Sakura Harem

16 SuiSaku — Imersos


Notas iniciais
Sentiram saudades? :#3 Quero me desculpar pela demora, mas tive uns contratempos que me impediram de postar! Eu gostei muito de escrever esse capítulo, pois faz menção a um shipp que eu gosto demais! Aeeeee, agora vão ler! u_u Aproveiteem

Sakura bebericou o saquê sentindo o peito se aquecer com o líquido ardente. Cruzou e descruzou as pernas nervosamente sob o balcão do bar simples do ryokan que estava hospedada. Suspirou baixo quando pôs a garrafa transparente sobre a madeira lisa.

Estava em uma missão curta e conseguira finalizá-la com êxito; planejava estar em Konoha o quanto antes, mas aproveitou do tempo de sobra para descansar o stress que a acompanhava inseparavelmente. Pediu a segunda e última bebida. Não queria afogar seus problemas em álcool, apesar de uma vez ter acontecido. As longas horas de dor de cabeça a fizeram prometer que nunca tornaria a ocorrer tal irresponsabilidade.

Olhou por sobre o ombro para o local quase vazio atrás de si. Alguns civis conversavam calmamente em uma mesa no centro e um casal passou de mãos dadas para fora do pequeno bar. Sakura engoliu seco quando o jovem pôs o cabelo castanho da garota atrás da orelha, esta corou violentamente e desviou o olhar. A kunoichi suspirou profundamente e a mão que segurava a garrafa se agarrou mais ao vidro.

— Garota, você vai espatifar sua bebida desse jeito — murmurou uma voz arrastada ao seu lado.

A médica se virou percebendo um chakra mais intenso bem ao seu lado. Seu corpo travou em defensiva subitamente. Tão distraída que sequer percebi a aproximação de um shinobi! Se minha shishou souber… Balançou a cabeça chateada e observou o rosto familiar debruçado sobre o balcão ao seu lado. Arfou.

Os braços magros, mas definidos flexionaram-se quando ele pôs a cabeça sobre eles como se esta pesasse demais. Os cabelos brancos como neve balançaram levemente quando o corpo do ninja se curvou para frente e virou o rosto para olhá-la também. As pálpebras se abriram lentamente e dois pares de ametistas lapidadas a observaram com um brilho lânguido e divertido.

— Hozuki Suigetsu — disse tentando conter o nervosismo.

— Haruno Sakura — retrucou ele no mesmo tom, mas com um nada leve quê satírico. Um sorriso de canto apareceu, deixando a mostra dentes tão pontiagudos quanto senbons.

A kunoichi olhou em volta mais uma vez, desta com mais minúcia, tentando sentir os chakras. Céus, se ele estava ali… então…

— O Sasuke não está aqui, bobinha.

Seu coração se perdeu em uma batida, mas desta vez ela controlou sua expressão. Voltou os olhos para o companheiro de time do Uchiha e ergueu as sobrancelhas rosadas em questionamento.

— Por que estão separados? — indagou com a voz plácida e o rapaz meneou a cabeça dando de ombros. Pensou em agarrá-lo e leva-lo à Konoha consigo, ele definitivamente sabia onde Sasuke estava. Seria de muita ajuda.

— Juugo está vagando por aí com seus passarinhos — ele respondeu com desinteresse, mas sua expressão se crispou. Sakura notou que o rosto dele estava pálido e suava; não parecia nada bem. — E Sasuke e Karin… Merda, a vida é definitivamente muito injusta, não acha, kunoichi?

Sakura sentiu algo duro e doloroso se agarrar em sua garganta.

— Eles… estão…? — indagou não querendo perguntar, mas sentindo que era necessário.

— Juntos, é — resumiu o garoto de olhos purpúreos ao passar os dedos pelos fios brancos e azuis de seus cabelos exóticos e logo soltou um suspiro, rindo secamente.

Sakura estava estacada em seu banco sem saber muito que dizer, seu coração parecia trabalhar mais rigidamente dentro do peito, causando palpitações desconfortáveis a cada batida. Ela pôs a garrafa sobre o balcão delicadamente e descansou a mão no colo. Sobressaltou-se levemente quando o shinobi se aproximou mais do que a cortesia permitia de si e tombou o rosto para o lado parecendo confuso.

— Ei! Você está chorando?

— O que? C-claro que não! — ela virou o rosto para o lado por um momento e tornou a olhá-lo perto demais de seu rosto: — A culpa é sua, esse cheiro de álcool tão forte faz meu nariz arder!

— Claro, claro — concordou ele com um sorriso cínico que fez Sakura querer socá-lo.

Mas apenas se levantou do banco.

— Adeus — rosnou pelos lábios presos e afastou-se com passadas rápidas.

Não tão rápido, ao que parecia. Rangeu os dentes quando sentiu o chakra do nukenin acrescendo a medida que ele se aproximava, bem atrás de si até que parasse ao seu lado.

— Entããão... — cantarolou Suigetsu — que grande coincidência estarmos no mesmo onsen, não?

— Hn — resmungou sem separar os lábios.

Avançou mais rápido, chegando ao corredor que dava acesso às fontes termais mistas, masculinas e femininas. Logo à frente havia uma longa escada de madeira onde ficavam os quartos. Seguiria até o seu, recolheria seus pertences e iria embora o mais rápido possível.

— Não é como se eu não estivesse acostumado com gente monossilábica — fungou ele com a voz escorrendo divertimento. Sakura quis escorrer sangue dele. — Sasuke é do meu time, lembra? Ah, com certeza você lembra, a sua carinha não mente.

Ela freou os pés subitamente e Suigetsu avançou dois passos antes de parar. Os olhos verdes o fuzilaram duramente e ele quis rir das bochechas coradas de raiva. Aquilo definitivamente era mais divertido que beber até cair por causa de certa vaca ruiva. Tch, não pensaria nela. Abriu a boca para alfinetar a pequena rosada a sua frente mais uma vez, mas duas mãos firmes empurraram seu peito subitamente e ele nada pôde fazer além de correr os pés para trás rapidamente a procura de equilíbrio. Sakura continuou empurrando-o com uma força sobrenatural até que o chão acabasse. O shinobi desabou desiquilibrado, caindo de costas, os braços se balançaram no ar em busca de algo que o firmasse, mas nada encontrou.

Splash!

— Fique longe de mim. — murmurou a Haruno antes de virar as costas e caminhar duramente para fora das termas mistas.

Suigetsu se ergueu rapidamente da água completamente encharcado. Merda, essa garota é doida. Olhou para trás rapidamente quando ouviu algumas risadas ocultas por tosses fingidas. Alguns civis mais velhos o olhavam com diversão e ele mostrou os dentes afiados em desafio, saindo duramente da piscina rasa, guinchando como um peixe fora d’água. Ela vai me pagar.

Sakura apertou duas blusas para dentro da mala com kunais, senbons e shurikens, esperando não encontrar as roupas fatiadas pelas lâminas assim que chegasse em casa. Bufou duramente ao ouvir o tecido protestando quando um dos metais o atravessou.

— Inferno! — praguejou com raiva e seus olhos ficaram estranhamente turvos. Passou os dedos sobre as pálpebras e descobriu-as úmidas. Uma torrente escapou assim que percebeu que eram lágrimas.

“A vida é definitivamente muito injusta, não acha, kunoichi?”

Sim, muito, muito injusta. Seu peito protestava com a dor e ela não queria ter um acesso de choro agora, mas foi inevitável. Prendeu os lábios tentando conter o acesso de tristeza. Sasuke-kun, ela o faz feliz? Meneou a cabeça lentamente. Não podia mandar no coração dele, afinal. E, aparentemente, não podia mandar no seu também. Jogou a bolsa no chão e suspirou duramente.

O som da água transbordando fê-la se erguer e correr em direção ao banheiro. Fechou as torneiras rapidamente apreciando o calor da água morna que vazara em seus pés descalços. O ofurô em seu banheiro era grande o suficiente para caber três dela. Puxou a toalha que envolvia seu corpo e pendurou-a antes de entrar calmamente na pequena piscina cheia demais. Litros de água jorraram para fora quando ela entrou, mas não se importou.

Afundou o rosto inchado pelas lágrimas na água quente e esfregou a mão levemente. Abraçou-se e deitou o rosto na beira, tentando não pensar em muita coisa. Devia ter bebido mais umas três garrafas… Sentiu as lágrimas mais quentes que a água escorrerem em seu rosto. Mais água jorrou para fora do ofurô e algo frio tocou sua perna.

— GAH! — pôs as mãos no pescoço por puro reflexo. Suigetsu sorriu à sua frente, tão molhado quanto ela.

— Você está distraída hoje ou é sempre assim, uma ninja muito despreparada? — indagou ele com as sobrancelhas franzidas em falsa preocupação. A garganta da médica se fechou de ódio.

— Saia daqui! — vociferou duramente e olhou-o como se fosse louco. Uma gargalhada escapou dos lábios masculinos.

— Olha, eu não tenho culpa se você resolveu estar aqui coincidentemente comigo, está bem? Não tem porque se cobrir, enxergo bem dentro d’água.

— Qual é o seu problema? — inquiriu com raiva, estava pronta para se erguer e dar-lhe uma boa surra, mas cruzou os braços e pernas com mais força em vez disso. — Não sabe que é um desrespeito invadir a privacidade alheia? Eu estou nua!

— Ora, não por isso — disse Suigetsu de maneira cavalheiresca e se ergueu, completamente desprovido de roupas também. Sakura cobriu a boca para abafar o grito surpreso. Sentiu a pele esquentar graus a mais que água, talvez pudesse fervê-la com seu embaraço. O ninja do time Taka gargalhou ruidosamente ao afundar na água novamente, descansando o braço na beirada confortavelmente.

. Embora. — rosnou a rosada duramente quando ele se aproximou dela devagar. Esticou um dos pés e apoiou na barriga dele, impedindo-o de chegar mais perto. Dedos se fecharam em seu tornozelo e Sakura tratou de afastar a perna do corpo masculino. O shinobi de cabelos brancos aproveitou isto, pegando uma carona no movimento e estacionando bem em frente a garota.

— Quando você me jogou naquela coisa lá embaixo, eu fiquei pensando… — disse ele ignorando os protestos da kunoichi. — Queria me vingar com a mesma moeda, mas você estragou tudo entrando aqui por conta própria. Então, ainda não me decidi o que fazer com você.

— O que? Como pode ser tão irritante assim?! — indagou ela indignada e afastou-se de Suigetsu com o cenho franzido de raiva. O rapaz lançou-lhe um olhar purpúreo cheio de malícia e sorriu como se aquilo fosse um elogio.

— Acho que sei bem o que fazer — dizendo isso, se aproximou mais do que em qualquer momento. Sakura puxou uma das mãos dos seios e empurrou-o pelo ombro. A pele escorregadia do ninja chegou mais perto. Ela pode sentir o hálito dele.

Saia — sussurrou ela de maneira desesperada. Desviou os olhos dos dele sentindo o corpo esquentar mais.

— Ora, o que há, kunoichi — insistiu Suigetsu sentindo o braço que o impedia perder a força, ele apoiou mais o corpo sobre a mão pequena espalmada em seu ombro e a dobra do cotovelo dela cedeu lentamente. — Vejamos por este lado: você está sozinha, eu estou sozinho… Estamos aqui, sozinhos e-

— Isto não quer dizer nada — ciciou ela com os olhos longe de seu rosto, mas Hozuki viu os olhos verdes correrem para seu corpo submerso uma vez antes de desviarem-se envergonhados. Kawaii, pensou.

— Ah, não gosta de se divertir um pouco? Você exala stress, sabia? Isso não faz bem. — Ela meneou a cabeça repetidamente e o braço tornou a empurrá-lo uma vez. — Estou me sentindo tão perseverante hoje! — rejubilou-se ele. — Agora sei porque Karin nunca desiste. Esse jogo é divertido — murmurou ele ao pensar no quão pervertida e persistente era a ruiva. Aquilo o fez rir, mas os olhos verdes se voltaram para os seus assim que proferiu a infame frase. Os lábios róseos se franziram com raiva. — Ei, garota o que foi que-

Aqueles mesmos lábios róseos e raivosos se aproximaram dos seus com árdua dureza. Suigetsu recuou o rosto para trás antes que ela acabasse se machucando em seus dentes, mas retribuiu o beijo com surpresa e vontade. Sakura não era uma garota de se recusar, sem dúvidas. Uma boa olhada naquele corpo dentro d’água era mais que suficiente para que ele fosse julgado um tolo caso fugisse dali agora. Passou a mãos nas costas nuas, apreciando a maciez lisa da pele branca. Diferente dela, com tantas cicatrizes… Tsc, esqueça-a.

Puxou-a mais para si e colou a barriga arfante na sua. As mãozinhas pequenas e fortes agarraram seus ombros e correram para seus cabelos, ele sentiu um arrepio tomando conta de sua coluna. Levantou-a da água e aterrissou o corpo curvilíneo na borda da pequena terma. Enfiou-se entre as coxas molhadas. Ouviu o primeiro gemido da noite.

Deixou os lábios doces e desceu para o pescoço delgado e limpo, sem marcas. Beijou-a ali uma vez, desejando macular toda aquela brancura com cortes longos. Não ousou roçar os dentes ali, mas apertou a boca com força na região, arrancando mais ruídos excitantes da kunoichi. Desceu mais as carícias, afogando-se nos seios rosados como os cabelos dela. Deleitando-se com a rigidez do ventre arfante e descendo mais, mesmo que os dedos agarrados em seus cabelos o segurassem com relativa firmeza, impedindo-o por puro receio. Tch, por que tão envergonhada?

Afastando as pernas dela, ele enterrou a cabeça entre as coxas macias e a provou. Ela ofegou, arqueando as costas conforme sua língua trabalhava no sexo cada vez mais úmido, sentiu os dedos suaves apertando seus cabelos com mais força.

— Por favor… — suspirou ela, parecendo desesperada. — Por favor.

Estava implorando para que ele parasse, abrandasse o ritmo ou para avançar mais? Ele se perguntou se ela mesma sabia a resposta.

— Doce Sakura — sussurrou o shinobi com malícia antes de bater a língua no clitóris tenso —, seja mais clara e me diga o que quer.

Ele queria que ela se entregasse mais, a provocação causava efeitos fascinantes no corpo curvilíneo que ele pegou-se adorando admirar. A médica meneou a cabeça com raiva, mas seus lábios continuavam emitindo ruídos suaves que atingiam diretamente o sexo do ninja.

O som mínimo de um toque na porta fez com que a kunoichi se sobressaltasse. Ele puxou seus quadris para frente, fazendo-a afundar sentada na água quente. A porta se abriu hesitante. Kami!

— Com licença, cliente — murmurou uma jovem sorridente ao colocar o pequeno rosto para dentro do ressinto —, trouxe sua conta e algumas toalhas que foram requisitadas.

Sakura arfou tentando recuperar o fôlego enquanto seus pulmões pareciam ter desintegrado. Olhou por um mínimo segundo ao seu redor para constatar que ele sumira de vista. Provavelmente estava submerso. Pôs os braços na beira da piscina climatizada tentando parecer mais relaxada.

— A-arigatou… Ooh! — recitou sentindo o calor subir-lhe às bochechas quando sentiu os dedos de Suigetsu agarrarem suas nádegas sob a água.

— Está tudo bem? — inquiriu a moça parecendo genuinamente preocupada. Sakura assentiu rapidamente tentando por um sorriso autêntico ao rosto, mas sentia uma meia careta franzindo seu cenho. Ela o mataria!

Submerso e protegido pelas águas quentes, Suigetsu beijou as coxas macias, acariciando lentamente a fenda entre as pernas entreabertas à força da kunoichi. Tocou-a com um dedo, saboreando a umidade lustrosa e acetinada — que nada tinha a ver com a água — da região interna de Sakura.

Tudo que ele queria agora era se posicionar sobre o corpo trêmulo e enfiar-se nela com toda a vontade, mas se esforçou a esperar, atrasar o próprio prazer para provocá-la um pouco mais. Aquilo o levaria além do próprio êxtase. Queria possuí-la em completa fúria e total descontrole. E queria mais que tudo ver a expressão que ela fazia nesse momento.

Projetou a língua mais uma vez para fora e a tocou com mais pressão dentro d’água.

—… Entendo — disse a garota das toalhas de braços cruzados e a Haruno estava a um passo de ter um ataque do miocárdio, podia sentir. — Então, o que achou de sua estadia no ryokan?

— B-bem… E-eu estougoz… digo… eu gostei muito.

— Ah, verdadeiramente fico feliz em ouvir isso — rejubilou-se a jovem enquanto a kunoichi mordia os lábios e rogava aos deuses para torná-la indiferente às carícias, ou muda. Respirou sofregamente quando a garota curvou as costas para si, sorrindo-lhe com candura e então se foi.

Gemeu bruscamente quando a porta se fechou, e pôs uma das mãos nos lábios enquanto o ninja retornava, pela enésima vez, a língua ao seu corpo, acariciando com mais e mais ousadia. Gotas de suor se misturaram à água que ainda escorria de seu cabelo e corpo. A médica gritou quando um espasmo fê-la se retrair duramente sobre a boca do shinobi que teve que segurar o próprio e inesperado orgasmo no momento em que ela o atingiu, contorcendo o corpo e friccionando o sexo em seu rosto. Sequer pensou em puni-lo pela humilhação de segundos atrás. Agora que passara a ardência da vergonha, começava a apreciar sua atitude imprudente para com o shinobi, mesmo sabendo o quão errado aquilo fora.

Suigetsu a empurrou para fora da água, colocando-a — de novo — sentada na beira da piscina; controlou-a segurando os tornozelos, abrindo mais as coxas molhadas, lambeu-a mais uma vez, longamente e aplicando pressão; uma lentidão agonizante para os dois, ele colocou um dedo dentro dela sem dificuldade, então enfiou mais um. Ela está tão tensa, e me apertando. Tão pronta. Colocou-se de pé na terma e avançou sobre o corpo da kunoichi com persistência.

Ela arquejou quando puxou-lhe finalmente pelos lábios e beijou-a, surpreendeu-se com o consenso, contudo sentia os pequenos e macios lábios relutantes contra os seus, quase como se o temesse. Quando mordeu a pele sensibilíssima, no entanto, percebeu o que ela receava. Um grunhido escapou da garganta de Sakura quando seus dentes afiados roçaram na carne úmida dela.

A médica-nin segurou a nuca do rapaz com cabelos cor de nuvem e aprofundou as bocas, usando um elemento surpresa que Suigetsu nunca desconfiaria. Cravou seus dentes — simétricos e “inofensivos” — na boca dele. O shinobi protestou com um rosnado em sobressalto, mas ela forçou a mordida, tentando unir os dentes com os lábios de Suigetsu como obstáculo. Ele a afastou com as mãos mais firmes que imaginara, mas ela ainda sentiu o gosto ferroso do sangue em sua língua.

Mas que porra! Você tá louca, mulher?

— Me morda novamente e o farei duas vezes mais forte! — exclamou ela com altivez, os olhos verdes brilhando de raiva.

Ah, como ele gostava daquilo! Puxou os braços alvos, seus dedos se fechando facilmente em volta dela; apertou-a contra o chão úmido e frio, notando um arrepio tomar todo o corpo pequeno. Sakura se retorceu como uma enguia tentando erguer o corpo quente pela água do chão gélido, mas o ninja não deixou.

— E se eu te morder mais forte? — inquiriu com um sorriso, enfatizando suas armas atrás dos lábios. A rosada olhou para sua boca com uma expressão chateada, mas as bochechas se avermelharam. — Sabe que seria desvantajoso pra você competir comigo nisso, certo?

— Você não… se atreveria… a, ah… — balbuciou a rosada quando a boca do ninja grudou-se em seu pescoço, sugando a pele molhada e afagando lentamente ao descer. Os dedos que agarravam seus braços se espalmaram, correram para a barriga reta e apertaram-na em cada curva.

— Não? — provocou Suigetsu com outro sorriso infame.

Beijou o seio pequeno e chupou botão róseo que coloria a pele branca. Sakura gemeu baixo e o segurou pela nuca, fazendo-o se apertar mais contra ela. O shinobi travou o maxilar antes que a machucasse seriamente. Resvalou a ponta do nariz no mamilo eriçado e resmungou:

— Ah, garota, você não tem ideia do quanto eu quero cortar toda essa sua pele macia.

— E-eu te mato se tentar algum-oh...

O Hozuki não provocara por intencional vontade desta vez, realmente desejava cercar seus afiados dentes naquela tez pálida e delicada e rasgá-la. Seus olhos se reviraram só de imaginar o sangue minando daquele corpo perfeito, vertendo-se todo em sua boca. Sugou o seio com mais força e as pernas dela se agarraram em suas costas. Não ousou mordê-la com a vontade que tinha, apesar desejar muito fazê-lo. Sakura sentiria dor — essa ideia não o desagradava de todo também —, não prazer.

Ela não é como… Merda, não devia pensar nela, não devia. Afastou a boca do corpo quente e sorriu para a mancha roxa escura que se formou ali. O rosto feminino estava franzido e arfante, querendo mais. Virou o corpo delgado de bruços sem dificuldade e puxou-a de encontro ao seu próprio. As pernas dela se afundaram na água até encontrar o chão da terma para apoiar-se. Suigetsu empurrou-a de volta para o chão quando Sakura fez menção de se erguer. Ele precisava admirá-la por mais tempo naquela posição. Apalpou a nádega clara com a mão molhada, beliscou a pele inconscientemente, deixando um vergão vermelho como lembrança. Sorrindo para si, ele estapeou a bunda da kunoichi com força, o som ecoou alto.

— Bastardo maldito! — rosnou ela ao tentar se apoiar pelos braços, mas o shinobi foi mais rápido imobilizando um deles, dobrou-o e o prendeu nas costas dela. — Não faça isso nov… tch-

— Isso? — indagou ele deixando uma risada arfante escapar da boca ao bater na pele macia mais uma vez, do outro lado. Ela rosnou em plena fúria, mas não impôs força de verdade para desvencilhar seu braço imobilizado. Suigetsu apertou a pele avermelhada entre os dedos, fazendo-a protestar levemente — Ou isso?

Sakura não teve tempo para responder, pois o sentiu penetrar duramente em seu corpo, todo de uma vez. Ela perdeu o fôlego e soltou a respiração pesadamente quando o ninja saiu devagar para retornar forte, o ar escapou de seus pulmões. Sua mão livre tateou o chão liso a procura de algo para apertar, mas não havia nada; arrastou as unhas pelo chão em completa agonia, encontrando fissuras.

— Ah… v-vo… cê… K-kami… — choramingou ela enquanto seu corpo era assaltado pelas investidas potentes de Suigetsu. Ele soltou seu braço e apoiou a mão no meio de suas costas.

— Empina essa bunda linda pra mim, kunoichi — incitou com a voz rouca.

Esperava mais uma reprimenda dela, mas, em vez disso, sua ordem foi acatada e obedecida com deliberada intensidade. Se possível, ela ficou mais deliciosa daquela maneira. Desejosa, entregue, quase desesperada. Empurrou o quadril contra ela mais uma vez, dessa vez indo fundo. Sakura gemeu mais estridente e escondeu o rosto nas mãos que eram usadas como travesseiro.

Parando os movimentos com dificuldade, Suigetsu puxou uma das pernas femininas que estavam submersas e a ergueu, pondo Sakura de lado. Ela se sobressaltou ainda deitada à beira da piscina e apoiou-se com os braços para não tombar de costas. O rapaz abraçou a coxa macia e tornou a se mover dentro dela, estremecendo ao senti-la mais receptiva para si naquela posição, podia ver o corpo todo daquele jeito.

A rosada arfou assustada sentindo seus músculos internos se contraírem a cada estocada, sua perna imobilizada pelo shinobi tremia dolorida pela abertura ampla, mas o calor que emanava de sua intimidade e reverberava pelo corpo encobria esses pequenos desconfortos. Inconscientemente, ela levou o braço que estava espremido no chão para baixo, encontrando seu próprio corpo e estimulando onde o membro do shinobi não alcançava. Um prazer intenso a tomou quando circulou dos dedos pela pele sensível demais, duplicando a sensação quando o corpo dele se moveu mais firme.

— O anjinho está se mostrando cada vez mais pervertido, hm? — disse ele com malícia. Enganchou a mão na parte de trás do joelho dela e empurrou a perna para frente, tendo melhor visão para mirar os dedos dela se tocando. No entanto a rosada parou assim que o notou observando, o rosto coloriu-se de vermelho. — Que diabos, você ainda está com vergonha? Estou dentro de você, garota, e mandando ver!

— Não me chame de garota! — repreendeu a rosada, puxando a perna que ele reclamara para si e deslizando o corpo quente para longe do seu. Suigetsu, em um ato desesperado, a agarrou pelo pulso, deixando-a de pé e de frente para si; segurou a cintura molhada e apertou-a contra seu corpo.

— E o que vai fazer — sussurrou para a ela que tentava desvencilhar-se de suas mãos —, garotinha?

Sakura não o respondeu com palavras. Içou-se no pescoço do ninja e agarrou-o pelos lábios com os seus próprios. O beijo tinha tanta ferocidade que Suigetsu não conseguiu reprimir um grunhido vindo do fundo da garganta. Puxou-a pelos quadris e aproximou as coxas macias para se encaixar nela novamente, e desta vez não a soltaria até que chegassem ao fim.

A kunoichi descolou os lábios suaves dos seus e ela mesma ditou os movimentos sobre o corpo, subindo e descendo com a mesma força que usava em uma batalha corpo a corpo. O shinobi a sustentou sobre os braços, mas seus joelhos não se mantiveram firmes por muito tempo, ele desabou sentado na água com a força das sensações que o invadiam cada vez mais intensas. Arfou e deitou a cabeça na beira da piscina rasa enquanto a médica continuava a se mover intensa sobre seu colo, ela apoiou as duas mãos ao lado de seu rosto e gemeu continuamente junto com suas investidas, o cabelo rosado colado ao rosto rubro e distorcido de prazer.

Os olhos cor de ametista se cravaram nos seios quase roçando em seu rosto. Suigetsu passou a língua nos dentes afiados e olhou pra cima uma vez, para a face corada e arfante da kunoichi. Ela mal vai sentir, está tão distraída. Lançou o rosto para frente e capturou um dos mamilos róseos na boca. Sakura gemeu mais extenuada, e os movimentos oscilaram, no entanto ela não olhou para baixo. Ainda com vergonha, garota estranha. Apertou os lábios na pele macia e ela abraçou seu pescoço, as coxas trêmulas grudando-o contra o pequeno corpo. Ele projetou os dentes e os roçou com firmeza na tez delicada.

Ah! A sensação da pele cedendo lentamente às suas presas era intensa demais, seu corpo de contraiu uma vez e Sakura o apertou internamente, quase gozando. O sangue banhou sua língua e seu membro se retorceu dentro da cavidade quente.

— Oh, oh, céus… mais… mais forte! — implorou ela e arranhou sua nuca com força.

Sentiu sua pele lanhar sob as unhas curtas. Suigetsu segurou as nádegas cheias e a impulsionou contra o próprio corpo de maneira repetida, dura. Sua boca afundou-se mais nos seios, Sakura ganhou mais um corte, superficial e pequeno, no entanto fez o shinobi estremecer de desejo.

Mais três investidas para dentro do corpo pulsante foi o suficiente para que ele alcançasse o ápice, intenso o bastante para fazê-lo ver um universo de estrelas atrás das pálpebras e cerrar os dentes audivelmente. Seus dedos se afundaram na pele macia da rosada que desfaleceu levemente sobre si, tomada por tantos tremores que o shinobi teve de segurá-la pela cintura para que não caísse de costas na água morna.

Ele retirou-se devagar de dentro dela, mas deixou o corpo feminino sobre o seu, apreciando o calor. Depois de alguns minutos, sentiu que poderia falar sem tremular a voz.

— Sasuke não sabe o que está perdendo. — O corpo da rosada se enrijeceu sobre o seu.

— Não fale dele. — A voz doce estava fria como gelo.

— Woah, você é meio bipolar, não é? Hm, realmente seria melhor companheira pra ele que Karin.

— Você — ela arfou com os olhos verdes arregalados, mas travou o maxilar e se ergueu da água.

Suigetsu reprimiu a vontade de beijar o ventre liso quando ela passou por cima dele, a vergonha esquecida no momento de raiva. Ele se levantou e enrolou uma toalha na cintura, como ela fazia. Segurou o braço delgado antes que ela saísse.

— Por que se importa tanto com ele, garota? — ele fungou sentindo um leve amargor no fundo da língua.

— Porque eu o amo — disse com o mesmo tom de voz gélido, destoando totalmente da frase. — Você não deve saber o que é isso, não? — inquiriu ela ainda raivosa, mas quando os olhos verdes fitaram o shinobi subitamente tenso, Sakura prendeu os lábios assentindo. — Talvez saiba… Diga-me, você já contou a ela? Pela sua cara, diria que não.

— Não seja intrometida — grunhiu com os dentes a mostra. Um mínimo sorriso coloriu os lábios avermelhados e ele quis arrancar um pedaço deles para recordação, no entanto resolveu alfinetá-la: — Declarar seu amor a ele trouxe-lhe o que além de tristeza? — inquiriu duramente e arrependeu-se logo que proferiu. O rosto angélico desabou numa expressão torturada, mas ela tratou de se recompor, mesmo que ainda tivesse os olhos baixos ao murmurar:

— Eu… Ele… Realmente espero que esta pessoa cuide bem de Sasuke-kun. Que não o leve para um caminho mais escuro depois que… — um sorriso pequeno apareceu e sumiu com a mesma rapidez. —… E mesmo que o coração dele seja de outra… o meu… estará sempre-

— Espera, o que? — interrompeu o shinobi de cabelos cor de neve. — Que história é essa de corações? Garota, o que você está imaginando?

— Ora, você disse — ela sussurrou com o cenho franzido. — Disse que Sasuke-kun e sua… disse que estavam…

Juntos — retorquiu com um sorriso —, sim. Em uma missão. Assim como eu e Juugo. Ha, haha, realmente acreditou que o Sasuke estava com a Karin… Hahaha, deste jeito? Bem que ela queria!

— Mas você disse que… — os olhos verdes se inflamaram e os lábios rosados se abriram em um círculo perfeito. — Eles não…?

Absolutamente não. Você realmente conhece o Sasuke, garota? — perguntou com escárnio ao cruzar os braços sobre o peito magro. O rosto dela se tornou escarlate e os dedos cobriram os lábios enquanto a expressão se tornava puro terror.

— E-então… eu… nós… — ela engoliu seco e ele teve quase certeza que viu lágrimas naqueles olhos.

— Ah, não acredito — suspirou Suigetsu com descrença. — Você só… fez comigo por que pensou que Sasuke e Karin… Mas que porra.

Os olhares se sustentaram por um longo minuto e o shinobi só queria segurar as risadas que ameaçavam explodir pelos seus lábios. A kunoichi gaguejou e arfou nervosamente, pôs o cabelo molhado para trás da orelha. Não encontrou palavras para confortá-la então apenas afagou a bochecha e os lábios quentes da garota antes de passar por ela e sair pela porta sem se importar em ser pego. Sakura não o impediu, mas ele ainda pode ouvir a voz delicada sussurrar baixinho:

— Sasuke-kun, me perdoe…

Não conseguiu se sentir chateado pelo fato de ter sido usado como afoga-mágoas da kunoichi, afinal tinha aproveitado tanto — se não mais — quanto ela. No entanto sentiu um grande nervosismo ao imaginar se seus companheiros — principalmente Sasuke — descobrissem que ele tinha… estado com ela. Estranhamente, sentia que o vingador nutria alguma coisa por aquela kunoichi rosada que fora sua companheira de time. Não podia afirmar com convicção, mas ele não era indiferente a ela como era com Karin. Pensar na Uzumaki o fez cerrar os dentes e rememorar a voz doce e completamente diferente da que estava habituado a ouvir.

“Diga-me, você já contou a ela?”

A ruiva não era como Sakura — apesar de serem igualmente irritáveis ao serem provocadas —, contudo pegou-se imaginando a reação dela ao ouvi-lo dizer…

— Tch, claro que não.

Karin não era Sakura. Não era doce, não se importava com amor, não se importava. O mais forte ou com chakra mais poderoso poderia levar a melhor com ela. Suigetsu não. Tch. Ele se contentaria com sua capacidade de tirá-la do controle. Porque ele era um provocador, e amava vê-la irritada.

Notas finais
Editada. O número de leitores aumentou e o número de comentários caiu (muuuuuito). Quero saber, tá ficando chato? Repetitivo? Me digam: Qual o capítulo favorito de vocês (independente do couple) Qual o menos favorito (idem) Fiquei meio triste com o tanto de gente que deixou de comentar :T Esse cap ficou grandão! *U* e, sim, eu shippo SuiKa! Não, não odeio a Karin, mesmo sendo SasuSaku, AHUAHUHA. Então, me digam o que acharam, ok? Logo chega ao fim, não passem despercebidos por mim, please! Obrigada por ler! ♥ Kissus! OBS: Vou ficar devendo a fanart. Vou ter que hospedar as imagens todas novamente, estão dando erro, e eu tô bolada com isso, Grrrrrrr!