Sangue Maldito

24 Novos Moradores


Notas iniciais
Yoshi! Outro capitulo especialmente para vocês - e para quem mais seria? Aproveitem! ^-^

Havia quatro caras muito lindos prontos para entrar na casa. O cara que estava na frente tinha cabelos pretos com as pontas brancas e olhos azuis acinzentados; o outro cara que estava do lado dele tinha cabelo loiro com uma franja cobrindo o lado superior e direito do rosto escondendo seu olho, o olho que estava visível era azul claro; um outro homem que estava mais atrás tinha cabelos loiros escuros presos num coque bagunçado e olhos castanhos claros; por último tinha um menino com cabelos pretos com algumas partes cinzas e olhos cinzas, ele usava uma boina que o deixava muito fofo e possuía uma cicatriz na ponte do nariz.

– Vocês são os novos vampirinhos? – perguntei por dedução, já que tinha quatro e todos eram super-gatos pensei que poderiam ser eles.

– Nós somos os Mukami. – o vampiro de cabelos pretos e olhos azuis falou em um tom calmo e ainda assim bruto. Já vi que esse aí é pior que o Reiji.

– Ah, sim, eu sei. – falei dando um sorriso amarelo e colocando a mão na cabeça. Esses quatro parecem ser bem complicados. – Entrem, acho que o Reiji-san vai querer falar com vocês. – avisei abrindo a porta para deixa-los entrar. Todos entraram e começamos a andar pelo corredor, pelo jeito eles não eram muito falantes, então alguém me abraçou por trás e logo pensei que ela o Laito.

– Ningyo-chan*, você parece tão saborosa. – definitivamente aquele não era o Laito, me virei e vi o vampiro de cabelos loiros e olho azul claro.

– Será que dá para você me soltar. – pedi calmamente.

– E se eu não quiser! – disse ele com um sorriso sádico, sinceramente ele era a cópia do Laito. Eu dei um sorriso demoníaco e comecei a gritar.

– SOCORRO, SOCORRO, TEM UM MUKAMI ME ASSEDIANDO!! – gritei desesperada e no mesmo instante todos os irmãos Sakamaki e a Yui apareceram no corredor, o loiro me soltou e eu corri para o lado do Subaru.

– Mal chegaram e já estão tentando roubar o que é nosso. — Ayato falou com raiva. É isso aí, Ayato! Quebra a cara deles!

– Eu não vejo o nome de vocês nela! – o loiro retrucou debochado. Esse loiro é um abusado, viu!

– Parem já com isso! – Reiji ordenou irritado. Ele se virou e começou a andar fazendo um sinal com a mão para que todos o seguissem, nós entramos em uma sala com alguns sofás, essa era um pouco diferente daquela em que eu os conheci logo que cheguei na casa. Todos se acomodaram nos sofás, menos eu que preferi ficar perto da porta de saída. – Primeiro as apresentações, afinal nós temos alguém na casa que não conhece vocês. – falou Reiji assim que nos ajeitamos na sala.

– Eu sou Ruki, o mais velho. – o cara de cabelos pretos com pontas brancas falou primeiro olhando para mim.

– Yuma. – o cara do coque disse simplesmente, ele parecia preguiçoso como o Shu.

– Eu sou o Azusa. – apresentou-se o garoto fofo de boina, eu reparei que ele usava ataduras no pescoço e nos antebraços.

– Dispenso apresentações. – o loiro que me agarrou disse em tom superior. Ok, agora ele era mistura de Laito e Ayato.

– Por quê? – perguntei confusa. O loiro me encarou com raiva.

– Tora-chan, você não reconhece ele? – Yui me perguntou meio incrédula, eu encarei o loiro tentando achar algo familiar, passei um tempo nisso.

– Definitivamente não. – respondi com uma certeza absoluta. Laito e Ayato riram da cara do loiro que ficou revoltado. – Ele é famoso? – perguntei, já que todos reagiram daquela forma foi isso que eu deduzi.

– Ele é um ídolo no mundo humano. – Ruki me respondeu rapidamente.

– Sério? – perguntei e então olhei para o loiro. – Gomen, é que eu morava no meio do nada e não tinha televisão. – expliquei calmamente.

– Tsc... Meu nome é Kou. – falou ele virando a cara. Eu dei uma olhada em todos eles e resolvi me apresentar de uma vez.

– Eu sou Tora, a noiva maldita. – falei, não perdendo a chance de debochar um pouquinho.

– Noiva maldita? – Azusa falou pela primeira vez, gente eu estou surtando ele é muito fofo.

– O meu sangue tem uma maldição, todo vampiro que o beber morre. – expliquei como se aquilo fosse a coisa mais legal do mundo.

– Por que vocês mantêm uma noiva amaldiçoada aqui? – Yuma perguntou todo irritadinho.

– Nós temos a cura para o veneno do sangue dela. – Reiji respondeu ajeitando o óculos.

– E qual é a cura? – Ruki perguntou, eu fiquei ansiosa para saber o que responderiam, será que falariam o que era, ou melhor, quem era?

– Isso não diz respeito a vocês. – Reiji respondeu calmamente, eu fiquei contente por um momento. No entanto, lembrei que se não contasse qual era a cura somente a Yui ia ter que aguentar dez vampiros mordendo ela e eu não queria ser beneficiada enquanto ela iria ficar a mercê desses sádicos.

– O sangue da Yui é a cura. – anunciei receosa. Os Mukami e Yui me encararam surpresos e os Sakamaki me olhavam em fúria.

– Por que você falou, idiota? – Subaru perguntou em fúria socando uma parede que quebrou no mesmo instante.

– Porque eu não quero ser favorecida enquanto a Yui é massacrada. – respondi de cabeça baixa com um tom triste. Alguém pegou minha mão e eu levantei a cabeça para ver quem era, Yui estava me olhava chateada.

– Você não precisava fazer isso, Tora-chan. – disse ela melancólica.

– Tudo bem, Yui-chan, você sabe que eu não tenho mais medo da dor. – afirmei com um sorriso conformado, ela suspirou e me soltou voltando a sentar, ela não estava muito convencida.

– Você é masoquista, Ningyo-chan? – Kou perguntou dando um sorriso travesso.

– Pensei que esse fosse um pré-requisito básico para ser noiva de sacrifício. – falei desinteressada e acrescentei. – Embora eu só tenha ficado assim depois de um certo incidente.

– Tem algo a ver com suas ataduras, Tora-san? – Azusa questionou curioso. Eu sorri misteriosamente.

– Isso é se-gre-do! – falei e coloquei o indicador sobre minha boca dando um piscadela na última silaba da frase, dei uma olhadela para Ayato que parecia um pouco surpreso. Ele devia esperar que eu contasse para todo mundo o que ele fez comigo, entretanto depois do que a Yui me falou eu resolvi tentar dar uma chance para ele. – Eu já posso sair, Reiji-san? – perguntei.

– Todos já podem sair, com exceção de Ruki. – respondeu ainda um pouco irritado. Eu abri a porta e fui praticamente correndo para o jardim, eu precisava de ar puro!

Notas finais
*Ningyo-chan significa bonequinha. Você não pode fugir de mim. Eu sei que em algum momento você virá correndo até mim e irá implorar para ser minha... Quando essa hora chegar eu vou fazer coisas que você jamais imaginou serem possíveis. Kou Mukami