Saint Seiya Ômega — Livro Marte
3 III — Em busca da salvação
Notas iniciais
III
Em busca da salvação
Palaestra, sala do diretor.
O homem alto falava, em pé, enquanto Iônia ouvia tudo, sempre submisso. Marte estava sem sua armadura, usando roupas imperiais, um pequeno manto com o brilho das galáxias e com estrelas, tudo isso feito pelo seu cosmo divino romano, com uma capa vermelha por trás.
— Marte–Sama. Não se preocupe. Eu já expulsei o Pégaso a duas semanas. Eles não poderão mais causar nenhum problema ao senhor. O que o intriga tanto? — Perguntou.
— Aria fugiu da Torre de Babel. — Ele falou, expressando raiva na voz. — Eu tenho quase toda a certeza do mundo que ela foi atrás daqueles renegados imundos! — Disse. — Iônia. Ela é necessária para o meu domínio sobre a terra e o Olimpo. Ela tem a luz necessária, já que ela herdou a luz de Atena.
— Meu senhor. — Iônia falou. — O cosmo de luz dela é realmente muito grande. E como uma humana tem tanto poder?
— Ela não é humana. — Respondeu Marte. — E sim um recipiente de luz. Ela foi uma das que sobrou do domínio romano quando os deuses nos destruíram, Atena ouviu as preces dela e a pegou para si. Mas Júpiter descontrolado pela raiva a matou, então ela reencarnou em um corpo humano, que é a Aria.
— Uma deusa... — Iônia ficou impressionado.
— Continuando, eu não posso perdê-la. Seu poder é extremamente grande, ainda mais quando eu quero convertê-lo em escuridão. Eu te dei poder, Iônia. — Ele estava com uma cloth-stone prateada brilhando na mão. — Eu reergui o exército dourado do Érebo em total controle meu. Mas não vou usa-los agora. Deixarei-os para que protejam Atena, que está tendo sua vida absorvida para dar poder a mim. Por isso eu quero que você mande seus cavaleiros de prata.
— O senhor pegou as clothstones prateadas, não se lembra?
— Eu já cuidei disso. — Ele falou. De sua capa vermelha, várias clothstones prateadas foram expostas na mesa, e algumas negras com tons de roxo. — Dê um jeito. Se eles estiverem com a Aria, capture-a e mate o resto.
— Sim, Marte–Sama. — Assentiu. — Eu cuidarei disso.
Marte deu um sorriso, enquanto seus olhos vermelhos estavam iluminando a escuridão.
— Eu também mandei alguns brinquedos meus.
( .... )
Atenas, πνίγω
Todos os cinco estavam trajando mantos com capuz. Estavam agora em um bar.
— Aria–san, muito obrigado pelo dinheiro. É sério. — Yuna agradeceu, enquanto colocava as bisnagas, as frutas e temperos dentro da sacola de papel pardo.
— Não tem problema nenhum. — Aria sorriu amigavelmente. — Estamos fazendo isso por Atena.
— Em falar nisso... Ainda falta quanto? Estamos na primeira cidade. A viagem deve durar somente uma semana. — Souma perguntou, ansioso.
— Ainda estamos na primeira cidade da grécia. Falta acho que, três ou quatro dias de viagem até chegarmos ao Santuário. — Yuna disse.
— Argh. Estou tão ansioso para falar com os cavaleiros de ouro! — Souma fechou os olhos, imaginando o momento. — Sempre ouvi falar das lendas deles. Shiryuu, o antigo dragão e o atual libra. Shun de Virgem... Seiya de Sagitário!
— Seiya de Sagitário está desaparecido. — Kouga disse secamente.
— Já não passou na cabeça de vocês sobre... E se os cavaleiros de ouro forem maus? — Ela falou. Então todos riram e ela também.
— Isso é impossível. Eles são os mais poderosos guardiões de Atena e cinco deles lutaram por ela no século vinte. — Kouga falou. — O que te faz pensar nisso?
— Não, nada. Só perguntando mesmo. — Aria riu, mas com um pouco de nervosismo.
— Vamos comer e depois vamos prosseguir a viagem! — Yuna exclamou. — Temos que chegar lá o mais cedo possível. Precisamos contar aos cavaleiros de ouro.
Eles comeram, depois finalmente avançaram. Aquela cidade era quente, mas era uma feira adorável e extensa. Todos estavam passeando calmamente.
Kouga só conseguia visar o céu que estava mais além. Várias escadas gregas pendiam no céu, sustentadas por puro cosmo. As doze casas. Eles iriam alcança-las e contar para os cavaleiros dourados o que aconteceu, e então salvar Saori. Atena...
Eles já estavam ficando cansados, e a neve começou a cair, e a brusca caída de temperatura fez eles tomarem um choque térmico dos grandes. Se hospedaram em uma caverna, e a única iluminação vinha das chamas da fogueira.
— Uma cidade com tanto calor ficar tão fria de noite. Tenho pena desses moradores. — Souma comentou, esfregando as mãos umas nas outras.
— O frio é bom. — Aria falou. — Quando eu era criada com Éden e Sônia, brincávamos de guerra de bolas de neve— ...
Todos ficaram boquiabertos e surpresos.
— Éden? — Kouga disse, se lembrando do comportamento arrogante do rapaz ao desmaia-lo. — Você conhece ele?
— Sim. Quando Marte ainda não tinha despertado por completo, ele estava encarnado em uma forma humana escolhida pela feiticeira Medea. Sônia foi sua primeira filha, depois ele me capturou quando atacou o Santuário pela primeira vez... Desde daí eu fui criada com Éden e Sônia. — Ela disse.
— Isso explica muita coisa. — Yuna falou. — Ele é tão arrogante. Então na verdade ele é um renegado, deve ser outro aliado de Marte.
Kouga cerrou os punhos e murmurou algo.
— Eu vou detê-lo. Vou fazer ele se arrepender de ser aliado de Marte e tirar aquela arrogância dele. — Falou Kouga, sério.
— Vai com calma. — Souma disse. — Por agora, temos que resgatar Atena junto com os cavaleiros de ouro.
A floresta que tinha mais ao norte estava toda coberta pelo azul branco da neve. Os flocos ainda caíam sem parar, as montanhas esbranquiçadas pelo seu resplendor. A noite estava calma e vaga, mas era possível ver a Palaestra ao longe com um grande raio vermelho subindo da torre até o céu. Muito mais longe, uma construção grega brilhava. O santuário e as doze casas, erguidos. As doze casas pareciam mais vivas agora, mas ainda estavam com sinais de manchas de escuridão e com algumas partes destruídas. A sala do Grande Mestre com uma montanha atrás.
— Torre de babel, huh? — Suspirou Kouga. — Marte...
— Pode ir dormir, Kouga. — Yuna falou, amigável, com um sorriso exposto. — Amanhã temos muito o que andar e o quê fazer, hein?
— Claro. — Kouga sorriu, fechando os olhos e apoiando a cabeça na parede de terra.
BOOOM!
Foi o que ele ouviu. Uma explosão de energia ocorreu fora da caverna. Yuna e Haruto não estavam lá, somente Souma e Aria descansavam tranquilamente. Ele levantou-se ainda sonolento e correu para fora. A neve estava manchada com um pouco de sangue.
Yuna estava com um pequeno corte na bochecha e Haruto no braço, eles ainda trajavam suas roupas casuais de estudante. A figura mais a frente parecia ser apenas um pouco mais velha que eles. Tinha cabelos rosados fracos caindo e quase chegando na cintura. Uma tiara preta e vermelha estava sob sua cabeça. O peitoral de prata tingido de vermelho e preto com um símbolo de uma chama, o símbolo do deus das chamas. A armadura era sem mangas, mas tinha manoplas com rubis vermelhos nas mãos e a parte de baixo, um molde de saia, claro, de prata tingida também, e protetores dos pés longos parecendo botas, deixando pequenas partes da coxa a mostra. A parte dos pés possuiam um pequeno salto alto. Sua pele era morena e os olhos castanhos.
— Quem é você? — Yuna falou, após pegando sua clothstone do bolso.
— Eu sou Sônia. Sônia de Vespa. — Falou.
Kouga não perdeu mais tempo. A clothstone presa ao colar brilhou em um feixe de luz e a constelação de pégaso apareceu atrás dele. Uma enorme aura em formato de pégaso branco voou do céu em sua direção, explodindo em vários relâmpagos brancos que foram a cada parte de seu corpo, preenchendo com a armadura. Um pequeno elmo-tiara branco e um peitoral de bronze branco com um losângulo esbranquiçado e brilhoso no centro, com joelheiras de bronze branco e protetores de pé de bronze branco. Era bem simples, não tendo mangas e não tendo a parte das calças, que era vestida por uma calça de treino vinho.
— O que você quer? — Kouga falou.
— Eu vim buscar Aria de volta, para Marte–Sama. Vocês devem ser eliminados. — Falou calmamente, erguendo as manoplas. Kouga percebeu que as manoplas eram adaptadas perfeitamente a sua mão, parecendo ser de couro, com as unhas moldadas bem grandes e pontudas.
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