Salvame

4 Capítulo 4


Notas iniciais
*Demorei, mas voltei. Peço desculpas por não está respondendo os comentários, mas fiquem tranquilo que leio todos. Eu adoro ver a opinião de vocês sobre a ficção. *A pergunta que não quer calar... Será que já mereço a minha primeira recomendação? kkkk Beijos e aguardo as respostas das minhas queridas leitoras.

–Eu, eu ééé...

–O que houve Elena, perdeu a voz? Por que agora a pouco você estava soltando fogo para todos os lados.

–Eu vim ver você Christian.

–Senhor Grey, com licença. — Anastasia já estava se retirando da sala, mas eu tinha que dar uma lição em Elena, para ela parar com essa mania de se achar melhor do que as pessoas.

–Anastasia, não vá. – digo para Anastasia que me olha sem entender, enquanto sua filha continua em seu colo com o rosto em seu pescoço, em quanto a mãe faz carinho nas costas dela.

–Não sei para que você veio até minha casa sem me informar, sabe que eu nunca te dei esse tipo de liberdade, você já está confundindo as coisas. E quero que se desculpe com senhorita Steele pela forma que tratou a filha dela?

–O que? Nunca!

–Sai da minha casa agora e só retorne quando resolver pedir desculpas a ela, você não tem o direito de trata-la da forma que tratou, e ainda por cima ofender uma crianças que estava chorando, por que a mãe se ausentou para servir você que nem era para está na minha casa sem minha autorização. Sabe muito bem como funciona as coisas entre nós.

–Mas Christian ela....

–Elena, se não vai se desculpar pela forma que tratou minha funcionaria retire-se por favor.

–Você realmente vai me destratar na frente de uma empregadinha qualquer? Quantas empregadas já passaram por essa casa que eu já vi, e eu sempre permaneci aqui vendo você trocando de empregada como se troca de roupa. Por que eu tenho que me desculpar por ela ser uma incompetente e mãe de uma criança chata e chorona? Ela é especial Christian, você por acaso agora virou aqueles patrões que comem as empregadas?

Vejo Anastasia ficar vermelha e de raiva, Elena realmente passou dos limites. Se Anastasia vai se defender, já que ela está mais do que certa, problema de Elena.

–Me perdoe senhor Grey, mas eu não posso ficar calada enquanto essa senhora me ofende.

–Eu sei Anastasia. Elena já chega, vai embora ou eu mesmo vou te por para fora daqui.

–Realmente, para você está me tratando como está por causa dessa empregadinha, é por que com certeza vocês estão fodendo.

–Até agora fiquei calada por que sei que a senhora tem idade para ser minha mãe. Mas nem por isso eu devo obediência a uma mulher que deveria se comportar conforme aos cabelos brancos que tem, já que sei está mais do que na cara que a senhora pinta os cabelos para esconder a idade que tem. Não me confunda com você, que submete a dividir um homem com outra mulher na hora do sexo. Se você não se valoriza como mulher, eu me valorizo. Então respondendo a sua pergunta eu não estou transando com o meu patrão, e nunca irei transar, por que sexo para mim, é muito mais importante do que é para você. Então antes de querer me humilhar, olhe para o seu próprio rabo, já que não era eu que estava nua em plena sala para qualquer um me vê, junto com um homem e outra mulher. Deveria sentir vergonha de querer dar uma de novinha, já que não passa de uma velha assanhada.

Porra, Elena ficou sem palavra agora com tudo o que Anastasia disse. Pior que até eu pela primeira vez fiquei envergonhado dela ter me visto naquela situação com Elena e Leila, já que a opinião dela em relação a Elena é essa, a minha também não deve ser boa coisa. Mas por que ela disse que nunca iria transar comigo? Eu não estou pensando em transar com ela, pois ela é minha funcionaria e eu jamais iria confundir as coisas. Mas ela feriu meu ego quando disse nunca desse jeito, será que ela não se sente atraída por mim? Não é que eu me sinto, mas nunca nenhuma mulher disse não para mim, e pela forma que ela disse nunca, me deixou intrigado.

Nesse momento, Elena que até agora não conseguiu encontrar palavras para dizer para Anastasia, resolve fazer algo que eu tive que entrar na frente, já que Anastasia estava com sua filha no colo que agora chorava novamente, já que estava sentindo a mãe alterada.

–Pode parar Elena, não vou admitir isso, você procurou e achou. Anastasia, por favor, nos de licença? — Elena levantou a mão para agredir Anastasia, mas eu jamais poderia admitir isso.

Anastasia não respondeu, apenas abaixou a cabeça envergonhada e se retirou. Mas quando ela virou indo para fora da sala, pude ver os olhinhos vermelhos de sua filha, que me encarava enquanto sua mãe sai do meu campo de visão. Mas agora eu tenho um problema maior para resolver, Elena.

–Elena, como eu disse, não irei admitir esse tipo de tratamento com os meus funcionários. Vá embora, não quero ver sua cara tão cedo.

–Christian, ela é apenas uma empregada. Eu sei que passei um pouco dos limites, mas serviçais como ela, você encontra aos montes por ai. Mas vamos esquecer isso, e vamos aproveitar que estou aqui.

Elena me empurrou na parede e começou a passar a mão em minha ereção, que não estava fazendo nenhuma questão de subir para ela. Eu logo tratei de empurra-la, por que não é com sexo que ela vai me fazer mudar de palavra.

–Elena, com suas próprias palavras eu digo, mulheres como você eu encontro aos montes. Então saia da minha frente antes que eu perca até mesmo a minha educação por sua causa.

Nesse momento, Taylor entrava pela porta. Mas quando viu Elena e eu, deu a volta, e já estava saindo. Mas antes dele ir, preciso que ele tire essa mulher que já tinha me irritou além da conta, da minha frente.

–Taylor, por favor, acompanhe a senhora Lincoln até a saída.

–Mas Christi....

Antes de ela terminar a frase, eu caminhei para meu escritório e tranquei as portas e me servi de um whisky duplo, tirei meu terno e a gravata e sentei-me na cadeira, estava me sentindo sufocado. O dia na empresa já foi estressante. Devido a minha irresponsabilidade, perdi alguns contratos. Meus funcionários cochichavam quando me via passar, mas o que fazer se sei que eu não estou sendo um bom administrador? E pior que eu não era feliz antes quando só queria saber de trabalho, e não sou feliz hoje quando deixe o trabalho um pouco de lado para me divertir. Mas então o que me falta para poder ser feliz?

Ligo meu Ipad em uma música que descreve meu humor hoje.

Easier To Run-Linkin Park

Refrão

If I could change I would

Take back the pain I would

Retrace every wrong move that I made I would

If I could stand up and take the blame I would

If I can take all the shame to the grave I would


If I could change I would

Take back the pain I would

Retrace every wrong move that I made I would

If I could stand up and take the blame I would

If I can take all the shame to the grave I would

Mais Fácil Correr — Linkin Park


Refrão

Se eu pudesse mudar eu mudaria

Tirar a dor eu tiraria

Refazer cada passo errado que eu dei, eu refaria

Se eu pudesse ficar e levar a culpa eu faria

Se eu pudesse levar a vergonha pro túmulo eu levaria


Se eu pudesse mudar eu mudaria

Tirar a dor eu tiraria

Refazer cada passo errado que eu dei, eu refaria

Se eu pudesse ficar e levar a culpa eu faria

Se eu pudesse levar a vergonha pro túmulo eu levaria



Sou tirado dos meus devaneios, por batidas na porta. Não sei quanto tempo fiquei nesse escritório, mas sei que não queria ver mais ninguém hoje.

–Pode entrar. – grito sem paciência.

–Desculpa incomodar senhor Grey, mas posso entrar? — pergunta Anastasia colocando o rosto dentro do escritório.

–Pode entrar Anastasia.

Anastasia entra no escritório de mãos dadas com sua filha que está com uma boneca nas mãos. Ambas estão arrumadas com roupas de frio. Anastasia que está com uma calça leggi preta, botas de cano alto sem salto também na cor preta e um sobre tudo de crochê cinza. Ela está linda e bem arrumada. Sua filha está com uma bota rosa, calça jeans e um sobre tudo rosa com capuz. Mas para aonde as duas vão agora arrumadas assim ?

Posso perceber que Anastasia está procurando palavras para dizer o que tem para me dizer, já que eu a vejo olhando para as próprias mãos, como se dali ela encontrasse as palavras que precisam ser ditas. Sua filha assim que me viu, abraçou uma das pernas da mãe, como se quisesse se proteger de mim, mas não quero que essa pobre menina que já teve emoções demais por hoje, sinta medo de mim.

–Anastasia, sei que quer me dizer algo, então, por favor, diga?

–Bem senhor Grey, eu vim lhe entregar as chaves da casa, como à senhora Jones não está, vim pessoalmente lhe entregar. — antes dela começar a falar, ela deu um suspiro como se estivesse se lamentando. Mas que chaves ela está querendo me entregar?

–Eu não estou entendendo, que chaves você está me entregando? — ela coloca um chaveiro com diversas chaves em cima da minha mesa.

–As chaves da casa em que eu estava morando. Se o senhor quiser pode conferir pessoalmente as minhas malas, já que estou indo embora nesse exato momento.

–Posso saber por que você está indo embora?

–O senhor pediu que eu me retirasse, e eu sei que apesar de está no meu direito, não deveria falar como eu falei com aquela senhora, já que o senhor estava intercedendo por mim. Então quando o senhor pediu que eu me retirasse, imaginei que estava me despedindo, mas não foi isso?

–Claro que não, eu jamais iria te demitir sabendo que você estava no seu direito. Elena te humilhou, e eu não aceito que pessoas só por acharem que são melhores do que as outras, deva pisar nas pessoas por isso. Não quero que vá embora, você até agora se mostrou uma boa funcionaria.

Vejo um sorriso lindo de esperança cruzar o rosto de Anastasia, mas agora olhando bem em seus olhos, posso ver que ela esteve chorando.

–O senhor tem certeza?

–Sim eu tenho certeza. Mas me responda uma coisa, se eu tivesse lhe demitido agora, para aonde você iria com sua filha a essa hora da noite?

–Serei sincera com o senhor, eu não sabia para aonde ir, não conheço ninguém em Seatlle, e não tenho dinheiro para me hospedar nem na pior das pensões. – ela responde meio envergonhada.

–Não precisa sentir envergonhada, todos nós temos problemas. Mas quero que fique junto com sua filha. E lhe peço desculpas pela forma que foi tratada hoje, mas quero que me prometa que se mais alguém que frequente essa casa lhe tratar como Elena, quero que me diga imediatamente, ok?

–Ok. Muito obrigada por tudo senhor Grey. Precisa de mais alguma coisa?

–Não, pode se recolher Anastasia. E qual é o nome da sua filha mesmo? — nesse momento, eu me levanto e me abaixo na altura da menina que ao ver que me aproximo, agarra as pernas da mãe com mais força.

–Filha diga seu nome para o senhor Grey? E não precisa ter medo do senhor Grey, filha. Senhor Grey, eu até lhe peço desculpar pela minha filha também, mas ela nunca saiu de perto de meus pais, nós duas nunca vivemos sozinhas, então como ela ainda não se acostumou com essa casa, age da forma que está agindo.

–Entendo. — a menina vira-se e fica de frente para mim, e olhando bem no fundo dos meus olhos. Ela é uma linda meninas, assim como a mãe.

–Meu nome é Phoebe Rose Steele. — eu ri com a garotinha que me disse seu nome completo.

–Phoebe, não precisa ter medo de mim, está bem? — ela balança a cabeça confirmando o que eu disse.

–Viu filha, o senhor Grey é uma boa pessoa. Agora como a mamãe te ensinou a fazer com as pessoas que nós gostamos?

Fui surpreendido por um abraço da linda garotinha. E foi uma sensação diferente, mas foi bom. Eu nunca fui abraçado por uma criança. Mas logo de imediato retribui o abraço, sentindo uma emoção boa ao abraçar aquela linda garotinha que cheirava a morango. Depois que me soltou, a menina me deu um beijo no rosto e se afastou, mas agora rindo. E eu não pude deixar de retribuir o sorriso.

–Então senhor Grey, vou me retirar, se precisar de mim, estarei na minha casa. Boa noite.

–Boa noite Anastasia e boa noite Phoebe.

–Boa noite senho Gey . – Anastasia e eu, rimos de Phoebe.

–Phoebe, me chame de tio Christian, está bem?

–Sim.

As duas se retiraram e eu subo para o meu quarto. Faço minha higiene, e me deito, mas logo meu celular toca. Atendo sem ao menos olhar o nome.

–Grey?

–Christian? — é Leila, mas o que será que ela quer a essa hora?

–Fala Leila?

–Elena me ligou aos prantos, o que houve?

–Leila, francamente, hoje tive um dia de merda e só piorou por causa de Elena. Agora o que eu mais desejo é dormir, e quero mais é que Elena se foda.

–Nossa, então o assunto foi sério mesmo. — posso perceber Leila rindo por que eu estou com raiva de Elena, já que as duas vivem concorrendo uma com a outra sobre quem me dar mais prazer. Mas no fundo sei que as duas são farinha do mesmo saco.

–Foi. Mas alguma coisa?

–Nossa, seu humor realmente está pior do que um dia de tempestade. Se você quiser posso ir ai te relaxar agora mesmo, o que acha?

–Hoje não, quem sabe amanhã. Realmente estou precisando relaxar um pouco, mas não quero ver a cara de Elena nem tão cedo.

–Pode deixar. Até amanhã encontrarei mais uma que gosta das coisas que nós gostamos. E para falar a verdade, já estava me enjoando de Elena mesmo, eu acho que ela está mais do que na hora de se aposentar.

–Não faça como Elena e chegue na minha casa sem ser convidada. Se realmente eu estiver afim amanhã, irei te ligar.

Desligo o telefone sem ouvir o que Leila tem a dizer. E logo o cansaço toma conta do meu corpo.