Notas iniciais
Ω Para quem não entendeu ainda, isso é um universo alternativo. Marte e etc são outras histórias, novas armaduras para todos e etc, só alguns conceitos (muitos) ficaram, originalmente do anime. Ω O tempo deste flashblack do capítulo se passa após o torneio que tem e que quem ganhasse poderia falar com Atena e etc. Ω Quero agradecer ao comentário e favorito do Sagittarius, me fez muito feliz. Ω Eu ignorei a parte do torneio para baixo porque achei desnecessário, já que vocês já conhecem o animê (eu acho).

II
O novo renascer

— Kouga, acorde. — Chamou o garoto ruivo. — Algo estranho está acontecendo. O santuário todo estava sendo abalado por uma força descomunal, relâmpagos caíam lá fora graças as nuvens negras. O torneio tinha sido cancelado e a maioria tinha ficado revoltado por não poder ter uma sessão particular com Atena. Uma força maligna e escura estava transbordando pela construção grega.
— O quê... O quê foi? — Kouga disse, acordando surpreso com o barulho. — O torneio voltou?
— Não. Alguma coisa está acontecendo... O diretor mandou a gente para os dormitórios por causa desse terremoto. — Souma explicou. — Tem força maligna dominando o local. — Continuou. — Escuridão, transbordando pelas beiras das doze casas e da Sala do Grande Mestre.
Kouga na mesma hora levantou, jogando o cobertor pra cima.
— Então temos que fazer alguma coisa! Ryuho não foi até lá? Cadê os supervisores? — Exclamou, atônito.
— Se os cavaleiros de ouro não estivessem desaparecidos... — Murmurou Souma. — Os supervisores ainda não deram as caras.
— Souma! — Gritou Kouga, exibindo o punho com um olhar vitorioso. — Temos que ir lá ver!
— Não! Isso é maluquice. O grande mestre mandou que ninguém saia, caso alguém saísse seria expulso da Palaestra.
— Mas se algo está acontecendo na sala do Grande Mestre... Atena... — Kouga raciocinou. Ele se lembrou de Saori na mesma hora, que tinha o criado até seus seis anos em uma ilha e depois desaparecido. Segundo o diretor Iônia, ela estava em Palaestra, usando seu poder para guardar as doze casas, com o desaparecimento dos doze cavaleiros de ouro. Era sua chance.
— Não me importo em ser expulso da Palaestra. Atena não pode ficar em perigo. É para isso que somos treinados, não é? — Ele olhou para Souma, que se viu sem defesas argumentativas. O ruivo moreno colocou a mão sobre o rosto.
— Não acredito que você vai me forçar ir até..
Ia terminar, mas Kouga já estava se vestindo. Em alguns segundos ele saiu pela porta. Souma só conseguiu acompanha-lo, também vestido.
Eles foram até a parte do dormitório feminino e bateu na porta forte. Yuna acordou já vestida, ainda um pouco atordoada e sonolenta.
— Yuna, nós precisamos da sua aj..
— Eu já sei. — Ela falou. — Atena. — Ela estava com a expressão séria. — Ela não pode ficar em perigo.
Eles correram para fora da Palaestra. Lá fora, os relâmpagos estavam literalmente destruindo as árvores, cortando o céu e ribombando explosões de escuridão avermelhada no ar. No topo das doze casas, que estavam um pouco distantes, o chão se quebrava e parecia sair um monte de terra grande, com lava escorrendo pelas rachaduras. O vermelho e o negro estavam explodindo da Sala do Grande Mestre.
— Nunca vamos chegar lá a tempo. — Souma disse. — É impossível!
— Você tem razão. — Uma voz falou. Em cima de uma das torres da Palaestra, com os cabelos castanhos esvoaçando pelos ares violentos, Haruto pairava com suas típicas roupas de estudante.
— Parece que vocês não sabem do que está acontecendo. Não é? — Ele falou, sorrateiro. — Um deus invadiu a terra e a quer. O mesmo deus que é o causador do sumiço dos doze cavaleiros.
Kouga pareceu entender.
— Saori já me contou sobre isso. Mas disse que Seiya, o lendário cavaleiro de Sagitário se sacrificou para salvar a terra do mal. Isso é impossí... — Mais escuridão explodiu do monte de terra.
— Impossível? — Ele sorriu. — Eu acho que não. — Terminou. E então sumiu em borrões no ar.
— Nós temos que ir até lá. E salvar Atena. — Yuna concluiu.
Nas sombras, o diretor pairava. Seus olhos estavam avermelhados, intensificados.
Iônia estava trajando sua roupa casual de diretor, mas uma capa branca estava atrás dele. Seus olhos estavam ameaçadores naquele dia.
— Eu pensei que tinha dito... Que não era para nenhum aluno sair. Não é? — Ele falou, frio. Seu tom de voz estava diferente.
— Diretor! Algo está acontecendo lá no Santuário. Por favor, vá proteger Atena! — Yuna implorou.
— Atena é uma deusa. Sabe se cuidar sozinha. — Ele respondeu. Kouga, Yuna e Souma paralisaram na mesma hora.
— E como eu cumpro o que eu digo, vocês serão punidos. — Falou. Ryuho se jogou na frente, arrumado.
— Iônia-san! A culpa não é deles, e sim minha. Eu os obriguei a vir aqui e...
— Cale a boca. — Mandou. Ryuho ficou boquiaberto.
— Digam adeus a Palaestra. Aqueles que não obedecem a palavra do diretor, não obedecem a Atena.
— Diretor! — Kouga contestou. — Atena está em perigo. Saori-san... Você deve salva-la!
— Ninguém me diz o que fazer ou o que não fazer. Adeus, desertores renegados. — Ele levantou as mãos para cima, com um livro nas mãos.
— Iônia-San. — Souma implorou. — O senhor está entendendo errado...
— Domination Language. — Exclamou, sua voz ecoou como trovão. Um brilho espacial reluziu atrás dele, mostrando a imagem das estrelas do signo de capricórnio. Kouga, Souma, Yuna e Ryuho caíram de joelhos na hora, contra sua própria vontade.
— D-di-diretor-sama... — Kouga choramingou. — Nós...
— Queime, meu cosmo. — Falou Iônia. Então a luz saiu do livro, explodindo e cegando tudo.

( .... )

Desde daquele dia traumático e assustador, Kouga, Ryuho, Yuna e Souma foram expulsos da Palaestra. De começo, Yuno e Ryuho choraram por dias, enquanto Souma e Kouga ficaram intensamente desesperados. Depois de duas semanas, se acostumaram e ficaram na ilha na qual Shina estava, e na qual Saori desertou.
No certo dia, uma luz pairava sobre o local. Sua luz fazia a areia em seus pés tomarem um tom dourado, seus cabelos azuis estavam cintilando. Dentro de um manto com capuz marrom, seus olhos inocentes traziam esperança para os jovens cavaleiros.
— Quem... É você? — Yuna pareceu impressionada.
— Meu nome é Aria. — Ela respondeu, com pureza. — Eu sou a nova reencarnação Atena da Palaestra. Soube através dos boatos que vocês foram expulsos no dia do ataque da escuridão misteriosa. Não é?
— O elemento dela é luz... — Souma sussurrou, impressionado.
— É. Você veio nos eliminar? — Kouga logo pegou seu colar, segurando-o com força.
— Não. — Lágrimas começaram a sair de seus olhos, ela caiu no chão ajoelhada. Yuna foi até ela e colocou os dois braços em seus ombros.
— Eu, e-eu não sou a Atena. — Disse, entre choros. — Ela foi capturada por Marte. Ele me capturou a catorze anos, e me usou para iludir a Palaestra. Mas por minha causa... Eu resolvi fugir da Torre de Babel e por isso ele tomou a Palaestra para si. É tudo minha culpa! — Ela colocou o braço sobre os olhos, tentando enxuga-los com a manga branca por baixo do manto marrom esfarrapado.
— Você sabe onde Atena está? — Kouga só conseguiu focar nisso.
— Sim. Ela foi presa de baixo da Torre de Babel, onde são os aposentos dele. — Continuou. — Eu.. Eu me senti tão culpada quando soube sobre o que vocês passaram por minha culpa. Eu senti que deveria contar a vocês. Por favor, salvem a verdadeira Atena.
— Sei que estou colocando um problema em cima de vocês, mas, mas, por favor...
— Não precisa implorar. — Kouga disse, firme e sério. — Só de sabermos disso é um motivo de querermos salva-la. Ela ainda está nessa Torre de Babel? E onde fica isso?
— No final das Doze Casas, tem uma ponte entre a Sala do Grande Mestre e a Torre de Babel. — Contou.
Todos os cavaleiros ali se lembraram do monte de terra que nasceu no dia do ataque misterioso.
— Aria. Esse é o seu nome, não é? — Ele sorrriu. — Muito obrigado.
Yuna, Ryuho, Souma e Kouga trocaram olhares e por fim se decidiram.
— Temos que fazer isso. — Yuna falou. Souma e Ryuho assentiram.
— Nós vamos. — Kouga por fim, falou.
Uma sombra planava sobre a palmeira perto da floresta da ilhota. Haruto.
— Não conseguirão em um baixo número. — Disse. — Eu posso ajudar. E eu sei de informações que vocês precisam saber. — Ele carregava uma trouxa pendurada a um galho.
— Você desertou a Palaestra? — Kouga perguntou, impressionado.
— Eu ouvi uma conversa do diretor com uma voz enquanto estava passando para meu dormitório e consegui entrar lá de noite. Eu sei de tudo agora. — Falou. — Doze brilhos cortaram o céu depois de uma semana que vocês saíram.
— Que bom! — Souma riu. — Os cavaleiros de ouro voltaram! Irão nos ajudar a resgatar Atena, eu tenho certeza.
— É verdade! — Yuna também se entusiasmou. — Shun-Sama com certeza nos trará uma forma de derrotar Marte.
— Meu pai... Glup. Ele sabe que eu fui expulso da Palaestra? — Ryuho perguntou.
— Não. Nenhum dos doze cavaleiros foi ao colégio, e eu não sei o motivo. Mas deve ser pelo o que a Aria falou. Iônia é um desertor, ele está aliado a Marte. — Haruto respondeu.
— Não podemos perder mais tempo parados aqui. — Kouga por fim decidiu. — Então... Haruto. Ryuho. Yuna. Souma. Nós vamos!
Yuna olhou para trás onde de pegar o seu cloth stone.
— Você vem? — Ela estendeu a mão. Aria apoiou-se nela, se levantando.
— Eu, e-eu poderia?
— Claro que sim. — Ryuho sorriu, meigo. Kouga e Souma concordaram.
E foi naquele dia que eles partiriam para as doze casas.

Notas finais
Ω Se tiver um erro, comente. Vou consertar. Ω Repetição de palavras, comente. Vou consertar. Ω Se gostou, comente.