Notas iniciais
Cronos começa a se manifestar. Em uma galáxia distante, duas entidades se preocupam com o destino da Terra. Será que as 7 bestas poderão salvar nosso planeta? Duas jovens universitárias. Uma cheia de sonhos e a outra ainda não se decidiu.... O que serão as duas fumaças que Kátia avistou?

Capítulo 2 –

O espaço se desfez e o professor Sergio voltou a si, após seu encontro com Cronos.

— Mestre Cronos, por favor, eu imploro que não prejudique os meninos. Eles são apenas garotos em formação. Eles não lhe devem nada e não tem culpa. –, clamou o professor.

— Fica tranquilo, Sergio. Apenas quero que dê um jeito de ir para a Alemanha e fazer o que lhe ordenei. Seus alunos não vão sofrer a minha ira, até porque quem irá senti-la É VOCÊ!! – gritou Cronos, manifestando-se no corpo de Sergio..

— AAAAAHHHH!! – gritou Sergio, agonizando, como se tivesse levado uma facada no peito.

— Agora trate de fazer o que ordenei, senão.... seu coração irá parar de bater e eu irei estraçalhar sua vida!!! – exclamou Cronos.

— Sim senhor. Eu irei seguir as suas ordens. – respondeu Sergio.

— Acho bom! – respondeu Cronos. – Agora, irei acabar com essa tempestade, para que não hajam vestígios meus para aquela pessoa....

— Mas senhor Cronos, quem estaria o vigiando? – perguntou o professor, em tom de curiosidade.

— Isso não vem ao caso você saber, por enquanto. É melhor deixar as coisas como estão. Na hora certa, você saberá quem é e o que fazer.... hahahahahahah – riu Cronos.

— Sim, Mestre Cronos. – respondeu Sergio.

Após o breve diálogo com Cronos, Sergio cai desmaiado. A tempestade se dissipou e o sol voltou a brilhar reluzente, e a energia também voltou ao normal. No corredor da sala dos professores, um colega de Sergio abre a porta e se depara com ele desmaiado:

— Sergio!! Sergio!!! – grita o professor Mauricio, que divide a sala com Sergio. – Sergio, levanta, acorda!!!

Mauricio encosta o corpo de Sergio perto de uma cadeira e tenta reanima-lo... Sergio abre os olhos, meio zonzo:

— Ma.. Mauricio, é você? – questiona Sergio, inconsciente.

— Sim, sou eu. Eu estava vindo para a sala, e quando abro a porta, vejo você caído no chão. Aconteceu alguma coisa? Passou mal? – pergunta Mauricio, todo preocupado.

— Não, tá tudo bem comigo. Deve ter sido.... (Cronos emanando uma aura agressiva no interior de Sergio)... pressão baixa. Devo ter comido alguma coisa que não me fez bem... – respondeu Sergio, acalmando o colega de sala.

— Entendi. Bom, a sua cara não tá boa. Você veio de carro? Quer uma carona pra casa? Ou comer algo pra poder dar um up pra sua pressão? – perguntou Mauricio.

— Acho que vou aceitar comer alguma coisa. Foi de repente. Eu tava estudando o material pra trabalhar na próxima aula com os meninos e caí desacordado... deve ter sido isso. (A aura de Cronos desaparece). Quanto à carona, vou aceitar sim, obrigado. – respondeu Sergio com um sorriso.

— Ah, que bom. Vamos comer alguma coisa. Deixe seu material aí e eu tranco a sala. Você precisa descansar um pouco. Desde que retornou da Grécia, não teve um momento pra se distrair., comentou Mauricio.

— É, tem razão. A pesquisa lá me fascinou tanto que esqueci da rotina tranquila...-, respondeu Sergio.

— Vamos nessa, então. Te levo pra almoçar e depois te deixo em casa – sugeriu Mauricio.

— Tranquilo. Obrigado, Mauricio, agradeceu Sergio.

— Imagina. É o mínimo que posso fazer. Vamos-, levantando Sergio.

Mauricio é também professor do departamento de História da universidade. Suas pesquisas se concentram nas eras iniciais – as chamadas eras dos Dinossauros. Sempre teve interesse em estudar a cultura dos povos antigos que povoaram a Terra em seus primórdios, como também gosta de estudar as grafias nos rochedos e cavernas – como se elas fossem uma espécie de diário. Mauricio é um cara alto, de mais ou menos 1,80, cabelo curto e castanho escuro, corpo quase definido, com cara de moleque. Deve ter uns 35 anos.

Puxa vida, leitor, agora que vi que nem sequer descrevi os outros personagens. E você nem pra me avisar, hein??? Sacanagem... cadê a camaradagem do nosso contrato? Vou te contar hein...vocês leitores, colocam a gente em cada uma....

Mas vamos lá... Primeiro vamos ao Marcelo. Como já sabem, ele tem 20 anos. Fisicamente, Marcelo tem 1,74m, olhos castanhos, cabelo de comprimento médio e ondulados. Seu corpo está começando a tomar forma definida, uma vez que ele começou academia e educação alimentar. Tem uma personalidade pacífica, e certas vezes, teimosa. Nossa, que cara teimoso e cabeça dura... Juro pra vocês, eu tento ficar numa boa com ele, mas tem horas que ele dá nos nervos.... mas com o tempo, a gente acaba aceitando as pessoas como elas são.

Tiago, tio de Marcelo, tem seus 32 anos. Olhos verdes, cabelo médio e tom loiro escuro. Tem 1,76m, corpo normal, não muito definido, nem muito magro. É um cara que tem um humor... muito irônico. Embora ele tenha esse jeito de desdenhar as pessoas, ele tem uma boa personalidade. É compreensivo, justo e crítico nas coisas que faz. Cuida demais do Marcelo e sempre coloca seu sobrinho numas saias justas.... que até eu prefiro ficar de longe.... O cara é porreta, mas é sacana também. Com o tempo, vocês aprenderão a gostar dele, posso garantir.

Thomaz, o melhor amigo do Marcelo. Tem a mesma altura que seu amigo, porém é um pouco mais magro, com olhos azuis e cabelo comprido num tom ruivo. É um cara esforçado, dedicado naquilo que faz. Nascido de uma família humilde, sempre teve incentivo por parte dos pais em estudar e ser perseverante. Estudou junto com Marcelo num colégio particular, sempre com bolsa integral, por ser um aluno de destaque e de bom comportamento e rendimento perante os colegas. Duvido que alguém fale que não gosta dele. Ele é muito sociável, extrovertido, mas ele fica um pouco sem-graça perto do tio Tiago. Ele tem receio de falar alguma besteira perto do tio do seu amigo e ser respondido com alguma ironia, como se fosse certa humilhação. Rapaz, não precisa ter medo do tio Tiago, até ele mesmo fala algumas baboseiras também pra dar uma descontraída.... Quem nunca? Sem falar que o Tiago é super tranquilo, não teria porque se intimidar diante dele. Vai na fé.

Professor Sergio. O professor tem lá os seus 40 anos. Usa óculos, tem em torno de 1,70m, uma cara um pouco enrugada devido à idade, olhos castanhos escuros, cabelo bem curto e preto, mas está sempre com a pele bem tratada, até porque o cara é um pouco vaidoso. O corpo deu uma engordada, porque ele teve um ataque cardíaco há muito tempo e embora ele faça exercícios com certa regularidade, ele não pode forçar muito, até porque seu metabolismo não é o mesmo que antes. E infelizmente, como vocês viram, ele foi escolhido para ser o hospedeiro de Cronos, por ter uma sede de poder....

Mas até eu que conheço bem ele, me questiono do porquê ele querer tanto poder.... Será alguma desavença pessoal que eu não saiba? Estranho, nunca reparei que ele tivesse esse desejo intenso de poder. Sempre foi um cara sereno, sério nos estudos e bem competente naquilo que faz. Todos da faculdade gostam dele, nunca teve atrito com alguém (até onde eu sei)... sempre respeitoso com as diretrizes da faculdade... e sempre agia com parcimônia perante algumas situações. Veremos o que nos aguarda.....

Tadeu, um dos colegas da faculdade de história. É um cara metido, porém muito inteligente. Seria um certo rival pro Marcelo, apesar que Marcelo não liga muito pra essas coisas de rivalidade entre colegas e sempre tratou bem o Tadeu na faculdade. O Tadeu tem 1,80m, olhos castanhos, corpo franzino, cabelo de tom azul marinho com uma franja que tampa um dos seus olhos. Tadeu sempre se julga melhor que todo mundo em tudo, porém, sempre tem o Marcelo pra destronar o cara... e isso deixa ele fulo da vida. Tadeu sempre teve esse jeito por causa da sua família, bastante conhecida em SC. Sempre foi cobrado a ser o melhor na escola, e ai do professor que desse uma nota abaixo de 9 pro cara.... era a morte.

Nem que ele pisasse e humilhasse alguém, ele tinha que se sobressair... um certo orgulho tosco, convenhamos, né leitor? Mas fazer o que? Se o cara cresceu assim, a vida vai ensinar ele, seja da melhor ou da pior maneira a como tratar as pessoas e a si mesmo. Ele tem um complexo de rivalidade com Marcelo, sem necessidade. Mano, o Marcelo não liga pras suas baboseiras de rivalidade... deixa o cara quieto e vá viver sua vida....

William, outro colega do Marcelo. Ele é um poeta nato. Sempre gostou de escrever poesias e peças, mas a História sempre o fascinou, pela forma como os acontecimentos da vida humana se sucederam, e ele tenta trazer isso em suas composições. Ele tem 1,74m, olhos castanhos claros, cabelo de tom verde-escuro com comprimento médio, corpo um pouco gordinho, porque ele não é muito de fazer exercícios. É um aluno mediano na sala do Marcelo, não tem atrito com ninguém, e é bem na dele. Não que seja reservado, mas ele é mais de ficar tranquilo, concentrado em algumas coisas – principalmente suas poesias e peças –, mas se chamarem ele pruma reunião, tá dentro.

Lúcia, a menina que vive questionando tudo e todos. Guria chata pra caramba... ela não espera o pessoal terminar o raciocínio e lá vem ela com alguma pergunta...como se quisesse emparedar alguém, sabe? Como se quisesse testar, provocar? Mas enfim, apesar desse jeito todo inquietante, ela é legal. Ela tem 1,71m, cabelos loiros compridos e olhos azuis. Ela é simpática, dedicada também nas aulas, e tem uma certa quedinha pelo Tadeu, embora ela não admita isso, e nem ele faz ideia, pois ele sempre a vê como uma colega de classe, nada mais. Mano.... quando chegar a hora de ela se declarar pra você, quero ver a sua reação.... daria tudo pra ser uma mosca pra ver a cara dos dois quando esse momento chegar. Hehehehehehe.

Agora vamos voltar à nossa história, certo? Já apresentei alguns de nossos personagens, mas não vou dizer o que acontecerá com eles, com exceção do Sergio, que vocês já leram o que aconteceu. Só que claro, a gente que é narrador, sabe que tem muita coisa pra acontecer com estes jovens. Mas com o decorrer da narrativa, vocês irão supor o que pode acontecer (ou não).

Casa do professor Tiago, em uma sala. O professor está lendo a revista que comprou na banca, dentro do seu escritório. As suas estantes estão carregadas de livros e apostilas encadernadas que ele guarda de seu tempo de Doutorado, como também alguns livros ele comprou em sebos ou em sites de livrarias, pra complementar o seu trabalho de professor. Nem sei quantos livros e apostilas ele tem, só sei que o escritório está cheio desses materiais... é surpreendente.

Tiago começa a ler algumas partes da revista que comprou na banca da Dona Ana:

— É interessante essa construção de como surgiram os deuses que conhecemos. Primeiro veio o Céu e a Terra, e dessa união incestuosa, veio Cronos e seus irmãos, os deuses e gigantes. Abominado com a tirania do pai, Cronos forjou uma foice e decapitou seu pai, tomando o seu trono e prendendo sua mãe no Tártaro. Reia, sua irmã, casou com ele, e de sua união com Cronos, nasceram os deuses Zeus, Hades, Poseidon, Hera, e da decapitação de Céu, a deusa Afrodite.

Porém, em um determinado momento, Cronos foi advertido de que um de seus filhos o destronaria. E para evitar que tal façanha se concretizasse, foi engolindo um a um de seus filhos, com exceção de Zeus, que foi salvo por sua mãe Gaia, e substituído por uma pedra.

Zeus, sabendo da horrorosa ação de seu pai, forjou um raio para que pudesse acabar com o reinado caótico dele. E assim o fez, libertando seus irmãos, que em conjunto, puseram um fim à tirania de Cronos.

Zeus, como novo rei dos deuses, iniciou um reinado cheio de glória e esplendor junto de seus irmãos e filhos que vieram com o tempo. Esses deuses foram chamados de Olimpianos, pois sua moradia celestial encontrava-se no Monte Olimpo. Interessante essa história de filho destronando o pai... um trabalho de psicanálise cairia bem nisso. É bem provável que os complexos que conhecemos devem vir destas narrativas gregas. É.... acho que o Marcelo vai gostar disso.

Tiago olha para a janela, surpreso com o retorno do sol repentinamente e pensa:

— Hã, mas o céu voltou ao normal? Aquela tempestade e chuva densa desapareceram muito rápido. É, a cada dia que passa, as condições climáticas não são mais as mesmas. Se duvidar, é até capaz das estações mudarem seus percursos.

O celular toca e Tiago atende. Era Marcelo, dizendo que tudo voltou ao normal na faculdade, e que ele e o Thomaz estavam indo pra casa almoçar. Tiago fala que aguarda os meninos e desliga. Questão de meia-hora, chegam os meninos:

— Tio Tiago, CHEGUEI!!!- gritou Marcelo.

— Marcelo!! Quantas vezes eu disse pra não gritar, moleque?? (Bate na cabeça do sobrinho)

— Ai, tio, doeu pra caramba,- coçando a cabeça pra aliviar a batida.

— Eu ouvi você abrindo a porta, só não precisava GRITAR TANTO PORQUE EU NÃO SOU SURDO!! ENTENDEU, MARCELO? (gritando no ouvido do Marcelo e ele tremendo nas bases).

— Tá, tio Tiago, desculpa. Vou evitar GRITAR DE NOVO PRA NÃO ATRAPALHAR O SENHOR, TÁÁÁÁÁ?, gritou Marcelo.

— ACHO BOOOOMMMMMMM!!!, gritou Tiago.

Os dois se encaram como se fossem duas crianças prestes a brigar e o Thomaz rindo, vendo toda aquela cena, porém envergonhado.

— É... desculpa, eu ainda estou aqui -, disse Thomaz, meio sem-jeito.

— Ah Thomaz, desculpa – disse o Marcelo numa voz sem-graça – mas você sabe o tio que eu tenho, né? Ele é um amor de pessoa comigo. (Marcelo encara o tio, com a cara vermelha de raiva, e o Thomaz rindo).

— Thomaz, você é quase da família. Já sabe como é que eu sou com esse pirralho que ainda não cresceu, respondeu Tiago, encarando Marcelo com uma cara sarcástica.

— Do que você me chamou, tio?? Grrrrrr, rosnou Marcelo.

— Isso mesmo, pirralho. – respondeu Tiago, com tom sarcástico.

— Olha tio, se eu te pego..... Hunf — bufou Marcelo.

— Desculpa, professor Tiago – disse Thomaz –, é que sempre me acostumei a ver o senhor com aquele jeito sério na sala de aula e também na educação do Marcelo. Jamais imaginei que o senhor fosse tão cômico assim.

— Thomaz, se chamar de “senhor” de novo, eu vou te dar uma coça – alertou Tiago, com cara brava, intimidando Thomaz.

— Ah, desculpe, foi sem querer. – explicou Thomaz, todo sem jeito.

— Ah, é brincadeira, Thomaz. Não precisa ficar sem jeito perto de mim, só porque sou tio do seu melhor amigo e fui seu professor. Pode me chamar de você. Afinal, você sempre frequentou a minha casa pra vir estudar com Marcelo. Não teria porque fica assim diante de mim. – respondeu Tiago, acalmando Thomaz.

— É... mas sabe como é, é que você é mais velho do que eu e.... – antes que terminasse a frase, Tiago encara Thomaz com a cara toda vermelha e com fumaças saindo das suas orelhas.

— O QUÊÊÊÊÊÊÊÊ? VELHO??? – gritou Tiago, num tom de ira.

Marcelo chega perto do amigo e diz:

— Thomaz, não fala mais nada. Fica quieto, se não vai piorar pra você e pra mim também – alertou Marcelo.

—É... é.... me desculpa, professor Tiago. Não tive a intenção de ofendê-lo –, Thomaz voltou a se acanhar de novo.

— Ah, tudo bem, Thomaz. Eu só estava brincando com você. (risos do Tiago). Você sempre será bem-vindo aqui em casa, saiba disso. E pode ter certeza que muitas cenas cômicas dessas vão acontecer com o Marcelo, e talvez com você. Hehehehe – respondeu Tiago a Thomaz, acalmando-o.

— É. – disse Thomaz, todo vermelho de vergonha.

— Bom, meninos, está na hora de almoçarmos. Aposto que as lombrigas estão atiçadas....

(Som de barrigas roncando).

Após o almoço, os meninos se encarregaram de limpar a louça, enquanto o professor Tiago se dirige a seu quarto:

— Meninos, irei descansar um pouco. Devem dormir um pouco, após lavarem a louça. Vocês têm atividades à tarde, não é?, perguntou Tiago.

— Sim, tio. Assim que terminarmos louça, vamos descansar aqui na sala. – respondeu Marcelo

— Sim, professor Tiago. Pode descansar despreocupado. –, completou Thomaz.

— OK. Bom, com licença e tenham um bom restante de dia. – despediu Tiago.

— Obrigado-, agradeceram os meninos.

Enquanto Tiago subia as escadas, os meninos foram descansar nos sofás da sala. Em um determinado, surge a conversa entre os jovens estudantes:

— Puxa, fiquei fascinado com a aula de hoje do Sergio. Acabei nem sequer prestando atenção nas outras aulas que tive depois, disse Thomaz.

— Sério? Que bom. O Sergio é demais, não é?, perguntou Marcelo ao amigo.

— É. Mas confesso que a tonalidade dele em dizer “Guerra Santa” me incomodou um pouco-, ressaltou Thomaz.

De longe, Tiago ouviu as falas de Marcelo e pensou: “Guerra Santa? O que será que o Sergio passou aos meninos hoje?..... Deve ser imaginação minha, não deve ser nada. Provavelmente o Thomaz teve a primeira aula com o Sergio e certamente ficou incomodado com o tom da voz de Sergio, até porque ele estuda Ciência Militar, e quando ele fala de alguma guerra, seu tom de voz é até macabro, mas deve ser o jeito dele de instigar os alunos. Com o tempo, Thomaz se acostuma com o jeito dele”. E assim que chegou à porta do seu quarto, a fechou e foi dormir.

Enquanto isso, na sala, os meninos continuam a conversa:

— Ah, que isso. Ainda está com paranoia sobre o que o Sergio disse? Eu sou aluno do Sérgio, não tem nada com o que você precisa se preocupar. Sempre que ele fala de alguma guerra, a voz dele fica daquele jeito. – disse Marcelo, tentando acalmar o amigo.

— É... deve ser imaginação minha. – respondeu Thomaz.

— Bom, vamos dormir um pouco. Ainda temos academia à tarde, né? -, lembrou o Marcelo.

— É. É bom que na academia, os exercícios me distraem um pouco do que houve e fico concentrado nas séries de hoje. – comentou Thomaz.

Marcelo acenou com a cabeça e os meninos tiraram um cochilo na sala. Enquanto isso, em um universo distante, uma voz ecoada:

— Quer dizer que Cronos achou um corpo para se hospedar? Isso não é nada bom. Zeta, como está a seleção dos meninos?, perguntou essa voz.

— Então, Cristal, as pedras das sete bestas estão aqui, mas nenhuma delas reage. Fico me perguntando se estes jovens nasceram ou ainda estão pra nascer...., disse Zeta, em tom tristonho.

— Zeta, pode ser que as pedras não reagem, porque estamos em uma galáxia distante da Terra. E se lançarmos as pedras na Terra? Pode ser que elas encontrem os jovens que herdarão as forças das bestas – disse Cristal, em tom otimista.

— É, pode ser. Desde a última batalha, você foi o único sobrevivente, não é, Cristal? Não é à toa que a pedra escarlate esteja reagindo com tanto brilho perante você, comentou Zeta.

— Sim, Zeta. Mas como eu herdei a liderança através da pedra escarlate, é natural que ela ainda reaja, pois o meu poder continua emanando nela. Porém, como líder desta galáxia, é meu papel escolher novos guerreiros que herdarão a força das bestas. Eu só não esperava que fosse evocar os jovens pra essa batalha difícil contra Cronos.-, disse Cristal.

— Que mal lhe pergunte, Cristal? O que nós temos a ver com Cronos? – perguntou Zeta.

— É fácil de responder. Durante muito tempo, nós dominamos a Galáxia. À medida que o tempo foi passando, surgiu Cronos, o deus do tempo. E com seu poder, ele dizimou todos que estavam em seus domínios, apagando as memórias dos guerreiros., lembrou Cristal.

— Mas se nós dominamos a Galáxia com inimigos tão poderosos, Cronos seria pior que eles?, questionou Zeta.

— Exatamente. Cronos tem uma força superior aos inimigos que enfrentamos, e acredito que ele tenha acumulado o desejo de vingança destes inimigos, podendo dizimar a nossa presença.

— Mas... será que Cronos não está sendo manipulado pelos nossos inimigos? E que talvez, a força deles tenha sido capaz de faze-lo reviver?, perguntou Zeta

— Não. Cronos é muito esperto nesse ponto. Ele se deixou ser manipulado pela Bruxa e pelos outros inimigos. E quando ele conseguiu acumular energia suficiente, apagou o rastro deles por completo, até mesmo a ponto de destruí-los.

— É... devemos ter cuidado com Cronos, então. Pelo visto, os nossos herdeiros vão ter um árduo desafio pela frente., lamentou Zeta.

— Zeta, não perca o otimismo. Os nossos guerreiros não irão lutar sozinhos, afirmou Cristal.

— Não?

— Não. Vou te contar uma história. A cada 250 anos, deuses malignos e bondosos reencarnam em jovens que tenham a sua personalidade, e por isso, há um embate entre estes deuses, a chamada Guerra Santa, onde ninguém saia vivo, tanto pelo domínio da Galáxia como pelo zelo da paz. Porém, os deuses do Bem não estão sozinhos. Eles contam com jovens dotados de uma força espiritual, chamados de Cavaleiros. Com seu poder, os Cavaleiros são capazes de realizar milagres, como selar a alma de um deus. Da mesma forma, os deuses do Mal possuem seu exército, confrontando as forças até que o último sobrevivente seja capaz de ter o domínio por completo ou apaziguar as tensões causadas pela Guerra.

— Entendi. Se Cronos se libertou de um poder maior que o dele, significa que este selo perdeu a magnitude de seu poder. E se ele renasceu, certamente os deuses do bem e do mal vão reencarnar novamente. Não é isso, Cristal?

— Sim.

— Bom, se os deuses vão reencarnar, quer dizer que os Cavaleiros e os guerreiros do mal também vão aparecer?

— Isso, Zeta. Vejo que compreendeu, porém somente Cronos foi capaz de renascer. Tenho um mal pressentimento e receio de que ele tenha sido capaz de selar os outros deuses, apenas para ter o domínio do mundo para si.

— Minha nossa! E não há nada que possamos fazer, Cristal?

— Temos que lançar as pedras das 7 bestas na Terra, para que elas encontrem aquele ou aquela que será capaz de herdar a sua vontade. Só que tem um pequeno detalhe, Zeta.

— E qual é? Tenho até medo de perguntar, mas acho que até sei a resposta, mas prefiro ouvir de você, Cristal.

— As bestas são capazes de decidir por quem lutar, pelo bem ou pelo mal.

— Era o que eu temia, Cristal.... mas não tem como a gente poder fazer com que as bestas lutem pelo lado do Bem, assim como fizemos em eras atrás?

— Eu gostaria muito de dizer que sim, Zeta, mas infelizmente, as bestas são autônomas para tomarem sua decisão.

— Mas e se uma das bestas for pro lado malvado? O que pode acontecer?

— Aí será uma catástrofe total. Dependendo da besta que aderir ao lado do mal, é morte certa. Mas..., Cristal abaixa a cabeça, quando é interrompido por Zeta.

— Mas o quê, Cristal? Você está me deixando preocupada!!

— O guerreiro que herdar a besta, ele terá que domar o seu espírito. Domando o espírito da besta, o guerreiro será capaz de discernir o que é certo e o que é errado. A besta, como um animal selvagem, tem vontade própria, mas se o guerreiro herdeiro tiver um espírito forte, será capaz de doma-la, e se não conseguir dominá-la, o guerreiro morre....

— O quê? Quer dizer que a força da besta, como também seu espírito, dependem unicamente da força do guerreiro? Isso é terrível, Cristal. E se ele falhar, ele morre?

— Infelizmente, é assim que funciona. Se o guerreiro falhar, ele perde a vida, e a sua alma é absorvida pela besta, como se fosse fonte de alimento, e ela fica mais forte e o destino está fadado à destruição, lamenta Cristal.

— Caramba!! Agora é que eu não vou lançar estas pedras na Terra, Cristal!! – exclamou Zeta. Como podemos comprometer a vida de um possível guerreiro nestas condições? Testar a sua força perante a besta? E se ele não for mais forte que ela, é imperdoável o destino que a Galáxia terá, se uma das bestas aliar-se a Cronos.... Eu não posso aceitar isso, Cristal!! – bradou Zeta.

— Zeta, não temos escolha! Infelizmente, não somos nós quem escolhemos os nossos guerreiros. As bestas irão testá-los continuamente, até um ser digno da vontade do outro.... caso contrário...., não gostaria de pensar nisso –, recolheu-se Cristal.

— Cristal.... eu entendo a sua compaixão para com a Terra, mas lançar as bestas seria um ato egoísta de nossa parte.... Até que ponto chegamos? Já imaginou sermos taxados de possíveis complôs desta Guerra? E o pior, vermos Cronos ter o domínio das 7 bestas, sem podermos fazer nada? É.... (lágrimas escorrem de Zeta) inadmissível e terrível, Cristal... não posso fazer isso.... me perdoe, Cristal....

— Zeta... (lágrimas escorrem de Cristal também), o que pudermos fazer a nosso alcance, a gente já fez... agora vai depender unicamente dos guerreiros e das bestas.... Zeta, – Cristal chorando – eu sei que há uma grande possibilidade de Cronos acabar com tudo.... mas iremos deixar que inocentes sejam vítimas de seus caprichos, sendo que podemos ajudar a proteger a Terra, de alguma forma? (Cristal continua chorando...) É tudo ou nada, Zeta.... por favor, lance as pedras das bestas, e vamos confiar para que apareçam guerreiros que zelem pela paz....e que as bestas possam lutar ao lado do Bem.

— Cristal... (Zeta chorando).....Eu entendo. Lançarei as pedras agora na Terra. (Zeta seca as lágrimas, sai da presença de Cristal e dirige-se a uma câmara)....

— Zeta.... fico contente que tenha compreendido. Agora só podemos orar para que tudo corra bem na Terra.

Zeta chega perto de uma câmara. As portas se abrem, e quando Zeta adentra a câmara, as portas se fecham. No corredor da câmara, lâmpadas com forma de cristal iluminam o espaço. Zeta carrega as pedras em uma ânfora, indo em direção a uma concha enorme. Nesta concha, existem 7 círculos, cada um de uma cor correspondente à pedra de uma besta. Após colocar cada pedra em seu devido círculo, Zeta se afasta da concha, pois uma luz clara emana dela e faz com que as pedras desapareçam. Zeta proclama algumas palavras: “Por favor, 7 bestas, protejam a Terra da maldade de Cronos”, e sai da câmara.

As 7 pedras, após saírem da concha, se transformam em breves estrelas cadentes coloridas e se dissipam entre os quatro cantos da Terra. Enquanto isso, no apartamento do professor Sergio, em uma certa região da ilha.....

— Mestre Cronos, eu não fiz nada de errado. Nem sequer mencionei seu nome para o Mauricio, acabei cobrindo a verdade com uma mentira.... por que me castiga?? AAAAHHH!! (grita agonizando)

— É pra você nunca se esquecer de que eu é quem domino, seu verme. – respondeu Cronos, em tom autoritário.

— Mas senhor....., agoniza Sergio.

— Cale-se!!!! – exclama Cronos –. Agora, trate de inventar uma maneira de ir para a Alemanha.

— Senhor Cronos, por que ir à Alemanha? O que é que tem de tão importante lá? – pergunta Sergio.

— Muito bem.... – diminuindo a dor agonizante de Sergio –, vou te dizer, mas você nunca deve mencionar isso a ninguém. Estou sendo claro?

— Sim, senhor Cronos –, consentiu Sergio, aliviando a dor causada pela pressão emanada por Cronos–, não darei motivos para desconfiarem de mim. Mas me diga, o que há de tão importante na Alemanha?

— Os meus Cavaleiros.

— O quê? – Sergio arregalou os olhos – Ca... ca... seus Cavaleiros? Como isso é possível?

— Muito simples. Como você não teve tempo de decifrar todas as narrativas naqueles escombros, irei te dizer. Como você bem explicou aos seus alunos, a cada 250 anos, há uma Guerra Santa. Contudo, a Guerra Santa não é somente entre Athena e algum deus.

— Ah – Sergio com olhar surpreso– quer dizer que....?

— Isso mesmo. A Guerra Santa é entre os deuses do bem e do mal. (Sergio abre a boca, com tom de espanto). Os deuses que zelam pela paz na Terra e os deuses que anseiam dominá-la. E como você bem sabe, sou o Deus do Tempo, sendo capaz de extinguir exércitos e apagar rastros de seus feitos pela História – lembrou Cronos –. E além disso, eu também tenho meus Cavaleiros, os quais eu batizei de Temporais.

— Eu estou chocado!! E o que a Alemanha tem a ver com seu exército?

— É na Alemanha que estão os escombros do meu Templo, Saturno.

Sergio fica em choque! E Cronos continua:

— Junto aos escombros do meu templo, está o cemitério dos meus Temporais. Por isso, você, como meu hospedeiro, irá reerguer o meu Templo.

— Eu... eu... não sei se consigo.... não sei se sou capaz de atender à essa ordem!!

— HUMANO INSOLENTE!!!. Como ousa contrariar um deus como eu? (Agride novamente o corpo de Sergio)

— Aaaaahhhhh!!! – Sergio grita de dor, e logo após o ataque do deus, se recompõe.

— Você irá reerguer meu templo, humano, ou melhor dizendo, semi-deus.

— Eu, semi-deus?

— Isso mesmo!! Como estou dentro de você, você tem a capacidade do poder de um deus, porém você ainda é humano, e eu ainda não despertei por completo. Por isso você é semi-deus, porque você tem um pouco do meu poder em você.

— E como irei reerguer Saturno? Eu nem sei onde estão os escombros do seu templo!

— É muito simples. Você irá emanar um pouco do meu cosmo ao chegar em uma certa cidade da Alemanha. Com a emanação do meu Cosmo, Saturno irá se reerguer por completo e os Temporais acordarão de seu sono eterno. E de lá, eu comandarei os preparativos para a Guerra Santa.

— Mas, e quanto a mim? O que será de mim, após Saturno se reerguer?, questiona Sergio.

— Você tem utilidade pra mim. Não posso simplesmente descartar você após o meu templo se reconstruir. Não se preocupe, Sergio, não irei destruí-lo.

— Ah. (Chocado com a declaração do Deus). Obrigado, senhor Cronos!! Não irei decepciona-lo. Irei providenciar a ida à Alemanha o mais breve possível. (ajoelha-se perante a presença de Cronos).

— Hahahahahahaha! Isso vai ficar muito, muito interessante!!! – ri Cronos, em tom de glória.

Enquanto isso, em alguma faculdade no Japão, duas meninas conversando:

— Aaah, hoje a aula de Física foi pesada, – disse a primeira –. Física certamente é um curso que não pretendo seguir carreira.

— Bom, eu gostei da aula de Química. Achei interessante a ligação das moléculas. – disse a segunda.

— Kátia... você sempre teve esse jeito de querer misturar tudo...., falou a amiga.

— Como você acaba com o ânimo, Brenda.... – respondeu Kátia.

— Mas é verdade. Desde que estudamos juntas, você sempre foi fissurada em laboratórios. Não sei de onde você tira tanto fôlego pra ler aquelas apostilas de Química e ficar treinando os experimentos na garagem da sua casa; — lembrou Brenda.

— Eu não leio. Eu devoro aquelas apostilas (risos). E eu pretendo me tornar uma grande cientista renomada. Você vai ver, Brenda (com brilhos nos olhos) – disse Kátia, com tom empolgante.

— Ah, meu pai... lá vem você com essa parada de ser cientista de novo... Que chato deve ser ficar confinado num laboratório, fazendo inúmeros experimentos pra poder comprovar alguma hipótese ou só por diversão.... – Brenda bufa.

— OLHA AQUI, GURIA!!! SE VOCÊ NÃO TEM PERSPECTIVA DE CRESCIMENTO PROFISSIONAL, NÃO VEM ACABAR COM O DOS OUTROS. NINGUÉM É IGUAL A VOCÊ, PRA VOCÊ FICAR AÍ DESTILANDO SUA PREGUIÇA E FICAR ACOMODADA – gritou Kátia. – PELO MENOS TRATE DE RESPEITAR A VONTADE DOS OUTROS, SUA SEM-NOÇÃO – Kátia, encara a amiga seriamente e seu tom de voz não foi dos mais amigáveis possíveis.

— Aiiiii, Kátia. Desculpa, não queria te deixar assim, de cara amarrada. É que eu ainda não pensei o que quero fazer depois da faculdade – falando em tom baixo.

— (Kátia bate na cabeça da amiga). Hunf...Pois trate de se decidir logo, se você não quer ficar igual à sua irmã mais velha, que casou e ficou acomodada, sem perspectiva de vida.

— Eii, é de mim que a gente tá falando, não coloca a Carina na história.

— Coloco sim. Sua irmã sempre foi presunçosa. Não queria estudar, acabou terminando os estudos na marra por causa da sua mãe. E você vai acabar ficando igual à ela, se não tomar alguma atitude. Brenda, você é muito boa pra ficar parada. Deve ter alguma coisa que você goste, além dos garotos, é claro – lembrou Kátia;

— Ai meu Deus, aqueles jogadores de futebol... que pedaços de mal caminho (seus olhos brilham)... não me importaria em me perder com um deles, se bem que eu iria me encontrar, na verdade. Hihihihi. Agora com qual deles eu devo me envolver? Os mais velhos logo vão ficar tudo feio, barrigudo, sem cabelo, sem mais aquele corpo definido, sem mais nada.... vou ter que investir nos mais novos....

Kátia dá um tapa na cara:

— Ai meu Deus... como você é iludida. Acha mesmo que você vai ficar linda e maravilhosa pra sempre? Acorda, guria, ninguém vai fazer Photoshop pra você quando você começar a enrugar. Não vem com seus ideais de capa de revista, porque você não é lá aquelas coisas, viu? – disse Kátia, farpando a amiga.

— Nossa, que grossa você hein!!

— Não, fui sincera. Não quer aceitar a verdade? Problema seu! E outra, todo mundo vai envelhecer um dia e tudo acaba: a beleza, a fama, tudo....

— Aff, tô vendo que é difícil conversar com você.

— Você que mudou de assunto do nada.... a gente falando de carreira de sucesso e você aí com seus pensamentos iludidos de ser a “oficial” dos jogadores.... – ironizou a amiga.

— Nossa, agora você pegou pesado....

— Hahahahahaha. Querida, você nunca vai ser oficial de um jogador famoso ou artista famoso.... basta você nas mídias o quanto esses caras têm de ex, atuais, amantes oficiais, amantes em off....

— Você não torce por mim, de jeito nenhum, né, Kátia?

— Torço. Pra você colocar juízo na sua cabeça e crescer, e ser alguém na vida. (Kátia olha pro céu). Olha, Brenda, duas estrelas cadentes... você não acha estranho? Geralmente elas aparecem à noite...

— Não, Kátia (Brenda estava de olhos fechados, deitada na grama). Devem ser aqueles aviões que estão fazendo algum treinamento com aquelas fumaças coloridas, sabe? Não tem como serem estrelas cadentes, até porque, como você mesma disse, elas aparecem à noite. – lembrou Brenda.

— É... mas eu não vi nenhum avião. – comentou Kátia.

— Devem ser aqueles jatos velozes e supersônicos que os engenheiros devem estar criando... por isso que devem ter tão rápido que nem deu pra perceber – respondeu Brenda.

— É, pode ser. De qualquer forma, como você não deve ter visto, as cores eram vermelho e branco. Igual às cores da bandeira do Japão.

— Bom – Brenda se levanta –, vou pra casa!! Nos vemos amanhã, Kátia.

— Eu também, já vou. Até amanhã, Brenda.

Kátia: É uma morena de porte físico forte. Olhos azuis, cabelos castanhos encaracolados, em torno de 1,79. Está no 1º ano de Química, e tem o sonho de ser uma grande cientista de laboratório. É sempre ligada nas ligações moleculares e suas reações, até cogita criar alguma substância nova que não tenha na Tabela Periódica.

Brenda: É outra morena de porte forte. Tem olhos castanhos, cabelos pretos e encaracolados, da mesma altura de Kátia. Ela começou a fazer a faculdade de Física, por exigência do seu pai, que foi um grande físico no Japão, porém ela não se identifica com o curso. E ainda não se encontrou com alguma carreira que lhe agrade. Mas ela encontrará um sentido pra sua vida.