Salvame
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Não sei como fui chegar a esse ponto. A ponto de quase morrer por uso de drogas. Tenho que parar de pensar com a cabeça de baixo, pois se depender de Elena e Leila eu vou morrer, já que as duas só querem saber do meu dinheiro mesmo. Eu sei que sempre as tratei como objetos sexuais, mas se elas não se valorizam, por que eu vou valorizar? As duas não passam de putas vendidas.
Pior que me lembro apenas de estarmos em uma orgia com muitas droga, lembro que comecei a suar e muito e delirar, mas não me lembro de mais nada. Mas não consigo esquecer o olhar de Anastasia, quando me viu naquele estado. E agora ela está aqui na minha frente, mas eu não consigo olhar em seus olhos , pois se eu tivesse ido me deitar depois que chegamos da festa de Ava, nada disso estaria acontecendo, mas o que esperar de um filho da puta como eu?
– Christian, eu realmente vim para saber se você está melhor, mas se estou atrapalhando vou embora. — ela vai em direção a porta para ir embora.
– Não Ana, não vá. Eu apenas não sei como te encarar depois do que você viu. — digo a verdade, já que realmente isso que está me incomodando.
Anastasia volta para perto de mim, e senta na beira da cama, mantendo uma distância segura. Eu permaneço de cabeça baixa, mas foi inevitável ao sentir suas mãos na minha. Levanto meus olhos e encaro os lindos olhos azuis em minha frente. Anastasia abre um sorriso recorfortante.
– Christian, quero que saiba que eu não sou melhor do que ninguém, e não estou aqui para te julgar. Eu sei que nós não somos apenas patrão e empregada, nós nos tornamos amigos. E hoje estou aqui, como amiga, e quero que saiba que estou ao seu lado para o que precisar.
As palavras de Anastasia me deram esperança, ela foi a única que não me julgou. Eu sei que estou errado, e em momento algum tentei justificar o meu erro, mas ouvir o tempo todo que você está errado, não te ajuda a acertar.
Minha família pensa que eu sou um viciado, mas não sou, eu apenas uso quando dou festas em minha casa ou quando participo de orgias, mas fora isso, eu não consumo drogas.
– Anastasia, não sei o que te dizer. Você até agora, foi a única que não jogou na minha cara toda a merda que eu tenho feito dá minha vida.
– Christian, eu apenas espero que você veja que as drogas em muitos casos, se torna um caminho sem volta. Eu não sei o que te levou a usar drogas, mas espero que você possa parar, apenas isso. Você é um homem jovem e bonito, com a vida toda pela frente. Não precisa de drogas para se sentir melhor.
– Você me acha bonito? — disse na esperança de acabar com esse clima que se estalou.
– Você sabe que é bonito. -Anastasia sorriu e disse.
– Se você está dizendo, quem sou eu para discordar?
– Tem previsão para alta? — ela pergunta mudando de assunto.
– Ainda não. Meus pais estão querendo que eu vá para uma clínica de reabilitação, mas não é necessário.
– Tem certeza? — Anastasia pergunta e suas mãos voltam de encontro a minha.
– Tenho certeza. Como está Phoebe? -agora sou eu que quero mudar de assunto, não quero falar sobre isso agora.
– Phoebe está com a corda toda, antes dela ir para a escola, estava perguntado por você, mas disse que você estava trabalhando.
Foi difícil, mas finalmente Anastasia está me chamando de você e está me chamando pelo meu primeiro nome. Como ela mesma disse, nós somos mais do que patrão e empregada, nós somos amigos agora. Por mais que eu esteja sentindo falta da Gail que está voltando da casa da mãe que estava doente. Mas se Gail não tivesse que ter ido viajar, Anastasia e eu, não iríamos nos aproximar e eu também não iria ter a oportunidade de conhecer melhor a bonequinha Phoebe.
– Acredito que seja normal para uma criança na idade dela, ainda mais que ela percebeu que pode conseguir de mim o que quer. — Eu brinco e Anastasia apenas me olha com a sobrancelha arqueada.
– Por favor, Não fique fazendo a vontade de Phoebe. Minha filha sempre foi muito mimada por meus pais, mas agora que estamos só nós duas, estou vendo como é difícil lidar com seus mimos, então por isso lhe peço para que não fique fazendo as vontades dela, Christian. Eu melhor do que ninguém, sei como ela consegue convencer qualquer um a fazer suas vontades.
Ficamos conversando mais algum tempo e pide perceber que além de linda, Anastasia e uma mulher muito inteligente. Estávamos conversando até que minha mãe entra no quarto e se surpreende ao vê Anastasia aqui comigo. Ela pergunta sobre Phoebe e depois entra no assunto que eu tinha esquecido por um momento.
– Filho amanhã você receberá alta, mas sabe que não irá para casa, certo? — vejo Anastasia ficar sem graça por está no meio de uma conversa tão íntima.
– Bem, eu já estou indo. Christian melhoras e qualquer coisa que precisar, estou as ordens. -Anastasia pega a bolsa e se levanta.
– Ana, não precisa ir embora agora. Mãe, eu irei para casa sim. Já disse que não preciso ir para um clínica, confie em mim, por favor.
Minha mãe suspira e olha para Ana que está sem graça, mas sorri para minha mãe.
– Como você quer que eu confie em você Christian? Olha aonde você está, eu quase te perdi. — minha mãe diz triste, e eu me sinto pior do que já estou. Minha mãe é quem eu mais amo na vida, e eu mais uma vez a decepcionei.
– Mãe, eu espero que um dia a senhora me perdoe por isso, mas eu não vou para um clínica, amanhã ire para casa e ficarei alguns dias sem ir para a empresa.
– Infelizmente os filhos não escutam mais os pais.
***
No dia seguinte tive alta do hospital. Fiquei alguns dias em casa, a maior parte do dia eu ficava no escritório tentando administrar alguns problemas da empresa, mas algo estava errado com a minha empresa. Minha única distração era quando Phoebe chegava em casa e ficava com Ana, que terminava seus afazeres. Phoebe me divertia com toda sua animação, essa menina aos poucos ganhou espaço na minha vida. Minha família um dia sim é um dia não, vinha jantar comigo. Em todos os jantares sempre fiz questão de convidar Ana e Phoebe e hoje não foi diferente.
– Ana, Christian pediu que eu a ajudasse na organização do aniversário de Phoebe que está chegando, certo? — diz Mia.
Meus pais se olham espantados e logo vejo um sorrisinho malicioso surgir nos lábios de Elliot. Anastasia também percebeu e corou, eu apenas revirei os olhos, pois não havia segundas intenções quando disse que iria arcar com todos os gastos da festa de Phobe. Phoebe e Ava está distraídas conversando que nem percebem que estamos falando sobre a festa.
– Eu disse para ele que não precisava, mas ele junto com Phoebe me ignoraram. — Ana disse e todos riram.
– Vamos amanhã na melhor organizadora de festas infantis de Seattle. — diz Kate toda animada.
– Mas amanhã eu não posso, amanhã é dia da equipe de limpeza vim fazer a faxina da semana.
– Ana, não precisa se preocupar. Gail chegará amanhã cedo, você tem sido uma ótima funcionária além de amiga. Quero que vá com Kate e Mia resolver as coisas da festa de Phoebe.
Anastasia apenas assente com a cabeça. Novamente vejo Elliot sorrir maliciosamente, mas outra hora eu falo com ele sobre isso. Ele disfarça,e o pior que deixa Anastasia constrangida.
***
– Ross, o que aconteceu para você me tirar da cama quase na madrugada?
–Christian, o assunto é sério. Os investidores japoneses pediram a devolução de todo dinheiro investido na empresa, e entrou com um processo contra nós, alegando propaganda enganosa. Infelizmente já tentamos rever o processo, mas infelizmente no dia em que fizemos negócios com eles, eu não pude vim, pois estava em outro país, e você estava no hospital. Quem fez a reunião foi uma equipe de funcionários incompetentes que não sabiam negociar e nem conhecia o projeto e sairam fazendo promessas para fechar o negócio . Então sinto muito em te dizer, mas a empresa perderá muito dinheiro e corre risco de falir.
– Já entendi Ross.
– Mas Christian eu não acabei... — deixo Ross falando sozinha.
Meu mundo parece que parou, como a empresa que eu trabalhei uma boa parte da minha vida, corre o risco de falir, por causa de empregados muito bem pagos que não passam de incompetentes. Mas que é o maior culpa disso tudo? Eu, o filho da puta que tinha que está aqui no dia seguinte, mas preferi virar a noite em uma orgia me drogando. Por mais que minha vontade seja de sair xingando todo mundo, eu sei que a culpa foi totalmente minha. A empresa é minha, e esses japoneses desgraçados vieram de longe para fechar negócio com o dono da empresa. Ross estava longe e eu não sabia, mas mesmo assim eu não pensei em nada, apenas no momento e agora corro o risco de perder o maior sonho da minha vida.
Deixo Ross na minha sala e saiu da empresa sem rumo. Quer saber? Que se foda tudo, não tenho nada a perder mesmo.
Fico o dia todo andando sem rumo. Preciso apenas de algo para fazer eu esquecer essa realidade, a realidade que eu estou falido, que todo o meu trabalho foi perdido por culpa da minha incompetências.
Mas não quero e não vou usar drogas, eu irei me aliviar da melhor maneira, farei um ménage uma orgia sei lá. Eu sei que quero pessoas que me façam esquecer esse dia de merda, eu quero beber. Não tenho mais nada a perder, sei que minha família vai me odiar quando saber que eu estou fodido, mas pelo menos eu não vou me drogas, isso eu não farei. Do jeito que eu estou sei se usar qualquer tipo de drogas, ire usar como se o amanhã não existisse.
Liguei apenas para uma das piranhas que eu costumo vê as vezes, e ela convidou um, que convidou outro e etc...
Agora minha casa está cheia de homens e mulheres transando e bebendo por todos os lados. O som está alto. E por mais que eu tentei, não consigo me desligar dos meus problemas. Não sei o que está acontecendo comigo,tenho várias mulheres ao meu redor, mulheres que eu sei estalar os dedos fazendo o que eu quero, mas nada disso está chamando a minha atenção.
Estou com um como de wisk sentado no sofa, enquanto uma mulher está no meu lado direito e outra no meu esquerdo e outra ajoelhada no chão entre minhás pernas, as três passam as mãos pelo meu corpo, mas pela primeira vez estou passando vergonha, pois mulheres de calcinhas e sutiãs não estão me chamando a atenção. Eu só pensava em descontar minha frustração em uma boa foda, uma foda com cada mulher diferente, como eu sempre estou acostumada a fazer.
O pior de tudo é que eu me sinto sozinho e perdido no meio da multidão. Eu preciso de algo ou alguém para fazer com que eu esqueça essa merda de dia, mas quem ou o que?
– Vamos gostoso, aproveita a festa. — diz uma das mulheres mordendo o lóbulo da minha orelha.
– Você precisa de um incentivo. — a outra passa mão por cima da minha calça e começa a fazer um movimento de vai e vem no meu pênis que nem por nada quer subir. Só me faltava agora ter me tornado brocha, porra.
Olho para porta e vejo as duas vadias entrando, Leila e Elena. As duas ainda tiveram a cara de pau de entrar na minha casa, mas também hoje disse para os seguranças deixarem que quiser entrar. Que se foda tudo, do jeito que as coisas estão é capaz deu ter que vender até essa casa. Não quis ouvir o que Ross me disse, mas eu sei que a situação está feia para o meu lado.
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