Sakura Harem
13 ShinoSaku — Colateral
Notas iniciais

— Muito bem. Agora diga “Ah”. — a médica instruiu tranquilamente para a paciente. Uma gargalhada escapou de seus lábios quando a criança escancarou a boca e deixou à mostra a ausência dos dentes frontais superiores. Com o auxílio do palito achatado de madeira, Sakura afastou a pequena língua e vistoriou o local. Assentiu para si mesma e retirou o objeto da menina. Levantou os olhos para a mãe que observava todas as suas ações de maneira atenta e preocupada. — Ne, é como eu imaginava. Ela está com a garganta inflamada, por isso a febre. Não é nada grave, apenas dê um anti-inflamatório e mantenha-a hidratada. — Afagou os cabelos castanhos e ajudou a criança a descer da maca alta.
— Eu fico muito aliviada — replicou a senhora ao segurar a mão de sua paciente. Ela fez uma reverência curta e sorriu em agradecimento.
— Doumo arigatou, Sakura hime-chaaaaan — A criança cantarolou ao curvar-se profundamente, os cabelos soltos quase se arrastaram no chão. As duas mulheres riram brevemente e Sakura fez um cortejo.
— É apenas o meu trabalho — esclareceu com um sorriso alvo. A senhora assentiu e puxou a filha pelos ombros para fora. A kunoichi caminhou para abrir a porta do consultório e um som estrondoso fez com que as três se sobressaltassem. Um grande volume de vozes alteradas soou cada vez mais próximo. Sakura interceptou as duas e passou a frente para olhar para o corredor. Dois enfermeiros passaram empurrando uma maca rapidamente.
— Sakura-san, precisamos de sua ajuda com este — um deles murmurou com a voz tensa. A médica assentiu e despediu-se com uma mesura de suas pacientes antes de acelerar os passos às pressas em direção à sala que os enfermeiros entraram. A porta se abriu e ela viu as costas dos clínicos e, enfiando-se entre eles, arfou assustada ao notar o rapaz que se contorcia sobre a maca.
— Shino — murmurou surpresa. Os enfermeiros tentavam conter os movimentos esquivos do shinobi. A pele clara do membro do time oito tinha aparência pegajosa, o suor escorria de sua fronte e o rosto estava rubro demais, a respiração saía rápida e superficial de sua boca, mas ele ainda mantinha os óculos escuros sobre os olhos. — O que aconteceu com ele?
— Não sei ao certo — respondeu o homem que tentava com muito custo segurar o pulso do moreno. — Um ninja que estava próximo disse que algum inseto o picou, mas ele não nos disse.
— Shino, o que aconteceu? — Sakura indagou aproximando-se do rosto do rapaz. Ele bufou lentamente e soltou um grunhido de dor.
— Asso¹… Eu odeio explicar a mesma coisa duas vezes — retorquiu ele com os dentes cerrados e nada mais disse. A médica prendeu os lábios tentando conter o impulso de cravar-lhe o punho na cabeça dele. Não era ético agredir seus pacientes e ele não era Naruto. Ela ergueu o olhar para os braços dele, cobertos pelo grosso casaco que ele usava, e fitou os dedos da mão esquerda fechados com leveza, como se tivesse algo delicado dentro.
— O que você está segurando? — indagou ao puxar o antebraço do rapaz que ficou visivelmente enervado. Ele tentou puxar o pulso de volta, mas Sakura tinha mais força que os dois civis. Ela separou os dedos e soltou um esgar quando o inseto caiu “de costas” no chão.
— Gah! Deve ter sido essa coisa que o picou! — exclamou o rapaz mais jovem. Ele soltou o paciente, mas não saiu do lugar, pois os dedos do ninja seguraram sua blusa. A Haruno tentou argumentar, mas hesitou, pois o suor parecia descer mais rapidamente do rosto e pescoço do moreno.
— Não o mate — murmurou o Aburame, mas já era tarde demais. O som crepitado soou alto quando o sapato enfermeiro mais velho encontrou-se com o pequeno besouro colorido. A kunoichi sentiu o corpo se eriçar de ojeriza, mas não transpareceu. O shinobi cerrou os dentes audivelmente e se pôs sentando. — Merda, eu disse-
— Acalme-se. — Estendeu a mão espalmada para Shino e se virou para o clínico que havia esmagado o inseto: — Está tudo bem, eu teria feito o mesmo — O ninja estava pronto para protestar, mas ela separou os dedos num pedido mudo de silêncio que foi acatado com grande resignação —, mas peço que se retirem. Eu mesma cuidarei dele.
Os seus subordinados assentiram e saíram rapidamente. Sakura abaixou-se para averiguar o que restara do bicho no chão e fez uma careta.
— Você os deixou ir facilmente — replicou ele com a voz fria. A rosada se levantou e puxou a mão que antes abrigava o besouro com uma súbita grosseria. Ela puxou o polegar para vasculhar a palma da mão e soltou um rosnado involuntário ao notar as feridas.
— E você estava segurando um inseto peçonhento — rebateu ela enervada. Largou a mão machucada e tirou uma mecha do cabelo que se soltou do prendedor. — Olhe quantas marcas! Eu sequer posso saber que tipo de antídoto você precisa! Por que continuou com ele na mão?!
— Porque eu precisava dele para desenvolver uma nova espécie — contrapôs Shino simplesmente e soltou um esgar dolorido quando fechou a mão. — E agora ele está morto.
— Não teria acontecido se você dissesse de início do que se tratava! — retrucou a médica ao se afastar para procurar material para limpar as lesões. Voltou ao shinobi e puxou a mão dele próximo ao seu rosto. — Sua pele está quente — contatou ela ao subir os dedos por dentro da roupa do rapaz, ela ergueu o antebraço e tocou a testa suada. — Muito quente.
— Yare, isso não é nada… — ele meneou a cabeça e esfregou os olhos por debaixo das lentes negras. Sakura teve um vislumbre dos cílios espessos e sentiu uma intensa curiosidade arder dentro de si. Nunca vira os olhos dele. Talvez ninguém tenha visto. Lembrava-se bem de ouvir Hinata dizendo que ele nunca tirava aqueles óculos. Por quê?
— Você parece lúcido demais para que seja um veneno fatal… — examinou a rosada com insegurança. — Acha que consegue tomar um banho frio enquanto faço o antídoto?
— Acabou de dizer que não conhece um antídoto — disse ele parecendo chateado. Sakura não podia afirmar, era difícil dizer algo sobre Shino. Ele sempre fora um shinobi demasiado quieto e misterioso. Ela tentou sorrir de maneira autêntica ao responder com a voz extremamente confiante:
— E não conheço, por ora. — Apertou o algodão embebido de éter na pele lesionada, o rapaz suspirou fundo, mas não reclamou. — Só preciso de um momento… e um pouco dos restos do seu amiguinho para criar um. — A bica dele se torceu com a última frase. A Haruno insistiu: — Então, acha que consegue se banhar sozinho ou terei que ajudá-lo?
— Hmp, eu consigo.
— Ótimo — murmurou reprimindo um sorriso e puxou um tecido de uma das gavetas. — Vista isto quando sair do banheiro, e fique deitado. Eu espero não demorar. — Abaixou-se e, pondo uma luva, recolheu um pedaço interno do besouro. Expirou pela boca e deu uma última olhada no rapaz entrando no banheiro antes de se retirar.
…
Foi menos difícil do que esperava. O líquido translúcido dentro do frasco chacoalhou quando ela acelerou os passos, esquivando-se de um pequeno grupo de ninjas que esperavam atendimento. Sakura bateu duas vezes — revirando os olhos ao perceber que Shino já deveria saber que era ela por conta do chakra — e entrou lentamente no quarto. Estava silencioso.
— Acordado? — sussurrou para o shinobi que ressonava tranquilamente em cima da cama baixa. Ele usava a calça larga verde-clara que ela havia lhe dado, mas esquecera-se da camiseta. A kunoichi soltou um muxoxo ao notar os óculos no mesmo lugar. O peito nu ia e vinha com calma quando ela se aproximou lentamente. Ele não respondeu, então a médica estendeu a mão e acenou perto do rosto. Nada. Verificou a pulsação
Deu um suspiro ao pendurar o soro na haste de metal. Puxou a ponta da longa borracha e rasgou o invólucro que envolvia a agulha, encontrando e perfurando a veia na dobra do cotovelo de Shino. Ele sequer reagiu. Sakura sentia ansiedade, apesar de sentir a pulsação e respiração saudável do moreno. Com uma seringa, colocou o antídoto junto ao soro, dando um leve tapinha no pacote ao finalizar.
Cruzou os braços sobre os seios e franziu o cenho para o rapaz. Espalmou a mão no peito nu e se aliviou ao perceber que a febre passara. Perdeu-se em devaneios ao sentir uma ondulação, uma cicatriz fina e quase do mesmo tom que a pele branca. Acompanhou o formato da marca com a ponta dos dedos; ia do peito até um pouco acima do umbigo. Perguntou-se como ele adquirira tal ferida. Teria sido muito profunda? Sakura não conhecia bem o clã Aburame pra fazer um prenúncio correto. Principalmente o membro do time oito. Ele era, definidamente, muito misterioso. Lembrando-se disso, a rosada voltou a atenção para o rosto calmo. Os lábios estavam semiabertos e tranquilos e as sobrancelhas finalmente plácidas. Mordendo os lábios, ela levou a mão receosa até os óculos e os puxou. Suspirou baixo e afagou a têmpora cerrada. Afastou os cabelos castanho-escuros ainda úmidos do banho da testa e fitou-o com minucia. Sem todas aquelas camadas de roupa, Shino era bonito.
— Você sempre costuma assediar seus pacientes? — A voz dele soou clara e serena quando ele ergueu a mão e segurou o pulso feminino. Ela prendeu a respiração. Não havia nada de errado com os olhos dele. As pálpebras fechadas tremularam, mas não se abriram.
— O que? Claro que não… Eu só estou… Você parecia estar… — ela explicou-se com um arquejo. O shinobi ergueu as costas lentamente da cama e se apoiou com o braço que estava ligado ao soro. — Por que você se esconde tanto?
— Devolva — resmungou com o humor se azedando, sem contemplá-la. Esticou o braço longo, mas Sakura afastou a mão que segurava os óculos. Ele soltou um grunhido e finalmente separou as pálpebras, lançando-lhe um olhar fulminante. A médica sequer percebera, pois estava meio que muito abismada com a ação. Ele era realmente bonito. As íris tinham um tom amendoado e o formato dos olhos definitivamente ficava melhor aberto. Ele soltou um suspiro impaciente. — Satisfeita agora?
— Na verdade, sim — sorriu abertamente pra ele e desvencilhou o braço sem obter êxito. Exclamou um “Oh” surpreso quando o ninja deu um puxão, fazendo-a trombar contra ele e a cama. Seu rosto esquentou quando apoiou-se no peito do rapaz para manter o equilíbrio. Os óculos escorregaram de seus dedos e quicou no chão uma vez antes de espatifar uma das lentes escuras. — Ah, n-não foi culpa minha!
— Tsc — resmungou ele entre dentes, mas não a soltou. A kunoichi desviou a atenção do objeto destruído e fitou o dono com uma expressão arredia, mas logo se transformou em desconsertada quando notou que estavam muito próximos um do outro. Os olhos se fixaram por um minuto inteiro e Sakura sentiu as mãos tremerem. Talvez fosse só coisa da sua mente, mas podia jurar que o Aburame estava aproximando mais os rostos, lentamente.
— E-eu… realmente… sinto muito — desculpou-se a rosada e apoiou os dedos no ombro dele para se afastar antes que algo decisivamente inesperado acontecesse. Pôs a mecha de cabelo que teimosamente escapou de novo para trás da orelha.
— Na verdade — sussurrou ele antes de surpreendentemente sorrir. E, caramba, ele sabia bem como sorrir. Sakura largueou os olhos verdes surpresa e admirada —, eu não me importo tanto.
Foi inevitável escapar dos braços dele. E não é como se ela realmente quisesse se esquivar dos lábios afoitos que se encontraram com os seus. Ela suspirou fundo quando ele soltou-a do aperto dos braços e deslizou a mão por suas costas. Um arrepio perpassou por sua coluna quando a língua de Shino acompanhou o formato de seus lábios antes de tocar a sua própria, envolvendo-a e massageando lentamente. Sakura ergueu hesitante os braços e abraçou-o pelo pescoço. Sentindo-se cada vez mais relaxada, ela enrolou os dedos nos fios escuros e deixou-se levar.
O shinobi soltou a boca dela e trilhou um caminho de beijos do queixo ao pescoço, inspirando o cheiro doce da rosada. Ela inspirou e abriu os olhos contra a vontade, engolindo seco quando a boca dele escorregou para seu colo, puxando levemente o tecido de sua camiseta simples por debaixo do colete do hospital.
— Shino — sussurrou ela sem conseguir conter um grunhido rouco —, eu não estou com a chave do quarto. A-alguém pode… Kami…
— Mantenha os olhos bem abertos, então — disse ele ao deslizar os dedos para dentro de seu colete e puxá-lo para fora do corpo da médica. Puxou o quadril curvilíneo pra mais perto e, deslizando uma mão pela coxa macia oculta por uma calça escura e colada à pele, levou a perna para cima, ao lado da sua, e depois a outra; deixando-a sentada com as coxas torneadas dobradas o ladeando. O ninja puxou a blusa da rosada pra cima, levando o sutiã junto com o tecido claro. Os seios delicados se arrepiaram com o contato súbito com o ar frio do quarto e ela arfou nervosa quando Shino beijou um deles antes de afundar a boca na pele eriçada e sorvê-la com sofreguidão. A médica gemeu entredentes e ondulou o corpo sobre o dele, sentindo-se umedecer ao senti-lo rígido e apertando-se contra ela. Um bloco de gelo alojou-se em seu estômago ao ouvir passos se aproximando do lado de fora, mas passaram direto. Seu coração palpitou rápido no peito. Aquilo era tão errado e perigoso. Talvez por isso estivesse tão ansiosa pra que acontecesse.
A mão de Shino escorregou para sua barriga e desceu para o meio de suas pernas, acariciando-a por cima da trama elástica da calça. Ouviu um silvo baixo escapar quando ele cerrou os dentes e moveu os dedos lentamente para cima e para baixo, estimulando-a e molhando o tecido por consequência. A médica, decidindo não ser a única provocada, enfiou a mão por dentro da calça larga que dera a ele e apertou-o lentamente, correndo os dedos por toda a extensão do shinobi. A pele turgida estava mais quente que antes. Ele soltou um rosnado apreciando o carinho e Sakura incitou-o com mais vontade quando a mão dele também se arrojou em sua intimidade.
Eles juntaram as testas enquanto as mãos moviam-se de maneira mais afoita. Shino subiu os dedos e esboçou-o sob o cós da calça da rosada, afundando-se e finalmente tocando-a livre dos tecidos. Os lábios rubros separaram-se e o hálito quente bateu no fundo de sua boca entreaberta, causando uma pulsação intensa no íntimo do ninja. Ele capturou o lábio inferior da médica e a beijou enquanto encontrava uma umidade mais expeça e abundante no corpo febril e trêmulo da Haruno. Deslizou dois dedos pra dentro da cavidade estreita, as unhas da mão livre da kunoichi fincaram-se em seus ombros devagar e intensa.
Shino retirou a mão da pele quente e puxou a calça de lycra para baixo, até o meio das coxas, levou a roupa íntima também. Sakura não pôde mover as pernas livremente, deste modo quando ele a empurrou para o lado ela tombou nos lençóis estéreis, usando o cotovelo para não cair totalmente. O moreno colocou uma de suas pernas por debaixo das dela que estavam unidas pela calça enrolada nas coxas. As nádegas arredondadas totalmente a mostra causou-lhe um calor insuportável e um desconforto nas regiões baixas. Decidindo aniquilar essas sensações, o ninja liberou o membro da calça e deixou-se roçar nu da pele macia da kunoichi. Ela gemeu e ergueu o quadril minimamente, numa súplica muda que o shinobi prontamente obedeceu. A própria médica segurou o corpo rígido do rapaz e apertou-o contra sua entrada, um gemido longo escapando da boca quando ele segurou-a pela cintura e puxou-a de encontro a si, penetrando-a com dificuldade por conta do aperto das coxas unidas. Em vez de se mover contra ela, Shino passou a movê-la contra seu membro, fazendo o corpo sinuoso chocar-se com o seu repetidamente, a pressão do sexo apertado de Sakura causando-lhe tremores no corpo todo. Ela era muito apertada daquela maneira.
— Kami… tão fundo… — sussurrou ela baixinho e puxou o prendedor do cabelo que a incomodava. Apertou o tecido que cobria o colchão quando Shino desferiu um tapa em sua nádega e passou a mover-se contra ela. Apertando o corpo macio enquanto o fazia. Sakura engoliu um grunhido alto e tentou ondear a cintura contra o membro teso que a invadia cada vez mais forte, massageando-a internamente. Ela nem se lembrava mais de estar em um local público e que poderiam ser pegos a qualquer momento naquela situação constrangedora… e muito, muito excitante. Shino esticou o braço até envolver um dos seios entre os dedos, apreciando quando a médica afastou os braços dando-o mais liberdade para tocá-la.
Sakura cobriu os lábios quando os impulsos se tornaram mais intensos e seu baixo ventre se contraiu forte. Um espasmo fez com que ela se erguesse pelos cotovelos para observar extasiada o membro do ninja entrando e saindo repetidamente dela, causando mais um forte retraimento de sua intimidada. Shino perdeu o ritmo das estocadas quando ela o pressionou inconscientemente. Ele segurou a coxa macia com força e continuou investindo sem se conter agora, apertando-se mais e mais até que ela arquejou e sua cavidade cingiu contra o membro dele. Uma onda intensa de calor e pulsação o tomou, fazendo-o se arquear contra a kunoichi que estremecia de maneira estresida, gemidos baixos e rápidos escapando dos lábios presos pelos dentes. A mão dela fincou-se no colchão quando ela atingiu seu ápice retorcendo-se sobre o colo de Shino, chamando por ele em meio aos gemidos roucos. Ele puxou de leve os cabelos róseos a erguendo da cama e sentando-a sem suas pernas. A boca dela estava muito vermelha por conta do tempo que a manteve presa entre os dentes, ele afagou a pele com a ponta dos dedos e beijou-a de leve, aumentando a profundidade lentamente, até fazê-la tontear a procura de ar.
O ninja baixou a blusa da rosada com hesitação, acariciando a pele sensível antes de cobri-la. Sakura suspirou e observou o rosto sério focado em seu corpo lânguido. Ele fez um gesto para que ela erguesse os quadris e assim o fez, sua calça foi posta no lugar lentamente. O braço de Shino rodeou sua cintura assim que estava adequadamente vestida. Ele nada podia fazer para ajeitar o rosto cerrado de prazer e cansaço, apenas empurrou-a para a cama e se levantou cobrindo-se puxando a barra da calça larga para cima.
— É melhor se recompor — murmurou ele com uma expressão divertida no rosto. Abaixou-se para pegar o que restara de seus óculos e soltou um grunhido chateado ao constatar o estrago.
— O-o que…? — Assim que conseguiu gaguejar uma pergunta, batidas frenéticas na porta ressoaram como um sinal final. Sakura sentiu o coração pulsar na garganta e se ergueu as pressas ajeitando a roupa amarrotada e buscando seu colete no chão. Quando passou o segundo braço pelo buraco da roupa, a porta se abriu.
— Sakura — Shizune resfolegou com os olhos em um papel que mantinha próximo do rosto. — Tsunade precisa de você e agor… Você está bem? — indagou preocupada ao erguer os olhos escuros para a pupila da Hokage. Sakura não encontrou seu prendedor de cabelo, então entremeou o dedo disfarçadamente pelos fios e forçou uma expressão distraída.
— Sim, eh, estou sim — pigarreou a rosada.
— Tem certeza? Você parece meio abatida… Por que está sozinha aqui?
— Eu? — indagou com a voz falha e olhou para trás… Estava sozinha! Ora, ele realmente era um cara estranho. — Eu só…
— Te darei um momento pra descansar, tudo bem? — disse ela categoricamente com um sorriso. — Pode finalizar seu turno depois de ir até Tsunade.
— Certo — assentiu Sakura ao passar pela porta. Deu uma última olhada para o quarto vazio atrás de si, perguntando-se onde aquele misterioso shinobi se enfiara.
Fale com o autor