Sangue acoplado

16 Capítulo 16 - Caça


Notas iniciais
Então gente, pra começar MIL PERDÕES pela imensa demora, acho que nunca demorei como agora né? Bom, é que passei por muitos problemas pessoais aqui em casa e não deu mesmo pra mim parar um pouco e escrever, mas graças a Deus já passou e agora tenho mais tempo livre. E eu resolvi que vou esquecer essa coisa de meta, vou postar sempre que eu quiser (será mais rápido agora rs) porque eu acho injusto deixar meus leitores fiéis esperando e deixar até mesmo eu ansiosa pra postar aeuheuhea Enfim, espero que gostem do capítulo, amo vocês.

Já havia se passado uma semana desde a morte de Jennifer, e estávamos realmente abalados com isso, nem mesmo a vinda de Peter para nossa escola havia nos alegrado, mesmo se ele tentasse, ainda sofríamos muito pela perda da nossa amiga, e eu mais ainda, pois eu havia visto ela morta junto com Amelia e Derek, e me incomodou muito todas as noites ter que lembrar daquela horrível cena. Amelia ficou muito próxima de Holly esta semana, as duas estavam juntas para que pudessem se consolar, e eu me afastei um pouco. Os meninos não faziam mais gracinhas, eles só falavam de assuntos sérios ou para pedir a borracha um para o outro, eu e o Nicholas conversávamos pelo telefone quase todas as noites, para tentar o mínimo que seja esquecer um pouco do mundo. Já era sexta-feira novamente e eu estava sozinha em minha casa, pois meus pais tinham saído para um jantar. Ouço o barulho da campainha tocando e logo vou ver quem é.

- Oi. — ele disse levantando suas sobrancelhas esperando um convite para entrar.

- Oi, entra. — eu disse e ele entrou sentando-se no sofá.

- Então, faz quantos dias que você não come?

- A última vez que eu me alimentei foi com você. — eu disse.

- Então, está na hora de mais uma refeição Sra. White. — Richard disse levantando-se do sofá e pegando em minha mão, me puxando para fora de casa.

Estávamos correndo, e respirando o ar puro e rápido que pairava em nossa volta, o vento gélido era bom, movia todos os meus cabelos para trás. Já estávamos correndo à minutos e por fim chegamos numa floresta, um pouco mais longe do que a outra, o cheiro era peculiar, havia mato em todos os lugares, e o cheiro de sangue era forte. Não demoramos muito e avistamos um veado que passava despercebido pelos caçadores noturnos. Ambos corremos atrás dele e cada um mordeu de um lado do pescoço do animal. O sangue entrava pela minha garganta e após descer por ela eu já queria saciar mais minha fome e assim foi se repetindo sucessivamente, até todo o sangue do animal acabar.

- Você é boa. — Richard disse olhando para mim e limpando sua boca que estava suja de sangue.

- Você também é. — eu disse e logo corremos novamente em busca de mais uma presa.

Não era difícil achar um animal naquela floresta, mesmo havendo muitos caçadores — eles eram praticamente cegos, só pode. — passaram-se minutos desde o primeiro animal que comemos no dia, e já encontramos uma gazela, mas está estava ferida. Nos aproximamos dela, e encostamos em seu machucado no qual estava exposto, eu e Richard nos olhamos, e a gazela se acalmou, mas logo ela começou a reagir quando fincamos nossos dentes em suas costas. Já estávamos cheios e a gazela ainda resistia, quando em apenas um movimento Richard quebrou o pescoço do animal, para ela não sofrer mais.

Andávamos tranquilamente pela floresta e encontramos uma lagoa, no qual resolvemos nos banhar. Já era de madrugada e encostei meus dedos naquela água gelada. Richard já estava submerso até a cintura.

- Vem, você não vai morrer se entrar. — ele disse passando a mão em seus cabelos para tirar um pouco da água que havia nele após o mergulho.

- Não sei. — falava relutante. Quando percebo duas mãos geladas em minha cintura, e logo olho novamente para o lugar onde Richard estava e percebo que ele não está mais lá.

As mãos me empurram de uma só vez para a água, me molhando por inteira. Ainda estava em baixo da água quando percebo que as mãos que me empurraram eram do Richard, que agora estava fazendo gracinhas em baixo da água.

- Seu... — eu ia dizer, mas ele tacou mais um pouco de água em meu rosto, fazendo-me fechar a boca.

- Seu o que? — ele disse, ainda tacando água.

- Seu babaca. — eu disse acompanhando sua brincadeira.

Já estávamos a horas dentro da lagoa, e já estávamos limpos, não contia mais nenhum sangue em nossas vestes ou pele. Estava boiando meu corpo para cima, para sentir a leveza da água em meu corpo. Quando Richard sorrateiramente se aproxima de mim e cola nossos lábios em apenas um movimento. Me espantei com o que ele havia feito mas não cogitei em parar nosso beijo. Logo nosso beijo toma uma forma e esquenta, sua língua pedia passagem e eu cedi sem ao menos pensar. Ele me agarrou pela cintura e agora nossos corpos estavam colados, não precisávamos respirar, então nosso beijo foi longo e duradouro. Assim que paramos, encostamos nossas testas ainda com os olhos fechados, aproveitando a recordação do beijo em nossos lábios. Ele deu um leve riso de canto e disse:

- Você beija muito bem.

- Você também. — eu disse e nossos lábios se juntaram novamente, só que desta vez mais forte e mais ardente.

Ficamos ali por mais algumas horas, até resolvermos por fim sair da água. Sentamos na grama por mais um tempo e depois, já quase de manhã, resolvemos ir para nossas casas. Nos despedimos com mais um beijo, e cada um foi para uma direção oposta.

Cheguei em casa e meus pais estavam preocupados. Suas caras não estavam nem um pouco atraentes.

- Você está louca? — minha mãe disse quase gritando.

- O que aconteceu? — eu perguntei ainda sem entender.

- Tem um animal a solta por aí, e você sai de madrugada e só volta a essa hora? — meu pai disse muito bravo.

- Desculpe, eu pensei que esse toque de recolher já tinha acabado. — eu disse tentando acalmá-los.

- Não poderia nem ter avisado aonde estava? — minha mãe disse abaixando seu tom de voz.

- Desculpe, eu não lembrei nem de levar o celular. — eu disse.

- Você está de castigo, você não vai mais sair de casa durantes anos, está me ouvindo? — meu pai disse e logo me mandou subir para o meu quarto.

Eu sabia que não deveria falar com eles, pelo menos agora, eles estavam muito bravos para poderem conversar civilizadamente. Entrei em meu quarto e fechei a porta, olhei para o espelho para ver meu estado deplorável e logo vi Cate atrás de mim.

- E ai? Gostando do garoto de ouro? — ela disse dando um leve sorriso.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado do capítulo (principalmente quem é team Rissie - Richard+Cassie -), ficou bem quente e acho que o final deixou um suspense rs. Talvez amanhã mesmo eu volto certo? E não se esqueçam que mesmo não tendo mais metas, quero reviews (e recomendações se quiserem). Tanta gente lendo e são poucos que deixam reviews e recomendam. :/ Beijos, espero ver TODOS nos reviews hein. Beijos