Que delícia. Esse sangue fresco que desce pela minha garganta. Nunca pensei que esses animais tivessem um sangue tão gostoso. Quero mais, sua carne é suculenta e macia, não importa o quando eu coma é uma delícia. Seus ossos são frágeis e sempre que são quebrados deixam um gosto melhor ainda. Nunca pensei que os humanos fossem tão gostosos, quero saborear mais e mais... O sabor do sangue enquanto arrebento corpos com minha boca. Cortes limpos feitos com minhas garras, um braço decepado pela minha cauda, tudo isso me provoca uma grande agitação. Uma vontade cada vez maior de derrotar e comer. Cabeças, braços, pernas, tronco, tudo é separado com um golpe, mas agora existem placas os protegendo, mas minhas chamas derretem o metal. Cada membro que corto, é algo para ser comido. Sempre que tentam me matar, acabam sendo comidos e estraçalhados por mim, sua presa.

Uma caçada foi preparada para me matar, mas acabei com todos eles, quebrei os ossos, arranquei seus braços e pernas enquanto estavam vivos. E no fim devorei suas carnes, ossos e tudo. Andei até um riacho para lavar meu corpo escamoso. Um dragão de tamanho pequeno como eu tem suas vantagens e desvantagens. Mas vivo minha vida normalmente. Pulei na água para retirar o resto do sangue que ficara em meu corpo e para saciar a minha sede.

Enquanto nadava observei uma mulher humana se aproximar do fluxo de água em um ponto acima de onde estava, ela não pareceu me notar. Poderia facilmente a comer, mas estava cheio, os 10 homens que vieram atras de mim fora o suficiente por hoje.

Eles estão aprendendo como me caçar, chamam mais gente, e parece que alguém observa a batalha. Sempre usam novos modos para tentar me abater e isso acaba por dar um ótimo gosto a luta. Hoje um deles conseguiu uma pequena vitória... feriu a minha asa esquerda, mesmo que o ferimento seja pequeno não poderei voar por um tempo.

Continuei nadando lentamente enquanto observava a mulher, cabelos louros, uma pele branca, usava um vestido azul claro por cima de seu corpo esbelto. Uma nova ansiedade começou a crescer em mim. O que será que é isso?

Uma mudança ocorreu no meu corpo, ele diminui mais ainda, até ter a forma de um humano, as asas em minhas costas tinham desaparecido, minhas escamas tinham se tornado pele, mas certos pontos do meu corpo ainda possuíam escamas, na minha cabeça um cabeleira negra se formou, e quando sai da água do riacho vi meu novo eu, um humano. Por algum motivo desconhecido estava usando aquela cobertura que esses seres chamam de roupas, ótimas partes feitas com couro draconiano. Cada nervo do meu corpo queimava de emoção, uma nova sensação percorria meu corpo. Um novo tipo de caça me esperava. E essa seria uma das melhores, conseguia sentir todo o meu corpo tenso e excitado.

Calmamente cheguei próximo a mulher, ela levantou os olhos do que estava fazendo e me olhou como se nunca tivesse me visto, algo que claramente seria uma mentira e um verdade ao mesmo tempo. Conhecia a fala humana pois ouvira-os conversando várias vezes.

"Olá bela senhorita." Minha voz humana era profunda e sonora, como a de um animal selvagem. Me aproximei mais dela e me agachei ao seu lado para ver o que ela estava fazendo.

"Olá." Confirmei que ela não poderia ter mais do que 20 anos na idade humana, olhos verdes me examinavam. "O que faz aqui no meio dessa floresta onde nem mesmo os mais corajosos se arriscam pequenino?" Ela disse enquanto olhava para mim. Pequeno? Sei que sou pequeno, mas sou bem mais velho que ela. Me segurei, pois ela parecia querer falar mais. "Não tenho nada para te oferecer aqui, e sei de onde veio." Ela disse com uma expressão firme.

"Sabe o que sou?" Perguntei calmamente. Ela apenas assentiu com um aceno de cabeça e voltou a lavar as roupas que estavam com ela. Então ela tinha vindo para lavar as roupas de sua casa...

Fiquei a observá-la, seus cabelos dourados caindo nas suas costas e se mexendo quando ela fazia esforço para lavar as peças de roupa, o contraste de sua pele quando coloquei minha mão em sua face concentrada ela se arrepiou, passei as mãos lentamente sobre suas bochechas rosadas, que estavam cada vez mais vermelhas, ah que linda reação, eu a quero para mim, foi o pensamento que ocorreu naquele momento.

Desci mais, passei-as em seu pescoço, quando cheguei aos ombros, estes estavam tensos e apertei-lhe nos pontos certos até ficarem relaxados, ela fez uma expressão de prazer, seus olhos encontraram os meus. Nossos lábios se encontraram e nos beijamos, ela com uma expressão de susto que rapidamente se dissolveu, eu com um prazer cada vez maior.

Ela se afastou de mim. "Preciso... terminar... de lavar..." foram as palavras ofegantes dela. Não queria me render ao pedido, mas acabei cedendo e fui me sentar atras dela, com minhas costas voltadas para ela. E ela pareceu ficar feliz ao voltar a terminar a tarefa que tinha que realizar.

Apenas fiquei sentado e de tempos em tempos virava para lhe acariciar as costas, ombros e todas as partes que não a constrangeriam, mesmo que estivéssemos a sós e no meio da floresta, nunca se sabe quando um caçador pode aparecer.

Não demorou muito para ela terminar de lavar as peças, ela logo se levantou e olhou para mim. "Vai me ajudar com isso ou terei que fazer tudo sozinha, pequenino?" foi a pergunta que ela me fez. Apenas levantei e me abaixei para pegar o cesto, não estava gostando de ser chamado de pequenino por ela, mas eu estava adorando passar o tempo com essa humana, ela soltou um pequeno grito abafado, como se tivesse tomado um pequeno susto, mas ela se recuperou rápido.

Levantei o cesto dela e descobri o motivo dela me chamar de pequenino, eu era um pouco menor que ela, chegava nos seus ombros. Não me importei apenas a segui quando começou a andar.

Em poucos minutos chegamos em uma casa na borda da floresta, ela parecia morar sozinha e se pôs a pendurar as roupas no varal, eu fiquei a observando, e sempre que desviava meu olhar e a olhava novamente uma nova excitação corria por mim.

Ela entrou na casa em que morava, uma casa de um andar feita de madeira, mas com uma pequena sala com uma lareira, uma cozinha com uma mesa, um banheiro e um quarto com uma grande cama. Rapidamente ela abriu as janelas da sala, isso trouxe um novo ar ao local.

Cheguei próximo a ela quando ela estava se dirigindo a janela do quarto e a abracei por trás, seus cabelo na minha frente, eu firmemente a segurei e beijei a base de seu pescoço lentamente, e fui descendo até base da coluna enquanto ela soltava alguns gemidos de prazer. Levantei e a virei para mim, beijei a base de seu pescoço novamente, mas dessa vez comecei a despi-la e a descer com os beijos até chegar ao umbigo, depois ela levantou meu rosto e me beijou mais amavelmente que no rio, até que ela ficasse sem ar. E começou a tirar a roupa que eu usava, mas não a deixei descansar, estava brincando com seus seios enquanto ela tirava minha camisa e ela começou a fazer o mesmo que eu tinha feito a poucos segundos, me deu mais um beijo e começou a soltar vários ao redor do meu corpo até alcançar meu umbigo e ao mesmo tempo retirava a minha calça.

Assim fomos para cama, deitado um em cima do outro.

Ela caiu sobre mim na cama. E com um sorriso satisfeito ela me olhou. "Ainda não sei seu nome, pequenino." Fiquei em silêncio, nunca tive um nome. "Me chamo Eleanor... Eleanor Everwhite." Respondeu a loira com um sorriso.

"... Não tenho um nome para me apresentar, apenas me chame de Little." Foi o único nome que podia dar para ela. Eleanor fechou os olhos por uns segundo e começou a brincar com meus cabelos. Ela parecia estar disposta a não me deixar levantar. Ela abriu os olhos de repente.

"Se você não tem nome, eu te darei um." Ela levantou e me deu um beijo. "Levante também, quero dar uma boa olhada em você para te dar um bom nome." Me levantei relutantemente e ela começou a examinar todo meu corpo, passou as mãos pelas minhas mãos, ombros, cabelos, rosto e quando chegou nas costas ela seguiu uma pequena faixa de escamas na minha coluna. "Escamas..." ela sussurrou próxima ao meu ouvido, seus seios tocando levemente o meu corpo e eu já estava pronto para outra rodada. Mas agora não podia, ela estava com um olhar muito sério em seu rosto. "Seu nome será Zenon Sharpscale. Pois você é um dragão."

Com essa fala eu dei alguns passos rápidos para tras. Achei que ela não sabia o que eu era... "Sempre soube que eu era um dragão?" Foi a única pergunta que veio a minha mente nesse momento. Ela acenou positivamente com a cabeça. "Eleanor, você não se assustou quando eu me aproximei de você?"

"No começo, fiquei tensa, mas quando sentou próximo a mim pude perceber que não me queria o mal, e no fim chegamos a isso." Ela disse enquanto apontava para nossos corpos com um sorriso. "Não me arrependo, até estou grata, nenhum homem jamais se aproxima daqui, você foi o primeiro." Com essa última frase pude perceber o quanto ela era solitária. E como a minha chegada podia ter sido uma benção para ela.

"Eleanor, não posso ficar para sempre por aqui, estou sendo caçado." Ela sabia, pois afirmou. "Mas devo curar meus ferimentos da última luta e ficarei com você por um tempo até que esteja pronto para partir ou que eles cheguem muito próximos." Ela parecia completamente desolada com essas palavras. "Era o que eu gostaria de falar, mas creio que isso nunca poderá mais ocorrer. Sinto que meu coração agora é seu. E não conseguirei me afastar muito dessa casa. Se quiser que eu fiquei, me pro..."

Não terminei a frase, pois ela simplesmente pulou sobre mim e começou a me beijar novamente, como se hoje fosse meu último dia vivo. Ela se afastou com lágrimas e um sorriso no rosto.

"Ficarei aqui, e se algum grupo vier me caçar... não terei como resistir, vou ter que ir atrás deles, mas prometo que voltarei." E com essa fala voltamos para a cama para mais uma rodada de prazeres na cama.