Sakura Harem
12 ShikaSaku — Jogo
Notas iniciais

— Você, Nara Shika-hic!... maru, é o problemático da história — rebateu a kunoichi lentamente e ergueu o copo de dose em direção ao rapaz.
Ele franziu o rosto e balançou a cabeça em negação, o som da argola em sua orelha tilintou com o gesto. Sakura engoliu o líquido ardente com facilidade, mas algumas lágrimas encheram-lhe os olhos esverdeados. O saquê aqueceu o peito pueril da rosada que bateu o vidro na mesa pequena e tossiu.
— Yare — bufou Shikamaru passando a mão pelo cabelo bem preso. Olhou com indignação para o recipiente vazio e depositou-o na mesa calmamente. Sua cabeça dava leves piruetas e vezes e outras, ao olhar para a rosada a sua frente, parecia haver duas garotas em vez de apenas uma. — Você... absolutamente... é uma das mais problemáticas que conheço.
— Isso é porque você não conhece muitas garotas, não é? — ela encheu o seu copo e derrubou um pouco na madeira, uma gargalhada engrolada escapou dos lábios pequenos e o shinobi revirou os olhos de maneira cansada. — Ou você apenas não consegue lidar com situações que exijam demais de você.
— Realmente não — concordou o moreno e fechou os olhos quando ergueu a bebida e a virou de uma vez só. Não conseguiu reprimir a careta quando o fogo engolfou sua garganta e desceu rascante.
— Você já está tonto, não é mesmo? — riu a médica e encheu o seu copo novamente, fez o mesmo com o dela. — Definitivamente vai perder.
— Ah — rechaçou ele com desinteresse e arrastou sua bebida com a ponta dos dedos —, eu não estou competindo com você.
— Isso é porque sabe que seria uma derrota desde o início.
Ficou em silêncio. Ouviu um risinho baixo e sentiu uma repentina e estranha vontade de rebater ou questionar a atitude cética da kunoichi do time sete, mas reprimiu quando a garota cambaleou e se debruçou na mesa de centro baixa com um gemido baixo. Revirou os olhos e engoliu mais uma dose. Sakura não se moveu.
Olhou para os lados repentinamente. A festa parecia ter acabado há horas, uma música desconhecida ressoava baixinho e os amigos que riam e conversavam em alto e bom som já não o faziam mais. Pelos chakras calmos, deviam estar desmaiados de tanto álcool. Passou a mão pela testa e recriminou-se por ter bebido tanto — não como seus amigos ou a pupila de Tsunade, mas bastante.
Ergueu-se devagar, apoiando-se nas paredes e inspirou profundamente. Baixou os olhos para a garota que ressonava sussurrante aos seus pés. As costas magras estavam trêmulas e Shikamaru inspecionou-a com uma minúcia maior do que deveria.
Deu um suspiro cansado e puxou os braços delgados e mais musculosos do que aparentavam para cima e a ergueu com calma, pois teve medo de estar com o equilíbrio totalmente afetado. Sakura expirou lentamente e a cabeça pendeu para trás, as pálpebras permaneceram fechadas.
O shinobi suspirou novamente e caminhou pé ante pé devagar, saltando alguns corpos caídos no chão e quase caiu quando tropeçou em uma perna. Um resmungo feminino o fez voltar o rosto e ele teve de prender os lábios para não sorrir de Naruto e Hinata mais agarrados e bêbados que nunca. A Hyuuga mantinha o cenho franzido, então ciciou desculpas e continuou caminhando a procura de um sofá desocupado ou cama para depositar a médica em seus braços e procurar um lugar para ele mesmo.
Chegou ao corredor e, com as costas, empurrou uma porta entreaberta, entrando sem cerimônias. A Haruno resfolegou em seu colo e os braços envolveram seu pescoço. Shikamaru resmungou e curvou-se para arranjá-la na cama bem arrumada do quarto simples. Teria êxito se os braços da garota não tivessem repentinamente se apertado em sua nuca e feito pender para baixo, caindo por cima do corpo feminino.
— Sakura — resmungou ao tentar se levantar, mas ela se apertou mais em sua nuca, soltou um longo suspiro e se aconchegou mais contra o shinobi.
O cheiro doce do perfume da garota misturado ao suor leve e álcool fez sua cabeça girar mais rapidamente e ele deixou-se descansar o rosto no vão entre o ombro da rosada, deu um rosnado resignado e fechou os olhos quando as paredes pareceram derreter a sua volta.
— A-acho que não foi uma boa ideia.
— Não foi uma boa ideia beber até desmaiar ou deitar comigo? — A voz soou mais sóbria do que ele esperava, mas não teve forças para erguer o rosto.
Bem, não teve vontade. A verdade é que o corpo magro e macio abaixo do seu era aconchegante demais e ele sentiu que realmente precisava descansar.
— As duas coisas — respondeu lentamente, contudo não se mexeu. As mãos que se seguravam em sua nuca ascenderam até o cabelo preso do moreno. Sakura puxou o elástico que envolvia os fios curtos e o atirou para longe com um impulso do polegar e indicador. — Que está fazendo?
— Acho que nunca o vi sem esse penteado — declarou ela lucidamente e empurrou o peito do rapaz para cima. Shikamaru olhou confuso o rosto rubro pela bebida da garota. Um sorriso inocente iluminou o rosto arredondado quando ela bagunçou os cabelos dele. — Fica bem assim.
Continuou observando a face plácida da médica com desconfiança, os dedos dela se moviam lentamente por entre seus cabelos, as unhas curtas arranhando a pele de sua nuca. Um tremor perpassou seu corpo e aumentou quando notou o pescoço feminino se erguendo.
— Não é uma boa hora pra isso — murmurou ele fazendo-a parar no mesmo instante, mas não se afastar. O ninja engoliu seco e pigarreou para espantar a tensão que se instalara entre os dois.
— Por que? — indagou a rosada ao se manter curvada em sua direção, apoiando-se por um cotovelo enquanto a outra mão mantinha-se ocupada mantendo-o no lugar pela nuca.
— Mulheres… — bufou ele enervado e desviou os olhos das fixas íris verdes. — Vocês absolutamente só trazem-
— Problemas? — inquiriu Sakura com um risinho cético. O ninja concordou duramente com um aceno de cabeça e a rosada prendeu os lábios observando o rosto sério tentando segurar o riso. — A-a sério? — perguntou quando ele não sorriu.
A garota sentia uma leve tontura por conta do excesso de álcool no sangue, mas não estava ébria, apenas um pouquinho alegre… E talvez sua língua estivesse um pouco mais solta que o normal… E havia um pequeno, pequenininho, incontrolável desejo de provocar o amigo acima de si, mas acreditou piamente que isso também era um efeito da bebida. Fora isso, ela estava quase normal. Quase.
— Por que pensa dessa maneira?
— Não penso, é assim — declarou ele com uma súbita rigidez, impeliu o corpo pra cima, mas Sakura o manteve próximo à força.
— Não o deixarei ir até que me dê uma resposta mais completa que essa. — A voz saiu engrolada e riu de si mesma, mas se a gargalhada se perdeu em um soluço seco.
— Vê isso? — resmungou ele acusatoriamente com os olhos escuros endurecidos. —Agem como loucas do nada, acham que tem algum domínio sobre os outros. Vocês são irritantes e eu não quero isso pra mim, porque é—
— Problemático? — remedou a rosada com uma voz forçadamente grave e riu.
Os olhos verdes vasculharam o rosto do shinobi e só encontraram uma carranca colérica. Era estranho, pois nunca vira uma expressão no rosto de Shikamaru que não a de sono. Sentiu uma grande vontade de tirá-lo daquela placidez e fazê-lo se zangar de verdade. O corpo quente contra o seu começava a deixa-la nervosa. Mordeu o lábio pra não sorrir largamente e puxou-o para mais perto quando sussurrou:
— Ne, Shikamaru… isso quer dizer que... Oh, você prefere homens? — perguntou ela com um ar inocente ao virar os olhos para o lado.
A respiração dele cessou no mesmo instante e Sakura tentou manter o rosto neutro com muito custo. O ninja inspirou profundamente e os punhos se fecharam com força, ela notou os nós dos dedos ficando pálidos.
— Sakura...
— Eh, eu não sou uma pessoa de preconceitos, não precisa se preocupar — ela o interrompeu, largou a nuca do rapaz e bagunçou os cabelos soltos dele antes de cruzar os dedos sobre os lábios juntos. — Vai ser nosso segredinh-
Ela arfou quando os braços dele se fecharam em sua cintura e, com um giro rápido, colocaram-na sobre o corpo masculino. Os lábios de Shikamaru percorreram sua clavícula, pescoço e maxilar antes de acariciar sua orelha, fazendo-a se arrepiar instantaneamente. As mãos que a prendiam e pressionavam contra ele desceram lentamente, apertando com possessividade as curvas macias e trazendo-a mais pra si, fazendo com que ela sentisse cada linha sua. O shinobi mordiscou a pele da boca feminina e afagou-a com a língua, a garota inspirou e fechou os olhos, separando os lábios em aceitação.
— É o que você quer que eu faça, não é? — perguntou ele, a voz mais rouca que o usual fez a rosada estremecer sob as mãos firmes. — É por isso que está me provocando, Sakura?
O moreno roçou a boca na dela uma vez e sorriu ao ouvi-la gemer baixinho em concordância. O cheiro da bebida no hálito dela o deixou mais tonto, no entanto não se afastou. As unhas arredondadas se arrastaram para baixo de sua camiseta e correram por suas costas, causando arrepios e uma leve ardência quando ela cravou-as mais forte, uma súplica. Shikamaru puxou a alça fina da blusa simples e beijou o ombro nu.
— Responda — exigiu ele.
— É… É o que eu quero — assentiu ela roucamente e os dedos o apertaram mais. Os lábios do shinobi passeavam do pescoço ao maxilar devagar, a respiração quente resvalando pela tez sedosa fazia a garota se contorcer inconscientemente.
— E precisa me irritar pra conseguir isso? — ele ensartou a mão por debaixo da blusa de algodão fino que ela usava, alcançou o seio livre de sutiã e o apertou lentamente, a respiração da médica saiu rápida e entrecortada quando ele rodeou o dedo pelo mamilo. — Gosta de me provocar?
— Eu só… hm… Ah, sim — admitiu ela com um suspiro sufocado quando os dedos se apertaram com mais intensidade em seu mamilo. Saltou quando ele o torceu.
Tentou enlaçar a cintura masculina com a perna, mas ele se ergueu e segurou seu tornozelo. A mão escorregou para cima, ele afastou-a para o lado pelo joelho e correu os dedos pela parte interna da coxa. Sakura sentiu um calor repentino quando os dedos do shinobi pararam muito próximos de sua intimidade. Os lábios continuavam a acaricia-la sem nunca tocá-la de verdade, ela começava a sentir o corpo tremer de ansiedade. Gemeu o nome dele em pura cobiça.
— Eu acabei de descobrir — sussurrou Shikamaru ao morder o lóbulo da orelha dela e arrastar os dentes lentamente até soltar —... que também gosto de provocar você. — Dizendo isso, ele soltou-a e se pôs de joelhos, descendo as pressas da cama. A garota se ergueu aos tropeços, e ajoelhou-se no colchão, conseguiu puxá-lo pela camiseta antes que se afastasse.
— Você não é louco de sair daqui dessa maneira! — disse ela com a voz alterada e sentiu o quarto girar lentamente, tentou manter a visão focada no rapaz que segurou seu antebraço com firmeza e a olhava com ironia.
— E quem você acha que é pra mandar em mim? — indagou com a voz arrastada — Só quis deixar claro que conheço esse joguinho. — Sorriu largamente para o rosto irado da kunoichi e sentiu a mão dela se apertar em sua roupa.
— Não estou jogando coisa alguma — mentiu com a voz doce mais áspera, contudo a expressão se suavizou repentinamente. A médica mordeu os lábios e ergueu uma das sobrancelhas róseas ao murmurar com desdém: —, mas se estivesse... eu poderia afirmar que você parecia muitíssimo interessado no jogo.
— Não seja tão convencida, Sakura — retrucou friamente evitando olhá-la nos olhos. — O saquê está te fazendo ver além da realidade.
— Hm, isso também é efeito do saquê ou estou realmente vendo demais? — A ninja suscitou com um sorriso implicante ao segurar e pressionar a ereção evidente no jeans escuro que ele usava.
Ela o acariciou e ele soltou uma expiração forte. Puxou o pescoço para baixo e beijou os lábios franzidos, Shikamaru não retribuiu, mas ela persistiu até sentir a boca masculina se abrir para a sua relutante. O shinobi segurou o rosto de Sakura e afastou-a de maneira brusca.
— Você está bêbada.
— E você não? — sussurrou ela e tentou juntar o rosto novamente, mas ele a manteve firme, distante a poucos centímetros.
As respirações se misturavam. Os olhos escuros se fixaram nos verdes por um momento e ele percebeu uma intensidade que não soube decifrar de todo.
Sakura nunca fora uma pessoa totalmente conhecida para ele, e aquela atitude estranha o enervava e mostrava o quão pouco ele realmente a conhecia. Shikamaru realmente queria resistir à tentação, parecia totalmente inadequado tê-la numa situação daquelas em que os dois não estavam totalmente sãos. A médica sempre lhe parecera uma garota fiel aos sentimentos, mas mostrava-se uma verdadeira desinteressada a esses assuntos neste momento, apenas uma mulher transbordando de desejo puramente carnal.
E ele era um homem.
— Mas eu não posso — respondeu, sentindo o desespero começar a domina-lo quando as mãos macias apertaram-se em seus ombros. A Haruno o envolveu com o corpo pequeno e caloroso e ele realmente não queria resistir. — Não posso fazer isso com…
Naruto, Sasuke?, pensou. Realmente importa?
A garota serpenteou contra ele uma vez e o hálito quente bateu em seu pescoço antes de sentir a língua umedecer a pele dali, arrepiando-o.
— Se eu posso…você, com certeza, pode. — A voz dela saiu abafada e ele deixou-se sentar na cama enquanto ela separava as coxas e se jogava em seu colo.
Os braços dele envolveram a cintura esguia e a apertaram para baixo, tentando dissipar o mínimo de sua rigidez com a fricção dos corpos. Sua pele se tornou quente só com a pressão dela sobre si. Droga, aquilo era realmente...
— Eu não amo você — tentou uma última vez antes de ceder ao corpo macio esfregando-se com tanta vontade no seu. A boca rosada arrastou-se por seu queixo e mordeu o seu maxilar.
— É recíproco — respondeu ela com uma risada curta e rouca.
Os lábios dos ninjas se encontraram em um beijo rude, os dentes dela resvalaram na língua do shinobi quando ele a enfiou na boca doce e embriagada. Deixou-o mais tonto que o álcool e mais acalorado.
O rapaz puxou a blusa pra baixo e deslizou as alças dos braços delgados para deixa-la livre do tecido. Os seios pequenos ficaram a mostra e ele a fez se subir no seu colo para afaga-los com a boca. Sakura obedeceu-o, mas puxou a camiseta larga dele para cima e jogou-a no chão antes que ele a acariciasse. Um arquejo apreciativo escapou dela quando os dentes dele arrastaram-se pela tez arrepiada, chupando lentamente o bico rosado e macio, o ninja levou a outra mão para cima e acariciou o seio que não recebia atenção de seus lábios, fazendo-a enrolar os dedos nos cabelos soltos dele e arfar com mais vontade.
Shikamaru subiu os beijos até o pescoço e tocou o queixo delicado. Ela desabotoou o short que usava e o som do zíper se abrindo deixou a garganta do rapaz ressecada, mas ele a empurrou na cama de costas e terminou ele mesmo de puxar o short pelas pernas macias, deixando-a apenas com a roupa íntima de tecido fino. O moreno ajoelhou-se ao lado do corpo pálido da rosada e beijou a barriga reta percebendo algumas cicatrizes translúcidas aqui e ali.
Kunoichis, de uma maneira ou outra, viviam com mais dificuldade que os shinobis. Abrir mão do zelo estético nunca lhe pareceu um martírio, mas talvez para as mulheres fosse algo realmente trágico. No entanto, Sakura era a ninja que menos parecia dar importância a este fato. Não que ela fosse uma garota desarranjada, mas era notável o desinteresse por maquiagem e frivolidades femininas. A pele dela era cheirosa, mas o perfume não parecia ter vindo de nenhum frasco caro de colônia; o rosto limpo e sem marcas não cheirava a cremes anti-seja-lá-o-que-for; os lábios rubros semiabertos eram cor-de-rosa, mas não se grudavam de gloss ou batom.
Sakura era bonita e naturalmente. O corpo magro tinha curvas sinuosas e nem mesmo todas as cicatrizes, lembranças das batalhas, espalhadas pela tez de aparência delicada — só aparência, pois sentia sob as mãos a rigidez dos músculos pouco evidentes da rosada — a tornavam menos feminina.
Ele chegou ao tecido frágil que cobria a intimidade da garota e beijou-a por sobre o pano, ouviu um gemido rouco escapar dela. Enganchou dois dedos na calcinha e trouxe pra baixo, revelando a pele clara. Arrastou a ponta do nariz pela tez macia e inspirou profundamente o cheiro do desejo. As pernas unidas se separaram vagarosas quando ele se interpôs nelas e correu a língua sobre o início da entrada rósea. Sakura ficou tensa por um instante, mas as coxas se abriram mais quando Shikamaru moveu a boca sobre ela, provando da vasta umidade e rodeando a língua pelo clitóris.
A mão dela se entremeou pelos cabelos escuros do rapaz e determinou a maneira que ele devia se mover. Mais forte, mais rápido, fazendo-a sufocar os gemidos quando ele separou os lábios e a prendeu entre eles. O moreno sorriu entre as carícias quando ela pediu, manhosa, que a fodesse com os dedos. Aquilo estava fora de cogitação. Possuí-la verdadeiramente, por dentro, seria um prestígio de seu pênis, não de seus dedos.
Afastou-se subitamente ao concluir que o orgasmo dela também não devia acontecer por sua boca. Sakura não parecia concordar, o rosto franzido e corado estava ansioso, os dedos apertados contra os lençóis.
Shikamaru puxou uma das pernas roliças e a girou na cama.
— Ser romântico não faz parte do jogo — declarou ao afagar as costas curvadas. Ela se ajoelhou rapidamente e deitou o rosto no travesseiro, içando a bunda redonda. Ele acariciou a carne firme e apertou-a com força.
Talvez ainda conseguisse não ceder àquela loucura se ela desistisse também, talvez a frieza a afastasse, mas lembrou-se que aquela era Haruno Sakura, a kunoichi que nutria sentimentos por Uchiha Sasuke. Ela, mais que qualquer outra garota que ele conhecia, sabia bem como lidar com pessoas frias. E, ele acreditava nisso, ela saberia que ele estava sendo esquivo apenas para persuadi-la a não fazer o que eles estavam prestes a fazer.
Por isso não se surpreendeu quando os olhos verdes se ergueram, brilhando maliciosos só pra ele.
— Eu não pedi pra ser. — Um sorriso de canto nasceu nos lábios curvados da médica quando ela, novamente, deitou o rosto nos braços e empinou mais o corpo para Shikamaru.
Ele suspirou e tirou o cabelo dos olhos antes de desafivelar o cinto e baixar o jeans o suficiente para liberar a ereção da cueca. Aliviado e ansioso, moveu os dedos calmamente sobre a pele tensa, sem tirar os olhos do corpo macio e feminino cobiçando o seu de maneira obscena. Alisou a glande na vulva encharcada e quente, ela suspirou sentindo o corpo estremecer pelas carícias anteriores. Sakura precisava dele. Agora.
— É isso que você quer? — indagou ele se inclinando em sua direção enquanto uma pequena parte do membro se afundava na cavidade estreita.
A kunoichi não conseguia encontrar as palavras com coerência, então apenas gemeu baixo e afirmou com a cabeça ao fincar as unhas no travesseiro.
— Mnm, assim? — A voz rouca deixou-a mais tensa, o pênis rígido se afundou lentamente dentro de seu corpo, bem pouco.
— Pensei que tínhamos deixado as provocações pra trás — reclamou quando tentou apertá-lo contra si, mas o moreno segurou-a pela cintura, mantendo-a na posição. Seu centro se contraiu com a ausência do estímulo dele e ela teve de cerrar os dentes pra não gritar de ansiedade. — Que droga, Shikamaru.
— Quando eu disse que gosto de te provocar — esclareceu ele num timbre calmo e Sakura sentiu o sorriso na voz rouca quando ele ondulou o quadril devagar penetrando pouco, instigando-a. Mordeu os lábios e abafou um grito ao senti-lo entrar todo de uma vez, fundo e rápido, quase fazendo-a perder o equilíbrio dos braços —, eu não menti sobre isso.
— Ka-kami-sama, você é… — arfou ela num misto de irritação e de prazer.
— Eu sou...? — inquiriu ele segurando a cintura delgada e parando o movimento lento que fazia.
— Não — suplicou a rosada tentando mover o corpo contra o dele. — N-não importa. Ah.
— Eu vou parar...
— Grande — disse ela num timbre arfante e irritadiço —, grosso. Gost-
Ele a fez perder o ar quando se moveu forte contra seu corpo, a espessura do shinobi contra sua intimidade causava uma pressão deliciosa, trazendo contrações involuntárias e choques ardentes de prazer. As mãos dele não paravam quietas, corriam por sua pele arranhando e apertando cada ponto, obrigando-a a sufocar gemidos e gritos surpresos.
Shikamaru apoiou a mão em suas costas, fazendo-a erguer mais as nádegas para investir os quadris com mais força contra ela, o som da colisão das peles suadas soou mais alta e, consequentemente, os gemidos dela também. Ele tentou diminuir a velocidade — E se alguém acordasse do coma alcóolico e entrasse ali por acaso? Eles tinham que ser menos barulhentos —, mas era tão impossível. Sentir a entrada o apertando era quente demais para que parasse ou se refreasse. Era problemático, mas, ah, que se dane ou outros.
O shinobi aumentou os impulsos que se tornavam cada vez mais agressivos dentro dela, procurou o clitóris com os dedos inquietos quando sentiu que seu corpo não suportaria tanto prazer por muito mais tempo. Um som rendido escapou dos lábios entreabertos da médica quando ele o fez, agitou os dedos com vigor e moveu-se apenas uma última vez antes de senti-la massageando-o inconscientemente, presenteando-o com um gemido alto enquanto o orgasmo dela acabara por provocar o seu.
Um grunhido escapou de sua garganta e ele quase se deixou tombar sobre o corpo pequeno, mas logo recobrou a consciência e apressou-se em se afastar dela quando percebeu que se derramaria dentro do sexo apertado. Conseguiu se separar, mas era um pouco tarde demais. Seu orgasmo já fluía e, num jorro caótico, caiu sobre as nádegas avermelhadas, escorreu do sexo inchado para as coxas numa bagunça pegajosa. Droga, aquela visão era muito quente.
Sakura, pouco se importando com a sujeira que fizera, deixou o corpo desabar para o lado e suspirou cansada. Passou os dedos pelos cabelos róseos, tirando-os do rosto suado e fechou os olhos. Seu corpo pulsava devagar, cada vez mais lentamente, e uma sensação de letargia a compelia a tirar um cochilo. Bocejou.
Os braços de Shikamaru envolveram sua cintura em um aperto de aço e a trouxeram para perto. Ela separou as pálpebras ao fitar o ninja de expressão séria quando ele depositou seu corpo sobre o peito e os dedos se enrolaram em seus cabelos.
— Achei que ser romântico não fazia parte do nosso jogo — objetou Sakura e fechou os olhos com os carinhos em sua cabeça. Era tão gostoso. Aconchegou-se rapidamente sobre o corpo masculino.
— Considere um bônus — ele riu baixo e inspirou o cheiro doce dos cabelos dela. Pigarreou seriamente quando sentiu a mão pequena acariciar sua barriga devagar, descendo e subindo. — Sakura?
— Hmmm? — disse ela sem parar de afagá-lo.
— Isto acaba aqui, certo?
— Isto é um aviso ou uma pergunta? — inquiriu ela com a voz arguciosa e divertida.
O shinobi praguejou mentalmente por ela ter notado a insegurança que tingiu sua voz.
— Responda — murmurou forçando um timbre entediado, mas sua ansiedade foi denunciada quando segurou os cabelos sedosos entre os dedos e levantou o rosto corado para si.
Os olhos verdes o fitaram ambivalentes e ele quis muito tomar aqueles lábios entre os seus novamente, mas não o fez. Sakura sorriu repentinamente e beijou-o tão fugaz que quase achou que não havia acontecido.
— Hm, acho que — ela mordeu a pele avermelhada da boca e continuou de maneira cúmplice: —... ne, talvez eu precise te mostrar que uma mulher poder ser muito mais que problemática.
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