Salvame
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Nossa, eu imaginava que o senhor Grey iria me demitir por causa daquela velha metida a garotinha, mas graças a Deus ele é um homem integro, e honesto por ter ficado a favor de mim que querendo ou não estava certa, já que ela que começou.
Agora minha princesinha e eu estamos deitadas na nossa cama quentinha e a abraçadas, já que a noite está bem fria. E nada melhor do que dormimos com quem a gente ama. Mas por mais que eu ame minha filha, eu me sinto incompleta às vezes por nunca ter tido alguém ao meu lado para me ajudar a educa-la. Eu devo tudo aos meus pais, por que se não fosse por eles, nem saberia o que seria de mim, mas ser mãe na adolescência e ainda mais sem o apoio do pai, não é fácil para ninguém.
Depois de José, nunca mais quis ter relacionamentos duradouros. Sai com outros homens depois dele, mas invés de ser deixada novamente, sempre preferi deixa-los, antes que me apegasse novamente e me magoasse. Agora não sou mais sozinha, tenho Phoebe que merece o melhor de mim então minha vida gira apenas em torno dela.
Meus pais sempre me aconselharam a dar uma chance para mim novamente, já que ninguém não é igual a ninguém. Mas mesmo assim, ainda tenho receios, então prefiro ficar sozinha a sofre novamente. Acabo adormecendo abraçada com minha princesa.
***
Escuto alguém me chamando e batidas fortes na porta. Tiro o braço de Phoebe que estavam ao redor do meu pescoço e visto meu robe preto, já que estou com uma camisola curta preta de cetim. Olho pelo olho magico e vejo Taylor que é motorista e segurança do senhor Grey, mas será que aconteceu alguma coisa?
Abro a porta rápido, e ouço um barulho de um rock pesado. Nossa não sei como não dá para escutar esse sonho lá dentro, hoje deve está um pouco mais baixo. Saio para varanda e fecho a porta para Phoebe não acordar.
–Aconteceu alguma coisa Taylor? – pergunto vendo sua expressão nervosa.
–Ana, eu sei que não é hora, e assim como eu estava dormindo, posso notar que também estava, mas a situação fugiu do controle.
–Como assim? Seja mais claro Taylor, eu não estou entendo nada.
–Ana, o senhor Grey está dando mais uma de suas festas e alguns convidados que eu não sei o real motivo, começou uma briga, a briga começou dentro da casa e veio para o jardim. Os outros seguranças e eu, conseguimos colocar todos para fora. Mas a policia foi acionada por algum vizinho, e o senhor Grey está em uma situação que nem mesmo que ele quisesse, teria condição de explicar o ocorrido. Então por favor, preciso que você cuide dele, enquanto eu resolvo tudo com a policia e alguns jornalistas que também já estão fazendo plantão no portão da mansão.
–Tudo bem Taylor, mas a onde ele está?
–Ele está na sala descontrolado. Anastasia, se você realmente quer manter seu emprego aqui, eu peço sigilo de tudo que você vê nessa casa. — fico surpresa pelo que ele diz, mas não deixo de balançar a cabeça confirmando.
–Claro, pode deixar. Só vou trancar a porta e pegar a babar eletrônica e já estou indo.
–Ok, não demore, por favor.
Confirmo novamente com a cabeça e entrou em casa. E como ele disse para que eu não demore, apenas fiz o que eu disse que iria fazer, e saio com a baba eletrônica pelo jardim da mansão, me xingo mentalmente por não ter pego ao menos um casaco, já que está frio.
Passo por alguns seguranças e entro na mansão que agora está com silenciosa. Passo pela sala e não encontro o senhor Grey já que Taylor me informou que ele estava aqui. Então decido ir até o escritório.
Assim que entro, vejo Christian com uma garrafa de acredito ser vodka nas mãos olhando para o nada. Quando seus olhos cruzam com os meus, ele bebe mais um grande gole da garrafa e levanta caminhando em minha direção. Posso notar que suas pupilas estão delatadas, e ele está transpirando muito e quando ele para bem próximo de mim, sinto o cheiro forte de bebida e percebo alguns vestígios de um pó branco em seu nariz.
Sinto uma tristeza enorme e uma vontade imensa de chorar ao ver esse homem lindo a minha frente que por algum motivo que eu não conheço o leva usar drogas, e logo uma droga pesada como cocaína.
–Ana, po...por que está com essa cara de choro? — ele me pergunta rindo, como se estivesse em seu próprio mundinho particular.
–Nada senhor Grey, eu vim cuida do senhor. Vamos tomar um banho? — nossa, será que eu terei que banha-lo, e tirar suas roupas?
–Banho? Você e eu? — apesar de sua situação, e seu estado grogue, o vejo animado com essa possibilidade e não consigo deixar de rir.
–Não, apenas o senhor. — ele faz um biquinho lindo, e cruza os braços antes de falar.
–Ana, eu posso te levar a loucura em apenas um banho. — ele diz malicioso, e por mais que eu tente, minha mente viaja nessa possibilidade. Mas logo eu afasto essa ideia.
–Senhor Grey, por favor, vamos subir?
–Ok. – o vejo suspirando frustrado e logo depois tenta dar alguns passos e noto que ele não está conseguindo nem ao menos andar de tão bêbado que está.
–Eu ajudo o senhor. — passo os braços ao redor da cintura dele, e o mesmo deita a cabeça em meu ombro me abraçando.
–Senhor está no céu. Falando em céu baby, seu cheiro é maravilhoso. Você bem que poderia nos levar ao céu essa noite. – sinto seu nariz passando por meu pescoço, e sinto um arrepio passar por todo o meu corpo. Anastasia ele não sabe o que está fazendo.
–Por favor, Christian, não faça isso. – falei tentando me afastar um pouco mais dele, e tentando subir as escadas.
Assim que chegamos ao quarto, tiro as roupas dele, enquanto ele continua falando gracinhas que uma hora me deixa envergonhada e por outra me fazem rir. Quando o deixo apenas de box preta, tento o máximo não olhar para o seu belo corpo musculoso que só de olhar me faz suspirar, já que é um conjunto completo de beleza em todos os aspectos.
–Ana, vamos aproveitar a noite? Estou falando serio. – Christian desfaz o laço do meu robe e me puxa pela cintura, e sem ao menos dar tempo deu reclamar, ele encosta a cabeça sobre o vão dos meus seios.
–Senhor Grey, por favor, está tarde. Vá tomar banho logo.
–Por favor, esqueça que eu sou seu patrão só por essa noite e me responda por que disse que nunca transaria comigo para Elena? — por essa pergunta eu não esperava.
–Esquecendo que o senhor é meu patrão. Eu disse aquilo por que eu não sou uma qualquer, que me deito com o primeiro que aparece, além de tudo não posso esquecer que o senhor é meu patrão.
–Você ainda não respondeu a minha pergunta. Tirando isso, você transaria comigo?
–Olha só, vamos fazer um acordo, primeiro você toma um banho, e eu respondo sua pergunta. – ele ri ainda abraçado a minha cintura e deitado no vão dos meus seios.
–Você é uma ótima negociadora. Está no emprego errado. – pior que ele está certo, eu estou no emprego errado, mas como eu não tive muitas oportunidades na vida, então tenho que agarrar as que aparecem.
–Vamos, temos um acordo. – me afasto abrindo o chuveiro o ajudando a entrar no box. Eu o auxilio durante o banho e depois que percebo que ele está melhor devido ao banho que está tomando, ele me pede que eu o espere fora do quarto já que eu não aceitei tomar banho junto com ele. Então assim faço.
Agora estou aqui o aguardando sair do banheiro, observando seu quarto que tem as cores em cinza e preto. Estava olhando a bela vista de um prado maravilhoso até sentir suas mãos rodearem a minha cintura e o mesmo dar um beijo em meu pescoço, assim que eu o sinto puxar-me para mais próximo do seu corpo, sinto que ele apenas está de toalha. Realmente hoje ele está fora de si, já que cismou comigo.
–Tem minha resposta já? — aproveito que até a sua voz mostra que ele está melhor depois do banho, e logo me afasto e viro-me de frente para ele, ele logo me arrependo ao me deparar com a visão de seu peitoral exposto coberto por algumas gotas, e só de imaginar que por debaixo daquela toalha não a nada.
–Christian, já que está melhor, vou me retirar. Qualquer coisa que precisar me chame. — faço menção em passa por ele, que logo puxa o meu braço para que eu não de mais nenhum passo.
–Eu já sei de sua resposta apenas pela forma que estava me olhando alguns segundos atrás. Mas se não quer me dizer com sua boca, eu pude ter a resposta pelo seu olhar. Mas por favor, fique comigo até que eu adormeça? Amanhã você pode tirar o dia de folga para descansar, mas hoje fique comigo.
–Senhor Grey, minha filha está sozinha e eu tenho medo que ela acorde. – seu pedido me surpreende, e ao olhar em seus olhos, vejo o quanto ele está perdido.
–Anastasia, eu sei que aquilo é uma baba eletrônica, então, por favor, fique apenas até eu dormir? — como posso negar se ele está me suplicando.
–Ok, só até o senhor dormir, mas não demore, por favor. – ele abre um sorriso vitorioso e deitasse na cama e bate ao lado para que eu me deite.
–Christian, isso já é demais, eu vou ficar sentada nessa poltrona o observando.
–Não, por favor, deite comigo aqui. Como eu disse pelo menos por hoje, esqueça que sou seu patrão. — suspiro já que não vou conseguir convence-lo do contrario e antes de me deitar digo.
–Primeiro coloque uma cueca. – ele ri e responde.
–Eu só durmo totalmente nu Anastasia. Se eu vestir uma cueca garanto que vou demorar mais para dormir, então confie em mim, eu não vou tentar nada. – ele levanta as mãos em sinal de redenção, e como não tenho escolha me deito ao seu lado. E ele logo deita em cima de mim me assustando e coloca a cabeça no vão dos meus seios. Só que ele levanta um pouco apenas para desamarrar meu baby doll e admirar um pouco meu corpo.
–Você é linda, nem parece que tem uma filha. – eu coro na hora por vergonha do seu olhar sobre o meu corpo e por seu comentário. Tento fecha novamente meu robe, mas ele segura na minha mão e se deita novamente sobre mim. Sinto-me bem com nossos corpos juntos. O cheiro dele é inebriante. Como não tem jeito, me deixo agir pelo momento, enquanto ele abraçava a minha cintura e deitado sobre meu peito, eu começo a fazer cafune em sua cabeça, seus cabelos são macios e cheirosos.
–Já dormiu? — perguntei depois de uns cinco minutos.
–Não baby. Posso te pedir mais uma coisa? — ele pergunta agora olhando dentro dos meus olhos, posso notar que suas pupilas não estão tão delatadas como antes.
–Sim. – engulo seco, já com medo do que ele vai me pedir.
–Me de um beijo? — nossa, por essa eu não esperava. Ele permanece me olhando, e eu fico presa ao seu olhar.
–Christian, isso já é demais. Não era nem para eu está aqui deitada com o senhor. As pessoas podem pensar mau de mim.
–Foda-se as pessoas Anastasia. Esqueça o que as pessoas vão pensa, e me de um beijo, nunca precisei implorar isso para mulher alguma, mas você é diferente.
–Diferente como?
–Você é pura e não é interesseira como as mulheres que eu conheço.
–Eu tenho certeza que um homem lindo como o senhor não precisa implorar nada para mulher alguma.
–Eu sou lindo? — ele pergunta rindo, sem desviar seus olhos dos meus.
–Você sabe que é.
–Mas então, vai me dar um beijo? — ele pergunta, mas agora com nosso rostos bem próximos.
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