Saint Seiya: Nova Geração
15 Os doze cavaleiros de ouro se reúnem
Notas iniciais
Apenas se enxerga a escuridão. Os olhos do dourado de câncer se abrem lentamente e este que está caído sob o solo se levanta aos poucos, estando totalmente de pé Magnus olha a sua volta e não consegue acreditar no que seus olhos estão presenciando. O dourado de câncer se encontra em um lugar totalmente escuro, o céu é nada menos que um véu avermelhado como uma cortina de sangue, a certa distancia o dourado avista uma fila de pessoas caminhando para um determinado local, mas ele não sabe para onde estas pessoas estão indo, curioso ele decide segui-las até o final do seu destino. Após um longo tempo caminhar, Magnus finalmente chega ao destino dos caminhantes, e estes mergulham para dentro de um buraco extenso desaparecendo totalmente, o dourado grita tentando chamar a atenção dos caminhantes, porém eles não mostram nenhum sinal de que ouviram algo, parece de algum modo estar hipnotizados. O dourado se aproxima cada vez mais do buraco e ao olhar para o fundo do mesmo percebe que não há fim, uma correnteza de ar surgia do fundo do buraco e esta fazia uma pressão puxando os caminhantes que estavam já na ponta do abismo, sentido essa pressão o dourado de câncer recua para trás temendo que possa cair lá dentro, neste exato momento uma voz mortificante de uma mulher chama a sua atenção.
– Se você se jogar ai dentro jamais retornará novamente – Disse a mulher misteriosa que fez com que rapidamente Magnus se virasse voltando sua atenção diretamente para ela.
– Quem é você? – Exige o dourado uma resposta imediatamente.
– Eu me chamo Verônica de Raasa: A estrela celeste da contemplação – Apresenta-se a mulher que veste uma armadura de cor púrpura brilhante, seu corpo é totalmente revestido por sua armadura contendo seis pares de asas pontiagudas extremamente afiadas, uma bela mulher de longos cabelos loiros, presos sobre uma tiara em forma de uma mosca, de pele clara, demonstra um olhar frio e cruel diante do cavaleiro de câncer.
– Hunf, como eu vim parar aqui? Agora pouco eu estava no coliseu e inesperadamente fui atacado por um grupo de cadáveres e então eu agora estou aqui, que diabo de lugar é este? – Pergunta o cavaleiro de câncer querendo respostas sobre sua situação.
– Yomotsu Hirasaka. Aqui é a entrada do mundo dos mortos, local aonde as almas se vão quando morrem, para entrar no Meikai, os cavaleiros que dominam o SeikShiki, a energia das almas, podem literalmente arrancar as almas de seus adversarios e envia-las para o yomotsu.Nenhum ser vivo pode chegar lá, a não ser os que dominam o Seikshik, aqueles que atingiram o Araiashiki, os espectros de Hades (devido a proteção de suas surplices) e os Deuses.Porém nem mesmo eles podem escapar se caírem na encosta – Explica a mulher misteriosa.
– Eu me tornei um cavaleiro de ouro apenas há alguns minutos atrás, não pode ser possível que eu tenha sido capaz de chegar até aqui – O cavaleiro dourado olha para o céu tentando entender como chegou ao local.
– Eu repeli uma horda de cadáveres que despencaram junto com você até aqui no mundo dos mortos. Por hora eles não podem fazer nada, suponho que esses espíritos estavam presos a você e de algum modo eles se manifestaram quando você vestiu a armadura sagrada de câncer – Explica Verônica.
– E você o que faz aqui no mundo dos mortos, você também possui uma armadura, mas não aparenta ser um cavaleiro de Athena – Magnus exige ainda mais respostas.
– Haha, Eu sou um espectro a serviço de Hades, esta armadura que visto é uma súplice feita com os cristais do submundo.
– Porque salvou a minha vida? – O cavaleiro de câncer afasta as pernas uma da outra e assume sua posição de combate, considerando o ser a sua frente um inimigo ou não ele demonstra ser uma grande ameaça.
– Eu tenho uma mensagem de Hades o imperador do submundo para o novo mestre do santuário – Disse o espectro para Magnus – Eu sou todo ouvidos – Responde o dourado esperando ouvir a mensagem do espectro.
– As tropas de Hera já estão agindo, o que ocorreu no santuário esses dias é apenas o começo do que está para vim, Hera não irá facilitar e vai atacar com tudo até que não sobra nada na Grécia, será apenas questão de tempo até que o santuário seja destruindo e em seguida o mundo inteiro – O espectro entrega a mensagem para Magnus.
– Humm, está certo eu entregarei a mensagem para o grande mestre, agora como eu faço para sair daqui – O dourado olha para todas as direções procurando uma saída.
– Você só está vivo porque está utilizando a armadura sagrada de câncer, esta armadura se mostra um elo entre o mundo espiritual e um mundo material, o único jeito de retornar é utilizando Seikshiki e pelo visto você ainda não possui o domínio sobre esta tecnica, mas eu lhe darei uma mãozinha.
Verônica estende uma de suas mãos para o céu em seguida apontando o indicador para o mesmo o céu começa a troveja e um raio de cor púrpura despenca do mesmo atingido o dedo indicador de Verônica que em seguida aponta para Magnus e dispara contra o mesmo. O dourado assustado recua para trás, mas se esquece de que está sob a ponta da encosta, quando o dourada está prestes a cair ele é atingido pelo o raio que o transporta novamente para o mundo material. Outra vez o dourado abre os olhos lentamente acordando no corredor do coliseu, percebe que agora não está sozinho ao seu lado o cavaleiro de Áries se encontra agachado o encarando tentando imaginar o que aconteceu. Estando de rosto para o solo, Magnus se levanta lentamente, estando o mesmo de joelhos apoiando as mãos sobre o solo, a viagem do mundo dos mortos até a superfície o deixou um tanto enjoado fazendo com que este vomite devido à imensa bagunça que ficou a sua cabeça. Agora que o dourado está consciente Kiki aproveita a chance para pergunta o que acontecera com o mesmo.
– Eu, eu fiz uma pequena viagem até o mundo dos mortos. Eu me encontrei com um espectro que atendia pelo nome de verônica de Rassa, Ela me passou uma mensagem do imperador do submundo para ser entregue ao mestre do santuário – Explica o dourado.
– Você tem certeza? Como você conseguiu chegar até o mundo dos mortos? – O dourado de Áries exige uma resposta para entender a situação.
– É uma longa história meu camarada, por hora entregue a mensagem para o mestre eu preciso de um pouco de descanso – Magnus olha para Kiki e esboça um leve sorriso e em seguida desmaia devido ao seu esforço excessivo desde as batalhas do coliseu a sua chegada e ida ao mundo dos mortos.
Naquela mesma após o fim do torneio dos céus, os cavaleiros dourados são reunidos para discutiram sobre o assunto determinado, há esta hora já está escurecendo. No salão principal passos metálicos ecoam sob o solo sagrado os portões do salão se abrem e os cavaleiros de ouro adentram sob o mesmo caminho até se aproximarem do mestre que está sentado em seu trono. Uma fileira é repartida para ambos os lados distribuindo-se igualmente cavaleiros de um lado para outro, notara-se então que câncer e peixes estão ausentes enquanto os demais cavaleiros de ouros encontram-se presentes.
– Onde está Magnus e Adônis? – Pergunta o mestre questionando pelas suas ausências.
– Magnus está sem condições se ficar de pé, após sua viagem para o mundo dos mortos ele se deparou com um espectro de Hades, e este lhe deu uma mensagem do imperador do submundo. Adônis seu paradeiro é desconhecido, acredito que ele esteja perambulando por ai apesar de ter sido informado da reunião, suponho que ele seja um tanto teimoso em cumprir suas ordens.
– Muito assim que Adônis estiver ao alcance, diga que quero falar com ele pessoalmente, agora em relação a magnus estou curioso em saber como ele conseguiu chegar ao mundo dos mortos sem ter o domínio do Seikshik – O mestre fica em silencio por momento tentando imaginar a situação.
– Mestre o senhor pode nos dizer o que quis dizer com Seikshik – Pergunta o dourado de escorpião.
– Muito bem eu os explicarei. O Seikishik ou “Fogo Fátuo” É o nome que os chineses atribuíram ao aglomerado no presépio no coração da constelação de câncer. Também conhecido como “Vela de cadáver” É o fenômeno no qual os cadáveres entram em combustão após exalarem o inflamável fósforo de hidrogênio – O mestre dá uma pausa e em seguida prossegue – Suponho que o aglomerado do presépio possua a capacidade de enviar a alma humana para o mundo dos mortos. Esta técnica está atribuída a todos aqueles que portam a armadura sagrada de câncer. Ela permite enviar qualquer ser vivo para o mundo dos mortos.
– Impressionante – Disse Cornélio.
– Se for verdade que de alguma maneira Magnus foi ao mundo dos mortos estou certo de que ele não voltou sozinho, pois ele ainda não possui o domínio sobre o Seikishik. De qualquer modo devemos levar em conta a mensagem que ele trouxe consigo, eu poderia acreditar que Hades estivesse morto. Pois eu mesmo estive lá para testemunhar que o imperador do submundo morreu pelas mãos da própria Athena – Relembra o mestre.
– Quer dizer que a própria Athena é quem derrotou, mas o que explica o fato de que espectros estejam à ativa? – Pergunta o santo de aquário.
– Falar de Deuses é um assunto muito complicado Kálidas, pode ser qualquer coisa e o que quer que seja certamente não é algo bom, devemos tomar cuidado, para Hades nos avisar ele pode muito bem está esperando que derrotemos Hera para só então atacar o santuário – O mestre dispõe uma teoria incerta.
Enquanto o grande mestre e santos de ouro presentes continuam a discutir na reunião, Magnus vinha de uma enfermaria localizada aos arredores do santuário, chegando até a casa de Áries segundo informações a escadaria das doze casas o levará até o salão principal, mas ao tentar passar pelos portões que leva a casa de Áries que está um pouco mais a frente este é barrado por dois soldados do santuário que empunham suas lanças em direção ao dourado dizendo que este não tinha permissão para adentrar nas doze casas.
– Alto Magnus! O senhor não tem permissão para seguir adiante, mandarei um dos homens até o salão para informar a sua presença, neste momento, permaneça aqui e aguarde! – Aborda um deles.
– Sério você quer mesmo me fazer esperar aqui só para que o mestre saiba que estou subindo a escadaria para o paraíso do céu? Faça-me um favor, porque vocês dois não saiam do meu caminho? – O dourado pede gentilmente que os soldados se retirem do seu caminho.
– Já lhe disse, não importa se você seja um cavaleiro de ouro, você não pode entrar até que tenha a permissão precisa – Torna o guarda a insistir em manter o dourado aguardando pela permissão.
– Bom eu não tenho outra opção mesmo certo? – Magnus se vira ficando de costas para ambos os guardas fingindo deixar o local ao perceber que ambos baixaram suas guardas o dourado se vira rapidamente desferindo um poderoso chute horizontal com o bico da sua bota dourada atingido o rosto de ambos os guardas os jogando violentamente para a sua direita e estes em seguida se chocam contra o chão ficando inconscientes – Eu não gosto quando as pessoas não facilitam para mim sabe? – Com um olhar assustador e um sorriso macabro, o dourado abre os portões e continua a seguir o seu caminho.Uma pequena caminhada é feita até chegar ao salão do grande mestre, não haveria mais nada que pudesse impedir o dourado de chegar até o seu destino. Após alguns minutos passando pelas moradas existentes em seu caminho Magnus finalmente chega à fortaleza em que está destinado a proteger, a casa de câncer. O dourado para em frente à mesma e a observa e então segue em frente, dentro da morada como nas demais outras um silêncio terrível paira no ar. Somente os passos metálicos de suas botas douradas ecoam sob o solo sagrado da morada de câncer, inesperadamente ruídos começam a surgir novamente fazendo com que o dourado fique em alerta. Magnus olha para todas as direções, mas não percebe a presença de ninguém então os ruídos tornam-se cada vez mais ensurdecedores alegando ao mesmo que aquele pesadelo está para acontecer outra vez.
– Ah qual é isso só pode ser brincadeira! – Explode o dourado de raiva enquanto olha para todas as direções estando preparado para qualquer ação.
– Nos liberte nos liberte agora – Novamente as vozes agonizantes surgiam bem como os rostos contorcidos sobre a parede da morada logo em seguida corpos apodrecidos surgem do solo erguendo-se em direção ao cavaleiro de câncer.
– Desta vez não vou deixar que me levem! – Empurrando a capa para trás que antes cobria a frente do seu corpo o dourado está pronto para desafiar o seu destino.
Em outro local do santuário, um homem desce as escadarias de um pequeno rochedo que leva diretamente até uma praia, a noite está bela e as estrelas começam a surgir junto com o clarão do luar, se passou muito tempo desde o torneio dos céus, este homem é nada menos que Adônis o cavaleiro dourado de peixes. Chegando até a margem da praia o mesmo admira as ondas virem e voltarem, acreditando que uma vez que as ondas venham banhar seu corpo neste mar fará com que as ondas levem os maus presságios e todos os pensamentos terríveis que tem consumido a sua mente. O fato de também ter passado seus últimos dias somente vendo sangue ser derramado o deixou demasiado cansado, era hora de admirar algo belo e vivo como o azul límpido do mar. O dourado tira a sua capa e com a mão esquerda erguida para um dos lados na altura do ombro solta à capa e esta voa sendo levada pelo vento, a brisa da noite está uma maravilha. Logo suas ombreiras são removidas, o peito as perneiras, as braçadeiras e por fim o capacete, o homem está nu em meio a praia, não havia ninguém no local no momento então não era motivo para se preocupar, com seu corpo belo e esculpido caminha em direção ao mar aprofundando seu corpo pela água aos poucos e então mergulha sob a mesma definitivamente. A armadura de peixes fica sob as margens na areia da praia enquanto o pisciano se refresca sob a o mar aliviando todos os seus pensamentos e problemas desde que chegara à Grécia, tal momento não poderia ser aproveitado com tanto prazer. Após emergir para superfície tendo somente parte metade do seu corpo pela água o dourado se encontra de frente para o mar e admira o reflexo do luar sob a mesma, esta tem sido uma das noites mais bonitas que o cavaleiro já viveu, uma noite que o faz lembrar-se daqueles dias em que ele era apenas um simples humano, cheio de fraquezas e pecados, sem responsabilidades e deveres, agora tudo parece muito diferente aos seus olhos, o mar de certo modo o lavou de todo o seu sofrimento. Enquanto o pisciano continua a se banhar, uma jovem caminha pela praia com uma cesta em mãos, trajando um vestido branco que se estende até os pés, ela possui longos cabelos azuis atados a uma presilha cujas mechas descem pelo seu rosto e pelas suas orelhas, a jovem que tem uma pele tão clara como a neve vinha caminhando pela praia coletando conchas para confeccionar peças de artesanato, avistou um pouco mais a sua frente um pano largado sob o meio da areia, esta se aproxima e se agacha analisando a peça e percebe que não se trata de um mero pano e sim de uma peça valiosa utilizada somente por guerreiros de elites existentes no santuário, no caso se tratando dos cavaleiros de Athena. A jovem pega o pano e a carrega consigo e segue em frente, após uns segundos de caminhada ela avista um homem se banhando sob a praia e rapidamente se esconde atrás de um conjunto de rochas que está um pouco mais a frente a sua direita, e assim ela o fez. A jovem estende a cabeça lentamente por cima da rocha para espiar o homem que se banha sob o mar, seu rosto muda rapidamente de cor para um tom avermelhado, talvez a cena que presenciara será a única na sua vida, pois ela não podia imaginar tamanha beleza vista somente em um homem. Julgando pelas peças de uma armadura que foi deixada sobre areia, o homem é nada menos que um cavaleiro pertencente ao panteão mais forte de Athena. O elmo acusa certa lembrança aos olhos da jovem que rapidamente percebe de quem se trata o homem que se banha naquela praia, suas suspeitas são confirmadas e ao recuar para trás ela tropeça em uma pequena rocha atrás de si a fazendo emitir um berro chamando a atenção de Adônis.
– Quem está ai, identifique-se agora! – Vira-se e exclama o dourado exigindo que o espião se revelasse imediatamente
– Me desculpe por está o espiando, eu não queria incomodá-lo, eu estava caminhando pela praia quando vi sua capa jogada um pouco distante daqui, eu pensei em entregá-la, mas vejo que você está em ocupado no momento, eu não quero importuná-lo – Disse a jovem que sai em meio as rochas totalmente sem jeito.
– Carrie é você? Fico feliz em vê-la novamente, sei que não é uma boa hora como pode ver, mas, por favor, aproxime-se – O dourado a incita se aproximar, pois a jovem está um pouco longe para se manter uma conversa formal.
– Eu vou deixá-la aqui junto de sua armadura mestre Adônis – Disse a jovem muito envergonhada que caminha lentamente chegando até a margem da praia e deixando a capa presa a uma das partes da armadura, em seguida ela se vira segue em direção a escadaria do rochedo.
– Você já vai? Achei que quisesse ficar um tempo mais para conversamos, desde o dia que deixei aquele coliseu não tivermos mais tempo para nos vermos, por acaso a mulher que cuidou de mim um dia, não tem mais interesse em saber como vive este homem? – O dourado inicia uma conversa na esperança que a jovem permanece no local.
– Bom, eu acho que posso ficar um pouco sim – A jovem se vira para Adônis esboçando um leve sorriso, ela podia o ver, mas não totalmente, pois metade do seu corpo está coberto pela o nível da água tornando assim a presença do pisciano menos constrangedora aos seus olhos.
Enquanto isso na morada de câncer os mortos são pesadamente destroçados pelos golpes de Magnus, mas não importa quantas vezes ele tente, os mortos ressurgem novamente como se nada tivesse os afetado. Magnus está irritado e ofegante com toda a situação seus esforços são inúteis e se ele fraquejar estes espíritos os vão encaminhá-lo novamente para o mundo dos mortos e verônica pode não se encontrar naquele mundo deturpado uma vez que já esteve no Yomutsu para dar a mensagem ou é muito provável que ela o mate uma vez que Magnus seja completamente inútil aos seus olhos. Enquanto o mesmo pensa em um modo de impedir que tal problema aconteça o dourado tem uma lembrança de seu passado onde o mesmo costumava estudar livros que se tratavam de magia negra, existe um capitulo no livro no qual dizia os mortos não possuíam poder sobre os vivo, os mortos não estão conscientes de completamente nada, os espíritos se alimentam do medo que existe no coração do ser humano e uma vez que estes espíritos conseguem se manifestar eles passam a sugar a energia vital de uma alma vivente até que ela enfraqueça aponto de perder a sua vida, o único modo de controlar os mortos é conseguir ter o poder sobre eles e mostrar que não existe medo em seu coração. Conseguindo lembrar-se daquele capitulo Magnus se pergunta que nunca teve medo de nada, talvez ele esteja enganado, pois o único momento que na verdade o jovem sentiu medo foi naquele momento em que sua irmã estava amarrada a uma bomba e ele podia ver a tristeza em seus olhos, o maior medo que Magnus teve foi deixá-la para morrer, ao invés de tentar ajudá-la salvou a si próprio, essa culpa tem consumindo seu coração lhe trazendo, dor, sofrimento e medo, agora os espíritos dos mortos que Magnus matou estão utilizando esse sentimento para levá-lo para o mundo dos mortos o lugar onde eles acreditam que Magnus pertence. Graças à armadura de câncer estes espíritos estão possuindo esta vantagem e Magnus precisa encontrar um meio de controlá-los.
– Muito bem seus desgraçados, eu vou mostrar para vocês quem é que manda aqui! – O cavaleiro de ouro cessa seus movimentos e então se mantêm quieto. Seus olhos se fecham seus músculos relaxam Magnus entra completamente em um estado de meditação.
– Nos liberte nos liberte! – Os mortos continuam a se aproximar do dourado.
Neste momento o cosmo de Magnus surge e cresce lentamente. Dentro da sua mente ele crer que a culpa não foi sua e que sempre manteve seu dever de proteger a sua irmã, a vida toda Magnus lutou a protegendo de todos os perigos que a rodeava, infelizmente muitas vezes uma pessoa não pode controlar o seu destino, mas o que não a mata a torna ainda mais forte. Com esses pensamentos o medo do dourado desaparece e o cosmo cresce cada vez mais, os mortos que antes continuavam seus passos rastejantes em direção ao dourado agora param, eles começam a gemer e a se contorcer, começam a derreter se desfazendo, os rostos nas paredes da morada começam a desaparecer e logo uma onda de espíritos surge na casa de câncer e começa a rodear o dourado. O mestre se encontra junto dos dourados no salão principal conversando em sua reunião e consegue sentir uma presença completamente assustadora bem como os demais que estão presentes, estes decidem ir para fora do salão a fim de saber o que passa, e tendo o feito percebem que na morada de câncer algo errado está acontecendo.
– É impressão minha ou uma nuvenzinha cinza está se amotinando em cima da casa de câncer – Disse o dourado de leão assustado com a cosmo energia que vinha daquela região.
– Sekishiki meikai há – Somente estas palavras recorriam na mente de Fênix ao presenciar tal cena.
Retornando a casa de câncer, o dourado cai de joelhos sob o solo os espíritos o rodeiam tentando tomar o controle de si, mas este bravamente luta para manter o controle sobre eles, ao erguer-se furiosamente e estender ambos os braços para cima bem como a cabeça em um grito ameaçador o dourado explode o seu cosmo em fúria desafiando os espíritos a sua volta.
– Malditos desapareçam do meu caminho! – Neste momento um buraco negro se forma no teto da casa de câncer e uma cortina de ar muito poderosa começa a sugar os espíritos para dentro da mesma até que não sobrasse mais nenhum deles.
Neste momento Magnus desaba de frente contra o chão ficando inconsciente, sua armadura está soltando fumaça, seu corpo esquentou tanto aponto que este poderia ter sido morto ao tentar livrar-se desesperadamente daqueles espíritos, o dourado ainda não tem total controle do poder do qual dispunha para utilizar o Sekishiki. Neste momento todos os cavaleiros de ouro presentes da reunião conseguem chegar até a casa de câncer avistando o mesmo caído inconsciente sobre o chão novamente, percebendo que o dourado ainda respira, ele precisará ser levado para a enfermaria novamente.
– Cornélio eu preciso que leve Magnus até a enfermaria novamente, é muito provável que o que aconteceu aqui, foi um breve caminho para o mundo dos mortos – Pede Kiki gentilmente.
– Deixe comigo! – Disse o grandalhão que pega-o colocando o sobre um dos ombros e então o levando para a enfermaria.
– Ariel procure por Adônis ele pode está sob os arredores do santuário, diga que o mestre queira conversar com ele pessoalmente. Os demais retornem para suas casas.
Compreendendo a situação Cornélio desceu junto com alguns outro dourados que o acompanharam e no final da casa de Áries desceu junto de Ariel para o santuário ficando para trás o dourado de Áries que acredita que Magnus ficará bem enquanto os demais dourados assumem suas fortalezas. Na praia algum tempo se passou enquanto o pisciano continua a conversar com a jovem mulher, neste momento eles são interrompidos por uma voz famíliar e este era nada menos que Ariel que descia as escadas e com um palpite certo adivinhou de primeira onde o pisciano estaria, que lugar para alguém como Adônis estar senão dentro da agua? Ironia do destino?
– Aí está você o mestre quer ter uma audiência e você será o único presente, acredite você está encrencado – Disse o leonino sorrindo.
– Eu já imaginava tal acontecimento, receio que agora eu precisarei partir – O jovem começa a andar saindo definitivamente da agua mostrando toda a sua estrutura física sem se importar com nada.
– AAAAAAHHH! – Em um grito Carrie rapidamente se vira de costas ao perceber toda ousadia de seu companheiro que saiu da água definitivamente pelado sem se importar com nada – Pelo amor de Deus vista estas coisas! – Disse Ariel um pouco mais atrás que tampara seus olhos com umas das mãos, irritado pela falta de educação de seu companheiro.
– Perdoe-me não pensei que fosse demais, eu me vestirei só um instante – O dourado então caminha até sua armadura e começa por suas perneiras e assim adiante, no final ao prender sua capa novamente a suas costas pega o elmo sobre a areia o limpa e então o coloca na cabeça – Pronto, verei o que o mestre queira falar comigo.
– Você é louco cara, no dia que joguei suas bagagens no rio eu devia ter jogado você junto com elas – Disse o leonino fazendo cara feia em seguida se vira indo embora.
– Um pouco nervoso ele, você não acha Carrie? – Pergunta o Pisciano.
– Bom quem pode culpá-lo não é? – Responde a jovem que se vira de frente para o pisciano o olhando nos olhos.
– Eu estou certo de que nos veremos em breve, eu preciso ir agora, tenha uma boa noite Carrie – Tendo dito isto o dourado passa pela jovem que não demonstra nenhuma reação, ela permanece parada de frente para o mar enquanto o dourado segue seu destino. A imagem daquela rosa que esta havia coloca em seu cabelo ainda permanece em sua mente se tingindo de vermelho.
Três dias então se passaram desde os acontecimentos daquela noite. O dia brilha intensamente como de costume, novamente uma reunião acontece e agora todos os doze dourados estão reunidos, além de Shina a única amazona de prata existente no santuário.
– Creio que vocês tiveram bastante tempo para se organizarem e desenvolverem melhor os seus cosmos eu acredito que desde o inicio de suas existências vocês estavam destinados a lutar por Athena até o ultimo memento de suas vidas – Disse o mestre orgulhoso de todos que ali estão reunidos – Gostaria que Shun, Shiryu, Hyoga e Seiya estivessem aqui para ver isto.
– Vocês são a prova de que o santuário se ergueu novamente das cinzas e que estamos prontos para a chegada de Athena, para um mundo governado com muita de paz e harmonia – Disse Shina que se encontra ao lado do trono do mestre.
Enquanto os elogios e sermões continuavam a serem ditos uma explosão surge do lado de fora causando um tremendo alvoroço na região. O mestre bem como os cavaleiros voltam suas atenções em direção aos portões do salão e então decidem saírem na procura de saber o que está acontecendo e ao fazerem percebem que o santuário se encontra sobre ataque inimigo, os cavaleiros de ouro junto do mestre descem as doze casas até chegar ao centro do santuário. Tendo o feito ao chegar até a entrada da frente da casa de Áries o mestre e os demais se deparam com um grupo de cavaleiros de origem completamente desconhecida, no meio deles surgem um cavaleiro do qual o mestre se lembra, aquele que traja uma armadura tão vermelha quanto a cor do sangue, de longos cabelos loiros e a cabeça de uma salamandra pode ser vista no lado direito de seu ombro, este é Heracles de salamandra o guardião de Hera.
– Heracles você! Se você está aqui significa que, os doze trabalhos estão prestes a começar! – Disse o mestre surpreso com a presença de seu inimigo.
– Muito pesperctivo de sua parte, vejo que lhe caiu muito bem esta roupa como o mais novo mestre do santuário, mas será que você será capaz de concluir estes trabalhos? – Disse o guardião tranqüilamente.
– O que você quer dizer com isto, acha que não somos capazes de impedir que a terra seja destruída? – Questiona o mestre.
– Sem Athena aqui vocês não serão capazes de nada! – Disse o guardião seriamente.
– Então nos vamos mostrar para você o que nos cavaleiros de Athena somos capazes – O santo dourado Áries que está sem o seu elmo dá um passo a frente e então eleva o seu cosmo e erguendo uma de suas mãos para frente e abrindo a palma da mesma cria uma poderosa esfera de luz com um alto teor de energia concentrada – Eu Também irei mostrar do que sou capaz – Disse o dourado de libra que dá um passo a frente elevando o seu cosmo.
– Patéticos,acham mesmo vocês possuem alguma chance contra mim, o guardião mais poderoso de Hera, Heracles de Salamandra! – Os olhos do guardião se arregalam e suas pupilas começam a arder em chamas.
– Saberemos assim que acabar com você! Garras do Tigre (Tiger First) – Raio Estelar! (Stardusty Ray) Gritam ambos os cavaleiros
– Hu, Kiki esperem! – O mestre tenta impedir a ação de ambos os dourados mais é tarde demais.
Ambos os cavaleiros dourados corre alguns metros à frente em seguida disparam suas técnicas em direção ao inimigo! Com um dos punhos cerrado Hu desfere um poderoso golpe cortando o vento, uma poderosa rajada de cosmo surge com um tigre correndo simulando o ataque, em seguida Kiki com a mão estendida para o alto joga-a para frente disparando um poderoso raio e este raio seguia como uma grande estrela cadente. As duas técnicas seguem em direção ao inimigo na velocidade da luz, mas o guardião parece não se importar e nem mesmo aqueles que estão atrás dele. Heracles tira de trás de si um bastão muito bem ilustrado de cor vermelho que cresce fazendo duas laminas surgirem em cada ponta criando uma foice de dois lados. Ele então começa a girar esta foice e ela vira uma hélice flamejante. A técnica de ambos os dourados se chocam contra a mesma e parece não surtir efeito algum, Hu e Kiki se impressionam com o poder que representa aquele ser terrível que poucos segundos faz com que suas técnicas voltem contra si mesmas duas vezes mais poderosas, Áries e libra tentam se esquivar porem tarde demais, o ataque se choca contra eles fazendo com que sejam esmagados cruelmente contras as escadarias deslizando-se para perto de aonde vieram.
– Ahhh! Que cosmo energia terrível ele possui – Disse o dourado de Áries tremulo com os olhos arregalados em meio à dor enquanto cerra os dentes acaba por desmaiar – Ele até mesmo foi capaz de repelir e mandar contra nos, nossos próprios ataques – Disse o dourado de libra que erguia a cabeça lentamente olhando em direção ao guardião que está a alguns metros de distancia e agonizado pelo o ataque acaba também por desmaiar.
– Isto é apenas o aviso que o venho lhes dar, vocês cavaleiros de Athena jamais serão capazes de derrotar Hera, ainda sim ela permitiu que vocês tivessem a chance de viver junto com a humanidade se cumprir os doze trabalhos, mas considerando o que eu vi hoje eu duvido muito que vocês consigam – Tendo dito isso um flash surge e em questão de segundo o guardião e os seres a sua voltam desaparecem.
Todos estão impressionados com o que haviam visto. Um dia se passa então desde o ocorrido, no salão do mestre os cavaleiros de ouro se encontram reunidos novamente bem como a amazona de prata.
– Kiki, Hu vocês estão bem? – Pergunta o mestre preocupado com a condição de seus companheiros.
– Sim, podia se pior se o senhor não nos tivesse dado uma advertência, então aquele é Heracles de Salamandra a quem o avisou sobre os doze trabalhos, ele se mostra muito poderoso – Disse Kiki decepcionado consigo mesmo – Não se culpe por não conseguir enfrentá-lo haverá muitos desafios no caminho, haverá oportunidades para chegarmos até ele novamente e então juntos vamos pará-lo.
– Ele também porta uma arma muito poderosa através dela ele foi capaz de repelir nossos ataques, suponho que somente usando os punhos não seremos capazes de dete-lo – Disse Hu com um grande receio.
– Nesse caso teremos que tomar medidas extremamente radicais – O mestre dá uma pausa e entãa podia notar que o mesmo está um pouco nervoso – Vamos precisar utilizar as armas sagradas de libra se quisermos ter alguma vantagem.
– Isto é realmente necessário mestre? – Pergunta Shina preocupada com a decisão de Ikki.
– Sei que Athena proibiu o uso de armas há muitos anos atrás, porém se não a utilizarmos estaremos em desvantagem na luta contra o inimigo, suponho que não só Heracles deva possuir uma arma como também todos os seus subordinados. Se meus instintos estiverem corretos lutando somente com os punhos não teremos nenhuma chance. Uma vez utilizamos as armas sagradas para destruir os pilares e impedir que Poseidon reinasse na terra, agora mais uma vez precisaremos delas para impedir que Hera tome conta da humanidade – Reflete o mestre.
– Mestre o senhor pode nos explicar a utilização das armas sagradas de libra – Pergunta Hu que sempre notou os acessórios em sua armadura, mas nunca soube como usá-las.
– Antes de vocês saberem mais sobre a armadura de libra precisam saber quem a utilizou há muito tempo atrás. Dohko é o Cavaleiro Dourado de Libra que lutou na última Guerra Santa contra Hades no ano de 1743, onde somente ele e Shion de Áries sobreviveram. Após a Guerra Santa de 1743, Shion se tornou Grande Mestre do Santuário, e Dohko, ficou com o encargo de vigiar o selo que aprisionava Hades e seus 108 espectros. Para esse fim Atena concedeu a Dohko a técnica do envelhecimento retardado (Misopetha-Menos), que pemitiu que o coração dele batesse apenas 100.000 vezes por ano (100.000 é o número médio de batimentos diários do coração), assim, em 243 anos, Dohko envelheceu o equivalente há apenas 243 dias. Desde então, manteve-se fixo e em vigília nos Cinco Picos Antigos de Rozan, na China. Possivelmente para evitar que o selo que lacrava Hades fosse violado, Foi Através de Dohko que muitas vezes fomos salvos quando ele enviou a armadura de libra para nos ajudar, Dohko Foi mestre de Shiryu o cavaleiro de bronze de Dragão que também foi portador da armadura dourada de libra. Os Cavaleiros de Atena sempre foram contra o uso de armas em suas batalhas. Porém, para momentos difíceis, a Armadura de Libra vem equipada com um par de armas diferentes, totalizando doze, uma para cada Cavaleiro de Ouro. Estas armas são tão poderosas que foram capazes de despedaçar os sete pilares da Fortaleza Submarina e o Esquife de Gelo de Camus de Aquário, que nem todos os Cavaleiros de Ouro juntos destruiriam.
– Camus de Aquário, o mestre do meu mestre? – Pensa o dourado Kálidas de Aquário.
– Não há mais tempo a perder estas armas sagradas serão distribuídas igualmente para cada um de vocês, não sabemos quando os doze trabalhos irão começar devemos está preparados o quanto antes – Disse o mestre confiante.
– Sim senhor! – Responde todos.
– Heracles tenha certeza de que o encontrarei novamente e desta vez não permitirei que você parta com vida – Pensa o dourado de Áries com uma expressão séria em sua face.
Notas finais
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Da luz nasce a esperança
Do Ódio nasce o Sofrimento
E do Amor nasce a força de vontade.
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