Sangue Maldito

23 Assunto Mal Resolvido


Notas iniciais
Desculpa postar a essa hora é que eu acordei meio dia e fiquei enrolando para escrever o capitulo, aí já viu, né!! De qualquer forma está aí para vocês... Espero que gostem!! :3

Eu troquei minha camisola por um vestido azul-marinho marcado abaixo do busto com uma fita vermelha amarrada com um laço na frente e babados na saia até acima do meio da coxa, calcei meias 7/8 – sim, essas meias são minha marca registrada – listradas de azul e vermelho com lacinhos, também vermelhos, na parte superior e traseira da meia, coloquei sapatilhas pretas e fiz marias-chiquinhas no meu cabelo.

Desci as escadas e fui até a sala de jantar, onde todos me esperavam para começar a comer.

– Está atrasada! – Reiji falou todo irritadinho e eu tive que me segurar para não começar a rir novamente. Acabei tendo que me sentar entre Ayato e Subaru, com certeza não era nada agradável.

– Muchi-chan, você está tão kawaii de maria-chiquinha! – Laito me elogiou e no mesmo instante eu corei e olhei para baixo, depois de ontem estava meio difícil conseguir olhar nos olhos dele.

– O que há com você, Tora-chan? – Kanato perguntou vendo que eu havia ficado envergonhada com o elogio do Laito.

– N-não é nada, Kanato-kun. – respondi e me recompus, não dava para ficar assim toda vez que o Laito falasse comigo, eu precisava superar meu choque. Edgar trouxe a comida e todos nós comemos em silêncio, parecia que estava todo mundo morto naquela mesa, foi então que eu lembrei da conversa que eu tive com o Shu na cozinha e uma coisa me ocorreu. – Shu-san, será que eu posso falar com você depois? É sobre aquele assunto. – perguntei encarando Shu, na hora ele olhou para mim deu um sorriso malicioso.

– É claro. – respondeu rapidamente, ele parecia empolgado, só que de um jeito preguiçoso. Não me pergunte como alguém consegue se empolgar com preguiça, mas era assim que o Shu estava.

– Que assunto é esse? – Subaru perguntou meio incomodado.

– Não é nada muito relevante. – respondi calmamente tentando colocar aquela história de lado.

– Se não é importante então por que não conta, Jujuba? – Ayato me desafiou com um sorriso divertido.

– Porque eu não preciso dar satisfação pra pessoa que me encheu de buracos! – retruquei com raiva, minha paciência com o Ayato acabou de acabar. – Eles ainda doem, sabia? – revelei, só que dessa eu não estava com raiva estava triste. Ayato me encarou perplexo por um momento e eu pude perceber algo nos olhos dele que não consegui identificar, ele se levantou da mesa e saiu da sala.

Todos os outros que estavam na mesa me olharam com perplexidade, eu apenas ignorei e voltei a comer sem ligar para eles. Aos poucos os irmãos foram saindo e só sobrou eu e Yui na mesa.

– Tora-chan, você não acha que pegou um pouco pesado com o Ayato. – disse ela apreensiva. Eu suspirei.

– Eu não sei, Yui-chan, é só que eu não consigo perdoá-lo. – falei tristemente. Ela se levantou da sua cadeira e veio até meu lado, pegou minha mão e disse com sinceridade.

– O Ayato está arrependido, quando ele olhou para você agora pouco eu vi os olhos dele. O problema é que ele é muito orgulhoso e vaidoso para te pedir desculpas e você precisa ter um pouco de paciência com ele. – os olhos dela estavam praticamente suplicando, ela deveria gostar muito do Ayato e também devia conhece-lo muito bem para saber tudo isso.

– Eu vou tentar, mas não posso prometer nada. – falei com má vontade.

– Arigato, Tora-chan, eu prometo te ajudar com isso. – prometeu Yui com um sorriso radiante, eu sorri de volta e resolvi levar a sério o que ela tinha me pedido, quem sabe eu conseguisse alguma coisa no final. Yui se levantou e saiu da sala de jantar, eu permaneci alguns segundos sentada lá, porém logo me levantei e fui atrás do Shu.

Encontrei-o deitado no sofá da sala de jogos, foi um dos primeiros lugares que procurei, provavelmente ele ficou lá para que fosse mais fácil acha-lo. Aproximei-me dele e resolvi fazer uma brincadeira.

– Largado no sofá. Largado no sofá. Largado no sofá. Largado no sofá. – eu falei meio que cantando.

– O que é que você está fazendo? – Shu perguntou sem se dar o trabalho de abrir os olhos.

– Estou cantando a nova música tema da sua vida. – respondi dando uma risada debochada.

– Você e a Yui estão muito engraçadinhas hoje. – comentou abrindo somente um dos olhos e se sentando no sofá. – Venha cá! – chamou batendo no lugar ao seu lado. Eu fui até lá e me sentei do lado dele, que no mesmo instante me empurrou me fazendo deitar e deitou em cima de mim.

– Shu-san, o que você está fazendo? – perguntei espantada.

– Fale logo o que você vai me dar em troca do meu beijo. – disse Shu, mais direto impossível!

– Bem, ettoo, eu estava pensando e se eu fosse seu animalzinho de estimação? – sugeri e acrescentei rapidamente. – Mas eu seria como um animal de estimação de verdade, sem coisas pervertidas! – falei corada, imediatamente Shu se apoiou nos cotovelos e começou a me encarar.

– Da onde você tirou essa ideia? – questionou desconfiado. Bom eu tive essa ideia depois de ver o passado dele e pensei que seria legal usá-la, no entanto eu não podia em hipótese alguma dizer isso para ele.

– Eu vi em um anime. – respondi a coisa mais viável que me passou pela cabeça. Shu deu um sorriso de canto.

– Gostei dessa ideia. – concordou e voltou a deitar em cima de mim.

– Certo, então vou te dizer as regras! – informei usando o tom de voz do Reiji. Credo! A personalidade do Reiji é contagiosa! Saí desse corpo que não te pertence!

– Regras são cansativas. – disse Shu entediado.

– Não interessa! – retruquei autoritária. – Ouça com atenção! Primeira regra: Quando eu estiver no modo AE...

– Modo AE? – perguntou confuso, me interrompendo.

– Modo Animal de Estimação. – respondi rapidamente e voltei para as regras. – Quando eu estiver no modo AE você não pode tentar fazer coisas pervertidas comigo, afinal eu vou ser como uma cachorrinha e zoofilia é esquisito. – falei, Shu deu uma risada de sacudir o esqueleto.

– Tudo bem, mas se você quiser, eu não vou negar. – aceitou, eu bufei. Desnecessária essa última parte.

– Segunda: Não pode modo AE na escola. Terceira: Nada de maltrato comigo no modo AE. E quarta: Para eu entrar no modo AE você tem que me chamar pelo nome que você vai escolher agora. – terminei de dar as regras e por algum milagre o Shu não estava dormindo.

– Eu aceito suas regras, mas eu também tenho uma regra para você. – concordou e depois impôs uma condição, bom, acho que ele tem esse direito. – Eu vou poder sugar seu sangue mesmo quando estiver nesse modo AE. – falou.

– Tudo bem para mim. – aceitei. Que bom que essa era a regra! Com certeza é bem aceitável se você considerar as outras coisas que ele poderia impor. – Qual meu nome? – perguntei me referindo ao meu nome do modo AE.

– Summer. – respondeu simplesmente. Por que diabos ele colocou meu nome como verão em inglês? – Porque você é quente. – Shu disse, eu levei um susto. Desde quando esse cara lê pensamentos?

– Até que eu gostei desse nome. – falei com um sorriso. – Bom, eu tenho que ir. – informei e o empurrei me levantando, entretanto antes que eu desse um passo Shu me puxou e me lascou um beijo. Eu fiquei paralisada por um segundo e ele mordeu meu lábio inferior me fazendo acordar para a vida, a língua dele pediu passagem e eu cedi. O beijo dele era calmo e preguiçoso, exatamente como ele, e aquilo era muito bom, aquele beijo sem pressa que a gente pode apreciar, sabe.

Eu fiquei sem ar e me afastei ofegante, embora quisesse continuar com aquele beijo por muito mais tempo.

– Está aí o que você queria. – disse ele voltando a se deitar e fechar os olhos. Eu me virei e estava prestes a sair quando ele fala. – Qualquer hora eu vou te chamar no modo AE, então esteja preparada.

Eu dei um sorriso, parece que eu vou conseguir conhecer o Shu bem melhor depois de me tornar animal de estimação dele. Com certeza essa foi uma ótima ideia! Comecei a ir para a porta de saída da mansão toda sorridente e quando a abro tomo um susto do tamanho do universo.

Notas finais
Não diga coisas problemáticas, não faça coisas cansativas. Quanto mais olho para você, mais tenho vontade de saber até onde você pode ir por mim. Venha cá! Eu vou te deixar exausta esta noite. Shu Sakamaki