Sakura Harem

19 KakaSaku — Extracurricular


Notas iniciais
Olha eu aqui com o shipp que está sendo muito (muito mesmo) aguardado. É claaaaaro que eu ia deixar o Time 7 pro fim, né, peoples? Super na cara, não? É, eu sei que o Sai tecnicamente devia estar cá pra baixo, mãããs, eu queria mesmo deixar o Original Time 7 pro fim. Sorry, Sai, te amo mesmo assim ♥ Aproveitem sem moderações. E, PELAMOR, NÃO DEIXEM DE COMENTAR, TÁ?!



Um desgraçado pervertido! É o que eu sou.

Pensamentos como esses — e mais alguns mais chulos que ele não queria expor por conta do alto teor ofensivo — rondavam a mente do ninja como mil abelhas picando seu cérebro. Não, abelhas não. Vespas. Abelhas costumavam morrer assim que picavam, e os pensamentos continuavam importunando-o enquanto ele permanecia ali, estacado como uma estátua; fascinado como uma mariposa pela luz da lâmpada.

Sou um maldito, velho assediador, definitivamente mereço ter os olhos arrancados das órbitas. E mesmo com todas as repreensões mentais, Kakashi continuou lá, apoiado ao batente da janela, os dedos agarrados ao metal como se sua vida necessitasse disso. Não é como se quisesse estar ali — Yare, yare, eu quero sim —, mas não podia evitar se surpreender assim que colocou o rosto na janela escancarada. A única reação admissível ao ver o que ele via — com olhos tão fixos e abismados — era paralisar. Havia em si uma mistura de angústia, nostalgia e desejo — esse último, muito, muito mais intenso — que o desnorteou. Até aquele momento ele a via apenas como uma criança que cresceu. Uma ex-aluna que o superara em muitas coisas. Kami-sama, ele a vira deixar de ser uma pirralha testuda e desengonçada até se tornar uma kunoichi de elite e poderosa. Não devia ter esses tipos de pensamentos em relação a ela, mas como poderia não imaginá-la daquela forma quando a via naquelas situações?

Sakura estava totalmente alheia ao seu impasse mental. Os olhos fechados como se estivesse sentindo dor, mas, uma ou outra vez, soltava um suspiro e assentia para si mesma lentamente. Os cabelos rosados e sedosos — já levemente mais longos, apesar de não passar da altura dos ombros — espalhados na almofada do sofá estreito em que ela se deitava. Usava apenas uma calcinha grande de cotton e uma blusa que não chegava a cobrir toda a barriga definida. Estava tão focada no que fazia que nem notara o chakra de seu antigo professor pulsando como um coração gigante. Kakashi definitivamente não queria ver mais que isso — E esse isso já era o suficiente para fazer seus neurônios irem pro espaço —, só que a Haruno parecia saber — ela não sabe, eu tenho que parar de jogar a culpa nela — que ele observava, e queria brincar com o raciocínio já afetado do sensei. A mãozinha de aparência delicada estava enfiada no tecido das calças e se movia sem rumo, incerta do que fazer. Ele podia ver os dedos se agitando pra lá e pra cá sob o pano.

Ela gemeu uma vez, mas não foi de prazer. Parecia ser uma tortura para os dois. O ninja já estava ali há uns quinze minutos e ela não conseguira entender um pouquinho sequer de como se estimular corretamente. O Hatake pegou-se instruindo-a mentalmente. Sakura ajeitou-se no sofá e descansou uma das pernas nas costas do móvel. Por um momento, seu sensei pode ver um pedaço da intimidade branca quando ela moveu as mãos com mais rapidez, levantando o tecido do corpo. Yare, vai acabar se mutilando usando tanta força, Sakura. A kunoichi subiu a mão que não estava ocupada para baixo do tecido fino da blusinha e apertou os seios. Isso, encontre as partes sensíveis do corpo, sem pressa. Um suspiro gostoso escapou dos lábios pequenos e Kakashi quase suspirou também. A perna que estava no sofá se afastou lentamente e o shinobi sentiu o corpo pulsar mais rígido que nunca. Ela vai me fazer gozar se conseguir isso também, kami, sem sequer me tocar. A boca se entreabriu e um suspiro longo escapou.

O voyeur na janela estremeceu e sentiu o suor escorrer de sua testa, acabando-se quando tocou o tecido de sua máscara que, inclusive, nunca lhe parecera tão sufocante. Sentiu um leve tremor na coluna quando a garota levantou a blusa deixando os seios delicados à mostra, revirou os olhos uma vez e… encontrou os seus.

Achou que nunca experimentaria tal sensação como aquela que o engolfou naquele momento. O choque estava estampado nos olhos verdes com tanto terror que Sakura sequer tirou a mão das calças para se recompor. Ela estava petrificada; os seios pequenos ainda livres de tecido e o ventre imóvel.

O ninja do Sharingan sequer conseguiu se mover, como se já não estivesse paralisado ali, observando o rosto da médica-nin ir de branco fantasma a vermelho pimenta. Ela finalmente puxou a mão das calças — notou que a ponta dos dedos estavam secas. Bem, aí está todo o problema —, se pôs apoiada pelos cotovelos; o tecido da blusa escorregou, mas parou ao se amontoar sobre o mamilo cor-de-rosa, de forma que Kakashi ainda podia vê-lo. Sakura separou os lábios lentamente, mas ele falou antes:

— Tsunade está a sua procura — resolveu murmurar o que realmente fora fazer ali antes de tudo.

As sobrancelhas róseas se franziram e então Kakashi largou a mão do batente da janela, permitindo que o corpo caísse até o chão a metros abaixo, amorteceu a queda perfeitamente, mas sentia as pernas meio amolecidas. Passou a mão pelo rosto e retirou alguns fios que se grudaram na pele suada. Fechou os olhos por um curto segundo e a primeira imagem que viu por detrás das pálpebras foi sua ex-aluna.

Inferno.

Afastou-se dali antes que acabasse fazendo mais alguma loucura.



Sakura afofou o travesseiro e afundou o rosto no tecido sentindo-se sufocada e desconfortável. O relógio já marcava 4h12. Ela não havia pregado os olhos por sequer um minuto. Seu estômago se retorcia e dava sacudidelas geladas toda vez que se lembrava do que ocorrera horas atrás. Mordeu a dobra do indicador tentando espantar as lembranças, mas era inevitável. Virou-se de barriga pra cima e cobriu o rosto, bateu as pernas incessantemente contra o colchão.

Kami, que situação constrangedora!

Como poderia olhá-lo depois daquilo? Engoliu seco. Nunca mais sairia de casa. Era o que mais desejava, mas Tsunade a procurava e não teve opção senão ir. Demorou tanto — receosa de encontrar Kakashi pelo caminho — que quando chegou à sua shishou, recebeu um tsunami de repreensões berradas e foi deixada de lado depois. “Parece mais pupila de Kakashi que minha agindo desta maneira!” disse a sennin com a voz tipicamente dura, para a mortificação de Sakura. “Yare, não preciso mais de você. Volte para a casa e venha assim que eu mandar da próxima vez, entendido?”. Sussurrara uma afirmação gaguejada e correra de lá, voando pela vila com a rapidez de um jaguar e então…

Suspirou fundo. Por que ele tinha que estar ali? Por que ele ficara olhando? A garota mordeu a ponta do travesseiro de nervosismo e virou-se para o lado. Não conseguiu evitar o rubor que subiu ao rosto.

A Haruno só queria se conhecer, havia algum mal nisso? Nenhum, mas justamente o dia que reunira coragem suficiente para fazer esse tipo de coisa sozinha acontecera isso. Nunca mais, kami, nunca mais penso nisso. Virarei uma freira e a culpa é do Kakashi-sensei.

Talvez estivesse agindo como uma tola. Talvez seu sensei tivesse chegado ali no momento que o vira, puramente por acaso pegando-a naquela horrível situação. E ele, definitivamente, não se importava com isso, certo? Já devia ter se esquecido de tudo enquanto ela ficava se remoendo. Afinal, Kakashi-sensei já era um homem experiente e não se interessava por meninas bobas que sequer sabiam se masturbar sem passar por um embaraço daquele tamanho; ele gostava de mulheres de verdade, daquelas que sabiam das coisas. Principalmente porque fora Sakura que ele flagrara, a garota que ele vira crescer, passar por todas as vergonhosas fases de desenvolvimento. Ele, com certeza, não estava pensando em nada sobre ela. Não devia ter dúvidas quanto a isso.

...Por que sentia uma grande angústia quando pensava dessa forma?

Poderia ser menos vergonhoso se eu soubesse o que estava fazendo? Quer dizer, pela cara que fazia, ele parecia estar insatisfeito com alguma coisa… Não, eu estou imaginando coisas. O Kakashi-sensei não estava me espiando, foi apenas um mal-entendido. Afinal, eu sou aluna dele, ele nunca teria esse tipo de interesse… Teria? Kami-sama, não, definitivamente não!

Um pensamento pra lá de imprudente a atravessou repentinamente. Sakura meneou a cabeça rapidamente e deu tapinhas nas próprias bochechas. Devo parar de pensar nessas coisas, com certeza. Fechou os olhos com força obrigando-se a dormir, mas a ideia que lhe assaltara ainda palpitava em sua mente, ganhando força e vontade própria. Talvez… não fosse uma ideia tão ruim assim



Nunca fora tão complicado encontrar seu antigo professor. Vê-lo ao longe lhe causou geadas no estômago. Ele encontrou seus olhos observando-o a distância como se tivesse sentido. Sakura abriu as pálpebras percebendo o calor tomar seu rosto. Avançou os passos, no entanto, decidindo resolver logo aquele desentendido e falar com Kakashi. O jounin se afastava rapidamente parecendo não ter um rumo correto em mente, mas Sakura persistiu, acelerando a caminhada, contudo sem correr. Não queria chamar atenção.

— Kakashi-sensei! — ouviu a voz doce de sua aluna chamar mais próximo de si. Fugir da rosada não estava em seus planos, mas notar o rubor intenso no rosto juvenil o deixou enervado.

Notá-la seguindo-o piorou seu temor, mas ela não desistiria tão facilmente. Então parou subitamente, o corpo pequeno trombou atrás do seu.

— Sakura — murmurou com a voz forçadamente calma quando se virou para a kunoichi. Quis completar com “no que posso ajudá-la?”, mas o rosto avermelhado o deixou extremamente nervoso. Kami, ela vai me matar.

— Eu preciso falar com você — sussurrou ela com a voz arfante. Kakashi engoliu seco e afastou-se um passo. Ela baixou o rosto e olhou para o chão.

— Sakura, eu realmente sinto-

— Kakashi-sensei poderia me ajudar com uma coisa?

— Ahn… — ele estacou, mas logo se recompôs, dizendo o que tinha em mente primeiramente: — No que posso ajudá-la?

— Eu preciso de uma aula.

Aula? — repetiu confuso. Sua cabeça tombou para o lado tentando compreender porque ela não tocara no assunto. Fitou os olhos verdes que se desviaram assim que ele os encontrou. Ela vai fingir que não aconteceu, talvez seja melhor eu fazer o mesmo.

— Sim, é sobre algo que ainda não pude aprender — pigarreou ela e mordeu o lábio. Como antes, lembrou o rosto franzido e da blusa curta. Concentre-se, seu pervertido.

— Certo, certo — concordou de maneira efusiva e completou: — Sobre o que quer que eu te ensine?

—… Me... ensineaterumorgasmo.

— O que?

— Um… um o-orgasmo, sensei.

Silêncio.

Silêncio tenso. Quase palpável.

—…

—…

Kakashi engoliu seco. Um leve movimento de cabeça, ainda sem olhar nas íris esmeraldinas, mas a garota se pôs a sua frente com obstinação. Não pode desviar o olhar da face angelical rubra.

—… Por que está pedindo isso a mim? — indagou ele e sua voz saiu terrivelmente rouca. Pigarreou tentando parecer rude ao continuar: — Você é jovem, procure alguém da sua idade. Tenho certeza que há muitos dispostos a... te ensinar.

— E-eu não quero outros... — gaguejou desviando o olhar — Você é meu sensei, acho que pode me fazer aprender melhor que qualquer um… Ne, você tem muita experiência com isso, não?

Não, Sakura.

— Mas eu só quero… aprender. — insistiu ela cruzando os braços. A forma que ela franziu a boca deixou o ninja copiador muito nervoso.

Fechou os olhos com força tentando com muito custo não pensar naquela maldita noite. Sua aluna estava ali, no entanto, fazendo-o mais do que relembrá-lo de tal memória. Ela queria repeti-la. Louca. Não sabia o que poderia acontecer. Ela tinha sequer ideia do que ele poderia fazer? Olhou para os olhos verdes, grandes e expressivos. Não… Ela era sua aluna. Ainda que fosse uma linda kunoichi agora… Com curvas sinuosas e coxas torneadas que lhe davam vontade de… Droga, não.

— Eu… não posso fazer isso — disse ele de forma evasiva. Sakura mordeu o lábio sentindo-se insegura. Ele estava tentando se afastar. Meu primeiro pensamento estava certo, ele não se interessa em mim dessa maneira. Prendeu os dentes com mais força. Kuso, aquilo era muito embaraçoso.

— Por favor? — juntou as mãos e ergueu os olhos suplicantes ao seu ex-professor. — Por favor, sensei! — Não queria chegar a tanto, mas não queria voltar atrás agora que já havia feito o mais penoso: pedir. Ele não vai aceitar. O rosto sonolento se virou, desviando o olhar. Kakashi meneou a cabeça e Sakura suspirou derrotada.

— Sakura… — O tom era quase repreensivo, mas havia um timbre desconhecido para a rosada. Ela engoliu seco quando sentiu a mão do Hatake erguer seu queixo. Encontrou o único olho descoberto com hesitação. Suas mãos tremeram com aquela expressão misteriosa. Seu coração não parecia bater quando ele emendou: — Estarei na sua casa às 22h.·.



Saindo no banho, Sakura sentia as mãos tremerem. Céus, que ideia terrível! Seu coração batia frenético na garganta. Eu não devia ter… O que devo vestir pra uma ocasião — se é que poderia ser chamada assim — dessas? Camisola? Shorts e camiseta? Nada? Kami, nunca devia ter pedido. Como poderia saber que ele aceitaria tão prontamente? A kunoichi estava pronta pra receber uma bronca, tinha certeza. Olhou para seu reflexo no espelho e gemeu suavemente, arrastando a escova de dente na boca com mais intensidade. Apertou a toalha contra os seios e, ao terminar de enxaguar a pasta que ardia em sua boca, vestiu novamente a camiseta larga que cobria menos da metade de suas coxas. Desembaraçou os cabelos quase secos com os dedos e saiu do banheiro para encontrar uma roupa… adequada. Quando a brisa fria que escapava da janela aberta arrepiou seus braços cruzados, a rosada franziu as sobrancelhas e quase perdeu as pulsações vitais ao notar alguém sentado em seu sofá.

Kakashi-sensei? — Ele ergueu o olho escuro calmamente até ela e lhe sorriu fracamente por debaixo da máscara.

Sakura virou o corpo e fitou o relógio. 21h40. Vinte minutos adiantado?! Em que mundo Hatake Kakashi chegava adiantado em seja lá para onde fosse? Meneou a cabeça em descrença. Talvez estivesse presa em um genjutsu e despercebera, mas não. Ele realmente estava ali, vestido como sempre, exceto pelas bandagens e bolsas que continham suas armas. Sakura prendeu mais os braços sobre peito e, bem, ninguém a preparara para agir nessas situações.

— Por que não se senta? — indagou ele dando um tapa no assento ao seu lado. A kunoichi atravessou o quarto e se sentou rigidamente, pôs as mãos sobre os joelhos unidos e mal sentia sua respiração sair. — Você parece nervosa.

— Estou — disse prontamente arranhando os próprios joelhos. Ergueu os olhos lentamente quando seu sensei se curvou e fitou-a de lado.

Sakura notou uma expressão intensa na parte que podia ver realmente do shinobi. Ela engoliu seco e sentiu as bochechas corarem. Uma das mãos dele se aproximou de seu rosto e ela não conseguiu evitar se retesar com o toque quente.

— Tudo bem. Eu vou embora — disse de maneira altiva. A kunoichi meneou a cabeça com veemência e segurou o braço masculino.

— N-não… Só… Eu realmente não sei o que… — ela arfou de maneira derrotada —… o que fazer…

— Yare, e não é para isso que estou aqui? — inquiriu suavemente o ninja copiador. Sakura sorriu hesitante assentindo. Ele virou o corpo na direção do dela e suspirou: — Então pare de agir na defensiva e relaxe, ok?

— Ok — ecoou a rosada de maneira consensa.

As mãos de Kakashi tocaram seus ombros e viraram de costas para si, apertando-a de leve. Ela se encolheu por um instante, mas abrandou quando os dedos acariciaram-na de tão obstinados, soltou um suspiro leve.

— Agora… — começou o ninja mais velho sentindo os nós de tensão das costas de Sakura se desfazendo lentamente — me diz o que você realmente… quer de mim.

— Ah… sensei, e-eu já lhe disse… — reclamou a menina com a voz amolecida. A massagem nos ombros lhe deixava letárgica. Quase revirou os olhos quando os dedos experientes subiram tamborilando pelo seu pescoço. Ele realmente sabia o que fazer.

— Você quer um orgasmo — recitou ele brandamente e Sakura enrijeceu. — Não fique tensa, essa é a verdade, não? Eu só… preciso saber… Você vai fazer isso sozinha ou precisa de… ajuda?

A médica-nin resfolegou e sentiu a garganta secar de ansiedade. Fosse qual fosse a resposta de sua ex-aluna, ele sentia o corpo queimar por dentro só de imaginar o que viria a seguir. Ouviu um gemido baixo e percebeu que a apertava demais, libertou os ombros da rosada se sentou mais ereto.

— Eu… — ela mordeu os lábios quando se virou para olhá-lo e o shinobi só conseguia se imaginar fazendo o mesmo, mais devagar. —… Só me diga o que fazer.

Merda, isso definitivamente seria mais torturante.

— Certo — murmurou tentando não transparecer seu descontentamento. Levantou-se do sofá sentindo o corpo rígido demais. Em todos os aspectos. — É melhor se deitar na cama, há mais espaço.

Sakura não respondeu, mas se levantou prontamente e caminhou em direção ao leito, deitou-se calmamente e ficou sobre os cotovelos. Os olhos verdes fixos em seu professor, esperando uma segunda ordem. O ninja mascarado passou a mão pelos cabelos cinzentos antes de se sentar na ponta da cama, perto dos pés apertados da kunoichi. Levantou uma perna do chão e chutou as sandálias, repetiu o gesto com a outra, pondo-as cruzadas sobre a cama. Cruzou os braços também e suspirou lentamente tentando enfiar um pouco de sanidade à cabeça.

— Kakashi-sensei? — indagou a Haruno com a voz ansiosa.

— Mostre-me o que sabe.

A rosada abriu as pálpebras de surpresa, contudo assentiu fracamente. Ajoelhou-se sobre a cama e puxou a única peça de roupa que vestia. Não deixou tempo para pensar, senão acabaria desistindo, deitou-se às pressas afundando a cabeça nos travesseiros e não se atreveu a olhar seu sensei.

O ninja do Sharingan ficara estupefato ao descobrir que ela não usava nada por baixo da camiseta grande que ocultava as curvas femininas. Quase perdeu o ar quando ela se deitou novamente, completamente nua, sobre a cama. Remexeu-se desconfortável em seu lugar e balançou a cabeça. Essa garota definitivamente o levaria à loucura. Parou de pensar quando as coxas unidas se separaram um pouco e a mão pequena escorregou por entre elas, movendo-se de pronto.

— Não tão rápido — pegou-se dizendo em voz alta. Sakura parou imediatamente, recuando a mão. Seu professor aproximou-se arrastando os joelhos sobre a cama e sentou-se sobre as próprias panturrilhas, mais próximo a ela. — Primeiro, estimule suas áreas sensíveis — Puxou o pulso pequeno e arrastou-o até o seio que se erguia como uma pequena colina —, use os dedos para acariciar… Isso, mais devagar. — A boca da médica se separou lentamente e os olhos se abriram para fitar o Hatake, ela mordeu os lábios e corou assim que o fez. — Sakura, preste atenção.

— Hai — sussurrou ela sentindo-se embaraçada. Seu pescoço parecia que iria explodir a qualquer momento de tanto calor. Sentiu seus poros se dilatando quando passou a mão pela própria barriga e deslizou mais pra baixo. — Sensei, não posso me tocar agora?

— Não tenha pressa. — Kakashi queria prolongar aquele momento até o impossível. Não a tocaria sem o consentimento, mas poderia contentar-se olhando, claro, ao maior prazo possível. Se ela atingisse o êxtase tão facilmente, tudo se acabaria pra ele também. — Em que outra parte do corpo você sente prazer?

— E-eu não sei ao certo — ciciou ela baixando os olhos.

— Yare — resmungou o shinobi meneando a cabeça e bagunçando mais os fios prateados e revoltos —, então, feche os olhos. — Sakura observou-o por um curto momento de desconfiança, mas obedeceu, ainda hesitante. — Agora, pense no que te excita.

— Eu não en-

— Em alguém — aprontou ele sentindo a voz escapar levemente rude pela tensão que se instalava nele. O rosto corado se franziu, mas as sobrancelhas se suavizaram quando foi possível ouvi-la engolir sofregamente a saliva que se acumulava na boca. Ela sugou o lábio inferior com lentidão e o Hatake quis acaricia-lo ao ver o sangue condensado sob a pele se espalhar rapidamente quando Sakura o libertou dos dentes. — Está fazendo isso?

— Sim… — ela respondeu, de pálpebras cerradas. Finas linhas lilases e azuis corriam pela tez enfeitada por cílios espessos.

Ela se tornara uma linda kunoichi. Uma expressão deliciosa tomou o rosto angelical, transformando-o num pequeno instante em um demônio luxurioso. Seja lá em quem ela estivesse pensando — em Sasuke, sem dúvida. Não poderia ser nenhum outro —, estava funcionando. Notou as auréolas rosadas se arrepiarem levemente e as coxas roliças roçaram umas nas outras tentando aplacar o provável calor entre elas.

— Agora imagine-o tocando você… — sua voz saiu arrastada e rouca. Por Kami, se controle! — acariciando seu corpo devagar… — puxou o pulso da kunoichi e levou-a a tocar o próprio pescoço sem pressa, ela suspirou fundo. Arrastou a mão dela até os lábios entreabertos —… beijando sua…

— Aah, Kakashi-sensei… — disse num gemido. Algo muito errado aconteceu no corpo do ninja mais velho ao ouvir seu nome sendo proferido com tanto desejo. Ela se sentou devagar, ficando inconscientemente mais próxima. Tão perto… Eu poderia apenas estender a mão e… — E-eu realmente acho que não é uma boa ideia — ela sussurrou como se ouvisse sua mente pervertida —… pensar nesta pessoa dessa maneira.

A Haruno devia estar ressentida com o vingador para imaginá-lo tão indecentemente. Também se devia ao fato Sakura havia muito não imaginá-lo exatamente desta maneira. Ela o amava, claro. Sabia que, caso fosse correspondida, isso aconteceria. Até porque reviver o Clã Uchiha era, de fato, um dos planos do nukenin, mas… Havia tantos sentimentos dentro daquele coraçãozinho jovem que Sakura não tinha tempo de pensar tanto nessas partes do relacionamento que ainda sequer começara. Ela, primeiramente, teria que fazê-lo enxergá-la.

Olhou para o rosto, agora, melancólico e soltou um suspiro. Talvez sua ideia tivesse sido um fracasso total. Temeu que a médica desistisse, mas… pensando bem, era melhor. Tentava se convencer disso. Estava por um fio, um miserável e quebradiço fio, de cometer uma loucura — ainda maior que aquela, e sabia que não estava preparado para arcar com as consequências depois.

—… acho que ele não gostaria de saber que penso nele desta forma.

— Por quê? — Não conseguiu deixar de perguntar.

Sasuke sempre fora uma criança extremamente reclusa. Tímido, era o que Kakashi via. Era menos averso à kunoichi a sua frente, no entanto ainda tímido. Ele se chateava com algumas atitudes impensadas da rosada em tempos mais jovens? Sim. Focado demais em sua vingança impulsiva e tola? Definitivamente. Contudo, se enfurecer por Sakura se estimular pensando nele? A Haruno, sem dúvida alguma, sabia pouco sobre a mente masculina. Seu pupilo ficaria eufórico, orgulhoso! Quem não ficaria? Mas desgostoso? Nunca! A menos que… Meneou a cabeça. Absolutamente não. Eles eram jovens, seus alunos. Em meio àquela névoa de desejo irrefreado, acabara que por esquecer-se de que estava lidando com uma jovem — apesar do corpo quente e indiscutivelmente irresistível —, não com uma mulher, teoricamente falando.

— Eu… creio que ele não me veja assim — declarou ela e Kakashi desviou os olhos dos seios que iam e vinham com a respiração pesada da garota. Concentre-se.

— Sakura, não pense desse jeito — Os olhos esmeraldinos ganharam um brilho genuíno quando ele disse isso. — Sasuke não está agindo por si. Acredite-

— Oh — exclamou ela, abrindo as pálpebras de surpresa. Um pequeno beicinho se fez quando ela juntou os lábios e o shinobi quis severamente mordê-los — Eu não estou falando de Sasuke-kun.

— Não? — o ninja copiador ficou confuso. Céus, ela era mais complicada do que parecia. — Sakura, não faço ideia do… Quem você estava imaginando?

As bochechas adquiriam um tom rubro intenso, ela cruzou as mãos sobre o colo, deixando seu professor extremamente chateado por obstruir sua visão ao corpo nu. Olhou-o por baixo das pálpebras, os cílios fazendo sombra no verde intenso e sugestivo daquele olhar dissimuladamente inocente. Estou vendo demais, ela não respondeu à pergunta, esse olhar não quer dizer nada. Coisa de minha cabeça suja.

— Kakashi-sensei — sussurrou ela, sem levantar o rosto. Uma faceta. A kunoichi mordeu os lábios hesitando. Uma mentirosa. Não, espere. A culpa é minha, eu quem estou fantasiando. Sakura era sua aluna, sua preciosa aluna. Nunca proporia isso! —... eu acho que me enganei sobre algo…

— Sobre o que? — indagou sentindo algo que não devia sentir agora, mas não pode reprimir porque — por todos os demônios — Sakura se aproximara lentamente dele, quase o tocando. Sentiu-se como um bêbado no ápice da embriaguez quando o hálito quente e doce tocou seu rosto.

— Eu decidi… que quero sua ajuda — disse ela de maneira quase envergonhada.

Os olhos expressivos muito abertos, ingênuos. Uma grande mentirosa. Não havia nada inocente nela, se não a aparência. O jounin engoliu seco e quase não conseguiu respirar quando ela tombou mais em sua direção, obrigou-o a estender a mão para contê-la, mas não foi bem isso que aconteceu. Os dedos afoitos seguraram a cintura esguia e a mantiveram por perto. Um arquejo escapou dos lábios cheios quando sua aluna fechou os olhos.

— Você não quer isso… — murmurou contra a vontade, desejando arrancar a máscara e lamber o pescoço tão próximo de seu rosto. A Haruno moveu a cabeça com veemência, discordando. — Eu sou velho demais pra você...

A rosada serpenteou sobre ele, abraçando-o com as pernas delineadas. Elas costumavam ser curtas e finas, kami, o que estou fazendo? Um ruído embaraçado escapou da garganta feminina quando ela sentiu contra sua intimidade nua a rígida pressão do corpo de seu sensei.

— Eu quero isso, e não me importo — reclamou num tom quase infantil.

O Hatake inspirou profundamente ao tentar se recompor, mas só conseguiu se envolver mais com o perfume que emanava dela. As unhas curtas arranharam as costas nuas da garota, arrancando um ruído gostoso dela. As mãozinhas delicadas e mortais agarraram-se no pescoço do ninja e os olhares se encontraram.

Ela estava certa do que queria, e ele já estava entregue desde o momento em que aceitara aquela ideia. De uma maneira inconsciente, já sabia que terminaria assim. Secretamente, maquinava uma maneira de fazê-la ceder, fazê-la desejá-lo… Não fora necessário, no entanto.

Sakura não sabia dizer por que se sentiu tão nervosa quando ele ergueu uma das mãos e levou-a até o próprio rosto. A kunoichi sentiu-se mais tensa do que em qualquer outro instante.

Ele realmente a deixaria vê-lo?

Não pode deixar de lembrar-se do dia em que ela e seus colegas de time tentaram, à todo custo, vê-lo sem aquela bendita máscara. Fora um plano falho, obviamente. No entanto, ali estava Kakashi, por livre espontânea vontade enganchando dois dedos sob o tecido escuro e puxando-o lentamente, quase dramático.

Sakura ergueu a mão para puxar o hitaiate dele que cobria um dos olhos e não se assustou com o Sharingan brilhando para si, sentiu-se mais ansiosa, na verdade. A cicatriz que atravessava a pálpebra era quase tão vermelha quanto a íris, mas achava-a um pouco charmosa, precisava admitir.

O tecido libertou uma das maçãs do rosto e a garota ofegou baixinho. Podia notar um sorriso dele pela maneira que os olhos de cores desiguais se encolheram formando uma irrigação de linhas no canto das pálpebras. A ponte do nariz ficou a mostra; reto, anguloso e longo, o maxilar proeminente e bem delineado, havia uma pequena marca de nascença no queixo — céus! A máscara caiu, descansando no pescoço de seu sensei e…

Kami-sama.

Sakura engoliu seco ao fitá-lo por completo. Ela estava boquiaberta? Esperava que não. O rosto livre de qualquer tecido era esplendoroso, mas não conseguia desafixar os olhos dos lábios. Entreabertos, ele respirava por entre eles, o inferior levemente mais cheio que o superior. Sakura não pode evitar o olhar absorto. Um sorriso lento nasceu na boca, até então, desconhecida, fazendo-a tremer da cabeça aos pés e sentir um calor completamente indecente. Kakashi tinha presas. A luz ínfima do quarto reluziu em seus caninos proeminentes e ela engoliu seco.

Ele era lindo.

Absolutamente.

Completamente, incrivelmente, definitivamente-

— Surpresa? — divertiu-se ele. Sakura saltou do colo do ninja, retraindo-se com a voz mais clara e rouca depois de livre da máscara.

Ela baixou os olhos abismada e assentiu, incapaz de falar qualquer coisa. Uma gargalhada breve escapou dele e a Haruno sentiu-se um pouco chateada. Devia estar agindo como uma tola. Franzindo as sobrancelhas em desaprovação à reação do jounin, a rosada segurou obstinada o pescoço firme e capturou os lábios dele com os seus. Ele não estacou surpreso como ela imaginava. Retribuiu imediatamente. Sakura teve que admitir que, na verdade, assim que juntara os lábios ao dele, a captura era nada mais que uma emboscada.

Kakashi dominou-a facilmente com a boca perita, a língua encontrou a da rosada e envolveu-a devagar, encontrando calor e aceitação. A doçura de sua pupila era viciante, sugou aquele lábio finalmente e continuou sugando até que ela desprendesse a boca da sua e protestasse, tentando escapar. Mordeu de leve a carne delicada e macia, puxando-a de volta pra ele e retomando o beijo. Empurrou-a no colchão, um gemido de protesto escapando da boca dela. O Hatake não teve tempo para sentir remorso por isso, pois montou sobre o corpo delgado e o imobilizou. A médica-nin arfou quando ele roçou a boca em sua bochecha.

— Eu quero saber… o que estava pensando sobre mim… — sussurrou ao ouvido da rosada antes de lamber o lóbulo pequeno e roçar os dentes no pescoço arrepiado. Sakura meneou a cabeça de olhos fechados, a bochechas ficando rosadas.

— Aah, não quero falar sobre isso, Kakashi-sensei… — reclamou ela com a voz arfante. Um gemido alto ecoou quando seu professor apertou seu seio com firmeza, os dedos se fecharam sobre o mamilo sensibilizado, ele puxou-o lentamente.

— Você vai falar — insistiu ele suavemente, massageando-a com cuidado. As costas delicadas se arquearam quando ele circulou a mão nos cabelos rosados e prendeu a cabeça dela contra o colchão. — Eu vou te ajudar, certo? — instigou-a com a voz rouca de desejo. A garota assentiu ansiosa, remexendo-se abaixo dele. — Você me imaginou te beijando?

— Mnm... — afirmou a kunoichi com a voz trêmula. Kakashi roçou a boca de leve nos lábios dela, inspirou o hálito quente.

— Assim? — indagou ele afastando-se. Sakura negou, hesitante. — Como?

— Ahn… Aqui. — Ela apontou para o pescoço e ele afundou o rosto naquela curva sinuosa. Tocou ali de leve. —… Mais, mais forte… Ah, não, use… use a língua… Mnm, ah.

Adorar devia ser um eufemismo muito ingrato para o que ele sentia quando a voz suplicante sussurrou pedidos para si. Implorando carinhos mais profundos. Desceu os beijos para a clavícula e arrastou a língua, traçando uma linha úmida pela tez eriçada, até chegar aos seios. Chupou a pele rosada com força demais, talvez; mas Sakura não reclamou.

Ela segurou os cinzentos cabelos bagunçados e apertou-o mais contra si, as coxas se grudaram na cintura reta, desejando que não houvesse tecido nenhum entre eles. Seu professor puxou seu braço que se agarrava ao lençol da cama e direcionou-a até que tocasse o próprio corpo. Ela se estimulou de leve, sentindo uma umidade abundante com certa surpresa. Nunca conseguira ficar assim. Não sozinha, pelo menos. Ele se ergueu, pondo-se de joelhos e sentando-se sobre as pernas, desentrelaçou as femininas de seu corpo, descansando as coxas em cada lado de seu quadril. A Haruno quis cobrir o rosto envergonhada ao perceber o nível absurdo de exposição. Cobriu seu sexo com os dedos úmidos e levantou os olhos para fitá-lo.

— Não quer tentar mais uma vez? — disse o ninja copiador acariciando a coxa esquerda da rosada com calma.

Sakura quis objetar, dizer que ele poderia tentar dessa vez, mas não encontrou voz para proferir tais perversões. Então escorregou os dedos pelo corpo lentamente, sentindo-se mais sensível que nunca. Um leve roçar dos seus dedos foi suficiente para enviar um choque prazeroso por todo seu corpo, repetiu o gesto. Contorceu-se. Apertou a mão com mais intensidade, para cima e para baixo, ofegando cada vez mais rápido.

Ah! ela gemeu quando algo lá embaixo a fez se retorcer forte.

Kakashi puxou suas pernas cima e as mãos dele a seguraram pelas nádegas, depois fecharam-se na base das costas. Os braços fortes sustentaram o corpo da garota, erguendo-o da cama quase completamente, exceto pelos ombros ainda deitados no colchão. O rosto delicado estava franzido de surpresa e agonia. Ela quase atingira o ápice por conta própria. Ele não podia permitir.

A feminilidade encharcada e cor-de-rosa estava tão próxima de seu rosto nessa posição que não resistiu em passar a língua, da entrada apertada até o início do sexo. As pernas que ladeavam seu rosto se moveram bruscamente quando o fez. Tornou a lambê-la. Dessa vez mais lento, apertando a língua para que afundasse nela. Sakura choramingou. O shinobi afogou-se no centro estreito, prendendo a pele sensível com os lábios e sugando quando sua ex-aluna ondulou o quadril contra sua boca de maneira entregue. Suas carícias tomaram uma intensidade mais dura quando as coxas se prensaram contra sua cabeça. Os gemidos foram se tornando mais altos e suplicantes, mas ele se impediu quando ela implorou com a voz chorosa.

— Estou machucando? — perguntou baixando os quadris da rosada para que pudesse ver o rosto retorcido em uma careta ansiosa. Sakura arfou baixinho e negou, os olhos verdes brilhando com lágrimas contidas de prazer.

— Eu preciso de você — implorou ela num fio de voz, pra acabar com qualquer linha de raciocínio de Kakashi —… dentro de mim, sensei.

O jounin largou-a na cama de imediato e se afastou. Nunca poderia negar um pedido tão desejoso como aquele. Puxou a camiseta escura de mangas longas, arrancando o tecido pela cabeça quase com raiva. Enrolou-se com os botões da calça, mas abriu à força, baixando-a até os tornozelos e chutando o pano pernas abaixo; desceu a cueca também, para a mortificação da kunoichi. Sem pudores. Ele era um homem, afinal. Não um adolescente cheio de inseguranças. Definitivamente, tinha perícia no que quer que fosse fazer. Sakura estremeceu de temor e ansiedade. Desejou não ser tão inábil naquele assunto, queria agradá-lo tanto quanto ele fazia a ela. Se conseguisse fazê-lo sentir metade do que sentiu, já se sentiria bem.

— Deite-se — instruiu ele ao subir de volta para a cama, empurrando-a cuidadosamente para os travesseiros.

Sakura manteve o corpo firme e pôs as mãos sobre os ombros largos e tensos. Kakashi sentou-se lentamente, o membro rígido roçando um pouco abaixo do próprio umbigo. A rosada reprimiu um gemido assustado. Céus! Ele é muito maior que… não, não devo pensar nele justamente agora. Separou as pernas para se sentar sobre as coxas nuas de seu professor e ouviu um gemido baixo quando ela aterrissou o corpo sobre ele.

— Quer ficar por cima? — indagou ele com um quê surpreso.

Sakura ficou roxa, mas suspirou assentindo, podia fazer isso. Surpreendê-lo. Seu sensei ergueu uma das sobrancelhas cinzentas, mas não discutiu, puxou-a pela cintura para que se aproximasse mais. Ela tremeu.

E se doer? Certamente não era virgem, mas… Mordeu os lábios quando o shinobi pegou o pênis e deslizou-o entre seu sexo. Arquejou com a onda de calor que a engolfou. Apoiou a mão nas coxas dele atrás de si, mas não precisou se abaixar, pois Kakashi impulsionou os quadris para cima, enterrando o membro rígido todo de uma vez.

Kuso praguejou ela. Ele abrigou-se todo dentro dela tão rapidamente que ela quase se arrependeu de estar sobre ao invés de abaixo dele. No entanto, a invasão causava uma pressão ardente, não dolorida.

Kakashi puxou-a para si uma vez com força, espalmando a mão pelas costas suadas da kunoichi trêmula e beijando bem abaixo dos seios. Sakura gemeu ao ondular a cintura contra o colo dele. O ninja empurrou-a contra o próprio corpo e ela moveu-se junto.

Shannaroo, impossível acreditar… Eu realmente estou tendo sexo com meu sensei.

O ninja copiador agarrou as nádegas redondas e bateu-a repetidamente contra seu membro que era apertado pela feminilidade quente de sua aluna. Minha aluna, por Kami. Aquele pensamento deveria fazê-lo sentir vergonha da situação que estava, devia fazê-lo se sentir culpado… No entanto, a ideia o excitava de maneira sem igual. Ensiná-la a ser uma boa kunoichi fora maravilhoso, mas transformá-la em uma amante experiente… Essa perspectiva lhe causava uma ansiedade quase compulsiva.

Sakura apoiou a mão em seu ombro por um instante e logo segurou o rosto de seu professor, acariciando o maxilar bem desenhado com o polegar e apertando-o contra seu corpo enquanto as investidas se tornavam mais duras. Ela ondeou a cintura enquanto abrigava e enjeitava o membro rígido, fazendo o ninja mais experiente estremecer abaixo de si. Céus, isso é muito bom. A kunoichi continuou circulando o corpo enquanto movia-se mais intensamente contra Kakashi, estimulando a própria intimidade no processo, deixando-o desnorteado e arfante. Sakura gemeu mais alto quando o ninja do Sharingan segurou sua cintura com as duas mãos firmes e puxou-a contra si, quase rude, mas deixando-a embebecida com a sensação devastadora que lhe causou. Seu baixo ventre se contraiu, mas ele a empurrou para o colchão e colocou-se por cima.

— Abra essas pernas — ordenou ele com a voz rouca.

Sakura o segurou pela nuca e obedeceu prontamente. A testa dele colou na sua, ela podia sentir o calor pulsante que emanava do corpo de seu professor. Não reprimiu um gemido quando ele a penetrou novamente, mais lento que antes, contudo retomou o ritmo forte e implacável, fazendo a médica-nin respirar pesadamente, interrompendo-se com os impulsos potentes do quadril masculino. Ergueu os olhos para os dele com dificuldade de mantê-los abertos. A boca arfante do Hatake pareceu próxima demais para ficar livre, então ela ergueu o queixo e tocou-a com a sua, gemendo quando ele empurrou mais fundo dentro de seu corpo; ela arranhou o pescoço suado e recebeu uma mordida em resposta; sentiu os caninos afiados se cravando em sua pele.

Cerrou os dentes quando a sensação intensa se retomou. Ardendo em seu sexo e reverberando pelo corpo inteiro. Havia sentido apenas um prenúncio, próxima à barreira, mas nunca chegara a ultrapassá-la. Kakashi, no entanto, conseguiria fazê-la atingir o ápice, tinha certeza disso, pois o corpo dele se tornou mais urgente dentro do seu. Como se ele soubesse que ela estava perto. De fato, ele sabia.

Os braços fortes que descansavam ao lado do rosto da garota a cercaram mais, um desceu até as costas, arranhando; correu até a coxa trêmula e a segurou contra o próprio quadril. Ele sentiu seu membro indo fundo na cavidade estreita, e um aperto mais feroz seguido de vários súbitos foi sua deixa para que esfregasse o corpo contra o sexo dela, fazendo-a soltar um guincho surpreso, fazendo-a tremer com o orgasmo. Inspirando, ele se permitiu transbordar dentro dela.

Kakashi notou, antes de perder a força do próprio corpo, os olhos verdes se revirarem antes de se fecharem com força, um grito suave escapando os lábios vermelhos por suas mordidas enquanto as costas da rosada se arquearam e estremeceram; as unhas se enterraram em sua lombar. Em outro momento aquilo seria doloroso, mas o Hatake gemeu e afundou o rosto no pescoço feminino apreciando a força que ela aplicou com as pernas ao abraçá-lo, envolvendo sua cintura e fazendo-o se afundar mais dentro dela.

Sakura tremeu enquanto um fogo engolfou-a completamente, deixando sua visão escura e fazendo seu corpo convulsionar; ela gemeu quando mais uma onda a arrebatou. Forte, intensa e muito quente. Seu corpo ficou rígido, não conseguia pensar com clareza; sua mente só lhe gritava para que se mantivesse respirando.

Seus músculos cederam quando as pulsações diminuíram, lânguidos quando perdeu as forças, ela mal conseguiu destrançar as pernas do corpo do shinobi. Mal sentia as pernas.

— E-então isso… é… um orgasmo — sussurrou mais pra si mesma com um suspiro cansado. Notou que sua voz estava trêmula e falha.

Kakashi não conseguiu responder, pois precisava da boca pra recolher o ar que seu nariz não conseguia inspirar completamente. Rolou o corpo para o lado, mas não a soltou. Deixou que o corpo continuasse colado ao seu. Pegou o rosto quente entre as mãos e a beijou sem consentimento. Beijou-a com força, persistente, até que ela reclamasse com um gemido baixo e apertasse seus cabelos. Soltou a boca hesitante e deixou os rostos próximos. Nunca sentira sensação tão forte em todo esse tempo. Talvez Kakashi tivesse mais a aprender com Sakura que o contrário.

— Sakura? — indagou depois que suas respirações se normalizaram.

— Sim, sensei?

— Acredito que seja necessário um exercício de fixação para que essa aula não seja esquecida tão facilmente — murmurou serenamente para a rosada colada a si.

Uma risada meio rouca meio cansada escapou dos lábios avermelhados e o shinobi de cabelos de cabelos prateados ergueu uma sobrancelha. Não estava brincando. Seus dedos pressionaram mais a base das costas pequenas, mas ela ergueu o rosto para ele com uma expressão provocante. A mão pequena correu pelo abdome de Kakashi e desceu mais; o shinobi se sobressaltou com o toque quente em seu membro novamente rijo e soltou um rosnado involuntário.

— Vamos ter um exame... ou algo assim? — inquiriu ela, mordendo o lábio.

O professor balançou a cabeça, desacreditado e fascinado com sua ex-aluna. Enrolou a mão nos cabelos sedosos e puxou-a para trás, um grunhido agudo saiu da boca rosada quando ele arranhou os dentes na garganta exposta. Sakura arfou e agitou os dedos sobre o corpo másculo como vingança.

— Sim — concordou Kakashi, sentindo seu controle se esvair com aqueles movimentos. Então, resignado, conteve aqueles dedos tímidos e pervertidos. — Mas antes disso...

— O que? — ela instigou confusa.

Kakashi enlaçou os dedos nos cabelos sedosos e a apertou contra a cama, pondo-se por cima.

— Teste surpresa.

Notas finais
Editada. PIREM MUITO COM ESSA FANART DOS DEUSES, OOOOOR! Então, curtiram? EU AMEI ESSE CAPÍTULO. Fico que nem panaca relendo e suspirando desde que o escrevi. HAUAHUHA, sim, gamei no que escrevi. Acontece às vezes! Ah, certo. Como eu disse, cá está a sinopse da nova fanfic. Eu já postei ela no site inúmeras vezes (em diversas categorias), então não se surpreendam se já toparam com ela por aí. Well... [Sinopse] Sakura Haruno é uma mulher independente. Trabalha em uma ótima empresa, tem um cargo desejado por muitos e um salário invejável que lhe proporciona uma vida estável, viagens, divertidos momentos com amigos e família, relacionamentos casuais… Ah, uma vida sob seu total controle. E ela estava cansada disso. Uma amiga lhe propõe aproveitar as férias em um resort… peculiar. E então Sakura descobre o Konoha Club. Um lugar exclusivo para aqueles que praticam o que ela deseja tanto experimentar: O Sadomasoquismo. Mais especificamente, submissão. O que ela nunca esperava era ver Sasuke Uchiha, o gerente financeiro da companhia de investimentos onde ela trabalha, transitando naquele salão com tanta propriedade de si. Isso destruiria todos os seus planos… certo? Sasuke fora encantado por Sakura desde o primeiro momento em que a viu. Os cabelos absurdamente cor-de-rosa lhe causou estranheza, o rosto docemente arrogante lhe fascinava, o corpo provocante sempre coberto por ternos caros o deixava louco. E a personalidade dominante e obstinada dela o irritava de maneiras incalculáveis. Talvez fosse aquilo que o fazia desejá-la com tanto ardor. E quando o Uchiha descobre que a doce Haruno está planejando um fim de semana no seu resort favorito, ele se assegura de fazer sua reserva o mais rápido possível. Para finalmente torná-la sua escrava. [Fim da sinopse] EU AVISEI QUE ERA SAFADEZA! AHAHUAHUHA, e aí, leriam? O número de reviews caiu, mas tenho esperanças que vocês apareçam aqui. Please, tá no fim, apresentem-se enquanto há tempo. Nota longuíssima, mas ok. Amo vocês, Beijas, seus lindos!