Sakura Harem

18 LeeSaku — Imperfeitos


Notas iniciais
Eu demorei, eu sei. Não tive problemas, apesar desse capítulo ter sido escrito de ontem pra hoje apenas, eu só estava aproveitando os dias. Comecei a frequentar uma academia, saí com meus friends e, uma raridade, algumas fanfics que acompanho foram atualizadas. Me perdoem, mas eu sou uma leitora compulsiva e tive que fazer essa pausa. A boa (e também pode ser má) notícia é que os capítulos que seguem depois desses já estão prontos, então não vou demorar. Sem mais mimimi, aproveitem ♥



—… m-mas, Tsunade-shishou…

— Nada de “mas”, Sakura! — esbravejou a loira de seios fartos dando um tapa sonoro na mesa. A garota se sobressaltou e travou a boca de imediato, sentindo o rosto corar. Era embaraçoso receber repreensões quando já era uma ninja médica formada e habilidosa. — Começará amanhã. Está dispensada.

— Hai — anuiu, mesmo contrariada. Fez uma mesura educada e saiu do escritório Hokage sentindo uma veia pulsar em seu pescoço.

GRRR! Era definitivamente irritante demais ser pupila da Godaime às vezes! Quando ela cismava com algo… Sakura suspirou. Era impossível dissuadi-la. Decidira que sua pupila devia ser melhor em técnicas corporais e que devia retornar aos treinos para que suas habilidades fossem melhores desenvolvidas. A sério? Ela não era ruim em taijutsu! Por que melhorar? Era uma médica! A própria shishou dissera uma vez: “O ataque vem em segundo plano. A habilidade para desviar dos ataques do inimigo é a coisa mais importante.”

E agora ela tinha que se esforçar para ter melhores aptidões corporais! Talvez a Senju estivesse, finalmente, dando sinais mentais de sua velhice. Por Kami, que ela nunca saiba deste pensamento.

Assim que chegou em casa, tratou de se alimentar, tomar um banho e desabar na cama. O dia seguinte seria muito atarefado.



Alongou o corpo sentindo os ossos estalarem em alguns pontos. Ela não fazia isso há algum tempo. Com tanto a aprimorar em suas habilidades medicinais, talvez ela tenha realmente deixado outras prioridades ninjas de lado. A facilidade que tinha em manipular seu chakra a ajudava em uma luta corpo a corpo, definitivamente, no entanto a maior parte de seu conhecimento era o bloqueio, não o ataque. Apoiou a palma das mãos no chão tentando manter os joelhos rígidos. Doeu, mas conseguiu. Percebeu algumas pessoas se aproximando lentamente, kunoichis. Elas murmuravam algo engraçado, pois riam a cada segundo e sussurravam umas para as outras:

—… ne, isso definitivamente vai ser menos empolgante. Achei que teríamos um sensei mais atraente que aquilo.

— Não seja tão má, Mei.

— Deixe de hipocrisias, não disse nada mais que a verdade.

Sakura continuou ouvindo as vozes das jovens. Deviam estar na faixa dos dezesseis anos, ou menos, no entanto a malícia explícita na voz era maior do que já ouvira alguma vez. Uma das três parecia destoar, rindo contra a vontade e olhando ao redor com insegurança. Não sentiram o chakra da Haruno que estava agachada entre os arbustos no campo de treinamento. Um bom shinobi a perceberia ali sem dificuldade, o que mostrava o quão despreparadas as jovens estavam. Ou não se importavam em difamar Rock Lee em sua presença. De qualquer modo, Sakura se ergueu num salto silencioso e caminhou lentamente atrás das jovens, sem alcançá-las, apenas ouvindo.

— Tch, ele é uma pessoa estranha.

— Ele apenas gosta de se igualar ao seu sensei, eu realmente não vejo nada de mau nisso.

— Não estou questionando o poder dele! Apenas a aparência.

— Se bem que pelo que dizem por aí, esse Rock Lee, ele foi realmente mau em seus testes, apenas se aperfeiçoou em taijutsu por ser incompetente nos demais quesitos shinobi.

— Cada um tem suas habilidades, certo?

— Pra mim, quem não tivesse pontuação elevada em todas as categorias, não devia ser chamado de ninja.

— Isso traria sua própria ruína, já que está aqui — murmurou Sakura calmamente, como se estivesse incluída na conversa desde o início.

As garotas estacaram e viraram-se para trás num instante. A jovem que se mantinha na defensiva na conversa enrubesceu até o couro cabeludo e baixou os olhos envergonhada, mas as outras duas limitaram-se a franzir o rosto e torcer os lábios em uma careta reprovadora.

— Ouvir a conversa dos outros é feio. — disse a tal Mei com a voz cortante. Ela pôs as mãos na cintura de uma maneira que faria a médica-nin rir se não estivesse realmente chateada com as garotas. — Seus pais não a educaram, hn?

— Sim, eles educaram. — respondeu com um sorriso condescendente. — Devia questionar se os seus fizeram o mesmo?

A garota crispou o rosto com amargura e lhe lançou um olhar fulminante. Até a outra menina havia se silenciado e desviado os olhos com uma expressão arrependida — se era verdadeira ou não, Sakura se questionava —, mas Mei fechou as mãos em punho e trincou os dentes, mas seu rosto de suavizou placidamente e a Haruno desconfiou.

— Você é aprendiz da Godaime-sama, certo? — inquiriu a jovem. — Não vejo sentido de uma kunoichi de elite como você estar aqui para treinar algo tão banal como taijutsu.

— É uma tola se toma uma luta corpo a corpo como algo banal, garotinha — disse Sakura com um sorriso mais largo. Mei não gostou de ser chamada daquela maneira, notou pela careta gigante que ela fez. — E meus motivos não lhe dizem respeito.

— Hm — ela sorriu entre a expressão azeda e lançou um olhar malicioso à kunoichi mais velha. — Talvez eu faça uma ideia. Você e Rock Lee estão saindo, então?

— Não — resmungou a rosada asperamente, mas logo calou-se quando uma gargalhada maldosa repicou da jovem.

— Ne, por que tão defensiva? É um pensamento tão assombroso pra você? — indagou ela ainda entre risos. A outra garota, a morena, prendeu um lábio ocultando uma gargalhada e Sakura constatou que ela não estava nenhum pouco arrependida. A terceira jovem, de cabelos tão curtos quanto os de um menino, se afastou hesitante com o rosto corado e a pupila da Hokage quis fazer o mesmo.

— Não gosto de mentiras, apenas isso — murmurou com os olhos verdes duros fixados na kunoichi. Mei deu um passo para trás e engoliu seco, mas logo sorriu novamente de um jeito inocente que fez a médica-nin querer dar uns bons tabefes nela.

— Então me diga, Sakura-senpai, a kunoichi da verdade — Seu tom de voz era jocoso. — Acha Rock Lee um rapaz belo? — o sorriso aumentou ao silêncio nervoso da rosada. — Hm, nenhuma objeção? Ah, o que me diz daqueles cabelos, hm? Talvez prefira as sobrancelhas, Hahaha! Como o garoto jinchuuriki o chama… Gejimayu? Acho que é um bom nome, eu deveria chamá-lo de Gejimayu-sensei a partir de ag-

— Melhor não concluir essa frase se quiser continuar tendo uma língua — cortou Sakura com um rosnado que fez a jovem que empalidecer como um fantasma. Arrependeu-se assim que proferiu as palavras. Mei era uma menina. Tinha um temperamento ácido e maldoso, mas ainda sim era uma menina. Talvez um bom corretivo a colocasse na linha, mas não era sua pretensão ameaçá-la. Ensaiou um pedido de desculpas, mas não teve o tempo para dizê-lo, pois uma voz masculina soou logo atrás de si.

— Bom dia! — Lee disse com uma voz animada sem olhar para as garotas. Ele vestia sua costumeira roupa verde e trazia consigo uma bolsa pesada. Sakura ouviu o tilintar de metal dentro do tecido, possivelmente kunais, shurikens e outras armas ninja. — Desculpem-me o atraso, estive me preparando para este dia, mas não deixei de fazer meus exercícios matinais antes… Sakura-san? O que faz aqui?

A Haruno — que tinha empalidecido tanto quanto Mei — se aproximou do shinobi recém-chegado e começou a ajudá-lo a arrumar as armas no chão coberto por um tecido grosso.

— Tsunade-shishou acha que preciso que aprimorar minhas habilidades corpo a corpo. — disse com a voz acanhada, mas tratou de controlá-la. Lee riu, contudo Sakura notou as mãos dele tremendo levemente por conta de sua aproximação. Aquilo trouxe um peso desagradável em seu coração.

— A Hokage deve ser uma pessoa difícil de lidar — comentou ele desviando o rosto e parecendo distraído.

— Na maioria do tempo, sim — disse ela forçando uma risada. Olhou para o pupilo de Gai de soslaio, perguntando-se se ele havia ouvido algo a seu respeito.

— Ne, acho que você, melhor que ninguém, consegue lidar com ela, Sakura-san — murmurou ele e virou-se para sorrir largamente. Ele pôs a última kunai junto as outras e se levantou. A médica-nin o imitou mais devagar sentindo a garganta se fechar. — Vamos começar, certo?

— Certo — ecoou. Notou as jovens juntas novamente. Mei evitou seu olhar e conversava com a colega, no entanto não sorria zombeteira como antes. Era bom que ela se mantivesse assim. Porque, Sakura tinha certeza, Lee ouvia tudo que diziam. E ouvira antes também.

Ao final, a Haruno sentia como se tivesse levado uma surra de mil ninjas. Seus braços e pernas mal tinham forças para andar sem que protestasse. Repudiando o suor em seu corpo, resolveu tomar um banho nos chuveiros frios que ficavam na sala de armas do campo de treinamento. A água gelada ajudou a minimizar a dor dos tendões, mas ainda sentia uma angústia que gelo nenhum amenizaria o desconforto.

Mei e as outras kunoichis se afastaram assim que o treino acabara, nenhum comentário foi proferido. Apenas agradeceram e correram para longe. Sakura tornou a ajudar Lee a recolher as armas espalhadas pelo campo, limpá-las e guardá-las. Em silêncio. Uma vez ou outra notava o rosto dele mais corado, mas não tinha coragem de comentar algo. Ele se levantou com a bolsa chacoalhando em mãos e não se despediu. Depois de alguns minutos esperando, a médica percebeu que ele fora embora sem avisar-lhe. Não soube dizer se se sentia melhor desse jeito ou pior.

Saiu do box pequeno e secou-se rapidamente. Vestiu a roupa com calma, os ombros protestando quando passou a camiseta vermelha pelos braços e logo prendeu o obi na cintura. Passou a mão pelos cabelos róseos e procurou o hitaiate. Saiu do banheiro vistoriando o chão, passou pelo corredor pouco iluminado e ergueu a visão até o seu final. Sua bolsa estava no extremo do aposento e o metal brilhou no chão perto dela. Tsc, caíra sem que percebesse. Seus pés descalços mal fizeram barulho no assoalho de madeira, no entanto um som suave chamou sua atenção antes que passasse pela soleira da porta que tinha em seu caminho. Reconhecendo o chakra, a Haruno diminuiu o seu próprio e encostou-se à parede para espiar o que Rock Lee fazia no aposento escuro.

Segurou um arquejo quando percebeu-o ajoelhado no chão em frente ao espelho. Estava descalço e só usava as calças verdes, e uma regata branca de alças largas. Suas costas estavam tensas como se ele fizesse um grande esforço. E pela expressão do reflexo, devia ser. A kunoichi quis chorar.

O corte característico sumira de sua cabeça. Sakura notou, estarrecida, tufos escuros espalhados no chão. Os cabelos tinham quase o mesmo comprimento, mas transformou-se em um caos de mechas desfiadas, a parte da nuca estava longa e desigual. Ele ainda contemplava-se no espelho, parecia indeciso do que fazer com a kunai afiada próxima demais dos olhos. Lee ergueu a lâmina afiada e tocou os pêlos da têmpora esquerda, os dedos tremiam, uma fina linha de pele branca ficou a mostra e a kunoichi arfou, desviando a atenção do rapaz para si.

— Sa-sakura-san? — Ele parecia extremamente surpreso quando mirou o reflexo da rosada no espelho. A kunai deslizou da mão trêmula e rodopiou uma vez no indicador. O ninja se virou para a garota que se escondia no escuro.

Adiantou-se até a luz, deixando de segurar seu chakra. Sua visão estava um pouco turva e percebeu que havia lágrimas em seus olhos. Espantou-as piscando repetidamente. Lee franziu a testa confuso e a Haruno torceu a boca ao notar o corte diagonal na sobrancelha esquerda. Parou a poucos centímetros do moreno e, gentilmente, tirou a arma ninja de suas mãos. Ele ruborizou e desviou o olhar.

Pegou-o pela mão e nada falou, o shinobi hesitou por um curto segundo, mas deixou-se ser levado. Sakura empurrou o ombro dele para baixo e Lee entendeu, sentando-se no chão em posição de lótus, ela ajoelhou-se atrás dele com cuidado. Assim como os dele antes, seus dedos tremeram ao segurar as mechas mais longas dos cabelos escuros e passar delicadamente a lâmina por elas. O som quase surdo dos fios se rompendo e caindo no chão encheram seu coração de peso, ficou difícil de respirar. O ninja mantinha-se sentando ereto e tão silencioso quanto a noite lá fora. Sakura deslizou o corpo para o lado e ficou de frente pra ele. Lee mantinha os olhos fechados calmamente e ela não pode deixar de notar o formato do rosto do ninja sem aquele corte habitual, inspirado em seu sensei. Dera-lhe um aspecto mais adulto, no entanto aquilo fez algo dentro de si doer. As sobrancelhas espessas encontravam-se desiguais, mas ela nada podia fazer. Ergueu a kunai duas vezes, pensando em acertar os pêlos, mas desistiu incapaz. Mais lágrimas caíram e ela soluçou uma vez.

— Desculpe, Sakura-san — murmurou ele com a voz ardendo de arrependimento. A kunoichi baixou sua visão com os olhos verdes abertos em surpresa. — Não foi minha intenção ofendê-la de maneira alguma.

— O-o… que… do que está falando? — indagou ela com a voz embargada. O som do metal afiado caindo no chão lhe pareceu alto demais, contudo não era importante. — Você não tem que se desculpar comigo. Você não fez nada a mim.

— Está chorando — declarou ele parecendo preocupado. — Quando me viu começou a chorar, imaginei qu-

— Você não me ofendeu — interrompeu-o tentando controlar a voz. Fungou baixo e ergueu os olhos até os pretos. — Eu só estou… tão… kami, você fez uma grande bagunça. Por que você fez isso?

O shinobi prendeu os lábios e manteve-se em silêncio. A kunoichi largou a kunai no chão sentindo uma súbita raiva. Passou a mão pela franja rosada e jogou os cabelos para trás. O Selo de uma Centena ficou mais evidente, mas ela não se importou em deixar a mostra.

— Vê? — indagou a Lee ao apontar para o local. — Costumavam me repudiar por ter a testa larga, e eu me sentia muito mal com isso. Tentava escondê-la a todo custo. Mas Ino me fez ver que não há nada de errado comigo, não há nada de errado em ser diferente. No final todos somos. Então não havia motivo para você ter devastado seu cabelo apenas porque aquelas garotas diss-

— Não foi por causa delas, Sakura-san — interrompeu o moreno sentindo-se desconfortável.

A médica suspirou compreendendo, mas não assentiu. Sentiu-se levemente chateada, apesar da raiva ser mais por ela mesma do que por ele.

— Não devia ter feito isso — murmurou com a cabeça baixa. O shinobi não respondeu e ela levantou os olhos até os dele. — Não quero que mude por mim.

— Desculpe, eu realmente-

— Você não entende — cortou-o ao menear a cabeça, os cabelos rosados caíram de volta para a frente, cobrindo a testa. Sakura mordeu os lábios tentando segurar a infelicidade ameaçando transbordar. Pegou o rosto de Lee entre as mãos desejando ser boa pra ele, queria ser suficiente. — Eu não o mereço! Acho que nunca merecerei… mas…

Ele mal esboçou uma reação quando os lábios rosados de Sakura se chocaram com os seus. O gosto das lágrimas chegou até sua língua e ela envolveu seu pescoço e as pernas roliças se adiantaram até o shinobi e o envolveram com insistência. Lee ergueu as mãos dos joelhos ainda temeroso e assustado, segurou o rosto macio, afagando a tez delicada e quente de Sakura enquanto ela o beijava. Sakura, por livre e espontânea vontade, estava beijando-o! A língua doce tocou a sua e ele não conseguiu reprimir um suspiro. Retribuiu a carícia lentamente, ainda com receio de que ela evaporasse de suas mãos e tudo fosse um sonho muito cruel de sua cabeça. No entanto, não era. As mãos quentes descendo por suas costas e o corpo pesando sobre suas pernas comprovavam que era a médica-nin em carne e curvas ali. Experimentou abraçar a cintura fina e apertá-la contra si. A Haruno apreciou a iniciativa e soltou seus lábios e lhe presenteou com um sorriso hesitante e iluminado.

— Sakura-san, você me beijou — sussurrou com a voz espantada. De repente, ele não sabia como respirar direito.

— E o farei de novo — disse ela antes de cumprir com suas palavras. O rosto do shinobi ruborizou, mas desta vez ele retornou o beijo mais prontamente, ainda surpreso.

Sakura afagou o pescoço do rapaz e escorreu os dedos até o limite da camiseta simples que ele usava. A pele de Lee era rígida e quente. O ninja se retesou quando os dedos da kunoichi desceram até o meio de suas costas, por baixo de sua roupa. Os dedos macios estavam frios, mas o que lhe causava tremores eram as unhas curtas derrapando por sua pele. Ela afastou-se de seus lábios e puxou a barra de sua camiseta, erguendo-a lentamente. Já esperava ver músculos evidentes, ele era um shinobi, afinal; mas Rock Lee era mais definido do que a maioria. O abdome era tomado por pequenos segmentos acentuados e os quadris mais largos do que ela se lembrava. Com tantas sessões de treinamentos que ele se submetia, aquilo não devia surpreendê-la, mas não conseguiu evitar ficar um pouco boquiaberta e… excitada, tinha de admitir.

Lee tinha rubor no rosto, mas sentia uma leve presunção com o olhar da médica-nin sobre si, quase como se pudesse comê-lo com os olhos. Quando ela acariciou sua barriga com a mão espalmada, a presunção sumiu, dando lugar a estremecimentos e mais calor no rosto e resto do corpo. Tomando aquilo como um jogo a dois, o ninja ensartou a mão na blusa qipao que ela usava e puxou o tecido vermelho para os lados, no entanto o obi atrapalhava. Desatou o cinto largo com certa hesitação, mas quando os dedos femininos cobriram os seus, sentiu-se mais determinado. Logo ela estava tão desnuda na parte de cima quanto ele, contudo muito mais tentadora. Os seios perfeitos encheram seus dedos, ele quase hipervencilou quando os mamilos se arrepiaram roçando na palma de suas mãos.

— Sakura-san… — sussurrou enervado, envergonhado, excitado e mais mil sensações que embaralhavam sua mente e o faziam balbuciar o nome da rosada como uma prece. Ela sorriu linda, como o anjo que era, e corou levemente ao puxar a saia avental cor-de-rosa que cobria seu short negro colado a pele macia como uma segunda.

— Mais rápido, Lee — murmurou ela com uma voz que mexeu seriamente com os sentidos do rapaz. Assentiu avidamente e acariciou as perfeições que tinha em mãos com cuidado, tirando um ruído delicioso dos lábios cheios da kunoichi.

A Haruno empurrou-o contra o chão devagar, deixando o corpo tombar junto com ele. Ficaram unidos, ventre com ventre, acariciando-se enquanto as bocas se encontravam mais uma vez, mais sôfregas, umedecendo uma a outra, acalorando as intimidades.

Lee afastou o rosto feminino minimamente para puxar o ar escasso e tocou os lábios no queixo de Sakura. Ela suspirou e se pôs nos cotovelos, dando mais espaço para que ele a tocasse. O shinobi acariciou o maxilar delicado, o pescoço e os ombros acima de si, ouvindo os gemidos suaves soando como música. Os quadris femininos roçaram nos seus e ele deixou escapar um grunhido quando seu corpo reagiu intenso a provocação. A kunoichi descansou a testa na dele e puxou uma das mãos do rapaz, que ainda afagavam seus seios com uma delicadeza evidente. Entrelaçou os dedos dele nos seus e passeou-os pelo próprio corpo lentamente, demorando-se em partes que a faziam estremecer. Quando chegou abaixo do umbigo, deixou-o por conta própria. Lee não hesitou dessa vez. Puxou os tecidos que cobriam a parte inferior da kunoichi e desceu-o rapidamente até as coxas roliças e brancas. Sakura ondulou o corpo ligeiramente e livrou-se do short e da saia avental que habitualmente usava. Tentou arrancar a calça do shinobi, mas — com um grito de surpresa — foi derrubada. Caiu de costas no chão de madeira e suas pernas foram separadas devagar.

— Você é linda — suspirou ele com um timbre levemente assombrado. A médica-nin não pode deixar de rir, mas arfou pesadamente antes de concluir a gargalhada, pois os dedos do shinobi percorreram seu centro com tanta pressão que ela só pode estremecer enervada com a carícia.

— Lee… — resmungou ela sentindo-se trêmula. O ninja afagava seu sexo com calma agora, conhecendo-o e pressionando onde era mais sensível. Sakura resfolegou quando ele pairou sobre sua entrada, ela ergueu os quadris de súbito fazendo-o escorregar para dentro de seu corpo.

— Sakura-san — alarmou-se ele e as mãos pararam de imediato. A garota inspirou fundo e moveu o corpo para incitá-lo. — Não a machuquei?

— Que? Não, kami… continue — instruiu com a voz rouca e ele o fez. Hesitante, mas logo tomou mais ritmo nas carícias, mais e mais forte quando Sakura gemeu para que assim fosse.

Ela ergueu-se rapidamente, sentando-se com as coxas separadas para que Lee não parasse de tocá-la. Beijou o pescoço tenso e deslizou a língua sentindo o suor salgado brotando da pele dele. Envolveu os braços na nuca do rapaz e aproximou-se devagar, suas pernas ainda protestavam doloridas, mas os movimentos dos dedos dele dentro de si a deixavam mais desiquilibrada. Segurou o pulso dele quando uma pressão mais intensa lhe assaltou no ventre. Lee parou na hora, mas senti-lo ainda em seu corpo causava tantos tremores que teve que empurrar a mão dele devagar.

O shinobi deslizou os dedos da intimidade da kunoichi e percorreu sua cintura, sentindo a textura macia da pele feminina. Enquanto ela banhava seu pescoço com os lábios, ele abaixou o rosto para inspirar o cheiro fresco que ela exalava. Beijou o ombro e arranhou os dentes de leve nela, ouvindo um gemido baixo. Descansou as mãos nos quadris dela, puxando-a até que se sentasse em seu colo. Ela o fez ansiosa até demais. As coxas suas se grudaram em seu corpo e repentinamente sua calça era um empecilho muito irritante, precisava tirá-la. Como se pudesse ler seus pensamentos, Sakura enganchou os dedos pequenos no cós do tecido verde e, pondo-se de joelhos sobre ele, puxou para baixo. Lee ergueu-se do chão rapidamente para chutá-la por entre as pernas, enrolando-se em meio ao nervosismo, mas conseguindo se livrar da roupa. Suas costas se chocaram no chão repentinamente e a Haruno tornou a se sentar sobre si, agora as peles nuas se tocando e causando pequenos choques prazerosos em ambos os ninjas.

Ele tentou deslizar os dedos pela umidade quente da kunoichi mais uma vez, no entanto ela o parou com firmeza, estava pronto para recuar, mas sua respiração e movimentos ficaram suspensos quando Sakura segurou seu membro com os dedos macios e o acariciou de maneira tão delicada, pressionando-o de leve e provocando tremores involuntários por todo o corpo definido do shinobi. A Haruno apoiou uma das mãos no chão ao lado do rosto retorcido de prazer do moreno e, com a outra, resvalou o corpo rígido de Lee pela sua intimidade, seus joelhos cederam, mas ela conseguiu se equilibrar a tempo. Um gemido rouco escapou de sua garganta quando lentamente deixou-o escorregar para dentro de si. Lee puxava o ar rapidamente e de maneira superficial, suas mãos estavam cravadas na cintura delgada de Sakura, os dedos quase se afundando na tez macia. Provavelmente deixaram marcas, mas ela não se importou, ele mal percebia isso. A kunoichi largou o membro quente e apenas deixou o corpo aterrissar sobre as pernas dele, ainda devagar, provando cada centímetro dentro de si e o calor ficando cada vez maior quando sentia as pulsações internas mais e mais intensas.

Ergueu o corpo devagar e mordeu os lábios ao aterrissar novamente sobre Lee que estremecia abaixo de si. Os cílios negros tremularam e as pálpebras se cerraram com força quando Sakura manteve o ritmo dos movimentos devagar, aumentando a velocidade de acordo com os gemidos tímidos que escapavam de seus lábios. O shinobi segurava suas nádegas com os dedos afundados em sua pele e, em um certo momento, ele passou a ajuda-la a se mexer sobre si. Estava entorpecido com o aperto inconsciente da kunoichi sobre seu membro, a cada incursão sentia-a se contrair e relaxar, ele também se retesava com o calor e intensidade das ondas de prazer que o assaltavam, cada vez mais intensas, como uma maré de proporções crescentes. Quando essa onda veio forte, Lee se ergueu, sentando-se, incapaz de ficar deitado enquanto sua respiração se tornava cada vez mais superficial. Sakura segurou seus ombros e continuou sua luxuriosa dança em seu colo, gemendo a cada instante, sussurrando frases que faziam o moreno se arrepiar. Ela curvou as costas lentamente e Lee a sustentou, deitando-a no chão sem que se separassem. Segurou os pulsos delgados no alto dos cabelos róseos e passou a impulsionar contra ela em seu próprio compasso. As coxas macias o abraçaram quando ele foi mais fundo e mais rápido contra a feminilidade apertada, fazendo os sexos se chocarem úmidos e o prazer aumentar.

A sensação que os tomava era a melhor e a pior ao mesmo tempo. A temperatura pareceu subir até tomar dimensões insuportáveis. O pescoço da rosada latejava e o ar parecia ser feito de algo inflamável, porque quando ela puxou-o para encher os pulmões seu corpo todo queimou. O fogo se iniciou de sua intimidade, espalhando-se intenso pelo resto do corpo, fazendo-a estremecer e perder as forças enquanto um grito escapava de sua boca sem que percebesse. A mão de Lee apertou seus pulsos com força demais e ela sequer notou a dor, o shinobi desabou sobre seu corpo e sentir os tremores dele sobre si fê-la gemer mais alto, prologando o orgasmo devastador e persistente.

Os olhos escuros estavam atentos em seu rosto e isso a enervou um pouco, mas um sorriso lento e cansado pintou seu rosto sem que percebesse. A Haruno levou a mão trêmula até o rosto do moreno e afagou a bochecha levemente bronzeada. Ele cobriu seus dedos com os dele e apertou-o contra a pele, como se temesse nunca mais senti-los.

— Nunca mais corte os cabelos, certo? — sussurrou o pedido com veemência. As sobrancelhas de Lee se uniram em confusão, mas ele logo sorriu parecendo envergonhado.

— Esse foi o castigo por eu tê-los cortado, Sakura-san? — indagou ele de maneira hesitante. — Se… se eu soubesse teria feito antes.

A kunoichi riu e enlaçou o pescoço dele, trazendo-o para mais perto.

— É muito fácil gostar de você, Lee-kun.

Lee-kun? — inquiriu ele de maneira surpresa erguendo o rosto para fita-la. — A-a sério?

— Íntimo demais? — perguntou a rosada sentindo as bochechas corarem. — Eu po-

— N-não, eu realmente gostei de ouvir meu nome sendo dito por você dessa maneira. É como sempre imaginei. — O sorriso que ele deu foi tão iluminado que ela não pode deixar de sorrir também. — Isso quer dizer que posso chamá-la de Sakura-chan?

A médica juntou os lábios fingindo ponderar por um segundo e então, tendo uma ideia súbita, murmurou:

— Não acha melhor me chamar de namorada, Lee-kun?

Notas finais
O Lee é tão ooooooownt que quase não sai hentai, HAUHAUHAU. O que vocês acharam? Olha que fanart fofa, gente, tô in love! Por falar nisso, coloquei novas fanarts porque as outras não estavam entrando nem a pau! Enfim... Faltam três (3) caps para o fim, vocês já devem saber quais, né? Dessa vez não vai dar pra alongar mais, poréééém tô com uma fanfic pra postar assim que concluir essa, só que é UA... Mas olha, é bem +18 HAUAHUAHUA. Enfim, amanhã eu deixo a sinopse aqui pra quem quiser acompanhar. Quem será o próximo da lista? :B Estou com saudades, chuchus, não me abandonem! Kissus, ja ne! ♥