, dizendo que me amava, eu soube. Para sempre, seria só ele.

Estávamos parados á essa altura. Eu a olhava intensamente enquanto ela soltava tais palavras. Quando terminou, respirou fundo e olhou bem fundo em meus olhos.

-- Carlos, eu te amei, te amo e pra sempre vou te amar. Você é o único dono do meu coração. Eu nunca falei isso em voz alta, mas... Esses cinco anos foram os piores anos da minha vida. Sem você ali, do meu lado, nas noites frias de Paris... Só lembrava-me dos nossos sonhos de ir visitar essa cidade, um dia. Você dizendo que lá é onde iria ser nossa lua de mel. E o Natal? Eu passei todos os meus Natais em casa, chorando, me lembrando de nossos rituais natalinos, nossas trocas de presentes, eu ajudando sua mãe enquanto você arrumava a velha decoração de Natal na sala. Amor... Eu sinto tanto a sua falta. Tanto.

-- Eu... Eu... Eu também sinto, Vannie. Muito. – Falei. – Todos os dias, todas as horas, todos os minutos, era só em você que eu pensava. Doeu muito quando você foi embora sem se despedir. Se não fosse Kendall e Skyler... Nossa, acho que eu nunca teria saído de Wichita desde hoje. Mas, eu ainda te amei. Eu ainda te amo. – Falei e vi suas lágrimas rolarem por seu rosto.

-- Muchacho, te quiero tanto. – Ela murmurou, inclinando-se para mim.

-- Pequenã... También te quiero. – Falei e colei nossos lábios.

5 anos sem aquilo.

5 anos sem aquele gosto, aquela língua, aqueles lábios.

5 anos sem sentir seus dedos finos tocarem minhas bochechas e deslizarem para meu pescoço.

5 anos sem apertar sua cintura, sem sentir seu corpo contra o meu.

5 anos sem ela.

O beijo foi lento, adocicado e viciante. Eu não queria parar e sabia que ela também não. O ar podia faltar que nós não ligaríamos. Aquilo, aquele momento, era mais importante e não podia ser quebrado nunca.

-- CARLOS?! – Uma voz ressoou em meus ouvidos e separei-me de Vanessa, olhando para a última pessoa que queria que estivesse ali.

-- Skyler?

*

-- Sky, espera... Sky, Sky! – Gritei, pela centésima vez, batendo na porta do quarto com força.

Depois do ocorrido no Central Park, Sky virou uma fera. Primeiro, ela começou a gritar comigo e com Vanessa, nos chamando de todos os nomes possíveis. Depois, ela virou apenas para Vanessa, dizendo que nunca acharia que uma de suas melhores faria isso com ela, com seu noivo – eu, no caso – e que sempre soube que ela era uma vagabunda. Tentei defendê-la, mas Sky me olhou com tanto ódio que parei, na mesma hora. Logo depois, ela desabou. Começou a chorar e chorar, falando coisas sem sentido e nos xingando, e saiu.

-- Carlos, eu...

-- Não, Vanessa. Não é sua culpa. Eu é que sou o mentiroso aqui. – Falei e ela passou uma mão em meu rosto, acariciando-o.

-- Qualquer coisa, já sabe meu número. E meu endereço. Me ligue depois que conversar com Sky, certo? – Ela falou e eu assenti. Ela me deu um beijo na testa e saiu também, pelo caminho contrário que Sky tinha tomado. Respirei fundo e decidi seguir Sky, que eu sabia que iria para o apartamento.

-- VAI EMBORA, CARLOS! – Sky falou e eu suspirei, pondo minha testa contra a madeira.

-- Sky, por favor, me deixa eu te explicar. Não era nada do que estava pensando.

-- Sério? Porque parecia que você estava beijando a Vanessa! Ou será que eu que sou a cega aqui? Ah, é. Eu sou sim!

-- Sky...

-- Todos esses anos, Carlos... Todos esses anos, eu tentei te ajudar. Eu fiquei com você quando ela foi embora, eu que te abracei, que tentei curar suas feridas, que cuidei de seu coração enquanto ele estava machucado. Todos esses anos que dediquei á você. Meus sentimentos, meus sorrisos, minhas lágrimas, meu corpo, meu coração. Tudo! Tudo foi para você e para quê? Para nada! É isso que eu sempre fui pra você, não é? Nada. Apenas alguém para enganar e tentar destruir seu coração, do mesmo jeito que o seu foi destruído. Um brinquedo. Eu fui um mero brinquedo pra você, durante todo esse tempo. E eu achando que estava apaixonado por mim! Como fui estúpida.

-- Sky, isso não é verdade! Eu me apaixonei por você, sim. Você foi a luz no fim do túnel. Minha salvação, minha alegria, meu suporte. Mas, entenda. Sempre foi ela. Sempre será ela. Ela é a dona do meu coração.

-- Isso não é justo! Ela te deixa, eu te ajudo e depois, quando ela volta, tudo por que eu lutei foi desperdiçado!

-- Quando a gente começou, lembra do que eu te disse? Eu te avisei. Eu te disse que eu não podia corresponder o que você sentia. Eu te alertei. – Falei.

De repente, a porta foi aberta e ela saiu, com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar. Segurava o Spike, um ursinho de pelúcia que Kendall tinha dado á ela quando fez 14 anos e que ainda guardava.

-- Precisamos conversar. – Ela falou, séria.

-- É, precisamos. – Falei e ela foi até a sala, sentando-se na poltrona verde.

-- Skyler, por favor, me des...

-- Não. Não fale mais nada. Eu tomei uma decisão.

-- O quê foi? É sobre o casamento?

-- Sim, é sobre isso. Eu decidi que vou continuar com o planejado. Tudo já está quase comprado, a data já está marcada... Não há porque eu fazer isso com os convidados. E com os nossos pais, que arcaram com todas as despesas.

-- Tudo bem. Mais alguma coisa?

-- Sim. Depois que nos casarmos, você não terá direito algum de me tocar. Se morarmos juntos, eu quero um apartamento com dois quartos, para eu dormir em um deles. Mas, fora dali, seremos como um casal feliz recém-casado.

-- Quer dizer que quer fingir?

-- Ainda achou que eu te perdoaria depois do que me fez?

-- Não. Ainda não acredito que vai levar essa ideia do casamento adiante.

-- Como disse, faço isso pelos convidados e por nossos pais, nada além disso.

-- Eu sinto muito, Skyler. Não queria que tivesse passado por isso, de verdade.

-- Não se preocupe. Eu ficarei bem. Quanto á você, acho que não se importará em dormir no sofá, a partir de hoje, certo? – Ela falou, mandando-me um sorriso sarcástico.

Balancei a cabeça e ouvimos batidas na porta. Nos entreolhamos e eu levantei-me para atender, deparando-me com Sarah na porta, chorando.

-- Sarah, o que houve?

-- Carlos, Skyler, ainda bem que estão aqui!

-- O que está fazendo aqui? Cadê o Kendall? – Skyler falou, vindo até a porta.

-- Ele está no hospital.

-- HOSPITAL?! – Eu e Skyler falamos juntos.

-- O que aconteceu?

-- Sarah, o que aconteceu com o meu irmão? – Skyler falou, aflita, beirando as lágrimas. Sarah suspirou e começou a contar todas a história. Tipo, toda a história mesmo. Ficamos cerca de uma hora ouvindo-a contar sobre sua vida de prostituta, um cara chamado James e o que ele fez com Kendall.

-- Isso é horrível. Como conseguiu suportar tudo isso?

-- Ainda não sei. Mas, o importante agora não é meu passado. Kendall está no hospital e eu vim aqui chamá-los para ir comigo. Não sei se consigo ficar lá sozinha.

-- Claro que iremos, Sarah. Certo, Skyler? – Falei e ela continuou muda.

-- Skyler, está tudo bem? – Falei, tocando em sua mão e ela se afastou, abruptamente, me lançando o mesmo olhar de ódio de horas atrás.

-- Não! Não está tudo bem! Não vê, Carlos? Por causa dela, meu irmão corre perigo! Por causa dessa vadia, meu irmão pode ser morto! O cafetão dela está vindo atrás do Kenny e é tudo culpa dela!

-- Skyler, por favor, não é minha culpa. – Sarah falou e Sky se levantou e deu um tapa em sua cara.

-- Skyler! – Falei, a puxando, e Sarah levantou-se, tocando na bochecha avermelhada.

-- Já chega! Eu não aguento mais! Primeiro, Carlos, agora, Kendall! Meu deus, o que eu fiz pra merecer tudo isso? Eu não posso... Eu preciso... – Ela começou a falar e pegou a bolsa.

-- Pra onde vai? – Falei e ela sorriu, desdenhosa.

-- Como se isso importasse á você, agora... – Ela falou e saiu porta afora. Suspirei e me virei para Sarah, que estava na cozinha agora.

-- Me desculpa por isso. – Falei, indo á cozinha e ela apenas assentiu.

-- Sem problema. Eu entendo o lado dela.

-- Ela está apenas em choque, só isso.

-- Tudo bem. Só não entendi porque ela falou de você no meio do discurso... Aconteceu alguma coisa?

-- Sim, aconteceu.

-- Algo que eu deva saber?

-- Não agora. Depois que Kendall chegar e se recuperar, quem sabe... Eu não consigo esconder segredos deles.

-- Eu sei, ele me disse. – Ela falou, soltando uma risadinha, e eu sorri também.

-- Tenho certeza que o que quer que seja Kendall irá te ouvir. Ele é seu melhor amigo e vice versa. Já passaram por muita coisa juntos, certo?

-- Certo. Mas, garanto á você, talvez, isso faça com que minha amizade com Kendall chegue ao fim.

*

Depois de ter falado com Sarah, decidimos fazer turnos. Quando fosse meia-noite, eu iria trocar com ela e ficaria com ele até o dia seguinte, de manhã. Decidi ir atrás de Vanessa. Tínhamos muita coisa a conversar.

Quando cheguei ao endereço – um hotel -, o recepcionista fez questão de me anunciar e ela disse que eu poderia ir. Subi e, quando cheguei ao corredor de seu quarto, ela já estava lá. Usava apenas um shorts e um uma blusa de lã com manga longa rosa.

-- Vem, eu pedi chocolate quente pro serviço de quarto. – Ela falou.

Sorri e a segui, rumo á seu quarto.

*

Mais tarde, meu celular tocou.

Não consegui ouvir mais nada.

Skyler estava morta.

(...)

Notas finais
Hola, chicas -q
Querem me matar, né?
Filá a direita, please.
É, eu sei, fui bem má nesse capítulo, mas ele é essencial para o decorrer da história.
Lembrem-se ::: Se eu morrer, não tem mais S'U 8D
#Salva pela fic ♥
Carlos é um vagabundo.
E a Vanessa também.
A Anny vai me matar, essa é a personagem dela u.u SORRY, PIBK BEAR, MAS ELA TINHA QUE SER MÁ!
Affz, eu já tô dando spoiler ¬¬'
Skyler morreu TT-TT
Quero morrer, eu amava a diva Sky ♥
É TUDO CULPA DA ALEXA! /AvenidaBrasilFeelings~
Sorry, força do hábito!
Okay, Okay... Deixem para lá!
AH, SIM!
GENTE!
NOVIS!
VOU POSTAR NPVA FIC DIA 06/10, NÃO PERCAM!
ELA SE CHAMA "Who's That Bella?" e será fabulosa, garanto ♥
NÃO PERCAAAAAAAM! *0*
S
P
O
I
L
E
R
Polícia no próximo capítulo e encontro de Kendall e Carlos u.u
É isso.
#WonderKizzes, babyz ;***