Sakura Harem

9 InoHinaSaku — Experiência


Notas iniciais
Eu estou mega feliz com esse meu surto de inspiração. E até o número de leitores aumentou. YEY, 73 pessoinhas (~^--^)~ Digam oi, pessoinhas! Olha, essa é a primeira vez que escrevo um yuri. Essa é a primeira vez que tento uma comédia. Então, onegai, sejam bonzinhos e me digam o que acham, viu? Se eu dei uma mancada feia, me avisem pra eu tentar fazer melhor. E bom... Eu achei quente! E espero que vocês deem uma chance, tá divertido! *se joga* Boa leitura!

— Eeeeh, isso é muito bom! — A loira disse languidamente ao levar os braços para trás do pescoço. Puxou a longa franja do rosto e jogou o cabelo pesado de água para as costas.

A névoa quente envolvia o corpo nu das garotas que estavam sentadas na grande piscina morna. O ryokan estava muito silencioso, o som do shinobue ressoava pelo ressinto, fazendo com que não só os corpos das clientes relaxassem, mas a mente também.

— Ne, eu não venho aqui há algum tempo… — A morena se ajeitou timidamente, os braços cruzados sobre os seios, como sempre fazia. O cabelo negro e longo grudou-se no rosto corado, mas ela não tirou a mão do lugar para ajeitá-los. Ela se encolheu no lugar e suspirou.

— Eu me sinto muito nostálgica! — a rosada suspirou alegre, afundando-se no calor agradável. Moveu as pernas longas causando pequenas ondas e marolas na água morna. — É tão bom poder tirar um tempo para relaxar. Há quanto tempo não fazemos isso juntas?

— Fale por você, testuda! — Ino disse sem abrir os olhos. — Você vive naquele hospital. E quando não está lá é só Sasuke-kun pra lá, Sasuke-kun pra cá! — Ela escorregou para o lado rapidamente por conta da água e encostou os ombros nos de Hinata. A antiga Hyuuga deu um salto assustado e arregalou os olhos de lua para a loira que passou o braço sobre o pescoço da morena e abraçou-a amigável. — Eu e a Hina-chan estamos sempre vindo aqui, não é mesmo, Hina-chan?

— E-eu só vim aqui u-uma vez com você... — Hinata fechou a boca envergonhada quando Ino fez um sinal colérico para que ela se calasse. Sakura gargalhou e Ino olhou-a de maneira ameaçadora. Voltou-se para morena, meio chateada.

— Depois desse tempo todo você ainda continua com essa timidez?!

— Tsk, não grite com a Hinata, porca. — A médica repreendeu a amiga segurando a risada. — Ela é uma mulher casada agora e tem afazeres, diferente de você.

— Por falar em casamento… Você não vai usar um vestido branco no seu, vai, testuda? — Ino indagou maliciosamente para o terror de Sakura. — Acho que seria uma grande hipocrisia se levarmos em conta que você e Sasuke já fazem tudo que um marido e mulher devem fazer. — Os rostos da médica e da morena se tornaram vermelhos, mas a loira ignorou e continuou a tagarelar: — Digo, acho que tem coisas que vocês fazem que nem os casados fazem ainda, haa! — ela riu e balançou o braço que envolvia o ombro da Uzumaki. — Hinata, diga pra mim como você e Naruto são entre quatro paredes, sim? Tenho certeza que não ganham do Sasuke e da Sakura no quesito perversão!

K-kami! — Hinata exclamou o levou a mão ao rosto nervosamente. Sakura quis brigar com a amiga, mas segurou uma risada entre os lábios. Então apenas aproximou-se das garotas e jogou uma onda de água em cheio na face da loira.

— Hinata é uma pessoa pura, baka! — resmungou de modo teatral enquanto Ino cuspia a água e retirava o líquido dos olhos com a ponta dos dedos. — Não faça perguntas tão indiscretas!

— Ora, o que há! — exclamou a garota e soltou um muxoxo. — Hinata é nossa amiga e eu quero ouvir um pouco mais da vida dela, que há de mal nisso?

— Você é a verdadeira pervertida aqui. — Sakura acusou e quase se sufocou com o tanto de água que foi jogado em seu rosto surpreso. Fechou os olhos verdes, resmungando entre as tosses.

— Eu sou sincera, isso sim! — ela recitou batendo o indicador contra o peito. Os olhos verde-claros desceram para a morena que a olhava envergonhada e depois voltaram para a kunoichi rosada com um sorriso largo: — E Sai nunca reclamou de minhas perversões.

— Céus… — Hinata disse baixinho e cruzou os braços contra os seios grandes. Sakura sentou-se ao lado da morena e suspirou.

— Vamos, vamos, vamos, Hinata — insistiu Ino puxando-a por um braço. — Nós somos adultas maduras, podemos dividir essas coisas! Conte-me seus mais sórdidos segredos.

— Por que você não começa falando o que você e aquele branquelo esquisito fazem, hm? — Sakura sugeriu para o alívio de Hinata.

— Não fale assim do meu artista! — Ino desceu o punho na cabeça de Sakura com certa força, mas a rosada segurou a mão dela antes que a atingisse. — E tudo que eu faço você sabe, não tem sentido eu contar!

Eu sei, mas ela não. — a rosada apontou para Hinata que ficava mais corada a cada segundo, mas podia ver o brilho curioso no fundo dos olhos translúcidos dela. Talvez ela também fosse uma pervertida como Ino, mas não assumida.

— Oh! — exclamou a Yamanaka e pôs o indicador sobre o lábio inferior. Pareceu pensar por um pequeno minuto antes de dar um sorriso e assentir. — Sim, parece justo — concordou —, mas você também vai falar!

— Eu? — a voz da médica saiu aguda. Ela olhou para a porta fechada lembrando-se de que não estavam em local particular e fungou resignada baixando o tom: — Tudo bem, mas vamos falar baixo, certo?

— Sim, sim, sim! — Ino bateu palmas e aproximou-se mais das amigas. Os olhos verdes brilharam de excitação quando ela ergueu um dedo em sinal de espera para as duas garotas ansiosas à sua frente. — Hm, bem… Por onde começo? Ah, a posição. Sai gosta de ficar por cima. Ele é muito dominante e raramente me deixa ficar no comando na hora do sexo, isso porque ele leu Táticas Icha Icha e é claro que aquela coisa pervertida e machista dizia que o homem tem papel dominante no sexo, quer dizer, não que eu não gosto, eu adoro isso, na verdade, mas...

Sakura ouviu um ruído baixo escapando da garganta da morena ao seu lado. Segurou uma gargalhada ruidosa e fingiu prestar atenção em Ino. A médica sabia tudo sobre a vida sexual da amiga, não que fosse curiosa, mas Ino a obrigava a ouvir de qualquer maneira. Foi difícil ter que contar — também à força — sobre a seu relacionamento com Sasuke, mas Ino conseguia ser muito, muito persuasiva quando queria. Por isso suspirou com piedade da pobre Uzumaki Hinata. Definitivamente seria um dia com muito rubor nas bochechas da morena.

—… e o beijo dele é tããão quente! — continuou ela para o terror de Hinata, que já estava quase roxa de vergonha. — Todos os beijos. Não imagina como é quando ele me toca com a língua… ! Claro, você deve saber mais ou menos… O Naruto com certeza já-

— Sem especulações! — cortou Sakura e Hinata inspirou aliviada.

A loira continuou falando, soltando gritinhos animados a todo o momento. Sakura suspirava enquanto Ino contava pela enésima vez — pelo menos pra médica — sobre o dia que ela e Sai ficaram o dia inteiro na cama… e no sofá… e no chuveiro e na cama de novo. A esposa do Uzumaki ouvia tudo, atenta, mesmo que ainda ruborizada, parecia estar interessada. Principalmente quando Ino explicava em detalhes uma posição ou carícia, como uma professora experiente.

— Tudo bem, eu já terminei. — Ino disse cruzando os braços e olhando má intencionada para a rosada. — Sua vez, Sakura.

— Ah… Hmm… — Sakura hesitou olhando para os lados. Ino mantinha as mãos sob o queixo com um sorriso sem-vergonha estampado no rosto. Hinata a olhava mais curiosa que envergonhada agora, os braços não estavam mais cruzados sobre os seios, mas ela roía a unha em expectativa. Sakura achou que ela parecia um pouquinho mais relaxada que antes. Kami! Como poderia dizer algo indecente com aqueles pares de olhos a sondando? — E-eu e o Sasuke-kun somos bem normais nesse assunto… Nós não-

— AH! — Ino gritou e apontou pra ela — Mentirosa! Testuda mentirosa e pervertida, seja sincera e conte as safadezas que você faz!

— Pelos deuses, porca, fale baixo! — disse enervada e Hinata concordou com um acenar rápido de cabeça. Ino torceu os lábios e resmungou ainda alterada, mas um tom mais baixo:

— Então diga, senão eu vou dizer!

— Tudo bem, tudo bem! — Sakura replicou tentando acalmar os ânimos da loira. A rosada pigarreou antes de começar a falar. Tentou ignorar os olhares: — Bem… Eu e o Sasuke… Nós somos muito… Bom, ele gosta…

Tch! Cala essa boca, eu vou contar! — Ino disse ao cobrir os lábios da amiga descarada. Sakura arregalou os olhos verdes pra Ino e moveu o rosto sentindo o calor tomar conta do seu rosto. — Deixe eu te explicar, Hinata, o quão pervertida é Haruno Sakura. — A rosada quis morrer quando ouviu uma risada nervosa escapar dos lábios da morena. Kuso, Hinata rindo dela! — Eh, a Sakura que manda no Sasuke na cama, acredita? Eu quase não pude acreditar quando ela contou… Aquele cara… tão sério… um ex-nukenin e um Uchiha, submisso? Eu custei a acreditar, mas a testuda é minha amiga e sei que ela não mente sobre essas coisas. E eu sempre suspeitei das garotas quietas. — Ino deu uma piscadela cheia de intenções para Hinata, que baixou os olhos perolados. A loira continuou com uma risada: — A testuda não deixa o pobre Uchiha sequer ficar por cima dela! Se bem que sem o braço seria complicado, né, Sakura-chan? — a rosada não respondeu, pois seus lábios pareciam grudados um ao outro, tamanha era sua vergonha. A Yamanaka continuou: — Essa pervertida também me contou que eles já fizeram em local público, no hospital! Isso é tão louco! — ela exclamou desacreditada. A Uzumaki concordou num mínimo movimento. — E isso não é o pior. Quer saber de algo realmente pervertido sobre eles? — A morena assentiu curiosíssima. — Sasuke gosta que a Sakura use lingeries de couro e que bata nele com um chicote. Ele gosta de ser preso… Digo, algemado!

— O-oh! — Hinata exclamou e cobriu os lábios.

Sim! — concordou Ino eufórica — Kami, isso é tão pervertido, até pra mim! — riu ruidosamente. — Ne, Sakura! Você não se envergonha dessas coisas?

— Eu não tenho culpa de você fica contando a todos o que era pra ser segredo!

— N-não vou contar a ninguém… — Hinata disse parecendo triste e Sakura se arrependeu. Não queria ser rude com a Hinata, mas a morena não era a única a se envergonhar ali. A rosada sabia que seu rosto estava dois tons mais escuros que seu cabelo. Ino era a pior das amigas!

— É claro que não vai contar — Ino disse revirando os olhos. — Até porque vamos saber sobre suas perversões também. Vamos, sua vez, nos conte!

Sakura descruzou os braços e esqueceu-se da raiva rapidamente. Não era tão enxerida quanto Ino, mas não podia negar a curiosidade crescente que só aumentava dentro de si. Era difícil imaginar Hinata e Naruto… hã… É, era bem difícil e constrangedor de se imaginar. Não queria pensar no melhor amigo daquela maneira, principalmente porque sabia bem o quanto ele era pervertido. Tsk! Tendo um padrinho como o que ele teve, era fácil imaginar o porquê.

— Isso é muito constrangedor! — reclamou a antiga Hyuuga e negou com a cabeça.

— Ora, vamos — disse Sakura com um olhar amigável — Acabou de ouvir coisas nossas vidas. Não precisa se envergonhar. Ninguém vai julgar você.

— Verdade, nós só estamos compartilhando experiências. — Ino emendou.

Hinata respirou fundo como se estivesse reunindo coragem e soltou o ar devagar.

— E-eu… e o Naruto-kun somos muito convencionais.

— Eeeh — Ino e Sakura reclamaram em conjunto.

— É a verdade… — a morena insistiu frustrada.

— Ora, não é possível. Vocês não fazem nada de inovador? Nunca tentaram uma posição diferente do papai-e-mamãe?

— Já, mas…

— Não têm preliminares antes do sexo? — Sakura questionou.

— Têm, só que…

— E oral? Ele faz em você? — Ino perguntou sem rodeios e Hinata assentiu de olhos fechados. — Como você costuma fazer nele?

— E-eu nunca fiz isso.

O QUE?! — As vozes da loira e da rosada ecoaram juntas mais uma vez. Hinata arregalou os olhos assustada para as duas mulheres embasbacadas.

— Eu nunca… Não saberia como…

— Kami, pobre Naruto! — Ino disse entre um riso abafado e Sakura lançou um cotovelo contra a costela da loira. — Aaaai! Por que fez isso?

— Você está piorando a situação, não vê? — disse num cochicho e olhou pra Hinata que parecia culpada. — Não se preocupe, Hinata. Isso não é nenhum crime. Se ele não gosta… — Sakura realmente não queria pensar no amigo daquela maneira. Hinata interrompeu seus devaneios ao murmurar:

— Ele gosta… Quero dizer, acho que gosta.

— Ele já pediu? — Ino indagou mais suave.

— A-acho que sim… Não explicitamente, mas ele já deu a entender-

— Que queria uma boa chupada.

— Ino! — Sakura esbravejou. Seu rosto ganhou mais cor, Hinata ficou um pouco pálida depois dessa.

— O que é? Eu tenho certeza que ele amaria isso! Olha pra ela, testuda! Hinata é uma beldade e com esse par de seios, ah, se eu fosse o Naruto, com certeza me enfiaria no meio desses peitos com o-

— Cala essa boca, cala! — Sakura afundou a cabeça da loira na água. — Ne, não ouça essa mulher pervertida, Hinata. Ela costuma falar demais. Não tem problema nenhum se você não quer.

— Mas eu quero — gaguejou a esposa do Naruto, o rosto se colorindo de rosa. Ino se ergueu num segundo e com um sorriso convencido.

— Rá! Tome, testuda! — a Yamanaka disse empurrando o nariz da rosada. — Uzumaki Hinata, você não poderia ter escolhido professora melhor!

— Pelos deuses, Ino, nem pense nisso!

— Eu vou te ensinar tudo sobre a magia do sexo oral!

— Hmmm, com licença. — As mulheres se viraram abruptamente para a voz trêmula que ecoou pelo aposento. Sakura gaguejou mortificada, Hinata sequer respirava, Ino apenas cobriu a boca escondendo um sorriso nervoso. A senhora tinha as faces mais vermelhas que pimentões emendou de modo encabulado: — Honoráveis clientes, o quarto de vocês já está pronto.

A porta de madeira se fechou devagar e a loira dobrou-se de rir. Sakura pôs a mão sobre o rosto apreensiva e Hinata ainda olhava fixamente para a porta, como se estivesse em transe.

— Estúpida, estúpida, eu disse pra falar baixo! — a rosada resmungou se levantando da água e envolvendo uma toalha ao redor do corpo. As mulheres a imitavam, ajudando uma a outra a sair da terma.

— Foi um deslize, desculpe. — Ino sussurrou e Hinata parecia muito nervosa pra dizer qualquer coisa. — Ei, não vá muito afrente, Hinata querida! A aula ainda está de pé!

Sakura rosnou baixinho enquanto caminhavam com pressa para se vestir.

Provavelmente batera o recorde de corar em um só dia. Hinata já parecia ser vermelha naturalmente, mas a leve escuridão do quarto parecia amenizar o rubor delas. Ino era a única que mantinha uma expressão impassível no rosto e um sorriso ansioso. As mulheres se sentaram no chão, num círculo bem pequeno. Os joelhos flexionados em posição de lótus se tocavam. A morena mantinha uma mão cobrindo os lábios, Ino estava de braços cruzados e com uma carranca no rosto enquanto Sakura segurava… Aquela… Aquela coisa, sentindo o rosto pelar.

— O que você tinha em mente pra trazer isso pra cá, hein?

— Estamos voltando de uma missão de duas semanas. Duas! — enfatizou a loira erguendo o indicador e o dedo médio. — Como você acha que eu fico quatorze dias sem nenhum agrado?

— Ugh! — gemeu Sakura e atirou o consolo em direção a Ino, tentando não corar ao ver aquilo dando pequenos saltinhos sobre o chão até parar. — Você é nojenta, Ino! No-jen-ta!

— Humpf, está limpo! — Ela deu de ombros e pegou o objeto que caíra próximo às pernas de Hinata. Os olhos claros observavam o brinquedo sexual com uma cômica surpresa. — E muito bem desinfetado, está bem? E não é como se eu tivesse alguma doença, idiota. E agora pare de agir como se fosse uma santa, pois você é tudo, menos santa! Não acha, Hinata?

— Hmm… Eu acho que talvez não seja uma-

— Ah, por Kami, não ouse concordar com a testuda. Apenas use os olhos e aprenda. — Ino riu e segurou o brinquedo entre os dedos. Ela pigarreou e tirou o cabelo quase seco do rosto. Estava tão longo que se arrastava no chão como uma cortina de seda dourada. — Primeiro: Não o aperte tanto, ok? Lembre-se que somos kunoichis e as vezes podemos usar uma força indevida. O pênis é um órgão sensível e precisa ser segurado com carinho… — ela moveu os dedos sobre a borracha lilás com leveza, mas a mão segurava firme o objeto. — Ne, mas também não aja como se tocasse cristal, é preciso pressionar... Assim, entendeu?

— Hai… — Hinata murmurou com os olhos brilhando de curiosidade e admiração.

Sakura pôs a mão no rosto desgostosa. Por que essa mulher estava interessada naquilo? Sinceramente achava que Ino sofreria uma forte repreensão da morena, mas lá estavam elas fazendo aquela loucura pervertida.

— Então você passa a língua devagar pela ponta, bem assim… — a boca da loira se abriu, os olhos verdes fixos nos da Hinata. Ela lambeu devagar o… o… aquela coisa. E passou a língua pela extensão, devagar. — Deixe a língua percorrer cada centímetro, pressione bem, deslize bem na glande. Ele vai enlouquecer! — ela mordeu o lábio inferior e ergueu as sobrancelhas pra Sakura que a olhava um tanto constrangida.

— Eu… eu não preciso pôr na boca... tudo? — A Uzumaki indagou.

Sakura deu um suspiro de compaixão e Ino revirou os olhos. Como era possível a morena ser tão inocente mesmo depois de meses casada com um projeto de Jiraya? Aquilo nem fazia sentido.

— Mas é claro! Essa é a melhor parte — Ino exclamou erguendo as mãos e o consolo bateu na bochecha de Sakura. — Opa, gomene, testuda. — ela disse fingindo inocência. Sakura passou os dedos pela umidade que ficara em suas bochechas e soltou um ruído enojado. Prendeu a língua entre os dentes para não xingar a loira.

— Então mostre — Hinata disse sem tremular a voz. A cada minuto ela ficava mais relaxada para saciar sua curiosidade. Ela queria muito fazer seu marido sentir prazer, mas nunca tivera coragem de tocá-lo daquela maneira. E se o machucasse? E se fizesse tudo errado e ele risse dela? Oh, era constrangedor só de imaginar. Hinata afugentou os pensamentos e focou os olhos nos movimentos lentos que Yamanaka Ino fazia com a boca.

— Você vai separar a boca devagar, então passe os dentes lentament-

— Que? Não, porca, tá louca? — Sakura indagou, indignada. — Hinata, não use os dentes, nunca. Cubra os superiores com o lábio e os inferiores com a língua, então—

— Pode usar os dentes se souber o que está fazendo — Ino protestou.

— Nenhum homem gosta disso.

— Ah, é? Bom, Sai adora!

— E ele lá conta como homem? Esse cara é muito estranho!

— Bem, não é o meu noivo que gosta de usar coleira e levar tapa na cara! Isso é um homem na sua opinião, Hinata?

A Uzumaki encarou estupefata as duas mulheres batalhando verbalmente com as vozes alteradas. Os olhos claros indo e voltando a cada rebate até a última pergunta voltada a si. Elas pareciam prestes a se atracar de verdade quando, mas a morena se precipitou e, sem responder Ino, puxou timidamente o brinquedo das mãos dela.

— Eu vou tentar — disse. As duas pararam de brigar de imediato.

— Uh, é isso mesmo, garota. Mostre o que aprendeu! — Ino disse abraçando Sakura, como se a discussão não tivesse acontecido. A rosada olhou-a de soslaio desconfiada, mas logo voltou a atenção para a antiga Hyuuga.

A morena segurou o objeto hesitante, as mãos não pareciam muito seguras, mas ela firmou os dedos devagar. Imitou os movimentos que Ino fizera, só que mais devagar. Sakura sentiu um leve calor se alojar em seu estômago que nada tinha a ver com vergonha. Ficou desconsertada, mas não conseguiu desviar os olhos. A língua de Hinata se projetou para fora da boca, deslizando pela borracha devagar, descendo até a metade do consolo. Ela fechou os olhos devagar voltando até a extremidade incrivelmente similar a um pênis de verdade. A boca rosada da Uzumaki se fechou sobre a glande e — para o convencimento de Sakura — ela cobriu os dentes com os lábios e enfiou devagar o objeto na boca, só um pequeno pedaço, e depois voltou.

Hinata ergueu os olhos devagar e olhou ansiosa para as duas garotas que olhavam absortas para a morena.

— A-assim? — perguntou ela com um sorriso muito hesitante ameaçando aparecer. Ela estava insegura do que fazia.

— Kami, isso foi muito excitante! — Ino esbravejou com uma risada, dando um tapa na lateral de sua coxa. — A Sakura tá babando até agora, vê? — a noiva do Uchiha endireitou-se no seu lugar e olhou ameaçadoramente para a loira, mas ela a ignorava. — Acho que o Naruto vai surtar! O que você acha, testa?

— Hm… É verdade, Hinata, você tem potencial. — murmurou sentindo aquele calor familiar umedecer partes que devia manter muito bem sossegadas até que encontrasse seu noivo. Kuso, isso era tudo culpa da Ino e de suas perversões. Sakura começava a ver coisas!

— Use os seios e Naruto será o marido mais feliz do mundo, ouviu bem?

— Meus… seios? — Hinata indagou avermelhando-se. Oh, ela fazia um oral quase impecável na frente das duas e agora corava só porque Ino falara de peitos? Francamente…

— É — Ino assentiu e se aproximou da garota. Tomou o vibrador das mãos da morena e levantou o pequeno baby-doll que ela usava. Os seios fartos de Hinata ficaram a mostra, Ino pôs o objeto entre os seios dela e levou as mãos de Hinata até lá, para que ela mesma segurasse seu brinquedo. — Bem assim, agora segure os seios e prenda o pênis entre eles.

Santos sejam os deuses! — Sakura cobriu o rosto desesperada.

— Para de ser hipócrita e ajude-a. Olha, a testuda vai segurar o dildo-kun e você move os seios, ok? Não se preocupe, só estamos te ensinando a se divertir.

— Di o que? — Sakura não pode deixar de perguntar. Segurou uma risada involuntária e se aproximou resignada de Hinata.

— Dildo-kun — Ino disse sem se envergonhar e arrastou-se de gatinhas para longe. Observando. — Vamos, vocês duas. Ação, ação!

— E você, o que vai fazer? — Sakura perguntou tentando evitar o tremor por estar tocando a pele macia de Hinata. A morena apenas suspirava baixinho, com o rosto pegando fogo. As mãos dela mal cobriam os seios, os dedos delicados envolveram os mamilos quase tão claros quanto sua pele. Sakura mal pôde distinguir as auréolas da tez, mas não olhou por muito tempo, pois ela os tapou.

— Avaliar — Ino disse com um sorriso. Ela entrelaçou os dedos uns nos outros. — E podem começar!

Hinata pôs-se de joelhos e moveu as mãos devagar, deslizando com dificuldade sobre a borracha seca. A pele alva dos seios roçou nos dedos apertados de Sakura respirou fundo. Droga, droga, mil drogas. Aquilo era muito errado.

— Está difícil… Não escorrega… — Hinata murmurou ao morder os lábios envergonhada.

— Isso não é problema, vai ver que na hora você-

— Não diga bobagens, ela tem que praticar. — Ino disse e aquele olhar malicioso fez Sakura questionar a sanidade da amiga. — Vai, testuda, umedeça os seios da Hinata.

— O que? — arregalou os olhos verdes e o treco escapuliu de suas mãos. — Louca pervertida! Acha que todo mundo é como você e…

— Tudo bem, Sakura-san… — Hinata tranquilizou-a para a grande surpresa de Sakura. A Haruno virou-se para olhar para a esposa do Uzumaki e deu de cara com os seios nus da morena, bem ao alcance dos seus olhos. — E-eu quero isso.

O coração de Sakura palpitou. Não, por Kami e por todos os deuses, não. Ela não queria acreditar que aquilo estava acontecendo. Ino olhou-a com uma expressão convencida e Hinata a observava do alto com expectativa. A rosada segurou a cintura cheia da morena, questionando se Sasuke consideraria isso traição. Céus, no que ela estava pensando?

— Oh! — Hinata exclamou quando a boca de Sakura tocou o meio de seus seios. O rosto da kunoichi afundou-se e a língua tratou de banhar a pele macia da morena. Os dedos da Uzumaki se afundaram nos cabelos sedosos da noiva do Uchiha que começara a subir a boca lentamente, arrastando-se para a ponta do seio e sugando um mamilo delicado. — S-sakura-san, o-o que…?!

Kuso, testuda! — Ino disse ao se aproximar. — Era pra você lamber o vibrador e não a Hinata!

Sakura parou a boca de imediato, os olhos verdes se arregalando de desespero. Merda, merda, o que tinha feito! Os olhos de Hinata estavam sobre si, mas ela não parecia assustada. Uma leve careta desfigurava o rosto rubro, uma careta de prazer. A médica se afastou devagar, libertando a pele macia dos lábios.

— Por que você não disse isso antes? — perguntou raivosa para Ino que a olhava num misto de presunção e graça.

— Por que eu não fazia ideia que você ia cair de boca nos peitos da Hinata! Kami, e a pervertida sou eu?!

— Meninas…

— Hinata, me desculpe… — Sakura implorou tentando ignorar as piscadelas maliciosas que Ino direcionava para ela. — Eu realmente não imaginei…

— Eu acho que isso é uma boa ideia. — Hinata disse num suspiro só. Ela enrolou o dedo sobre o cabelo escuro, parecendo envergonhada em admitir. Sakura fez uma careta e suspirou derrotada.

— Rá! Eu sabia que ela também era uma pervertida! — Ino exclamou alegre. Puxou a blusa larga pela cabeça e ficou apenas de calcinha. — Vamos, Sakura, tire você também! Ai, isso vai ser tão divertido!

— Mas… você é casada! — Sakura acusou Hinata e olhou pra Ino com pavor. — E você está com a data do casamento marcado!

— Você também está — Hinata sussurrou e Ino fez um sinal de aprovação para ela. Um meio sorriso apareceu nos lábios da morena.

— Não estamos traindo nossos noivos, testuda. Nem Hinata o Naruto. — a loira sussurrou com um sorriso travesso. — Só estamos compartilhando conhecimento. A Hinata necessita de uma aula prática mais precisa para que aprenda verdadeiramente. Nós só estamos ajudando-a, não é?

— Hai… — Hinata assentiu e se sentou. O olhar da morena não desviou da rosada por nenhum momento e Sakura queria muito dizer que conseguira resistir e não tocar os lábios nos dela.

Queria.

Não conseguiu.

A boca da Hinata tinha um gosto tão suave que Sakura não resistiu o desejo de passar a língua pelos lábios macios. A morena gemeu baixinho e segurou-a pelos cabelos. As mãos da médica enrolaram-se nos cabelos negros e acetinados.

— Olha, eu estou aqui, tudo bem?! — Ino reclamou e interceptou as duas. A loira puxou o rosto da rosada e apertou a boca contra ela. A língua ousada da amiga enfiou-se na Haruno, massageando-a avidamente, desvairada e atrevida. Um beijo totalmente Yamanaka Ino.

Sentiu as mãos tímidas de Hinata levantaram sua blusa e deu um gemido alto quando a boca dela alcançou um de seus seios. Sakura descolou os lábios de Ino dos seus e puxou a blusa de algodão, retirando-a. A loira deslizava a boca pelo seu pescoço enquanto Hinata ainda lambia seu mamilo, arrepiando-o.

— Isso… não é certo — reclamou a rosada quando Ino voltou depositando selinhos em seu rosto.

— Sakura, você quer isso mais que nós duas juntas. — Ela riu travessa e puxou Hinata pelos cabelos de leve. A mulher se ergueu, os olhos brancos pareciam mais dilatados que o normal, como se ela não conseguisse controlar totalmente seu Byakugan. Ino beijou a boca de Hinata e puxou Sakura pela nuca, guiando-a até seus seios. A médica arranhou os dentes pelo mamilo cor de caramelo e mordiscou delicadamente antes de sugar.

— Ah, está vendo, testuda? — ela gemeu assim que terminou de beijar Hinata. — Usar os, ah, dentes é excitante…

— Aqui, sim — bufou Sakura e voltou a acaricia-la. Sakura levou os próprios dedos para dentro da calça e suspirou assustada ao notar o nível de umidade em seu íntimo. Kami-sama, se Sasuke-kun soubesse…

— Sakura-san… não seja apressada — Hinata resmungou separando-se de Ino e puxando o braço da médica do short.

— Então deite-se aqui. — Sakura ordenou para a surpresa da morena. — Se estamos fazendo isso pra trocar conhecimento, que façamos direito, certo?

— H-hai — grunhiu a mulher de cabelos negros ao se deitar. A barriga levemente ondulada, os seios fartos e as coxas grossas. Kami, ela era linda. Sakura ajoelhou-se sobre as pernas da morena, separando as próprias coxas, e se abaixou, beijando o ventre arfante. Sentiu as mãos ansiosas de Ino acariciando suas costas. Puxou o short verde que Hinata usava para baixo e beijou o pequeno triangulo que ela tinha entre as pernas.

— Você diz ao Naruto como gosta de ser acariciada, Hinata? — Sakura indagou sentindo a voz mais rouca.

— N-não… Eu só o deixo… Ah, eu deixo que ele faça do jeito dele…

— Tsc, tsc, tsc… Está fazendo errado. — a rosada suspirou deslizando um dedo entre a umidade da morena. Ela estremeceu. — Ele faz isso para te agradar… para o seu prazer… Portanto, mostre a ele como você quer, e onde você quer ser tocada, entendeu?

— Acho que entendo por que o Sasuke gosta de obedecer — Ino comentou divertida. — Isso é realmente muito excitante!

— Por que não faz algo útil e ensina a Hinata a usar aquela coisa?

— O dildo-kun, você diz? — a loira levantou a mão e balançou o seu brinquedinho. Sakura torceu os lábios e assentiu. —... Eu estava pensando em usar em você.

— Não encoste essa coisa em mim — Sakura disse enervada. — O foco é a Hinata. É ela que quer aprender. — A morena mordeu os lábios temerosa, mas não reclamou, nem protestou. Na verdade, ela parecia muito ansiosa, as coxas começaram a se separar por conta própria. — Hinata? — Sakura chamou.

— S-sim?

— Finja que sou Naruto e me diga como gosta. — Assim que terminou de falar, Sakura afundou os lábios na pele macia e quente. A mulher suspirou alto e separou mais as coxas, toda acessível para a médica transitar com a língua por ali. E Sakura aproveitou, afundando a língua, se surpreendendo ao perceber que gostava do calor e da umidade da garota umedecendo seus lábios. Envolveu o clitóris túrgido na boca e sugou devagar, como gostava quando Sasuke fazia em si. Os quadris de Hinata se ergueram subitamente.

— Ooh, é isso! — gemeu ela, os dedos se enrolaram nos cabelos róseos, tentando segurar a cabeça no lugar, mas Sakura desceu para beijar a pequena entrada da morena, apertou a língua contra a cavidade, ganhando um aperto leve. — N-não… Ah, não, isso é tão… M-mais acima…

— Seja clara, Hinata. — Ino murmurou com o rosto próximo ao da Uzumaki. Ela deslizou o vibrador pelos seios grandes da morena e empurrou de leve contra os lábios dela. — O Naruto só vai entender se você disser com clareza o que quer… — ela prendeu um riso — Principalmente porque ele é um cara muito tapa-

— Porca — Sakura disse, irritada, levantando o rosto para olhar para a amiga que se calou. Voltou a lamber a morena mais forte, nunca no ponto mais sensível dela, pois esperava que Hinata pedisse, implorasse por isso. E parecia mais próximo disso acontecer.

— Sakura-san, por favor! — Hinata reclamou em um gemido agudo. A mão dela puxou o cabelo da rosada com força para cima. — Aqui, por favor.

— “Aqui” o que? O que eu tenho que fazer? — indagou a médica deixando seu hálito resvalar pela tez molhada e sensível, afagou o monte vênus com os lábios molhados e deu um beijo rápido no pequeno botão ansioso.

— Mnmn… K-kami, me chupe aqui... — Ela deslizou o dedo sobre o clitóris, aplicando uma breve pressão para aplacar a angústia pela falta de estímulo. — Com força. Por favor! — Hinata disse de olhos fechados e quase gritou quando a rosada a obedeceu prontamente. A boca dela era precisa e tocava no ponto exato que fazia a Uzumaki se retorcer. Um grunhido escapou dos lábios da morena, mas foi abafado porque Ino deslizou o consolo para dentro de sua boca.

— Vocês dois podem se agradar juntos, portanto é bom aprender a fazer isso enquanto é estimulada. — esclareceu Ino com um olhar malicioso de quem praticava muito aquilo. Hinata assentiu e deslizou a boca sobre a borracha lentamente, voltando rápido quando o ar lhe faltava. — Respire pelo nariz e não force até o fundo, deixe isso para quando for mais habilidosa e estiver segura de que vai conseguir fazer sem engasgar. Isso, você está indo bem.

Hinata assentiu, mas não conseguia prestar a devida atenção ao que estava na sua boca. Não quando seu corpo começou a sofrer espasmos violentos, fazendo seu baixo-ventre se contorcer como se tivesse vida própria. O seu grito saiu sufocado, mordeu a borracha quando seu orgasmo a devastou, fazendo-a tremer sobre a boca habilidosa de Sakura que sorria satisfeita consigo mesma.

— Pronto — disse a Haruno com casualidade e se afastou lentamente da morena. — Acho que isso é o suficiente.

— Uma ova! — Ino reclamou e avançou sobre Sakura, segurando-a pelos ombros. — E nós? Não vou dormir até ter o que quero.

— Ino, o objetivo não era ajudar a Hinata? — A médica protestou, mesmo sentindo a ardência insana queimando em seu sexo. Ela desejava mais que tudo que seu noivo estivesse ali agora para aplacar aquele fogo lancinante que a afligia, também poderia se contentar com os próprios dedos até que chegasse à Konoha. Mas encolheu a cabeça contra os ombros quando sua amiga deslizou os dedos por sua nuca, enrolando uma mecha de seus cabelos no indicador.

— Eu… Eu vou ajudá-las! — Hinata exclamou se levantando, as pernas ainda trêmulas por conta do orgasmo.

— Ah, vê? — Ino sussurrou manhosa e deslizou a mão pelos seios da rosada, apertando as pontas eriçadas entre o indicador e médio. — Sakura, isso realmente foi uma ótima ideia!

Sakura não ousou negar. Os dedos de sua amiga percorreram sua barriga e se abrigaram dentro do short de seda que usava. Sakura resfolegou baixinho e abriu as pernas. Ino era ansiosa e meio desajeitada.

— Kami, com calma, Ino! — Sakura resmungou ao segurar o pulso da loira. Ela levou a mão pra baixo e arriou o short até os joelhos. Segurou os dedos de Ino e ditou os movimentos. Devagar, bem devagar, circulando com calma seu ponto sensível e pressionando com firmeza. — Hm. Isso é bom, mas eu quero sua boca.

— Aaah, tudo bem. Eu realmente entendo o Sasuke — ela gemeu entredentes quando desceu a boca para os seios de Sakura, não se demorando, beijando a barriga reta. Puxou o short pernas abaixo e lambeu de leve a parte interna da coxa da médica. — Hinata, faça o mesmo comigo, sim?

— Hai. — A morena beijou os mamilos de Ino, até que a loira pediu para que os sugasse, e ela o fez, primeiro devagar, depois mais forte, pensando em como Naruto fazia com a língua e tentando imitar. A loira soltou um grunhido rouco com a sensação.

A Yamanaka mordeu os lábios por um segundo, mas voltou a apertar a língua na intimidade de Sakura, chupou devagar o pequeno botão rosado, puxando-o com os lábios e empurrando o rosto contra a carne úmida, movendo para cima e para baixo. Sakura estremeceu e arfou acima de si no mesmo momento que Hinata chegou ao seu centro de prazer, beijando tímida onde mais ardia de desejo.

— Céus, continue aí, Hinata!

— Ino, me fode com os dedos! — Sakura ordenou de olhos fechados enquanto massageava os próprios seios. A Haruno quase desfaleceu quando a amiga a obedeceu de pronto, colocando dois dedos dentro dela e impulsionando devagar, separando-os ligeiramente. — Ah, droga, mais rápido!

— ...mais, mais forte… — implorou Ino ondulando o quadril sobre a boca de Hinata.

A morena apertou a boca contra a ardente pele da loira e mordiscou devagar a carne macia. Os gemidos das mulheres quase sincronizados. Sakura enrolou os dedos nos fios loiros e pressionou o rosto de Ino contra ela. A loira repetiu o gesto com Hinata que acariciava com intensidade a Yamanaka com a língua e, ao mesmo tempo, se tocava intimamente, deslizando os dedos com rapidez.

Sakura jogou a cabeça pra trás quando atingiu seu ápice, o corpo em completo caos de fogo e convulsões prazerosas.

— Kami... Sasuke-kun vai me matar.

— É só não contar. — Ino reclamou já em desespero por conta do orgasmo chegando. Gritou, mas cobriu a boca quando Hinata sugou-a uma única vez e forte. Forte o suficiente para fazê-la chegar o céu. Gemeu o nome do noivo por reflexo e as pernas desabaram completamente amolecidas pelo orgasmo devastador.

A morena não estava em situações melhores, ela continuou movendo os dedos sobre o próprio corpo até encontrar seu segundo precipício de prazer, menos intenso que o anterior, mas ainda capaz de fazê-la ver estrelas por trás dos olhos.

— Kami…

— Isso foi…

— Mantenham as bocas fechadas, por favor — Sakura resmungou de olhos fechados, a voz arfante.

As três mulheres permaneceram por um bom tempo jogadas no chão, apenas tentando normalizar as respirações ofegantes e colocar a cabeça de volta no lugar. Hinata foi a primeira a se mover. Vestiu a roupa as pressas, como se se desse conta da completa loucura que haviam feito. Ino se arrastou totalmente pelada para seu futon e enfiou-se nas cobertas. Sakura tentou ajeitar a bagunça que seu cabelo estava, mas desistiu. Correu para o pequeno banheiro e foi tomar um banho. Esperando levar as lembranças perturbadoras para o ralo junto com o suor.




Os portões de Konoha estavam bem próximos agora. Sakura podia ver o amigo acenando animadamente para elas, o sorriso visível até de longe.

— Sakura-chaaaaaaaaan, Hina-chaaaaan, Ino! — ele gritou de longe. Sakura viu Sasuke sentando no muro alto, quase escondido entre as folhagens das grandes árvores. Sai também estava lá, sentado no chão com um caderno de desenhos nas mãos.

As kunoichis avançaram, um sorriso hesitante estampando o rosto delas ao se depararem com seus parceiros. Naruto foi o primeiro a se aproximar. Tomou Hinata nos braços e a abraçou com força, beijando o alto da cabeça da morena. Ela ficou vermelha, pra variar. Ino e Sakura reviraram os olhos.

— Linda, você está de volta — Sai disse com um sorriso que quase parecia autêntico. Sakura se arrepiou de leve. Aquele cara era realmente estranho. Ele se levantou e parou ao lado de Ino. — É bom te ver, Sakura-chan.

— Digo o mesmo... — disse a rosada desconfiada. Afastou-se e caminhou na direção do Uchiha, sentiu leves palpitações ao percebê-lo já no chão. Esperando-a a alguns metros de distância.

— Vocês demoraram — o ex-vingador disse, sério como sempre, quando a médica parou a frente dele.

—... hmm, sim… Houve alguns imprevistos.

— Imprevistos? — reprisou ele com uma sobrancelha erguida. Sakura desviou os olhos dos dele, pois sabia o quão perspicaz era seu noivo. Tentou disfarçar, mas sentia os olhos negros fixados em si. Ela estava tão ferrada.

— Ei, Sakura-chan! — ouviu Naruto chamar e rezou aos céus em agradecimento. Sasuke se afastou devagar, mas manteve-se ao seu lado. — Já estamos indo, obrigada por cuidar da Hina-chan pra mim!

— D-de nada… — respondeu num gaguejo e pôs o cabelo atrás da orelha nervosamente quando sentiu a mão do Uchiha na sua lombar.

— Também vamos à frente. — disse Ino com um sorriso franco. Ela puxou a mão de Sai e caminharam rápido, ultrapassando Naruto e Hinata, mas não sem antes gritar para Naruto: — Nos agradeça depois, Naruto!

— Que? — ouviu o amigo indagar confuso. Hinata arregalou os olhos e ficou roxa. Puxou a mão do rapaz rapidamente e o empurrou na direção contrária de Ino e Sai. Desapareceram da vista de Sakura.

— Agradecer pelo que? — a voz de Sasuke ecoou ao seu lado. Sakura engoliu seco e tentou disfarçar com um bufar.

— Essa porca, eu não faço ideia do que ela está falando. He heh, ela é totalmente… bem, você sabe…

— Não sei — ele disse com os olhos cerrados de desconfiança. A rosada sentiu os dedos dele se entrelaçarem nos seus e puxarem sua mão com uma firmeza obstinada. — Vamos.

— S-Sasuke-kun, pra onde? — perguntou sentindo o estômago gelar.

Ele virou-se para olhá-la com os olhos negros profundos, a kunoichi engoliu seco e desviou o rosto. Ele sabia, céus, ele sabia. O que? Não, isso é impossível. Os dedos se apertaram nos seus e pela primeira vez, Sakura estremeceu com a atitude dominante de seu noivo.

— Pra casa — O Uchiha resmungou arrastando-a. — Dessa vez, quem manda sou eu.

Sakura sentiu o coração na garganta. Ela tinha se metido em uma enrascada.

Mal sabia ela que Hinata e Ino estavam em situações estranhamente parecidas naquele mesmo momento.

Notas finais
[EDITADO] Shinobue = um instrumento musical que eu acho divino. É tipo uma flautinha, procurem no youtube. É lindo de se ouvir :'D Olha, eu tive que parar um monte de vezes porque morri de vergonha pra escrever esse capítulo. Mas ri muito, HAUHSUHAUHSUHUAH, sério! Eu espero que vocês tenham gostado! Me digam, please! :D Logo, logo eu volto! Estou escrevendo rápido por causa de vocês (coraçõezinhos) Não me deixem no vácuo! KISSUS