Sakura Harem
14 HashiSaku — Reencarnações II: Inevitável
Notas iniciais

Inspirou fundo sentindo gelo se instalar em seu peito trêmulo. Juntou as mãos com mais força e cerrou os olhos ao sentir o suor escorrer pela sua nuca, mesmo que a janela do aposento grande estivesse aberta. A longa trança cor de rosa pendeu quando a jovem baixou a cabeça lentamente para concluir sua súplica. Seu coração pulsava de ansiedade esperando a resposta do homem à sua frente. Ele parecia atônito atrás da grande mesa de mogno que transparecia toda a imponência de quem se assentava a ela.
Não queria estar ali, mas era seu coração dizia para fazer, ela precisava. Ainda sentia as lágrimas secas grudando a pele de sua bochecha, a ardência dos dedos em sua pele e a dor aguda de desolação. Lembrou-se do por que estar ali…
“Puxou a longa trança rósea para o lado. O crepúsculo alaranjado trazia consigo uma brisa suave e quente. As folhas da cerejeira caíram suaves contra a relva. Inspirou fundo esperando aspirar o cheiro doce, mas sua respiração se suspendeu quando percebeu um odor mais pungente invadindo seu nariz. Sangue. Percorreu os olhos pelas vastas e sinuosas colinas do distrito Uchiha e encontrou o que exalava aquele tão terrível cheiro.
Ele vestia uma armadura tão negra quanto os cabelos longos e cheios que iam até abaixo da cintura, placas grandes de metal carmesim cobriam estrategicamente os pontos indefensos do corpo largo. Ele olhou-a por um momento, mas não se aproximou. O vento suave correu no sentido inverso, soltando alguns fios de sua trança e causando-lhe cócegas no pescoço. O moreno que a observava ao longe virou o rosto e entrou na casa grande.
Prendendo os lábios aborrecida, puxou o tecido de seda do vestido para cima pra libertar os pés e avançou até a casa com passos calculados. A gueta¹ não era apropriada para andar em um terreno tão macio e desnivelado. Virou o pé em uma pequena depressão que não percebera e acabou indo ao chão. Praguejou baixo e se levantou, apressou a caminhada e finalmente chegou ao solo firme da longa varanda. Chegou à grande porta de entrada, deixou as guetas no chão da varanda e entrou sem cerimônias. O cômodo estava vazio, mas sabia bem onde ele estava. Foi até lá com pisadas duras.
— Afundará os pés no assoalho caso continue andando dessa maneira.
— Não faça gracejos tolos, Uchiha — bradou com a voz alterada. Ele não se virou para olhá-la novamente, continuou limpando as mãos com um tecido branco que ia se tornando vermelho assim que o tocava. — Este sangue não é seu, sei bem. A quem pertence? Kami, será que não pode parar com todas essas atrocidades?
Ele deu um suspiro cansado e se levantou calmamente, o metal pesado em seu corpo tilintando a cada passo.
— Não é hora para isso.
— E seria hora para que? Continuar nessa guerra sem fim? — indagou a rosada com leves lágrimas nos belos olhos verdes. — Você não pode deixar seu orgulho de lado e simplesmente propor uma trégua?
— Não — respondeu ele secamente. Ela sentiu fogo em seus olhos, tamanha era a sua raiva. Ele não podia ser assim. Apaixonara-se pela incorruptível personalidade dele, pelo desejo de paz e a perseverança inquestionável; mas Madara se tornara alguém que já não conhecia ao certo. O shinobi continuava se afastando de seus ideais cada vez mais, se tornando mais escuro e mais distante dela.
— Vai condenar todos à morte! — murmurou com a voz cortante. — Desista dessa loucura, ninguém da sua família está de acordo com ist-Aah!
Ele retornou sem que percebesse, segurou seu maxilar com a mão ainda enluvada e a apertou com firmeza. A garota perdeu o fôlego e as lágrimas caíram em torrente. Os olhos negros de seu noivo a fitaram com extrema frieza.
— Já chega — disse Madara e soltou-a bruscamente, fazendo com que a jovem fosse ao chão. — Não quero saber o que acham, só quero que fiquem fora do meu caminho. — ele virou as costas, mas olhou-a por sobre o ombro antes de sair. — Se você está com os que se opõem a mim, é melhor que fique longe também.”
— Estou implorando — repetiu cansada e ergueu a visão para o homem a sua frente. — Não posso mais suportar conviver com ele assim, a única coisa que ele tem agora é ódio. E é orgulhoso demais para fazer o que estou fazendo. Peço-lhe, por todo amor que tem pela vila, que o impeça. Eu sei o senhor pode, peça uma trégua, um tratado de paz, o que for; apenas deixe de lado essa rivalidade que vai acabar matando todos nós.
— Isso não cabe apenas a mim
— Sei que não, contudo se houver uma iniciativa em uma das parte já será alguma coisa! — contestou ela duramente e ergueu-se do chão.
— Não fui eu quem comecei com isso.
— Não me importo quem começou ou não — rebateu ela sentindo o desespero tomar seu corpo quando Hashirama Senju franziu a testa em desacordo. — Eu só quero a paz. Não faz ideia de como Madara está mudado por conta disto, não sei que houve, mas sei que a culpa é sua, pois seu nome é a única coisa que o ouço chamar com tanto ódio.
— Está equivocada — soou o Shodai Hokage levantando-se de sua poltrona. Ele meneou a cabeça e massageou as têmporas. — Não há maneira de tréguas, o próprio Madara deixou isso bem claro. Você, como noiva dele, deveria saber.
— Mataram o irmão dele, não diga como se não fosse ele que não quisesse a paz.
— Eu não disse isso — Hashirama olhou para a mulher a sua frente com sincera curiosidade. Os olhos verdes quase derramavam as lágrimas que estavam contidas, fazendo com que as íris brilhassem como joias. Não conhecia Arata² Sakura, apenas sabia, como toda vila, que ela era a prometida de Uchiha Madara desde que nascera. E, como tal, protegia-o com toda a veemência de uma noiva apaixonada. No entanto, havia algo na expressão frágil que o deixava desconfiado. Ela parecia terrivelmente assustada.
— Eu… estou cansada de tudo isso… — sussurrou ela em um tom de voz muito baixo. Retirou a longa trança desordenada do ombro e ergueu o rosto para o Senju de forma obstinada. — Todo esse ódio… está transformando-o em alguém que não conheço… Hokage-sama… acho que já não posso muda-lo, então… Por favor…
Hashirama não havia prestado muita atenção ao pedido da rosada. Erguera-se de sua cadeira para observá-la mais de perto quando notara leves sombras no rosto pequeno. Ela se afastou lentamente dele, mas o moreno capturou-a facilmente e tocou os dedos no queixo feminino, erguendo-o. Havia tantas manchas roxas e azuis no maxilar e pescoço que sequer contou, mas pareciam formar uma mão perfeita. Sakura observou-o atônita.
— Ele machuca você — declarou o Hokage sem dúvidas. A rosada sobressaltou-se com a declaração e tentou desviar o olhar, mas os olhos escuros a perscrutavam com intensidade. Engoliu seco e tirou a mão dele de seu queixo.
— Ele… Ele apenas… perdeu o controle.
— E quantas vezes ele perdeu o controle? — indagou Hashirama categoricamente. A rosada prendeu os lábios resignada.
— Perdoe-me, mas isso não lhe diz respeito — resmungou asperamente. — Eu… já concluí o que vim lhe pedir, se não quer pensar acerca do assunto, eu me despeço. — Fez uma mesura respeitosa. — Com licença.
— Espere. — O Senju segurou seu braço firmemente. Sakura abilhou as íris em desconcerto, mas parou. — Eu tentarei.
A garota virou-se de pronto, o rosto chateado transformando-se em ansioso. Juntou as mãos sobre o peito.
— Tenho sua palavra? — perguntou fervorosamente. O moreno assentiu uma vez e um suspiro de alívio escapou dos lábios pequenos da garota.
— Caberá a ele aceitar, então não mantenha tantas esperanças quanto a isso. — murmurou ele, mas se calou quando braços cálidos envolveram seu torso e o rosto suave de Sakura deitou em seu peito.
— Obrigada. — Havia um fervor intenso na voz doce. — Não sabe como isso acalma meu coração. Sei que isso não muda nada ainda, mas… — Ela se calou lentamente. Hashirama tocou os cabelos sedosos quando um soluço pequeno estremeceu o corpo de Sakura. Abraçou-a enfim e encontrou relativa tensão no corpo delicado, mas ela relaxou aos poucos.
A noiva do Uchiha não gostava de perder o controle de seus sentimentos desta maneira, mas era inevitável se posto em conta o tipo de conversa que estavam tendo. Sentia-se tão sozinha em meio aquela guerra que bastou poucas palavras de esperança para que desmoronasse. Ergueu os olhos para o moreno e arrependeu-se no mesmo instante.
Os cabelos castanhos muito longos formavam uma redoma envolta do rosto benevolente. Pegou-se observando o formato do rosto másculo e apreciando os lábios finos e entreabertos, inspirando o hálito quente em seu rosto. Quando chegou aos olhos escuros, notou que ele a fitava da mesma maneira. Hashirama não queria fazer o que sua mente lhe impunha. Mesmo com a rivalidade declarada com o Uchiha, não queria feri-lo daquela maneira. Estava fora de seus ideais ser daquele jeito, mas o rosto jovial tão próximo ao seu… Foi inevitável.
Foi inevitável que os rostos se aproximassem mais. Foi inevitável recuar quando sentiu os narizes se tocando. Tentou manter os olhos abertos para acordar e perceber que tipo de sandice estava prestes a fazer, mas as pálpebras foram baixando lentamente quando sentiu o calor e a maciez dos lábios do Hokage sobre os seus. Tocaram-se de leve, inspirando os ares um do outro, quase como se temessem fazer algo errado. Como se a atitude por si só já não fosse terrivelmente equivocada. Hashirama separou a boca levemente e Sakura encaixou a sua com a dele. Foi necessário apenas isso para que as respirações já saíssem descompassadas, para que o desejo visceral se tornasse soberbo a ponto de não conseguirem reprimir as línguas que se enroscaram com veemência. A rosada soltou um gemido entre o beijo e suas pernas bambearam ao sentir o sabor forte do ninja em sua boca. As mãos largas puxaram seu maxilar para cima com uma calidez que a fez estremecer, sentindo uma leve dor quando ele acariciou as partes sensibilizadas pelo aperto de Madara.
— Céus! — exclamou a jovem quando percebeu o que fez. O Deus shinobi afastou a boca da sua, mas não soltou o abraço da cintura pequena. — Perdoe-me, Hokage-sama. Foi um terrível descuido meu… e-eu…
— Eu não me importo — sussurrou ele e tocou os lábios na bochecha corada. Sakura arfou desconcertada e mordeu os lábios apreensiva.
— Eu não queria... — entoou quase indo às lágrimas. Seu pescoço doeu quando tentou virar o rosto para escapar da boca do Kage. — Amo meu noivo!
— E ele ama você?
— Absolutamente! — retorquiu a rosada, mas não havia resistência em sua voz quando o moreno passou a mão por sua nuca exposta, destrançando lentamente seu cabelo e trazendo-a mais para perto. Os dedos peritos retiraram o prendedor de prata dos fios róseos, libertando-os para que caíssem agora como uma cortina ondulada até abaixo da cintura curvilínea.
O inimigo de seu noivo desatou o primeiro laço de seu espartilho e o ar pareceu ficar escasso. Ele desamarrou um a um e quando puxou a peça de couro e deixou seu corpo livre para inspirar com liberdade. O Hokage notou os seios se arrepiando no tecido de seda, agora podia observar as reações com mais facilidade. Puxou a seda para baixo, deixando os ombros brancos nus e abaixou-se para inspirar a pele de aparência cálida.
— Como ele pode de ferir assim se te ama tão absolutamente? — inquiriu ele baixinho notando um vergão lilás no braço delgado. Pela aparência quase apagada do hematoma, não era recente. Ela cobriu com os dedos esquálidos e meneou a cabeça lentamente, uma negação. Ela negaria até sua morte, afogada naquele amor cego pelo Uchiha, mas o Senju não contestaria mais. Já era o bastante inspirar o cheiro floral e delicado da tez pálida da jovem e sentir a textura de flor sob seus dedos. Ela gemeu baixinho em apreciação. Desceu a mão para a clavícula e rodeou o polegar na curva do seio pequeno. Sakura se contorceu suavemente e corou.
— Hokage-sama, isso é muito errado — entoou a garota, mas não afastou as mãos que a afagavam tão delicadamente. O Senju pegou-a pela cintura e a ergueu, depositando-a sobre a mesa longa. O Primeiro Kage puxou a própria roupa do corpo, deixando a capa de Hokage cair no chão com um baque surdo, desatando as fivelas da roupa vermelho-sangue que cobria sua parte superior e jogando-a no chão também. Aproximou-se da rosada e estremeceu quando os dedos pequenos tocaram seu torno nu. Procurou os lábios pequenos e doces com ânsia e quando encontrou-os, sentiu como se corresse fogo por suas veias. Ela levou as mãos para os cabelos longos do shinobi e enrolou-o nos dedos, aproximando-o para ela. Hashirama apoiou os punhos na mesa e abaixou-se, deslizando um dos braços até a garota e passando a mão pelo tecido macio e puxando-o para cima, deixando à mostra as coxas roliças prensadas umas as outras.
— Eu quero isso — ciciou o Kage ao ouvido da rosada e beijou o lóbulo da orelha. Ela gemeu e segurou-o pela nuca quando a língua quente banhou seu pescoço. Ele enfiou-se entre as pernas dela e subiu os lábios até o queixo, tocando o maxilar de leve. Roçou as bocas lentamente e se afastou um pouco quando Sakura avançou o rosto para beijá-lo. — Você quer isso.
— Hmm… Ah, kami… — suspirou ela sentindo o corpo tremer com os dedos dele percorrendo a linha de sua coluna com tanto carinho. Já fazia tempo que não era tocada com tanta delicadeza. Seu baixo ventre se esquentou e ela sentiu aquela umidade conhecida invadindo sua intimidade. O moreno desceu a boca seu rosto e capturou um dos seios na boca, afagando o bico pequeno com os dentes e língua, apreciando os gemidos roucos que escaparam da boca dela. As unhas arranharam as costas largas, tentando não arfar tão alto.
— Você é tão linda — admirou-se o Deus shinobi amaciando a carne firme dos seios, observando as auréolas cor-de-rosa como pétalas arrepiando-se com o toque de seus dedos. A noiva de seu rival resfolegou baixinho e os quadris se aproximaram inconscientemente da beira da mesa de madeira. O Shodai Hokage percebeu e não pode evitar sua mão que deixou as costas macias e escorreu até o meio das coxas macias. Ela se sobressaltou, mas não as fechou. Sentiu o tecido de algodão sobre os dedos e puxou-o devagar, arrastando a roupa íntima pelas pernas sinuosas e deixando escorregar pelos pequenos pés. Notando que ainda calçava as guetas, ele se ajoelhou e desatou as tiras de couro, o som da madeira ecoando quando bateu no chão do recinto silencioso. Beijou os pés da rosada e acariciou a panturrilha delineada, subindo para a parte traseira dos joelhos — ela tremeu quando o fez —, deixou que a língua percorresse a coxa trêmula e roçou o rosto na parte interna delas, Sakura o parou segurando os cabelos longos.
— I-isso não… é apropriado… — gaguejou ela com as bochechas ardendo em brasa. O moreno sorriu da atitude velada da rosada, mesmo na situação em que estavam ela se portava como uma perfeita dama. Tímida como fora educada para ser. Não podia negar que achava agradável a maneira como ela mordia os lábios de nervosismo e desviava os olhos verdes quando ruborizava, mas queria-a entregue naquele momento. Mostraria como um homem deveria tratar a noiva. Pôs a mão sobre a dela, que descansava em sua cabeça.
— Não contenha seus desejos, Sakura. — Hashirama apertou a mão dela lentamente e desceu até a lateral da coxa, puxando-a mais para a beira. A jovem cobriu os lábios com os dedos e suspirou profundamente quando ele expirou sobre sua intimidade nua. — Se for desconfortável pra você, me afaste.
Ela assentiu fracamente de olhos fechados. Ele podia notar a resignação de anos de educação severa lutando com a excitação intensa que ela sentia e a fazia concordar com ele. Ele beijou o início da abertura dela, inspirando o cheiro pungente do desejo da rosada. A respiração dela soava alta acima de si, mas continuou a incursão ao corpo feminino. Lambeu suavemente de início e a rosada gemeu em aceitação, afastando mais as pernas. Hashirama aproveitou o espaço para se aproximar mais e captura-la com a boca. Os dedos dela se enrolaram em seus cabelos, ele parou imediatamente, mas sorriu entre as carícias quando ela o trouxe para deslizar a boca mais fundo no corpo quente e macio. O Primeiro afagou a pele sensível e circulou a língua pelo pequeno musculo tenso, puxando-a pelas nádegas e sentindo o corpo enrijecer, louco pelo dela. Ela puxou-o pelos cabelos mais uma vez e o moreno ergueu o rosto resignado.
— Machuquei você? — inquiriu com a voz rouca de desejo. Os olhos verdes se abriram flamejantes de tensão e vergonha. Os dedos que se enrolavam em seus cabelos pareciam vacilantes.
— Céus, não — exclamou ela com o timbre afetado. Ele deslizou dois dedos pelo sexo sensível e a jovem arquejou movendo os quadris de maneira insensata. — São sensações demais para que eu suporte…
— Então ceda — disse simplesmente antes de voltar a boca ao centro dela. Ousou suga-la desta vez, vertendo da excitação abundante agora, fazendo Sakura quase arrancar seus cabelos com a sensação. Ela protestou, mas arfou em seguida, os gemidos ganhando mais e mais uniformidade de acordo com sua boca se apertando na região mais sensível ao toque dela. O Senju embocou a língua na entrada estreita assim que ela atingiu o clímax com um grito suave escapando dos lábios presos. O corpo pequeno se curvou para frente e ele sentiu na língua os espasmos do centro dela, apertando-o incessante.
— Isso foi tão forte — cochichou ela baixinho, como que para si mesma. Hashirama se pôs de pé e segurou o rosto arfante entre as mãos. Quase perdendo o controle e tomando-a para si quando percebeu o rubor delicioso nas bochechas e os lábios entreabertos buscando ar. Beijou-os, percebendo que ela encontraria em sua boca o próprio sabor. Isso fez com que a desejasse mais. Sakura estremeceu, mas retribuiu o beijo ansiosa, puxando-o pelas costas e colando-o em si. Ele puxou as roupas inferiores para baixo e a rosada reprimiu o impulso de cobrir os olhos diante ao corpo masculino nu. Ele aproximou os corpos, resvalando as intimidades sedentas, mas não avançando. Kami, ela o sentia tocando sua tez nua. Um homem que não era o seu Uchiha. Sentia uma emoção forte pulsar no peito junto com a terrível amargura que lhe avisava que tudo aquilo terminaria terrivelmente errado.
— Você e seu noivo já…? — indagou o Senju enfaticamente e apertou-se de leve contra ela para deixar mais claro do que estava falando. Sakura assentiu rapidamente sentindo a garganta se apertar. Achou que não era necessário acrescentar que só ocorrera duas vezes e que nesses dois momentos encontrava-se assustada demais com as oscilações da personalidade do noivo para que sentisse algo a mais que medo. Apenas abraçou o corpo grande e quente de Hashirama e escondeu o rosto no peito dele, esperando a dor. Ela gemeu longamente quando o moreno deslizou contra seu corpo devagar, fazendo suas pernas se contraírem ladeando o corpo dele. A dor não veio, fora substituída por uma pressão ardente em seu interno, uma sensação de preenchimento misturada à ansiedade. A mão do Deus shinobi afagou suas costas e ela afrouxou as unhas que se cravaram nele sem que percebesse. Ele ficou imóvel por poucos segundos e quando começou a se mover, Sakura não conseguiu reprimir os gemidos altos.
Hashirama empurrou-a delicadamente para trás e, sem parar de se mover, fê-la deitar na mesa. Sakura sentiu papéis contra suas costas, mas não se importou. Sentia uma ardência prazerosa reverberar por todo seu corpo a partir das intimidades que se chocavam. O Senju puxou as pernas abertas da garota e segurou-as, deixando-as dobradas sobre seus braços enquanto afundava-se mais no corpo apertado e quente da rosada.
— Ah… Ah… Isso é t-tão… — balbuciou a garota em puro deleite. A mesa protestava duramente arrastando-se no chão com os movimentos rígidos e intensos que o moreno fazia contra o corpo pequeno sobre o móvel. Focou a visão na expressão quente que a noiva de seu rival fazia. Cobrindo a boca para abafar os gemidos enquanto os outros dedos apertavam um seio cálido, ela parecia inconsciente disso. Os olhos verdes se encontraram com os seus e o mais absurdo rubor tomou conta do rosto angélico. Hashirama curvou-se sobre ela e beijou o meio dos seios pulsantes, investindo mais lenta e profundamente contra ela. Tomou um dos bicos rosados com os dentes e quase perdeu o equilíbrio dos braços quando o centro estreito apertou seu membro com intensidade. Ela gemeu seu nome uma única vez e foi o suficiente para que explodisse internamente em chamas. Perdeu-se na cavidade quente mais rapidamente, quase insano e ergueu o rosto para observá-la totalmente fora de controle, sem pudor gemendo ao erguer o torso com dificuldade e envolver seu pescoço. Teve seu ápice forte e devastador dentro do corpo feminino tomado por contrações.
Descolou os lábios do seio cálido notando as marcas de seus dentes cravados fortemente contra a pele delicada. Engoliu seco resignado. Não pretendia machuca-la. Sakura, no entanto, arfava de olhos fechados com uma expressão muito distante de dor. Ela abriu os olhos para Hashirama ele notou algo muito estranho naquele olhar, acariciou o rosto do moreno com a ponta dos dedos.
— Eu não a machuquei? — perguntou ao puxar sua calça lentamente para cima, cobrindo-se contra a vontade. Desenrolou o vestido de seda que ficara enrolado na cintura dela naquele momento tão desesperado. Sakura negou languidamente com a cabeça e suspirou fundo. Sua garganta se apertou quando não encontrou nada que pudesse dizer sem que caísse em prantos. Estava tão confusa! No entanto, o ninja não questionou, apenas puxou seu vestido de volta para o lugar meio desajeitado com os laços que desamarrara tão facilmente. Baixou a barra do vestido e a puxou para fora da mesa. Ela esperava que ele a mandasse embora, mas os braços fortes a envolveram num abraço esmagador. Sakura permitiu fechar os olhos ao sentir um mínimo de alívio com o carinho tão repentino. E quase perdeu os batimentos quando um som estrondoso ecoou no escritório do Hokage. Alguém abrira a porta.
A rosada sentiu gelo correndo em suas veias quando percebeu seu noivo encarando os dois juntos com um olhar assassino.
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