Sakuya High School
2 The new school!
Notas iniciais
Capítulo 1 — The new school!
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Templo Higurashi
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Quarto de Kagome…
A neblina da madrugada se estendeu até as primeira horas da manhã, deixando o céu totalmente nublado. Há quem diz que é fácil perder a hora desse jeito, já que o aconchego da cama quentinha lhe prende cada vez mais. E agora mesmo temos um caso um tanto rotineiro aqui; Kagome Higurashi é uma adolescente como qualquer outra, com seus altos e baixos, e claro, extremamente preguiçosa.
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— Kagome, filha — a voz vinha do andar de baixo, sua mãe logo cedo chamava e nada – Sua aula começa hoje!
— Inferno… — a morena não segurou a língua ao ser despertada de mais um sonho bom — Já acordei, mãe!
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Em poucos minutos levantou-se, mas ainda se lamentando pelas férias terem acabado tão depressa. Kagome sentia que toda a sua calmaria havia sido levada para longe naquele segundo. Se deu por vencida e foi tomar seu banho relaxante, não podendo esquecer de toda aquela parte da higiene. Ok, a rotina voltou com tudo.
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— Seu uniforme está passado, querida — a mulher colocou calmamente as peças sobre a cama — Desça para tomar o café, ok?
— E as minhas meias? — Kagome gritou do banheiro.
— Oh, esqueci completamente. Irei buscar.
— Nada de meia de ursinhos!
— São tão fofinhas — lamentou.
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Kagome revirou os olhos com o último comentário da sua mãe, ela realmente não tinha mais jeito. Caminhou até sua cama e encarou o seu novo uniforme; essa que consistia numa saia de prega azul marinho — o comprimento era o exigido pelo colégio, sendo um palmo antes do joelho —. Kagome sentia que havia virado um tipo de freira, não que usasse roupas curtas, mas no seu antigo colégio era um pouco mais curto. Acompanhando a saia havia uma camisa normal e branca, mas o ponto chave do uniforme era o blazer num tom bege com o emblema do colégio bordado.
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“Realmente chegou aquele dia” — a morena suspirou.
— Kagome? — a senhora bateu de leve na porta.
— Hm, sim mãe? — se virou para sua mãe.
— Se apresse, sua aula começa hoje — sorriu.
— Ok — a morena terminou de arrumar o seu cabelo — Vamos começar com ele solto — “Minha vida realmente deu uma reviravolta…”
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Desceu as escadas rapidamente em direção à cozinha, onde o desjejum já lhe aguardava. Sentou-se ao lado do seu irmão mais novo, Souta. O mesmo estava com os olhos presos no seu novo mangá de luta, enquanto tentava acertar a colher de cereal na boca. Ignorou a existência do ser.
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— Vai querer chá hoje?
— Sim, um tranquilizante seria ótimo — completou.
— Está pessimista desde cedo?
— Não é isso, mãe — Kagome suspirou — No meu antigo colégio eu já tinha meus amigos de infância, professores que me viram crescer…
— Eu entendo — começou sua mãe sorrindo — Mas lembre-se que nem tudo é para sempre.
— Essa frase sempre me assusta — Souta parecia ter acordado do seu transe.
— Com certeza isso é especialmente para você — Kagome sorriu triunfante
— No momento a desesperada é você, sabe — Souta murmurou despreocupado.
— Pirralho… — Kagome perdeu o sorriso na hora.
— Chata! — o garoto mostrou a língua para a irmã.
— Oras!
— Crianças, por favor — a senhora tentou acalmar a ambos — Isso é para os dois.
— Hunf — Souta cruzou os braços.
“Birrento” — Kagome revirou os olhos.
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— Se já terminaram o de jejum, vão — disse simplesmente.
— Mas eu não comi a minha torrada ainda — choramingou o garoto.
— Se não ficasse com os olhos grudados naquele mangá bobo teria comido — Kagome cantarolou passando pelo irmão.
— Mamãe, olha a Kagome!
— Pirralho mimado — suspirou o ignorando novamente.
— Vocês dois vão chegar atrasados— gritou da cozinha — Não falo da segunda vez.
— Sim, senhora! — ambos correram pra fora.
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Colégio Sakuya
Kagome adentrou os grandes portões do Colégio, um tanto bonitos devo dizer. O clichê dos contos de fadas estavam bem à sua frente. Esse que era todo detalhado em ouro, não que ficasse feio, mas achou um tanto exagerado. Ok, ok, as estátuas em forma de leões ganharam o prêmio “Exagero do dia”. Por fim, a morena pensava se realmente ali era seu lugar… Ok, nem precisava responder, a resposta estava mais do que clara.
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“Mãe, você me paga” — Kagome olhava tudo com muito cuidado.
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Seguindo pelos corredores após se informar com terceiros, chegou à secretária um tanto receosa. E quem não iria se sentir ao notar o olhar dos pés as cabeças que a secretária lhe lançou, enquanto atendia o telefone toda educada. Ignorou por completo.
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“Esse lugar realmente é estranho” — a morena suspirou caminhando até o outro lado da recepção — Hm?! Isso é a planta do Colégio?
— Exatamente, senhorita.
— Como? — Kagome se espantou ao ouvir uma voz atrás de si.
— Bom dia, senhorita Kagome — o velho senhor sorriu.
— Como sabe o meu nome?
— Que tipo de Subdiretor eu seria se nem ao menos soubesse o nome da Aluna Premium.
— Aluna Premium? — Kagome olhou curiosa para aquele que se intitulava subdiretor.
— Oh, vejo que não foi apresentada as normas daqui.
— Não, acabei de chegar — murmurou ainda confusa.
— Venha comigo.
— Ok — Kagome olhou para secretaria novamente e, a mesma estava no mesmo telefonema ainda — “Cada vez mais me espanta esse lugar”
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O Subdiretor a qual se chamava Myoga apresentou tudo sobre o Colégio para Kagome, com uma paciência que só ele deveria ter. De fato, o local era mesmo grande e incrível como diziam, não se admirava mais porque sua mãe queria tanto que ela estudasse ali. O tour pelo local foi rápido e de fácil compreensão, Kagome sentia que finalmente iria poder ficar mais à vontade, ou pelo menos era isso que ela achava.
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Despediu-se por ora do Subdiretor e tratou de voltar para a secretária, afinal ainda não havia descoberto em qual sala iria estudar a partir de hoje. Suspirou. Pediu mentalmente que a mesma finalmente tivesse terminado a longa ligação anterior. Kagome caminha a passos despreocupados, quando de repente na hora de cruzar o corredor principal acabou se batendo com alguma coisa grande.
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— AI! — murmura Kagome ao cair de bunda no chão.
— Sua maluca! — o outro ser não segurou a língua — Olha o que você fez com a minha camisa nova – dizia irritado, enquanto tentava arrumar a camisa toda amassada.
— Me desculpe, ok – diz Kagome ainda sentada no chão, sem ao menos olhar para o mal educado.
— Como? Desculpa? — parou de se ajeitar — Não aceito isso de uma qualquer — murmurou a última frase áspero.
— Eh… — Kagome ficou paralisada com tamanha grosseria — “Realmente existe alguém assim?”
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“É um grande idiota mesmo” — suspirou — Você está bem? — perguntou se aproximando da morena.
— Hã? — Kagome olhou para cima e, se depara com um garoto... Lindo. Tinha longos fios prateados e lisos. Seu olhar sério intimidava, mas com aquele tom âmbar o encanto era maior — “Quem é ele?” — Kagome reparou que o mesmo trajava o uniforme do Colégio também — Sim, estou.
— Ótimo — murmurou estendendo a mão — Não ligue pra ele, é apenas um garoto mimado.
— E-Eu percebi — disse Kagome sem rodeios.
— Você é a Aluna Premium, não? — analisou-a.
— Sou — concordou envergonhada — Prazer, Kagome Higurashi — estendeu a mão em gesto de cumprimento, no entanto se arrependeu do ato. Não saberia dizer se eles eram acostumado a isso, diga-se de passagem os ricos.
— É um prazer, Higurashi — aceitou o gesto humildemente — Sou Sesshoumaru Inoue — diz ele beijando a mão da morena, fazendo-a corar.
— Err — não sabia o que responder em seguida.
— Pelo caminho supõe-se que estava indo à secretaria, correto?
— Sim — sorriu sem jeito.
— Lhe acompanho até lá — se auto convidou.
— Obrigada — começou a caminhar.
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Secretaria
Kagome chegou à secretaria acompanhada de Sesshoumaru. Felizmente a mulher havia terminado o telefonema de mais cedo, no entanto, agora atendia uma aluna que parecia estar totalmente transtornada com algo. A batidinha repetidamente impaciente com o pé direito, só mostrava o quanto a garota se segurava pra não gritar.
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— Como assim não estou? — a morena de longos fios castanhos perguntava.
— Sinto muito, Senhorita Nonaka — a secretária observava a tela do computador séria — Não consta nada aqui.
— Estão realmente de sacanagem comigo — suspirou fundo, parando de bater o pé.
— Eu irei checar com o Subdiretor depois — a secretária se apressou.
— Obrigada, Erika — sorriu.
— Agora, sua turma fica no Prédio C, sala número 08 — explicou.
— Entendi — deu espaço ao ver alguém atrás de si.
— Bom dia, o que deseja? — a secretária sorriu abertamente ao ver quem estava com a garota.
— Ah, bom dia — Kagome voltou a si — Eu sou nova aqui…
— Ela é a nova Aluna Premium — Sesshoumaru a cortou educadamente.
— Oh, Senhorita Higurashi — a secretária sorriu amarelo, mudando totalmente o seu jeito.
“Assustador!” — Kagome se arrepiou toda — Err, bem sim. Sou Kagome Higurashi — a morena sentia-se desconfortável com tanta atenção para si.
— As coisas já foram encaminhadas — explicou Erika, a secretária — Apenas necessita do visto final do Diretor.
— O Senhor Naraku ainda não voltou de viagem? — Sesshoumaru perguntou, mas desinteressado.
— Não, Senhor Inoue — Erika voltou sua atenção ao homem de olhos âmbar.
— Estranho — sussurrou.
— Veio saber sobre a sua nova turma, não é?! — Erika nem esperou a garota responder — Fica no Prédio C, Sala 08 — entregou um mapa com as coordenadas.
— Obrigada — agradeceu Kagome, pegando o mapa.
— Senhorita Nonaka — Erika chamou a garota que parecia entretida com sua folha.
— Hã?!
— Poderia acompanhar a Senhorita Higurashi? — Erika apresentava a morena — Ela começa hoje e, ambas são da mesma turma.
— Oh! — a morena menor sorriu — Ok, posso fazer isso.
— Obrigada — Kagome agradeceu.
— Sou Rin Nonaka, prazer — estendeu a mão sorridente.
— Prazer, sou Kagome Higurashi — aceitou o cumprimento.
— Vamos indo na frente então — puxou a nova colega pela mão — Tchau, Erika.
— Ei! — Kagome foi pega de surpresa.
— Não corram pelos corredores! — Erika protestou.
Sesshoumaru riu baixinho. Aquele seria um ano muito interessante.
— Deseja algo, senhor Inoue? —Erika perguntou assim que as duas garotas se foram.
— Sim, preciso que mude algo para mim — murmurou simplesmente.
— Como?! — Erika ficou confusa.
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Sala 08
Kagome entrou no local acompanhada de Rin e, claro que assim como em qualquer outro lugar, todos ficaram a lhe encarar, como se não tivessem coisas mais interessantes para fazer. Kagome suspirou entediada e seguiu para a carteira que seria seu novo lugar de agora em diante. Rin era uma garota muito animada e simples, na visão de Kagome. Ficou realmente feliz por ser ela a pessoa quem lhe guiou, claro que Sesshoumaru também foi um grande cavalheiro lhe amparando mais cedo. Estava aliviada de saber que no meio de tantas riquezas ainda existiam pessoas boas. Talvez não fosse tão ruim assim estudar num Colégio de grande renome como este.
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O restante dos alunos também entraram em sala e, assim o silêncio de alguns segundos atrás havia sumido. Olhando ao seu redor pode ver várias facetas e, assim como já imaginava ali também tinha um grupo de nerds e descolados. As patricinhas estavam em menor número, no entanto, sentiu que aquele pequeno número poderia ser pior que um exército. O arrepio correu por seu corpo. Desviou o olhar antes que a notassem, não precisava de mais um ano conturbado por pessoas assim e, dessa vez com dinheiro junto.
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Rin não parava de tagarelar sobre as mudanças que o Colégio teria no ano, até algo com novas construções e boatos de serem dormitórios, no entanto não ligou muito para essa parte. Seu olhar estava na porta da sala por onde entrava o professor e, o último aluno da sala de 32 carteiras. Porém, não era isso que ela contava, mas sim a beleza que esse possuía, de fato era alguém de outro mundo. Os fios longos e prateados estava muito bem alinhados numa trança impecável. A pose séria mostrava que era alguém um tanto difícil de se aproximar e, claro, aquele olhos belo no tom âmbar. Espera, esse garoto…
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— Nem parece que são irmãos, não é? — ouviu a voz de Rin.
— Hã?! — estava confusa.
— Sesshoumaru é o irmão mais velho — explicou — Ambos herdeiro do grupo Inoue. Dono do Colégio e muito mais por ai.
— Esses dois… — Kagome desviou o olhar ao perceber que ele virou em sua direção.
— InuYasha Inoue é o nome dele — Rin continuou — Um sujeito que tem nome e dinheiro, mas lhe faltam outras coisas importantes.
— Dá pra notar só de ver — Kagome baixou o olhar para seu colo.
— Um conselho, não se envolva com ele.
— Não é como se eu fosse ter chance para tal, no entanto…
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Pátio
Rin mostrava o resto do Colégio para Kagome, enquanto ambas saboreiam um sanduíche natural. O lugar eram amplo e aberto, com poucas construções, mas cercado de bancos de madeira. O Diretor acreditava que um local calmo e arejado ajudaria nos estudos de seus alunos. Kagome estava gostando de tudo o que via, apesar de ser um Colégio para ricos, a natureza era algo que qualquer pessoa tinha acesso e, ali não seria de menos.
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— Vamos ficar por aqui mesmo — diz Rin, sentando-se num banco de madeira que havia ali.
— Pode ser — concordou Kagome um pouco cansada, o lugar era realmente grande.
— Maior que a sua antiga escola? — a garota brincou.
— Quase tão grande quanto o meu bairro — riu.
— Acho que vai se acostumar…
— Ora, ora — uma nova voz se fez presente, cortando Rin.
“Era só o que me faltava” — Rin suspirou pesada.
— Então a Pobretona Premium será a amiguinha do ano!? — a garota de fios curtos e negros esbravejou — Você desceu o nível, Nonada.
— Deseja algo, Yura? — Rin revirou os olhos.
— De você nada, é claro — jogou sua franja para trás.
— Oh, entendi agora — Rin não se calou, no entanto — A piranha rainha não veio hoje — fingiu procurar a terceira pessoa — Lamento por vocês duas.
— Fica bem quietinha na sua, Nonada! — Yura agarrou pelo braço uma garota de fios chocolate e saiu dali pisando duro — O que é seu está bem guardado.
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— Quem… — Kagome ainda estava espantada.
— São as patricinhas master do Colégio — Rin falava com a voz cansada —Yura é a seguidora mais tola que existe. A rainha não está hoje, mas ela se sente a grande quando está sozinha no poder.
— E a outra? — Kagome tentava entender essa diferença de classe ridícula.
— Ah, você a notou... — Rin perdeu a voz.
— Algum problema com isso? — Kagome não queria insistir no assunto, mas sentia que mais cedo ou tarde iria descobrir.
— Aquela é a Sango — espremeu os olhos — Ela era minha amiga…
— Era?! — a morena engasgou.
— Sim. Ela chegou no ano passado e, durante o ano ficavamos sempre juntas. Ela mora com o irmão mais velho e, como ele era muito ocupado com o trabalho, boa parte do tempo ficava lá em casa.
— E o que houve pra chegar a isso? — se referia a situação presente.
— Um dia, ela simplesmente disse que não poderia mais ser minha amiga, pois tudo o que desejava era a fama… — suspirou novamente — Coisa que só a piranha rainha poderia dar.
“Quem raios é essa piranha rainha?!” — Kagome sentia um buraco no meio da explicação.
— Eu não entendo como ela chegou a isso, mas foi uma época chocante demais pra mim — desabafou.
— Eu entendo — Kagome baixou o olhar pensativa — Não se preocupe, eu não vou te trocar por aquilo.
— Obrigada, Kagome — Rin a abraçou forte.
— Ai! Assim não consigo respirar — devolveu o abraço apertado.
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Ainda naquele primeiro dia de aula, o Diretor Naraku se apresentou para os novos alunos e, voltou a puxar orelha dos antigos. Kagome só via os boatos sobre ele torna-se realidade. E claro, o boato que todos mais queriam saber era sobre as novas construções no final do terreno e, apesar dele tentar retardar a verdade, todos já sabiam que realmente seriam os tais dormitórios. Kagome não sabia se seria algo bom ou ruim para si, já que talvez teria que viver ali também.
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Por fim, o restante do dia foi dentro de um auditório ouvindo palestras e mais palestras sobre a importância da educação na vida do ser humano. Kagome jamais iria deixar claro em sua expressão, mas nunca odiou tanto pelo tempo ter passado tão devagar. Naquele momento tudo o que queria era ir embora dali.
Rápido.
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Portão lateral
— Finalmente acabou — Kagome saía em passos lentos.
— Sobrevivemos ao início — Rin concordou — Ainda tem muito durante o ano.
— Obrigada por me assustar pelo resto do meu ano escolar.
— Não precisa me agradecer — riu — Ei, onde você mora?
— Hm — Kagome piscou confusa — É perto, não precisa se preocupar.
— É que eu sou curiosa pra saber onde meus amigos moram…
— No bairro vizinho existe um Santuário no alto de uma escadaria — tentou explicar em poucas palavras — Templo Higurashi.
— Oh!? — Rin pulou — Espera, eu conheço isso.
— É ali — murmurou simplesmente.
— Já fui num verão com a minha avó quando pequena — lembrou.
— Quase poderíamos ter se conhecido — Kagome comentou — Só que nos verões eu ia para a casa de outros avôs.
— Foi por pouco — Rin concordou — Oh, meu irmão chegou. A gente se vê amanhã.
— Sim, até amanhã.
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Em casa, Kagome contou todo o seu dia para sua mãe, está que ouvia com atenção. Desaprovou o tombo, mas ficou encantada com o cavalheiro chamado de Sesshoumaru. E claro, que não demorou muito até sua mãe querer lhe empurrar os garotos que deveriam haver naquele Colégio todo. Neste instante agradeceu por não ter contado sobre o metido Inoue. E preferiu omitir sobre a construção dos novos dormitórios, não tinha certeza se alunos Premiuns também estariam escalados para isso. Esse era apenas o primeiro dia, muito ainda estaria para acontecer.
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Casarão Inoue
InuYasha atravessava a sala resmungando sobre o primeiro dia. No entanto, isto não era novidade, desde que não suportava ter que frequentar com outra pessoas, se pudesse teria aulas particulares em casa ao som de músicas clássicas.
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— Droga, como posso ser tão rico e azarado ao mesmo tempo.
— Oh, acho que um não salva do outro — Sesshoumaru chegou logo atrás.
— Boa tarde para você também — InuYasha parou — Esqueceu da educação cara que recebemos.
— O “Obrigado” de alguém de classe alta ou de alguém de classe baixa tem o mesmo peso — Sesshoumaru se sentou no sofá — Não existe o porque de idolatrar o preço que foi pago por isso.
— Você é detestável mesmo — o mais novo se sentou também.
— Lógico, assim não precisarei ser evitado como você é — lembrou — Você por acaso tem algum amigo lá? — cutucou.
— Não preciso de amigos, no futuro aquelas pessoas serão meus subordinados mesmo — InuYasha murmurou calmamente.
— Você quer ser respeitado ou odiado?
— Tanto faz, desde que eles saibam o seu lugar — não hesitou.
— Realmente fico curioso em saber quem você puxou — Sesshoumaru encarava seu irmão — Não tem educação nem com as mulheres.
— Se está falando daquela cega, não terei mesmo — InuYasha espremeu os olhos — Você foi bem rápido em ajudá-la.
— Ao contrário de você eu uso a educação cara que tive — ironizou.
— Um dia você vai cair do cavalo com toda essa lorota ai, cavaleiro — InuYasha ficou de pé.
— Pode ser, mas eu ainda saberei ficar de pé e, poderei continuar o caminho à pé — Sesshoumaru analisou o irmão — E você? Que no primeiro tombo pode nunca mais conseguir usar as pernas frágeis feito porcelana!?
— O que raios está querendo insinuar? — InuYasha olhou para o irmão irritado.
— Cuidado com os joguinhos idiotas desse ano, InuYasha — Sesshoumaru saiu da sala, sem nada mais a dizer.
— Quem ele pensa que eu sou!?
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Colégio Sakuya
No dia seguinte, Kagome estava em frente ao seu armário tentando pegar um livro de literatura clássica, o dia começaria bem animado pelo jeito. Não que fosse chato ler, amava, mas gostava de escolher suas leituras. Balançou a cabeça tentando não pensar muito sobre isso. Fechava seu armário, enquanto notava o silêncio que estava o corredor. Olhou em redor e, ao longe via a morena de cabelos castanhos do dia anterior… Sango, deveria ser o nome.
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— Ela está vindo pra cá — murmurou.
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Sango caminhava a toda pelo vasto corredor, enquanto rebolava mais que o normal. Seus olhos no mesmo tom do cabelo mostravam segurança e superioridade que tinha para todos ali. No seu ponto de vista não importa o quanto dissessem, ainda achava estranho essa mudança repentina da garota.
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Não precisou pensar muito, logo viu um garoto passar correndo por ela e no impacto a jogar no chão com tudo. Seus livros voaram quase como mágica para todos os lados, não gostaria de rir, mas sentia que a expressão “cair feito jaca podre” tinha um exemplo fiel no momento.
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— Ei, volta aqui! Seu idiota! — Sango levantada enfurecida.
— Vai se danar, trouxa! — o garoto ainda saiu rindo.
“Os garotos daqui tem um problema sério” — Kagome revirou os olhos.
— Esses idiotas…
— Concordo plenamente — Kagome chegou ao lado dela, segurando dois livros da mesma.
— Obrigada — Sango pegou os livros e, então encarou Kagome — Você é amiga da Rin.
“Oh, ela ainda a chama pelo nome?!” — Kagome achou interessante — Sim, sou nova aqui.
— Entendo — Sango terminou de se ajeitar e foi, sem dizer mais nada.
Realmente algo estava errado nessa história toda e, Kagome não estava muito afim de descobrir, afinal estava ali para estudar mesmo. Entretanto, no fundo sentia que logo estaria tão dissolvida nessas histórias que seria impossível separar novamente. E a morena achando que seria como água e óleo naquele lugar.
Lindo erro.
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— Ei, Kagome! — Rin chamava de longe.
— Bom dia! — Kagome caminhou até Rin, no pátio.
— Bom dia! — a garota sorriu — Espero sobreviver a mais um dia.
— Sua alegria na manhã me contagia — a morena sorria junto.
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— Me larga, seu retardado!
— Tarado! Vou te processar!
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— Isso foi o som de um tapa ou soco? — Kagome estava confusa.
— Droga... — Rin ficou branca — Não me diga que é ele.
— Eh!? — Kagome olhou confusa — Ele quem?
— Meu primo…
— Primo!? — Kagome tentou olhar entre as garotas, até que viu um com a face toda vermelha — Aquele lá?
— Sim… — Rin tentou sair de fininho.
— Tarde demais — Kagome disse ao ver o mesmo olhar na direção de ambas.
— Priminha! — o grito ecoou ao longe.
“Ferrou!” — Rin congelou no lugar.
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Continua
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