Sangue E Fogo - O Mistério Da Minha Vida
1 Capítulo 1 - Apenas parem de mentir para mim.
Notas iniciais
Bem, minha primeira fic original, e eu já estou escrevendo ela a uns dois anos. Essa história é muito importante para mim.
Enfim, cada capítulo vai ter uma música, a desse vai ser Lucy - Skillet. Aqui está o link:
http://www.youtube.com/watch?v=zLzturC1ZeE
Capítulo 1
Olá, meu nome é Elizabeth Wentwoth Lee, e tenho 16 anos. Se espera ler uma história normal, feche esta fanfic agora e fique o mais distante possível dele. Caso o contrário, acomode-se e eu irei narrar a você, o giro que a minha vida deu em apenas alguns meses.
Bem, eu estava dormindo, eram 3:00 da manhã e estava tendo sonhos estranhos e perturbadores, não que eu já não tivesse tido sonhos estranhos, mas não desse jeito tão... Real.
Eu não era eu – Eu avisei que era estranho – era como se eu estivesse no corpo de outra pessoa, no caso, aparentemente estava no corpo de alguma rainha ou algo parecido. Eu estava andando por uma espécie de vila, totalmente morta e sem vida. As árvores se baseavam em troncos secos e mortos, as flores, nem sinal delas. Até o clima ali parecia fúnebre, não havia sol algum só uma enorme nuvem negra cobrindo toda a região.
Eu caminhava tristemente ao lado de um homem aparentemente senil, com visíveis rugas. Mas o seu olhar possuía uma confiança incrível, como se nada mais o assustasse nesse mundo, como se já tivesse visto coisas que matariam qualquer um, menos ele.
-O que iremos fazer?- O homem perguntou me fitando com seus olhos negros me fazendo estremecer. Se você o encarasse por alguns segundos poderia dizer que ele transbordava vida, mas se o encarasse por mais tempo perceberia uma leve expressão triste e um olhar tão intenso que é como se faltasse algo nele. Mas a tristeza não parecia ser algo recente, parecia que ele a possuía desde... Sempre. – Esperar que tudo simplesmente... Morra?
E de repente era eu quem falava: — Não, se depender de mim nada e nem ninguém morrerá, ela está vindo, ela nos salvará. – De algum modo eu estava certa do que falava, sem nem ao menos entender de que eu falava.
-Mas e se tiver dado errado?- Perguntou o homem visivelmente preocupado- E se ela não quiser tudo isso? Você sabe que isso pode acontecer.
-Sim, eu sei. Só que ela é a nossa única opção, a única que pode salvar a tribo- Eu disse e então um silencio tomou conta do ambiente. Senti meus lábios se movendo, eu estava sorrindo. O homem me olhou de um modo estranho como se eu não fizesse isso a muito tempo, sorrir, e então eu me virei para ele novamente e disse: — Ela acabou de ser convocada, logo ela estará aqui.
E então um barulho irritante e uma claridade exagerada invadiram o meu sonho. “Hora de acordar” pensei enquanto batia a mão sobre o despertador fazendo-o ficar novamente mudo. Abri lentamente os olhos, fazendo-os se acostumar com a claridade que vinha da janela a minha frente, e então reuni forças o bastante e me sentei na cama. Espreguicei-me e em seguida me levantei indo em direção ao banheiro onde –muito relutante- joguei um pouco de água gelada no meu rosto na esperança de afastar o sono.
Troquei-me rapidamente e havia acabado de retirar o casaco do armário para ir à escola, quando meu celular tocou. “Quem me ligaria as 6:30 da manhã?” pensei mal humorada enquanto olhava o número no visor: Maria Clara, uma das minhas melhores amigas.
-Alô?
-Liza- Disse Maria Clara. Sua voz estava pesada, como se ela estivesse chorando.
-Clara! O que aconteceu?- Perguntei preocupada, isso foi o bastante para me acordar, muito mais eficaz que qualquer aguinha gelada no rosto.
-Liza, Júlia... – Ela começou a falar, mas não conseguiu continuar, caiu em prantos novamente.
-Acalme-se Clara e me fale o que aconteceu- Eu pedi sentindo medo. Já não tinha mais certeza se queria ou não ouvir o que ela tinha para me falar e então apenas fiquei calada esperando pelo pior.
-Júlia está... morta- Essas foram às três palavras que transformaram minha vida. Senti minhas pernas ficarem bambas e de repente minha visão escureceu. Eu já não estava mais ali, flutuava em meio a um universo de dores, sonhos perdidos e agora, morte. Não, isso não estava acontecendo, não poderia acontecer. A garota que cresceu comigo, que sempre foi uma irmã para mim, a garota que esteve ao meu lado todos esses anos, ouviu meus problemas e impediu que as lágrimas caíssem, mas eu sabia, que se elas caíssem, eu sempre teria um ombro pra chorar. Não, a ideia de ter perdido ela para sempre não entrava em minha cabeça, eu não conseguia, eu não podia acreditar. Eu iria abrir os olhos e ligar para ela, ela me diria que está ótima e então tudo voltará ao normal, só basta eu acordar desse pesadelo.
-Ela está acordando!- Ouvi a voz de minha mãe enquanto eu abria os olhos lentamente e ela me ajudava e me sentar.
-O que aconteceu?- Perguntei confusa sentindo uma forte dor na cabeça.
-Calma querida, vai ficar tudo bem- Minha mãe disse. Bem? Tudo bem o que? Então era verdade? Júlia estava... Não! Isso é alguma mentira, eles estão mentindo para mim, mas por quê?
-O que aconteceu?- Perguntou meu pai a minha irmã mais velha, Lílian, quando ela entrou no meu quarto com meu celular na mão. Antes de responder, minha irmã olhou para mim, cheia de pena e então disse: _ Parece que Júlia sofreu um acidente de carro e morreu na hora. Ela e os pais haviam saído e na volta eles colidiram com um caminhão, Júlia foi a única a morrer. Os pais dela estão feridos, mas não correm risco de vida.
-NÃO! Isso é mentira. TODOS ESTAM MENTINDO!- Eu gritei indignada. Por que minha irmã estava fazendo isso? Por que ela estava mentindo?
-Liza... Eu sinto muito, queria realmente que tudo fosse mentira, mas não é- Minha irmã disse.
-PARE! Pare de mentir para mim!- Sem perceber, eu já estava gritando novamente.
-Acalme-se minha filha, por favor, acalme-se- Pedia minha mãe enquanto me abraçava.
-Não mãe, ela está mentindo, Júlia está bem, eu sei.
-Tudo vai ficar bem minha filha, eu prometo que tudo vai ficar bem- Disse minha mãe que agora, chorava junto comigo.
-Está tudo bem mãe, Júlia está bem, ela está mentindo- Eu disse me referindo a minha irmã.
-Lisa, me desculpe... – Minha mãe começou a dizer, mas foi logo interrompida pela minha mãe: _ Lílian meu bem, desça com seu pai, sua irmã precisa descansar agora.
-Eu quero falar com Júlia!
-Você vai falar meu bem, depois, agora tente dormir um pouquinho, você não precisa ir à escola hoje. – Ela disse me ajudando a deitar na cama.
-Mas eu preciso falar com Júlia.
-Mais tarde querida, mais tarde – Disse minha mãe enquanto me dava um beijo na testa. – Eu vou ficar com você, apenas durma.
Notas finais
Bjoos e até o próximo capítulo' caso haja alguns comentários eu posto o outro muito em breve, pois o mesmo já está pronto.
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