Sangue Maldito

37 Punida e Analisada


Notas iniciais
Yo, minhas Bitchs-chan! ^-^Parece que, finalmente, depois de tanta demora eu resolvi voltar aqui com minha linda cara-de-pau para deixar mais um capitulo para vocês. Bem, posso garantir que esse aqui está absurdamente cheio de cenas inesperadas, principalmente da Tora com um vampiro que vocês ainda não conhecem muito bem... ¬¬ Presumo que vocês já devem saber quem é. Certo, agora, preciso fazer o que havia prometido à uma das minhas leitoras mais fofas! ^-^ Samiris-chan, quero te dedicar esse capitulo, porque você fez aniversário dia sete e eu - a atrasada - só fui ver seu comentário no dia quinze. Aceite esse capitulo hot como meu presente de aniversário mega atrasado! Meus parabéns! Muitos anos de vida! E espero poder ler muuuitos dos seus comentários nessa fic e em fics futuras, eles me fazem muito feliz! XOXO, Natia-sama

Depois de contar tudo o que havia acontecido para Yui voltei para o meu quarto, mas minha paz não durou muito, pois logo o Edgar apareceu e disse que o Reiji queria que eu fosse até a sala dele, nessa hora me subiu um frio na espinha e eu comecei a rezar para que o Reiji não fizesse nada.

Dirigi-me até a sala dele e bati na porta, Reiji pediu que eu entrasse e foi o que eu fiz, porém continuei perto da porta para o caso de precisar – inutilmente – fugir.

– Sente-se. – mandou calmamente. Ele parecia calmo demais para o meu gosto.

– Não precisa, está bom aqui! – retruquei dando um sorrisinho amarelo.

– Não seja mal-educada em minha presença! – avisou com um olhar ameaçador, na mesma hora eu corri até a poltrona a frente dele e me sentei. – Ótimo!

– E então, o que você quer falar comigo, Reiji-san? – perguntei apreensiva. Eu já estava preparada para ouvi-lo dizer que me puniria pelo que eu fiz no salão de jogos.

– Ultimamente suas atitudes têm me trazido grandes problemas. Eu sou um homem ocupado e não posso gastar todo o meu tempo concertando suas confusões, por isso a partir de agora qualquer pequena intriga que você causar terá uma punição. Estou sendo claro? – disse completamente sério. Eu engoli em seco, infelizmente eu não consigo não me meter em confusões, por isso algo me dizia que eu seria constantemente castigada.

– Sim, Reiji-san. – respondi de cabeça abaixada.

– Excelente. – disse se levantando e parando na minha frente. – Agora vamos à sua primeira punição. – anunciou e na hora eu ergui minha cabeça com um olhar assustado. Como assim? Ele já iria me punir? Não era justo, afinal ele devia ter avisado isso antes. – Levante-se! – ordenou. Fiz o que ele disse e o encarei.

– O que você pretende, Reiji-san? – perguntei receosa. Por favor, que não seja uma coisa muito dolorosa!

– Quieta agora! Fale uma palavra e sua punição será mais severa. – avisou com um olhar superior. Gente, o Reiji está me dando muito medo com todo esse suspense. Fiquei calada e logo ele agarrou meu pulso e me puxou para ficar perto dele. – Eu poderia te açoitar, mas seu corpo já está tão marcado que não teria a menor graça! – sussurrou sadicamente. Ele disse “açoitar”? Minhas pernas bambearam e eu estava prestes a cair quando Reiji me segurou.

– Por favor, Reiji-san, não me chicoteie. – implorei com a voz num murmúrio assustado. Ele deu uma risada debochada e me empurrou até uma estante de livros.

– Sua expressão de medo me agrada, no entanto eu ainda prefiro sua expressão de dor. – disse com um sorriso sádico e ameaçador. Ele deslizou a mão pelo meu pescoço até o fecho da jardineira e o abriu fazendo a parte da frente cair, depois foi aproximando sua boca do meu pescoço, eu fechei os olhos e esperei, entretanto de repente ele me virou de costas e mordeu minha nuca com violência eu gritei tanto de surpresa quanto de dor.

Pude sentir o sorriso do Reiji contra minha pele enquanto ele bebia o meu sangue de forma veloz e brusca, a cada gole que ele dava eu gemia de dor. Essa foi a mordida que mais me atingiu desde que eu saí daquela Dama de Ferro. Um longo tempo depois – pelo menos para mim – Reiji tirou as presas da minha pele e me virou, estávamos novamente cara-a-cara e ele segurou meu queixo de forma a encará-lo.

– Espero que tenha aprendido a lição. – disse sério, eu apenas assenti. – Da próxima vez será pior. – avisou e novamente eu apenas assenti, então Reiji simplesmente me beijou e foi ainda mais quente que o anterior. Eu agarrei a cintura dele puxando seu corpo para o meu e ousei adentrar minha mão por baixo da roupa dele, deslizando-a pela sua barriga fria e definida. Reiji fez o mesmo, com a pequena diferença que ele estava deslizando a mão pela minha coluna, o que me fez ficar toda arrepiada. Então do nada ele me soltou e disse com seu tom usual. – Retire-se.

Eu saí dali cambaleante e ofegando que nem louca, arrumei minha roupa rapidamente. Caramba, o que é que o Reiji estava fazendo comigo? Suspirei e segui para o jardim. Nem mesmo em toda minha vida eu poderia imaginar que o Reiji, repetindo “o Reiji”, era capaz de me deixar dessa forma com apenas um beijo.

– Que fogo é esse? – perguntei para mim mesma enquanto me jogava em um banco do jardim e me abanava.

– Com calor? – alguém perguntou atrás de mim. Eu me sentei e encarei Ruki que me analisava com um sorriso de canto.

– Pois é, hoje está bem quente. – respondi normalmente, na realidade hoje estava era bem frio. Ruki se sentou ao meu lado e disse sedutoramente.

– Quem sabe eu não apago esse seu fogo.

– Não, obrigada! – recusei irritada e me levantei para entrar na mansão, havia algo nesse homem que me incomodava. Infelizmente ele me agarrou e me jogou no banco segurando meus pulsos para eu não fugir.

– Você não tem escolha. – falou com um sorriso calmo. Eu suspirei em sinal de desistência, eu realmente não tinha escolha. Ruki sorriu vitorioso e levou meu pulso sem ataduras até sua boca mordendo-o em seguida, cerrei meus olhos ignorando a dor. Logo que parou de beber o sangue do meu pulso foi diretamente ao meu pescoço, contudo não o mordeu, apenas começou a beijá-lo e chupá-lo arrancando de mim alguns suspiros e gemidos baixinhos.

– Ruki-san, não faça isso. – falei meio que suspirando. Ele mordiscou minha orelha e eu soltei uma exclamação de surpresa junto com um gemido, Ruki riu e me soltou ficando de pé.

– Você é mesmo uma garota intrigante. – comentou esboçando um sorriso e sumiu em seguida. Quê? Quer dizer que ele fez tudo isso só para analisar minhas reações? Ele é mesmo um sacana manipulador!

Voltei para o meu quarto, estava precisando urgentemente de um pouco de descanso de toda essa loucura, tirei as sapatilhas e a jardineira ficando somente com a blusa de frio e com as meias e deitei-me na cama. Estava quase adormecendo quando me sinto ser abraçada, não me dou o trabalho de ver quem é, apenas me aconchego mais no corpo frio e durmo.

Notas finais
Todas as pessoas não passam de simples peões de xadrez com o objetivo de fazer o que eu quero. Ninguém contestará minha vontade ou irá contra as minhas ordens, eu sou absoluto e não há nada que você possa fazer para escapar de mim. Seja minha dama negra! Ruki Mukami