Sarah's Umbrella
14 Sarah's Death.
Notas iniciais
Ninguém imaginava, né?
Nhaaa, leiam logo e me deixem feliz.
P. S : AAAAAAAAAAAAAAAAH, HOJE É O NIVER DO MEU MARIDO, MEU LOIRO, MEU HOMEM ARANHA, MEU COVER BOY, MEU TUDO, KENDALL SCHMIDT! AAAAAAAAAAAAAAAAH, KENDALL, HOJE EM CASA PROMETEEEE 66' PARABÉNS, MEU GATOOOO! #HappyBdayKendallSchmidtFromBrazil ♥
Kendall
Pessoas correndo...
Luzes passando...
Uma voz no meu ouvido...
“Por favor, Kendall. Por favor, não morra... Por favor.”
Sarah?
O que Sarah estava fazendo ali?
Afinal, onde eu estava?
Antes de pensar em mexer meus lábios e falar com ela, passamos por uma porta e ela se foi.
Onde estava Sarah?
Eu tentei falar, tentei reclamar, tentei chamar, mas foi em vão. Sarah não estava lá.
Fechei meus olhos e adormeci.
*
*
*
“Kendall...”
“Skyler? Skyler, o que faz aqui? O que aconteceu?”
“Kendall, eu te amo tanto...”
“Eu também te amo, Sky. Agora, me diz o que houve.”
“Kendall...”
“Sky? Sky, não vai! Skyler! SKYLER!”
*
*
*
-- Skyler. – Arfei e me sentei na mesma hora.
Minha respiração estava errática, meus batimentos acelerados. O que significava esse sonho com Skyler?
-- Kendall, você está bem? – Alguém falou e me virei para a origem do som. Carlos se levantou e caminhou até ficar do meu lado.
De repente, notei que não estava em casa, muito menos no meu quarto. Eu estava em um apartamento de hospital. As paredes azul-claras com tema de oceano sempre me deram náuseas. Eu estava deitado em uma maca e havia vários fios conectados ao meu corpo.
-- Carlos?
-- Oi, cara. Ainda bem que acordou. Sarah estava ficando preocupada.
Sarah.
-- Onde ela está?
-- Ela foi na lanchonete comer algo. Esses 3 dias foram horríveis para ela.
Como assim, 3 dias?
-- 3 dias?
-- Sim, 3 dias. Você ficou desacordado por 3 dias.
-- Mas, foram apenas chutes e pontapés... Nenhum atingiu minha cabeça.
-- Sim, mas o médico achou melhor que ficasse desacordado para ajudar na cicatrização dos ferimentos. Eu concordei veemente. Conhecendo-te, sabia que, na hora que saísse desse apartamento, iria logo para o trabalho.
E era verdade. Meus pensamentos começaram a vagar até que me lembrei do mais importante.
-- Skyler. Onde ela está? Junto com Sarah?
Vi Carlos fechar os olhos e respirar bem fundo, mordendo o lábio depois. Suas sobrancelhas se inclinaram em uma espécie de careta culpada e ele deixou o ar sair de seus lábios.
-- Kendall, eu não queria te falar isso agora, mas... Quanto á Skyler...
A porta foi aberta em um rompante e Sarah entrou, com um copo de café na mão.
-- Carlos, eu trou... – Então, ela olhou para a maca e me viu. Sorri e ela deixou o copo de café cair, manchando o impecável carpete branco.
-- Kendall... – Ela falou e lágrimas brotaram do canto dos seus olhos. Abri meus braços e ela correu, me abraçando em seguida. Aquele perfume de rosas logo encheu meu nariz e eu inalei fundo, tentando memorizá-la. Seus braços me apertaram ainda mais e seus dedos afundaram em minhas costas, talvez tentando me prender ali. Ela se desvencilhou e eu encarei os olhos verdes mais lindos do universo, agora molhados. A boca vermelha. A mordida no lábio inferior, bem no canto direito. Minha. Totalmente minha.
Inclinei-me e ela selou nossos lábios em um beijo calmo, mas cheio de paixão. Ali, pude sentir que eu poderia passar pelo que fosse, sofrer o que sofresse, que tudo iria ficar bem, contanto que ela estivesse ao meu lado. Depositei, naquele beijo, o sentimento verdadeiro que nutria por ela e ela retribuiu, me deixando ainda mais encantado. Eu já não conseguia mais apertar sua cintura e ela não conseguia mais apertar meus cabelos, de tanto amor que ali tinha.
Quando nos separamos, nos encaramos por uns segundos e ela sorriu. E me deu um tapa em seguida. Olhei para ela, atônito, e ela arqueou a sobrancelha e apontou o dedo para mim.
-- Isso é por ter me deixado preocupada.
Aí, ela me puxou para outro beijo, dessa vez, mais feroz e cheio de desejo. Senti ela se derreter em meus lábios e gemer um pouco.
-- E isso é por ainda estar aqui.
Dei uma risada e ela saiu de cima de mim, ficando do lado de Carlos, que tinha ficado ali todo o tempo.
-- Quando foi que ele acordou?
-- Há uns 5 minutos. Já ia te ligar para avisar.
Ela deu um tapa nele e riu depois.
-- Nunca mais faça isso. Eu disse para me ligar na hora que ele abrisse os olhos.
-- Me desculpe, mas ele acordou já fazendo perguntas e eu me esqueci.
-- Tá bom, está perdoado. – Ela deu outro tapa no braço dele e apontou. – Mas, só dessa vez, hein?
-- Ok, eu aviso. – Ele levantou as mãos em sinal de rendição e eu ri.
Os olhos delas cruzaram com os meus e parei de rir. Algo acabou me contendo.
-- Como está se sentindo?
-- Bem. Meio fora do tempo, mas bem. – Meu estômago roncou nessa hora.
-- Bom, seu estômago diz exatamente o contrário. Eu vou comprar um lanche pra você e outro café pra mim, já que alguém fez o favor de derrubar o meu. – Carlos falou e Sarah deu língua á ele. Ele devolveu e saiu, nos deixando á sós.
-- Tudo bem, agora me diga como realmente está se sentindo.
-- Eu estou bem, eu juro! – Falei e ela semicerrou os olhos, levantando-se do sofá verde (que em nada combinava com a decoração do quarto) e ficou ao meu lado.
-- Jura? Jura bem juradinho? Jura de novo, dessa vez olhando em meus olhos. – Ela falou e eu engoli em seco. Ela sabia que eu não conseguia mentir para ela.
-- Tá bom, você venceu. Eu estou preocupado, satisfeita?
-- Muito! Mas, por quê está preocupado?
-- Jura que não contará isso á ninguém? Principalmente ao Carlos? – Perguntei e ela assentiu, obviamente intrigada.
-- Eu sonhei com Skyler. Ela chamava meu nome sem parar. A voz estava perto, mas sua imagem estava longe, como se fosse uma miragem. Ela disse que me amava e eu disse que amava ela, aí depois ela balbuciou meu nome de novo e sua voz foi ficando fraca e a imagem, desaparecendo, até que eu fiquei louco e comecei a chamá-la no meio do breu, mas ela não voltou. Por causa desse susto, acordei suado e tremendo, e com uma horrível sensação no peito. Minha respiração estava rápida, igual á meus batimentos cardíacos. Eu nunca tive um sonho desses em toda a minha vida.
Sarah mordeu os lábios e começou á olhar para os pés, tentando não manter contato visual com ela. Pus meus dedos em seu queixo e o puxei para cima, encontrando seus olhos marejados.
-- Sarah... O que aconteceu com Skyler?
-- Kendall, Skyler foi morta.
Morta.
Skyler.
Foi.
Skyler foi morta.
Minha irmã morreu.
Soltei seu queixo e me recostei na maca, passando meus dedos em meus cabelos, tentando arrancá-los.
-- Skyler... morreu? – Falei, olhando para Sarah e ela apenas assentiu, já chorando.
Não, isso não pode ser verdade. Isso não é verdade. Skyler não pode ter sido morta. Ela não tinha inimigos, tinha um namorado perfeito, tinha a vida que sempre quis... Minha irmã não pode ter sido tirada de mim assim.
Não, isso não está certo.
Não, isso não pode estar acontecendo.
Não, isso não...
Não.
Não, não, não.
NÃO!
-- Isso não pode ser verdade. – Falei e Sarah apressou-se em me amparar. – Como isso aconteceu?
-- Foi perto da sua casa. Uns marginais tentaram pegar a bolsa dela e ela resistiu, não quis dar. Aí eles atiraram duas vezes, mas nem levaram a bolsa, deixando-a lá. Eu não sabia da notícia, até o delegado local me ligar e dizer que tinha encontrado ela e que ela estava morta, por pelo menos, uns 45 minutos. Não acreditando, liguei para Carlos, avisando-o e dizendo-o para ir até lá. Ele foi até o local ver se conseguia saber de algo, mas não encontrou nada. Os policiais que ainda estavam lá confirmaram nossas suspeitas de que ela realmente estava morta quando a ambulância chegou.
-- Onde ela está agora?
-- No necrotério, esperando a autorização de mudança do corpo para Wichita. Sua mãe está aqui, resolvendo tudo.
-- Minha mãe?
-- Eu tive que avisá-la. Quando ela chegou aqui, chorou bastante e eu e Carlos a consolamos. Carlos tentou se prontificar á arrumar as coisas para o enterro, mas ela não aceitou. Ela até veio aqui te ver, mas você estava dormindo. Além do mais, quando ela entrou na porta e viu as ataduras, que até então estavam em seu corpo, ela desmoronou e começou a chorar de novo, fazendo com que a levássemos para o seu apartamento.
-- Mamãe deve estar sofrendo muito...
-- Você não faz ideia.
-- Mas, espera... Você disse que ligou para o Carlos, avisando do ocorrido. Ele não estava com ela? Com quem ele estava?
Mais uma vez, Sarah mordeu o lábio inferior e fingiu me ignorar.
-- Me desculpa, Kendall, mas eu prometi á ele que não iria contar.
-- Como assim, “prometeu”? – Agora eu estava furioso. Minha irmã tinha morrido, minha mãe estava sofrendo crises e agora, minha namorada e meu melhor amigo andam cheios de segredos um com o outro! – Desde quando você promete guardar segredinhos do Carlos, hein?
-- Kendall, eu sinto muito, mas eu não posso. Esse assunto deve ser resolvido entre vocês dois, eu não tenho nada á ver com isso. Por favor, não fica com raiva de mim, amor. – Ela falou, passando as mãos delicadamente sobre minhas bochechas e eu suspirei. Não conseguia ficar zangado com ela. Impressionante.
-- Tudo bem, mas acho bom Carlos me falar tudo de uma vez HOJE! Somos melhore amigos, nós não guardamos segredos um do outro.
Como se estivesse sabendo, Carlos apareceu, segurando uma sacola em uma mão e um copo de café na outra.
-- Kendall, eu trouxe um... sanduíche... pra você. – Ele falou, cautelosamente, ao notar a tensão existente no quarto. Logo, ele largou as coisas no sofá e ficou trocando olhares de mim para Sarah.
-- O que houve aqui? Vocês brigaram?
-- Não, mas eu quero que você me esclareça alguns fatos, Carlos. – Falei e ele engoliu em seco, olhando para Sarah, que tinha o maior olhar de culpada.
-- Você contou á ele, não é?
-- Não, Carlos, eu juro.
-- Você contou! Eu sei que contou!
-- Eu não contei, não seria capaz de quebrar uma promessa, ainda mais pra você!
-- Mentira, você contou!
-- NÃO, ELA NÃO CONTOU! – Falei alto e eles pararam. – Agora, eu quero que você me conte.
Ele saiu de perto de Sarah e fiquei do lado esquerdo da maca.
-- Eu só vou perguntar uma vez e uma vez, somente. Quer me explicar o motivo VERDADEIRO de não estar com Skyler na hora que ela foi morta?
Ele engoliu em seco.
-- Kendall... Eu... E-eu...
-- Carlos. – Falei, entredentes. – A resposta. Agora.
-- Nós brigamos. Foi por causa disso.
-- E por quê brigaram? – Perguntei e ele ficou calado. – Eu quero saber por qual merda vocês brigaram!
-- Vanessa. Ela voltou. Eu juro, não foi minha intenção...
-- Você tem quatro minutos e meio para me explicar toda a história. E acho você se apressar.
-- Mas, eu... não...
-- Já se passaram os trinta segundos, Carlos!
-- Naquele dia que eu estava fazendo o ensaio da Victoria’s Secret, ela estava lá, era uma das modelos. Acho que Skyler nem se importou ou não a reconheceu, já que ela não viu as modelos antes de virem até mim. Bom, tiramos as fotos e ela meio que me convidou para encontrá-la no Central Park, na sexta. No começo, eu não quis ir, sabe, por Skyler, mas eu fiquei com aquilo na cabeça e decidi ir. Chegando lá, nós fomos tomar café e decidimos caminhar um pouco pelo parque. Aí, no meio disso tudo, ela confessou que ainda sentia minha falta e a gente... a gente...
-- Vocês...?
-- A gente se beijou. E Skyler viu.
Pausa.
Todo o quarto ficou em silêncio, a partir de então.
-- Você beijou Vanessa e Skyler viu? Você traiu minha irmã, é isso?
-- Kendall, eu não traí a Skyler, eu...
-- Não, você traiu sim! Você traiu ela! Não tente enganar, Carlos, você traiu sim! Eu não acredito. Depois de tudo o que ela te fez, de tudo o que ela sofreu por sua causa, é assim que você retribui? Traindo ela com a primeira que aparece?
-- Você sabe muito bem que eu nunca consegui me esquecer da Vanessa!
-- Sim, eu sei. E eu me culpava todo dia por deixar você enganá-la, mesmo sabendo que esse “amor” que você dizia sentir por ela, era falso. Eu sabia que você nunca tinha conseguido esquecer Vanessa, mas sabe por quê eu deixei isso acontecer?
-- Não.
-- Por quê eu amava Skyler! Eu sabia que ela iria ficar desolada se eu desse uma notícia dessas á ela. E eu só queria ver ela feliz. E se ser feliz, para ela, era viver com você, mesmo sendo uma mentira da sua parte, eu iria deixar. Porque eu me importava demais com a minha irmã par vê-la triste. E, por um momento, eu realmente achei que você tinha esquecido a Vannie. Que tinha se apaixonado por Sky e que iriam ser felizes juntos...
-- Mas, eu me apaixonei...
-- MENTIRA! VOCÊ NUNCA SE APAIXONOU! – Gritei.
-- Eu me apaixonei, sim! Eu fui apaixonado, eu sou apaixonado e eu sempre serei apaixonado por ela, mas não é ela que eu amo. É a Vanessa.
-- Carlos, continua a história.
-- Bom, ela correu para casa e eu tentei segui-la e pedir desculpas, mas ela não aceitou. A única coisa que ela disse era que iria manter o casamento.
-- Manter o casamento? Por quê?
-- Porque ela disse que já tinham gastado demais e, como tudo já estava pronto, ela não iria desperdiçar. Mas, fizemos um trato de que eu não a tocaria nunca mais e que viveríamos como se não tivéssemos nos casado. Bem nessa hora, Sarah chegou, apavorada, dizendo que você tinha sofrido um acidente. Ficamos assustados e ela nos contou toda a história da briga com o tal James, só que Skyler se revoltou e saiu de casa, como um furacão. Só ficamos sabendo algo dela quando a polícia ligou para Sarah, avisando sobre o assassinato.
-- Meu deus, a minha irmã...
-- Kendall, eu sinto muito, muito mesmo. Não foi minha intenção machucá-la desse jeito, mas...
-- Sai daqui, Carlos.
-- Kendall...
-- Eu disse pra sair daqui! AGORA! – Falei e ele fechou os olhos, claramente chateado, e suspirou, encaminhando-se até a porta, quando uma figura apareceu e não usava jaleco branco.
-- Com licença...
-- Dustin?! – Sarah falou, levantando-se do sofá e falando, depois da minha longa discussão com Carlos.
-- É bom revê-la, Sarah.
-- O que está fazendo aqui? Pensei que estivesse em Londres.
-- E estava, mas meus negócios acabaram se mudando.
-- Negócios? Que negócios?
-- Isso não é o importante. O importante é que eu vim falar aqui com você e com os senhores... – Ele parou, olhando para um papel em sua mão. – Kendall McField e Carlos Rodriguéz.
-- Somos nós. – Eu e Carlos falamos ao mesmo tempo.
-- Bom, acho bom vocês virem comigo até a delegacia, porque estão sendo indiciados.
-- Indiciados? – Carlos falou.
-- Por quê? – Completei, sem saber do que se tratava.
-- Vocês três estão sendo acusados do assassinato de Skyler McField.
(...)
Notas finais
Amo vocês, meus #Wonderholics. Demais.
Ah, não se esqueçam de mandar a tag no TT hoje pro Kenny, okay?
Sim, já mandei o meu, dã! :3
#WonderKizzes, babyz ;***
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