Saint Seiya Ômega — Livro Marte
1 I — O possuidor do ódio
Notas iniciais
I
O possuidor do ódio
O santuário estava calmo. Tudo estava pelas entrelinhas das melhores, depois de tantas guerras, tudo descansava em paz. A grande construção branca grega estava renovada e reconstruída, totalmente nova em folha. Os aspirantes e novices passeavam pela praça que existia por ali, enquanto alguns estavam indo para missões e os novos cavaleiros de ouro guardavam as doze nove casas.
De noite, todos já saíam enquanto Saori colhia algumas flores dos jardins, Seiya a olhava com um sorriso amigável, enquanto trajava a armadura dourada sagitariana.
Seu sorriso se desfez quando ele pressentiu algo. Olhou para o céu, a lua estava vermelha. As nuvens ao lado dela não eram nada agradáveis. Então ele sentiu. Uma cosmoenergia devastadora.
— Saori. — Ele falou, sério. — Eu acho melhor você se dirigir aos seus aposentos. Algo estranho está acontecendo.
— Não, Seiya. — Ela falou com sua voz calma, pegando o báculo que estava em cima de um banco de pedra. Ela pegou o buquê e colocou em uma cesta de madeira.
— Kouga está dentro do quarto? — Ela perguntou, preocupada. Seiya assentiu com a cabeça.
No chão, um tornado de fogo começou. Seiya fez uma proteção dourada sobre Saori, que era uma barreira transparente amarelada. Do tornado de fogo, um homem alto pairava. As chamas transpareceram e ele foi revelado.
Tinha dois metros de altura, ou até mais. Seus cabelos eram loiros pálidos e seus olhos eram um vermelho fraco, porém ameaçador. A armadura que trajava era preta com vários traços vermelho escuro e vinho, com duas manoplas e duas asas de pura prata pintada. Não tinha elmo. Uma capa com as pontas rasgadas vermelhas estavam assanhadas e esticadas pelo vento forte, os relâmpagos agora caíam lá fora.
— Você é.. — Seiya balbuciou, olhando para Atena. — Ele é Ares?
— Meu irmão não usa fogo. — Ela disse, preocupada. — Você é...
— Isto mesmo. Sou eu, Marte. O deus romano da guerra e das chamas. — Sua voz era ameaçadora e era grave, grossa ao mesmo tempo, típico vindo de um deus.
— O que você quer? Por que um deus romano voltou das cinzas, mesmo após eu ter sido escolhida como guardiã da terra? — Perguntou, segurando o báculo com força.
— Tens razão, Atena. Você e os deuses do olimpo derrubaram e destruiram todo o panteão romano, nos amarrando no laço da existência no Érebo. — Ele falou. — Mas não deu muito certo, não é?
— Você está aqui por vingança. — Seiya raciocinou. — Não vai conseguir nada com isto.
— Fique calado enquanto eu falo, humano. — Marte repuldiu. — Atena, eu por todo o fardo que os deuses tiveram, carregados pelo ódio e pela vontade de vingança... — Uma aura apareceu em cima dele. Várias pessoas estavam lá, e três em cima. Um com tridente e cabelos brancos, outro com cabelos cinzentos e uma espécie de relâmpago-lança de ouro na mão. E outro com cabelos pretos carregando um bidente prateado. Netuno, Júpiter e Plutão. Vários estavam abaixo. Os deuses romanos.
— Com a ajuda de Minerva, Vulcano e Vingança, consegui sair daqui. Eles confiaram em mim os seus poderes para derrotar você, Atena! Eu vou começar por você. Já que seu marido Seiya, — Ele disse, olhando sorrateiramente para o cavaleiro dourado. — Já fez alguns trabalhos para mim.
Seiya entendeu. Poseidon, Éris e Hades.
— Não conseguirás nada tentando derrubar o Olimpo. Pode até levar minha vida. — Saori disse, atenta. Seiya pegou o braço dela nesse momento.
— Atena... Você desafiou seus inimigos e o poder maior diversas vezes. Mas agora é muito diferente. Você decidiu que estávamos fazendo destruição e caos com os humanos, e por isso com a ajuda dos deuses nos destruiu. Nós vamos fazer o mesmo. Eu tenho um novo poder com o acréscimo dos poderes de meus irmãos, Atena. Eu sei convencer. — Ele disse de uma forma sensacional, como se fosse algo fantástico. — E eu tenho o Érebo.
Atena não conseguiu resistir e soltou um grito, com seus olhos marejados e nitidamente preocupada.
— Sem mais delongas, Saori Kido, ou, Atena. — Disse. — Vamos acabar com isso. Tenha a mesma sensação de ser jogada para o nada, ser roubada.
Seiya não queria mais ouvir nada vindo daquele deus rabugento. Ele nem foi visto, passou como um borrão na direção do romano e já estava a frente dele, com o punho sobre o peitoral de prata preta da armadura. A parte quebrou.
O deus soltou uma gargalhada.
— Não vai resultar em nada, Seiya. Chega de lutar. — Ele disse. Seus olhos ficaram vermelhos. Seiya fraquejou e ficou em posição reta, com as pupilas roxas.
— Seiya, não! — Atena gritou, soltando as lágrimas. — Não caia em seu encanto. Por favor, por mim.
— Não adianta. — Marte sorriu, levantando a mão, que tinha uma pequena bola negra. Uma pequena esfera de escuridão. Ele soltou a forma redonda no céu e ela explodiu em fumaça negra, virando uma enorme massa escura flutuando no ar.
— Seiya. Pule no Érebo, Seiya. Atena quer isso. Nós queremos isso. — Sua voz ficou triplicada.
O cavaleiro andou até a massa escura e tocou nela. Isso foi o suficiente.
Saori soltou outro grito.
Mas era tarde demais, a massa negra já tinha absorvido completamente o corpo do lendário.
Depois disso, uma explosão de fogo e escuridão tomou conta do santuário.
— Não! — Ela gritou.
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