Sakura Harem

15 Tobi-ObiSaku — Emboscada


Notas iniciais
OI OI OI É, eu sei. Demorei, foi mal, desculpinhas, gomenasai. Esse foi complicado de escrever. Eu estava com a história na cabeça, mas não queria sair nem a pau, mas consegui. YEY! Aproveitem ;P



O ar escapava de seus pulmões rapidamente e ardia quando ela inspirava, como se estivesse inalando chamas. O vento gelado reverberava pelo seu rosto como mínimos chicotes de gelo e, apesar do frio cortante, seu corpo inteiro transpirava como se estivesse no meio do inferno. Havia suor escorrendo de sua testa e nuca compulsivamente enquanto suas pernas se lançavam uma à frente da outra, repetidamente e sem oscilar sequer uma vez, ganhando distância. Não olhou pra trás, não sentia mais o chakra absurdamente poderoso atrás de si. Uma lufada de calor saiu de seus lábios trêmulos.

Ela conseguira despistar um membro da Akatsuki.

Não era uma covarde, mas ter uma luta com um shinobi rank-S e correr o risco de morrer sem avisar à Konoha de um possível ataque antes não podia ser uma opção. Ela havia visto mais de um ninja e era algo preocupante, já que estavam próximos demais dos vilarejos dos civis ao norte. Precisava chegar à Vila; seu trabalho era proteger os feridos, não ferir os inimigos. Curar, não ferir. Repetiu isso mentalmente a si mesma tentando manter a guarda.

Um ninja estivera mais terrivelmente próximo que os outros — quase no seu encalço —, no entanto, como fogo se apagando sem oxigênio, sumira sem mais nem menos. Sakura não cairia, caso fosse um ardil. Continuou correndo, desviando dos galhos de árvores que se tornavam cada vez mais unidos e entremeados, dificultando sua passagem.

Um corvo crocitou voando acima de sua cabeça repentinamente e ela perdeu a atenção a sua frente por um segundo, no entanto foi o suficiente. Tropeçou em uma raiz alta, mas conseguiu apoiar a mão ao chão antes que seu rosto o encontrasse. Reergueu o corpo e caminhou rapidamente, ganhando impulso, mas seu tornozelo fisgou fazendo-a soltar uma reclamação dolorida. A luz verde tingiu seus dedos enquanto ela ainda mantinha os passos rápidos, apoiou-se em um dos troncos secos para tocar a pele latejante por uns segundos e baixou a perna, experimentando pisar firme.

Uma brisa quente ardeu em sua nuca e Sakura não conseguiu conter um arrepio ao sentir uma presença muito próxima a si. Puxou uma kunai lentamente do bolso, sem se virar. O chakra irradiava calmamente, mas era pulsante como se fosse outro ser vivo, potente e mordaz. Não conseguiria matá-lo, certamente, mas talvez o atordoasse...?

Girou o braço com a kunai em riste, mas ele foi mais rápido. Mais até do que previra. A mão certeira em um nervo de seu pescoço. A dor foi intensa, mas rápida; seu corpo tombou para trás languidamente, ouviu um suspiro entediado escapando dos lábios cobertos do nukenin quando ele a pegou nos braços como se pesasse menos que o ar. Sua visão ficou turva, mas ainda conseguiu mirar um brilho vermelho do único olho descoberto. Então tudo girou, girou, girou enjoativamente e parou.

Não conseguiu enxergar mais nada.

Ela dormia suave como um anjo em uma cama. Os cabelos surpreendentemente cor-de-rosa estavam bagunçados, caindo lisos sobre o travesseiro. A pele de porcelana estava imaculada, exceto por um leve tom arroxeado onde a acertaram e o rubor saudável das bochechas. O único som que ouvia era do crepitar da noite lá fora; estava chovendo forte. Sakura piscou os olhos lentamente, queria continuar dormindo, mas sentiu um toque suave acariciando suas costas, percorrendo sua pele. Suspirou baixo e se remexeu entre os panos macios abaixo de si. O toque se tornou mais forte, os dedos apertaram sua cintura. A kunoichi ergueu-se de pronto, mas a presença já estava afastada; ainda no cômodo, mas longe dela.

— Quem é você? — perguntou com a voz rouca pelo sono, mas ainda letal.

Não houve respostas. O rosto estava encoberto pelo breu do local, mas Sakura ainda podia ver a silhueta no escuro. E os olhos de cores desiguais. Um negro e um vermelho.

— Quem é você? — repetiu o homem escondido nas sombras. O timbre era desconhecido, mas algo lhe parecia muito familiar. Não respondeu, por pura tenacidade. Ele deu uma risada, como se soubesse disso. Um passo arrastado até próximo à cama. Sakura se afastou ainda sentada e olhou ao seu redor.

— Onde eu estou? — sua voz saiu sem que percebesse e, repentinamente, fazia frio.

— Está comigo — murmurou simplesmente, para o desgosto da médica-nin.

Quem. é. você? — inquiriu novamente, entredentes. Seus punhos se fecharam com força, ela sentia um desejo insano de esmurrar alguma coisa, mas sentia seu corpo estranho. Quase como se o ar estivesse pesado demais para que se mexesse. Tentou se erguer, mas suas pernas não lhe obedeciam de todo, sentia-as fracas. Ergueu os olhos verdes e duros para o homem à sua frente, tendo certeza que ele tinha algo a ver com isso. — O que você fez comigo?

Ele se limitou a rir novamente, mas suave; então se aproximou mais, sentou-se no colchão e Sakura pode vê-lo enfim.

Ela pôde distinguir duas faces num rosto só. O lado dos olhos negros era liso e a pele clara parecia como a sua, sedosa e imaculada; os lábios se erguiam no canto com um meio sorriso franco. O nariz fino se franziu levemente quando o olhar minucioso da kunoichi correu para o outro lado; o dos olhos vermelhos. A face daquele lado era totalmente devastada por profundas cicatrizes incomuns, quase em formato de espiral; a última linha que aprofundava a pele quase chegava aos cílios inferiores; a boca daquele lado era repuxada para baixo, presa em uma carranca eterna. Ela engoliu seco.

— A medição está completa? — indagou ele ironicamente e o sorriso do lado bom de seu rosto se alargou, os dentes retos se iluminaram com a pouca luz do ambiente. Sakura teve a sensatez de ficar corada. Mesmo naquela situação, encarar não lhe parecia educado; não conseguiu reprimir, no entanto. — Não se preocupe, isso sempre acontece. Por isso costumo cobrir.

Ela baixou o rosto em silêncio e confusão.

— Eu sou Uchiha Obito — sussurrou ele sem olhá-la. Sakura olhou-o surpresa. Uchiha? Fitou o shinobi com curiosidade evidente, mas não conseguiu dizer nada. Ele estava blefando. Ter um Sharingan não significava que ele era de fato um Uchiha. Havia apenas dois homens daquele clã vivos, não...? — Eu disse meu nome, agora diga o seu.

— Miyuki Yuri — murmurou com convicção ao olhar no rosto franco dele, Sakura não confiava naqueles olhos. O sorriso dele esmaeceu lentamente, mas não perdeu o brilho divertido. A médica sentiu as mãos tremerem. — Onde estamos?

— Em Konoha — respondeu ele prontamente.

— Está mentindo.

— Você também está, Sakura — sussurrou ele com a voz subitamente cortante.

A kunoichi se assustou com a proximidade repentina do shinobi. Os dedos dele tocaram a pele de seu rosto e ela conheceu o contato de antes como o dele, sem dúvida nenhuma fora ele. A mão de Obito percorreu seu pescoço e a puxou para si, Sakura arfou sentindo gelo se instalar em seu estômago quando forçou o corpo para longe dele e nada aconteceu.

— Foi você quem fez isso? — indagou com a voz trêmula quando empurrou o peito largo para longe, mas não surtiu efeito.

O Uchiha fechou os braços longos ao seu redor e a puxou para perto usando pouca força. Os cabelos róseos foram puxados e a kunoichi perdeu o ritmo da respiração quando sentiu a boca dele roçar em seu queixo.

— O que você acha? — disse ele rindo contra sua pele.

Sakura estava em seu colo, contorcendo-se pra lá e pra cá numa tentativa vã de fugir. Os braços dele imobilizaram-na, prendendo-a e apertando-a contra si. Ela tremeu incessante ao senti-lo rígido contra suas pernas.

— Por favor… — pediu ela com os olhos verdes muito abertos de temor. Obito sorriu-lhe e afagou a bochecha fria, capturando uma lágrima que escorreu solitária. Ele beijou a pele molhada de seu rosto calidamente e afagou a tez abaixo de sua orelha, causando cócegas.

— Não vou obrigá-la a nada — prometeu ele antes de tocar os lábios na base do pescoço pálido da garota. A Haruno grunhiu contrariada, mas não pode fazer mais que isso. As mãos dele a arrastaram contra a ereção crescente abaixo de si e ela se enrijeceu de embaraço, mas não conseguiu reprimir a onda de calor que a engolfou. Engoliu seco ao fechar os olhos e sentiu o sorriso do shinobi em seu pescoço. — Porque você quer isso, está sentindo?

Alguma coisa muito estranha acontecia em seu corpo, era como se não respondesse completamente aos seus comandos. Os toques de Obito ficavam mais ousados em seu corpo; ele enfiou a mão por debaixo de sua blusa e arranhava levemente sua pele, deixando pequenas marcas vermelhas.

— Vê como você está receptiva? — inquiriu ele com um suspiro suave. — Seu corpo está estremecendo, e eu mal a toquei...

Não soube dizer ao certo o que estava acontecendo, mas quando notou os lábios dele já estavam junto dos seus, beijando-o com vontade. Seu cérebro não lhe obedecia, seu corpo era independente, não a ouvia; apertava-o contra si e instigava-o a beijá-la mais, mais forte, mais intenso; e ele fazia. Sakura ouviu-se gemendo o nome dele e sentiu-se atordoada quando suas roupas foram retiradas, ela tinha pedido.

— Você quer isso? — inquiriu ele novamente com um sorriso de quem sabia tudo, de quem estava no controle.

Isso deixou a médica-nin enervada, tensa, assustada. Pôs as mãos no rosto que estava tão próximo ao seu e sentiu sobre a ponta dos dedos a textura das cicatrizes do shinobi. Pareciam frágeis, eram profundas e longas. Como ele as conseguira? Será que havia doído recebê-las? Será que ainda doía? Retraiu-se e se arrepiou quando a mão dele se espalmou em seu seio nu, prendendo o bico rosado entre os dedos e puxando.

— Quero — ciciou contra sua real vontade, seu corpo queria, estremecia por ele, pelo toque dele.

Sentiu as coxas nuas contra suas nádegas. Kami-sama, quando ele havia retirado…? Exclamou quando foi jogada contra o colchão com delicadeza, a boca dele tomou lugar da mão, sendo mais intenso com a língua do que fora com o dedo, rodeando a aureola rosada e sugando a pele sensível, causando uma sensação abrasadora que afetava diretamente o sexo da rosada. Ele deitou sobre ela e depositou metade do peso no braço que estava dobrado ao lado da cabeça da rosada, dando-lhe uma bela visão dos bíceps flexionados. Há algo errado comigo, eu não deveria estar fazendo isso, kami, não consigo relutar.

— O que quer que eu faça?

Sakura arfou pesadamente, porque era impossível acreditar. Seus lábios se abriram sem que percebesse. Sua língua elaborou uma resposta indecente. Não foi ela, não foi, mas...

— Me chupe.

A boca dele desceu prontamente pelo seu corpo, deixou marcas avermelhadas por onde percorria, alguns lugares latejavam lentamente pelas mordidas repentinas que ele lhe dava. Sakura grunhiu quando seu corpo se separou para ele, dando-lhe espaço; seus braços seguraram os cabelos pretos e repicados e o guiaram mais para baixo, o mantiveram contra, oh, kami, seu sexo e quando a língua do ninja a tomou…

Sakura mordeu os lábios para não gritar. A boca de Obito era sedenta e parecia estar em todos os lugares de sua intimidade, sugando ora lento ora rapidamente, a língua lhe presenteou com leves penetrações onde ardia mais e ela ergueu os quadris em direção à boca dele, querendo mais e ao mesmo tempo querendo inexistir por conta dos gemidos altos que escapavam de seus lábios. Um tremor intenso a fez se arquear quando ele usou os dedos para estimular seu clitóris junto com a língua, uma pressão mais forte daquela carícia foi o suficiente para que ela explodisse como uma bomba de efeitos devastadores, fazendo-a estremecer e se contrair rigidamente na ausência de um corpo dentro do seu enquanto a sensação forte a fez queimar internamente, até ceder aos poucos, latejando e deixando-a lânguida no colchão. Arfou baixinho, recolhendo o ar que se esquecera de inspirar.

O Uchiha deslizou o nariz de volta para cima, cheirando e apreciando o aroma floral misturado a suor e sexo da garota. Beijou a ponta dos mamilos uma vez antes de voltar ao rosto, observando a placidez da rosada satisfeita com seu carinho. Pegou um dos braços delgados e virou-a de costas, quase salivando ao notar o formato deliciosamente arredondado das nádegas da kunoichi, não resistiu em apertá-las com força, deixando seus dedos impressos na pele de papiro.

Ela segurou o travesseiro que estava em sua cabeça e virou o rosto para o lado; não teve coragem de olhar para trás. Ofegou, porque essa atitude também foi um pedido seu. Sua mente estava enevoada. Deslocada. Depravada. Ela realmente tinha sussurrado “Me bata”? Um tapa na carne firme a fez se sobressaltar com um ruído escapando da garganta. “Oh, sim, mais forte”. Retraiu-se com o segundo golpe.

Sentiu borboletas em frenesi volitarem por sua barriga quando sentiu dedos correndo pela linha de sua coluna, do início até a depressão de suas nádegas.

— Gostosa — rosnou ele para o embaraço da médica. A mão a apertou novamente, mais forte, e o corpo dele aqueceu suas costas. A Haruno sentiu o rosto esquentar ao sentir a dura ereção livre de roupas e quente contra suas nádegas. Ela estremeceu em expectativa e temor, se apoiou pelos cotovelos e virou o rosto para o lado para espiar. Sentiu a garganta seca.

Não peça mais nada, não peça mais nada.

— O que você quer que eu faça agora? — inquiriu ele com condescendência. Ela cerrou os dentes com força, mas era impossível controlar sua própria boca. Apertou os dedos nos lençóis enquanto ditava sua própria sentença:

— M-me foda.

Obito sorriu.

— Com prazer. — Ele se apoiou com uma mão no colchão e, com a outra, empurrou uma das coxas da rosada para cima. Acariciou o vão espaçoso que se formou quando ela o fez.

Sakura se retraiu com o dedo resvalando sua intimidade sensível, mas logo ficou tensa quando o shinobi segurou a base de seu membro e o moveu no lugar do dedo; a sensação foi mais forte e ela não conseguiu reprimir um gemido rouco. Ele repetiu a ação forçando mais a glande contra o clitóris sensível arrancando um protesto da garota, e então se apertou contra o sexo estreito, deixando de segurar seu corpo e impulsionando o quadril com cuidado contra ela até que tocasse nas macias nádegas.

Quando a sentiu o abrigando completamente, Obito saiu devagar sentindo as contrações involuntárias da rosada o cercando, retornou para dentro dela com mais fluidez. Sakura segurou o travesseiro contra o rosto e o apertou ao senti-lo dentro de si novamente, gemeu alto e abafadamente contra o tecido quando o ninja apoiou as mãos ao lado de sua cabeça e bombeou o corpo mais duramente contra o seu, mais rápido quando ela cobriu os grunhidos no travesseiro e tentava com muito custo não gritar.

— Eu definitivamente preciso fazer isso mais vezes — comentou ele com um grunhido rouco e Sakura agradeceu por ter o rosto escondido.

Seu quadril se elevou inconscientemente, dando mais abertura para o membro rígido afundar-se em sua intimidade quente. Suas pernas tremeram e ela sentiu o corpo começar a se contrair com os impulsos potentes, sua temperatura estava se elevando muito rápido e ela teve de erguer o rosto para puxar o ar que não chegava aos seus pulmões com eficiência. Prendeu os lábios contendo os sons roucos de sua garganta.

— Sakura, não se segure.

E, como se ele tivesse algum comando em seu corpo, ela deixou que os gemidos soassem em alto e bom som ao abrir a boca e respirar pesadamente quando os movimentos se tornaram mais fortes, seu sexo parecia ferver e lançar espasmos para cada pedaço de seu corpo.

— Mais forte — gritou a plenos pulmões, empinando-se mais. Seus braços doíam perdendo o sustento do corpo, ela deixou-se afundar no travesseiro quando Obito segurou-a espalmando a mão em sua barriga e conseguindo se apertar mais duro dentro dela. — Oh, oh, m-me faça... me faça gozar! — ordenou num gemido.

E ele fez.

Ela não conseguiu aguentar senti-lo preenchê-la tão profundo; atingiu seu clímax intensamente, suas pernas fraquejaram e amoleceram na cama enquanto sentia convulsões em seus músculos íntimos se apossando do resto de seu corpo. Ainda estremecendo com o orgasmo, a médica sentiu o nukenin beijando suas costas e arranhando os dentes em sua nuca. Não teve tempo para uma recuperação, pois o sentia ainda rígido dentro de si.

— Espere... — gemeu ela com a voz cansada quando o Uchiha a provocou com o membro sólido, tenso e pulsante dentro dela. Sua intimidade se retraiu sensível aos movimentos mínimos.

— Quer que eu pare? — indagou Obito beijando a pele de sua nuca suada. Sakura resfolegou sofregamente e lambeu os lábios ressecados.

— Não... — Mordeu os lábios sem forças para protestar contra si mesma. Retornou a deitar o rosto nos tecidos fofos e suspirou pesadamente quando os dedos masculinos afagaram sua cintura e a apertaram lentamente ao aumentar o ritmo.

— Eu queria te manter presa aqui pra sempre — admitiu ele ao beijar o ombro nu e levemente salgado pelo suor. Inalou o perfume dos cabelos róseos e sedosos e descansou o rosto maculado ali. Separou-se dela por um instante, relutante, e a pôs de lado com facilidade. Sakura ficou com o rosto de frente para o dele e não resistiu ao desejo de descansar a perna no quadril masculino. Obito apreciou a iniciativa e retornou a abrigar-se dentro do calor e receptividade da médica —, mas não posso… Por isso — A kunoichi estremeceu com o sorriso malicioso que ele deu antes de roçar os lábios no canto de sua boca —, seja uma boa garota e vamos aproveitar bem o nosso tempo. Agora... me diga... de que jeito você quer isso?

A fogueira crepitou suavemente, o fogo ganhando maior expansão com o ar frio da noite. Um farfalhar leve na mata deixou todos os nukenins presentes ansiosos.

— Por que demorou tanto, idiota, hn? — reclamou Deidara para o seu companheiro.

— A menina cor-de-rosa deu tanto trabalho assim? — provocou o ninja com rosto de tubarão. Sua espada, Samehada, descansava sobre suas pernas enquanto ele afagava a lâmina grande como um animalzinho de estimação.

— Não seja tão desdenhoso, ela é a aprendiz da Godaime Hokage, além disso, Akasuna Sasori está morto — disse o shinobi mais silencioso ao se aproximar do Akatsuki que acabara de chegar, observando o corpo pequeno que ele abrigava entre os braços. A menina jazia imóvel, de olhos fechados, mas não parecia estar ferida. — Tobi, o que fez a ela? — perguntou com a voz calma quando a kunoichi remexeu-se com o cenho franzido e inspirou.

— Precisávamos de uma iryou-nin viva, não de uma... garotinha morta, hn — repreendeu o shinobi loiro aproximando-se também.

— A garota Folha não está morta — explicou-se o nukenin mascarado fungando ressentido.

— Você não devia deixá-la inconsciente, só levemente incapacitada — Itachi apontou observando a maneira que a respiração errática da kunoichi ficava cada vez mais rápida. — Mas, em vez disso-

— Eu apenas a pus para sonhar — Tobi completou com uma risada ruidosa. Ninguém o acompanhou.

— Isso não foi muito inteligente — replicou Kisame ao embainhar a espada gigante e pendurá-la nas costas. — Não carregarei ninguém, aviso logo.

— Também não farei isso, absolutamente, hn.

A rosada arfou ainda presa na ilusão e os dedos pequenos se agarraram na capa do shinobi que a segurava.

— Em que tipo de genjutsu a prendeu? — inquiriu o moreno sentindo-se, como raramente acontecia, desconfortável. Ela estava corada e a pele estava transpirando...

O shinobi mascarado hesitou por um instante e o olhar de Itachi se cerrou em descrença. Não seria possível que…

Um gemido alto escapou dos lábios femininos e os nukenins se sobressaltaram em conjunto. O rosto da aprendiz da Hokage tornou-se mais avermelhado quando ela suspirou roucamente, ainda de olhos fechados, remexendo-se sobre os braços de seu captor, grunhindo baixinho.

Deidara e Kisame se entreolharam por um ínfimo segundo e, rapidamente, se afastaram tentando disfarçar a tensão embaraçosa que aquilo causou. Os dois Uchihas ficaram a sós.

— Itachi-senpai, essa missão era para ser sua, então leve-a — Tobi disse apressado jogando a menina trêmula sobre os braços do Uchiha de cabelos longos que tinha uma expressão entre embaraço e surpresa no rosto.

— Eu disse que não era uma boa ideia deixá-lo ir — retrucou o shinobi azulado quando o nukenin se aproximou dele com a pequena médica retorcendo-se em seus braços. Um sorriso malicioso e cheio de escárnio cintilou pelos dentes afiados quando ele recitou ironicamente: — Até que não foi uma péssima ideia. Parabéns, Tobi!

— Tobi é um bom garoto! — exclamou o mascarado com exultação enquanto se afastava para alcançar os ninjas à sua frente e deixando o Uchiha e a nova médica da Akatsuki para trás.

Notas finais
Editar. AHEHAOAHOAOAHOA, desculpem se ficou tosco, gentem. Juro que tentei! Olha, eu estou adiantando muitos capítulos, mas vou demorar mais um pouquinho que o habitual pra postar, porque, não sei porque, mas só tá saindo os capítulos que não devem ser postados agora. Tô seguindo minha listinha, seguindo a listinha u_u Mas me digam o que acharam, ok? Vou responder a todos que não pude agora, gomen a demora T^T OBS: Não encontrei fanarts que encaixavam-se aqui, T/ObiSaku é um shipp raro também :c